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Índia: Cultura, Economia e Geografia

A Índia, com uma população de mais de 1,4 bilhão de habitantes, é uma república federal parlamentarista com um sistema de castas que ainda influencia profundamente a sociedade, apesar de sua abolição. A economia indiana, que se desenvolveu após a independência em 1947, é uma das maiores do mundo, impulsionada por um mercado consumidor interno crescente e investimentos estrangeiros, especialmente no setor de tecnologia. A região da Caxemira continua a ser uma fonte de tensão entre Índia, Paquistão e China, enquanto a geografia e o clima variados do país contribuem para uma rica diversidade natural.

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Índia: Cultura, Economia e Geografia

A Índia, com uma população de mais de 1,4 bilhão de habitantes, é uma república federal parlamentarista com um sistema de castas que ainda influencia profundamente a sociedade, apesar de sua abolição. A economia indiana, que se desenvolveu após a independência em 1947, é uma das maiores do mundo, impulsionada por um mercado consumidor interno crescente e investimentos estrangeiros, especialmente no setor de tecnologia. A região da Caxemira continua a ser uma fonte de tensão entre Índia, Paquistão e China, enquanto a geografia e o clima variados do país contribuem para uma rica diversidade natural.

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ÍNDIA

Capital – Nova Dheli; Moeda – Rúpia indiana; Idiomas oficiais – Hindi e inglês:

IDH – Médio; Governo – República Federal Parlamentarista – Independência – 15/08/1947

População – Mais de 1,4 bilhão de habitantes (2º país mais populoso). Mesmo possuindo cidades que
abrigam milhões de pessoas, consideradas megacidades (cidades com mais de 10 milhões de
habitantes) como é o caso de Mumbai (antiga Bombaim), Calcutá e Nova Délhi, impulsionada pela
saída das pessoas do campo durante as últimas décadas, ela é ainda predominantemente rural. Isto é,
mais de 60% da população indiana vive no campo. Abaixo o tuc tuc, meio de transporte tradicional,
muito utilizado, uma apresentação de dança, o Taj Mahal e Gandhi, o líder da independência.
Religião – o hinduísmo é a religião professada pela maioria dos indianos, com quase 80% de adeptos,
seguida do islamismo (14,2%), cristianismo (2,3%) e outras religiões minoritárias. O hinduísmo é
mais do que uma religião, podendo ser considerado um sistema social, pois divide a sociedade em
diferentes castas. As castas são grupos sociais hereditários (que passam de pais para filhos), que
definem as funções que cada pessoa vai exercer, fazendo com que o destino de um indivíduo seja
traçado desde os primeiros dias de sua vida.

As quatro castas: Brâmanes (composta por sacerdotes); Xátrias (pertencentes ao poder político e por
militares); Vaixas (constituída por 109 fazendeiros e comerciantes) e a mais baixa; Sudras
(camponeses, operários e artesãos). Aqueles que não pertencem a nenhuma casta são chamados de
párias ou intocáveis, pessoas que realizam os mais degradantes serviços na sociedade hindu. Este
sistema de castas foi abolido pelo governo indiano, mas ainda marca profundamente a sociedade.
Abaixo, o banho no Rio Ganges, considerado sagrado para o hinduísmo, e jovens indianas.

Esse rígido sistema social e a ocupação inglesa levaram à grande concentração da riqueza nas mãos de
comerciantes e descendentes da nobreza hindu ou da casta dos brâmanes, em importantes cidades
como Mumbai e Calcutá. Como a maior parte dos membros do Legislativo e do Executivo indiano
pertence às castas mais elevadas, a mudança efetiva do sistema, que traria mais direitos às castas
menos privilegiadas e às excluídas, é lenta. A mortalidade infantil é elevada, principalmente a das
crianças do sexo feminino. Consequentemente, mais de 20% da população vive abaixo da linha de
pobreza. Além disso, o acesso aos serviços de saúde e de saneamento básico é precário. Em torno de
60% da população sociedade. não tem acesso ao saneamento básico.
O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NA ÍNDIA

A economia indiana tem seu desenvolvimento após a independência da Inglaterra em 1947. O processo
de crescimento econômico ganhou força a partir da década de 1990 com a política neoliberal
baseada na desregulamentação e na privatização. A desregulamentação é a flexibilização das leis locais
em favor do capital internacional, com isso são atacados direitos trabalhistas, a seguridade social, e a
questão ambiental. A privatização é a ação da venda de empresas públicas para o setor privado, na
maioria das vezes com valores inferiores ao seu valor real. O capital estrangeiro, em especial, o
estadunidense e japonês foram fundamentais para o desenvolvimento econômico da Índia. Por meio
desses capitais chegaram empresas como IBM, Apple, Microsoft, Siemens, entre outras que se
concentram no entorno da cidade de Bangalore, no sul da Índia. Essas empresas utilizam na produção
uma mãode-obra barata, mas com qualificação necessária.

O crescimento indiano na última década, principalmente, coloca esse país no chamado grupo das
chamadas economias emergentes. São países que tiveram um desenvolvimento econômico
consistente em seus PIBs (Produto Interno Bruto). Além da Índia, o Brasil, a África do Sul, a Rússia, e
a China, formam um importante bloco denominado de BRICS. Todos esses países representam a força
de um mundo multipolar, isto é, a divisão de força econômica e política entre diferentes países. A
economia da Índia ocupa a 5ª posição em termos de PIB, atrás apenas dos EUA, China, Japão e
Alemanha. Os rumos dessa grande economia do século XXI estão diretamente atrelados ao processo
de industrialização e expansão do setor de serviços. A potencialidade do crescimento é devido a sua
enorme população que com o passar dos anos e com o aumento da renda dinamizou a economia local
por meio do consumo, e a tendência é a expansão desse mercado consumidor. O grande mercado
consumidor interno (maior classe média do mundo), junto a ser considerada a maior democracia do
planeta (aproximadamente 815 milhões de eleitores), o desenvolvimento científico e tecnológico
(investimento em universidades), capacidade de produzir bombas nucleares, além da posição
geográfica estratégica, faz com que muitos analistas apontem a Índia como uma potência mundial
emergente. Apesar das dificuldades infraestruturais, problemas econômicos e questões inerentes à
organização do trabalho na Índia, o seu parque industrial tem crescido e se diversificado em um ritmo
satisfatório nas últimas duas décadas. Entre os principais ramos produtivos, estão: farmacêutico; de
software; de maquinários; têxtil; de equipamentos de transporte; químico; alimentício.
A questão da Caxemira

A região da Caxemira, na fronteira da Índia com o Paquistão e China, é reivindicada pelos três
países. Na partilha, parte da Caxemira, majoritariamente muçulmana, ficou sob domínio indiano
(hindu), o que até hoje não é aceito pelo Paquistão. Os dois países já se enfrentaram militarmente e a
ameaça de confronto é constante. A fronteira entre Índia e Paquistão é uma das mais tensas do mundo.
A rivalidade entre os dois países preocupa a comunidade internacional, pois ambos possuem armas
nucleares e grande poder militar. O Paquistão utiliza como principal argumento o fato de que a
maioria da população da Caxemira é muçulmana e que é seu desejo participar do Paquistão, onde a
maioria da população é muçulmana, mas são impedidos de fazê-lo por um governo indiano opressor. A
Índia parece igualmente determinada a manter o controle do estado da Caxemira. A China, por sua vez
reivindica uma parte do território, alegando divergência na demarcação das fronteiras.

Aspectos naturais

Os processos geológicos que definiram a atual situação geográfica da Índia começaram há 75 milhões
de anos, quando o subcontinente indiano, então parte do sul do supercontinente Gondwana, começou a
se mover para nordeste através do que posteriormente se converteria no Oceano Índico. A colisão
superior do subcontinente com a placa euroasiática e a subducção debaixo dela deram lugar
à cordilheira do Himalaia, o sistema montanhoso mais alto do planeta, que atualmente é a fronteira
da Índia a norte e a noroeste. O antigo leito marinho que emergiu imediatamente ao sul do Himalaia
fez com que o movimento da placa criasse uma grande depressão, que foi sendo levada pouco a pouco
por sedimentos propagados por rios, o que atualmente constitui a planície Indo-Gangética.

Relevo - O território indiano é caracterizado por um relevo heterogêneo que é compartimentado da


seguinte maneira:
- montanhas ao norte, com a presença da Cordilheira do Himalaia;
- planície Indo-Gangética, ao sul da área montanhosa;
- planalto do Decã, uma área elevada situada ao sul bordejada por montanhas;
- Gates Ocidentais e Gates Orientais, duas faixas montanhosas localizadas no sul da Índia, ao redor do
planalto do Decã.
A elevação média na Índia é de 160 metros. Seu ponto mais elevado é o monte Kanchenjunga, a 8.586
metros, situado nos Himalaias entre o território indiano e nepalês.
Hidrografia - Os principais rios têm sua origem na cordilheira Himalaia, como o Ganges e
o Bramaputra, que desembocam no golfo de Bengala. O rio Ganges é o principal rio indiano, o que
se deve sobretudo ao seu significado religioso e caráter sagrado para os praticantes da fé hindu. A
Bacia Hidrográfica do Ganges compreende boa parte do sistema de drenagem da Índia e é uma das
mais importantes da Ásia. Destaca-se, além desse, o rio Indo — o maior da Índia, com 3.180 km de
extensão —, Brahmaputra, Yarlung Tsangpo e Godavari. Na costa oeste, encontram-se os pântanos do
Rann de Kutch, enquanto no leste há a área protegida de Sundarbans, que a Índia divide
com Bangladesh. A Índia possui dois arquipélagos: Laquedivas, atóis de corais na costa sudoeste
indiana, e as ilhas de Andamão e Nicobar, cadeias de ilhas vulcânicas no mar de Andamão.

Clima – O clima na Índia varia bastante conforme a localidade, influenciado por fatores como a
altitude (relevo) e a maritimidade. Nas regiões mais elevadas, como no norte, predominam climas
mais amenos. Na maior parte do país, entretanto, domina o clima tropical de monções. Ele recebe
esse nome em decorrência da atuação do sistema de monções, caracterizado por ventos sazonais que
ora sopram do oceano em direção ao continente (monções de verão), carregando grande teor de
umidade para os países por onde passam, ora sopram do continente em direção ao oceano (monções de
inverno), ocasionando períodos de seca.

Vegetação - A Índia apresenta uma grande variedade de coberturas vegetais, o que se deve sobretudo
ao clima.

Florestas tropicais e decíduas são encontradas ao norte, leste e em uma estreita faixa ao sudoeste.

A área desértica conhecida como deserto de Thar é encontrada próximo da fronteira com o Paquistão.

Savanas são observadas nas regiões central e sul da Índia.

A vegetação alpina se intercala com áreas desérticas frias no Himalaia.

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