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Gestão de Riscos: Análise e Identificação

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Módulo 4 – Ciclo da

Gestão de Riscos

[Link]

O risco vem de você não saber


o que está fazendo.

Warren Buffet
Sem gestão de
riscos...
AGENDA

1. Analisando o ambiente.

2. Identificando os riscos.

3. Tipos de riscos.
1 Analisando o
ambiente
Etapas

1ª - Análise de Ambiente
Interno/Externo e Fixação dos Objetivos

2ª - Identificação de Eventos de Riscos

3ª - Avaliação de Riscos e Controles

4ª - Resposta a Riscos e Plano de Ação

5ª - Informação, Comunicação
e Monitoramento
Objetivos

• 1ª Etapa – Fixação dos objetivos

Fixação de Objetivos: todos os níveis da organização devem ter


objetivos fixados e comunicados. Inclui a verificação da existência
de missão, visão e objetivos. Essa verificação é necessária para
permitir a identificação de eventos que potencialmente impeçam
sua consecução.

O que queremos atingir?


SMART

Mensurável Relevante

M R

S A T
Específico Atingível Temporal
Técnicas

Como o governo e outros fatores


políticos afetam a organização?

Quais tendências econômicas podem


ter impacto na organização?

Quais são as tendências sociais e


demográficas emergentes?
TECNOLÓGICOS
Quais inovações tecnológicas podem
afetar a organização?

Quais aspectos ambientais


influenciam o ambiente de negócios
da organização?
Quais mudanças na legislação
podem impactar a organização?
Técnicas

Fatores positivos Fatores negativos

S W
internos

Strengths
Fatores

Weaknesses
(força) (fraquezas)

O T
externos
Fatores

Opportunities Threats
(oportunidades) (ameaças)
Ambiente de Controle:
dica prática

• Conduzir, periodicamente, pesquisas anônimas "de pulso" com os agentes públicos no que diz
respeito à comunicação da atitude ética por parte da alta administração.

• Revisar a existência e o conteúdo do código de conduta da organização e garantir que exista


um processo para a atualização periódica do código.

• Verificar se existe um canal de denúncias - incluindo a unidade organizacional responsável


por gerenciar e supervisionar o canal. Nesse ponto, também é interessante examinar os
esforços de promoção do canal por parte da organização e revisar uma amostra de denúncias
recebidas, verificando a adequação da investigação e da resolução das alegações.
Ambiente de Controle:
dica prática

• Verificar se a estrutura da organização facilita o fluxo de informações de riscos para cima,


para baixo e por toda a organização.

• Revisar a estrutura organizacional do órgão/entidade, comparando-a como outras de


tamanho similar, e verificar se os riscos associados a essa estrutura foram discutidos pela alta
administração.

• A partir dos organogramas da organização, selecionar uma amostra de cargos e revisar suas
descrições de cargo/papel, para garantir que o nível certo de competências tenha sido
articulado para cumprir as tarefas atribuídas àquele cargo. As habilidades parecem
apropriadas e as competências (e experiência) parecem razoáveis e consistentes?

• Perguntar aos funcionários relevantes sobre sua percepção quanto à importância de cumprir
com os objetivos da organização. Nessa ótica, revisar os critérios para as revisões de
desempenho dos agentes públicos, verificando se eles são considerados responsáveis por
alcançar esses objetivos.
Ambiente de Controle:
dica prática

• Obter e revisar o processo de gerenciamento de desempenho documentado da organização.


Verificar se os elementos principais existem.

• Verificar estatísticas de rotatividade e tendências, avaliando se o RH ou outra área de gestão


revisa os níveis de rotatividade.

• Revisar uma amostra das avaliações de desempenho, para determinar se as habilidades


notadas nas descrições de cargo realmente fazem parte da avaliação de desempenho dos
agentes públicos.
2 Identificando
os riscos
O que pode nos impedir de
alcançar nossos objetivos

CAUSAS EVENTO DE RISCO CONSEQUÊNCIAS

• Impacto em um
• Fontes • Incidente
objetivo
• Vulnerabilidades • Irregularidade
• Efeitos
Sintaxe

Devido à <CAUSA>, poderá acontecer


<RISCO>, o que poderá levar à <CONSEQUÊNCIA>
impactando no/na <OBJETIVO>.
Exemplificando

Devido ao contato direto dos empregados da área de


licitações com fornecedores, poderá acontecer o
oferecimento ou solicitação de pagamento indevido, o
que poderá levar à corrupção dos empregados
impactando na entrega de bens à população.
Técnicas

Diagrama de Ishikawa (Espinha de Peixe)

Causa Causa Causa

Evento de
Risco

Causa Causa Causa


PESSOAS PROCESSOS TECNOLOGIA

INFORMAÇÕES RECURSOS AMBIENTE EXTERNO


Preço de referência
acima do mercado
Processo mal elaborado
Falta de capacitação

Licitação
Irregular

Definição imprecisa
do objeto
Falta de publicidade
Conluio
Técnicas

Bow-Tie
Técnicas

Técnica: Bow-Tie
3 Tipos de riscos
Tipos de Riscos

Reputacional Estratégico

Riscos

Ambiental Integridade
Liquidez Operacional
Mercado

Cibernético Comunicação
Principais Categorias

1 Estratégico Integridade
3
Decisões que podem afetar Possibilidade de ocorrência de evento
negativamente o alcance dos de corrupção, fraude, irregularidade
objetivos da organização. ou desvio ético ou de conduta que
venha a impactar o cumprimento dos
objetivos institucionais.

2 Operacional Reputacional
4
Perdas resultantes de falhas, Comprometimento da confiança da
deficiências ou inadequação de sociedade em relação à capacidade da
processos internos, estrutura, organização em cumprir sua missão
pessoas, sistemas, tecnologia, institucional e interferência direta na
assim como de eventos externos. imagem da organização.
Principais Categorias

5 Orçamentário/Financeiro Comunicação
6
Comprometimento dos recursos Eventos que podem impedir ou dificultar a
orçamentários e financeiros disponibilidade de informações para a
necessários à realização das tomada de decisões e para o cumprimento
atividades da organização. das obrigações de prestação de contas às
instâncias controladoras e à sociedade.

7 Conformidade

Não cumprimento de princípios


constitucionais, legislações
específicas ou regulamentações
externas aplicáveis ao negócio, bem
como de normas e procedimentos
internos.
Riscos de Integridade

Nepotismo

Abuso de posição ou poder em favor de


interesses privados
Pressão interna ou externa ilegal ou antiética
para influenciar agente público
Solicitação ou recebimento de vantagem
indevida
Utilização de recursos públicos em favor de
interesses privados
Conflito de Interesses
Situação gerada pelo confronto entre interesses públicos e privados, que possa
comprometer o interesse coletivo ou influenciar, de maneira imprópria, o
desempenho da função pública. (Lei nº 12813/2013).

Situação onde os negócios, finanças, famílias, interesses políticos ou pessoais


podem interferir no julgamento de pessoas no exercício das suas obrigações
para a organização. (NBR ISO 37001:2016).
Como Evitar

CÓDIGO DE ON BOARDING
CONDUTA SEGURO E ÁGIL

CANAL DE POSSIBILIDADE
DENÚNCIAS DE CONSULTA

INVESTIGAÇÃO TRANSPARÊNCIA
INTERNA
Dica Prática

• O risco não deve ser descrito simplesmente como o não alcance do objetivo. A
descrição do risco deve prover insights sobre o que pode dar errado no processo.

• Defina qual tipo de técnica será utilizada (sessões presenciais, questionários,


entrevistas individuais, etc.).

• O risco não pode ser descrito como ausência de controle. Por exemplo, para um
processo de inventário de bens, o risco não é “falta de segregação de funções”, mas
sim “apropriação indevida de bens”.

• Nas organizações que possuem uma área responsável pela fomento e


implementação da gestão de riscos, possivelmente essa área ou pessoal será
responsável pela facilitação.
Dica Prática

• Avalie quanto tempo está sendo alocado no projeto para essa etapa do
gerenciamento de riscos, bem como quantos facilitadores serão necessários.
• O facilitador deve fazer uma breve apresentação do projeto, relembrando o
ambiente de controle avaliado e os objetivos do processo ou projeto que terá os
riscos identificados.
• Se a opção for a realização de um encontro presencial, faça uma preparação
adequada antes da sessão, garantindo que pessoas que entendam do processo
que terá seus riscos identificados, não importando o nível hierárquico de cada
indivíduo, estarão presentes à sessão.
• Tente manter o grupo focado. O grupo deve estar livre para definir e discutir os
assuntos conforme ele julgar apropriado, mas isso pode levar à perda de foco. É
papel do facilitador “trazer o grupo de volta” ao processo de identificação de riscos.
Dica Prática

• Controle o tempo, tentando manter-se dentro da agenda programada.


• Elabore uma ata a ser assinada por todos os presentes. Nela deverá conter,
pelo menos: data, local, participantes, método utilizado e eventual discordância
individual que algum integrante queira deixar registrado em ata.
• Estimule a participação do grupo. Principalmente quando há uma pessoa
hierarquicamente superior às outras no grupo, alguns integrantes podem se
sentir desconfortáveis em dar sua opinião. Caso isso aconteça, avalie se a
presença do chefe é imprescindível na sala.
Dica Prática

Se a opção for a elaboração de um questionário, atente aos seguintes


aspectos:
• As perguntas devem ser concisas e declaradas em termos simples.
• As perguntas devem ser livres de jargões e termos técnicos
desnecessários.
• Não deve haver perguntas em excesso (até 35 perguntas é considerado
aceitável por boa parte da doutrina).
• As perguntas não devem levar os participantes em direção a uma
resposta particular.

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