TERRA DINÂMICA
INSTITUTO MULTIDISCIPLINAR - UFRRJ
PROFA. LAURA MENDES
T E C T Ô N I C A D E
P L A C A S
T E C T Ô N I C A G L O B A L
2
3
A Terra tem o hábito ruim de
apagar a sua própria história
(Paul Voosen, 2016)
"Earth has a bad habit of erasing
its own history”
[Link]
u n d e r wo r l d - reve a l s - o ce a n s - a n d - m o u nt a i n s - l o s t-
earths-history
4
Merdith, A.S., et al. 'Extending full-plate tectonic models into deep time: Linking
the neoproterozoic and the phanerozoic'. Earth-Science Reviews.
DOI: 10.1016/[Link].2020.103477
5
REVOLUÇÃO NAS
GEOCIÊNCIAS!
τεκτονικός [Link]
6
DERIVA DOS CONTINENTES
- 1910-1950: Fixistas X mobilistas
Teoria Geossinclinal na Europa (Hueg)
Hipótese da Deriva Continental
Taylor (1910), Baker (1911) e Wegener (1915) AS BASES DO
Convecção no manto (Anthony Holmes - 1928)
CONHECIMENTO
EXPANSÃO DO ASSOALHO OCEÂNICO
- 1950-dias atuais: Revolução dos anos 60
Expansão do assoalho oceânico
Teoria da Tectônica de Placas (1968)
7
Alfred Wegener (1912)
A Deriva dos Continentes
Destaque desde Francis Bacon
(1620): Semelhança das formas das
margens dos continentes africano e
sul-americano
8
O NASCIMENTO
DE UMA
HIPÓTESE
Alfred Wegener
(1880-1930)
"O Copérnico da Geologia"
Deriva Continental
Livro: O origem dos
continentes e dos
oceanos (1915)
9
10
Fragmentação de uma massa
continental única:
PANGAEA /PANGEA
do grego Pan = “todo” e Gea/Geia = “terra”
Laurásia (Hem. Norte)
Gondwana (Hem. Sul)
Oceano: Pantalassa
[Link]
11
EVIDÊNCIAS DA 1 Geográficas
DERIVA
CONTINENTAL 2 Paleontológicas
3 Geológicas (Litológicas)
Alfred Wegener
(1915)
4 Climáticas
12
GEOGRÁFICAS
Linhas de costa de
alguns continentes
se encaixam
perfeitamente
13
PALEONTOLÓGICAS
Distribuição de
fósseis de fauna e
de flora
Pontes continentais
e migração de
espécies
14
GEOLÓGICOS
(LITOLÓGICAS)
Rochas iguais 2 Bi anos
(mesma idade) em 2 Bi anos
locais distantes
Composição das
rochas
[Link]
deriva%20continental%20-%[Link]
15
Mapa Batimétrico do Atlântico Sul. Fonte: Graça (2018)
Cadeias Walvis e Rio Grande - Restos das "pontes continentais”
16
CLIMÁTICAS
Evidências de
glaciações há 300 Ma
Depósitos glaciais e
carbonosos
17
AVANÇOS NO
CONHECIMENTO
Retomada das discussões
[Link]
18
A. Holmes (1928):
Expansão do assoalho oceânico
M. Ewing e B. Heezen (30
anos depois):
Dorsais Mesoceânicas (maior
estrutura geológica do planeta)
Movimentação
H. Hess (1962):
Expansão do assoalho oceânico
lateralmente como um “tapete
rolante” até as fossas oceânicas
[Link]
19
“Quando eu mostrei o que achei
para Bruce, ele gemeu e disse
MAPEAMENTO ‘Não pode ser isso. Parece muito
O ASSOALHO com a teoria da Deriva
OCEÂNICO Continental’. E bem, naquele
1948 tempo, acreditar nessa teoria era
considerado uma heresia
científica. Quase todo mundo nos
Estados Unidos pensava que
essa teoria era impossível. E
Bruce inicialmente recusou
minha interpretação e disse que
era ‘papo de garota.’” (Marie
Tharp)
Marie Tharp
Bruce Heezen
Mapa-Múndi do fundo dos oceanos (1977)
Fonte: [Link]
20
Mckzenzie e Parker
(1967):
Expansão do fundo
oceânico a partir de
anomalias magnéticas
Movimentação
[Link]
21
COLETA E
DATAÇÃO DE
ROCHAS DO
ASSOALHO
OCEÂNICO
Deep Sea Drilling Project
h t t p s : // w w w . n c e i . n o a a . g o v / p r o d u c t s /
international-ocean-drilling-archive
Sistema de perfuração e mapa de localização dos pontos do projeto
Fonte: [Link]
22
EXPANSÃO DO
FUNDO
OCEÂNICO
Paleomagnetismo
As rochas guardam o
campo magnético
vigente na época da
formação
Minerais ferromagnéticos
Magnetrômetros
23
+ _ +
+ _ + _
+
24
Registros das inversões
magnéticas na crosta oceânica
Anomalias magnéticas registradas
nas rochas vulcânicas
Vine e Mathews (1963)
Bandas de rochas “normais”,
alternado com rochas
magnetizadas inversamente.
"Padrão zebrado"
Anomalias magnéticas indicam apenas variações e não o processo
de inversão do campo magnético da Terra
25
[Link]
26
EXPANSÃO DO
ASSOALHO
OCEÂNICO
Idades das rochas
Idades mais jovens
com a aproximação
da dorsal meso-
oceânica
27
CORRENTES DE
CONVECÇÃO
O “motor da deriva”
Arthur Holmes (1929)
Modelo básico!
A realidade é mais complexa!
28
DIREÇÃO E
VELOCIDADE
29
TEORIA DA
TECTÔNICA DE
PLACAS
TECTÔNICA GLOBAL
Litosfera rígida com
espessura variada,
compartimentada em
placas por falhas e fraturas
profundas, se movimenta
sobre a astenosfera dúctil
Placas Tectônicas 30
[Link]
Rede tectônica global 31
(The global tectonic network)
Marrom: limites das microplacas
Ciano: Terreno das placas oceânicas
Azul: Falhas transformantes oceânicas
Vermelho e laranja: Zonas de falhas em domínios continentais e cadeias de montanhas
Roxo: Zonas de subducção e de suturas principais
Verde: Margens continentais
Fonte: [Link]
Placas Tectônicas
32
Movimentação de grandes placas e microplacas também!
Exemplo: microplaca
dos Açores
Relação com
terremoto de Lisboa
(1755)
33
34
A D A N Ç A D O S
C O N T I N E N T E S
35
36
1 Convergentes
(Convergência/Colisão)
TIPOS DE LIMITES
DAS PLACAS
TECTÔNICAS
2 Divergentes
(Separação/extensão)
3 Conservativos
(Movimentação lateral)
37
[Link]
38
- Terremotos desde 2150 BC
- 255000 registros de terremotos
MAPEAMENTO
GLOBAL DA
SISMICIDADE
Atividade sísmica em
todos os tipos de limites
ou bordas de placas
Intensidades variáveis!
[Link]
39
MARGEM
CONTINENTAL
Transição entre a
litosfera continental e
oceânica
ATIVA
PASSIVA
Margem Limite da
continental placa
Mapa-Múndi do fundo dos oceanos (1977)
Fonte: [Link]
40
MARGEM
CONTINENTAL
PASSIVA
BRASILEIRA
Exemplo:
Margem Passiva
Atlântica do Brasil
Goes e Ferreira Jr (2017)
h t t p s : // w w w. re s e a rc h g a t e . n e t /p u b l i c a t i o n /
321174662_Caracterizacao_Morfossedimentar_da_
Plataforma_Continental_Brasileira_Morphosedime
Limite da placa muito distante
ntary_characterization_of_the_Brazilian_Continent da margem continental
al_Shelf
41
SISMICIDADE
NO BRASIL
Por que a terra treme
no Brasil?
Quais são as causas?
Dados sobre sismos:
[Link]
[Link]
42
LIMITES
CONVERGENTES Oceânica - Continental
Colisão e subducção
Fossas oceânicas
Destruição de placa
Cadeia montanhosa
Oceânica - Oceânica
adjacente dobrada e
falhada
Terremotos rasos e
profundos
Continental - Continental
43
Exemplo de colisão
Zona de subducção
Formação da cordilheira
dos Andes
Sismicidade
Vulcanismo
[Link]
media/Ficheiro:Nasa_anden.jpg
44
[Link]
45
LIMITES
DIVERGENTES
Dorsais oceânicas
Vulcanismo
Construção de placa
com rochas jovens
Atividade sísmica
Fragmentação de uma massa continental e
46
desenvolvimento de oceanos e margens continentais passivas
47
Exemplo do rifte do
Leste af ricano
Sismicidade
Vulcanismo
[Link]
media/Ficheiro:Nasa_anden.jpg
48
Processos extensionais
Exemplo do rifte do Leste africano
49
LIMITES
CONSERVATIVOS
Movimentação lateral e
geração de
Falhas transformantes
50
Exemplo Falha de San
Andreas (EUA)
[Link]
media/Ficheiro:Nasa_anden.jpg
Falhas transformantes nas dorsais oceânicas
51
[Link]
52
200 milhões de anos
53
140 milhões de anos
54
65 milhões de anos
55
Hoje
56
h t t p s : / /
s u p e r. a b r i l . co m . b r/
c o l u n a /d e r i v a -
continental/pangeia-
nao-foi-o-primeiro-
supercontinente-e-nao-
sera-o-ultimo
57
E o futuro? O próximo supercontinente: 58
A “PANGEA Última" a 250 Ma
[Link]
59