Etec Philadelpho Gouvêa Netto
Centro Paula Souza
2º Desenvolvimento de Sistemas A
B.R.I.C.S.
Ana Luiza
Evellyn
Isabela
Júlia Galvão
Pedro
Rodolfo
Yasmin
São José do Rio Preto
2025
Contexto de criação do grupo - Época e lugar
A origem dos BRICS está ligada ao início dos anos 2000, quando o cenário
internacionalpassavaporfortestransformações.Omundoviviaaindaosefeitosda
globalização dos anos 1990, marcada pela expansão do comércio internacional e
pelahegemoniadosEstadosUnidosapósofimdaGuerraFria.Nessecontexto,as
economias emergentes ganhavam espaço, mas sua influência políticaefinanceira
era limitada pelas instituições internacionais, como o FMI e o Banco Mundial,
historicamente controladas pelos países desenvolvidos.
O termo BRIC foi criado em 2001peloeconomistaJimO’Neill,dobancoGoldman
Sachs,paradesignarquatrograndeseconomiasemergentes—Brasil,Rússia,Índia
e China — que apresentavam rápido crescimento e potencial para alterar o
equilíbrioglobal.Aprincípio,aideiasurgiuapenascomoumaprojeçãodemercado,
mas em pouco tempo ganhou dimensãopolítica.Em2006,oschanceleresdesses
países se reuniram pelaprimeiravezàmargemdaAssembleiaGeraldaONU,em
Nova York. Dois anos depois, ocorreu a primeira reunião formal de ministros das
Relações Exteriores em Ecaterimburgo, na Rússia. Finalmente, em 2009, foi
realizadaaprimeiracúpuladechefesdeEstadodoBRIC,marcodatransformação
do conceito em um grupo de cooperação internacional.
Oblocofoiconsolidadoemmeioàcrisefinanceirade2008,queexpôsfragilidades
da economia mundial e fortaleceu a percepção de que era necessário construir
alternativas à ordem global centrada no Ocidente. Assim, os BRICs passaram a
defendermaiorrepresentatividadeparaospaísesemdesenvolvimento,cooperação
Sul-Sul e uma visão de mundo mais multipolar.
Em2010,aÁfricadoSulfoiconvidadaaintegrarogrupo,quepassouasechamar
BRICS. A entrada do país ampliou a legitimidade e a diversidade geográfica do
bloco, garantindo presença também do continente africano. Esse movimento
reforçou a imagem do BRICS como uma coalizão de grandes economias
emergentes com voz ativa nos debates sobre comércio, desenvolvimento
sustentável e reforma das instituições internacionais.
Objetivos/Metas/Princípios
Qual o objetivo do Brics?
O principal objetivo do Brics é a cooperação ativa entre os países (política
multilateral) para que, em conjunto, possam avançar no desenvolvimento
socioeconômico de seus territórios e garantir o crescimento de suas economias.
A qualidade com que esse crescimento econômico acontece é, também, uma
preocupaçãodoBrics,queobjetivaaliaroaperfeiçoamentodeseuparqueindustrial
e de suas atividades econômicas com o desenvolvimento sustentável. Nesse
sentido,ealinhadocomosobjetivosestabelecidospelaONU,oBricsvisatambémà
inclusão social e ao combate à pobreza e ao desemprego em seus países.
Função e objetivo?
Os Brics servem como um mecanismo internacional e, desde que as reuniões
formaiscomeçaram,foramnegociadostratadosdecomércioecooperaçãoentreos
cinco países.
Tudo isso com o objetivo de aumentar o crescimento econômico e trazer essas
nações emergentes para papéis de destaque global.
“Eles [países do Brics] querem ser uma nova força motriz global, na tentativa de
mudarrumosemtermosdepolíticamundial,passarumpoucodainfluênciadonorte
globalocidentalparaessespaísesemergentese,principalmente,naeconomia”,diz
a professora.
É justamente para atingir esses objetivos e aprofundar os acordos que são
realizadasascúpulaseconferênciasdiplomáticas,queocorremdeformaalternada
em cada um dos membros.
Membros e suas características
O BRICS é um bloco econômico que inicialmente incluía Brasil, Rússia, Índia,
China e África do Sul, e que recentemente se expandiu para incluir novos
membros como Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos. Este grupo se
destaca por suas economias emergentes, grande população e diversidade
cultural, refletindo uma crescente influência global.
Cada membro traz características únicas: o Brasil é um grande produtor
agrícola, especialmente de soja, café e carne e possui vasta biodiversidade,
com a Amazônia como um dos principais ecossistemas; a Rússia é rica em
recursos energéticos, um dos maiores produtores de petróleo e gás natural do
mundo, tem uma forte influência geopolítica: Importante ator em questões de
segurança global e política internacional; a China é a segunda maior economia
do mundo, com rápido crescimento e inovação, líder em manufatura e
exportação, com forte investimento em tecnologia; a Índia é um centro de
tecnologia e possui uma grande diversidade cultural e religiosa, com uma rica
herança histórica; e a África do Sul é a mais desenvolvida da África, com uma
economia diversificada , é grande produtor de ouro, platina e diamantes.
Os novos membros, como a Arábia Saudita e o Egito, adicionam valor
estratégico e econômico ao grupo, especialmente no setor energético e em
termos de localização geográfica.
Investimentos e desenvolvimento sustentável, buscam fortalecer suas
economias e aumentar a competitividade global. Inovação e tecnologia, além
da diversidade cultural, a diversidade entre os membros do BRICS enriquece o
diálogo e a cooperação, permitindo a troca de experiências e práticas que
podem ser benéficas para todos os países envolvidos; fortalece a posição do
BRICS na geopolítica contemporânea, promovendo um mundo mais multipolar
e equilibrado.
BEZERRA, Juliana. BRICS+. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 19 ago. 2025
Atuações Incisivas
As Atuações Incisivas do BRICS e o Processo de Desdolarização
OblocodosBRICS,compostooriginalmenteporBrasil,Rússia,Índia,ChinaeÁfrica
do Sul e recentemente ampliado, tem consolidado um conjunto de instituições e
iniciativas estratégicas que visam aumentar sua autonomia no sistema financeiro
internacional e fomentar a cooperação em áreas críticas. Essas ações são
frequentemente associadas a um movimento global mais amplo de
"desdolarização", que busca reduzir a dependência do dólar americano.
1. Mecanismos Financeiros e de Cooperação**
Uma das principais conquistas do grupo foi a criação de instituições financeiras
próprias. O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) se destaca como um banco
multilateral de desenvolvimento (MDB) criado para mobilizar recursos e financiar
projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países em
desenvolvimento.
Paralelamente,oArranjoContingentedeReservas(ACR)funcionacomoumarede
de segurança financeira. É uma plataforma de apoio mútuo acionável caso um
membroenfrentedificuldadesnobalançodepagamentos.Comumpooldereservas
de até US$ 100 bilhões (sendo China US$ 41 bi, Brasil, ÍndiaeRússiaUS$18bi
cada,eÁfricadoSulUS$5bi),oACRestáplenamenteoperacional,emboraainda
não tenha sido utilizado.
Para além do financiamento, o BRICSestabeleceufórunstécnicosespecializados.
O BRICS Rapid Information Security Channel (BRISC) é uma plataforma para os
bancoscentraiscompartilharemexperiênciasnocombateaataquescibernéticos.Já
a BRICS Payments Task Force (BPTF) fomenta o diálogo entre especialistas em
sistemas de pagamento, focando em regulação, pagamentos rápidos e
transfronteiriços. Adicionalmente, o Grupo de Pesquisa em Fintech (Innovation
Hub), instituído em 2024, estuda o uso de Inteligência Artificial nos mercados
financeiros e a identificação remota transfronteiriça.
A coopência também avança na área de Finanças para a Transição Climática e
Sustentabilidade, com iniciativas para integrar práticas sustentáveis e apoiar
economias de baixo carbono, alinhadas com o Acordo de Paris. Essas e outras
agendas são discutidas anualmente na Reunião de Ministros da Economia e
Presidentes de Bancos Centrais (FMCBGM), que precede a Cúpula de Líderes e
delibera sobre as atividades do grupo.
2. A Proposta de um Sistema de Pagamentos e a Desdolarização
Um passo mais concreto em direção à autonomia financeirafoidadoemfevereiro
de 2024, quando o ministro russo das Finanças apresentou, durante reunião em
São Paulo, uma proposta para um sistema de pagamentos próprio do BRICS,
possivelmenteutilizandotecnologiablockchain.Oobjetivoécriarumacompensação
de transações internacionais "independente e despolitizada". Posteriormente, a
proposta ganhou forma em um documento oficial preparado pelas autoridades
russas.
Esse sistema, quandooperacional,proporcionariaumaformarápidaesegurapara
transações nas moedas dos países membros, potencialmente imune a sanções
políticas que visem excluir países de sistemas como o SWIFT. Contudo,
especialistas ressaltam que tal mecanismo, embora importante, não elimina a
necessidade de moedas dereservadevalorglobais,comoodólareoeuro,enão
equivale à criação de uma moeda comum para o bloco, que seriaumpassomais
significativo na desdolarização.
1. Cooperação Estratégica em Energia
A atuação do BRICS estende-se também à esfera energética. O Roteiro para
CooperaçãoEnergética2025-2030,elaboradopeloComitêdeAltosFuncionáriosde
Energia, estabelece um marco abrangente para a colaboração entre os membros.
Seusobjetivosincluemfortaleceracooperaçãointernacional,expandirocomércioe
investimentos, e abordar segurança energética e transições justas e inclusivas. A
cooperação está estruturada em áreas setoriais (como renováveis, hidrogênio e
combustíveis fósseis) e áreas transversais (como pesquisa e inovação), com
formatos flexíveis que vão de workshops a projetos piloto.
2. BRICS+ vs. G7: Uma Mudança no Poder Econômico Global
A expansão do bloco reflete e potencializa uma mudança significativa na
geoeconomiamundial.Analistasapontamque,enquantooG7mantémliderançaem
inovação, regulação financeira e soft power, os BRICS+ assumem a dianteira em
crescimento econômico (medido por Paridade de Poder de Compra - PPC),
população e controle de recursos estratégicos.
DadosdoFundoMonetárioInternacional(FMI)citadosemrelatóriosmostramqueo
bloco BRICS+ já superou oG7emparticipaçãonoPIBglobal(PPC).Em2024,os
BRICS+representavam36,7%doPIBmundial,contra29,6%doG7.Projeta-seque
essadiferençaseamplieaindamaisaté2029,comosBRICS+atingindo38,3%eo
G7 caindo para 27,5% (ECODEBATE, 2023;NOTÍCIABRASIL,2023).Essepoder
econômico e demográfico, somado ao controle de matérias-primas, impulsiona a
influênciadobloco,desgastandogradualmenteodomíniohistóricodaspotênciasdo
G7.
Em 2022, como parte de sanções devido ao conflito na Ucrânia, vários bancos
russos foram desconectados da Sociedade para Telecomunicações Financeiras
Interbancárias Mundiais (SWIFT), dificultando sua capacidade de realizar
transações financeiras internacionais.
Desafios
Os Desafios Estruturais do BRICS na Ordem Global Contemporânea
O BRICS é um bloco de grande peso econômico e demográfico, mas enfrenta
desafiosprofundosparaconsolidarsuainfluênciaglobal.Seusprincipaisobstáculos
são:
Reforma da Governança Global
O grupo defende uma reforma das instituições internacionais (como a ONU e o
FMI) para reflectir o mundo multipolar actual, mas esbarra na resistência das
potências estabelecidas e na dificuldade interna de criar uma proposta unificada.
Hegemonia Chinesa
A enorme disparidade económica da China em relação aos outros membros gera
um dilema. Embora essencial para impulsionar o bloco, a sua influência levanta
receiosdequeoBRICSsetorneuminstrumentodeprojecçãodopoderdePequim,
causando tensões, especialmente com a Índia e o Brasil.
Cooperação Económica Limitada
Apesar de sucessoscomoacriaçãodoNovoBancodeDesenvolvimento(NDB),o
comérciodentrodoblocopermaneceabaixodopotencialeédominadopelaChina.
A coordenação de políticas económicas é difícil.
Falta de Coesão Geopolítica
O grupo é incapaz de adoptar posições comuns sobre crises internacionais
sensíveis(comoaguerranaUcrâniaoudisputasterritoriais),revelandodivergências
profundas. A sua unidade é “circunstancial e selectiva”, funcionando melhor em
áreas de interesse material claro, como financiamento ao desenvolvimento
Desdolarização
O BRICS actively busca reduzir a dependência do dólar, promovendo o uso de
moedas locais no comércio e através do NDB. No entanto,estainiciativaenfrenta
enormes desafios técnicos e políticos, incluindo a liquidez dominante do dólar eo
risco desubstituiradependênciadamoedanorte-americanaporumadependência
do yuan chinês.
Pautas recentes
Clima:
OspaísesdoBRICSreconhecemaurgênciadeenfrentarosimpactosambientaise
defendem a necessidade de equilibrar o desenvolvimento econômico com a
preservação ambiental.Seusobjetivosapresentamofortalecimentodacooperação
emenergiaslimpaserenováveis,apromoçãodetecnologiassustentáveis,adefesa
do princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, e o apoio a
políticas que conciliem crescimento com redução de emissões de gases de efeito
estufa. Assim, o BRICS se apresentou como líder de uma mobilização global que
busca por medidas mais justas e eficazes de ampliação do financiamento climático.
O BRICS também apresenta apoio à projetosemprolaomeioambientecomopor
exemplo recentemente apresentado o TFFF, Fundo Florestas Tropicais para
Sempre, ummecanismoinovadorconcebidoparamobilizarfinanciamentodelongo
prazo, baseado em resultados, para a conservação de florestas tropicais.
Inteligência Artificial:
O BRICS também tem incluído a pauta da inteligência artificial (IA) em suas
discussões, reconhecendo o impacto crescente dessa tecnologia no
desenvolvimento econômico, social e ambiental. Os países do bloco buscam
promover a cooperação para o uso ético e responsável da IA, com foco em
inovação,inclusãodigitalereduçãodasdesigualdadesentrenaçõesdesenvolvidas
eemdesenvolvimento.Tópicoscomoacriaçãodepolíticascomunsparagarantira
segurança e a transparência no uso da tecnologia, o incentivo à pesquisa e à
formaçãodeprofissionaisespecializados,alémdautilizaçãodaIAcomoferramenta
para apoiar áreas estratégicas, como saúde, educação, agricultura e
sustentabilidade.OsmembrosdoBRICSsempreressaltamqueoavançoacelerado
da IA nos países desenvolvidos tende a concentrar ainda mais riqueza e poder
tecnológiconoNorteGlobal,enquantolimitaasoportunidadesdeindustrializaçãoe
desenvolvimento para países da América Latina, África e Sul da Ásia, notamos
também a cooperação entre Brasil e China que juntos defenderam uma maior
aproximação no campo científico entre as duas nações e ampliação dadiscussão
sobre Inteligência Artificial.
Pontos recentemente discutidos são:
● estabelecer suas próprias estruturas regulatórias;
● desenvolver capacidades em pesquisa em IA;
● promover autonomia tecnológica e inovação;
● proteger dados;
● e impulsionar sua economia digital.
Banco de desenvolvimento:
ONovoBancodeDesenvolvimento(NBD),criadopeloBRICSem2014,temcomo
principal objetivo financiar projetos de infraestrutura e de desenvolvimento
sustentávelnospaísesmembroseemoutraseconomiasemergentes.SónoBrasil,
o NBD já financiou 29 projetos, totalizando um investimento de 6,4 bilhões de
dólares. Um dos mais recentes éoProjetodeDesenvolvimentoSanitárionoPará,
com propostas de avanço na qualidade do saneamento básico com impacto na
capital paraense, Belém, que sediará a Conferência do Clima da ONU em
novembro, e mais sete municípios.
Diferentedeinstituiçõesfinanceirastradicionais,oNBDbuscaofereceralternativas
de crédito menos burocráticas e mais adaptadas às necessidades do Sul Global.
Suas prioridades são o apoio a projetos ligados a energia limpa, transportes
sustentáveis, gestão de recursos hídricos e modernização de infraestrutura. O
banco reforça a pauta do BRICS de promover crescimento econômico aliado à
sustentabilidade, além de fortalecer a autonomia financeira dos países em
desenvolvimento diante dos grandes centros de poder econômico internacional.
Orçamento
BANCO DE DESENVOLVIMENTO (NDB)
ONovoBancodeDesenvolvimento(NDB)foicriadocomcapitalautorizadodeUS$
100 bilhões e capital inicial de US$ 50 bilhões, igualmente dividido entre os cinco
membros fundadores (US$ 10 bilhões cada), sendo US$ 10 bilhões de capital
realizado e US$ 40 bilhões de capital exigível. Pelo acordo fundador, 55% das
ações devem permanecer com os BRICS e 25% com economias emergentes,
mantendo o foco em países em desenvolvimento.
Para captar recursos, o NDB emite títulos em moeda local, reduzindo o risco
cambial.Em2016,lançou3bilhõesdeyuan(US$448milhões)nomercadochinês,
com vencimento de cinco anos e juros de 3,07%, e planeja expandir para Índia e
Rússia.
O banco recebeu classificação “AAA” de agências chinesas, destacando seu
potencial de crescimento, governança sólida, eficiência operacional e alto capital
realizado, e busca avaliação também de agências internacionais.
• Projetos Aprovados:
Em 2016, o Banco desembolsou cerca de US $ 1,5 bilhão em projetos de
infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países do BRICS. Até agora, o
NDB possui onze projetos de empréstimos aprovados.
• Membros do Banco:
ONDBpossuicincomembrosdesdesuafundação:RepúblicaFederativadoBrasil,
Federação Russa, República daÍndia,RepúblicaPopulardaChinaeRepúblicada
África do Sul. Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, membros
fundadores do NBD, ingressaram no banco, entre 2021 e 2023, Bangladesh,
EmiradosÁrabesUnidoseEgito.OUruguaieaArgéliaencontram-seemprocesso
de adesão. A filiação de empréstimos ou não, no entanto, está aberta a qualquer
membro das Nações Unidas, desde que os termos e condições estabelecidospor
umamaioriaespecialnoConselhodeGovernadoressejamcumpridos.OConselho
de Governadores pode aceitar instituições financeiras internacionais ou países
interessados em se tornarem membros como observadores em suas reuniões
(Acordo sobre o Novo Banco de Desenvolvimento, 2014).
• Governança:
O NDB é administrado por um Conselho de Administração e um Conselho de
Governadores, ambos compostos por cinco assentos, cada um ocupado por um
paísfundador.Apresidênciadobancoestáemrodízioeéperiodicamenteocupada
por um representante de um dos membros do BRICS, enquanto os demais são
responsáveis pela nomeação dos quatro vice-representantes.
• Estrutura de Voto:
O poder de voto baseia-se no número de uma ação subscrita no capitalsocialdo
BancoeaparticipaçãodospaísesdoBRICSnuncapodeserinferiora55%dototal
de votos. Atualmente, cada um dos cinco membros doNDBtemdireitosiguaisde
voto de 20%.
Se o Acordo sobre o Novo Banco de Desenvolvimento (2014) não prevê uma
maioria qualificada (dois terços do total dos votos) ou uma maioria especial (voto
afirmativo de quatro dos membros fundadores simultaneamente com maioria
qualificada), para uma determinada questão , a decisão é tomada com base na
maioria simples dos votos expressos.
Estrutura interna
O BRICS é um fórum internacional quereúneeconomiasemergentesemtornode
cooperaçãopolítica,econômicaesocial.Diferentedeorganizaçõesformais,elenão
possui um tratado constitutivo, orçamento próprio ou secretariado permanente,
funcionando com base em consensos e em uma presidência rotativa anual. Cada
país que assume a presidência tem a responsabilidade de organizar a cúpula
daquele ano, definir prioridades e coordenaraagendapormeioderepresentantes
chamados sherpas, que articulam posições entre os membros.
Nosúltimosanos,aestruturainternadoblocopassouporavançosimportantes.Um
deleséacriaçãodoNovoBancodeDesenvolvimento(NDB),comsedeemXangai
e escritórios regionais, destinado a financiar projetos de infraestrutura e
sustentabilidade. Outro é o Arranjo Contingente de Reservas (ACR), que serve
como rede de apoio financeiro em momentos de instabilidade cambial. Essas
instituições reforçam a dimensão prática da cooperação entre os membros.
Alémdisso,oBRICSvemincorporandonovasformasdeparticipação,comooeixo
chamado People-to-People (P2P), que abriu espaço para maior diálogo com a
sociedadecivil,ampliandoalegitimidadedasdiscussõesdogrupo.Comaexpansão
recente do bloco para 11 membros, o desafio atual é fortalecer sua governança
interna e integrar os novos participantes às estruturas já existentes, garantindo
maior coesão e relevância no cenário internacional.
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