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Nutrição Funcional e Obesidade: Causas e Soluções

A obesidade é uma preocupação crescente em países em desenvolvimento, onde a globalização tem levado a hábitos alimentares pouco saudáveis e sedentarismo. A Nutrição Funcional é apresentada como uma abordagem para prevenir e tratar a obesidade, focando na individualidade bioquímica e na interconexão de fatores fisiológicos. O documento também discute a programação metabólica da obesidade, enfatizando a importância da nutrição materna e a influência de fatores ambientais na saúde futura dos indivíduos.

Enviado por

Walter Andrade
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Nutrição Funcional e Obesidade: Causas e Soluções

A obesidade é uma preocupação crescente em países em desenvolvimento, onde a globalização tem levado a hábitos alimentares pouco saudáveis e sedentarismo. A Nutrição Funcional é apresentada como uma abordagem para prevenir e tratar a obesidade, focando na individualidade bioquímica e na interconexão de fatores fisiológicos. O documento também discute a programação metabólica da obesidade, enfatizando a importância da nutrição materna e a influência de fatores ambientais na saúde futura dos indivíduos.

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Dra.

Andréia Naves
Nutricionista – CRN3: 22.292 e Educadora Física
Diplomada pelo Instituto Americano de Medicina Funcional
Vice-presidente do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional
Diretora da VP Consultoria Nutricional

Hoje há mais pessoas obesas que famintas


no mundo em desenvolvimento

1,3 bilhão de pessoas 800 milhões de pessoas

1
A Globalização traz um estilo de vida pouco saudável aos países em
desenvolvimento. Nos últimos 20 anos, as pessoas pobres desses
países aumentaram muito seu consumo de bebidas adoçadas, óleo
vegetais e alimentos de origem animal, se tornaram mais sedentárias e
estão expostas a um maior nível de estresse físico e emocional

A DIFICULDADE DE SE ADAPTAR A A
ESSE AMBIENTE E PRESSÕES...

2
A capacidade de um material voltar ao seu estado
normal depois de ter sofrido uma pressão

Pode nos tornar menos resilientes…


Sobrecarga de energia e tensão…
Que nos deforma orgânicamente…
Manifestaçao fenotípica…

3
Por que escolher os princípios da
Nutrição Funcional: para prevenir e
tratar a OBESIDADE

THE AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION (2003) , S50-55

4
NUTRIÇÃO FUNCIONAL
É uma ciência integrativa e profunda. Focaliza os
aspectos bioquimicamente únicos de cada indivíduo, montando intervenções
para restaurar o equilíbrio fisiológico e bioquímico

Têm ênfase na pesquisa e sua aplicação clínica busca


equilibrar os sistemas de base do funcionamento do corpo humano, pois através
destes fornece as ferramentas para que o organismo expresse um estado de
VITALIDADE POSITIVA

Textbook of Functional Medicine, 2005

PRINCÍPIOS DA NUTRIÇÃO FUNCIONAL

 Individualidade bioquímica: expressão dos genes pelo fenótipo

 Interconexões em teia de fatores fisiológicos

 Centrado no paciente: identificar e tratar causas e não apenas sintomas

 Equilíbrio nutricional e biodisponibilidade dos nutrientes

 Saúde como Vitalidade Positiva

5
NUTRIÇÃO FUNCIONAL
 Objetivo no re-estabelecimento das funções orgânicas independente do diagnóstico

 Tratamento centrado na história do paciente

 Entendimento da relação entre nutrição e expressão gênica

 Capacidade de definir as interações entre a nutrição e a expressão gênica

 Avalia os sintomas levando em consideração todas as interconexões metabólicas

 Prescreve dietas individualizadas baseadas na informação genética

 INDIVIDUALIDADE BIOQUÍMICA

Obesidade Poligênica:
Interação de diversos gatilhos ambientais
Exercício Vírus
Nutrição

Status social Hormônios

Pressão
 Oferta de social
alimentos

Progresso Poluição Psicologia


tecnológico
Mutch D & Clement K, Plos Genetics 2006

6
Esses gatilhos ambientais podem iniciar
a obesidade já na vida intra-uterina?
A programação metabólica da obesidade:
a influência do ambiente obesogênico

Estudos sugerem que as primeiras experiências nutricionais do indivíduo podem


afetar sua suscetibilidade para doenças crônicas na idade adulta, tais como
obesidade, hipertensão, doença cardiovascular e diabetes

Efeito duradouro, persistente ao


Experiência Janela de longo da vida predispondo o
Nutricional Precoce oportunidade
indivíduo a determinadas doenças

WATERLAND RA & GARZA C. Am. J. Clin. Nutr., 69: 179-197, 1999

7
Alterações estáveis na expressão gênica ao longo de
diversas divisões celulares mas que não envolvem
mudanças na seqüência de DNA do organismo
Regulação
epigenética do
gene

Metilação do DNA
Pode ser
Modificação das histonas
transmitida
para gerações
REGULADOS PELO
futuras
AMBIENTE
WATERLAND RA & MICHELS KB. Annu. Rev. Nutr., 27: 363-388, 2007

Em adição ao grande número de genes suscetíveis, indivíduos com


síndrome metabólica, obesidade e diabetes tipo 2, podem não só
apresentar uma vida de desequilíbrio nutricional, mas também podem
ter sofrido uma programação epigenética imprópria durante o início de
seu desenvolvimento devido a insuficiência placentária, nutrição
materna inadequada e distúrbios metabólicos

Silenciamento ou expressão de
genes chaves para a
regulação do metabolismo

JUNIEN C & NATHANIELSZ P. Obesity Rev., 8: 487-502, 2007

8
METILAÇÃO DO DNA: ESSENCIAL PARA A FUNÇÃO NORMAL DA CÉLULA

• Betaína
• Colina
• Fibras
• Folato
• Genisteína
• Metionina
• SAMe
• Polifenóis
• Selênio
• Vitamina A
• Vitamina B6
• Vitamina B12
• Zinco

TRUJILLO, E. et al., J.
Am. Diet. Assoc., 106: 403, 2006

O principal determinante do
crescimento fetal é o ambiente
nutricional e hormonal em que
o feto se desenvolve

9
Desnutriçao e restrição protéica
 doadores metil
Exposição a toxinas

MCMILLEN IC; et al. Basic Clin Pharmacol Toxicol;102(2):82-9, 2008

PROGRAMMING E SÍNDROME METABÓLICA

REMACLE C. et al. Diabetes, Obesity and Metabolism, 9 (Suppl. 2): 196–209, 2007

10
ESTÍMULO NUTRICIONAL

Durante períodos críticos do desenvolvimento inicial

Alteram permanentemente o metabolismo
e a fisiologia do organismo

Exemplo: ambiente intra-uterino desnutrido



MAIOR TENDÊNCIA À OBESIDADE

Ambiente pré-natal e obesidade materna é


determinante no ganho de peso futuro e na
adiposidade
Rica em lipídios, principalmente em ácidos
Dieta Materna
graxos ômega-6

Recém nascidos obesos com aumento


do conteúdo de lipídio no fígado e
resistência hepática à insulina Buckley et al. 2005

Recém nascidos com probabilidade de se tornarem


Rica em carboidratos obesos, pois se tornam mais sensíveis aos sinais
orexigênicos e alteram sua preferência pela sacarose
quando adultos Kozak et al. 2000; Kozak et al. 2005

11
 Os ácidos graxos trans afetam o crescimento intra-uterino por inibição da
biossíntese dos ácidos graxos poliinsaturados araquidônico e docohexaenóico

 Mulheres com maior consumo de trans durante a gestação possuem maior


risco de pré-eclâmpsia

 Considera-se que o consumo de trans no período gestacional pode contribuir


para que o processo inflamatório tenha início ainda na fase intra-uterina

 Os trans maternos podem ser transferidos para a criança também através da


amamentação
CHIARA VL. et al. Rev. Nutr., Campinas, 15(3):341-349, set./dez., 2002

DESNUTRIÇÃO MATERNA
Durante os 2 primeiros
trimestres da gestação

Aumento da adiposidade

Período crítico da diferenciação do hipotálamo do feto.


 Desnutrição nesse período altera o desenvolvimento dos
centros hipotalâmicos reguladores do apetite

RAVELLI GP et al. N Engl J Med, 1976

12
DESNUTRIÇÃO MATERNA
Durante o último trimestre da gestação
5 primeiros meses após o nascimento

Aumento da adiposidade

 Período crítico da diferenciação de


replicação e diferenciação dos adipócitos

RAVELLI GP et al. N Engl J Med, 1976

Expostos a estressores metabólicos durante os


FETOS
dois primeiros trimestres da gestação como:
endotoxinas (LPS), TNF-alfa e IL-6

OBESOS NA VIDA ADULTA


Nilsson et al. 2001; Dahlgren et al. 2001

• Dieta materna rica em AG ômega-6


Alteração na funcionalidade
• Dieta materna rica carboidratos
da insulina e da leptina do
• Exposição a estressores metabólicos
recém nascido
durante a gestação

Levin BE, 2006

13
Glicose, insulina e leptina derivada da circulação materna ou
presente no leite materno exerce uma influência dominante
no desenvolvimento da regulação neural do apetite no feto,
especialmente nesse período pós natal, ajustando a
programação metabólica para o não desenvolvimento de
doenças

MUHLHAUSLER BS et al. FASEB J; 20:1257–9, 2006

LEPTINA

Desempenha papel regular no lactente


Potente neurotransmissor anorexigênico

CASABIEL X et al. J. Clin Endocrinol Metabol., 82: 4270-4273, 1997


SAVINO F et al. Acta Paediatrica, 91: 897-902, 2002

14
Estudos sugerem que uma dieta rica em proteína
proveniente das fórmulas infantis no período pós-natal

> Risco de Obesidade na vida adulta


PROTEÍNA
IGF-1
Estimula
Proliferação celular
Síntese protéica

DEWEY KG. J Hum Lact 19:9-18, 2003


MICHAELSEN KF et al. Public Health Issues Infant Child Nutr, 48:279-293, 2002

• A exposição a uma restrição calórica durante o periódo pré-gestacional pode,


teoricamente, afetar a saudabilidade da gravidez, interferindo na nutrição do
embrião e da placentas

• A mulher dever ter uma dieta rica em doadores metil durante toda a vida para
garantir uma programação metabólica efetiva em seus filhos

• Cuidado com a nutrição de mulheres obesas que pretendem engravidar. Essa


deve ser preparada

• Sugere-se a “preparação” da mulher. O controle do peso deve ser feito de 3 a 5


semanas antes de engravidar. Ou seja, deve existir um espaço de 3 a 5 semanas
entre a restrição energética para controle do peso e o início da gravidez.
Renato Pasquali, ECO 2008

15
Disruptores endócrinos do
ambiente e a etiologia da
obesidade

OBESOGÊNICOS AMBIENTAIS

Exposição a substâncias Pesticidas, Solventes,


químicas orgânicas e Corantes, Metais Pesados
inorgânicas

Preferencialmente estocados
no Tecido Adiposo
PREJUÍZO DE VÁRIOS MECANISMOS
ENVOLVIDOS NO CONTROLE DE PESO

> Concentração desses compostos químicos


OBESOS quando comparado a indivíduos magros

FREEDLAND, et al., Nutrition & Metabolism, 1 (12): 2004

16
GRÜN F & BLUMBERG B. Endocrinology;147(6 Suppl):S50-5, 2006

(tributyltin)

Gru¨n F; Blumberg B. Endocrinology, 147 (6) (Supplement):S50–S55, 2006

17
• BISPHENOL A
OBESOGÊNICOS AMBIENTAIS
• DIOXINAS
• ORGANOTINS (poluente de cadeia alimentar – animais marinhos)

Ligantes de RXR e PPAR-γγ

ADIPOGÊNESE

GRÜN F & BLUMBERG B. Endocrinology;147(6 Suppl):S50-5, 2006

DIFERENCIAÇÃO ADIPOCITÁRIA

SREBP1c / ADD1

β
PPAR-β α
RXR-α
PPAR-γγ

β /δ
C/EBP-β δ α
C/EBP-α

proliferação
diferenciação
Expressão de genes
específicos das células
adiposas
J. Lipid Res., 2002, 43, 835-860

18
Metais tóxicos, compostos orgânicos voláteis, solventes, pesticidas e herbicidas
medicações, álcool, aditivos alimentares, plásticos, patógenos, hormônios e
antibióticos, AG trans e CHO refinados, cafeína e aspartame

 Interferem no metabolismo energético


 Sobrecarrega o sistema hepático de destoxificação
 Desregula os mecanismos centrais de FOME-SACIEDADE
 Promove resistência à insulina
 Altera o ritmo circadiano
 Ativa o estresse
 Interfere na função da tireóide
 Aumenta a Inflamação
 Danifica a função mitocondrial
 Promove diferenciação adipocitária
Hyman M. Altern Ther Health Med;13(2):S134-9, 2007

DISRUPTORES ENDÓCRINOS E EVENTOS EPIGENÉTICOS

EDC inibe a EDC altera a


Histona deacitilase Metilação do DNA

TABB MM & BLUMBERG B. Molecular Endocrinology, 20(3):475–482, 2006

19
A exposição intra-uterina de BPA está associada
com maior peso corporal, aumento do
aparecimento de câncer de mama e próstata e
alteração da função reprodutiva

O estudo demonstra que a exposição intra-


uterina ao BPA leva a hipometílação do DNA na
prole, porém a suplementação materna com
doadores metil (ácido fólico e genistéina)
neutraliza esse efeito.

PNAS,104 (32): 13056–13061, 2007

OBESOGÊNICOS AMBIENTAIS
Ftalatos, estradiol, genisteína (em excesso),
bisfenol A, organofosfatos (PCBs), PFOA
(ácido perfluorooctanóico), organotins +
Nutrição
Inadequada

Jerry Heindel, ECO 2008

20
TOXINAS

Trato Gastroinestinal

21
12 indivíduos obesos avaliados durante 1 ano
Análise dos genes 16S ribosomal RNA das amostras de fezes

TURNBAUGH, PJ. et al. Nature, 444 (21): 1027, dec 2006

Os LPS (lipopolissacarídeos) são gatilhos originários da parece celular das bactérias intestinais
Gram-negativas que atravessam a barreira intestinal (num quadro de permeabilidade intestinal)
e geram o aumento da produção de citocinas pró-inflamatórias. Este gatilho da resposta
imunológica é mediado por macrófagos

BOSSHART, H.; HEINZELMANN, M. Ann N.Y. Acad Sci; 1096: 1-17, 2007

22
Sistema LPS/CD14 altera a sensibilidade à insulina e
inicia o diabetes e a obesidade. A redução da concentração
plasmática de LPS é uma estratégia importante para o controle
das doenças metabólicas

Diabetes 56:1761–1772, 2007

DETOXIFICAÇÃO
“Qualquer processo biológico que busque a
redução dos impactos negativos de
xenobióticos ao metabolismo corporal”

Qual seu Objetivo?


Polares e hidrossolúveis

Não polares e lipossolúveis Urina ou fezes

23
DIETAS DE DETOXIFICAÇÃO
Mais Congestionantes Menos Congestionantes
Medicamentos Gorduras Doces Nozes Arroz Raízes Frutas
Alimentos Frituras Laticínios Sementes Trigo Abóboras Ervas
Alergênicos Farinha Ovos
Leguminosas Mourisco Outros Água
Vísceras refinada Produtos
Gorduras
Aveia Massa Vegetais Folhas
Carnes de Padaria
Hidrogenadas Trigo Batatas Verdes

Potencialmente Mais Tóxicos Mais Detoxificantes


intermediários

Elson M. Haas , The Detox Diet, 1996

Nunca iniciar o tratamento de um


paciente obeso por uma Dieta de
Destoxificação!!!

Mas devemos potencializar o consumo de


nutrientes que agem nas fases I e II do
Sistema de Destoxificação Hepática

24
Dosagens diárias totais
(dividir em duas ou três porções)
Nutrientes para a FASE 1 e 2

Quercetina  200 a 800 mg


Aloe vera  50 a 300 ml
Propolis  500 a 2000 mg
Pólen  500 a 2000 mg
Cúrcuma  500 a 2000 mg
Alecrim  250 a 1000 mg
Óleo de alho  1000 a 2000 mg
Brotos de trigo, cevada e alfafa  2 a 6 cáps/dia
Broto de trigo  20 a 60 ml
Silimarina  150 a 250 mg

SUGESTÕES PRÁTICAS PARA IMPULSIONAR


O SISTEMA DE DESTOXIFICAÇÃO
• Comer alimentos orgânicos (evitar o consumo de pesticidas, herbicidas, hormônios e antibióticos
• Beber água filtrada
• Aumentar o consumo de fibras (leguminosas, cereais integrais, frutas, oleaginosas e sementes)
• Manter o intestino saudável para reduzir a produção de endotoxinas (utilização de probióticos)
• Consumir 1 xícara de brássicas diariamente
• Consumir vegetais folhosos escuros
• Consumir alho ou suplementos de alho
• Consumir chá verde pela manhã
• Consumir sucos de vegetais frescos (cenoura, gengibre, salsa, etc)
• Consumir alimentos com alta qualidade de substâncias sulfuradas (ovo, alho, cebola)
• Consumir bioflavonóides das uvas, berries e frutas cítricas
• Consumir cúrcuma: potente antioxidante e antiinflamatório
• Consumir aipo, alecrim (carnosol – potente estimular das enzimas de destoxificação)
• Suplementação de vitaminas e minerai, ômega-3 (1 a 3g/dia), NAC (500 mg/dia), aminoácidos
(taurina e glicina), etc.

25
1º- REMOVER: Patógenos, xenobióticos, e alérgenos alimentares

2º REINOCULAR: Probióticos e Prebióticos

3º RECOLOCAR: HCL e enzimas digestivas


- Indicação de chás digestivos (180 ml após as refeições)
- Abacaxi e Limão – Por estimularem a secreção ácida melhoram a digestão.

4º REPARAR: Dieta não irritativa; nutrientes de crescimento e reparo da mucosa

A COMPLEXIDADE DA OBESIDADE:
a relação do tecido adiposo e de seus produtos com os
demais sistemas orgânicos (sistema neuroendócrino,
sistema imune, sistema hepático e sistema gastrointestinal)

26
• Monogênica (SNPs)
• Poligênica
• Suscetibilidade genética

Consequências metabólicas e mecânicas

Alterações:
• Funcionamento tecido adiposo
• Neuroendócrinas
• Sistema Imunológico - INFLAMAÇÃO
• Sistema Gastrointestinal
• Ambiente intrauterino – imprinting metabólico • Sistema Hepático
• Alimentação (
 AGtrans, CHO refinados, industrializados) • Sistema Articular
• Sistema Muscular
• Inatividade Física •  Eficiência Energética
• Endotoxemia (LPS)
• Drogas
• Cessão do fumo
• Disruptores endócrinos (pesticidas, fitalatos,
bisfenol A, etc)

Qualidade da alimentação
Exposição à toxinas ambientais e endógenas
Permeabilidade intestinal inadequada
Desnutrição de micronutrientes
Stress psicológico e celular (DNA mitocondrial)

Sobrecarga do sistema imunológico


Altera microbiota intestinal
Altera a funcionalidade do tecido adiposo
Altera a função hormonal e de neurotransmissores
Distúrbios de comportamento
Resistência na perda de peso

27
Estilo de Vida, fumo, nutrição inadequada,
glicotoxicidade, lipotoxicidade, sedentarismo,
stress, alergia alimentar, toxicidade ambiental Hipotálamo
nutrição materna inadequada, vírus e bactérias (LPS)
CRH  ACTH  Cortisol  LPL visceral
Altera os mecanismos de saciedade – leptina e insulina

Fígado
Sistema Imune Inato
Proteínas de fase aguda
PCR, SAA, Fibrinogênio ↑ VCAM-1
↓HDL e ↑ TG ↑ ICAM-1
LPS Resistencia à leptina ↓ NO
α
IL-6, TNF-α Endotélio
TLR

Macrófago
RAGE ativado
PPR Infiltração de macrófagos Músculo
AGEs Adipócito ↑Leptina e ↓ Adiponectina
≠ estressores ↑ Cortisol (11BHSD-1)
Esquelético
↑ PAI-1 ↑ Produçao de RL
↓ Eficiência energética
COX-2 Resistência à insulina
κB
NF-κ 5-LOX
PGE2, TXA2, LTB4

28
Trayhurn P, Wood S. British Journal of Nutrition, 92, 347–355, 2004

DESENVOLVIMENTO DO TECIDO ADIPOSO

Adipócitos Pré-adipócitos
maduros Células Adipócitos
endoteliais maduros
Hipertrofia e
hiperplasia do
adipócito

Angiogênese

Inflamação
Macrófagos Pré-adipócitos

29
INFILTRAÇÃO DOS MACRÓFAGOS NO TECIDO
ADIPOSO DE OBESOS

J. Clin. Invest. 2006;116:33-35


J. Intern. Med. 2007;262:422-430

PAUL TRAYHURN, ECO 2008

30
OBESIDADE COMO DOENÇA INFLAMATÓRIA

Jeremy Turner. Imperial College London, 2007


CANCELLO R & CLÉMENT K. BJOG, 113: 1141-1147, 2006

31
GREGOR MF, HOTAMISLIGIL GS. J. Lipid Res.; 48: 1905–1914, 2007

32
Inflamação e Resistência à Insulina

KRIKETOS, AD et al. Diabetes Care 27:2033–2040, 2004

Músculo esquelético e Rins


Adipócitos Sistema Vascular

Citocinas
Quimiocinas

Resistência à insulina
Citocinas
AG livres Mediadores pró-inflamatórios
e pró-aterogênicos

Citocinas
Quimiocinas

Esteatose hepática NA Placa Aterosclerótica


 PCR e PAI-1

Fígado
Hepátocitos
e células imunes
Tecido Vascular

33
AMBIENTE OBESOGÊNICO

 Ingestão Alimentar
 Atividade Física Suscetibilidade Genética
Composição da dieta

 Gasto Energético

 Oxidação de gorduras Disfunção do Adipócito


Disfunção Mitocondrial  Tecido Adiposo

 Disponibilidade de gordura Adipocitocinas


Acúmulo Ectópico de gordura
Insulina

 Sinalização Insulina PI-3K


IRS
PKB/AKT
GS Glicose
Glicogênio
 Resistência à Insulina

Síndrome Metabólica

CEFALU WT et al. Am J Clin Nutr;87(suppl):481S–7S, 2008

α, IL-6
Toxinas, Stress, ROS, Glicotoxicidade, ⇑ AGL,TNF-α
Meio Extracelular

I I I Glicose Glicose
I
Glicose Glicose
α α

Fosfoinosiotídeos de
PImembrana plasmática
P P P P JNK / IKK
β β Glicose
P P P P Glicose
IRS-1 GLUT4

- Serina
Tirosina P PI3-quinase
PKC PI3-P

PI3,4-P2
TNFα Glicose
PI3,4,5-P3
GLUT4
Glicose GLUT4
Seus efeitos
intracelulares impedem a +
Glicose P GLUT4
fosforilação em Tirosina e
estimula em Serina Ser PDK-1
específica “bloqueando” a
cascata, a translocação
Glicose + +
de GLUT4 e o aumento da
captação de glicose para o Ácidos graxos P
DAG e Acetil CoA Akt Ser/Thr
meio intracelular.

34
Receptor de Insulina

Captaçao de
IRS-1 – fosforilaçao da tirosina glicose
IRS-1 – fosforilaçao da serina

Diacilglicerol
Acil CoA

Alteração da estrutura mitocondrial,


biogênese e funçao esquelética   PGC-1α

Lowell BB et al. (2005) Science 307, 384-387


Genomics on Obesity, Toulouse, 7-8 June 2007 Função e Densidade Mitocondrial

PLoS ONE 3(6): e2328. doi:10.1371/[Link].0002328

A combinação de ácido α-lipóico, acetil-L-carnitina, nicotinamida e biotina


tem efeitos no metabolismo da insulina e da glicose prevenindo a redução
da biogênese mitocondrial no músculo esquelético

Foram encontratos efeitos no aumento da expressão gênica


dos PPARs α e δ e da CPT-1

35
ÁCIDOS GRAXOS E HIPERINSULINEMIA

Gordura Abdominal MÚSCULO


Gordura Dietética

AGL FÍGADO

PÂNCREAS

O excesso de gordura na alimentação acarreta no aumento do volume das células adiposas que
com a evolução não conseguem mais estocar os TG e liberam os AGL para o fígado e músculo,
contribuindo para a deterioração da sensibilidade à insulina

CANI PD & DELZENNE NM, 2007

36
ACÚMULO ECTÓPICO DE LIPÍDIOS E RESISTÊNCIA A INSULINA

NASFL
↑ Enzimas hepáticas
(TGO, TGP, Gama GT)

↑ IMCL
↓ Proporção de fibras Tipo I e IIA
↓ Capacidade oxidativa das células
↑ Produção de insulina ↓ Densidade Capilar
β
Apoptose das células-β ↓ Atividade da CPT1
Double Diabetes

RASOULI N. et al. Diabetes, Obesity and Metabolism, 9: 1–10, 2007

Genes Associados com


Alterações no Metabolismo
após o Exercício

37
TREINAMENTO DE ENDURANCE E CAPACIDADE
OXIDATIVA DO MÚSCULO
• 9 indivíduos obesos
• 8 semanas de treinamento de endurance moderado
- 5 x / sem de 60 min de bicicleta
- 65 a 70% do VO2 max
• Biópsia muscular

BRUCE CR; Am J Physiol Endocrinol Metab; 291(1): E99-E107, 2006

KIM JY et al. Am J Physiol Endocrinol Metab 279: E1039–E1044, 2000

38
OBESIDADE ↑ 8OHdG

Dano do DNA mitocondrial do músculo esquelético

Redução da eficiência energética do músculo

de la Maza MP et al. Clin Nutr;25(6):968-76, 2006

de la Maza MP et al. Clinical Nutrition, 25, 968–976, 2006

39
ALIMENTOS QUE REDUZEM A FORMAÇÃO DE 8OHdG

Couve de bruxelas  300 gramas por dia  glicosinalatos


VERHAGEN, H.; DE VRIES, A.; NIJHOFF, W.A. et al. Cancer Lett; 114(1-2): 127-30, 1997

Chá verde  300 ml por dia  catequinas


KLAUNIG, J.E.; XU, Y.; HAN, C. et al. Proc Soc Exp Biol Med; 220(4): 249-54, 1999.

Bebida à base de soja  706 ml/dia


Suplemento  70mg de isoflavona
RYAN-BORCHERS, T.A. et al. Am J Clin Nutr; 83(5): 1118-25, 2006

25mg de tomate puro com 150g de espinafre


e 10g de azeite de oliva
PORRINI, M.; RISO, P.; ORIANI, G. Eur J Nutr; 41: 95-100, 2002

RECEPTOR DE LEPTINA RECEPTOR DE INSULINA

LEPTINA α INSULINA

Membrana celular

β
JAK-2

Receptor de Insulina
Tirosina cinase
IRS-2
Fosforilação da tirosina
Ativação
PI3 cinase

INIBIÇÃO DA INGESTÃO ALIMENTAR NO HIPOTÁLAMO


PORTE et al., Nutr. Reviews, 60(10): S20, 2002

40
↑ Inflamação
↑ ROS Induz o mRNA da LEPTINA
↑ MCP-1

HIPERLEPTINEMIA RESISTÊNCIA À LEPTINA


Hipotálamo
OBESOS ↑ Insulina
↑ Cortisol
↑ Estrogênios • Dietas ricas em gordura e lectinas ⇒
potencializam a resistência a leptina
• Toxinas ⇒ podem inibir os efeitos da leptina
FANTUZZI & FAGGIONI, J. Leukoc. Biol., 68: 437, 2000; MEIER & GRESSNER, Clin. Chem., 50 (9): 1511, 2004 ;
FANTUZZI, J. Allergy Clin. Immunol., 115: 911, 2005

SINALIZAÇÃO INTRACELULAR DE LEPTINA – LRb


Resistência a Leptina em Obesos – 1ª Hipótese

INFLAMAÇÃO

MÜNZBERG & MYERS, Nat. Neurosci., 8(5): 566, 2005

41
Serotonina
NPY

Resistência

Insulina

Resistência

Adaptado de Hofbauer KG; Nicholson JR; Boss O. Annu Rev Pharmacol Toxicol;47:565-92, 2007.

Crispim ca et al. Arq Bras Endocrinol Metab;51/7:1041-1049, 2007

42
PASQUALI R. The biological balance between psychological well-being and
distress: a clinician's point of view. Psychother Psychosom. 2006;75(2):69-71

HPA axis

Resistência no
Feedback Negativo
CRH
Estimulada pela presença de citocinas
no tecido adiposo como a IL-6

 CORTISOL
 Testosterona, GH e Sensibilidade à insulina (RI)
 Estrógeno (mulheres)

BJÖRNTORP P, Diabetes Rev.,5:52, 1997


LJUNG, T. et al. J. Endocrinol. Invest., 25: 229-235, 2002

43
PRIVAÇÃO ALIMENTAR (JEJUM)

 CORTISOL
12 horas > 6 horas > 3 horas

TIMOFEEVA, J. Comp. Neurol., 441: 71, 2001

IMPORTÂNCIA DA INGESTÃO
ALIMENTAR DE 3 EM 3 HORAS

(PASQUALI R. 9th International Congress on Obesity, Brasil, 2002)

↑ CORTISOL

 ↑ Atividade da 11β
β-HSD1 no tecido adiposo de obesos
 ↑ Expressão gênica da 11β
β-HSD1 no tecido subcutâneo e
visceral de obesos

PAULMYER, et al., J. Clin. Endocrinol., Metab., 87(6): 2701, 2002


VALSAMAIS, et al., J. Clin. Endocrinol., Metab., 89(9): 4755, 2004

44
• Diminuição da função imunológica
• Aumento do risco de infecções
• Aumento do risco de osteoporose
• Fadiga
• Irritabilidade
• Compulsão por doce
• Confusão mental
• Baixa energia
• “Binge eating”
• Hipertensão
• Aumento da retenção de água e sódio

45
• Hipercolesterolemia

• Hipertrigliceridemia

• Hiperglicemia

• Resistência à Insulina

• Fraqueza

• Distúrbio do sono

• Agregação plaquetária e disfunção endotelial

• Aumento da síntese de PCR

Estratégias nutricionais de sucesso: foco


nos alimentos funcionais, fitoterápicos,
vitaminas, minerais, ácidos graxos
essenciais e outros suplementos

ANTIIFLAMATÓRIOS MODULADORES DO CORTISOL

MODULADORES DA INSULINA FITOTERÁPICOS

46
 Redução da ingestão de AGSA e AG trans
 Adequar relação ômega-6:ômega-3  (5:1)  ↑ ingestão de peixes, linhaça ou
suplementos alimentares de ômega-3
 ↑ Ingestão de CHO complexo e fibras  verificar intolerância alimentar
 ↑ Ingestão de alimentos ricos em arginina  oleaginosas, peixes e soja
 ↑ Ingestão de frutas e verduras  ↑ oferta de fitoquímicos que inibem o NF-kappa B
 ↑ Ingestão de antioxidantes

BASU A; DEVARAJ S; JIALAL I. Arterioscler Thromb Vasc Biol., 26: 995-1001, 2006

ALIMENTOS VEGETAIS SÃO RICOS EM


FITOQUÍMICOS E NUTRIENTES

κB
Inativam o NF-κ

↓ Citocinas pró-inflamatórias

SCHWAGER & SCHULZE. Vet. Immunol. Immunopathol., 64: 45, 1998


SURH, et al. Mutat. Res., 480-481: 243, 2001

47
ALIMENTOS QUE
 NF-kB Alimento Referências
DENYS, A. et al. 2005
BABCOCK, TA. et al. 2004
Ômega-3 CHAUDHARY, A. et al. 2004
SUN, D. et al. 2003
NOVAK, TE. et al. 2003
Lignanas LEE, J. et al. 2005
EVANS, SE. et al. 2005
Beta-Glucanas LI, C. et al. 2004
WILLIAMS, DL. et al. 2000
Antocianinas AFAQ, F. et al. 2005
Cogumelo JIANG, J. et al. 2004
Licopeno KIM, GY. et al. 2004

Alimento Referências
Catequinas YANG, J. et al. 2005
ALIMENTOS QUE KIM, CH. et al. 2005
YAN, Z. et al. 2004
 NF-kB KIM, MJ. et al. 2004
AKTAS, O. et al. 2004
GUPTA, S. et al. 2004
VAYALIL, PK. et al. 2004
AHMED, S. et al. 2004
MACKENZIE, GG. et al. 2004
AHN, SC. et al. 2004
HOFMANN, CS. et al. 2003
AFAG, F. et al. 2003

Gengibre FRONDOZA et al., 2004

48
Camelia sinensis
 Chá verde: não sofre fermentação, folhas secas
 Chá preto: 80% do chá consumido no mundo, processado (fermentado – oxidação
enzimática das catequinas*), aquecimento por 6 horas
 Chá oolong: processo intermediário (2% do chá produzido)
 Chá branco: folhas jovens/ brotos
* Após secagem, as folhas são trituradas e deixadas em contato
com O2 para liberação das enzimas

Flavonóides
 30-40% dos sólidos extraídos das folhas secas
 Quantidade variável dependendo de condições climáticas, solo, idade das folhas

Infusão por 3-5 minutos

Após 5 min.: extração de 80% da cafeína e 60% de outras substâncias

 Após esse tempo: > extração de substâncias, perda de compostos voláteis e 


sabor amargo

 Reação entre cafeína e tearubigininas, com formação de precipitados

 Evitar o consumo noturno

 Atenção com quelação de ferro

 Preferir por produtos a granel

49
Gingerol, Shagaol, Gingerdione, Dihidroparadol

Inibem a COX e LOX


↓ Síntese de Protaglandinas e Leucotrienos

GRZANNA, R et al., J. Med. Food., 8(2): 125-132, 2005

50
Tem efeitos inibitórios na atividade de:

• Fosfolipase A
• LOX – lipoxigenases
• COX-2 – cicloxigenases
• Leucotrienos
• Tromboxanos
• Prostaglandinas
• MCP-1
• TNF-αα
• IL-12 CHAINANI-WU. N. The J. Alternative And Complementary Med., 9(1): 161-168, 2003

β
 IL-1β

 IL-2

 IL-4

IL-6

IFN-γγ

α
 TNF-α

CHENG, F-C. et al. Journal of Medicinal Food, 7 (2): 146-152, 2004

51
α
TNF-α
β
IL-1β
Histamina
Substância P
Óxido nítrico

Montanher AB et al. Journal of Ethnopharmacology 109: 281–288, 2007

W = suco fermentado
O = óleo da semente
P = extrato da casca
PJ = suco de romã
PSO = óleo da semente de romã
WPFE = extrato da fruta inteira

LANSKY EP & NEWMANA RA. Journal of Ethnopharmacology 109: 177–206, 2007

52
ÔMEGA-3
  Níveis séricos de triacilglicerol

 Efeitos diretos na contratilidade cardíaca

 Efeitos na pressão arterial

 Efeitos na função plaquetária

 Agem sobre os fatores coagulantes, sobre as células de imunidade e


nos indicadores da inflamação Recomendações
0,5-1,8g/d EPA + DHA
1,5-3g/d ALA

BHATNAGAR D. DURRINGTON PN. Int J Clin Pract, 57(4): 305-14, 2003.


EILAT-ADAR, S.; LIPOVETZKY, N.; GOLDBOURT, U.; HENKIN, Y. Harefuah;143(8):585-91, 622, 621, 2004.

RELAÇÃO EPA:DHA

2:1

ATENÇÃO!!
Administrar com alfa-tocoferol para evitar sua peroxidação

53
EFEITOS ANTIINFLAMATÓRIOS DO ÔMEGA-3

CALDER, PC. Am J Clin Nutr., 83(suppl): 1505S, 2006

ÔMEGA-3 E INFLAMAÇÃO
DIETA: 12 homens ingeriram uma dieta rica em ômega-3 durante 4 semanas

- Lipídios = 35.3%
Ômega 6 = 9,2 g/dia
Ômega 3 = 9,2 g/dia
EPA = 0,8 g/dia
DHA = 1,03 g/dia
EPA + DHA = 1,83 g/dia

36% TXB2
26% PGE2
β
20% IL-1β MANTZIORIS E. Am J Clin Nutr.;72:42–8, 2002

54
Relação ômega-6: ômega-3 de óleos vegetais
Tipo de óleo ω6:ω
ω3
Óleo de linhaça 0,2:1
Óleo de canola 2:1
Óleo de soja 8:1
Óleo de oliva 9:1
Óleo de arroz 21:1
Óleo de milho 46:1
Óleo de algodão 258:1
Óleo de girassol 781:1

USDA, 2005

Meta-análise de 20 estudos clínicos com humanos


Nº estudos Efeitos

3  TG (grandes quantidades > 35mg/kg – óleo de linhaça)

4 Suportam os efeitos protetores do ALA nas DCV


Óleo de linhaça: óleo de canola = 1:3
4 Óleo de linhaça é potente inibidor de mediadores pró-Inflamatórios

4 Consumo de semente de linhaça  CT e LDL-c


Melhora adicional na função renal em 1 estudo
5 Efeitos positivos na saúde óssea, devido à ação fitoestrogênica
 Risco de cânceres hormônio-dependentes

OOMAH, B.D. Flaxseed as a functional food source. J Sci Food Agric, 81:889-894, 2001.

55
EFEITOS ANTIOXIDANTES & ANTIINFLAMATÓRIOS
DO AZEITE DE OLIVA

12 indivíduos normolipidêmicos saudáveis


150g de batata com:
Azeite de oliva extra-virgem Avaliação dos marcadores inflamatórios e de
Azeite estresse oxidativo 1, 2 e 6h após a refeição
Óleo de milho

TBX(2)
LTB(4)

Capacidade
antioxidante

BOGANI, P.; GALLI, C.; VILLA, M.; VISIOLI, F. Atherosclerosis;190(1):181-6, 2007.

7368 jovens espanhóis


Avaliação do consumo de azeite
Q1 = 6g/d
Q5 = 46g/d

Não foi observada uma maior tendência a ganho de peso


com o maior consumo de azeite de oliva nem com maior risco de
desenvolvimento e sobrepeso ou obesidade
com uma dieta rica em azeite

BES-RASTROLLO, M.; SÁNCHEZ-VILLEGAS, A.; DE LA FUENTE, C.; et al. Olive oil consumption and
weight change: the SUN prospective cohort study. Lipids;41(3):249-56, 2006.

56
• 28 homens de 40 a 70 anos (IMC = 25 a 37 kg/m2)

• Dietra restrita em CHO (17:57:26)

• 15 homens consumiram 640mg/dia de colesterol

fornecido pelo consumo de 3 ovos

• Duração do estudo = 12 semanas

Ratliff et al., Nutrition & Metabolism 2008, 5:6

Ratliff et al., Nutrition & Metabolism 2008, 5:6

57
 21%

 7%

Ratliff et al., Nutrition & Metabolism 2008, 5:6

Ratliff et al., Nutrition & Metabolism 2008, 5:6

58
Ratliff et al., Nutrition & Metabolism 2008, 5:6

Estratégias nutricionais de sucesso: foco


nos alimentos funcionais, fitoterápicos,
vitaminas, minerais, ácidos graxos
essenciais e outros suplementos

ANTIIFLAMATÓRIOS MODULADORES DO CORTISOL

MODULADORES DA INSULINA FITOTERÁPICOS

59
ÁCIDOS GRAXOS ÔMEGA-3

Resistência a Insulina ↓ Inflamação

 Interfere na sinalização intracelular de insulina - PKC


 Interfere na expressão e atividade das enzimas de metabolização da glicose
 Diminui a expressão das enzimas lipogênicas
 Aumenta a oxidação dos ácidos graxos

DELARUE, et al., Reprod. Nutr. Dev., 44: 289, 2003

GRÃOS INTEGRAIS
Importante fonte de

 Baixo Índice Glicêmico


 Antioxidantes
 Vitaminas (
 conteúdo de Vitamina E)
 Minerais (Se, Mn, Cu, Zn)
 Ácidos Fenólicos
 Fitoestrógenos

60
EFEITOS BENÉFICOS DOS CEREAIS INTEGRAIS

Aporte de: Menor risco de:


Fibras DCV, DM, Ca
Baixo índice glicêmico DM
Fitoestrógenos Ca Mama, próstata, DCV
Antioxidantes DCV, Ca, DM
Antinutrientes (fitatos, taninos, inibidores enzimáticos) CA, DM, DCV

Atalah S, E. “Granos o cereales” integrales em la salud. 14º Congresso Latino Americano de Nutrição. Nov/2006.

QUINOA

A quinoa tem maior índice de saciedade quando comparada


com alimentos tradicionais a base de trigo
BERTI, C.; RISO, P.; BRUSAMOLINO, A.; PORRINI, M. Effect on appetite control of minor cereal
and pseudocereal products. Br J Nutr;94(5):850-8, 2005.

61
TABELA INTERNACIONAL DE
ÍNDICE GLICÊMICO
POWELL et al. Am. J. Clin. Nutr., 76, 2002

Classificação dos alimentos


Valores Índice Glicêmico Carga Glicêmica
Alto > 70 20
Médio 56 a 69 11 a 19
Baixo < 55 < 10

Total por refeição ≤ 10


Total diário máximo (Actividade Física moderada) 80
Total diário para patologias (Diabetes, SM e Obesidade) 40

[Link]

62
CG = CHO disponível na porção do alimento x Índice Glicêmico

100

Carga Glicêmica
Ex: Melancia
IG = 72 6 x 72 = 4,32
100
Porção de 120 gramas contém 6 g de CHO

IG  CG

BEBIDAS e EXTRATOS VERDES


Produtos ricos em fitoquímicos e antioxidantes (carotenos e
clorofila) que podem melhorar o controle glicêmico.
Chá verde, Suco de Clorofila, Chlorella e Spirulina

A suplementação (por 2 meses) de 2g/dia de spirulina reduziu de forma


significativa a glicemia de jejum (27%), a Hb A1C (34%), os níveis de
triglicerídeos (22%) e de colesterol total (11%)
Parikh P, Mani U, Iyer U. Role of spirulina in the control of glycemia and lipidemia in type 2 diabetes mellitus. J Med Food, 2001

Recomendação
• Espirulina (clorofila, carotenóides e ficocianinas; rico em proteínas) :
1 a 2 cápsulas antes das refeições, cerca de 1 a 5g/dia. Utilizada no tratamento da
perda de peso por apetite (fenilalanina)

• Chlorella (maior fonte de clorofila; rica em proteína – 60% e vit B12):


3g /dia de chlorella.

63
Consiste de 65 a 70% de proteína, possui alta concentração de vitaminas
do complexo B, fenilalanina e ferro (1,5 a 2,0 mg na dose de 10 g)

2g/dia  2 meses  15 pacientes NIDDM

 LDL, TG e Colesterol total


 HDL
 Glicemia e os níveis de Hb A1C
6 a 10 g/dia

MANI UV et al. J. Nutraceutical Funct Med Foods, 2: 25-32, 2000

PRESERVAÇÃO DA CÉLULA β

EPICATEQUINA

• Extrato de Pterocarpus marsupium (Vijayasar) – rico em epicatequina


• Previne a destruição da célula β e regenera sua função
GROVER JK; VATS V; YADAV SS Diabetes Obes Metab;7(4):414-20, 2005

2 xícaras de chá verde por dia ou 240 a 300 mg de flavonóides de chá verde

64
MELHORA DA EFETIVIDADE DA INSULINA

FENUGREEK (Trigonella foenum-graecum)

• A semente do fenugreek têm sido utilizada


para o tratamento do diabetes tipo 1 e 2,
constipação e dislipidemia

• Princípios ativos encontrado nas sementes:


saponinas e mucilagens (50%)

•Tem ação de retardar o esvaziamento gástrico, achatando a curva glicêmica (fibra


solúvel)

• Dose estudada: 1000 mg do extrato (utilizada junto as refeições)

Sharma RD, Sarkar DK, Hazra B, et al. Phytother Res., 10:332-4, 1996; Prasanna M. Indian J Phramcol;32:34-6, 2000

Estudo Fenugreek (Trigonella foenum-graecum)

Estudo randomizado com 25 indivíduos diabéticos tipo 2 que


receberam 1g/dia do extrato da semente de fenugreek ou
placebo por 2 meses

Melhora significativa do controle glicêmico (redução da glicemia de jejum


de 148,3 para 119,9 mg/dl) e redução dos níveis de insulina entre os
pacientes suplementados com fenugreek

Gupta A et al. J Assoc Physicians India, 49:1057-1061, 2001

65
• Possui compostos hidroxicalcone que inibem a
tirosina fosfatase do receptor de insulina
• Estimulam a sinalização intra-celular de insulina

Um estudo preliminar do US Agricultural Research Service com portadores de diabetes


tipo 2 mostrou que consumir metade de uma colher de chá ao dia é suficiente para
reduzir os níveis glicêmicos. A substância responsável é um polifenol, denominado metil-
hidroxi calcano polímero (MHCP) aumentou a sensibilidade das células do tecido
adiposo para a insulina mais de vinte vezes.

Estudo com indivíduos diabéticos que utilizaram 1, 3 ou 6 g de canela por dia por
(durante 40 dias) reduziu os níveis glicêmicos de 18 a 29% (a dose de 1g foi tão efetiva
quanto a de 3 e 6g/dia)
IMPARL-RADOSEVICH J, DEAS S, POLANSKY MM, et al. Horm Res, 50:177–82, 1998
KHAN A, SAFDAR M, ALI KHAN MM, et al. Diabetes Care; 26:3215-8, 2003

 Muito utilizado na culinária Chinesa


 Suco ou extrato  níveis de glicose no DM 1 e DM2
 Compostos bioativos: mix de esteróis, polipeptídeo P (insulin-like)
 60 ml do suco de bitter melon tem mostrado efeitos significativos

WELIHINDA J et al. J. Ethnopharmacol., 17: 277, 1986


SRIVASTAVA Y et al. Phytotherapy Res., 7:285, 1993

66
• O yacon (Polymnia sonchifolia) é um tubérculo originário
dos Andes, produzido na Colômbia, Peru e Equador
• É utilizado na alimentação humana desde a civilização inca.
O nome, no idioma inca, significa aguado ou suculento, já que
85% da sua composição é água
• Tornou-se popular no Japão por suas propriedades
terapêuticas. Foi introduzido no Brasil no início dos anos 90,
hoje já pode ser encontrado em mercados e varejões

Rico em Inulina (3 a 19%) • Melhora a tolerância à glicose


•  Hiperglicemia
• Melhora a sensibilidade periférica
AGCC dos tecidos à glicose

AYBAR MJ et al. J Ethnopharmacol., 74 (2): 125, 2001; VOLPATO G et al., 1997;


ROBERFROID MB et al. Crit. Rev. Food Sci Nutr., 33:103, 1993

MICRONUTRIENTES E SENSIBILIDADE À INSULINA

A hiperglicemia crônica sem controle pode causar alterações


significativas no estado nutricional dos indivíduos em relação a esses
micronutrientes e, por outro lado, alguns distúrbios de micronutrientes
podem afetar a homeostase da glicose

Cromo
Ácido lipóico
Vanádio
Taurina
Zinco
Magnésio

67
CROMO
 Forma de suplementação
Picolinato de cromo, Nicotinato de cromo ou Cromo glicina
 Doses utilizadas nos estudos
200 mcg a 1000 mcg. Melhor ação nos indivíduos deficientes em cromo
(indivíduos com diabetes, intolerância a glicose, dislipidemias e idosos).
Suplementação deve ser feito junto às refeições
 Duração da suplementação nos estudos
6 semanas a 8 meses
 Fontes alimentares
O levedo de cerveja é a fonte alimentar mais rica em cromo (1 colh de sopa= 60
mcg); cereais integrais; cogumelo, oleaginosas, gérmen de trigo; brócolis
 Aumentam a deficiência de cromo
Alta ingestão de carboidratos simples e a prática de exercícios aeróbicos
prolongados (maior liberação de cromo e aumento da excreção renal)

VANÁDIO
Forma de suplementação
Sulfato de Vanadil e Metavanadato sódico

Doses utilizadas nos estudos


Não foram estabelecidas RDA, EAR e AI
UL para > 19 anos: 1,8 mg
Dose segura: 100 a 125 mcg/dia

Duração da suplementação nos estudos


4 meses

Fontes alimentares
Cogumelos, mariscos, salsa, vinho

68
ZINCO
Os diabéticos perdem muito zinco na urina (dobro)
Forma de suplementação
Zinco quelado e Picolinato e Gluconato de zinco
Doses utilizadas nos estudos
30 mg
Duração da suplementação nos estudos
4 meses
Fontes alimentares
ostras, carnes vermelhas, cereais integrais e oleaginosas
Aumentam a deficiência de zinco
Excesso de Ferro e Cobre

MAGNÉSIO
Forma de suplementação
Magnésio citrato/aspartato ou magnésio quelado

Cuidado com a suplementação


Pacientes com IRC (clearance de creatinina < 30 ml/min).

Doses
Suplementação para DM= 300 a 700mg
> 500mg/dia diarréia, náuseas e dor de cabeça

Aumentam a deficiência de magnésio


Dieta ricas em ácidos graxos saturados; frutose; cafeína; consumo
de álcool; uso de diuréticos; alimentos com muito fósforo.

Aumenta a eficiência do magnésio


A vit B6 é necessária para a entrada do magnésio na célula

69
BELIN RJ, HE K. Magnes Res.; 20(2):107-29, 2007

ÁCIDO LIPÓICO

Doses utilizadas nos estudos


50 a 300 mg/dia
600 a 1200 mg/dia para neuropatia

Não fora encontrados efeitos colaterais com doses até 600 mg


(> efeitos GI e erupções cutâneas)

(MIDAOUI AEL & CHAMPLAIM J. Hypertension, 39: 303, 2002)

70
TAURINA
Importante atividade antioxidante
Suplementação - 100 a 400 mg/dia

 Melhora a sensibilidade à insulina


 Reduz a glicosilação
 Reduz a peroxidação lipídica (rins, cristalino, retina e pâncreas)
 Melhora os níveis de colesterol (sais bilares)
 Previne o consumo de ascorbato

Chauncey K B et al. The effect of taurine supplementation on patients with type 2 diabetes mellitus.
Adv Exp Med Biol. 2003;526:91-6.

Estratégias nutricionais de sucesso: foco


nos alimentos funcionais, fitoterápicos,
vitaminas, minerais, ácidos graxos
essenciais e outros suplementos

ANTIIFLAMATÓRIOS MODULADORES DO CORTISOL

MODULADORES DA INSULINA FITOTERÁPICOS

71
SUBSTÂNCIAS QUE PODEM MODULAR
OS NÍVEIS DE CORTISOL

Beta-sitosterol 30 a 300 mg

Fosfatidilserina 50 a 100 mg

TALBOTT, SHAWN, The Cortisol Conecction Diet., 2004

BETA-SITOSTEROL

DUESTER, KC. J. Am. Diet. Assoc., 101(4): 404, 2001

72
BETA-SITOSTEROL
Perfil de beta-sitosterol presente no óleo das principais variedades de abacate
Beta-sistoterol Médio Mínimo Máximo
83,3 mg 83,7 mg 87 mg

SOARES, H. & ITO, M.K. Rev. Cienc. Med. Campinas, 9(2): 47-51, 2000

BETA-SITOSTEROL

MAGUIRE, LS. et al. Inter. J. Food Sci. Nutr., 55(3): 171-178, 2004.

73
L- theanine  aminoácido encontrado no chá verde
 Propriedades psicoativas reduzindo o estresse físico e mental
 De forma isolada, a suplementação de L-theanine deve ser de 25 a 250 mg
GOMEZ-RAMIREZ, M. et al., 2007; KIMURA, K. et al., 2007; NATHAN, P. et al., 2006; TALBOTT, S.; SKOLNIK, H. , 2004

Fosfatidilserina  fosfolipídio encontrado nos peixes, nos vegetais folhosos


escuros, na soja e no arroz
 Fundamental para o funcionamento adequado das células neuronais
 Sugestão de suplementação 50 a 100mg
HELLHAMMER, J. et al., 2004; TALBOTT, S.; SKOLNIK, H. , 2004

Betasitosterol  esterol encontrado no abacate, oleaginosas e unha de gato


 Modula os efeitos do cortisol por equilibrar a razão DHEA: cortisol,
especialmente após o exercício
 Sugestão de suplementação 30 a 300mg
BOUIC, P.J.D. et al. 1999; TALBOTT, S.; SKOLNIK, H. , 2004

Vitamina C  potente antioxidante


 Suplementação de 3g/dia reduz os níveis de cortisol
 Atenção: suplementação até a UL
BRODY, S.; et al., 2002

74
βHSD1
INIBIDORES DA ATIVIDADE DA 11-β

 Alcaçuz
Ácido glicirrizinico extraído das raízes
Muito utilizado na culinária devido ao sabor doce

 Bioflavonóides
 Suco de Grapefruit
Rico em antioxidantes
Baixo índice glicêmico  Chá Verde
Termogênico

WAKE, D.J. & WALKER, B.R. Endocrine, 29 (1): 101–108, 2006

Estratégias nutricionais de sucesso: foco


nos alimentos funcionais, fitoterápicos,
vitaminas, minerais, ácidos graxos
essenciais e outros suplementos

ANTIIFLAMATÓRIOS MODULADORES DO CORTISOL

MODULADORES DA INSULINA FITOTERÁPICOS

75
 Princípio Ativo  Ácido hidroxicítrico  inibidor da lipogênese

 Apesar do ácido hidroxicítrico parecer ser um agente promissor no controle


do peso, estudos em humanos são limitados e os resultados contraditórios

 Um fator limitante é que nos estudos a garcínia cambogia geralmente é


utilizada junto com outro ingrediente

 As dosagens são muito variadas (55 a 2400 mg)

 Doses recomendadas  500 mg - 3x/dia

CHERNIACK EP. Alternative Medicine Review, 13 (1): 34-42, 2008

 Polissacarídeo extraído da casca dos invertebrados


 Parece que bloqueia a absorção de gordura
 Pode reduzir a absorção das vitaminas lipossolúveis
 Doses de utilização não estão estabelecidas, mas os suplementos
comerciais sugerem de 1.5 a 3 g/dia

CHERNIACK EP. Alternative Medicine Review, 13 (1): 34-42, 2008

76
Quitosana tem efeitos na obesidade
inibindo a diferenciação adipocitária
mediada por um “downregulation” da
expressão dos fatores de transcrição
adipogênicos (PPAR γ)

 Princípio ativo  sinefrina (efedrina like)  age estimulando os receptores β2

• Estudos ainda não comprovaram seus efeitos na reduçao efetiva de gordura corporal
• Dosagem dos estudos 975 mg

CHERNIACK EP. Alternative Medicine Review, 13 (1): 34-42, 2008

77
 40 receptores acoplados a proteína G (GPCRs)
 A família dos GPCRs são resultado da expressão de
cerca de 1000 genes que codificam a maioria dos
receptores sensoriais da visão e do olfato

AMARGO Receptores T2R que são expressos


exclusivamente nas células que contém a
AZEDO AZEDO subunidade α da proteína G = α-gustducin

SALGADO SALGADO
Receptores T1R2 e T1R3 que reconhecem as
DOCE moléculas como a sacarose, a sacarina e o
acesulfame K. Também se ligam a glicose e a
outros carboidratos que oferecem o sabor doce
direcionando nosso apetite para o açúcar

ADLER E., et al., Cell, 100(6): 693-702, 2000


NELSON, G., et al., Mammalian sweet taste receptors. Cell, 106(3): 381-90, 2001
GAILLARD, I., S. ROUQUIER, & D. GIORGI. Cell Mol Life Sci, 61(4): 456-69., 2004

78
α-gustducin
Açúcar
Adoçantes artificiais

α-gustducin

GLUT-2

SCLAFANI, A. PNAS, 104 (38): 14887–14888, 2007

As células do intestino codificam a glicose e os


adoçantes artificiais pelos mesmos mecanismos que as
células da língua regulando a expressão de proteínas
(SGLT1) e hormônios (GLP-1 e GIP) que facilitam a
absorção da glicose pelos enterócitos

79
Os receptores são capazes de detectar os adoçantes
artificiais nos alimentos e bebidas resultando no
aumento da capacidade intestinal em absorver a glicose

Insucesso dos adoçantes na perda de peso

Como motivar os pacientes?


Os princípios do Empowerment

80
Por que é tão díficil perde peso?
• Por que as pessoas não tem disciplina?
• Por que as pessoas estão preguiçosas ou indiferentes?
• Por que as pessoas não cuidam da sua saúde?

NÃO

Controle da própria vida


Auto-organização

• Identificam seus problemas


• Estabelecem um objetivo
• Desenvolvem estratégias
• Mobilizam recursos
• Começam a agir
• Refletem sobre os resultados

81
Triângulo
do Empowerment

Objetivos

Valores e crenças
Alimentos, saúde,
Certezas e dúvidas
moradia,
Motivação
comunicação pobre
Obrigações
RESPONSABILIDADE SEGURANÇA

Conteúdo Metodologia
PREOCUPAÇÕES e Avaliação
Estudo, trabalho
por rendimento, taregas
obrigatórias, avitidades
culturais

NUTRIÇÃO

[Link]?
• Educação Nutricional
• Alimentos
• Suplementos
• Fitoterápicos

82
NUTRIÇÃO

2. Quando?

• Quando o paciente estiver preparado


• Limite de cada paciente

NUTRIÇÃO

3. Por quê?

• Minimizar os efeitos das balas


• Garantir saúde
•  Expectativa de vida

83
NUTRIÇÃO

4. Com sucesso?

• Motivação

• EMPOWERMENT

• Co-responsabilidade

• Educação

 Fazemos questões para ajudar o


paciente a refletir sobre suas escolhas,
prioridades, valores e objetivos
 NÓS OUVIMOS

 Nós não julgamos, aconselhamos


(ao menos que ele peça) ou resolvemos
os problemas dos pacientes
 NÓS OUVIMOS

 Nós ajudamos os pacientes a


desenvolverem seu plano para a perda
de peso, ajudando-os a atingir seus
próprios objetivos  NÓS OUVIMOS

84
ENTREVISTA MOTIVACIONAL

Respeitar o ritmo Guiar e seguir Escutar a música


do paciente o paciente interna do paciente

4 atitudes da entrevista motivacional

Expressar empatia Dribar a resitência

Aceite com facilidade Evite argumentar


as mudanças as mudanças

Desenvolva Credibilidade
discrepância Pessoal

Entre o comportamento Faça a pessoa acreditar


presente e os valores na sua habilidade de
pessoais importantes sucesso

85
4 instrumentos da entrevista motivacional
Faça questões Audição ativa e
abertas reflectiva

• Encorajar o paciente a se expressar • Tenha certeza que entendeu o paciente


• Criar uma atmosfera confidente • O paciente se sentiu entendido
• Exercer a audição ativa • Faz com que o paciente explore sua
ambivalência
• Diminui a resisência do paciente

Auto-afirmação
Resuma
• Utilizae o erro como exemplo
• Valorize uma atitude bem sucedida • Resuma as percepções do paciente
• Elogie o máximo que conseguir • Lembre a ele de sua ambivalência
• Reformule as intenções do paciente
• Dê sua avaliação pessoal

AJUDE O PACIENTE A EXPLORAR SUA


AMBIVALÊNCIA
Você realmente quer mudar?

Benefícios do
Status atual
Custos do
Status atual

Custos da
mudança
Benefícios da
mudança

86
Estágios da Mudança e as Tarefas do Profissional
Estágio do paciente Tarefas motivacionais do profissional
Pré-ponderação Levantar dúvidas  aumentar a percepção do paciente
sobre os riscos e problemas do comportamento atual
(explorar a ambivalência)
Ponderação “Inclinar a balança”  evocar as razões para a
mudança, os riscos de não mudar, fortalecer a auto-
suficiência do paciente para a mudança do
comportamento atual
Determinação Ajudar o paciente a determinar melhor a linha de ação
a ser seguida na busca da mudança
Ação Ajudar o paciente a dar passos rumo à mudança

Manutenção Ajudar o paciente a identificar e a utilizar estratégias de


prevenção de recaída
Recaída Ajudar o paciente a renovar os processos de
ponderação, determinação e ação, sem que este fique
imobilizado ou desmoralizado devido à recaída

Funcionalidade celular adequada


 Perda efetiva de peso

87

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