Recrutamento e Seleção de Talentos Eficazes
Recrutamento e Seleção de Talentos Eficazes
Versão: 02
FICHA TÉCNICA.......................................................................................................................... 2
ÍNDICE ..................................................................................................................................... 3
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 4
BIBLIOGRAFIA.......................................................................................................................... 40
O recrutamento e seleção são duas práticas interligadas com o objetivo de escolher o melhor
profissional para o lugar. Se o recrutamento é uma atividade de divulgação, de chamada, de atenção,
de incremento da entrada (uma atividade positiva e convidativa), a seleção é uma atividade obstativa,
de escolha, opção e decisão, de filtragem da entrada, de classificação e, portanto, restritiva.
A sua importância é fornecer informações para orientar o atendimento de necessidades atuais e futuras
de pessoal, bem como buscar uma maior validade e confiabilidade de que foi feita a escolha certa entre
as opções de escolha existentes.
Nesse sentido, através deste módulo pretende-se ensinar os formandos quais os conceitos e dinâmicas
do processo de recrutamento e seleção, pelas principais atividades que integram recrutar e selecionar
pessoas numa lógica de gestão pelas competências tendo por base uma abordagem às novas realidades
de RH.
Com leis medíocres e funcionários bons ainda é possível governar. Mas com
funcionários medíocres as melhores leis não servem para nada.
O recrutamento e seleção constituem um processo importante para as organizações, pois é através dele
que os candidatos irão entrar na empresa. Este processo requer muito empenho, para que seja
selecionada a pessoa certa para o lugar certo. A seleção do candidato errado pode afetar os objetivos
da empresa ou conduzir a gastos desnecessários decorrentes da rotatividade.
A primeira tentativa de selecionar pessoas de maneira científica data de 207 a.C., quando os
funcionários da Dinastia Han, na China, criaram uma longa e detalhada descrição de cargos para
funcionários. Mesmo assim, poucas contratações foram satisfatórias.
Muitos autores discutem a verdadeira origem do Processo de Seleção por Competências. Uns dizem
que surgiu após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando capitães norte-americanos se
perguntaram por que certos grupos de soldados voltavam com sucesso de missões quase impossíveis,
enquanto outros fracassavam em tarefas mais simples. Físicos, psicólogos, psiquiatras e médicos em
geral foram convocados para responder à questão e proporcionar a criação de “pelotões perfeitos”.
Daí surgiu a Seleção por Competências. Outros, como a especialista na área Maria Rita Gramigna (2002),
apontam que o tema partiu de David McClelland, na década de 70. Em 1973, publicou o resultado do
seu trabalho sobre mensuração de competências e inteligência, na revista American Psychologist, dando
abertura para novos estudos.
Relativamente às tendências evidenciadas a partir dos anos 80, as organizações mostram mais
criatividade e utilizam mais fontes alternativas no recrutamento e seleção de pessoas, com o objetivo
de aumentar a diversidade dos candidatos. O modelo das competências profissionais passou a ser
discutido no mundo empresarial e, desde então, tem como objetivos racionalizar, otimizar e adequar a
força de trabalho face às demandas do processo produtivo.
Com efeito, atualmente aumentou a procura por pessoas eficazes e dinâmicas, capazes de aumentar a
perspetiva de vida das empresas e, consequentemente, alcançar o sucesso. O processo para fazer com
que essas pessoas trabalhem é de extrema importância para a empresa que quer chegar ao sucesso.
Os objetivos organizacionais podem ser atingidos somente com e através de pessoas. Por isso, o objetivo
maior da seleção é contratar os melhores dentre os candidatos, um processo pelo qual se faz a escolha
dos candidatos que possuam o perfil necessário para ocupar o cargo.
CONCEITOS
A seleção de pessoal é o processo através do qual se avalia e escolhe os candidatos mais adequados
para um dado cargo. Este processo visa conhecer as capacidades de trabalho e o perfil do candidato,
com o objetivo de integrar na empresa colaboradores competentes, trazendo benefícios para a
entidade empregadora e para o candidato.
IMPORTÂNCIA
Apesar de ser um exercício muito caro, o recrutamento é uma parte essencial de qualquer negócio e
vale a pena fazê-lo corretamente. Quando as organizações escolhem as pessoas certas para o trabalho,
as formam bem e as tratam de forma adequada, essas pessoas não apenas produzem bons resultados
mas também tendem a ficar mais tempo na organização. Em tais circunstâncias, o investimento inicial
e permanente da organização em si é bem recompensado.
Empregar a pessoa certa para o seu pequeno negócio pode ser a parte mais importante do seu
empreendimento. Um processo de recrutamento e seleção eficaz reduz a rotatividade. Estes processos
combinam a pessoa certa com as competências profissionais adequadas. Entrevistas e verificação de
antecedentes garantem que você contrata um candidato que é confiável e realiza os objetivos que
planeou para fornecer serviços de qualidade e produtos aos seus clientes.
Partindo daquilo que foi referido atrás, é possível constatar que o processo de recrutamento e seleção
tem custos diretos e indiretos: não só os custos do processo em si mas também os custos da rotatividade
ou da manutenção de pessoas inadequadas para a função como consequência de uma seleção
incorreta. A adequação da estratégia organizacional aos objetivos é essencial.
OBJETIVOS
Substituição de colaborador;
Criação de um novo cargo;
Aquisição de novas competências ou reforço das já existentes;
Introdução de um novo produto ou serviço;
Alteração do produto ou serviço existente;
Introdução de nova tecnologia;
Embora o recrutamento e a seleção sejam tratados como processos distintos, eles estão
intrinsecamente interligados e, assim, influenciam-se um ao outro.
Fonte: [Link]
gestores-de-rh/
O processo de recrutamento tem como objetivo informar candidatos qualificados sobre a oportunidade
de ocupar cargos dentro de uma empresa, detendo, por isso, um papel estratégico na gestão das
organizações, que hoje veem no capital humano a sua principal vantagem competitiva. Por esse motivo,
os procedimentos e técnicas empregues são cada vez mais criativos, para chamar a atenção de
candidatos competentes.
Antes de começarmos, leia o texto abaixo, que mostra de forma simples a importância do processo de
recrutamento.
DESAFIO PROFISSIONAL
Clark Kirby acaba de entrar no escritório de Lois Yates, a vice-presidente de RH. Clark trabalha na
Gunther Manufacturing de Los Angeles há dez anos. Depois de passar por um programa de formação
em gestão, atuou quase dois anos como supervisor operacional de uma fábrica. Então, surgiu uma
posição no departamento de RH. Clark possui uma especialização em gestão de pessoal pela California
State University de Los Angeles e desejava trabalhar com gestão de RH. Em sete anos, atuou e evoluiu
nos principais setores do departamento.
Lois selecionara Clark para ser gestor de RH da fábrica de Tampa. Essa era a oportunidade com que Clark
sempre sonhara: a oportunidade de evoluir por conta própria e de mostrar a sua capacidade a Lois, que
sempre o apoiou na sua carreira, e à Gunther. Ele mostrava-se muito entusiasmado ao entrar na sala de
Lois.
Lois cumprimentou-o dizendo: “Bom, Clark, espero que saiba que contamos consigo em Tampa.
Brevemente irá encontrar-se com o seu novo gestor da fábrica, Ed Humphrey. Você vai trabalhar para
ele mas vai reportar-se a mim para garantir o cumprimento das políticas de RH da Gunther. O quadro
inicial de pessoal da fábrica será o seguinte. Estas são, na verdade, as suas quotas de recrutamento: 38
gestores, 10 profissionais especializados e técnicos, 44 funcionários administrativos, 104 trabalhadores
qualificados e 400 trabalhadores semiqualificados. Brevemente, você receberá o orçamento com a
remuneração inicial máxima desse grupo. Você e o Ed devem acertar os detalhes. Você pode recrutar
alguns funcionários da matriz e de outras fábricas, mas evite o excesso de transferências. Lembre-se,
também, que a Gunther não está a conseguir cumprir as normas jurídicas que garantem igualdade de
oportunidades a todos nas relações trabalhistas. Sempre que possível, tente contratar pessoas com
mercado de trabalho tutelado pela legislação trabalhista, como é o caso dos menores aprendizes e das
pessoas portadoras de deficiências, para ajudar a empresa a atingir as suas metas internas. O seu
escritório de RH é composto por você mesmo, um especialista em RH para o ajudar a gerir o escritório
e um assistente administrativo. Boa sorte!”.
Clark procurou logo agendar uma reunião com Ed, o seu novo chefe. Ed, de mais ou menos 50 anos de
idade, possui o nível médio completo e começou como operário aos 18 anos, desde o início da Gunther.
Depois de dez anos a ocupar várias posições como trabalhador operacional, Ed tornou-se encarregado.
Oito anos depois, foi escolhido para ser assistente do gestor de fábrica. Depois de vários anos nessa
posição, foi indicado para ser um dos três gestores-assistentes da fábrica da Gunther de Chicago. Ele
permaneceu nessa posição até ser nomeado gestor da fábrica de Tampa. Depois de se apresentarem,
Clark e Ed conversaram.
Clark: Estes são os números de contratação de pessoal que a Lois me deu. Ela também disse que
podíamos recrutar alguns funcionários da própria Gunther, mas desde que isso não fira a política da
Ed: Vamos direto ao assunto e deixar tudo bem claro. Agora, você trabalha para mim e não para a Lois.
Aqui está uma lista de vinte gestores que quero que consiga para mim. O seu trabalho é convencê-los a
vir a Tampa comigo. Se precisar da minha ajuda para tentar convencer alguém, conte comigo. Mas afora
estou muito stressado, a requisitar a maquinaria necessária, a trabalhar com o projeto de montagem
da fábrica, a procurar financiamento, etc. Conte comigo quando for estritamente necessário, entendeu?
“Ah, mais uma coisa. Essa ‘tal’ legislação de oportunidades iguais de emprego – esqueça! A fábrica de
Tampa será a mais eficiente da companhia! E se isso significar a contratação dos melhores
trabalhadores, e se, por acaso, todos eles forem homens brancos, assim será, entendeu? Mantenha-me
informado de tudo o que está a acontecer. Seja bem-vindo e boa sorte!”.
Depois de refletir um pouco, Clark decidiu divulgar no escritório de Los Angeles as vagas para as posições
gerenciais e para profissionais técnicos da nova fábrica de Tampa. Ele também fez os contactos pessoais
solicitados por Ed para recrutar o pessoal de nível gerencial e usou o inventário de qualificações para
identificar mais candidatos. Clark também contactou esses candidatos. Não divulgou internamente ou
não adotou o inventário de qualificações para as vagas de funcionários administrativos, trabalhadores
qualificados ou semiqualificados. Ele sabia que na Gunther, assim como na maioria das organizações,
os funcionários dessas categorias geralmente não gostavam de mudar para outras localidades. A maioria
das companhias também evita incorrer em custos de transferência de funcionários dessas categorias.
Clark foi para Tampa e instalou um escritório de contratação no novo local. Publicou um anúncio num
jornal vespertino de Tampa e procurou uma agência particular de empregos para contratar um
especialista em RH e um assistente administrativo para o escritório. Depois de contratar esses dois
funcionários, instalou um escritório para atender os candidatos. Além disso, distribuiu formulários de
emprego e orientações de quando seriam feitas as seleções.
Brevemente descobriu, assim como o leitor perceberá no decorrer do módulo, que o processo de
recrutamento é um pouco mais complicado do que originalmente pensava.
O recrutamento de funcionários pode ser um processo um tanto precário. Com o custo exorbitante da
contratação e formação de um funcionário com competências que correspondam à descrição do
trabalho, cometer um erro nesta área pode prejudicar substancialmente o lucro líquido para o ano
inteiro. Uma consideração importante no recrutamento é a possibilidade de contratar externamente
ou de promover o recrutamento dentro da própria organização. Há vantagens em qualquer uma das
formas de recrutamento.
Esta forma de recrutamento pode criar equipas temporárias para realizar certas tarefas ou estas pode
proceder a alterações permanentes. O recrutamento interno pode ser horizontal (transferências de
postos de trabalho), vertical (conduzindo a promoções) ou diagonal (transferência com promoção).
A identificação, a seleção e a manutenção das fontes de recrutamento constituem uma das formas pelas
quais a gestão de recursos humanos pode:
2. Associações de antigos alunos (pode existir uma base de dados que facilite o acesso, por parte
das empresas, a antigos alunos da instituição);
Transferência. Esta implica uma mudança no local de trabalho sem qualquer mudança na
função, estatuto, salário ou responsabilidade do colaborador. A vaga pode ser ocupada
transferindo um candidato adequado da mesmo organização.
Centros de emprego. Estes são uma fonte de recrutamento privilegiada para algumas
profissões.
Anúncio. Esta é uma das fontes mais usadas por ter uma maior fonte de exposição (mas
não é a que origina mais contratações). Usualmente, apresenta-se a organização (de
acordo com a sua corporate image), o lugar a preencher, os critérios de contratação, o que
a organização oferece e o contacto.
Informal. Reflete-se na questão “Conheces alguém para trabalhar aqui?” (ou nas
conhecidas ‘cunhas’). Os custos do processo são quase inexistentes, permitindo recorrer
às redes de contactos da organização
Estima-se que antes do advento da Internet um job seeker consultasse, em média, cerca de 1000 ofertas
de trabalho – normalmente em anúncios de jornal, panfletos e listagens de agências de recrutamento.
Atualmente, qualquer pessoa que procure emprego consegue aceder, à distância de um clique, a oito
milhões de anúncios de emprego – avassalador, não é?
Ao publicar a oferta de emprego, até pode ter a certeza de que a sua empresa é a melhor do mundo e
que essa oportunidade disponível é incrível – mas será que ela se destaca das demais? Mais importante:
será que os talentos que lhe interessa atrair ficam a sentir isso ao ler o anúncio?
O anúncio deve gerar um número suficiente de candidatos que correspondam ao perfil da função de
forma a possibilitar uma escolha adequada. Às vezes, um anúncio pode produzir bastantes respostas,
mas após um processo de seleção rigoroso, só são aproveitados poucos candidatos.
Por exemplo, caso queira recrutar um quadro superior, o mais indicado a fazer é colocar um anúncio de
emprego no jornal Expresso. Só deverá recorrer a um anúncio televisivo se quiser proceder a um
recrutamento em massa, como para as Forças Armadas.
Poderá também recorrer às colunas de anúncios num jornal para encontrar candidatos, mas estes terão
menor visibilidade que outro tipo de opções.
Antes de tudo: quem somos? Mais do que uma questão filosófica, é importante estar bem definido o
que significa a sua marca e o que pretende transmitir. Use isso em seu proveito: se quer atrair
candidatos mais criativos e jovens, certamente terá mais sucesso se o seu anúncio for desafiante e
escrito numa linguagem mais informal do que a maioria dos anúncios.
Título. O título é o cartão-de-visita da sua oportunidade. Seja conciso, mas descritivo. Coloque-se na
pele do candidato-alvo e tente perceber se o título se distingue o suficiente dos demais, de modo a abrir
o seu anúncio primeiro que os outros. É a diferença entre mais um “Procura-se engenheiro informático”
e um “Procura-se especialista em JAVA para projecto internacional na NASA”.
Empresa. A sua empresa é incrível, a responsabilidade social uma prioridade e os seus trabalhadores
são o mais importante? Não seja tímido: descreva TUDO aquilo de que se orgulha e que diferencia a sua
empresa das outras.
Job Description. Indique concretamente qual a posição, os aspetos desafiantes da mesma, e quais serão
as áreas e tarefas à responsabilidade do candidato. Tenha em atenção que uma descrição vaga tem
menor probabilidade de atrair os perfis pretendidos. Aproveite para mostrar o porquê de o candidato
ir adorar trabalhar na sua empresa e essa função: por exemplo, porquê escrever apenas “Gestão de
equipa” se na verdade a função requer a “Gestão de equipa altamente motivada, em projetos
internacionais”?
Tamanho. Como em quase tudo na vida, o tamanho também interessa. Priorize o tempo necessário
para que o seu anúncio tenha tudo aquilo que quer transmitir, no mínimo de espaço possível. Se tiver
oportunidade, peça a alguém que reveja o anúncio antes de o publicar!
Fonte: [Link]
Gostaria de primar pela diferença no oceano dos anúncios de emprego? Os melhores anúncios de
emprego pescam também os melhores candidatos. Ao aguçar o apetite do candidato, o recrutador está
a preparar-se para separar o trigo do joio. Ele irá receber os candidatos mais especiais e candidaturas
não formatadas (aquelas que são enviadas automaticamente, para mais do que um anúncio).
A vida é muito curta para ser vivida no emprego errado. Junta-te a nós e sê feliz!
Para o melhor e para o pior, prometemos estar ao teu lado até à morte!
Precisamos de pessoas que resolvam problemas. Ligue-nos para este número: X=24 Y=30
= 0.1, (Y² - X), (Y² - 10²) x 10
Precisamos de alguém com um estômago forte, as costas largas e um grande coração. Será
você?
Em muitos países é ilegal bater no patrão. Neste país e nesta empresa também. Mas é legal
enviar currículo para este e-mail…
Receba X euros à hora, para fazer aquilo que muita gente faz de graça.
Se você não está à procura de emprego, então talvez este seja o emprego para si.
Somos a empresa X, temos disponível a vaga Y, se quiser fazer parte desta empresa,
encontre o nosso e-mail e boa sorte!
Estágios aqui não. Recibos verdes aqui não. Aqui há emprego. Aqui há trabalho.
Consegue vender o ar? Então venha ser o nosso novo chefe de vendas.
Máquina de café, mesa de ping-pong, plasma de 50 polegadas. Que mais razões precisa
para se juntar a nós?
Não somos os líderes no nosso ramo, mas com o seu contributo lá chegaremos.
A fotocopiadora às vezes empanca e chateamo-nos, mas fora isso somos todos muito
simpáticos e competentes. Não tenha medo de nos contactar.
Quando chegamos ao trabalho todos os dias pela manhã reparamos que nos falta alguém.
Quando vem preencher o vazio na nossa empresa?
Trata-se de um conjunto de técnicas utilizadas para “filtrar” e escolher as pessoas que querem ocupar
determinada posição. Através dela, é possível identificar se as pessoas têm as qualidades e habilidades
exigidas pela empresa.
Escolas, universidades, cargos públicos e empresas privadas usam os processos seletivos para conhecer
as competências técnicas e as características comportamentais das pessoas e optarem pelo candidato
ideal.
O nome “processo” ocorre porque essa seleção acontece em etapas. Contudo, nem todos são iguais!
Dependem muito do que a empresa procura, do cargo, da urgência na contratação e até do estilo da
instituição.
Depois de desenvolver o seu plano de recrutamento, recrutar pessoas e agora ter muitas pessoas para
escolher, você pode começar o processo de seleção. O processo de seleção refere-se às etapas
envolvidas na escolha de pessoas com as qualificações certas para preencher uma vaga de emprego
atual ou futura. Normalmente, os gerentes e supervisores serão os responsáveis finais pela contratação
de indivíduos, mas o papel da gestão de recursos humanos é definir e orientar os gerentes nesse
processo.
Os métodos de seleção de recursos humanos variam, com base na organização e os seus recursos. Os
métodos de seleção de colaboradores incluem a análise curricular, os testes (psicológicos, de
personalidade, de aptidão física, de competências específicas, de simulação, as entrevistas e os
assessment centres. Os pequenos negócios, ainda que os recursos humanos sejam limitados, deveriam
usar estes métodos para escolher o candidato certo. O resultado é uma decisão de contratação
fundamentada, possivelmente menor rotatividade e maior retenção de funcionários.
O processo de seleção consiste, assim, em cinco aspetos distintos, que vamos passar a analisar de
seguida.
DESENVOLVIMENTO DE CRITÉRIOS
Todos os indivíduos envolvidos no processo de contratação devem ser devidamente treinados nas
etapas de entrevista, incluindo o desenvolvimento de critérios, a revisão de currículos, o
desenvolvimento de perguntas de entrevistas e a ponderação dos candidatos. O primeiro aspeto da
seleção é o planeamento do processo de entrevista, que inclui o desenvolvimento de critérios:
determinar quais fontes de informação que serão usadas e como essas fontes serão pontuadas durante
a entrevista. Os critérios devem estar relacionados diretamente com as especificações do trabalho (a
descrição de funções é um documento essencial para este processo). Além disso, inclua coisas como
Ao desenvolver os critérios antes de analisar quaisquer currículos, podemos garantir que estamos a ser
justos na seleção de pessoas para entrevistar. Algumas organizações podem precisar de desenvolver
um aplicativo ou uma folha de informações biográficas. A maioria deles é preenchida online e deve
incluir informações sobre o candidato, a educação e a experiência de trabalho anterior.
Depois de os critérios serem desenvolvidos, os aplicativos podem ser revistos. As pessoas têm métodos
diferentes de passar por esse processo, mas também há programas de computador que podem
pesquisar palavras-chave em currículos e restringir o número de currículos que devem ser examinados
e revistos.
ENTREVISTA
Depois de se verificar quem é que apresenta os critérios mínimos, deve-se selecionar as pessoas a serem
entrevistadas. A maioria das pessoas não tem tempo para rever vinte ou trinta candidatos. Por isso, o
campo é por vezes estreitado ainda mais com uma entrevista por telefone.
APLICAÇÃO DE TESTES
Diferentes tipos de testes podem ser administrados antes de uma decisão de contratação. Estes incluem
testes físicos, testes de personalidade ou testes psicológicos. Algumas organizações também executam
verificações de referência e verificações de antecedentes. Após a redução do número de candidatos, os
testes podem ser administrados.
FAZER A OFERTA
Este método consiste numa análise preliminar do percurso pessoal, profissional e académico do
candidato. Os empregadores procuram uma correspondência entre a experiência/qualificações e as
exigências do cargo. Normalmente, os entrevistadores farão perguntas baseadas nas informações do
currículo e relativas à função a que o indivíduo se candidata.
O currículo, muitas vezes, apresenta ao recrutador a primeira impressão sobre um candidato. Por isso,
é muito importante estarmos atentos aos detalhes. Hoje em dia, com um mercado cada vez mais
competitivo, é comum que os recrutadores se deparem com inúmeros currículos para analisar.
A agilidade e precisão nesse processo são fundamentais para garantir uma gestão adequada dos
currículos. Além disso, uma boa análise é o primeiro passo para a contratação da pessoa ideal para o
cargo. Utilizar a descrição de funções também pode ajudar na avaliação dos currículos recebidos, pois
assim é mais fácil identificar no currículo se o candidato possui as habilidades, os atributos e os
conhecimentos necessários para ocupar o cargo.
Confira abaixo cinco dicas para poder otimizar a análise dos currículos.
AVALIE A ESTÉTICA DO CURRÍCULO. Um dos primeiros aspetos que devem ser observados
é a qualidade formal e estética do currículo. Isso permite verificar o cuidado do candidato
no momento da elaboração. É importante que o documento seja limpo, organizado e
conciso. Além disso, erros de português e formatação confusa são itens que demonstram
a imaturidade e falta de atenção do candidato e devem ser observados com cautela.
Vale a pena lembrar que é muito importante, tanto para o recrutador quanto para os
candidatos, que a análise de currículos seja feita de maneira adequada. Isso evita que bons
profissionais sejam eliminados do processo seletivo por falta de atenção do selecionador e
auxilia na procura do candidato mais adequado ao cargo.
[Link]
Os testes psicológicos consistem um conjunto de provas (uma medida objetiva e estandardizada) que
permitem avaliar o comportamento das pessoas (desempenho mental, as aptidões, habilidades e
conhecimentos dos candidatos). Estes testes devem ter: validade (capacidade de prever o desempenho
futuro no cargo); precisão (resultados semelhantes sempre que aplicado na mesma pessoa); aferição
(uniformidade de avaliação e interpretação face à população a que se destina); padronização
(predefinição de critérios que permitam comparar resultados).
Os testes de aptidão física permitem avaliar a aptidão física para o desempenho da função, caso o exija.
A entrevista é a técnica mais utilizada na seleção, facto justificável por esta ser aplicável a qualquer
função e mais conhecida universalmente.
A entrevista é um procedimento que analisa o rendimento do candidato na função, tendo por base as
perguntas e respostas orais do entrevistador e do entrevistado, respetivamente, tratando-se assim de
um processo de comunicação entre duas (ou mais) pessoas.
OBJETIVOS DA ENTREVISTA
Obter informação acerca das aptidões técnicas do sujeito, das suas dimensões
comportamentais que sejam relevantes para o cargo, do seu potencial e da sua capacidade
de integração e aceitação na organização.
ENTREVISTA NÃO-ESTRUTURADA
Numa entrevista não-estruturada, o entrevistador faz perguntas de resposta aberta (não pode ser
respondida com um simples ‘sim’ ou ‘não’). Alguns exemplos de perguntas deste tipo incluem:
o Fale-me de si.
o Explique-me o seu percurso académico.
o Que tipo de experiência é que tem?
Através deste método pode-se obter muitas informações, mas também consome muito tempo. Além
disso, é difícil fazer comparação entre os candidatos porque estes fornecem diferentes tipos de
informação.
ENTREVISTA ESTRUTURADA
Uma entrevista estruturada envolve perguntar aos candidatos as mesmas questões pela mesma ordem.
Desta forma, é mais fácil fazer comparações e há uma menor ocorrência de vieses. Normalmente, este
tipo de entrevista tem quatro categorias de perguntas:
ABERTURA DA ENTREVISTA. O entrevistador deve fazer o que for necessário para criar um bom
clima e deixar a pessoa entrevistada à vontade e descontraída. A forma de cumprimento, as
trocas de ideias iniciais, o sorriso recetivo, um cafezinho – tudo isso pode contribuir para a
criação do clima adequado.
INÍCIO DA ENTREVISTA. É conveniente que o entrevistador adote uma postura formal para dar
início à entrevista. Fará isso quando perceber que a outra já está à vontade e descontraída. E
pode começar a falar sobre os objetivos da entrevista e como será conduzida.
O entrevistador fala das suas expectativas e das dificuldades que antevê e pede para a pessoa
dar a sua opinião sobre como as contornar;
PRODUTIVIDADE. Os colaboradores com melhor desempenho não apreciam estar na mesma equipa de
colaboradores com baixo desempenho
CRIATIVIDADE. Os colaboradores com pior desempenho produzem menos ideias. Caso estes sejam
chefias, bloqueiam ideias porque não as entendem.
TEMPO E IMAGEM DOS RECURSOS HUMANOS. Responsabilidade extra para disciplinar e desvincular os
colaboradores com mau desempenho. Trabalho suplementar no recrutamento de novos colaboradores
que substituam os que demonstraram mau desempenho. Uma seleção deficiente reflete-se nos
recursos humanos.
Acolhimento é a maneira como a organização recebe os novos colaboradores e os integra na sua cultura,
no seu contexto e no seu sistema para que possam desenvolver um comportamento adequado às suas
expectativas (o modo como deve pensar e agir).
[Link] around pela empresa, que permite ao novo colaborador conhecer diferentes áreas da
organização;
1. Uma visita guiada às instalações da empresa e apresentação aos “representantes” de cada área;
2. Informação sobre a empresa: os seus serviços de apoio social / infraestruturas (cantina, médico,
etc.); os órgãos associativos afetos à mesma (ex. grupo desportivo, etc.); o regulamento interno,
as normas de higiene, segurança e qualidade;
3. Uma visita guiada ao departamento onde o novo colaborador vai ser integrado, que inclui a
apresentação aos colaboradores do mesmo e de quem será o seu mentor;
4. O acompanhamento ao posto de trabalho com apresentação dos aspetos mais relevantes
inerentes ao mesmo, tais como: materiais, recursos a utilizar, etc.. Na sequência desta fase,
poderá, por exemplo, ser inicial uma primeira “ação formativa” no posto de trabalho, assim
como um modelo de avaliação da integração positiva, ou não do novo colaborador.
Vivemos um contexto de mudança acelerada. O mundo está cada vez mais VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e
Ambíguo) e a transformação digital é uma realidade, com o consequente surgimento de novos negócios e
funções. O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo, especializado e a noção de carreira tem-se
vindo a transformar com as novas gerações onde o engagement, o propósito e a mobilidade são cada vez mais
importantes.
Neste contexto, as empresas estão cada vez mais focadas na atração e retenção de talento. Se é fundamental
ser preciso e eficaz, recrutando o candidato ideal para a função, não é menos importante envolver quem chega,
desde o primeiro momento, na missão, cultura, valores, objetivos da empresa, equipa, responsabilidades da
função, fazendo o que é preciso para reduzir o tempo de integração, de forma a potenciar a motivação e
performance.
De acordo com o estudo realizado pela Society for Human Resourses Management Foundation (EUA), 20% do
turnover ocorre nos primeiros 90 dias. Sabendo o que tal significa em termos de custos diretos (recrutamento
e seleção, formação, tempo despendido pela empresa na integração) e indiretos (perda de produtividade ou
reflexo nos negócios devido a quebras de qualidade nos produtos e serviços realizados por colaboradores
menos experientes), as empresas estão a apostar cada vez mais em processos de onboarding robustos e
altamente eficazes.
A escolha da empresa como a “sua nova casa” é um momento importante e pessoal para o novo colaborador.
Não há nada que ele deseje mais do que pertencer, encaixar, entender rapidamente o seu papel, aprender e
adicionar valor à organização o mais rapidamente possível. As expectativas são altas e a responsabilidade da
empresa é grande.
Enquanto tal ocorre, a empresa deve preparar tudo para receber o novo colaborador na “sua casa” logo a
partir do primeiro dia (espaço de trabalho, computador, documentação, formação e até a disponibilidade dos
colegas para as calorosas boas-vindas devem estar prontos). É fundamental que o novo colaborador se sinta
confortável e parte da equipa desde o dia 1.
Os 90 dias subsequentes devem ser constituídos por diversas atividades de desenvolvimento (presenciais e à
distância), com o objetivo de continuar a envolver o novo colaborador com a cultura e valores da empresa,
bem como reforçar os conhecimentos sobre os objetivos, políticas, normas, cliente, produtos, serviços,
processos e ferramentas. É importante também promover momentos de networking através do contato com
as áreas e os stakeholders mais relevantes e que, no âmbito da função, irão fazer parte do círculo de interações.
A atuação da chefia durante todo este percurso é crucial para o sucesso do onboarding, seja na interação
realizada antes do primeiro dia, no tão importante primeiro dia, ou no acompanhamento que deve ser realizado
a partir daí e durante os primeiros meses, recebendo e dando [Link] envolvidos com a
organização estão mais “presentes”, produtivos, sintonizados com as necessidades dos clientes, observadores
e críticos sobre os processos, padrões e sistemas. Como consequência lógica, os resultados aumentam e os
custos inerentes à baixa produtividade e turnover reduzem.
O onboarding realizado de forma simples, com princípios, estrutura e conteúdos comuns, mas também à
medida das diversas funções e gerações vai ter reflexos positivos no sucesso do novo colaborador e por
inerência no sucesso da empresa. O colaborador irá naturalmente transmitir ao círculo de familiares e amigos
o seu orgulho e satisfação, contribuindo para a reputação da marca e atratividade da empresa.
Os novos processos de onboarding terão forçosamente de beneficiar cada vez mais da tecnologia hoje à
disposição, tornando-os mais digitais, de forma a constituir uma experiência ainda mais memorável,
estruturada, monitorizável e eficiente para o colaborador e empresa. A primeira experiência dos novos
colaboradores no local de trabalho pode determinar a eficácia da continuidade do mesmo.
Fonte: [Link]
1. Tratam o acolhimento como uma tarefa burocrática sem dar o devido valor às implicações humanas
do mesmo;
2. Enviam o recém-admitido de imediato para o seu superior hierárquico, logo após uma breve
mensagem de boas-vindas emitida pelo Diretor de Recursos Humanos.
3. Delegam a tarefa a pessoas que não têm a devida qualificação ou formação para tal;
4. Muitos acham que já é um grande privilégio ter dado emprego ao indivíduo;
5. Alguns trabalhadores, descontentes com a organização, faltam com a ética e criticam a empresa para
o novo colaborador;
6. Enviam o indivíduo diretamente para a produção sem realizar o processo de acolhimento e
integração;
7. Sem qualquer critério, pedem para um colaborador, integrar e ensinar as tarefas ao novo
empregado;
8. Não se preocupam em levar o novo colaborador a ter uma visão global da empresa e seus negócios;
9. Atribuem tarefas inicias demasiado complexas, e fornecem logo no primeiro dia de trabalho grande
quantidade de informação.
Tempo e Espaço
Produtividade
desempenho
Uma elevada rotação de pessoal dá uma imagem negativa aos candidatos a emprego.
Substituição de Pessoas
São necessários mais colaboradores para “cobrir” o período que medeia a saída e a admissão
de novos colaboradores para substituir os colaboradores que saíram por mau desempenho.
Custos Adicionais
O profissional ideal é uma forma de tornar a gestão de pessoas mais desafiante e talentosa, conseguir
contribuir para o alcance de resultados extraordinários, aumentar o engagement, a produtividade, o
compromisso, redefinindo estratégias para atrair, e reter colaboradores, numa época onde escasseia o
talento e o compromisso é cada vez mais VUCA.
Caetano, A., & Vala, J. (2000). Gestão de Recursos Humanos – Contextos, Processos e Técnicas. Lisboa:
D. Quixote.
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