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Onda T e Isquemia na Emergência

O documento aborda as alterações da onda T no eletrocardiograma relacionadas à síndrome coronariana aguda, destacando características normais e patológicas da onda T e do segmento ST-T. A presença de alterações específicas, como a onda T bifásica e a onda T hiperaguda, sugere isquemia miocárdica e requer monitoramento e intervenção médica. A síndrome de Wellens é mencionada como uma condição crítica que pode levar a arritmias e morte súbita, necessitando de atenção imediata.

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Onda T e Isquemia na Emergência

O documento aborda as alterações da onda T no eletrocardiograma relacionadas à síndrome coronariana aguda, destacando características normais e patológicas da onda T e do segmento ST-T. A presença de alterações específicas, como a onda T bifásica e a onda T hiperaguda, sugere isquemia miocárdica e requer monitoramento e intervenção médica. A síndrome de Wellens é mencionada como uma condição crítica que pode levar a arritmias e morte súbita, necessitando de atenção imediata.

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ELETROCARDIOGRAMA

NA EMERGÊNCIA

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Alterações da Onda T na Síndrome Coronariana
Aguda
A onda T tem como característica habitual ser
assimétrica de base larga e pico arredondado,
amplitude 10 a 30% do QRS e polaridade concordante
com o QRS como na figura A.

BIZU: As alterações iniciais isquêmicas são observadas


no segmento ST-T. Se a lesão não for tratada haverá
necrose miocárdica que será observada no complexo
QRS através da onda Q patológica.

Na figura B observamos uma onda T concordante


com o QRS, aspecto pontiagudo, aumento da
amplitude, base mais estreita, com aspecto simétrico
sugere-se isquemia subendocárdica.

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Na figura C observamos uma onda T negativa com
aspecto pontiagudo, amplitude aumentada, base mais
estreita e aspecto simétrico sugere-se isquemia
subepicárdica.

Sendo assim:

Onda T normal

Isquemia endocárdica

Isquemia subepicárdica

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Exemplo 1:

Presença de onda T de aspecto bifásico em V2, e onda


T negativa, ampla, pontiaguda e de aspecto simétrico
em V3, V4 e V5 compatível com síndrome coronariana
aguda sem supra de ST.

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Segmento ST-T
Alterações morfológicas como onda T invertida, base
estreita, pontiaguda, ampla e aspecto simétrico sugerem
Síndrome Coronariana Aguda (SCA). Quanto mais
alterações no segmento ST-T mais isquemia, ou seja,
mais lesão miocárdica.

Na presença de um quadro compatível de SCA as


alterações isoladas do segmento ST-T, ou seja, se não
forem acompanhadas de alterações do complexo QRS,
devem ser ainda mais valorizadas.

Isso ocorre poque uma alteração primária do complexo


QRS por sobrecarga ventricular ou bloqueio de ramo
vem geralmente acompanhada de alterações
secundárias da repolarização que podem se apresentar
no segmento ST-T.

BIZU:

QRS sem alterações + alterações do segmento ST-T


→ sugestivo de isquemia miocárdica;

QRS com BRE ou Sobrecarga ventricular +


alterações do segmento ST-T pode ou não ser →
isquemia sendo necessário analisar minuciosamente
a clínica do paciente.

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Na figura A observamos o segmento ST e onda T sem
alterações.

Na figura B observamos uma retificação importante e


redução do ângulo entre o segmento ST e a onda T
sinal inicial de isquemia miocárdica.

Na figura C observamos um infra de ST de aspecto


horizontal que deve ser avaliado com relação a sua
amplitude podendo sugerir isquemia miocárdica.

Na figura D observamos um infra de ST de aspecto


descendente sugestivo de isquemia miocárdica.

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Síndrome de Wellens: onda T Plus Minus em parede
anterior
A síndrome de wellens se caracteriza por presença de
onda T bifásica na parede anterior, ou seja, onda T com
começa com porção positiva e depois negativa em V2,
V3 e V4, denominada Onda T Plus minus.

Essa sutil alteração não pode passar despercebida


uma vez sugere possível gravidade devido a uma
isquemia miocárdica importante na parede anterior por
uma artéria coronária sub ocluída.

Essa síndrome muitas vezes se manifesta como angina


instável, no entanto, não deve ser menosprezada devido
ao alto risco de morte súbita por arritmias ventriculares
malignas. Sendo assim, é necessário admissão
hospitalar, monitorização cardíaca contínua e
intervenção precoce via intervenção percutânea.

Existem dois tipos descritos relacionados a Síndrome


de Wellens:

Wellens tipo A: alteração da onda T compatível


com uma onda bifásica, ou seja, onda T Plus
Minus;

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Wellens tipo B: alteração uma onda T ampla,
invertida, pontiaguda, base estreita e se aspecto
simétrico.

Muitas vezes o tipo A e B aparecem


concomitantemente no mesmo eletro como no exemplo
abaixo na qual observamos Onda T plus minus em V3 e
inversão e simetria de onda T em V4 e V5.

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Onda T hiperaguda
A presença de onda T hiperaguda não deve passar
despercebida uma vez que é uma alteração típica da
isquemia subepicárdica aguda grave e pode preceder o
fenômeno De Winter caracterizado por onda T
hiperaguda e infradesnivelamento do segmento ST/ue
evolui para supradesnivelamento do segmento ST
evoluindo com isquemia transmural.

O reconhecimento precoce do padrão de onda T


hiperaguda e do Fenômeno de Winter é determinante
no prognóstico e sobrevida do paciente tanto no
curto/médio prazo como no longo prazo caso ele
sobreviva.

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