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Bradiarritmias e Bloqueios Cardíacos

O documento aborda as bradiarritmias, que são caracterizadas por uma frequência cardíaca inferior a 50 bpm, e detalha suas classificações, incluindo bradicardia sinusal, pausa sinusal, bradicardia sinoatrial e bloqueios atrioventriculares. Cada tipo de bradiarritmia possui características específicas e critérios diagnósticos, como intervalos PR e a presença de ondas P. O texto também discute a síndrome bradi-taqui e os diferentes graus de bloqueios atrioventriculares, enfatizando a importância da avaliação clínica e do ECG.

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Bruno Ludovico
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Bradiarritmias e Bloqueios Cardíacos

O documento aborda as bradiarritmias, que são caracterizadas por uma frequência cardíaca inferior a 50 bpm, e detalha suas classificações, incluindo bradicardia sinusal, pausa sinusal, bradicardia sinoatrial e bloqueios atrioventriculares. Cada tipo de bradiarritmia possui características específicas e critérios diagnósticos, como intervalos PR e a presença de ondas P. O texto também discute a síndrome bradi-taqui e os diferentes graus de bloqueios atrioventriculares, enfatizando a importância da avaliação clínica e do ECG.

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ELETROCARDIOGRAMA

NA EMERGÊNCIA

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Bradiarritmias

As bradiarritmias cursam com Frequência cardíaca


menor que 50 bpm e podem ser divididas
conceitualmente conforme a origem anatômica sendo
elas: automatismo do nó sinusal, condução sinoatrial e
condução atrioventricular (AV).

Baseado nisso abordaremos as seguintes patologias:


bradicardia sinusal, pausa sinusal, síndrome de
bradicardia-taquicardia, bloqueio sinoatrial, bloqueio
atrioventricular grau 1,2,3 e avançado.

TIPOS DE BRADIARRITMIAS
Sinusal: bradicardia sinusal, pausa sinusal;
Sinoatrial: bradicardia sinoatrial (BSA), síndrome
bradi-taqui;
Atrioventriculares: bloqueios atrioventriculares.

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BRADICARDIA SINUSAL

A bradicardia sinusal é caracterizada por uma FC


abaixo de 50 bpm que tem origem no nó sinusal. Sendo
assim, ela se enquadra nos seguintes critérios:

Ondas P positivas e D1,D2,D3 e avF e negativa em


AVR, cada onda P precede um complexo QRS;

Ritmo (R-R) regular;

Intervalo PR: 120 a 200 ms;

QRS ≤ 100 ms

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PAUSA SINUSAL

A pausa sinusal ocorre quando há uma interrupção


temporária do estímulo gerado pelo nó sinusal.
Durante a pausa sinusal não há despolarização atrial,
ocorrendo período de assistolia ventricular. Geralmente
tem duração maior que 1,5 vezes o intervalo P-P e sem
relação com ele.

BRADICARDIA SINOATRIAL (BSA)

A bradicardia sinoatrial é caracterizada pela falha


intermitente na condução do estímulo até o miocárdio
atrial, devido a um problema originado no nó
sinoatrial, levando a uma ausência de onda P em um
ciclo. Nesse caso é importante avaliar o intervalo PP a
fim de classificá-la e abordá-la.

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A bradicardia sinoatrial (BSA) pode ser classificada
em 1° grau, 2° grau (tipo I e II) e 3° grau.

A BSA de 1° grau não é visualizada no ECG


convencional de 12 derivações e por isso nao será
abordada.

A Bradicardia Sinoatrial de 2° grau é subdividida em


tipo I e tipo II.

[Link] I ou WENCKEBACH:

Nessa situação os intervalos PP são progressivamente


mais curtos até o bloqueio. O intervalo PP após à pausa
é mais longo que o antecessor, ou seja, o intervalo PP
que inclui a pausa é menor que o dobro do intervalo PP
que precede.

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B. TIPO II

Tem como característica um intervalo PP múltiplo do


intervalo presumido do marca passo sinusal (2:1, 3:1,
4:1). Assim, o ciclo PP ao redor da pausa é um múltiplo
do intervalo PP normal.

Resumindo: O intervalo PP pré-pausa é constante e o


intervalo PP da pausa é o dobro do intervalo PP pré ou
pós-pausa.

SÍNDROME BRADI-TAQUI

Se caracteriza por episódios de taquicardia


supraventricular que se alternam com períodos de
bradicardia sinusal gerando sintomas.

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Na esquerda há presença de taquicardia, ausência de
onda P, RR irregular e linha de base trêmula
caracterizando um quadro de fibrilação atrial. Após a
taquicardia há uma pausa seguida de períodos de
bradicardia sinusal.

BLOQUEIOS ATRIOVENTRICULARES
Os bloqueios atrioventriculares (BAV) se manifestam
por meio de alterações no intervalo PR e podem ser
classificados em 1° grau, 2° grau (tipo 1 e tipo 2) e 3°
grau.
BIZU: O intervalo PR normal mede de 3 a 5
quadradinhos, ou seja, de 120 a 200 ms,

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No BAV de 1 ° grau há um prolongamento do
intervalo PR, ou seja, maior que 5 quadradinhos. Esse
tipo de bloqueio é benigno.

No BAV de 2° grau exige a nossa atenção uma vez


que no tipo I o intervalo PR vai aumentando até
bloquear, sendo este ainda benigno, e no tipo II há
um bloqueio súbito, sendo este maligno.

No BAV de 3° grau há um bloqueio localizado no


feixe de Hiss que alarga o QRS e é claramente
maligno.

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BAV 1° GRAU

Prolongamento do intervalo PR* superior a 200 ms


ou 5 quadradinhos, porém constante;
Não existe bloqueio;
Ondas P normais em tamanho e forma, seguidas
de complexo QRS;
Apesar do retardo na condução AV, todos os
estímulos atriais atingem os ventrículos (razão
1:1).

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BAV 2° GRAU
Caracterizado por uma falha intermitente na
condução da despolarização atrial para o ventrículo.
Pode ser classificado em Mobitz I e Mobitz 2.

[Link] I ou MOBITZ I:
Nesse caso ocorre o fenômeno de Wenckbach onde
o intervalo PR vai alargando progressivamente até
uma onda P bloquear e não conduzir um complexo
QRS. Esse tipo de bloqueio é benigno.
Frequência atrial é maior que a ventricular;
Ondas P normais em tamanho e forma, porém,
algumas ondas P não serão seguidas por um
complexo QRS
Intervalo PR: prolonga-se com cada ciclo até
bloquear.

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BAV 2° GRAU

[Link] II ou MOBITZ II:

Caracterizado por intermitentes falhas na condução


AV com consequente ausência da despolarização
ventricular subsequente sendo constante os intervalos
PR.O intervalo PR é fixo até a onda P bloquear e não
ter um QRS.

O bloqueio Mobits II ocorre, em geral, por distúrbio


na região infranodal localizada no Feixe de His sendo
maligno.

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BAV AVANÇADO

No bloqueio avançado pelo menos 50% das ondas


P são bloqueadas. O intervalo PR é fixo, porém, há 2,
3 ou 4 ondas P para 1 complexo QRS, podendo ser
representado pelas proporções 2:1, 3:1 ou 4:1.

Frequência: Frequência atrial é 2 a 4 vezes maior


que a frequência ventricular;
Ritmo: atrial e ventricular regulares;
Intervalo PR: constante;
QRS: duração variável.

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BAV 3° GRAU OU BAV TOTAL

Estímulos de origem atrial não conseguem chegar


aos ventrículos e despolarizá-los. Sendo assim, não
existe correlação entre a atividade elétrica atrial e
ventricular, ou seja, as ondas P, no ECG encontram-
se dissociadas dos complexos QRS.
A frequência do ritmo atrial é maior que a do ritmo
de escape.

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