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Crescimento Craniofacial e Oclusão Ortodontia

O documento aborda o crescimento e desenvolvimento craniofacial, enfatizando sua importância no diagnóstico e tratamento ortodôntico. Discute a oclusão normal e as classificações de más oclusões segundo Angle, detalhando suas características e implicações. Além disso, apresenta princípios da movimentação dentária ortodôntica e a relevância da cefalometria na avaliação e planejamento do tratamento ortodôntico.

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Crescimento Craniofacial e Oclusão Ortodontia

O documento aborda o crescimento e desenvolvimento craniofacial, enfatizando sua importância no diagnóstico e tratamento ortodôntico. Discute a oclusão normal e as classificações de más oclusões segundo Angle, detalhando suas características e implicações. Além disso, apresenta princípios da movimentação dentária ortodôntica e a relevância da cefalometria na avaliação e planejamento do tratamento ortodôntico.

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REVISÃO AV1

Caroline Antero Machado Mesquita


ORTODONTIA
Conteúdo Programático
CRESCIMENTO E
DESENVOLVIMENTO
CRANIOFACIAL

Caroline Antero Machado Mesquita


Crescimento e Desenvolvimento
Craniofacial

• São fundamentais para o diagnóstico,


planejamento, tratamento e avaliação dos
resultados da terapia ortodôntica.
• As complexas modificações por que
passam os indivíduos nas distintas fases de
sua vida, nos orientam para tipos diversos
de tratamento;
• Utilizando aparatos ortodônticos ou
ortopédicos, adequado ao caso, visando
um prognóstico favorável da correção.
Crescimento e Desenvolvimento
Craniofacial
• As má posições dentais muitas vezes encontram-se associadas a
irregularidades no posicionamento espacial da maxila e da
mandíbula e destes ossos com a base do crânio;
• Reflete diretamente nos objetivos do tratamento;
• Crescimento e desenvolvimento craniofacial dentro dos padrões
normais são essenciais para uma harmoniosa estética facial.
Crescimento e Desenvolvimento
Craniofacial

Crescimento ósseo
• Frequentemente tratamos crianças na fase de crescimento e
desenvolvimento dos ossos maxilares, por entendermos ser
muito mais fácil moldarmos estes ossos neste período do que
após ter sido concluída sua maturação.
Crescimento e Desenvolvimento
Craniofacial

Crescimento ósseo
• O osso se compõe de células ósseas ou osteócitos + substância
intercelular;
• Os osteócitos são do tipo osteoblastos (células formadoras de
tecido ósseo) + osteoclastos (células responsáveis pela
reabsorção óssea).
Crescimento e Desenvolvimento
Craniofacial
Mecanismo do Crescimento
• O mecanismo de crescimento é ativo
nos jovens;
• Há maior aposição óssea que
reabsorção;
• Por esse motivo um indivíduo muda
suas dimensões;
• No adulto há um equilíbrio entre esses
processo de aposição e reabsorção
óssea (turnover);
• E no idoso a reabsorção é maior que a
aposição (osteoporose);
Crescimento e Desenvolvimento
Craniofacial
Crescimento do esqueleto facial - Crescimento da maxila
• Se realiza em modelo intramembranoso por aposição e
reabsorção em quase toda sua extensão e por proliferação do
tecido conjuntivo sutural nos pontos em que este osso se
conecta com peças vizinhas;
• A principal área ou centro de crescimento da maxila situa-se na
região do túber;
• Este aumento intenso e contínuo de osso na região do túber
maxilar , durante a fase de crescimento, permitirá os dentes
molares permanentes obterem espaço para a erupção.
Crescimento e Desenvolvimento
Craniofacial
Crescimento do esqueleto facial - Crescimento da maxila
Crescimento e Desenvolvimento
Craniofacial

Crescimento do esqueleto facial – Crescimento da mandíbula


• Proliferação do tecido cartilaginoso na cabeça da mandíbula +
aposição e reabsorção superficial no corpo e ramo ascendente se
constituem no complexo mecanismo de crescimento desse osso;
• O côndilo é considerado o principal centro de crescimento
mandibular;
• O intenso crescimento na borda posterior do ramo ascendente
promove espaço para a erupção dos molares permanentes.
Crescimento e Desenvolvimento
Craniofacial

Crescimento do esqueleto facial – Crescimento da mandíbula


Crescimento e Desenvolvimento
Craniofacial

Tendências do crescimento facial


• Variações na direção do crescimento facial têm sido analisadas
através da cefalometria, por superposições sucessivas indicando
um crescimento orientado para baixo a para frente ;
• Essa tendência é o resultado do crescimento da maxila e da
mandíbula em direção posterior com a correspondente reposição
do osso no sentido anterior;
Crescimento e Desenvolvimento
Craniofacial

Tendências do crescimento facial


• Tweed classificou as tendências de crescimento facial em três
tipos:
– Tipo A: Maxila e mandíbula crescem em harmonia para baixo e para
frente;
– Tipo B: A maxila cresce mais rapidamente que a mandíbula;
– Tipo C: A mandíbula cresce mais rapidamente que a maxila.
ESTUDO DA OCLUSÃO NORMAL

MÁ OCLUSÕES: CLASSIFICAÇÃO E
ETIOLOGIA

Caroline Antero Machado Mesquita


Estudo da Oclusão Normal

• Pode-se definir como oclusão normal como:


– 28 dentes corretamente ordenado no arco e em harmonia com todas as
forças estáticas e dinâmicas que sobre eles atuam;
– É uma oclusão estável, sã e esteticamente atrativa;
– A gengiva deve apresentar-se sadia, como coloração rosada, sem
sangramento e boa aderência;
– O osso alveolar íntegro e sem reabsorções;
– A ATM livre de dor, ruído ou outra disfunção.
Estudo da Oclusão Normal

• As chaves de oclusão proposta por Angle e Andrews se


constituem nos fundamentos básicos de uma oclusão satisfatória
do ponto de vista estático e dinâmico;
• Constituem-se em um norte ou guia para obtermos a oclusão
ideal.
Estudo da Oclusão Normal

• CHAVE 1 - Relação Molar


– A cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior oclui no sulco
mesiovestibular do primeiro molar inferior;
– Contato da vertente distal da cúspide distovestibular do primeiro molar
superior com a superfície mesial da cúspide mesiovestibular do segundo
molar inferior;
Estudo da Oclusão Normal

• CHAVE 2 - Angulação mesial dos dentes


– A linha que passa pela coroa e raiz dental configura uma curva de
convexidade anterior necessária à estabilização funcional de cada dente
em particular e de todo arco em conjunto.
Estudo da Oclusão Normal

• CHAVE 3 - Inclinação vestibulolingual dos dentes


– A inclinação vestíbulolingual dos dentes obedece a um plano geral de
resistência aos esforços funcionais que se manifestam sobre o aparelho
mastigador, de modo a se conseguir um perfeito equilíbrio.
Estudo da Oclusão Normal

• CHAVE 4 - Ausência de rotações


– É evidente que para obtermos uma oclusão normal não podemos
encontrar rotações dentais, pois estas modificam a harmonia do arco ,
alterando suas dimensões, dando como consequência falta de
engrenamento correto entre os dentes antagonistas.
Estudo da Oclusão Normal

• CHAVE 5 - Áreas de contato interproximal rígidas


– Na ausência de discrepância no diâmetro mesiodistal de coroa, as relações
interproximais devem ser as mais justas possíveis.
Estudo da Oclusão Normal

• CHAVE 6 - Curva de Spee


– Curva de compensação, curva de Spee ou linha de Spee (Von Spee);
– Os autores garantem que a intercuspidação dental melhora quando a
curva é suave.
– Uma curva de Spee perfeita se constitui numa chave essencial para uma
oclusão perfeita. Uma profundidade de até no máximo 2,5 mm da curva
de Spee pode ser aceita como normal; entretanto, Andrews preconiza o
seu nivelamento, deixando-a plana ou encurvada muito levemente.
Má Oclusões

• Classificação de Angle
– Em 1899 classificou as má oclusões;
– O primeiro molar permanente superior ocupa uma posição estável no
esqueleto craniofacial , e as desarmonias decorrem de alterações
anteroposteriores da arcada inferior em relação a ele;
– Classe I, Classe II e Classe III.
Má Oclusões

• Classe I de Angle
– Estão incluídas as más oclusões onde há relação anteroposterior normal
entre os arcos superior e inferior – chave molar;
– Chave molar: a oclusão correta entre os molares permanentes superior e
inferior, na qual a cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior
oclui no sulco mesiovestibular do primeiro molar inferior;
– Perfil facial reto e equilíbrio nas funções da musculatura peribucal,
mastigadora e da lingual;
– Problemas: apinhamento, diastema, más posições dentárias individuais,
mordida aberta, sobremordida, cruzamento de mordida ou biprotrusão.
Má Oclusões

• Classe I de Angle
Má Oclusões

• Classe II de Angle
– Estão classificadas como Classe II de Angle as más oclusões nas quais o
primeiro molar permanente inferior situa-se distalmente ao primeiro
molar superior;
– Distooclusão;
– Sulco mesiovestibular do primeiro molar permanente inferior encontra-se
distalizado em relação à cúspide mesiovestibular do primeiro molar
permanente superior;
– Perfil Convexo;
– Duas divisões: Divisão 1ª e Divisão 2ª;
Má Oclusões

• Classe II de Angle – Divisão 1ª


– Inclinação vestibular dos incisivos superiores;
– Problemas de desequilíbrio da musculatura facial, decorrente do
distanciamento vestibulolingual entre os incisivos superiores e inferiores;
– Sobresaliência ou ouverjet;
– Associada: mordida profunda, mordida aberta, problemas de espaço,
cruzamento de mordida e más posições dentais.
Má Oclusões

• Classe II de Angle – Divisão 1ª


Má Oclusões

• Classe II de Angle – Divisão 2ª


– Relação molar de classe II sem sobressaliência dos incisivos superiores;
– Eles ficam lingualizados ou verticalizados;
– Perfil reto e levemente convexo;
– Associada: mordida profunda anterior;
– Pode haver subdivisão.
Má Oclusões

• Classe III de Angle


– O sulco mesiovestibular do primeiro molar permanente inferior encontra-
se mesializado em relação à cúspide mesiovestibular do primeiro molar
superior;
– Perfil facial côncavo, com musculatura desequilibrada;
– Cruzamentos de mordida anterior e posterior são comuns;
– Associada: problemas de espaço (falta ou excesso), mordidas abertas ou
profundas e más posições indidivudais;
– Pode haver subdivisão.
Má Oclusões

• Classe III de Angle


PRINCÍPIOS DA MOVIMENTAÇÃO
DENTÁRIA ORTODÔNTICA

ANÁLISE DA DISCREPÂNCIA DE
MODELOS

PRINCÍPIOS DE CEFALOMETRIA

Caroline Antero Machado Mesquita


Princípios da Movimentação
Dentária Ortodôntica
• O movimento dentário ortodôntico tem como princípio a quebra
do equilíbrio tecidual e celular, transformando um estímulo
mecânico em um fenômeno biológico, por meio da mecânica
ortodôntica aplicada, promovendo a remodelação óssea e
modificando a posição dentária de forma estável e duradoura,
evitando efeitos indesejáveis (MILTON, 2009).
Princípios da Movimentação
Dentária Ortodôntica
Princípios da Movimentação
Dentária Ortodôntica
• Teoria da pressão (reabsorção) e tensão (aposição)
– Esta teoria defende que, para que exista remodelação óssea, é necessário
que os mensageiros químicos detectem compressão mecânica dos
tecidos, assim como mudanças no fluxo sanguíneo;
– São assim consideradas duas áreas de remodelação óssea:
• A que sofre pressão onde a atividade osteoclástica se realiza, ocorrendo reabsorção
óssea;
• E uma área oposta à primeira, onde ocorre uma força de tensão com atividade
osteoblástica, ocorrendo aposição óssea.
Princípios da Movimentação
Dentária Ortodôntica
• Teoria da pressão (reabsorção) e tensão (aposição)
– Evento decorrente de uma força suave e contínua
Análise da Discrepância
de Modelos
• Na vista vestibular, com os modelos em oclusão, pode-se
determinar relação molar (classificação de Angle), sobremordida,
mordida cruzada posterior e anterior, mordida aberta, curva de
Spee, etc.;
• A avaliação por lingual só pode ser feita no modelo de gesso e
são de grande importância na detecção de pontos de contato
prematuros em cúspide lingual e palatina;
Análise da Discrepância
de Modelos
• Além de tudo isso, é possível fazer medições para determinar a
relação entre a quantidade de espaço no arco alveolar e a
quantidade de espaço exigida para que todos os dentes se
alinhem corretamente;
• Dentadura permanente e mista;
• Análise de Discrepância de Modelos.
Princípios de Cefalometria

• Dentre os inúmeros elementos necessários para a composição da


documentação ortodôntica, a Cefalometria ocupa um lugar de
destaque;
• Permite ao ortodontista elaborar um diagnóstico correto e
planificar o tratamento com mais segurança;
• “É um método que, empregando radiografias orientadas, obtém
mensurações lineares e angulares dos diversos elementos
anatômicos do crânio e da face, propiciando importantes
informações para a elaboração das análises cefalométricas”.
CEFALOMETRIA

• RELAÇÃO BASE ÓSSEA E BASE DO CRÂNIO


– SNA
– SNB
– ANB
• POSIÇÃO DOS DENTES EM RELAÇÃO AS BASES ÓSSEAS
– [Link]
– 1-NA
– [Link]
– 1-NB
CEFALOMETRIA

• RELAÇÃO BASE ÓSSEA E BASE DO CRÂNIO


– SNA
– SNB
– ANB
• POSIÇÃO DOS DENTES EM RELAÇÃO AS BASES ÓSSEAS
– [Link]
– 1-NA
– [Link]
– 1-NB
CEFALOMETRIA

• RELAÇÃO BASE ÓSSEA E BASE DO CRÂNIO


– SNA
– SNB
– ANB
• POSIÇÃO DOS DENTES EM RELAÇÃO AS BASES ÓSSEAS
– [Link]
– 1-NA
– [Link]
– 1-NB
CEFALOMETRIA

• RELAÇÃO BASE ÓSSEA E BASE DO CRÂNIO


– SNA
– SNB
– ANB
• POSIÇÃO DOS DENTES EM RELAÇÃO AS BASES ÓSSEAS
– [Link]
– 1-NA
– [Link]
– 1-NB
CEFALOMETRIA

• RELAÇÃO BASE ÓSSEA E BASE DO CRÂNIO


– SNA
– SNB
– ANB
• POSIÇÃO DOS DENTES EM RELAÇÃO AS BASES ÓSSEAS
– [Link]
– 1-NA
– [Link]
– 1-NB
CEFALOMETRIA

• RELAÇÃO BASE ÓSSEA E BASE DO CRÂNIO


– SNA
– SNB
– ANB
• POSIÇÃO DOS DENTES EM RELAÇÃO AS BASES ÓSSEAS
– [Link]
– 1-NA
– [Link]
– 1-NB
CEFALOMETRIA

• RELAÇÃO BASE ÓSSEA E BASE DO CRÂNIO


– SNA
– SNB
– ANB
• POSIÇÃO DOS DENTES EM RELAÇÃO AS BASES ÓSSEAS
– [Link]
– 1-NA
– [Link]
– 1-NB
MORDIDA CRUZADA

MORDIDA ABERTA ANTERIOR

SOBREMORDIDA AUMENTADA

Caroline Antero Machado Mesquita


Mordida Cruzada

• A mordida cruzada é considerada como a incapacidade dos dois


arcos em ocluir normalmente no relacionamento lateral e/ou
ântero-posterior;
• Podendo ser causada por problemas localizados de posição
dentária, de crescimento alveolar ou ainda devido à discrepância
óssea entre maxila e mandíbula.
Mordida Cruzada

• Mordida cruzada anterior


– Os dentes anteriores encontram-se em relação de oclusão inversa,
podendo ser unitária (quando envolve apenas um dente), múltipla
(quando envolve vários dentes), ou total (quando todos os dentes
anteriores estão envolvidos);
Mordida Cruzada

• Mordida cruzada posterior


– Os dentes posteriores encontram-se cruzados ou de topo no sentido
transverso, podendo ser unilateral, bilateral, total ou funcional;
– Considera-se uni ou bilateral quando envolve um ou ambos os lados da
arcada; total, quando a mandíbula contém completamente a maxila; e
funcional quando se observa mordida cruzada posterior unilateral, em
máxima intercuspidação habitual e ao posicionar a mandíbula em relação
cêntrica, nota-se que o comprometimento é simétrico, isto é, há uma
mordida bilateral de topo e para obter maior número de contatos oclusais
o paciente desvia para um dos lados.
Mordida Aberta

• A mordida aberta anterior pode ser definida como a presença de


um trespasse vertical negativo existente entre as bordas incisais
dos dentes anteriores superiores e inferiores;
Mordida Aberta

• Apresenta um prognóstico que varia de bom a deficiente,


dependendo de sua gravidade e da etiologia a ela associada;
• É considerada uma anomalia complexa de características
distintas e de difícil tratamento, pois o controle da dimensão
vertical em uma maloclusão requer experiência do profissional
de odontologia e cooperação do paciente, além de envolver
outras áreas, como a fonoaudiologia (SILVA et al., 2019).
Sobremordida

• A sobremordida exagerada é um tipo de má oclusão vertical que


apresenta etiologia multifatorial e necessita de um diagnóstico
diferencial elaborado e específico;
• Essa má oclusão é a menos compreendida e a mais difícil de se
tratar com sucesso e estabilidade;
• Em linhas gerais, a natureza complexa dessa má oclusão já pode
ser observada na avaliação das suas diferentes terminologias:
sobremordida exagerada, sobremordida profunda, sobremordida
aumentada, sobremordida fechada, mordida profunda, trespasse
vertical aumentado, sobressaliência vertical aumentada, dentre
outras.
Sobremordida

• Na Ortodontia contemporânea, os
objetivos estéticos faciais tornaram-se
prioridade nos planejamentos;
• Com referência à sobremordida
exagerada, existem dois aspectos que
devem ser avaliados, detalhadamente,
durante o diagnóstico: o nível de
exposição gengival durante a fala e o
sorriso, e a relação do lábio superior
com os incisivos superiores.
EXTRAÇÕES SERIADAS

MATENEDORES E RECUPERADORES DE
ESPAÇO

Caroline Antero Machado Mesquita


Extrações Seriadas

Conceito
• Procedimento terapêutico destinado a harmonizar o volume dos
dentes com o dos maxilares, mediante a eliminação paulatina de
alguns dentes decíduos (caninos e primeiro molares) e
permanente (primeiros pré-molares).
Extrações Seriadas

Objetivo
• Conciliar as diferenças entre a quantidade conhecida do material
dental e a deficiência permanente do osso de suporte;
• O comprimento inadequado do perímetro do arco ósseo é o
responsável pelo aparecimento da técnica denominada ‘extração
seriada’.
Extrações Seriadas

• Vantagens:
– Permitir movimentos dentais fisiológicos;
– Reduzir o tempo do uso de aparelhos fixos;
– Diminuir o período de contenção;
• Desvantagens:
– Aumento da sobremordida;
– Inclinação lingual dos incisivos;
– Diastemas;
– Alterações miofuncionais.
Extrações Seriadas

• Três estágios na terapia de extrações seriadas convencionais:


– Remoção de caninos decíduos (entre 8 e 9 anos);
– Remoção dos primeiros molares decíduos (Entre 9 e 10 anos);
– Remoção dos primeiros pré-molares erupcionados.
Extrações Seriadas

• Três estágios na terapia de


extrações seriadas convencionais:
– Remoção de caninos decíduos (entre
8 e 9 anos);
• Tem como finalidade permitir a erupção
e alinhamento dos laterais;
• O desapinhamento dos incisivos se dá
devido ao perfeito equilíbrio que deve
existir entre a musculatura dos lábios e
da língua;
• A posição do incisivo lateral corrigida
previne a migração mesial dos caninos
em má-posições severas que exigirão
macanoterapia combinada
posteriormente;
Extrações Seriadas

• Três estágios na terapia de extrações


seriadas convencionais:
– Remoção dos primeiros molares decíduos
(Entre 9 e 10 anos);
• Acelerar a erupção dos primeiros pré-molares
inferiores, para que estes erupcionem antes dos
caninos inferiores, alterando a sequencia natural
de erupção;
• No arco superior, segue-se da mesma maneira,
porém não existe essa preocupação, pois o canino
normalmente erupciona depois dos pré-molares;
• Os primeiros molares decíduos devem ser
extraídos após os primeiros pré-molares terem
ultrapassado o estágio 6 de Nolla, para que sua
erupção seja acelerada.
Extrações Seriadas

• Três estágios na terapia de


extrações seriadas convencionais:
– Remoção dos primeiros pré-molares
erupcionados
• Só deverá ser realizada quando todos os
critérios de diagnóstico forem avaliados;
• O diagnóstico deve confirmar a deficiência
inerente ao comprimento do arco;
• Permitir ao canino irromper distalmente no
espaço criado pela extração.
Mantenedores de Espaço

• Para o Clínico Geral, Odontopediatra e Ortodontista, a


preocupação com a perda precoce dos dentes decíduos
fundamenta-se na perda de espaço que pode ocorrer no arco
dentário com a inclinação dos dentes adjacentes para o espaço
originado;
• Deste modo, o sucessor permanente, sem espaço disponível,
desvia sua trajetória de irrupção, irrompendo por vestibular ou
lingual no arco dentário, ou permanece impactado,
determinando, assim, uma má-oclusão.
Mantenedores de Espaço

Mantenedores Removíveis funcionais


• Indicação
– crianças com perdas de um ou mais dentes na região anterior e/ou
posterior;
– pacientes colaboradores;
– prevenção de hábitos bucais deletérios.
• Vantagens
– aparelho de fácil construção;
– facilita uma correta higienização;
– restabelece a dicção, fonação, estética e mastigação;
– mantém ou restaura a dimensão vertical;
Mantenedores de Espaço

Mantenedores fixos
• Indicação
– crianças com perdas de um ou mais dentes na região anterior e/ou
posterior;
– pacientes não colaboradores;
• Vantagens
– não depende da colaboração do paciente;
– fácil construção e higienização;
• Desvantagens
– não evita a extrusão do dente antagonista;
– não restabelece a mastigação (região posterior).
Recuperadores de Espaço

• Os dentes decíduos, além da função mastigatória, estética e da


fonação, são os responsáveis pelo estimulo do desenvolvimento
dos maxilares e pela manutenção de espaço para os dentes
permanentes;
• Eles também contém os dentes antagonistas no seu devido lugar
no plano oclusal, evitando as extrusões (MACHADO, 1982);
• Também são considerados verdadeiras barreiras fisiológicas ao
deslocamento dos dentes antagonistas e adjacentes, sendo
portanto, considerados mantenedores de espaço ideais para os
dentes permanentes sucessores (NETO et al., 1994);
Recuperadores de Espaço

• Quando ocorre a perda precoce, o tratamento ideal, de acordo


com o caso, é a manutenção do espaço;
• Todavia, muitas vezes quando o profissional é procurado a perda
de espaço já ocorreu, devido a movimentações dos dentes
adjacentes em direção ao espaço criado, logo, tornando-se
necessária a recuperação do espaço, que pode ser realizada por
aparelhos recuperadores.
ANCORAGEM EM ORTODONTIA

PRINCÍPIOS DA ORTOPEDIA

ORTODONTIA CORRETIVA

Caroline Antero Machado Mesquita


Ancoragem em Ortodontia

• Definição
– A resistência ao movimento oferecida por diferentes dispositivos ou pelos
próprios dentes.
• Pode-se dividi-la em:
– Ancoragem extrabucal;
– Ancoragem intrabucal.
Ancoragem em Ortodontia

• A ancoragem extrabucal é o método através do qual são geradas


forças fora da cavidade bucal, nas regiões cervicais, occipital e
parietal;
• São aplicadas para estabilizar , movimentar elementos dentais ou
direcionar o crescimento dos ossos do complexo maxilofacial;
• O sistema mecânico gerador das forças destinadas à
movimentação ortodôntica ou ortopédica denomina-se aparelho
extrabucal (AEB);
Ancoragem em Ortodontia

• Indicação do uso de AEB


Ancoragem em Ortodontia

• A ancoragem intrabucal é o meio pelo qual dá-se a um


determinado dente ou a um grupo de dentes ou ao osso, a
capacidade de resistir a movimentos indesejáveis durante a
mecânica ortodôntica;
• Muitos foram os métodos utilizados pelos pesquisadores no
decorrer do século, com o intuito de ancorar os dentes
posteriores, evitando as mesializações indesejáveis e perdas de
espaço no tratamento ortodôntico;
Ancoragem em Ortodontia

• Classificação:
– Ancoragem esquelética: é aquela proporcionada por dispositivos
temporários de fixação, representados por mini-implantes instalados no
osso durante a mecânica ortodôntica e removidos ao final desta.
Ancoragem em Ortodontia
Ancoragem em Ortodontia
Ancoragem em Ortodontia
Princípios da Ortopedia

• A Ortopedia Funcional dos


Maxilares originou-se na Europa
no início do século XX;
• No Brasil, o reconhecimento
ocorreu no século XXI – apesar de
ser praticada desde 1960.
Princípios da Ortopedia

• É a especialidade que tem como objetivo prevenir, oferecer


condições ao sistema estomatognático para alcançar a sua
normalidade morfofuncional;
• E tratar as maloclusões e suas consequências físico-funcionais
através de recursos terapêuticos que utilizem estímulos
funcionais;
• Visando ao equilíbrio morfofuncional do sistema
estomatognático e/ou a profilaxia e/ou o tratamento de
distúrbios crâniomandibulares e/ou remoção de hábitos
deletérios;
Princípios da Ortopedia

• Portanto, a Ortopedia Funcional dos Maxilares é uma


especialidade da Odontologia que tem por objetivo monitorar o
desenvolvimento da oclusão;
• Eliminando os impedimentos à harmonia de desenvolvimento e
corrigindo os desvios da função oclusal, através de recursos
próprios que podem ser aparelhos em dentes decíduos ou
permanentes, ajustes oclusais por desgastes ou ajustes oclusais
por acréscimo de resinas em dentes decíduos.
Princípios da Ortopedia

• Também visa o equilíbrio estético e normalização das funções:


– Mastigação;
– Deglutição;
– Respiração;
– Fonação.
• A Ortopedia Funcional dos Maxilares atua redimensionando o
crescimento e desenvolvimento maxilo-mandibular e face,
através de estímulos aplicados com direção e velocidade
adequados.
Ortodontia Corretiva

• Esse é o foco da Ortodontia corretiva: avaliar a posição dos


dentes e definir a melhor forma de correção, sempre
considerando a estética da face;

• Casos mais severos, onde além de má posição dos dentes,


encontramos discrepâncias consideráveis na face, são
tratamentos pela Ortodontia e pela Cirurgia Ortognática e
podem trazem excelentes benefícios à face e à oclusão;
Ortodontia Corretiva

• A ortodontia corretiva faz uso de aparelhos ortodônticos móveis


ou fixos para consertar os dentes;
• Esses aparelhos realizam a movimentação de maneira gradual
dos dentes;
• Por meio de bom planejamento ortodôntico é possível corrigir o
posicionamento e resolver problemas de má oclusão e
desalinhamento dentário.
OBRIGADA!

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