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Apendicite: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O documento aborda a apendicite, uma infecção do apêndice, destacando sua anatomia, causas, sintomas e diagnóstico. A apendicite é uma emergência médica que pode levar a complicações graves, como peritonite, e o tratamento geralmente envolve a apendicectomia. O texto também menciona cuidados pré e pós-operatórios, bem como possíveis complicações associadas ao procedimento.
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Apendicite: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O documento aborda a apendicite, uma infecção do apêndice, destacando sua anatomia, causas, sintomas e diagnóstico. A apendicite é uma emergência médica que pode levar a complicações graves, como peritonite, e o tratamento geralmente envolve a apendicectomia. O texto também menciona cuidados pré e pós-operatórios, bem como possíveis complicações associadas ao procedimento.
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Apendicite

Professora:Viviane Cavalcanti de Torres


Relembrando: Intestino Grosso
 Possui aproximadamente 1,5m e é dividido funcional e
anatomicamente em quatro partes:
 O CECO, que é onde desemboca o conteúdo vindo do
intestino delgado, nesta região consta a presença de um
pequeno prolongamento em forma de tubo, conhecido
como apêndice vermiforme.
 A segunda porção é o CÓLON, que é uma estrutura grande
que atravessa todo o abdômen, ele, por sua vez, também se
distingue em quatro partes que são o cólon ascendente,
o cólon transverso, o cólon descendente e o cólon
sigmóide (em forma de S).
 A última porção é o RETO, que é responsável por fazer a
comunicação do organismo com o ambiente externo através
do ÂNUS, que encontra-se normalmente fechado por um
músculo chamado esfíncter anal, que o rodeia em forma de
anel.
O intestino grosso é a porção do
Sistema digestório responsável pelo
importante processo de absorção da
água, o que determina a consistência
do bolo fecal. Ele constitui a
parte final do tubo digestivo e possui
rica flora bacteriana
CECO
Segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo. Para
impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado,
existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco -
válvula ileocecal (iliocólica). No fundo do ceco, encontramos o
Apêndice
Apêndice
 Pequena projeção digitiforme
 Mede cerca de 10 cm
 Liga-se ao ceco, abaixo da válvula ileocecal
 Parte da primeira parte do intestino
grosso e que se situa na região inferior
direita do abdômen.
Os seres humanos e os macacos
são os únicos seres vivos que
possuem apêndice. Não se sabe ao
certo qual função exerce. Porém,
sabemos que ele possui grande
quantidade de tecido linfóide,
importante para atuar como defesa
contra infecções locais.
Apêndice
 Enche-se com alimento e esvazia-se para
dentro do ceco
 Esvaziamento ineficaz devido a seu
estreitamento
 Propenso a obstrução e infecção
Apendicite
 Infecção do Apêndice
 Causa mais comum de abdome agudo nos
USA
 Motivo mais frequente de cirurgias
abdominais de emergência
 Homens são mais afetados que mulheres
 Pode acontecer em qualquer idade, mais
frequente entre 10 e 30 anos
Fisiopatologia
 Processo inflamatório causado por uma
obstrução ou dobra

 Causas de obstrução: fecalito, tumor ou


corpo estranho, muco, parasitas, sementes
de frutas
Fisiopatologia
 Devido a obstrução o apêndice, então,
torna-se irritado e inflamado.
 Aumento da pressão intraluminal causada
pela inflamação
 O suprimento de sangue para o apêndice
é cortado como o inchaço, agravando
consideravelmente o quadro.
Fisiopatologia
 O fluxo de sangue adequado é necessário para
manter uma parte do corpo saudável, por isso,
quando é reduzido, o apêndice começa a morrer
e as bactérias se proliferam e infectam suas
paredes levando ao enchimento de Pus.
 Inicialmente dor abdominal superior ou
generalizada que progride e se torna localizada no
QID em algumas horas
 Isso pode causar sua ruptura (ou perfuração),
permitindo que fezes e bactérias vazem
infectando o abdômen. Uma infecção no interior
do abdômen é conhecida como peritonite
Devido ao risco de ruptura com
peritonite, septicemia e morte, o
que pode ocorrer tão precoce
quanto 48 a 72 horas após o início
dos sintomas, a apendicite é
considerada uma emergência, e
qualquer pessoa com sintomas deve
procurar um médico
imediatamente.
Quadro Clínico
 Inicial mente dor epigástrica ou
periumbilical
 Progressiva para QID
 Febre baixa
 Naúseas, Vômitos
 Perda de Apetite
Muitas pessoas tomam remédios
por conta própria para controlar
a dor, náuseas e febre, o que pode
levar ao atraso do diagnóstico e
consequentemente aumentar o
risco da doença. Os sintomas de
apendicite podem assemelhar-se
outras doenças ou problemas.
Diagnóstico
 Exame Físico

 Exames Laboratoriais

 Exames de Imagem
Exame Físico
 Hipersensibilidade no Ponto de
MCBurney
 Hipersensibilidade de rebote: Manobra de
Blumberg (dor a descompressão)
 Sinal de Rovsing
 Íleo paralitico
Ponto de MCBurney
Ponto de MCBurney
Sinal de Blumberg
Sinal de Rovsing
Manifestações Atípicas
 Hipersensibilidade em região lombar
( apêndice atrás do ceco)
 Hipersensibilidade retal (extremidade na
pelve)
 Dor defecação (apêndice repousando no
reto)
 Dor a micção (apêndice próximo a bexiga
ou ureter)
Manifestações Atípicas
 Apêndice Retrocecal: Hipersensibilidade
maior no flanco
 Sinal de Psoas: Dor a extensão passiva da
articulação coxofemural
Sinal de Psoas
Manifestações Atípicas
 Apêndice Pélvico: Ausência de sinais
(Exceto no exame retal)
 Sinal do obturador: Dor produzida pela
rotação interna passiva da coxa fletida
Sinal do obturador
Exames Laboratoriais
 Hemograma
 Leucocitose (acima de 10.000/mm³)
 Neutrofilia ( acima de 75%)
 Os testes de urina (para descartar uma
infecção do trato urinário);
Exames de Imagem
 Ultrassonografia abdominal;
 Tomografia computadorizada do
abdômen.
Tratamento

 Cirúrgico - Apendicectomia
Apendicectomia

 Remoção cirúrgica do apêndice


 Deve ser realizada o mais breve possível
devido ao risco de perfuração
 Pode ser feita pelo método aberto e por
laparoscopia
Apendicectomia
 Método aberto. Sob anestesia, uma
incisão é feita na parte inferior do lado
direito do abdômen.O cirurgião localiza o
apêndice para removê-lo. Se o apêndice
rompeu, um pequeno tubo de drenagem
pode ser colocado para permitir que os
fluidos de pus e outras secreções que
estão no abdômen saiam.
Ligadura e excisão na base do apêndice
com invaginação
do coto no ceco
O dreno será removido
em poucos dias, quando
o cirurgião vê que a
infecção abdominal
diminuiu.
Apendicectomia
 Laparoscopia. Este procedimento feito sob
anestesia geral utiliza três pequenas incisões
para introduzir no abdômen instrumentos
cirúrgicos e uma câmera chamada
laparoscópio para olhar dentro do abdômen
durante a operação. Pode ser também
utilizado um dreno em situações de
apendicite perfurada com abscesso
peritonial. Durante uma apendicectomia
laparoscópica, o médico pode decidir se uma
apendicectomia aberta é necessária.
As pessoas podem viver
uma vida normal sem o
seu apêndice. Mudanças na
dieta ou modificações no
estilo de vida não são
necessários.
Pré-Operatório
 Infusão Intravenosa
 Antibioticoterapia
 SNG (íleo paralitico)
 Analgésicos após diagnóstico
 Preparo cirúrgico
ATENÇÃO:
Nunca realizar
enemas pelo risco de
perfuração
Pós-Operatório
 Posição semi-fowler
 O dreno só será removido após avaliação do
cirurgião
 Antibioticoterapia
 Andar dentro de algumas horas após a cirurgia.
 Dependendo da situação, pode ser iniciada uma
dieta líquida algumas horas após a cirurgia.
 Curativo no local da incisão
 A alta hospitalar geralmente ocorre no 1o dia
após a cirurgia. Eventualmente, a internação é um
pouco mais longa.
 Ensino para cuidados domiciliares
Complicações
 Principal complicação: Peritonite
 Abcessos
 Íleo Paralitico
 Infecção
 Sepse

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