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Ações de Cuidado e Saúde Mental

O documento descreve o BPA-C, que registra ações institucionais de cuidado em saúde mental, incluindo atividades educativas, visitas domiciliares, terapias em grupo e articulação de redes. Também aborda o acolhimento inicial e ações de hospitalidade em Centros de Atenção Psicossocial, visando o suporte e reintegração social de usuários com transtornos mentais e dependência química. O foco está na promoção da saúde, prevenção e fortalecimento do protagonismo dos usuários e familiares na gestão dos serviços.

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Louise Vieira
Direitos autorais
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Ações de Cuidado e Saúde Mental

O documento descreve o BPA-C, que registra ações institucionais de cuidado em saúde mental, incluindo atividades educativas, visitas domiciliares, terapias em grupo e articulação de redes. Também aborda o acolhimento inicial e ações de hospitalidade em Centros de Atenção Psicossocial, visando o suporte e reintegração social de usuários com transtornos mentais e dependência química. O foco está na promoção da saúde, prevenção e fortalecimento do protagonismo dos usuários e familiares na gestão dos serviços.

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BPA-C Registro de ações institucionais e de articulação e sustentação de redes de cuidado.

Procedimento
Descrição (SIGTAP)
BPA-C

Atividade educativa/
Consiste nas atividades educativas sobre ações de promoção e prevenção à saúde,
Orientação em
[Link]-8 desenvolvidas em grupo. Recomenda-se o mínimo de 10 (dez) participantes, com duração
grupo na atenção
mínima de 30 (trinta) minutos. Deve-se registrar o número de atividades realizadas por mês.
especializada

Visita
domiciliar/institucion Consiste na avaliação pela equipe de atenção domiciliar com objetivo de verificar a condição do
[Link]-9
al por profissional paciente, considerando avaliação clínica, do domicílio, do cuidador e outras.
de nível superior
Atividade profissional executada por profissional de nível superior em grupo de pacientes (grupo
operativo; terapêutico), composto por no mínimo 05 (cinco) e no máximo 15 (quinze) pacientes,
[Link]-6 Terapia em grupo
com duração média de 60 (sessenta) minutos, realizado por profissional com formação para
utilizar esta modalidade de atendimento.
Consiste no ato de realizar ações em serviços de saúde na busca por pacientes com indicação
para o atendimento no domicílio, incluindo visitas da equipe de atenção domiciliar aos
[Link]-9 Busca ativa
estabelecimentos de saúde e reuniões clínicas para discussão de caso com a equipe dos outros
serviços.

Atividade profissional em grupo (no mínimo 05 e no máximo 20 pacientes) de socialização,


expressão e inserção social, com duração mínima de 02 (duas) horas, executadas por
profissional de nível médio, através de atividades como carpintaria, costura, teatro, cerâmica,
Atendimento em artesanato, artes plásticas, entre outros, requerendo material de consumo específico de acordo
[Link]-3
oficina terapêutica I com a natureza da oficina. As oficinas terapêuticas poderão também funcionar em espaços
– Saúde Mental específicos, com a condição de supervisão e acompanhamento por profissional de saúde mental
lotado na unidade de saúde à qual a oficina está vinculada. A unidade de saúde, para
supervisionar este procedimento, deverá contar com equipe composta de, no mínimo, 4 (quatro)
profissionais de nível superior, sendo pelo menos 1 (um) da área de saúde mental.

Atendimento em Atividade profissional em grupo (no mínimo 05 e no máximo 20 pacientes) de socialização,


[Link]-1 oficina terapêutica II expressão e inserção social, com duração mínima de 02 (duas) horas, executadas por equipe
– Saúde Mental multiprofissional ou profissionais de nível superior.
Atendimento em Consiste no atendimento em grupo (no mínimo 05 e no máximo 15 pacientes) realizado por
[Link]-0 psicoterapia de profissional de saúde mental de acordo com projeto terapêutico específico. Destina-se
grupo particularmente aos pacientes com os chamados transtornos mentais menores.

Ações de Estratégias que promovam a articulação com outros pontos de atenção da rede de saúde,
[Link]-9 articulação de redes educação, justiça, assistência social, direitos humanos e outros, assim como os recursos
intra e intersetoriais comunitários presentes no território.

Fortalecimento do
protagonismo de Atividades que fomentem a participação de usuários e familiares nos processos de gestão dos
[Link]-7 usuários de Centro serviços e da rede, como assembleias de serviços, participação em conselhos, conferências e
de Atenção congressos, a apropriação e a defesa de direitos, e a criação de formas associativas de
Psicossocial e seus organização.
familiares
Compreende ações de cooperação entre equipes de APS e da Rede de Atenção à Saúde (RAS)
Matriciamento de
com a finalidade de oferecer suporte para a produção do cuidado em saúde. Tem como
[Link]-5 equipes da atenção
referenciais o compartilhamento das responsabilidades profissionais e o cuidado centrado na
básica
pessoa.

Conjunto de práticas e ações do campo da saúde e dos direitos humanos realizadas de maneira
articulada inter e intrasetorialmente, que buscam minimizar danos de natureza biopsicossocial
decorrentes do uso de substâncias psicoativas, ampliar cuidado e acesso aos diversos pontos
Ações de redução
[Link]-3 de atenção, incluídos aqueles que não têm relação com o sistema de saúde. Voltadas sobretudo
de danos
à busca ativa e ao cuidado de pessoas com dificuldade para acessar serviços, em situação de
alta vulnerabilidade ou risco, mesmo que não se proponham a reduzir ou deixar o uso de
substâncias psicoativas.
Acompanhamento
de serviço Suporte às equipes dos serviços residenciais terapêuticos, com a corresponsabilização nos
[Link]-1 residencial projetos terapêuticos dos usuários, que promova a articulação entre as redes e os pontos de
terapêutico por atenção com o foco no cuidado e desenvolvimento de ações intersetoriais, e vise à produção de
Centro de Atenção autonomia e reinserção social.
Psicossocial

Apoio a serviço
Apoio presencial sistemático aos serviços residenciais de caráter transitório, que busque a
residencial de
manutenção do vínculo, a responsabilidade compartilhada, o suporte técnico-institucional aos
[Link]-0 caráter transitório
trabalhadores daqueles serviços, o monitoramento dos projetos terapêuticos, a promoção de
por Centro de
articulação entre os pontos de atenção com foco no cuidado e ações intersetoriais e que
Atenção
favoreça a integralidade das ações.
Psicossocial

Matriciamento de
equipes de pontos
de atenção da
urgência e
emergência e dos
Apoio presencial sistemático às equipes dos pontos de atenção da urgência e emergência,
serviços
incluindo UPA, SAMU, salas de estabilização e os serviços hospitalares de referência para
hospitalares de
atenção a pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades de saúde
[Link]-9 referência para
decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas, que oferte suporte técnico à condução do
atenção a pessoas
cuidado em saúde mental através de discussões de casos e do processo de trabalho,
com sofrimento ou
atendimento compartilhado, ações intersetoriais no território, e contribua no processo de
transtorno mental e
cogestão e corresponsabilização no agenciamento do Projeto Terapêutico Singular.
com necessidades
de saúde
decorrentes do uso
de álcool, crack e
outras drogas

Administração de
[Link]-2 Consiste no ato de administrar medicamentos, por paciente, independente da quantidade de
medicamentos na
medicação administrada, prescritos nas consultas/atendimentos, incluindo as
atenção
consultas/atendimentos realizadas no domicílio.
especializada

BPA-I (Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado)

ProcedimentoB
BPA-I Descrição (SIGTAP)
PA-I
Consiste no primeiro atendimento ofertado pelo CAPS para novos usuários, por demanda
Acolhimento inicial
espontânea ou referenciada, incluindo as situações de crise no território. O acolhimento consiste
por Centro de
[Link]-2 na escuta qualificada, que reafirma a legitimidade da pessoa e/ou familiares que buscam o
Atenção
serviço e visa reinterpretar as demandas, construir o vínculo terapêutico inicial e/ou
Psicossocial
corresponsabilizar-se pelo acesso a outros serviços, caso necessário.

RAAS (Registro de Ações Ambulatoriais em Saúde)

ProcedimentoR
Descrição (SIGTAP)
AAS
AÇÃO DE HOSPITALIDADE NOTURNA realizada nos CAPS como recurso do Projeto
Terapêutico Singular de usuários já em acompanhamento no serviço, que recorre ao seu
Acolhimento noturno afastamento de situações conflituosas e vise ao manejo de situações de crise motivadas por
de paciente em sofrimento decorrente de transtornos mentais — incluídos aqueles por uso de álcool e outras
[Link]-0
Centro de Atenção drogas — e que envolvem conflitos relacionais caracterizados por rupturas familiares,
Psicossocial comunitárias, limites de comunicação e/ou impossibilidades de convivência e que objetive a
retomada, o resgate e o redimensionamento das relações interpessoais, o convívio familiar e/ou
comunitário. Não deve exceder o máximo de 14 dias.

Acolhimento em
terceiro turno de
Consiste no conjunto de atendimentos desenvolvidos no período compreendido entre 18 e 21
[Link]-8 paciente em Centro
horas.
de Atenção
Psicossocial
AÇÃO DE HOSPITALIDADE DIURNA realizada nos CAPS como recurso do Projeto Terapêutico
Singular, que recorre ao afastamento do usuário das situações conflituosas, que vise ao manejo
Acolhimento diurno
de situações de crise motivadas por sofrimentos decorrentes de transtornos mentais — incluídos
de paciente em
[Link]-4 aqueles por uso de álcool e outras drogas — e que envolvem conflitos relacionais caracterizados
Centro de Atenção
por rupturas familiares, comunitárias, limites de comunicação e/ou impossibilidades de
Psicossocial
convivência — e que objetive a retomada, o resgate e o redimensionamento das relações
interpessoais, o convívio familiar e/ou comunitário.

Atendimento
Atendimento direcionado à pessoa, que comporte diferentes modalidades, responda às
individual de
necessidades de cada um — incluindo os cuidados de clínica geral — que visam à elaboração
[Link]-8 paciente em Centro
do Projeto Terapêutico Singular ou dele derivam, promovam as capacidades dos sujeitos, de
de Atenção
modo a tornar possível que eles se articulem com os recursos existentes na unidade e fora dela.
Psicossocial
Atendimento em
Ações desenvolvidas coletivamente que explorem as potencialidades das situações grupais com
grupo de paciente
variadas finalidades, como recurso para promover sociabilidade, intermediar relações, manejar
[Link]-6 em Centro de
dificuldades relacionais, possibilitar experiência de construção compartilhada, vivência de
Atenção
pertencimento, troca de afetos, autoestima, autonomia e exercício de cidadania.
Psicossocial

Atendimento familiar Ações voltadas para o acolhimento individual ou coletivo dos familiares e suas demandas, sejam
em Centro de elas decorrentes ou não da relação direta com os usuários, que garanta a corresponsabilização
[Link]-4
Atenção no contexto do cuidado, propicie o compartilhamento de experiências e informações com vistas a
Psicossocial sensibilizar, mobilizar e envolvê-los no acompanhamento das mais variadas situações de vida.

Atendimento
Atenção prestada no local de morada da pessoa e/ou familiares, para compreensão de seu
domiciliar para
contexto e suas relações, acompanhamento do caso e/ou em situações que impossibilitem outra
pacientes de Centro
[Link]-0 modalidade de atendimento, que vise à elaboração do Projeto Terapêutico Singular ou dele
de Atenção
derive, que garanta a continuidade do cuidado. Envolve ações de promoção, prevenção e
Psicossocial e/ou
assistência.
familiares
Práticas corporais
Estratégias ou atividades que favoreçam a percepção corporal, a autoimagem, a coordenação
em Centro de
[Link]-5 psicomotora e os aspectos somáticos e posturais da pessoa, compreendidos como fundamentais
Atenção
ao processo de construção de autonomia, promoção e prevenção em saúde.
Psicossocial

Práticas expressivas
Estratégias ou atividades que possibilitem ampliação do repertório comunicativo e expressivo
e comunicativas em
[Link]-3 dos usuários, favorecendo a construção e utilização de processos promotores de novos lugares
Centro de Atenção
sociais e inserção no campo da cultura.
Psicossocial

Ações desenvolvidas para manejo das situações de crise, entendidas como momentos do
processo de acompanhamento dos usuários, nos quais conflitos relacionais com familiares,
Atenção às contextos, ambiência e vivências geram intenso sofrimento e desorganização. Esta ação exige
[Link]-1
situações de crise disponibilidade de escuta atenta para compreender e mediar os possíveis conflitos, podendo ser
realizada no ambiente do próprio serviço, no domicílio ou em outros espaços do território que
façam sentido ao usuário e sua família, favorecendo a construção e a preservação de vínculos.

Ações de fortalecimento de usuários e familiares, mediante a criação e desenvolvimento de


Ações de iniciativas preferencialmente intersetoriais e em articulação com os recursos do território nos
[Link]-8 reabilitação campos do trabalho/economia solidária, habitação, educação, cultura, direitos humanos, que
psicossocial garantam o exercício de direitos de cidadania, visando a produção de novas possibilidades para
projetos de vida.
Acompanhamento de usuários em contextos reais de vida — cenários de vida cotidiana: casa,
trabalho; iniciativas de geração de renda/empreendimentos solidários; contextos familiares,
Promoção de
[Link]-6 sociais e comunitários-territoriais — mediando relações para a criação de novos campos de
contratualidade
negociação e diálogo que garantam e propiciem a participação de usuários em igualdade de
oportunidades, a ampliação de redes sociais e a autonomia.
Acompanhamento
de pessoas com
Conjunto de atividades de caráter terapêutico e protetivo, realizado em espaço de regime
necessidades
residencial de caráter transitório, destinado a pessoas adultas com necessidades decorrentes do
decorrentes do uso
[Link]-4 uso de álcool e outras drogas. Tais atividades (individuais e coletivas) devem estimular o
de álcool, crack e
convívio social e enfocar lazer, cultura, esporte, alimentação e outras drogas e sobre os direitos
outras drogas em
dos usuários do Sistema Único de Saúde.
serviço residencial
de caráter transitório

Acompanhamento
Conjunto de atividades de caráter terapêutico e protetivo, realizado em espaço residencial
de pessoas adultas
transitório, destinado a pessoas adultas com sofrimento ou transtornos mentais decorrentes do
com sofrimento ou
uso de crack, álcool e outras drogas, em situação de vulnerabilidade social e familiar. Tais
transtornos mentais
atividades têm como eixo organizador a moradia, a educação, trabalho e convivência
decorrentes do uso
[Link]-2 social/familiar, na perspectiva da reintegração social (pertencimento grupal, atividades da vida
de crack, álcool e
diária, autocuidado, suporte, acompanhamento e monitoramento do cuidado em outros pontos
outras drogas –
de atenção da rede de saúde, em especial no Centro de Atenção Psicossocial de referência,
Unidade de
articulação com a rede ampliada: alfabetização, reinserção escolar, lazer, cultura, geração de
Acolhimento Adulto
trabalho e renda).
(UAA)

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