Sistemas de Amortização de Dívidas
Sistemas de Amortização de Dívidas
APLICADA
AULA 4
CONTEXTUALIZANDO
Saiba mais
2
• Disponível em: <[Link]
comprar/amortizacao-de-parcelas/>. Acesso em: 3 mar. 2021.
Créditos: thodonal88/Shutterstock.
Créditos: thodonal88/Shutterstock.
(1 + i )n − 1
V = p
(1 + i )n .i
Após calcular o valor da prestação, podemos preencher a seguinte tabela
que irá demonstrar a situação da dívida ao longo do tempo:
Tabela 1 – Dívida
• Empréstimo = 10.000;
• Período = 4 anos;
• i = 10% a.a. / 100 = 0,10.
5
(1 + i )n − 1
V = p
(1 + i )n .i
(1 + 0,10)4 − 1
10000 = p
(1 + 0,10)4 .0,10
(1,10)4 − 1
10000 = p
(1,10)4 .0,10
1,4641 − 1
10000 = p
1, 4641 .0,10
0,4641
10000 = p
0,146410
10000 = p(3,16986545 )
10000
p=
3,16986545
p = 3154,71
Com o valor das prestações, vamos preencher a tabela que irá demonstrar
a situação da dívida ao longo do tempo:
6
• Saldo Devedor = 10.000 – 2.154,71 = 7.845,29.
Saiba mais
7
No Tema 2, estudamos o sistema de amortização PRICE, no qual as
prestações são constantes em todos os períodos. Neste tema, estudaremos o
sistema de amortização SAC, no qual a amortização que é constante ao longo
do tempo.
Segundo Francisco (1991), pelo Sistema de Amortização Constante, as
prestações são decrescentes, pois a quota de amortização é constante em todas
elas e os juros decrescem em função do saldo devedor, que diminui a cada
pagamento realizado.
De acordo com Camargo (2007), no SAC, o valor referente à amortização
do principal é igual em cada prestação, assim, são os juros e o valor total das
prestações que variam ao longo do tempo. No início, as prestações são mais
altas e tendem a baixar até o final da operação. Desta forma, o saldo devedor
decresce linearmente até sua extinção na última prestação.
Para encontrar o valor da amortização, dividimos o valor principal da
dívida (capital) pelo número de prestações (n) consideradas na transação,
assim:
C
A=
n
Após calcular o valor da amortização, a tabela que irá demonstrar a
situação da dívida ao longo do tempo terá a seguinte configuração:
8
Exemplo: Considere um empréstimo de R$ 10.000,00 a uma taxa de 4%
a.m. que será pago em 4 vezes. Calcule o valor das prestações a serem pagas
e elabore a tabela demonstrando a operação.
O enunciado fornece os seguintes dados:
• Empréstimo = 10.000;
• i = 4% a.m / 100 = 0,04;
• Período = 4.
C
A=
n
10000
A=
4
A = 2500
Com o valor da amortização, vamos preencher a tabela, que irá
demonstrar a situação da dívida ao longo do tempo.
9
• Juro = 7.500 x 0,04 = 300;
• Prestação = 2.500 + 300 = 2.800;
• Saldo Devedor = 7.500 – 2.500 = 5.000.
Saiba mais
Créditos: carballo/Shutterstock.
10
• Sistema de Amortização Francês (Price) – SFA: prestações iguais,
periódicas e sucessivas, sendo pago periodicamente os juros sobre o
saldo devedor e uma quota de amortização.
• Price
(1 + i )n − 1
V = p
(1 + i )n .i
(1 + 0,02)5 − 1
10000 = p
(1 + 0,02)5 .0,02
1,104080803 − 1
10000 = p
1,104080803 .0,02
0,104080803
10000 = p
0,022081616
10000 = p(4,713459513 )
p = 2121,58
Tabela 5 – Amortização
11
• SAC
C
A=
n
10000
A=
5
A = 2000
Tabela 6 – Amortização
Quadro 1 – Diferenças
Price SAC
Prestação Constante Decrescente
Amortização Crescente Constante
Primeira prestação Menor Maior
Última prestação Maior Menor
Saldo devedor Redução inicial lenta Redução linear
Saiba mais
12
• Disponível em: <[Link]
veja-qual-financiamento-e-melhor-para-voce/>. Acesso em: 3 mar. 2021.
• Price
2.121,58 2.121,58 2.121,58 2.121,58 2.121,58
VP = + + + +
(1 + 0,02) 1
(1 + 0,02)2
(1 + 0,02)3
(1 + 0,02) 4
(1 + 0,02)5
VP = 10000
• SAC
2.200 2.160 2.120 2.080 2.040
VP = + + + +
(1 + 0,02) (1 + 0,02)
1 2
(1 + 0,02)3
(1 + 0,02)4
(1 + 0,02)5
VP = 10000
13
TEMA 5 – OUTROS SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO
14
Exemplo 1: um empréstimo de R$10.000,00 será pago em quatro
prestações anuais com uma taxa de juros efetiva de 10% a.a. Elabore a tabela
demonstrando a operação.
Considerando os dados do enunciado, elaboramos a tabela da
amortização pelo sistema americano:
Tabela 8 – Amortização
PSFA + PSAC
PSAM =
2
ASFA + ASAC
ASAM =
2
J SFA + J SAC
J SAM =
2
15
Para calcular a prestação pelo sistema Misto, precisamos calcular a média
aritmética dos pagamentos pelos Sistemas Price e SAC, ou seja:
PSFA + PSAC
PSAM =
2
4747,25 + 5333,33
PSAM =
2
10080,58
PSAM =
2
PSAM = 5040,29
16
C.i
P=
1 − (1 − i)n
A1 = P(1 − i) n −1
A1
Ak =
(1 − i) k −1
• Prestações
600.0,02
P=
1 − (1 − 0,02) 4
12
P=
1 − 0,92236816
12
P=
0,077631840
P = 154,58
• Primeira amortização
A1 = P(1 − i) n −1
A1 = 154,58(0,98) 3
A1 = 154,58(0,941192)
A1 = 145,49
17
Já temos a amortização do primeiro período e precisamos calcular para
os demais. No segundo período, temos:
145,49
A2 =
(1 − 0,02) 2−1
145,49
A2 =
(0,98)1
A2 = 148,46
Tabela 11 – Amortização
• Período 0
• Período 1
TROCANDO IDEIAS
18
alguém que já tenha realizado alguma operação utilizando os sistemas de
amortização? Avalie o sistema que foi utilizado, como foi composta a prestação
paga e como foi realizada a amortização da dívida.
NA PRÁTICA
Tabela 12 – Amortização
19
• Sistema Price
(1 + i )n − 1
V = p
(1 + i )n .i
(1 + 0,04)6 − 1
8000 = p
(1 + 0,04)6 .0,04
p = 1526,10
Tabela 13 – Amortização
• Sistema SAC
A = 8000 / 6 = 1.333,33
20
Tabela 14 – Tabela
• Sistema americano
Tabela 15 – Tabela
FINALIZANDO
21
REFERÊNCIAS
22
MATEMÁTICA FINANCEIRA
APLICADA
AULA 5
CONTEXTUALIZANDO
2
Para responder essas questões, temos várias ferramentas que indicam
se um investimento é viável ou não, possibilitando ao gestor realizar uma
análise e tomar decisões mais assertivas.
Saiba mais
Para entender a importância da análise de investimento, acesse os
seguintes links:
• <[Link]
• <[Link]
• <[Link]
Crédito: Wutzkohphoto/Shutterstock.
ke = kp x Cp% + kt x Ct%
Ou seja,
Cp Ct
ke = kp .100 + k t .100
Ct + Cp Ct + Cp
Onde:
4
• kt – custo do capital de terceiros em percentual;
• Cp% – participação percentual do capital próprio;
• Ct% – participação percentual do capital de terceiros;
• Cp – capital próprio;
• Ct – capital de terceiros.
• kp = 20% = 0,20
• kt = 12% = 0,12
• Cp% = 30% = 0,30
• Ct% = 70% = 0,70
Com base nos dados acima, vamos aplicar a fórmula para calcular o
custo médio ponderado:
ke = kp x Cp% + kt x Ct%
ke = 0,06 + 0,084
ke = 0,1440 = 14,40%
• kp = 20% = 0,20
• kt = 10% = 0,10
• Cp = 600.000
• Ct = 400.000
Com base nos dados acima, vamos aplicar a fórmula para calcular o
custo médio ponderado:
5
Cp Ct
ke = kp .100 + k t .100
Ct + Cp Ct + Cp
600000 400000
k e = 0,20 .100 + 0,10 .100
400000 + 600000 400000 + 600000
600000 400000
k e = 0,20 .100 + 0,10 .100
1000000 1000000
k e = 16%
6
detêm as ações da empresa. Vamos aplicar a seguinte fórmula para calcular o
custo médio ponderado:
Cp Ct
ke = kp .100 + k t .100
Ct + Cp Ct + Cp
70 30
k e = 0,15 .100 + 0,075 .100
30 + 70 30 + 70
70 30
k e = 0,15 .100 + 0,075 .100
100 100
kp = klr + β . ( km - klr )
Onde:
7
1. Obter o beta das ações da empresa em publicações especializadas ou
medido por meio das cotações das ações negociadas em bolsa. Para
empresas sem títulos negociados no mercado, o beta dee ser estimado
por meio dos betas de empresas com atividades operacionais
semelhantes.
2. Ajustar o beta do projeto em relação à alavancagem financeira, caso
esse projeto altere o risco ou a estrutura de capital da empresa.
3. Escolher a taxa livre de risco.
4. Definir a carteira de mercado e medir seu retorno.
5. Calcular o custo do capital próprio usando o CAPM.
• klr = 6,5%
• km = 12%
• β = 1,2
• kp = klr + β . ( km - klr )
• kp = 0,065 + 1,2 (0,12 – 0,065)
• kp = 0,065 + 1,2 (0,055)
• kp = 0,065 + 0,066
• kp = 0,131
Saiba mais
Para entender mais sobre o modelo CAPM, acesse os seguintes links e
verifique como o modelo pode ser utilizado em análise de investimentos:
• <[Link]
• <[Link]
8
TEMA 2 – VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)
9
capital. Segundo Andrich e Cruz (2013), é a taxa utilizada para descontar os
fluxos de caixa projetados, trazendo-os aos valores presentes.
De acordo com Castanheira (2016), o VPL consiste em trazer para o dia
zero (valor atual) cada valor futuro de uma série de pagamentos, recebimentos
ou depósitos, sendo que do somatório desses valores atuais deduz-se o valor
do investimento a ser feito. Assim, obtemos o VPL aplicado à fórmula:
M1 M2 M3 Mn
VPL = + + + ... + −C
(1 + i)1 (1 + i) 2 (1 + i)3 (1 + i) n
10
M1 M2 M3 Mn
VPL = + + + ... + −C
(1 + i)1 (1 + i) 2 (1 + i)3 (1 + i) n
VPL = 6627,64
• VPL do investimento B:
VPL = 11874,10
11
a. Calculadora HP12C
• VPL do investimento A:
25.000 g CFj
25.000 g CFj
25.000 g CFj
25.000 g CFj
6i
f NPV
• VPL do investimento B:
30.000 g CFj
30.000 g CFj
30.000 g CFj
40.000 g CFj
6i
f NPV
b. Excel
12
Crédito: Aline Purcote.
13
Para aceitar ou rejeitar um projeto, consideramos que quanto maior o
IBC, melhor, sendo que os projetos com IBC > 1 serão aceitos e projetos com
IBC < 1 serão rejeitados. Utilizamos como referência o índice 1,0, em que IBC
> 1 significa que, para cada R$ 1,00 investido no projeto, a empresa está
obtendo um retorno maior. Para IBC < 1, a empresa estará perdendo dinheiro
em relação à TMA, não obtendo retorno suficiente para cobrir cada R$ 1,00
investido.
De acordo com Camargo (2007), como a fórmula utiliza o valor presente
de todo o fluxo de caixa do investimento (entradas e saídas) descapitalizado
pela TMA, o resultado desse método é também correlacionado com o VPL,
sendo que o projeto que tiver VPL > 0 apresentará IBC > 1.
M1 M2 M3 M4
VP = + + +
(1 + i)1
(1 + i) 2
(1 + i) 3
(1 + i)4
VP = 481932,19
14
481932,19
IBC = = 0,9835
490000
150000 g CFj
4 g Nj
9,38 i
f NPV
490000
O projeto não será atrativo, pois temos um IBC < 1, ou seja, a cada R$
1,00 investido o retorno é de apenas R$ 0,98.
M1 M2 M3
VP = + +
(1 + i)1
(1 + i) 2
(1 + i)3
15
• Valor presente das saídas:
VP = 714161,26
913290,05
IBC = = 1,28
714161,26
600000 g CF0
50000 g CFj
3 g Nj
15 i
f NPV
f REG
400000 g CFj
3 g Nj
15 i
f NPV
714161,26 :
16
TEMA 4 – TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)
17
Francisco (1991) define a taxa de retorno de um investimento como a
taxa de juros que anula a diferença entre os valores atuais das receitas e das
despesas de seu fluxo de caixa. Uma alternativa de investimento é considerada
vantajosa quando a taxa de retorno é maior que a Taxa Mínima de Atratividade
(TMA). Dessa forma, ao analisar a TIR, chegamos à seguinte conclusão:
Segundo Camargo (2007), uma TIR maior que a TMA indica maior
ganho investindo-se no projeto do que na TMA, portanto, quanto maior seu
resultado, melhor o retorno para a empresa. Caso o projeto apresente TIR
menor que a TMA, é preferível aplicar nessa segunda alternativa e rejeitar o
projeto analisado.
Considerando o fluxo de caixa composto de um investimento inicial de
R$ 100,00 e uma entrada no primeiro período de R$ 120,00, vamos calcular a
TIR considerando que a taxa (i) torna o VPL igual a zero, assim:
M1
VPL = −C
(1 + i )1
120
− 100 = 0
(1 + i)1
18
120
= 100
(1 + i)1
120
1+ i =
100
1 + i = 1,2
i = 1,2 − 1
i = 0,2 = 20%
f REG
120 g CFj
f IRR
f REG
11.000.000 g CFj
12.100.000 g CFj
13.310.000 g CFj
f IRR
19
A taxa interna de retorno do projeto é de 10% ao ano.
Outra alternativa para o cálculo da TIR é a aplicação direta da fórmula
no Excel:
19500 g CFj
10 g Nj
f IRR
20
A taxa interna de retorno do projeto é de 5,08% ao ano. Considerando
que a TMA da empresa é de 6% a.a., o projeto não é viável, pois podemos
ganhar mais aplicando na TMA.
Saiba mais
Para saber mais sobre a aplicação da TIR e do VPL no estudo de
viabilidade econômica utilizando o Excel, acesse o seguinte link:
• <[Link]
excel?gclid=CjwKCAiAhbeCBhBcEiwAkv2cY9l50r3xSz-i7M_-
IgGbpFwqGYg16f4_Ff-jjuGuqd3zVveb-dzdKBoCcy0QAvD_BwE>.
21
Camargo (2007) indica que a decisão de aceitar ou rejeitar um projeto
pelo tempo de retorno se baseia em parâmetros subjetivos, ou seja, não existe
um tempo máximo considerado ideal para tornar um projeto viável. Assim, esse
processo depende de cada empresa em função de suas próprias
características e das peculiaridades do investimento proposto.
Quando temos um fluxo de caixa constante, o Payback será calculado
dividindo o investimento inicial pelo valor das entradas, assim:
0 1 2 3 4 5 6 7
-23.000 5.000 5.000 5.000 5.000 5.000 5.000 10.000
23000
PB =
5000
PB = 4,6
0 1 2 3 4 5 6 7
-4.500 1.200 1.000 700 900 300 800 400
22
Período 2 = 1.200 + 1.000 = 2.200
0 1 2 3 4 5 6 7
-4.500 1.200 1.000 700 900 300 800 400
∑entradas 1.200 2.200 2.900 3.800 4.100 4.900 5.300
400
PB = 5 +
800
PB = 5 + 0,5
PB = 5,5
23
Exemplo 3: Qual o Payback de um projeto com investimento inicial de R$
1.000,00 considerando o seguinte fluxo de caixa e taxa mínima de 3%?
0 1 2 3
-1.000 320 550 400
• Período 1
M1
VP =
(1 + i)1
320
VP =
(1 + 0,03)1
VP = 310,68
320 CHS FV
3i
1n
PV
• Período 2
550
VP =
(1 + 0,03) 2
550
VP =
1,0609
VP = 518,43
24
550 CHS FV
3i
2n
PV
• Período 3
400
VP =
(1 + 0,03) 3
400
VP =
1,092727
VP = 366,06
400 CHS FV
3i
3n
PV
0 1 2 3
-1.000 320 550 400
VP 310,68 518,43 366,06
∑VP 310,68 829,11 1.195,17
25
170,89
Pbd = 2 +
366,06
Pbd = 2 + 0,47
Pbd = 2,47
O projeto retornará o investimento inicial em 2,47 meses, ou seja, o
retorno ocorrerá em 2 meses e 14 dias.
TROCANDO IDEIAS
NA PRÁTICA
26
1
iq = (1 + 0,15) − 1 12
iq = (1,15) 0, 083333333 − 1
iq = 1,011714917− 1
iq = 0,011714917= 1,1715%a.m
5000 CHS PV
1,1715 i
24 n
PMT
27
• Valor Presente Líquido (VPL):
M1 M2 M3 Mn
VPL = + + + ... + −C
(1 + i)1 (1 + i) 2 (1 + i) 3 (1 + i) n
1140,20 g CFj
24 g Nj
1,1715 i
f NPV = 6.734,25
1440,20 1440,20
VPentradas = + ... + = 29.979,00
(1 + 0,011715)1 (1 + 0,011715) 24
300 300
VPsaídas = 17000 + + ... + = 23.244,76
(1 + 0,011715) 1
(1 + 0,011715) 24
29979,00
IBC = = 1,29
23244,76
17000 g CF0
300 g CFj
24 g Nj
1,1715 i
28
f NPV
f REG
1440,20 g CFj
24 g Nj
1.1715 i
f NPV
23244,76 : = 1,29
1140,20 g CFj
24 g Nj
f IRR = 4,2197
1140,20 1140,20
VP = + ... + = 15.601,15
(1 + 0,011715) 1
(1 + 0,011715)15
1140,20
VP16 = = 946,35
(1 + 0,011715)16
1140,20
VP17 = = 935,39
(1 + 0,011715)17
VP Retorno Acumulado
VP16 = 946,35 15601,15 + 946,35 = 16.547,50
VP17 = 935,39 16547,50 + 935,39 = 17.482,89
29
Pbd = 16 +
(17000 − 16547,50)
935,39
Pbd = 16,48
Para finalizar, vamos analisar os indicadores calculados:
Indicador Proposta
VPL 6.734,25
IBC 1,29
TIR 4,2197%
PBd 16,48 meses
FINALIZANDO
30
REFERÊNCIAS
31
MATEMÁTICA FINANCEIRA
APLICADA
AULA 6
CONTEXTUALIZANDO
2
Se considerarmos uma aplicação que obteve uma rentabilidade em um
determinado período, só teremos um rendimento real se analisarmos a inflação
desse período. Da mesma forma, para quem recebe salários, o reajuste anual
realizado pelas empresas deve no mínimo comtemplar a inflação, sendo que o
percentual acima da inflação consideramos como ganho real.
Saiba mais
Para entender mais sobre o efeito da inflação no nosso dia a dia, vamos
acessar os seguintes links: Inflação: O que é e como funciona?
<[Link] e O que é inflação e como
ela afeta sua vida? <[Link]
Figura 1 – Inflação
Crédito: mechichi/Shutterstock.
3
Chamamos de inflação o aumento generalizado dos preços dos produtos
e serviços e da alta generalizada desses preços ao longo do tempo, surgindo o
processo inflacionário. Gimenes (2006) define inflação como um aumento geral
e contínuo dos preços de produtos e serviços em determinado período de tempo.
Podemos considerar a inflação como um aumento do custo de vida para
o consumidor, resultante da elevação dos preços e da desvalorização da moeda
tendo como consequência a redução do poder de compra. O aumento dos
preços faz com que o consumidor precise de mais dinheiro para adquirir os
mesmos produtos. De acordo com Castanheira (2008), um período inflacionário
é o momento em que os preços estão em elevação, ou seja, durante um período
inflacionário, uma certa quantidade de dinheiro compra menor quantidade de
bens do que comprava antes.
A inflação possui várias causas, podendo ser uma inflação de demanda
ou uma inflação de custos. A inflação de demanda ocorre quando há excesso de
demanda agregada em relação à produção disponível, ou seja, os preços sobem
por conta da alta procura. Com muita procura e pouco produto no mercado, o
resultado é o aumento dos preços. Temos um excesso de procura por bens e
serviços, logo a demanda supera a oferta causando o aumento dos preços.
Já a inflação de custos é associada à inflação de oferta em que a
demanda permanece, mas os custos aumentam. É o aumento dos preços de
bens e serviços causados pela alta nos custos de produção, fazendo com que
os preços sofram aumento e sejam repassados ao consumidor. O aumento dos
custos de produção pode ocorrer por aumento na mão de obra, matéria-prima,
tributos, taxas de juros e fontes de energia.
A diferença entre a inflação de demanda e a de custos está justamente na
demanda. Na inflação de custos, a procura continua a mesma, o que altera é o
preço em virtude da alta nos custos de produção. Já na inflação de demanda, o
preço aumenta em virtude do aumento da demanda.
A inflação também influência o custo e o rendimento de financiamentos e
aplicações. De acordo com Samanez (2007), em contextos inflacionários, deve-
se ficar atento para a denominada ilusão monetária ou rendimento aparente das
aplicações e investimentos. Nessa situação, é importante determinar a taxa real
de juros e o custo ou rendimento real de um financiamento ou uma aplicação.
No processo de cálculo da taxa real, é necessário homogeneizar os valores das
4
séries financeiras de forma que se retirem os efeitos corrosivos da inflação sobre
os valores aplicados ou recebidos em cada data.
A variação dos preços não evolui na mesma proporção em todos os
setores, dessa forma, os vários índices da economia, setorizados e globais,
procuram medir as mais diversas variações de preços de um período para outro.
No próximo tema, vamos definir e estudar os diferentes índices de preços que
são utilizados para medir a inflação.
Crédito: VectorMine/Shutterstock.
5
Para Assaf (2017), um índice de preços é resultante de um procedimento
estatístico que, entre outras aplicações, permite medir as variações ocorridas
nos níveis gerais de preços de um período para outro. Em outras palavras, o
índice de preços representa uma média global das variações de preços que se
verificaram num conjunto de determinados bens ponderado pelas quantidades
respectivas.
Para calcular a inflação, utilizamos os índices de preços, chamados de
índices de inflação, que são divulgados por várias instituições, tais como:
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação Getúlio
Vargas (FGV).
O IBGE produz dois índices de preços, o Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA), que é o índice utilizado no sistema de metas para a
inflação considerado o oficial pelo governo federal e o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC). Além desses, a inflação possui outros índices como o
IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), o INCC (Índice Nacional de Custo da
Construção) e o IGP (Índice Geral de Preços).
O objetivo do IPCA e o INPC é medir a variação de preços de uma cesta
de produtos e serviços consumida pela população, por exemplo, arroz, feijão,
passagem de ônibus, material escolar e médico, mostrando se os preços
aumentaram ou diminuíram de um mês para o outro. Os índices levam em conta
não apenas a variação de preço de cada item, mas também o peso que ele tem
no orçamento das famílias.
O IPCA é utilizado pelo governo federal como o índice oficial de inflação
do Brasil, servindo de referência para as metas de inflação e para as alterações
na taxa de juros. Seu principal objetivo é mostrar a variação de preços do
comércio para os consumidores finais. O IBGE coleta os dados do primeiro ao
último dia de cada mês em 16 capitais brasileiras considerando nove grupos: a
alimentação, residência, comunicação, despesas pessoais, educação,
habitação, saúde, transporte e vestuário.
A diferença entre o IPCA e o INPC é que o IPCA aponta a variação do
custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos,
atingindo uma parcela maior da população. Já o INPC mede a variação do custo
de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) medido pela FGV é voltado
ao produtor e avalia o aumento de preços dos produtos do agronegócio e
6
indústrias no setor atacadista. Esse índice registra as variações de preços de
produtos agropecuários e industriais nas transações interempresariais, ou seja,
nos estágios de comercialização anteriores ao consumo final, dessa forma, é
um índice de preços de venda de produtos em nível de produtor. O seu cálculo
é dividido em três versões: o IPA-DI, que demonstra a média de preços do dia
1º ao dia 30 de cada mês, o IPA-10, que calcula do dia 11 de um mês ao dia 10
do próximo e o IPA-M, que mede os valores do dia 21 de um mês ao dia 20 do
próximo.
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), calculado
mensalmente pela FGV, demonstra a variação de custos dos insumos utilizados
em obras habitacionais. Esse índice é muito utilizado para a correção de
contratos de compra e venda de imóveis e é composto pela média ponderada
dos dados coletados em sete capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo,
Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília. O cálculo considera os
valores de materiais, equipamentos, serviços e mão de obra, sendo dividido em
três grupos: estruturais, instalações e acabamentos.
Já o Índice Geral de Preços (IGP), também divulgado pela FGV, é formado
pela média ponderada de três índices de preço: IPA (Índice de Preços ao
Produtor Amplo), com um peso de 60%, IPC (Índice de Preços ao Consumidor),
com um peso de 30% e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), com
um peso de 10%. Esse índice é apresentado em três versões: IGP-DI (Índice
Geral de Preços – Disponibilidade Interna) que é calculado do primeiro ao último
dia do mês, IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), calculado do dia 21 ao
dia 20 do mês seguinte e o IGP-10, que mede do dia 11 ao dia 10 do mês
seguinte. Esse índice é usado para ajuste anual de contratos de aluguel, energia
elétrica, escolas, alguns tipos de seguros e planos de saúde.
Saiba mais
Para conhecer mais sobre os índices de inflação, vamos acessar os
seguintes links:
Inflação: <[Link] IPCA e o INPC?:
<[Link] Evolução dos principais índices
de inflação: <[Link] Portal da
Inflação: <[Link]
7
TEMA 3 – TAXAS
Figura 3 – Inflação
Crédito: Kachka/Shutterstock.
Pn
I= −1
Pn −t
onde:
8
Exemplo 1: Considerando a seguinte tabela que apresenta valores
divulgados do IGP-DI, calcule a taxa de inflação para o mês de dezembro/X3 e
do 1º semestre.
Pn
I= −1
Pn −t
1576,56
I= −1
1353,79
I = 1,164553 − 1
708,38
I= −1
100
I = 7,0838 − 1
9
30/04/XX 157,21
31/05/XX 158,13
30/06/XX 162,01
Fonte: Assaf, 2017.
162,01
I= −1
148,70
I = 1,0895 − 1
I = 0,0895 = 8,95%
Agora, vamos calcular a evolução mensal dos preços utilizando a relação
do índice ocorrida no período de cálculo com o período anterior:
• Janeiro:
150,07
I= −1
148,70
I = 1,0092 − 1
I = 0,0092 = 0,92%
• Fevereiro:
152,15
I= −1
150,07
I = 1,0139 − 1
I = 0,0139 = 1,39%
10
31/03/XX 153,98 1,20%
30/04/XX 157,21 2,10%
31/05/XX 158,13 0,59%
30/06/XX 162,01 2,45%
I
TDM =
1+ I
Exemplo 3: Considere que em um determinado período a taxa de inflação
foi de 8%, qual é a taxa de desvalorização da moeda?
0,08
TDM =
1 + 0,08
0,08
TDM =
1,08
TDM = 0,0741x100 = 7,41%
A queda na capacidade de compra é de 7,41 %, isto é, as pessoas
adquirem 7,41 % a menos de bens e serviços do que costumavam consumir.
Exemplo 4: Considerando um determinado período em que a inflação
tenha atingido 10,6 %, determine a redução do poder aquisitivo do consumidor,
supondo que os seus vencimentos não sofreram reajuste no período.
0,106
TDM =
1 + 0,106
0,106
TDM =
1,1060
11
Saiba mais
Para saber mais sobre a correção de valores considerando a inflação,
acesse o seguinte link que apresenta uma ferramenta online que permite corrigir
seu dinheiro pela inflação utilizando diferentes índices. Corrigir valores pela
inflação: IPCA, IGPM, IGPDI, INPC
<[Link]
[Link]>.
Crédito: eamesBot/Shutterstock.
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A desindexação, ao contrário, envolve transformar valores nominais em moeda
representativa de mesmo poder de compra num momento anterior.
Vamos considerar que uma pessoa comprou um terreno no valor de R$
60.000 e após três anos vendeu por R$ 80.000. Analisando esses valores, temos
um ganho nominal de 33,3 %, ou seja:
80000
− 1 = 0,3333 x100 = 33,3%
60000
80000
−1
60000 x1,40
80000
−1
84000
80000 / 1,40
−1
60000
57142,86
−1
60000
0,9524 − 1 = −4,76%
13
ANO VENDAS NOMINAIS (R$) ÍNDICE GERAL DE PREÇOS
1 25.715 100,0
2 35.728 120,8
3 47.890 148,6
4 59.288 179,8
5 71.050 227,7
Fonte: Assaf, 2017.
35728
= 1,389
25715
120,8
= 1,208
100
14
1,389
−1
1,208
1,1498 − 1 = 0,1498 x100 = 14,98%
• Ano 1:
25715
= 25715
1
• Ano 2:
35728
= 29576,16
1,208
15
Segundo Puccini (2007), sempre que você se deparar com uma série
temporal de valores financeiros, em regime inflacionário, terá a necessidade de
reduzi-la a valores financeiros equivalentes para analisar a sua evolução real.
Para se conhecer a evolução real do faturamento, os valores devem ser
ajustados para refletir o mesmo poder de compra, levando em conta a inflação
verificada no período.
Crédito: Lisa-S/Shutterstock.
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mobiliário emitido pelas sociedades anônimas, representativo de uma fração de
um empréstimo.
De acordo com Berger (2015), podemos também dizer que um título de
renda fixa é um passivo, governamental ou privado, que gera um fluxo de
pagamento preestabelecido. São títulos representativos de contratações de
empréstimos (captações) pelas empresas ou governos, que prometem pagar a
seus investidores determinados fluxos futuros de rendimentos. Como esses
pagamentos são fixos, os preços desses títulos variam com as mudanças nas
taxas de juros, gerando um potencial para ganhos ou perdas.
Saiba mais
Para conhecer mais sobre os títulos de renda fixa, vamos acessar os
seguintes links: Títulos de renda fixa: quais são os mais populares do mercado?:
<[Link] Renda Fixa:
tudo o que você precisa saber para começar a investir:
<[Link]
Os investimentos também são impactados pelos índices de inflação,
assim vamos acessar o seguinte link que indica qual é o impacto das variações
do IPCA nos seus investimentos e aplicações financeiras. IPCA: Conheça o
principal índice brasileiro de inflação:
<[Link]
TROCANDO IDEIAS
NA PRÁTICA
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população. Com base nessa afirmação e considerando a tabela abaixo, calcule
a TDM e analise os resultados obtidos:
Ano Inflação
2012 14,74%
2013 10,39%
2014 6,13%
2015 5,05%
2016 2,81%
I
TDM =
1+ I
Aplicando a fórmula, para os anos de 2012 e 2013, temos:
• 2012:
0,1474
TDM =
1 + 0,1474
0,1474
TDM =
1,1474
• 2013:
0,1039
TDM =
1 + 0,1039
0,1039
TDM =
1,1039
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Ano Inflação TDM
2012 14,74% 12,85%
2013 10,39% 9,41%
2014 6,13% 5,78%
2015 5,05% 4,81%
2016 2,81% 2,73%
12000
= 0,12 = 12%
100000
6400
= 0,0606 = 6,06%
105600
FINALIZANDO
20
REFERÊNCIAS
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