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Diagnóstico e Tratamento do Choque Sépico

O documento aborda a definição e etiologia do choque, destacando a incapacidade do sistema circulatório em suprir as demandas de oxigênio. Apresenta critérios diagnósticos para choque séptico e discute casos clínicos, incluindo a importância da monitorização e intervenções terapêuticas. Além disso, menciona a mortalidade associada e as opções de tratamento em situações de emergência.

Enviado por

Luciana
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Diagnóstico e Tratamento do Choque Sépico

O documento aborda a definição e etiologia do choque, destacando a incapacidade do sistema circulatório em suprir as demandas de oxigênio. Apresenta critérios diagnósticos para choque séptico e discute casos clínicos, incluindo a importância da monitorização e intervenções terapêuticas. Além disso, menciona a mortalidade associada e as opções de tratamento em situações de emergência.

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Medicina de

Emergência
Rodrigo Antonio Brandão Neto
Primeiro Supervisor Residência Medicina de Emergência USP
Doutorado em Medicina de Emergência USP

CHOQUE
Definição

Expressão clínica da hipóxia celular,


tecidual e orgânica

Situação de incapacidade do sistema


circulatório é incapaz de suprir as
demandas celulares de oxigênio por oferta
inadequada ou demanda tecidual aumentada
ETIOLOGIA
Crit Care Med 2009; 37: 1670 –1677
Lactato x Monitorização

Nguyen, Crit Care Med 2004; 32: 1637-1642


• EXAME FÍSICO:
-Aparência ruim
-Alteração do estado mental
-Hipotensão > 30 minutos

CRITÉRIOS -FC > 100 bpm


-FR > 20 irm
PARA CHOQUE GASOMETRIA ARTERIAL:
-Lactato > 4mmol/L ou 32 mg/dl
-Base Excess < -4 mEq/l

4 Critérios necessários
•Mortalidade em 28 dias
• 34,9 vs 43,4%
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
PARA SEPSE E CHOQUE
SÉPTICO
SHOCK
INDEX???
QUAL A
CAUSA DO
CHOQUE???
Paciente com 30 anos de idade. Internado há 2 meses por dispneia com suspeita de COVID-19 com
PCR de swab nasal negativo, mas com sorologia positiva. Recebeu alta, mas permaneceu com dispneia
e posteriormente começou a evoluir com edema de membros inferiores e foi medicado com furosemida.
Novamente internado com dispneia progressiva e edema de membros inferiores. Ao exame inicial
apresentava:

BEG, corado, hidratado, anictérico, acianótico


PA: 108 x 88 mmHg
FC: 98 b.p.m
FR: 24 i.r.m
SaO2: 93% em ar ambiente
Estase jugular á 45 graus
Ap Resp: MV+, sem RA
Ap CV: 2BRNF, sem sopros
Trato gastrointestinal: Fígado há 4 cm do rebordo costal direito, sem outras visceromegalias ou massas
palpáveis, indolor á palpação.
Extremidades: Pulsos+, edema +++/6
Mulher de 25 anos, gestante de 29 semanas, com quadro de dispneia súbita há 3
dias e mal-estar, refere no início do quadro ter tido tosse e um episódio subfebril. Ao
exame físico apresentava:

Regular estado geral, corada, hidratada, anictérica, acianótica


Temperatura: 36,9 C
FC: 135 bpm
PA: 125 x 85 mmHg
SaO2: 92%
FR: 32 i.r.m
Ausculta cardiovascular: sem alterações dignas de nota
Ausculta cardiovascular: Murmúrio vesicular diminuído em base D
Abdome gravídico sem outras alterações dignas de nota.
Paciente de 36 anos de idade, sexo feminino. Quadro de dor
abdominal há algumas horas, tinha apresentando há 2 dias um
pequeno sangramento vaginal. A dor piorou rapidamente de
intensidade procurando o departamento de emergência nesta
condição.
Ao exame: REG, corada, hidratada, anictérica, acianótica
PA: 110 x 70 mmHg
FC: 108 bpm
Abdome: Doloroso difusamente á palpação
EARLY GOAL
MORTALIDADE
50
45 P 0,009
40
35
30
Standart
25 Early-goal
46,5% 30,5%
20
15
10
5
0
MORTALIDADE
SOLUÇÕES DE REPOSIÇÃO VOLÊMICA
Safety of peripheral intravenous administration
of vasoactive medication
Jose Cardenas-Garcia MD, Karen F. Schaub BS, Yuly
G. Belchikov PharmD, Mangala Narasimhan DO, Seth
J. Koenig MD, Paul H. Mayo MD
First published: 26 May 2015
[Link]
Citations: 124

49 +- 22 horas
Um motorista de 18 anos é transportado para o departamento de emergência (DE)
depois de ser jogado de seu veículo durante uma colisão de veículo automotor. Ele foi
intubado no campo e recebeu um bolus intravascular de 3 L de solução salina normal
antes da chegada ao DE. Seu escore de Glasgow inicial é 7, e sua pressão arterial na
chegada é de 80/50 mm Hg. Qual das seguintes opções seria o mais apropriado para
iniciar imediatamente na chegada ao departamento de emergência?

A. Dobutamina

B. Dopamina

C. Solução de reposição volêmica com amido

D. Norepinefrina

E. Transfusão de concentrado de hemácias


Um motorista de 18 anos é transportado para o departamento de emergência (DE)
depois de ser jogado de seu veículo durante uma colisão de veículo automotor. Ele foi
intubado no campo e recebeu um bolus intravascular de 3 L de solução salina normal
antes da chegada ao DE. Seu escore de Glasgow inicial é 7, e sua pressão arterial na
chegada é de 80/50 mm Hg. Qual das seguintes opções seria o mais apropriado para
iniciar imediatamente na chegada ao departamento de emergência?

A. Dobutamina

B. Dopamina

C. Solução de reposição volêmica com amido

D. Norepinefrina

E. Transfusão de concentrado de hemácias


SUS 2018 -Um paciente de 51 anos é admitido na sala de emergência sonolento e
visivelmente desidratado. Segundo familiares, paciente apresenta diarreia e febre
nos últimos 7 dias. Não há relato de comorbidades ou uso de medicações contínuas.
Ao exame físico: REG, sonolento, Glasgow 11 (O3V3M5), desidratado IV+/IV+, pele
fria. Cardiovascular: BRNF 2T sem sopros . FC: 138 bpm e PA: 60 × 40 mmHg. Ausculta
pulmonar com murmúrios vesiculares presentes sem ruídos adventícios. Taquipneico,
FR: 27 irpm e saturação de 98% em ar ambiente. Abdome plano, normotenso, ruídos
hiperativos e sem dor a palpação. Exames laboratoriais: hemograma com leucocitose,
neutrofilia, desvio à esquerda e presença de granulações tóxicas. Contagem de
plaquetas e coagulograma normais. Cr 3 mg/dL e U 110 mg/dL. Na+ 148 mEq/L, K+ 3,0
mEq/L. Albumina 4g/dL. Lactato 18 mg/dL (VR 18 mg/dL). Gasometria arterial: pH
7,08; HCO₃ de 6 mEq/L; pCO2 28 mmHg. Neste caso é correto afirmar que:

A. Há critérios para choque séptico segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar expansão volêmica com
coloides sintéticos 20ml/kg; coleta de culturas; antibioticoterapia precoce com cefalosporina de 3ª.
geração.

B. Há critérios para choque séptico segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar noradrenalina em acesso
venoso periférico; coleta de culturas; antibioticoterapia precoce com ceftriaxone a metronidazol.

C. Há critérios para sepse segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar expansão volêmica com coloides
sintéticos; coleta de culturas; antibioticoterapia precoce com ciprofloxacino e metronidazol.

D. Há critérios para sepse segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar expansão volêmica com
cristaloides balanceados; coleta de culturas; antibioticoterapia precoce com ceftriaxona e metronidazol.
SUS 2018 -Um paciente de 51 anos é admitido na sala de emergência sonolento e
visivelmente desidratado. Segundo familiares, paciente apresenta diarreia e febre
nos últimos 7 dias. Não há relato de comorbidades ou uso de medicações contínuas.
Ao exame físico: REG, sonolento, Glasgow 11 (O3V3M5), desidratado IV+/IV+, pele
fria. Cardiovascular: BRNF 2T sem sopros . FC: 138 bpm e PA: 60 × 40 mmHg. Ausculta
pulmonar com murmúrios vesiculares presentes sem ruídos adventícios. Taquipneico,
FR: 27 irpm e saturação de 98% em ar ambiente. Abdome plano, normotenso, ruídos
hiperativos e sem dor a palpação. Exames laboratoriais: hemograma com leucocitose,
neutrofilia, desvio à esquerda e presença de granulações tóxicas. Contagem de
plaquetas e coagulograma normais. Cr 3 mg/dL e U 110 mg/dL. Na+ 148 mEq/L, K+ 3,0
mEq/L. Albumina 4g/dL. Lactato 18 mg/dL (VR 18 mg/dL). Gasometria arterial: pH
7,08; HCO₃ de 6 mEq/L; pCO2 28 mmHg. Neste caso é correto afirmar que:

A. Há critérios para choque séptico segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar expansão volêmica com
coloides sintéticos 20ml/kg; coleta de culturas; antibioticoterapia precoce com cefalosporina de 3ª.
geração.

B. Há critérios para choque séptico segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar noradrenalina em acesso
venoso periférico; coleta de culturas; antibioticoterapia precoce com ceftriaxone a metronidazol.

C. Há critérios para sepse segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar expansão volêmica com coloides
sintéticos; coleta de culturas; antibioticoterapia precoce com ciprofloxacino e metronidazol.

D. Há critérios para sepse segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar expansão volêmica com
cristaloides balanceados; coleta de culturas; antibioticoterapia precoce com ceftriaxona e
metronidazol.
Crit Care Med 2006; 34: 1589-1596
Qual é droga melhor indicada em um
paciente com choque séptico PAM no
momento de 48 mmHg, com antecedente
de Insuficiência Cardíaca?

A-Dopamina
B-Dobutamina
C-Milrinone
D-Noradrenalina
E-Levosimendam
Qual é droga melhor indicada em um
paciente com choque séptico PAM no
momento de 48 mmHg, com antecedente
de Insuficiência Cardíaca?

A-Dopamina
B-Dobutamina
C-Milrinone
D-Noradrenalina
E-Levosimendam

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