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Quadril Infantil: Diagnóstico e Tratamento

O documento aborda doenças do quadril infantil, destacando a displasia do desenvolvimento do quadril e a doença de Legg-Calvé-Perthes. A displasia é caracterizada por luxação do quadril ao nascimento, com diagnóstico difícil e tratamento precoce essencial, enquanto a doença de Legg-Calvé-Perthes envolve necrose do núcleo epifisário do fêmur, com sintomas como dor e claudicação. O tratamento varia conforme a idade e a condição, incluindo o uso de suspensórios, tenotomia e osteotomia.

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O documento aborda doenças do quadril infantil, destacando a displasia do desenvolvimento do quadril e a doença de Legg-Calvé-Perthes. A displasia é caracterizada por luxação do quadril ao nascimento, com diagnóstico difícil e tratamento precoce essencial, enquanto a doença de Legg-Calvé-Perthes envolve necrose do núcleo epifisário do fêmur, com sintomas como dor e claudicação. O tratamento varia conforme a idade e a condição, incluindo o uso de suspensórios, tenotomia e osteotomia.

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ORTOPEDIA

#QUADRIL INFANTIL
-Doenças: displasia do desenvolvimento do quadril, doença de Legg, Calvé- perthes
- DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL
-Criança nasce com o quadril luxado/displásico, cabeça fora do acetábulo.
-É de difícil diagnóstico, com evolução silenciosa e indolor, desastrosa quando não
diagnosticada.
-Mais frequente no quadril E, frequência varia com fatores étnicos e familiares
-Etiologia principalmente genético, hormonal, restrição de movimentos do feto
-Clínica com assimetria de MMII, Dificuldade de abduzir o membro afetado!!, excesso de
rotação
externa, encurtamento aparente dos membros em relação ao tronco. EF realizado por ortop
e ped
experientes com a criança relaxada e com delicadeza.
-Precoce: sinal de ortoloni e barlow, somem após 3m, sinal de Hart (limitação da abdução
do membro afetado, com coxas fletidas a 90 e joelhos em flexão total), Peter-bade
(assimetria de pregas inguinais e glúteas)
-3m a 1ano: ortolani e barlow ausentes! Nelaton-galeazzi (Encurtamento aparente do
membro em relação ao contralateral, posicionando os quadris fletidos em 90o e a
articulação)
-Após início da marcha: hipotrofia do MI, proeminência do grande trocanter
-Adolescência: Dor lateral, trocantérica, fraqueza dos abdutores, tredenlenburg +,
claudicação, perda da mobilidade passiva da abdução e sinais de instabilidade.
-Exame radiográfico: Tríade de Putti (Ectopia da extremidade proximal do fêmur, Hipoplasia
ou ausência do núcleo ( 3 meses), Aumento da inclinação do teto acetabular); Índice
acetabular (normal até 30); arco de shenton (descontinuidade)
-Diagnóstico 3m – 1ano: pc em posição supina com ligeira rotação interna, linha de
hilgenreiner, comparar alturas relativas das epífises femorais, linha de perkins, quadrantes
de ombradanne. USG: melhor método, -radiação e permite avaliação dinâmica.
-TC: mesmas dificuldades do rx, sedação em crianças, não permite avaliação dinâmica,
caro, útil para Avaliação da centração da cabeça nos pacientes com aparelho gessado. Não
pede RM.
-Tto: Problemas diagnóstico: Laudos errados, exames malfeitos. Objetivo do tratamento até
4 anos: Presença da cabeça femoral esférica -> principal estímulo -> forma e profundidade
côncava do acetábulo.
-Tto até 3m: suspensório de Pavlik. Vantagem: permite um grau de mobilidade da
articulação, permite uma monitorização pelo usg. Desvantagem: difícil de colocar e lesões
na pele
-Tto 4m-18m: Tenotomia (corta tendão), tração e gesso GPP (geno pélvico podálico).
Osteotomia de salter.

-DOENÇA DE LEGG-CALVÉ-PERTHES
-Necrose asséptica do núcleo epifisário superior do fêmur, múltiplos infartos. Cabeça
necrosa e depois volta a ser irrigada.
-Etiologia multifatorial, como trauma, fatores hereditários, coagulopatia, tabagismo.
- Homem 4x, 2 a 12 anos, bilateralidade 10%
- Clínica: dor inguinal ou face anterior da coxa, com dor referida no joelho, claudicação,
limitação da abdução e da rotação interna do quadril (sintomas presentes em todas as
doenças do quadril)
-Exames: rx perfil e AP (avaliar estágios evolutivos e classificações), cintilografia (precede
os sinais do rx em 3m, favorece o tto precoce) e RM (não é diferente do rx)

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