0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações8 páginas

Apendicite Aguda: Diagnóstico e Tratamento

A apendicite aguda é a emergência cirúrgica mais comum, afetando principalmente jovens entre 10 e 30 anos, com diagnóstico e tratamento precoces melhorando os resultados. A fisiopatologia envolve obstrução do apêndice, levando a dor abdominal e possíveis complicações como perfuração. O tratamento pode ser cirúrgico, com opções de laparoscopia ou cirurgia aberta, e o uso de antibióticos é necessário em casos de inflamação severa ou complicações.

Enviado por

garciaanalaura11
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações8 páginas

Apendicite Aguda: Diagnóstico e Tratamento

A apendicite aguda é a emergência cirúrgica mais comum, afetando principalmente jovens entre 10 e 30 anos, com diagnóstico e tratamento precoces melhorando os resultados. A fisiopatologia envolve obstrução do apêndice, levando a dor abdominal e possíveis complicações como perfuração. O tratamento pode ser cirúrgico, com opções de laparoscopia ou cirurgia aberta, e o uso de antibióticos é necessário em casos de inflamação severa ou complicações.

Enviado por

garciaanalaura11
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Apendicite Aguda

Introdução
INTRODUÇÃO

❖ É a emergencia cx geral + comum->8% das pessoas vão ter apendicite aguda. Sempre q apendicite ficar
❖ É a causa + comum de ab. agudo MUITO fora da faixa etária -
Pensar em outras HD (Ex:
❖ PICO DE INCIDÊNCIA: entre 10-30 anos -> “Doença de jovens”
idoso-neoplasia
❖ + comum em homens 🙋
❖ Intervenção precoce -> melhora os resultados, ou seja, quanto antes eu faço diagnóstico e faço tratamento que é
cirúrgico, é melhor o desfecho.

ANATOMIA
Anatomia
SLIDE:

❖ Apêndice vermiforme: é uma estrutura que se origina (projeta) do ceco e fica próximo (2,5 cm da valvula iliocecal
na junção das 3 tênias colônicas.
❖ Irrigação:
*O apêndice origina-se do intestino médio.

*Logo sua vascularização provém da art. Mesentérica superior, que se ramifica na artéria ileocólica, que se
ramifica na artéria apendicular (essa artéria atravessa todo o mesoapendice para irrigar a sua ponta).

Artéria íleocolica

Artéria Apendicular

Concluindo …
Mesoapendice

1 NaMaria
Larissa próxima página
de Paula Davoglio

Larissa Maria de Paula Davoglio


LEMBRANDO :

Fisiopatologia
FIOPATOLOGIA:

Como ocorre a fisiopatologia?

❖ Nada mais é do que um fecalito, obstruindo a luz do apêndice.


-

❖ Isso vai ocasionar o que ocasiona o ⬆️ da secreção mucosa, ⬆️ da pressão e a distensão do apêndice.
❖ Isso tem uma alteração da drenagem venosa, pois ele fica com uma congestão venosa e causando uma
isquemia mucosa, com essa isquemia nós temos:
❖ Uma alteração (quebra) da barreira mucosa, causando aí uma invasão por bactérias, nada mais é: do que
uma infecção do apêndice, secundário há uma obstrução, que provoca alteração da parede do órgão.

COM OUTRAS PALAVRAS:

Uma vez obstruído-> o lúmen fica cheio de muco (tem acúmulo de secreção) e distende-se, ⬆️ a pressao luminal. -
>ATINGINDO O PERITONIO VICERAL-> E ISSO GERA
DOR VICERAL!-> dor inespecífica na região
periumbilical

Depois de um tempo de 12-24 horas do início do


processo, ocorre um comprometimento do retorno
venoso e linfático, trombose e ⬇️ da vascularização
(oclusao dos pequenos vasos) e estase do fluxo
linfático. ————-> RESULTANDO: EM UMA
INFLAMAÇÃO E ISQUEMIA DA MUCOSA. -> AGORA A
INFLAMAÇAO ATINGE O PERITONIO PARIETAL->
GERANDO UMA DOR PARIETAL (SOMÁTICA)- > NA
REGIÃO FID.

Isso faz com que aconteça uma quebra da parede do


órgão (da barreira da mucosa).-> Causando invasao da
parede apendicular pela flora bacteriana intraluminal.

OBS -COMPLICAÇÕES:

❎ Todos esses achados conduzem a um processo inflamatorio que podem combinar com necrose e perfuração.

❎ A perfuração do apêndice ocorre geralmente após 48 horas do início dos sintomas, podendo causar um:

1-Abscesso localizado periapendicular

OU

2- Nos casos ➕ graves, peritonite generalizada com consequente formaçao de múltiplos abscessos
intraperitoniais (pelve, sub-hepatico, subdiafragmatico e entre alças).
2 Larissa Maria de Paula Davoglio
Apendicite fase II

Congestão venosa

Fibrina
Manifestações Clinicas
Definição da dor

Outros sintomas
Associados

-Sintomas podem variar de acordo c/ a localização da ponta do apêndice.

Ex: C

3
3-Apêndices retroperitoneais (atrás do peritônio): cursam com dor subaguda em flanco ou
região lombar-> podendo simular uma pielonefrite

Exame Físico

1-Ausculta Abdominal:

*Pode ter ⬇ dos RHA geralmente (⬇do


peristaltismo)-Devido ao ílioparalítico.

2-Palpação:

1-Dor à palpação no ponto de McBurney;

2-Hiperestesia cutânea (vermelhidão)-> pode ser


percebida pela pega delicada entre o indicador e o
polegar-> costuma-se localizar na área da cicatriz
umbilical, o púbis e a espinha ilíaca ântero-superior
direita-> TRIÂNGULO DE SHERREN.

45 Larissa Maria de Paula Davoglio


🔹

SINAIS CLÁSSICOS + IMPORTANTES:

1- Blumberg
• Descompressão Súbita e dolorosa no ponto de Mc Burney.
• é um sinal de peritonite localizada
• Se a doença for evoluindo, demoro para tratar essa peritonite pode difundir, então eu passo a ter uma descompressão brusca em. TODO ABD.

2- Rovisng
• Faço uma compressão na FIE e paciente refere dor na FID.
• PORQUE? Eu aperto na FIE , no final do cólon Sigmoide e desloco uma coluna de ar de maneira retrograda de todo o cólon e vou causar uma distensão lá,
do outro lado do ceco e do apendice, causando dor.

3-Sinal de Íliopsoas : -INDICA PSOÍTE- O apêndice pode deitar em cima do Musculo iliopsosas e causar inflamação:
TECNICA: Dor em FID provocada pela extensão da da coxa direita c/ pciente em decúbito lateral esquerdo.

1- HMG-Leucocitose (80 %- desvio á esquerda)

Exames Laboratoriais 2- PCR Elevado

O que esperar? 3- URINA I- HEMÁTURIA E OU PIÚRIA ( na OBS em vermelho)

OBS. Sempre coloco essa imagem porque se o apêndice tiver inflamado, e como são próximos
do ureter e da bexiga.
E como falamos o apêndice pélvico pode inflamar perto da bexiga, eu posso ter, além dos
sinais e sintomas como: disúria, incontinência urinária eu posso ter hematuria e leucócitos
na urina.
E porque isso é importante ?? Porque faz diagnostico diferencial com litíase urinária e ITU.
Qual o malefício disso?
Porque,vamos supor q o pciente tem uma APENDICITE (TTO CX) e o médico faz o
diagnóstico errado: de ITU ou Litíase, e começa o tratamento com antibiótico , por um
diagnóstico errado eu posso retardar o tratamento e piorar a condição do paciente

DE maneira geral, a Hematúria e a leucocitúria, não são tão EXPRESSIVAS QNT NA


ITU/LITÍASE, mas o padrão.

5
🟪

ESCORE DE ALVARADO :
6
-Ñ É DIAGNÓSTICO

Pontuação menor que 3-4

• PRATICAMENTE exclui O HD de apendicite.


• O paciente com essa pontuação podemos dar alta e
pedir uma reavaliação em 24- 48horas, p/ ver se é um
quadro típico inicial e vai evoluir e aumentar a pontuação
ou se era outra patologia e ñ era APENDICITE.

PONTUAÇÃO ENTRE 4-6:

• É o paciente que precisa de exame complementar de


imagem

PONTUAÇÃO MAIOR OU IGUAL A 7:

• A probabilidade é grande de ser apendicite aguda.


• As vezes nem precisa de exame complementar.
• Já indica uma apendicectomia.
Pontuação>=7 CIRURGIA RECOMENDADA

Exames de imagem - que pedimos para tirar dúvida


1- US

irá mostrar que um apêndice aumentado, com


diâmetro >6 mm
posso ter um reforço circunferencial causando essa
imagem alvo-> sinais clássicos de apendicite aguda:
sinais clássicos da apendicite aguda:

1-Apêndice aumentado, com as paredes espessadas, e


aumento da vascularização(imagem alvo)
2-Com um diâmetro > 6mm
3- SINAL DA IMAGEM ALVO

TC

Vai nos mostrar a região da FID , com apêndice com espaçamento parietal ou seja, eu tenho uma captação de contraste nessa área, da parede
inflamada.
E uma densificação da gordura periapendicular, ou seja eu tenho a gordura do apêndice
por onde ver a artéria apendicular, chamado de mesoapêndice o apêndice fica inflamado e a gordura ao redor acaba se inflamando.
Os dois ficam aumentados a gordura fica borrada, identificada com esse aspecto diferente por conta da inflamação
Imagem3: apêndice com um diâmetro aumentado

6
🔹

Quando iremos usar? f


1-idosos(dx diferenciais)|
2-e nas complicações

Obs: idosos podem ter apendicite, mas pode ser uma neoplasia ou seja
vai me ajudar com o diagnóstico diferencial

Obs 2: pacientes com complicações quais são essas?


1- imagina que chega um paciente com história de disúria em FID, foi
tto com ATB PENSANDO EM ITU, MAS O QUE ELE TINHA ERA
APENDICITE ISSO ACABOU SE AGRAVANDO NA FID, com
abscesso/massa palpável-> então vamos avaliar melhor com a TC

Obs3: TC é um pouco superior em relação à sensibilidade e


especificidade do ultrassom, entretanto usa radiação contraste.

Obs4: o US É OPERADOR DEPENDENTE PRECISA DE UM


ULTRASSONOGRAFISTA EXPERIENTE, SE NÃO TERIA DÚVIDA
NA HD, COISA QUE NÃO ACONTECE NA TC.

Obs5: O exame inicial é o Us


Que vai dar o diagnóstico em grande parte das situações
Benefícios: é melhor para crianças e gestantes visto que a criança pode
ser alérgica ao contraste a gestante pode evitar radiação e uso dos
contrastes

RNM

Pouco usável, em doenças agudas.

Tratamento Definitivo- cx
1- Laparoscopia
Existe uma diminuição na taxa de infecção da ferida operatória comparada
à cirurgia aberta
menor dor no pós-operatório
menos tempo de internação
pode ser usada quando eu tenho certeza diagnostica,
e nos pacientes obesos facilita pela quantidade de gordura.
E nos idosos por exemplo de uma neoplasia causando apendicite tendo
uma avaliação melhor da cavidade abdominal

TÉCNICA
A-posicionamento as pinças lábaroscópias
B-pegar o apêndice com uma pinça depois faz a dicção do mesoapêndice que
é onde sobe a artéria particular
C-liga base do apêndice
D- liga o meus apêndice e artéria
E- e depois retiro a apêndice
Tratamento Definitivo- cx 8

2- Técnica convencional- cx aberta:

tem menor taxa de abscesso intra abdominal naqueles pacientes, que


fazem três a quatro cirurgias por contaminação, perfuração
TECNICA
-faz uma incisão no ponto de McBurney e faz uma incisão oblíqua nessa
região chamo de incisão de Mc Bourney
E tem a incisão de Rockey Davis que é uma incisão transversa um pouco
acima do ponto de Mc Burney

Tratamento ATB
então quando eu tenho no inter operatório descoberta da fase I ou II
eu vou fazer apenas a profilaxia vai ser o antibiótico usado antes da
cirurgia já é suficiente porque eu vou retirar aquele órgão tão inflamado

Mas, qnd eu encontro na fase III ou IV-> ou seja, além de inflamação,


além de fibra na eu vou ter secreção purulenta e perfuração eu preciso,
estender o uso do antibiótico ou seja além da cirurgia ali pelo -5 dias
vamos utilizar antibiótico terapia

Obs:
Para casos que eu encontre complicações esse antibiótico pode ser
estendido, ou seja se eu tenho paciente que está a 45 dias usando
antibiótico, mantém febre, alguma complicação antibiótico pode ser
estendido por sete a 10 dias dependendo do que encontrar por exemplo
um abscesso intra abdominal, além de drenar esse abscesso utiliza esse
antibiótico por mais tempo existem casos que até troca de antibiótico

Fase I /II- é aquele antibiótico que a gente coloca antes


da cirurgia da indução anestésica

Fase III/IV - Terapia por cinco dias a não ser pela


existência de complicações

Qual antibiótico a gente usa?

Ceftraxona 1g de 12/12 h EV
+
METRONIDAZOL 500 MG DE 8/8 h- EV

Você também pode gostar