[17.
09] APRESENTAÇÃO DA UC
Importância da ficha de consulta:
● Permite levar alguma hipótese para a sessão inicial
● Tentar compreender o contexto de saúde mental em que se encontra o PI
Setting: contexto ideal para exercer este tipo de trabalho terapêutico
● Modelo experiencial simbólico faz uma ponte entre as cibernética de primeira e
segunda ordem
● Tarefas paradoxais podem ser pedidas para realizar dentro da sessão ou fora da
mesma
● No segundo momento vamos falar dos desenvolvimentos das terapias familiares - o
que ultrapassa os modelos clássicos (tem a ver com a própria postura do terapeuta)
na era pós-moderna
○ Vamos tocar na co-construção do problema
○ Um dos focos também será o papel e pessoa do terapeuta
Avaliação
● Project Based Learning - 14 valores
● Criação de um podcast (15 minutos) - 6 valores
Sistémica, Saúde e Família
● “Ver diferente para pensar diferente” (Hoffman, 1981) e INTERVIR diferente
● Geralmente trabalhamos e coterapia - se possível trabalhar neste registo nas
terapias de família e casal
● Visões múltiplas: as coisas que vão sendo ditas faz com que as pessoas vão
pensando em outras coisas
A psicopatologia numa perspetiva sistémica
● Não fica encapsulada do que é a psicopatologia individual
Palavras-chave:
● Contexto
● Visões múltiplas - quando surge de diferentes pessoas (eventualmente profissionais)
permite um enriquecimento maior
● Pontuação (Causa - Efeito)
○ Existe uma circularidade, não é linear como o que acontece nas ciências
físicas
● Reenquadramento: quando estivermos em consulta reparamos que a pessoa surge
já com uma leitura que nós, profissionais, temos de respeitar - muito focada no
problema
○ Devemos sempre trazer leituras novas para transmitir à pessoa - fazê-la
pensar em algo novo
Modelos dominantes antes do modelo sistémico: psiquiatra e psicanálise (analíticos): dividir
para conhecer
Depois nos EUA (final dos anos 40/50) o modelo sistémico introduziu a ideia de reunir para
compreender
1.ª Cibernética
● A função do sintoma (para quê?):
○ Comunicação para o interior e exterior
○ Valor comunicacional - qualquer sintoma tem um certo valor
○ Paradoxal: “mudança para a não-mudança” (rigidez)
○ Resolve não resolvendo
■ A anorexia aparentemente resolve mas no fundo não resolve nada
○ Mudança tipo I
○ Benefícios escondidos ou ganhos secundários
■ Gosto da minha família mas também quero estar com os meus
amigos - em termos individuais de busca de identidade é fundamental
1. Valor do sintoma:
a. Comunicacional - todo o sintoma comunica algo
b. Desenvolvimental: incompatibilidade entre finalidades individuais e
sistémicas familiares (necessidade da adolescente fazer o caminho maior da
independência e a família no registo de saudade e afeto que a quer perto)
Intervenção:
● PI (Paciente Identificado) - é a que apresenta o sintoma mas “toda a família está
doente” - a complicação encontra-se em tudo
● Deslocação do sintoma (um melhora e outro adoece… ou outro sintoma)
○ E.g., pai que deixa o alcoolismo e mãe que aparece com uma depressão
2.ª Cibernética
● O indivíduo - mais valorizado do que na primeira cibernética
● A história - é importante perguntar se o passado foi pertinente para o processo (o
modelo transgeracional vai ajudar bastante
● Inclusão do observador
Intervenção:
● Abrir espaço para a emergência de novas narrações a construir pela família
[24.09] 2ª CIBERNÉTICA PEDIDO DE CONSULTA (ROLEPLAY)
2.ª cibernética
● O indivíduo
● A história
● Inclusão do observador
● Intervenção: abrir espaço para a emergência de novas narrações a construir pela
família
● Devemos integrar e não clivar (neutralizar) a 1.ª e 2.ª cibernéticas
● “O sintoma é uma mensagem que nos informa tanto sobre o funcionamento do
sistema como sobre o funcionamento do indivíduo” (Ausloos, 1996) - A Competência
das Famílias
○ Faz uma ponte interessante entre os modelos de primeira e segunda ordem
● Sistematismo redutor: visão de que tudo está associado à família (toda a “culpa”
advém dela
● “É por acidente que um comportamento aleatório vai ser selecionado, é por ocasião
das reações que ele suscita que ser ampliado e é assim que acabará por se
cristalizar sob a forma de sintoma” (Ausloos, 1996)
○ Se algo é amplificado pela família então pode cristalizar como sintoma
O 1.º axioma da sistémica: O todo é diferente da soma das partes
Rutura Epistemológica
● Mudança do objeto de estudo: indivíduo - relações/padrões sistémicos
● Mudança no tipo de causalidade: linear - circular (retroalimentação, homeostase)
● Mudança no papel do terapeuta: influencia o sistema
○ Não somos neutros nem devemos ser - importância da ressonância do
terapeuta; não devemos contaminar o processo, como é claro
● Mudança na forma de conhecer: modelo positivista “observador neutro - modelo
construtivista e relacional (segunda ordem)
● Unidade de análise: as relações interpessoais
Mudanças
● Doente -> PI
● Diagnóstico individual -> diagnóstico relacional
● Modelo médico linear -> modelo circular
Contextos em que se usa o modelo sistémico
● Saúde
● Judicial/Forense: trabalha-se com famílias mandadas por CPCJs, etc.
● Escolar
● Comunitário
● Desportivo
Modalidades da sistémica
● Terapia familiar e de casal
● Terapia individual sistémica
● Terapia multifamiliar
● Terapia do divórcio
● Mediação familiar
● Grupos psicoeducativos
● Intervenção em rede
● T.F. comunitária
Sequência de uma sessão normativa
1. Recolha do pedido
a. Há um grupo de perguntas pertencentes a modelos diferentes para os
terapeutas já terem alguma noção
b. Ter noção de disponibilidades de pais, filhos, etc.
c. Diferentes profissionais podem ter especial interesse em trabalhar com
determinados casos
d. Ter em atenção a diversas diversas situações da história pois podemos
encontrar informação relevante
2. Setting terapêutico
3. Equipa terapêutica
4. Coterapia
5. Fases da sessão (Palazzoli et al.)
a.
6. Contrato terapêutico
Ficha de pedido de consulta para terapia familiar
● Temos de nos certificar que a pessoa está num espaço seguro e confortável para ser
possível garantir a confidencialidade
● Assinala-se a data e a terapeuta que recebeu o pedido - quem vai ser efetivamente
depois muda
● Inclui-se a identificação da família - não começamos por perguntar quem tem a
dificuldade mas sim por perguntar o último nome (ou nome da família)
○ Não estamos a dizer que o PI é o problema, mas estamos a dizer que vamos
efetuar o trabalho com a família inteira
● Residência, números de telefone e NIF (emitir recibo) podem ser registados no final
○ Primeiro convém dar algum espaço de escuta e “colo afetivo”
● Começamos pelos nomes das pessoas, idades, profissões, escolaridades, data do
casamento caso sejam (“Há quantos anos estão casados?” - não importa muito o dia
e o mês)
● Poderá não existir um genograma (temos de ter 3 gerações da família) mas é um
género do esboço - podemos fazer se nos for relevante, mas não é obrigatório
(poderá ser feito no final)
○ Importante pois será o segundo documento que vai ficar no processo físico
(deve ser guardado a “7 chaves”) - são coisas íntimas de pessoas reais com
histórias reais (assuntos completamente confidenciais)
○ Quando estivermos em consulta fornece-nos logo informação importante
para relembrar a chamada do pedido de consulta
○ Não fazer durante o pedido - podemos eventualmente fazer no final e ir
acrescentando ao longo do processo terapêutico
● As questões não devem ser feitas necessariamente pela ordem que está na ficha
○ É necessário impor limites, não deverá exceder os 15 minutos
○ Informar a pessoa que estamos a preencher a ficha do pedido de consulta -
mencionar que estamos em silêncio porque estamos a escrever, etc.
Importante quando a pessoa fala muito, poderá ser importante para registar a
informação com calma
● Origem e evolução do sintoma: “onde começou essa dificuldade”; “alguma coisa a
sinalizar”
● Temos de ter cautela em dizer que vamos encaminhar para o terapeuta; temos de
garantir se há indicação para associar a terapia
● Em casos de violência podemos propor atender separadamente - sendo muito mais
complicado com os agressores
○ Num caso sensível destes leva-se a reunião de equipa para tomar uma
decisão mais ponderada e com diversas perspectivas
● “Alguma vez pediram ajuda para situações que sejam relevantes a ser tratadas
aqui?” perguntas deste género na secção “Anteriores tratamentos e resultados”
● Secção “Conhecimento por parte dos restantes elementos e grau de concordância”:
“Vamos fazer assim, vou congelar o pedido e *tentamos reforçar as crenças das
pessoas*; Na nossa experiência é possível encontrar um tempo em que as pessoas
estão calmas o suficiente para avisar a pessoa em questão de que fez o primeiro
contacto”
○ Qualquer pessoa, mesmo que em sofrimento, também tem competências
● Estado emocional de quem faz o pedido - não se faz no momento da chamada, mas
sim depois; se a pessoa chorou no momento, estava muito ansiosa
● Também devemos perguntar a dinâmica da família nuclear “Como estão as coisas lá
em casa?”
● Também devemos ter em conta a disponibilidade ou indisponibilidade para consultas
● Depois de terminado o pedido vai a reunião de equipa para decidir se avança para
terapia familiar, os terapeutas e a data da primeira sessão
● Agradece-se bastante a ponte e o contacto de confiar no nosso serviço quando o
médico de família remete para o psicólogo pois deve ser alguém da família a fazer o
pedido
● Temos de ter cautela com os pedidos de urgência para não nos precipitar-nos a dar
uma resposta pois nem sempre é urgente de facto
● Não permitir que o pedido de consulta se transforme numa pré-consulta
Notas roleplay
● “Vossa” em vez de “sua” quando estamos a falar da questão-problema (!!!)
● Tentar não demorar muito tempo nos dados sociodemográficos e deixar a pessoa
falar um pouco mais pois nessa fala mais livre a pessoa poderá dar-nos informações
relevantes
● Temos de estar mais focados nas indisponibilidades do que nas disponibilidades
(“Há algum horário em que não possam mesmo?”)
○ Fazem-se declarações de presença, então faltar à escola (ex.) não seria um
problema
● Se a pessoa passar o NIF do cônjuge porque ele é que trata do monetário
reforçamos que precisamos mesmo do da pessoa que está ao telemóvel para
preencher a ficha
● Uma mãe pode ter dificuldades em impor limites aos filhos e isso é normal
● Devemos tranquilizar e normalizar a pessoa que está mais recatada na chamada
telefónica
● Manter regras de boa educação - começar a tratar por você e se a pessoa
mencionar aí tratar pelo nome
[15.10] MODELO ESTRUTURAL
● Pai do modelo: Salvador Minuchin “A terapia é uma arte que imita a vida.”
● Começou com intervenção com delinquentes em bairros pobres
● Toda a comunicação necessita de um contexto pois sem contexto não tem
significado
● Perspetiva ecossistémica (Bateson): “toda a comunicação necessita de um
contexto, pois sem contexto não tem significado”
● Nascimento de um Modelo Estrutura: aplicação da noção de estrutura ao sistema
familiar
Objetivo da terapia estrutural
● Se a estrutura da família é disfuncional (narrativa clássica de modelos de primeira
ordem - já não se usa a partir das terapias de segunda ordem) o terapeuta promove
a criação de um contexto que leva a família a reorganizar-se de um modo diferente
● O objetivo principal é criar um novo contexto que leve a família a reorganizar-se, a
repor o poder no lado certo, a clarificar os limites e fronteiras entre os subsistemas, a
descobrir as potencialidades/competências da família nos seus contextos de vida,
perturbando a estrutura atual e que a leva a reativar tarefas de maior autonomia
Conceitos-chave
Família
● Organização de subsistemas, sujeitos a transições funcionais evolutivas (ciclo vital)
● Por sua vez, implicam a definição de:
○ Limites e hierarquias
○ Alianças e distanciamento
○ E, por vezes, coligações
● Tem como finalidade a criação de um sentimento de pertença e desenvolvimento
individual - família funcional
● Também há subsistemas individuais - cada indivíduo é um subsistema
● Um filho que tem de garantir o bem-estar de outro pode fazer parte do seu sistema
parental
Diferença entre aliança e coligação
● Quando duas pessoas estão muito ligadas, se aliam - apoiam-se mutuamente
● Torna-se disfuncional quando se torna numa coligação e se aliam CONTRA uma
terceira pessoa
● É altamente patológico porque torna “refém” um filho - quer um aliado, em caso de
uma família, para “lutar” contra a outra pessoa
● Os conceitos de normalidade e patologia são abordados em termos de
funcionalidade vs. disfuncionalidade do sistema
● A narrativa é muito importante para a “resolução” do problema
Conceitos operacionais
Sistema familiar - subsistemas
● Individual
● Conjugal
● Parental
● Fraternal
● Filial
● O subsistema parental caracteriza-se pelo surgir de funções executivas que visam a
educação e proteção das gerações mais novas
● O subsistema fraternal representa um lugar de socialização e de experimentação de
papéis face ao mundo extrafamiliar
Fronteiras e limites
● Quem participa no subsistema e como o faz
● Os limites interacionais são permeáveis, facultando, assim, a passagem seletiva de
informação
● Padrões transacionais:
○ Relações horizontais: com pessoas com o mesmo poder, papel e posição
○ Relações verticais: com pessoas com diferentes poderes, papéis e
posições
Tipologia familiar
● Emaranhadas/aglutinadas
● Desagregadas/desmembradas
● Funcionais
Famílias emaranhadas
● “Novelo de lã” - não há individualidade; “comboio” - ou vai tudo ou nada
● Neste tipo de família, há um nível exagerado de trocas, há papéis muito rígidos, o
exterior é visto como ameaçador e costuma haver mais dificuldades na
adolescência, por exemplo
● Uma pseudo-solução seria o filho ou filha arranjar uma doença
Famílias desmembradas
● “Carros de choque” - não têm organização nem estrutura
● Famílias centrífugas, isto é, demasiado abertas à comunidade
● Falta-lhes autonomização emocional, o suporte que cria a verdadeira autonomia
● Comportamentos antissociais e delinquentes
Cartas ou mapas familiares (Minuchin)
● As pessoas no extremo da chaveta “{“ mostra as pessoas que estão a participar
numa coligação contra um terceiro
● Pode incluir-se a idade e o sexo nos gráficos de Minuchin
● Teremos de fazer as cartas necessárias para o caso ser claro
Crise
● Pressões internas (e.g., fases do ciclo vital - filho entra na escola; toda essa pressão
quer dizer que é uma nova crise)
● Pressões externas (e.g, mudanças no contexto envolvente)
● Podem constituir-se como ocasiões de evolução do sistema
● A crise necessita que o sistema se adapte e flexibilize perante as novas
circunstâncias
● A emigração também pode ser considerada como sendo uma crise
Desenvolvimento de patologia familiar
● Toda a mudança aplica stress
● Stress interno: ciclo vital
○ 1ª etapa: Formação do casal
○ 2.ª etapa: Família com filhos/as pequenos/as
○ 3.ª etapa: Família com filhos/as na escola
○ 4.ª etapa: Família com filhos/as adolescentes
○ 5.ª etapa: Família com filhos/as adultos/as
● Stress externo: sociedade ou contexto
Limites rígidos intrafamiliares
● Reduzidas trocas comunicacionais entre os elementos/subsistemas, muitas vezes
conflituais, o que dificulta o processo de comunicação por parte dos elementos da
família e leva a uma falta de ligação entre os indivíduos
● Devido às reduzidas trocas comunicacionais e à dificuldade em satisfazer as
necessidades individuais no interior da própria família, pode verificar-se uma maior
abertura ao exterior onde os sujeitos procuram a satisfação dessas necessidades
● Indivíduos acabam aparentemente mais independentes e autónomos, podendo até
antecipar o seu crescimento pessoal, embora a custo de desvinculação familiar
Limites difusos familiares
● Propicia uma forte coesão familiar e um maior isolamento face ao exterior, pelo que
o sistema tende a não mobilizar o apoio externo, caracterizando-se por um (...)
Desenvolvimento de Patologia Familiar
● Sintoma: incapacidade da família em prosseguir com o seu desenvolvimento; exige
a co-evolução
● Medo do desconhecido - manutenção
● Paciente Identificado (PI) - mudança
Sintoma
● “O sintoma é a mudança para que nada mude”
○ É a mudança possível face ao medo da não-mudança
● Serve para comunicar mal-estar e para que nada mude
● Para que tudo continue a funcionar como sempre funcionou
● Sacrificando as necessidades do PI para manter a homeostasia do sistema
● A exigência da mudança permanente fará com que um elemento (ou mais) “se
transforme” através da apresentação de um problema/dificuldade, surgindo aos
olhos do terapeuta como o PI
● Mudanças de 1.ª ordem (quantitativa) - ex.: sintoma
○ Muito associado à sintomatologia, aos problemas psicossomáticos e
comportamentais
● Mudanças de 2.ª ordem (qualitativa) - estabelecimento de diferenças para superar a
crise
Família funcional
● Adapta-se, reestruturando-se
● Boa gestão de firmeza e da flexibilidade nos limites entre subsistemas de acordo
com as necessidades
● Adaptação funcional ao stress
Família disfuncional
● Impossibilidade de reestruturação/evolução
● Incapacidade de resolução de problemas/conflitos, inadequação estrutural na gestão
das fronteiras, “alinhamentos” e poder
● Incapacidade de promoção de mudanças estruturais
● Dificuldade em gerir fontes de stress
Papel do terapeuta
● Espontaneidade terapêutica (centrada no self do terapeuta):
○ “(...) a formação em terapia familiar deve ser um modo de ensinamento de
técnicas cuja essência é serem dominadas e depois esquecidas (...) só
alguém que dominou a técnica e depois consegue esquecê-la, se pode tornar
um bom terapeuta” (Minuchin & Fishman, 1981)
● Diretividade: o terapeuta assume-se como líder do processo e responsável pela
promoção da mudança na família
[29.10] MODELO EXPERIENCIAL-SIMBÓLICO
Carl Whitaker (confirmar se é este gajo)
● Cofundador da terapia conjunta
● Ênfase na autenticidade do terapeuta: o terapeuta deve ser genuíno e
emocionalmente presente, usando a própria personalidade como ferramenta
terapêutica – é um recurso, é uma potencialidade
Como fazia Carl Whitaker:
Confrontando a rigidez familiar
● “Vocês parecem uma família muito organizada – organizada demais. Quem é que
aqui tem permissão para ser humano e cometer erros?”
● Ele dizia isso para famílias excessivamente controladoras, a fim de abrir espaço
para vulnerabilidade e espontaneidade
Estimulando a autenticidade emocional
● “Vocês falam uns com os outros como se fossem colegas de trabalho. Onde está o
amor, a raiva, a bagunça? Quero ver vida aqui dentro!”
● Whitaker usava humor e provocação para tirar a família da formalidade e permitir
que expressassem emoções reais.
Encorajando o terapeuta interno da família
Não estou aqui para consertar ninguém. Estou aqui para ajudá-los a aprender a ser
terapeutas uns dos outros
Carl Whitaker acreditava que a cura vinha das próprias relações familiares. Não só do
terapeuta
Lidando com resistência
“Vocês vieram até aqui dizendo que querem mudar… mas estão lutando com todas as
forças para que nada mude.”
Usava ironia gentil para tornar consciente a resistência e estimular a reflexão
Modelo Experiencial-Simbólico
● Ênfase na experiência vivida, também em contexto terapêutico – capacidade de
simbolizar as emoções/a realidade interna de cada indivíduo – Play therapy
● Importância da expressão e desenvolvimento individual – espaço para o indivíduo na
família
● Expressão emocional
● Uso do corpo
● Modelo democrático – flexibilidade
Esculturas de futuro: não deve ser um futuro qualquer; imaginando que temos dois filhos
que são crianças; como vão estar enquanto família quando o filho sair de casa ou for para a
faculdade, etc.
[19.11] MODELO EXPERIENCIAL-SIMBÓLICO (continuação)
Técnicas ativas
Metáfora – levadas pelo terapeuta ou gerados pelo(s) cliente(s)
● Objeto metafórico
● Receita
● Construção de Máscaras (e.g., Família/Casal do Passado e do Presente)
● Esculturas (David Kantor & Fred Duhl, 1973)
● Quadro Sonho (P. Caillé)
● Brasão Familiar/do Casal (Rey, 2000) – valores, regras, rituais, etc.
● Técnica dos livros
○ Um terapeuta fica junto aos livros (que vai fazer a atividade) e o outro fica
com o outro mais afastado (apenas ver o que o outro vai fazer) – pode ir
registando o que vai dizer
○ Instrução: cada livro pode representar uma qualidade do parceiro; quanto
mais grosso o livro, maior essa qualidade
○ “Se o outro tivesse capítulos, que capítulos seriam esses?”
○ “Se este livro tivesse um título, que título seria?”
● Jogos – DIXIT (com cartas); Vamos Conversar; Super heróis; Baralhações; Desafios
Familiares; Ideias com história
● Fotograma
● Vídeos; gravações
● Dramatização – pedir à família “como é que isso aconteceu?”
● Bastões terapêuticos
● Fantoches
● Legos
● Uso de bonecos
● Matrioskas
● Cadeira vazia
● Livros
● Criação de um livro de estórias ilustrado pela família