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Modelagem Matemática de Sistemas Reais

O documento aborda a modelagem de sistemas reais, destacando diferentes tipos de modelagem, como caixa branca e caixa preta. Apresenta um exemplo prático de modelagem de um sistema de bombeamento de água, incluindo equações e parâmetros relevantes. Além disso, discute a importância da validação e simulação de modelos matemáticos para representar a relação causa-efeito nos dados.
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Modelagem Matemática de Sistemas Reais

O documento aborda a modelagem de sistemas reais, destacando diferentes tipos de modelagem, como caixa branca e caixa preta. Apresenta um exemplo prático de modelagem de um sistema de bombeamento de água, incluindo equações e parâmetros relevantes. Além disso, discute a importância da validação e simulação de modelos matemáticos para representar a relação causa-efeito nos dados.
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Prof.

Manuel A Rendón M
 Aguirre, L. A. “Introdução à Identificação de
Sistemas”, 3ª. Edição, Ed. UFMG, Cap. 1 até
1.2; 1.4; 1.5 e 2.6
 Estuda maneiras de desenvolver modelos
matemáticos de sistemas reais
 Modelagem caixa branca: pela física ou
natureza do processo, modelagem
fenomenológica ou conceitual
 Modelagem caixa preta: ou empírica.
Requer pouco ou nenhum conhecimento do
sistema
 É um análogo matemático das
características observadas no sistema
 Possui algumas características mas não
todas
 Quais características? Depende de para que
serve o modelo
 O tipo de modelo também depende do
objetivo, do volume de informação e do
tempo disponíveis
 Existe uma família de modelos possíveis
 A decisão sobre qual usar é o problema a
afrontar
 O modelo é uma aproximação de algumas
características
 Normalmente fazem-se simplificações
 Linearidade: Princípio de superposição.
Nem sempre é possível assumir linearidade
 Invariância no tempo: A lei da evolução
temporal das variáveis do modelo no tempo
não varia
 Concentração de parâmetros: Equações
diferenciais ordinárias e não parciais.
Variação só no tempo e não no espaço
 Modelos estáticos e dinâmicos: Relacionado
com a dependência temporal
 Modelos discretos e contínuos: Equações
diferenciais ou equações a diferenças
 Modelos monovariáveis e multivariáveis:
SISO ou MIMO
 Modelos estocásticos e determinísticos:
Com ou sem variáveis aleatórias.
 Modelos paramétricos e não-paramétricos:
Por parâmetros ou representações gráficas
 Função de transferência: É a transformada de
Laplace da resposta ao impulso unitário para
condições iniciais nulas
 Existem FT no tempo contínuo e discreto
 Espaço de estados: Conjunto de n equações
diferencias de primeira ordem
 Existe a representação EE no tempo contínuo e
discreto
 É possível passar da representação FT para EE
e vice-versa
 Será modelado um sistema de
bombeamento de água
 Capacidade tanque 2.500 litros
 Aberto, entra agua bombeada por inversor
 Medimos vazão de entrada e saída
 Comando ao inversor 4-20 mA
 Modelo:
◦ Entrada: comando
◦ Saída: vazão de saída
 Parâmetros concentrados (vazão em um
ponto só)
 Perda de carga (pressão) nos dutos é
desprezada
 Área do tanque constante
 Dinâmica do inversor e moto-bomba muito
mais rápida do que a do tanque
 Água incomprensível (𝜌 constante)
 Pressão atmosférica constante
𝑑𝑚
= 𝜔𝑖 − 𝜔𝑜
𝑑𝑡
𝑚 = 𝐴ℎ𝜌
𝑑ℎ
𝜌𝐴 = 𝑞𝑖 𝜌 − 𝑞𝑜 𝜌
𝑑𝑡
𝑑ℎ 𝑞𝑖 − 𝑞𝑜
=
𝑑𝑡 𝐴
 Pressão atmosférica constante
 A vazão de entrada 𝑞𝑖 deve estar
relacionada com o comando 𝑢 do inversor
 Lei de Bernoulli:
𝑞 = 𝑘 ∆𝑃
𝑞𝑜 = 𝑘𝑜 𝑃 − 𝑃𝑎𝑡𝑚
𝑞𝑖 = 𝑘𝑖 𝑃𝑏 − 𝑃
𝑃 = 𝛾ℎ + 𝑃𝑎𝑡𝑚
𝑑ℎ 𝑘𝑖 𝑃𝑏 − 𝛾ℎ − 𝑃𝑎𝑡𝑚 − 𝑘𝑜 𝛾ℎ
=
𝑑𝑡 𝐴
 A pressão 𝑃𝑏 é proporcional ao comando
enviado ao inversor
 Temos um sistema na forma de espaço de
estados 𝑥 = 𝑓 𝑥, 𝑢 a variável de estado é
o nível ℎ, 𝑃𝑏 é uma variável de
entrada, e o restante 𝐴, 𝑃𝑎𝑡𝑚 e 𝛾
são parâmetros a determinar
 𝐴 = 2,5 𝑚2 𝑃𝑎𝑡𝑚 = 10.300 𝑘𝑔𝑓 𝑚2
𝛾 = 1000 𝑘𝑔𝑓 𝑚3
 𝑘𝑖 e 𝑘𝑜 precisam ser determinados
 Para simplificar a relação entre 𝑃𝑏 = 𝑔(𝑢)
será considerada estática, dada a sua rápida
velocidade de resposta
 Usando regressão linear foi obtida a
equação:
𝑃𝑏 = 3554,9 + 682,8𝑢(𝑡)
 𝑢 está em 𝑚𝐴

𝑘𝑖 𝑃𝑏 − 𝑃𝑎𝑡𝑚
𝐾=− = −1,40 ∗ 10−2 𝑚 𝑠
𝐴
 Determinaremos 𝑘𝑜 e 𝑘𝑖
 Precisamos os gráficos 𝑞𝑜 vs 𝑃 − 𝑃𝑎𝑡𝑚
e 𝑞𝑖 vs 𝑃𝑏 − 𝑃
 Obtiveram-se os pontos, e por técnicas de
regressão linear obteve-se:
𝑞𝑖 = −1,87 ∗ 10−2 + 5,60 ∗ 10−4 𝑃𝑏 − 𝛾ℎ − 𝑃𝑎𝑡𝑚

𝑘𝑖 = 5,60 ∗ 10−4 𝑚4 𝑠 𝑘𝑔𝑓 1/2


 De forma análoga para 𝑘𝑜 :

𝑞𝑜 = 1,59 ∗ 10−2 + 3,06 ∗ 10−5 𝛾ℎ + 6,26 ∗ 10−6 𝛾ℎ

𝜕𝑞𝑜
𝑘𝑜 = = 3,06 ∗ 10−5 + 1,25 ∗ 10−5 𝛾ℎ
𝜕𝛾ℎ
𝐴 = 2,5 𝑚2 𝑃𝑎𝑡𝑚 = 10.300 𝑘𝑔𝑓 𝑚2

𝛾 = 1000 𝑘𝑔𝑓 𝑚3

𝐾 = −1,40 ∗ 10−2 𝑚 𝑠

𝑘𝑖 = 5,60 ∗ 10−4 𝑚4 𝑠 𝑘𝑔𝑓 1/2

𝑘𝑜 = 3,06 ∗ 10−5 + 1,25 ∗ 10−5 𝛾ℎ 𝑚4 𝑠 𝑘𝑔𝑓 1/2


𝑑ℎ 5,60 ∗ 10−4 3554,9 + 682,8𝑢 𝑡 − 1000ℎ − 10300
=
𝑑𝑡 𝐴

3,06 ∗ 10−5 + 1,25 ∗ 10−5 1000ℎ 1000ℎ


− − 0,014
𝐴

eq_bomb sim_bomb ens_25 ens_26


 O modelo obtido é preciso verificar o
desempenho, simulando em uma condição
na qual se tenha medições

𝑞𝑜 = 1,59 ∗ 10−2 + 3,06 ∗ 10−5 𝛾ℎ + 6,26 ∗ 10−6 𝛾ℎ

 Variação degrau 16,34 a 17,05 𝑚𝐴


 A resposta tem a mesma forma mas precisa
ajustes
 A ordem do modelo é uma boa
aproximação
 Apesar da ordem da planta ser elevada um
modelo de primeira ordem descreve de
forma satisfatória
 Grande parte de processos industriais
podem ser aproximados por modelos de 1ª
e 2ª ordem
 A resposta do modelo é mais rápida do que
a do processo
 O ganho do modelo é menor do que o do
processo
 Aumentar a constante de tempo, tornar a
resposta mais lenta
 Aumentar o ganho
 Dados e programas em MatLab:
[Link]
303679556_dados_usados_no_livro
 Simular o modelo sem mais ajustes e
compará-lo a dados medidos em testes
diferentes
 Suponha estejam disponíveis 𝑢(𝑘) e 𝑦(𝑘)
 Obter um modelo matemático para explicar
de forma aproximada a relação causa-efeito
presente nos dados
 Na prática restringe-se a busca a famílias
pequenas
 As transformações 𝑠 → 𝑧 são baseadas
em aproximações discretas da derivada
 Aprox. explícita e implícita de Euler
𝑧−1 𝑧−1
𝑠← 𝑠←
𝑇𝑆 𝑧∙𝑇𝑆
 Método de Tustin ou transformação bilinear
2 𝑧−1
𝑠←
𝑇𝑆 𝑧 + 1
 Para mapear FT discretas em contínuas:
1
𝑧 ← 1 + 𝑇𝑆 ∙ 𝑠 𝑧←
1−𝑇𝑆 ∙𝑠

 Método de Tustin ou transformação bilinear


1 + 𝑇𝑆 2 𝑠
𝑧←
1 − 𝑇𝑆 2 𝑠

 Recomenda-se usar um grande número de


casas decimais
 Testes dinâmicos e coleta de dados: Testes
dinâmicos, escolha sinal de excitação,
tempo de amostragem
 Escolha da representação matemática a ser
usada: frequentemente ARMAX
 Determinação da estrutura do modelo:
número de polos, zeros e o atraso
 Estimação de parâmetros: Algoritmo p.e. MQ
 Validação do modelo: Comparar modelos,
decidir o melhor, depende da aplicação
 Além de FT e EE existem representações
adequadas à id. de sistemas
 Considere o modelo geral:
𝐵 𝑞 𝐶 𝑞
𝐴 𝑞 𝑦 𝑘 = 𝑢 𝑘 + 𝑣(𝑘)
𝐹 𝑞 𝐷 𝑞
 𝑞 −1 é o operador de atraso:
𝑦 𝑘 ∙ 𝑞 −1 = 𝑦(𝑘 − 1)
 𝑣 𝑘 é o ruído branco
𝐴 𝑞 = 1 − 𝑎1 ∙ 𝑞 −1 − ⋯ − 𝑎𝑛𝑦 ∙ 𝑞 −𝑛𝑦
𝐵 𝑞 = 𝑏1 ∙ 𝑞 −1 + ⋯ + 𝑏𝑛𝑢 ∙ 𝑞 −𝑛𝑢
𝐶 𝑞 = 1 + 𝑐1 ∙ 𝑞 −1 + ⋯ + 𝑐𝑛𝑣 ∙ 𝑞 −𝑛𝑣
𝐷 𝑞 = 1 + 𝑑1 ∙ 𝑞 −1 + ⋯ + 𝑑𝑛𝑑 ∙ 𝑞 −𝑛𝑑
𝐹 𝑞 = 1 + 𝑓1 ∙ 𝑞 −1 + ⋯ + 𝑓𝑛𝑓 ∙ 𝑞 −𝑛𝑓
 Modelo auto-regressivo com entradas
exógenas
 𝐶 𝑞 =𝐷 𝑞 =𝐹 𝑞 =1
𝐴 𝑞 𝑦 𝑘 = 𝐵 𝑞 𝑢 𝑘 + 𝑣(𝑘)
 𝑞 −1 é o operador de atraso:
𝑦 𝑘 ∙ 𝑞 −1 = 𝑦(𝑘 − 1)
 Modelo tipo “erro na equação”, o ruído é
acrescido na equação, 𝑣 𝑘 é o ruído branco
 Modelo auto-regressivo com média móvel e
entradas exógenas
 𝐷 𝑞 =𝐹 𝑞 =1
𝐴 𝑞 𝑦 𝑘 = 𝐵 𝑞 𝑢 𝑘 + 𝐶 𝑞 𝑣(𝑘)
𝐵 𝑞 𝐶 𝑞
𝑦 𝑘 = 𝑢 𝑘 + 𝑣(𝑘)
𝐴 𝑞 𝐴 𝑞
 Modelo tipo “erro na equação”
 A 𝑞 =𝐶 𝑞 =𝐷 𝑞 =1

𝐵 𝑞
𝑦 𝑘 = 𝑢 𝑘 + 𝑣(𝑘)
𝐹 𝑞

 Modelo tipo “erro na sáida”


 𝐴 𝑞 =1
𝐴 𝑞 𝑦 𝑘 = 𝐵 𝑞 𝑢 𝑘 + 𝐶 𝑞 𝑣(𝑘)
𝐵 𝑞 𝐶 𝑞
𝑦 𝑘 = 𝑢 𝑘 + 𝑣(𝑘)
𝐹 𝑞 𝐷 𝑞
 Modelo tipo “erro na sáida”, as funções de
𝐵 𝑞 𝐶 𝑞
transferência do sistema e do ruído
𝐹 𝑞 𝐷 𝑞
são independentes
[Link]@[Link]

sala 4274 gabinete E07

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