© Instituto Educacional Essência do Saber
BNCC, EMPREENDEDORISMO e TRANSVERSALIDADE NA EDUCAÇÃO
Autor:
Maria Tanise Antunes
Coordenação Editorial:
Elisiane da Silva
Coordenação Pedagógica: Jussiê Bittencourt Hahn e Edson Otero Silveira
Edição, arte e projeto gráfico:
Edson Otero Silveira - ComunicaDIGITVS
Fotos: [Link]
Ilustrações: EvathemeMarket
Metodologia
Apoio
Realização
A636b Antunes, Maria Tanise
BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação / Maria Tanise Antunes. Coordenação
editorial: Elisiane Silva; edição, arte e projeto: Edson Otero Silveira. Porto Alegre: Instituto
Educacional Essência do Saber, 2022. – (Coleção Proficiência em Tecnologias Digitais para uma
Educação Empreendedora; v. 5)
51 p.; ilustrado
ISBN 978-85-68918-17-3
1. Educação. 2. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. 3. Livro didático. I. Antunes, Maria Tanise. II
Silva, Elisiane. III. Silveira, Edson Otero. IV. Faculdade Mário Quintana - FAMAQUI. V. Titulo.
CDU 37(075.8)
Bibliotecária: Márcia Piva Radtke.
CRB 10/1557
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Índice
Introdução ................................................................................................... 5
As competências Gerais da BNCC:
estratégias para o sucesso escolar ................. .................7
BNCC e suas transversalidades:
pontes que ligam os conteúdos
e a realidade estudantil ............................... ............ 24
Protagonismo docente e discente:
formas de empreendedorismo
no contexto escolar ................................. .............. 46
A BNCC e as ferramentas digitais
na prática pedagógica:
da intenção à ação .................................... ........... 53
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
Introdução
Ementa da disciplina:
Esta disciplina apresentará a construção de um modelo pedagógico
alicerçado em 5 pilares: ferramentas digitais na prática pedagógica; equilíbrio
no desenvolvimento das competências cognitivas e socioemocionais;
incentivo à leitura/interpretação e ao desenvolvimento do pensamento lógico-
matemático; inclusão de inovação, sustentabilidade, empreendedorismo e
responsabilidade social de forma transversal; aprendizagem significativa e
busca incessante pela participação ativa do aluno na prática pedagógica,
dando-lhe a responsabilidade na resolução de conflitos.
Objetivos:
Analisar o conceito de competência e sua empregabilidade no contexto
educacional, promovendo a reflexão sobre a prática de sala de aula.
Promover o debate sobre a importância dos Temas Contemporâneos
Transversais para articular os diferentes componentes curriculares e
aproximá-los da realidade do estudante, contribuindo para práticas
pedagógicas inovadoras.
Reconhecer as formas de empreendedorismo no contexto escolar a
partir do protagonismo docente e discente, mediante o desenvolvimento
de competências socioemocionais.
Compreender as tecnologias digitais como ferramentas para a
inovação pedagógica e suas possibilidades para intensificar o processo de
aprendizagem.
Conhecer diferentes ferramentas digitais e suas potencialidades para a
construção do pensamento lógico-matemático, para a comunicação, para a
cooperação/colaboração, para a autoria e autonomia estudantil.
Desenvolver arquiteturas pedagógicas voltadas para o uso educacional
das ferramentas tecnologias, favorecendo a construção de competências
digitais.
Competências da disciplina:
Aplicar os conhecimentos sobre as competências gerais presentes na
BNCC, os Temas Contemporâneos Transversais e o empreendedorismo no
contexto educacional.
Planejar e executar ações pedagógicas voltadas para o desenvolvimento
de competências cognitivas e socioemocionais, mediadas pelo uso das
tecnologias digitais.
Saber como criar/utilizar conteúdos e objetos de aprendizagem que
contribuam e/ou forneçam subsídios aos educandos para a construção de
seus conhecimentos.
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
Saber selecionar as tecnologias digitais no contexto pedagógico e utilizá-
las como ferramentas para a promoção de conhecimentos significativos
mediante atividades que proporcionem o protagonismo estudantil.
Conteúdos de cada módulo
Módulo 1 - Competências Gerais da BNCC
Análise reflexiva sobre as 10 competências gerais
Competência tecnológica
Competência social
Competências Emocional
Competência cognitiva
Módulo 2 - BNCC e suas transversalidades
Quais os Temas Contemporâneos Transversais (TCT)
Os TCT como ponte entre os conteúdos curriculares e o mundo real
Módulo 3 - Protagonismo docente e discente: formas de
empreendedorismo no contexto escolar
Protagonismo docente e discente
O empreendedorismo no contexto escolar
Competências empreendedoras
Módulo 4 - A BNCC e as ferramentas digitais na prática pedagógica
As TD como meio e não como fim
Diferentes ferramentas digitais
O uso intencional e pedagógico das ferramentas digitais (planejamento)
Construindo uma Arquitetura Pedagógica
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As competências Gerais da
BNCC: estratégias para o
sucesso escolar
BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
A
Base Nacional Comum Curricular (BNCC) desempenha
um papel crucial no cenário educacional, delineando as
competências e habilidades essenciais que os estudantes
brasileiros devem desenvolver ao longo da educação básica.
No âmbito desse arcabouço, as Competências Gerais ocupam uma posição
central, representando diretrizes fundamentais para o sucesso acadêmico e
socioemocional dos alunos. Este tópico explora as estratégias que podem
ser adotadas para promover o pleno desenvolvimento dessas competências,
destacando a importância de uma abordagem abrangente e integrada que
transcende as fronteiras das disciplinas tradicionais, objetivando alcançar o
sucesso escolar.
O conceito de competência, embora bastante difundido no meio
empresarial, passa a ser adotado pela educação a partir da Lei de Diretrizes e
Bases (Lei 9394/96) e recebe maior visibilidade com a homologação da Base
Nacional Comum Curricular - BNCC (MEC/Portaria Nº 1570 de 20 dezembro
de 2017). Na BNCC, competência significa mobilizar conhecimentos,
habilidades, atitudes e valores de forma que a pessoa tenha condições
para resolver demandas complexas da vida cotidiana, para o exercício
da cidadania e do mundo do trabalho. Desta forma, promover o ensino e
aprendizagem por competências significa proporcionar ao educando não
apenas o acesso ao conhecimento, mas também os meios que favorecem
a ele o entendimento de como utilizá-los nas diversas situações de sua vida
(pessoal, social, acadêmica, profissional) e o equilíbrio emocional para fazê-
lo.
Ao explorar o conceito de competência na BNCC, torna-se evidente
que sua aplicação vai além da mera transmissão de informações. Mobilizar
conhecimentos implica não apenas acumular fatos, mas compreender
a sua aplicação prática em situações diversas. Habilidades, atitudes e
valores, integrados a esse processo, destacam a importância de uma
formação integral, formando os alunos não apenas academicamente, mas
também emocionalmente. A BNCC, ao preconizar o desenvolvimento de
competências, aponta a necessidade de uma educação que vá além da
memorização de conteúdos, enfatizando a capacidade dos alunos de aplicar
seus conhecimentos de maneira reflexiva e crítica em diferentes contextos.
Promover o ensino e a aprendizagem por competências implica,
portanto, em recompensar práticas pedagógicas, privilegiando abordagens
que favoreçam não apenas a assimilação de informações, mas também
o desenvolvimento de habilidades práticas. É preciso criar ambientes de
aprendizagem que estimulem a resolução de problemas, a tomada de
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
decisões e a colaboração entre os estudantes. Dessa forma, a educação
por competências busca, não apenas garantir que os alunos tenham acesso
ao conhecimento, mas também fornecer as ferramentas possíveis para que
eles aprendam a aplicá-lo em variados contextos de suas vidas, sejam eles
pessoais, sociais, acadêmicos ou profissionais, alcançando o sucesso escolar.
Além disso, a abordagem por competências na BNCC destaca
a importância do equilíbrio emocional como parte integrante do
desenvolvimento do educando. Reconhecer que a capacidade de lidar com
as próprias emoções e compreender os outros é essencial para enfrentar os
desafios da vida cotidiana e do ambiente de trabalho. Nesse sentido, educar
para competências não se restringe apenas ao intelecto, mas abrange a
formação de indivíduos emocionalmente inteligentes, capazes de enfrentar
as demandas complexas da sociedade contemporânea com resiliência e
empatia.
Desta forma, a BNCC, ao incorporar o conceito de competência, redefine
os objetivos da educação ao destacar a importância da formação integral
dos estudantes, abrangendo todas as dimensões do desenvolvimento
humano em seus aspectos cognitivo, afetivo, físico, social e cultural..
Promover o ensino e a aprendizagem por competências implica, assim,
ir além da simples transmissão de conhecimentos, buscando preparar os
alunos para uma vida de maneira holística, capacitando-os não apenas
intelectualmente, mas também emocionalmente. Nesse contexto, os
educadores desempenham um papel crucial ao adotar práticas inovadoras
que estimulam o desenvolvimento integral dos estudantes, apresentando-os
para os desafios e oportunidades que o mundo contemporâneo apresenta.
Nos referimos, desta forma, a importncia de possibilitarmos ao
aluno vivenciar experiências que favoreçam o desenvolvimento de seu
pensamento lógico-matemático, de sua capacidade de interpretar,
argumentar e posicionar-se frente à diferentes situações do cotidiano.
Entretanto, a construção de competências socioemocionais são igualmente
importantes, uma vez que, através delas, o aluno poderá conhecer-se melhor
para poder relacionar-se melhor com os outros, compreender seu lugar
no mundo e exercer sua cidadania em plenitude. Além disso, o contexto
social e econômico da atualidade requer o desenvolvimento de uma cultura
empreendedora.
Na educação, as competências empreendedoras relacionam-se à
inovação, a capacidade de liderança, a criatividade na resolução de
problemas e/ou conflitos e ao sucesso constante. A escola poderá promover
ações que contribuam para que o estudante cultive uma atitude positiva
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
em relação ao seu crescimento pessoal, sendo capaz de gerenciar suas
emoções, adaptar-se e transformar ideias em ação.
A construção das competências são essenciais ao professor também,
visto ter um papel importantíssimo no processo ensino e aprendizagem,
uma vez que ele é um dos responsáveis por planejar e mediar as ações
pedagógicas que favorecerão o sucesso escolar. A BNCC-Formação vem ao
encontro desta necessidade ao estipular que as 10 Competências Gerais da
BNCC-Educação Básica sejam desenvolvidas pelo licenciando ao término
de seu curso.
A BNCC desempenha um papel crucial no cenário educacional,
delineando as competências e habilidades essenciais que os estudantes
brasileiros devem desenvolver ao longo de sua trajetória escolar. No
âmbito desse arcabouço, as Competências Gerais ocupam uma posição
central, representando diretrizes fundamentais para o sucesso acadêmico e
socioemocional dos alunos. Este tópico explora as estratégias que podem
ser adotadas para promover o pleno desenvolvimento dessas competências,
destacando a importância de uma abordagem abrangente e integrada que
transcende as fronteiras das disciplinas tradicionais. Ao compreender e
implementar efetivamente as Competências Gerais da BNCC, educadores
e gestores escolares desempenham um papel fundamental na construção
de uma base sólida para o aprendizado significativo e na preparação dos
estudantes para os desafios do século XXI.
O conceito de competência, amplamente reconhecido no contexto
empresarial, ganha destaque no cenário educacional a partir da
promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei
9394/96) e, posteriormente, atinge uma dimensão mais significativa com a
homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) pelo Ministério
da Educação, por meio da Portaria Nº 1570, em 20 de dezembro de
2017. Na BNCC, o termo “competência” transcende a mera aquisição de
conhecimentos, adotando uma abordagem mais abrangente ao envolver
a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Sob essa
perspectiva, desenvolver competências significa capacitar os indivíduos
para enfrentar demandas complexas da vida cotidiana, promovendo não
apenas sua preparação para o mundo do trabalho, mas também seu pleno
exercício na cidadania.
Ao explorar o conceito de competência na BNCC, torna-se evidente
que sua aplicação vai além da mera transmissão de informações. Mobilizar
conhecimentos implica não apenas acumular fatos, mas compreender sua
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Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
aplicação prática em situações diversas. Habilidades, atitudes e valores,
integrados a esse processo, destacam a importância de uma formação
integral, preparando os estudantes não apenas academicamente, mas
também emocionalmente. A BNCC, ao preconizar o desenvolvimento de
competências, reconhece a necessidade de uma educação que vá além da
memorização de conteúdos, enfatizando a capacidade dos alunos de aplicar
seus conhecimentos de maneira reflexiva e crítica em diferentes contextos.
Promover o ensino e a aprendizagem por competências implica, portanto,
em repensar práticas pedagógicas, privilegiando abordagens que favoreçam
não apenas a assimilação de informações, mas também o desenvolvimento
de habilidades práticas. É preciso criar ambientes de aprendizagem que
estimulem a resolução de problemas, a tomada de decisões e a colaboração
entre os estudantes. Dessa forma, a educação por competências busca não
só garantir que os alunos tenham acesso ao conhecimento, mas também
proporcionar as ferramentas necessárias para que saibam aplicá-lo em
variados contextos de suas vidas, sejam eles pessoais, sociais, acadêmicos
ou profissionais.
Além disso, a abordagem por competências na BNCC destaca
a importância do equilíbrio emocional como parte integrante do
desenvolvimento do educando. Reconhece-se que a capacidade de lidar
com as próprias emoções e compreender as dos outros é essencial para
enfrentar os desafios da vida cotidiana e do ambiente de trabalho. Nesse
sentido, educar para competências não se restringe apenas ao intelecto, mas
abrange a formação de indivíduos emocionalmente inteligentes, capazes
de enfrentar as demandas complexas da sociedade contemporânea com
resiliência e empatia.
Em síntese, a BNCC, ao incorporar o conceito de competência, redefine
os objetivos da educação ao destacar a importância da formação integral
dos estudantes. Promover o ensino e a aprendizagem por competências
implica, assim, ir além da simples transmissão de conhecimentos, buscando
preparar os alunos para a vida de maneira holística, capacitando-os não
apenas intelectualmente, mas também emocionalmente. Nesse contexto,
educadores desempenham um papel crucial ao adotar práticas inovadoras
que estimulem o desenvolvimento integral dos estudantes, preparando-os
para os desafios e oportunidades que o mundo contemporâneo apresenta.
Entretanto, não podemos deixar de mencionar a necessidade da criação
de um clima escolar acolhedor para o desenvolvimento das competências
dos estudantes e, consequentemente, em seu sucesso escolar. Um
ambiente que promova a sensação de pertencimento, segurança e respeito
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
impacta positivamente o engajamento dos alunos e sua disposição para
aprender. Existem diversas razões pelas quais um clima escolar acolhedor é
fundamental para o desenvolvimento integral dos estudantes.
Primeiramente, a atmosfera acolhedora contribui para a construção
de relações saudáveis entre alunos, professores e demais membros da
comunidade escolar. Relações interpessoais positivas criam um ambiente
propício para a colaboração e o compartilhamento de ideias, essenciais
para o desenvolvimento de competências socioemocionais, como a
empatia, a comunicação eficaz e a habilidade de trabalhar em equipe. Essas
competências são fundamentais não apenas para o sucesso acadêmico,
mas também para a preparação dos estudantes para os desafios do mundo
além da sala de aula.
Além disso, um ambiente acolhedor reduz o estresse e a ansiedade, não
apenas dos alunos, mas dos professores e demais pessoas que integram
a equipe escolar. Quando as pessoas se sentem acolhidas e apoiadas,
tornam-se mais propensas a assumir riscos intelectuais, explorar novas áreas
de conhecimento e participar ativamente das atividades escolares. Isso é
especialmente importante ao considerar o foco da Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) no desenvolvimento de competências que vão além do
conhecimento factual, abrangendo habilidades práticas, atitudes e valores.
Os estudantes, quando se sentem valorizados e respeitados, tornam-
se mais motivados a enfrentar desafios acadêmicos, acreditando em sua
capacidade de superar obstáculos. Essa autoconfiança é essencial para
o desenvolvimento das chamadas “competências para a vida”, como a
resiliência, a persistência e a capacidade de resolver problemas, que são
características fundamentais para o sucesso não apenas na escola, mas ao
longo de toda a vida. Ademais, um clima escolar acolhedor também contribui
para a promoção da diversidade e da inclusão. Quando os alunos se sentem
aceitos independentemente de suas origens, características pessoais ou
habilidades, a escola se torna um espaço enriquecedor. O desenvolvimento
de competências, conforme delineado pela BNCC, requer um ambiente
que estimule o crescimento integral dos alunos e que seja igualmente
estimulante aos professores, fortalecndo as habilidades socioemocionais
e promovendo um senso de pertencimento, é essencial para o sucesso
escolar e para a preparação dos estudantes para os desafios da vida.
Para prosseguirmos a reflexão a respeito do ensino e aprendizagem
baseado em competências, é interessante relembrarmos as 10 competências
Gerais presentes na BNCC:
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1. Conhecimento:
Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o
mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade,
continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade
justa, democrática e inclusiva.
2. Pensamento científico, crítico e criativo
Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das
ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação
e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular
e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos
conhecimentos das diferentes áreas.
3. Repertório cultural
Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais
às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção
artístico-cultural.
4. Comunicação
Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras,
e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das
linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar
informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e
produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Cultura digital
Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e
comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas
práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e
disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e
exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Trabalho e projeto de vida
Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de
conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações
próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da
cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência
crítica e responsabilidade.
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7. Argumentação
Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para
formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que
respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental
e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com
posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do
planeta.
8. Autoconhecimento e autocuidado
Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional,
compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções
e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Empatia e cooperação
Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação,
fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos
humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de
grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem
preconceitos de qualquer natureza.
10. Responsabilidade e cidadania
Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade,
flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em
princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
Ao analisarmos esse grupo de competência podemos perceber que
elas retratam um aluno ativo, capaz de compreender o que foi aprendido,
relacionar os conhecimentos, refletir sobre o processo e usar esse novo
conhecimento para resolver os problemas do cotidiano, dentro e fora
do ambiente escolar. Ademais, as 10 competências gerais (CG) podem
ser agrupadas em quatro: cognitivas, sociais, emocionais e tecnológicas.
Entretanto elas se inter-relacionam e se complementam.
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
•Trabalho e
projeto de vida
•Conhecimento •Autoconhecimento
•Pensamento científico, e autocuidado
crítico e criativo •Responsabilidade e
• Argumentação cidadania
COGNITIVA EMOCIONAL
COMPETÊNCIAS
SOCIAL
•Repertório Cultural
TECNOLÓGICA
•Comunicação •Cultura digital
•Empatia e cooperação
arte
Convém esclarecer que, nesta figura, fizemos uma divisão entre
competências social e emocional porém, ao longo do texto nos referimos à
competência socioemocional. Essa divisão é meramente didática, visto que
os aspectos sociais e emocionais são indissociáveis e, assim como as demais
competências, estão interligadas entre si.
Competência tecnológica
Os avanços na área das ciências fez com que entrássemos no século
XXI imersos na tecnologia tornando prioritário o desenvolvimento da
competência tecnológica. Os aparelhos ficaram cada vez menores e
acumularam funções, como o smartphone no qual, além de atender e fazer
chamadas telefônicas, tem aplicativos para tirar fotos, fazer vídeos, navegar
pela internet. Além disso, há uma enormidade de softwares e aplicativos
que podem facilitar a comunicação, a prestação de serviços, a pesquisa,
a localização, transações comerciais e bancárias. A internet possibilitou a
propagação da informação, sem limites de tempo e espaço. Neste sentido,
a competência tecnológica integra, de uma forma ou de outra, as demais
competências, estando presente em todas as áreas do conhecimento.
Segundo a BNCC, o aluno deve aprender a usar as tecnologias digitais
(TD) de maneira consciente, crítica, com responsabilidade e ética. A esse
respeito, conversaremos mais adiante quando trataremos das ferramentas
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GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
digitais e a prática docente na Unidade 4.
Competência social
A BNCC apresenta 3 competências relacionadas diretamente à
convivência social: comunicação, repertório cultural, empatia e cooperação.
Estas competências são de suma importância porque, como já sabemos,
somos seres sociais e não sobrevivemos isolados uns dos outros. Desta forma,
é necessário que saibamos nos comunicar, sendo esta uma competência
essencial para a vida humana.
Desde o seu nascimento a criança se comunica: primeiro através do choro,
depois por gestos, atitudes e palavras. Até mesmo o olhar ou expressões
faciais são formas de comunicação, nas quais podemos externar nossos
sentimentos, descontentamentos, aprovações ou reprovações. Assim, é
importante darmos a devida atenção para esta competência e, para tanto,
é preciso que o professor seja hábil ao comunicar-se com os alunos, que
consiga expressar-se com clareza e mantenha canais abertos para que a
comunicação entre o grupo aconteça fluidamente.
Considerando que na atualidade muito da comunicação ocorre mediada
por tecnologias digitais, através das redes sociais tais como: Facebook,
WhatsApp, Instagram, Tik Tok, e outras, é interessante que estas ferramentas
sejam utilizadas também na escola, tanto para facilitar a comunicação,
quanto para exercitar os princípios e valores éticos nestes meios. Desta
forma, podemos desenvolver as habilidades comunicativas através de
escritas multimodais, da elaboração e edição de vídeos, de podcasts,
de apresentações de seminários, dentre outras atividades mediante a
integração de diversas disciplinas que compõem a área de Linguagens e
suas Tecnologias.
Neste QR code você pode ouvir um podcast produzido por alunos.
Este foi um projeto desenvolvido por um grupo de
estudantes do 2º ano do Ensino Médio que tinha por
objetivo conscientizar a comunidade da importância
de preservar o meio ambiente. Para tanto, os alunos
elaboraram o projeto e encaminharam a proposta
para ser analisada pela empresa, firmando parceria
com a Cooperativa de Crédito Sicredi que financiou
as placas que foram colocadas em lugares públicos
nos quais, geralmente, o lixo é depositado de maneira
inadequada.
A publicação das produções dos alunos é uma forma de valorizar o
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
trabalho que eles desenvolvem, além de, neste caso, ser outro meio para
conscientizar a comunidade da importância de depositar o lixo em lugar
apropriado.
É interessante notar as habilidades específicas que foram desenvolvidas
com esta atividade, por exemplo:
(EM13LP09) Fazer curadoria de informações, tendo em vista diferentes
propósitos e projetos discursivos;
(EM13LP13) Planejar, produzir, revisar, editar, reescrever e avaliar textos
escritos e multissemióticos, considerando sua adequação às condições
de produção do texto, no que diz respeito ao lugar social a ser assumido
e à imagem que se pretende passar a respeito de si mesmo, ao leitor
pretendido, ao veículo e mídia em que o texto ou produção cultural vai
circular, ao contexto imediato e sócio-histórico mais geral, ao gênero textual
em questão e suas regularidades, à variedade linguística apropriada a esse
contexto e ao uso do conhecimento dos aspectos notacionais (ortografia
padrão, pontuação adequada, mecanismos de concordância nominal e
verbal, regência verbal etc.), sempre que o contexto o exigir.
Essas duas habilidades se referem à Língua Portuguesa. A primeira
corresponde à etapa de pesquisa bibliográfica que os alunos realizaram
para elaborar o projeto. A segunda, foi mobilizada para a produção escrita
do projeto e para firmar a parceria público-privada.
Além dessas, habilidades de outras áreas também foram desenvolvidas,
tais como Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Ciências da Natureza e
suas Tecnologias:
(EM13CHS301) Problematizar hábitos e práticas individuais e
coletivos de produção e descarte (reuso e reciclagem) de resíduos na
contemporaneidade e elaborar e/ou selecionar propostas de ação que
promovam a sustentabilidade socioambiental e o consumo responsável.
(EM13CNT206) Justificar a importância da preservação e conservação
da biodiversidade, considerando parâmetros qualitativos e quantitativos,
e avaliar os efeitos da ação humana e das políticas ambientais para a
garantia da sustentabilidade do planeta; (EM13CNT207) Identificar e
analisar vulnerabilidades vinculadas aos desafios contemporâneos aos
quais as juventudes estão expostas, considerando as dimensões física,
psicoemocional e social, a fim de desenvolver e divulgar ações de prevenção
e de promoção da saúde e do bem-estar.
Por meio desta atividade, percebemos que os estudantes foram
protagonistas e demonstraram sua capacidade de trabalho em equipe, de
cooperação e de comunicação, ou seja, eles desenvolveram um projeto que
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Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
visava o bem-comum e foram determinados ao executá-lo, entendendo
que necessitaram de recursos dos quais não dispunham, o que os conduziu
a procurar parceria local.
No entanto, essa ação só foi possível porque um professor, ou um grupo
de professores, possibilitou a esses estudantes serem autônomos e os
orientou no decorrer do projeto.
Competência Emocional
As competências que relacionam-se ao equilíbrio emocional
são: trabalho e projeto de vida; autoconhecimento e autocuidado;
responsabilidade e cidadania. O autoconhecimento e autocuidado é
primordial para o desenvolvimento das demais competências. Precisamos
conhecer a nós mesmos antes de conhecermos o outro e precisamos amar-
nos para que tenhamos condições de amar o próximo. O autocuidado é
fruto do autoconhecimento e do amor próprio. Precisamos desenvolver essa
habilidade em nossos estudantes, mas antes precisamos tê-la desenvolvida
em nós, professores. O conhecimento de nossos pontos fortes e fracos,
permite-nos traçar caminhos e metas para superá-los.
Se aprendemos a gostar de nós mesmos, vamos querer aprender a
cuidar melhor de nosso corpo, mente e espírito. Uma vez nos conhecendo
profundamente, teremos maior facilidade em pensar um projeto de vida,
traçar planos para o ingresso no mundo do trabalho e contribuir para tornar
o mundo um lugar melhor para se viver. Assim, devemos oportunizar aos
alunos situações que favoreçam o autoconhecimento, entendendo que cada
um de nós é único e, em nossa singularidade pertencemos a um grupo de
pessoas, também únicas, e nesta coletividade nos completamos. Na medida
em que favorecemos o processo de autoconhecimento do educando e
proporcionamos a reflexão sobre a importância do cuidado (consigo e com
o outro), criamos condições para que ele construa seu projeto de vida com
um sentido de pertencimento social e, desta forma, comprometido com o
bem estar (seu e do outro).
Desta forma, a partir do desenvolvimento das competências emocionais,
construímos a base que dará suporte à pessoa em suas escolhas, suas
relações sociais, familiares e de trabalho, bem como equilíbrio ao lidar com
sucessos e fracassos e reconhecer quando procurar auxílio profissional.
A inserção do componente Projeto de Vida no currículo vem ao
encontro desta necessidade e abre portas para inserirmos em nossas aulas
a discussão sobre as questões da vida, permitindo aos estudantes falarem
a respeito dos anseios, medos e incertezas que os acometem. Neste
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
sentido, uma proposta estratégica para esses momentos reflexivos pode ser
o ateliê biográfico de projeto (ABP) e a dinâmica de cartas como dispositivo
promotor para narrações autobiográficas dos estudantes. A dinâmica das
cartas pode seguir quatro etapas:
1ª etapa: convidar os participantes a escreverem uma carta para si, um
movimento autorreflexivo, estabelecendo um período de tempo, a critério
do próprio grupo.
2ª etapa: uma vez escritas, as cartas são envelopadas e endereçadas ao
participante e depois depositadas em uma urna inviolável até se completar
o tempo determinado. O mediador (professor) fica responsável pela urna
contendo as cartas.
3ª etapa: no tempo indicado, as cartas são remetidas para os endereços
de seus próprios remetentes. É interessante agendar um reencontro para
que os autores, em uma roda de conversa, refletissem sobre os sentimentos
de falarem consigo e a respeito da experiência.
4ª etapa: os participantes são convidados a compartilharem seus
sentimentos entre seus pares e depois convidados a narrarem suas
experiências, por meio de uma nova carta, áudio, vídeo ou entrevista, em
uma ambiência de ABP.
As ferramentas digitais podem servir de suporte tecnológico para
essa e outras atividades que visam desenvolver o autoconhecimento
e demais habilidades relacionadas às competências socioemocionais.
Disponibilizamos um exemplo com o uso do padlet (ferramenta que será
apresentada no módulo final) para promover reflexões acerca de questões
da vida, tais como nossas escolhas e nossa jornada.
Para visualizá-la, acesse o QR code.
Essa experiência aproveita o interesse dos estudantes
por animes e, mediante as características desses
personagens, o professor propôs uma atividade reflexiva,
proporcionando aos estudantes uma introspecção
sobre as vivências de cada um. Por ser uma ferramenta
colaborativa, é possível aos alunos lerem as postagens
uns dos outros, motivo pelo qual requer um olhar atento
do docente e sua mediação durante a atividade.
Competência cognitiva
Você deve estar se perguntando o por quê deixamos essa competência
para ser comentada ao final deste módulo. A resposta é bem simples! A
competência cognitiva engloba: conhecimento; pensamento crítico e
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PÓS- para
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científico; e argumentação. Para que o estudante se torne crítico, reflexivo
e argumentativo é necessário que ele tenha desenvolvido as competências
socioemocionais. Desta forma, queremos demonstrar a você a importância
de haver um equilíbrio ao planejar as ações pedagógicas, entendendo que
os aspectos cognitivo, social, emocional e físico são igualmente relevantes
para o desenvolvimento integral do aluno.
Se considerarmos que a informação está disponível na web e que a grande
maioria dos jovens e adolescentes têm acesso a ela, faz com que o papel do
professor seja de auxiliar os alunos a selecionarem os conteúdos pertinentes,
associando-os aos conhecimentos prévios, mediando e construindo
conexões entre os diferentes saberes. Desta forma, compete ao professor
orientar o educando na busca pelos conteúdos relevantes, assessorando-o
na escolha dos sites de pesquisa, na seleção de conteúdos confiáveis e
fontes fidedignas, na diferenciação entre informações verdadeiras e falsas.
A educação necessita ser tracejada em quatro pilares: aprender a conviver,
aprender a conhecer, aprender a fazer e aprender a ser, de maneira
que o conhecimento seja construído e reconstruído constantemente,
com significado, contribuindo para a formação integral do aluno e para a
construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Neste sentido, é interessante que o professor proporcione momentos
para o debate em grupo, análise de situações de vida, resolução de
problemas (reais ou fictícios), enfim, que sejam criadas situações para que o
educando possa, não apenas refletir “sobre”, mas apontar soluções ”para”.
É preciso que sejam oportunizados espaços e tempos para que o aluno fale,
desenvolvendo sua capacidade argumentativa, com coerência e lógica.
Perceba que na concepção de ensino e aprendizagem por competências,
da maneira como está apresentada na BNCC, os papéis do aluno e do
professor assumem uma dimensão distinta da que conhecemos na educação
tradicional. Ou seja, se no passado o professor detinha o conhecimento
e era a principal fonte de informação, hoje estes conhecimentos estão
disponibilizados na internet. No contexto da BNCC, o professor é o orientador
no processo de aprendizagem, planejando e mediando as ações necessárias
para que o aluno construa seus saberes de maneira autônoma. Desta forma,
de sujeito passivo, o aluno assume um papel protagonista, autor de seu
conhecimento e de sua jornada de aprendizagem. Entretanto, cabe a você,
professor e professora, o planejamento e a condução deste processo. É
você que terá que pensar nas estratégias de ensino e aprendizagem que
proporcionarão a autonomia e o protagonismo do estudante.
Bem, neste ponto surge outra questão: como trabalhar os conteúdos
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
curriculares referentes a cada área do conhecimento (e a cada disciplina)
e relacioná-los com o mundo real? Como pensar estratégias de ensino e
aprendizagem que priorizem o aluno, desenvolvendo sua consciência
crítica, seu poder argumentativo? Como despertar sua cidadania e como
orientá-lo na resolução de problemas do cotidiano? Como fazer estas coisas
sem negligenciar os conteúdos infindáveis do currículo?
No próximo capítulo abordaremos estes aspectos ao tratarmos dos
Temas Contemporâneos Transversais.
Para refletir:
Para mediar o processo de aprendizagem é importante elencar aspectos
relevantes que precisam ser trabalhados com os alunos para que eles
desenvolvam os conhecimentos, habilidades, atitudes e valores necessários
para a construção das competências Pense sobre as mudanças que precisam
acontecer em sua prática pedagógica para que possa auxiliar o aluno nessa
construção.
Suas habilidades e atitudes comunicativas são essenciais para que você
contribua com a aprendizagem de seus alunos. Assim, pense em como
acontece a comunicação entre você e seus alunos? Como você se comunica
com a equipe gestora? Em quais aspectos você poderia melhorar a sua
comunicação? Será que as outras pessoas compreendem a maneira como
você se expressa? O que você gostaria que mudasse na forma como seus
colegas e/ou a equipe gestora falam com você?
É importante que você também reflita sobre questões de vida, pois sua
realização pessoal e profissional lhe dará suporte emocional para orientar
o estudante na construção destas competências. Porém, mais importante
que sentir-se realizado (a) é reconhecer o que precisa ser mudado,
compreendendo que não estamos sozinhos e que podemos buscar auxílio
quando percebemos nossas limitações.
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PÓS- para
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BNCC e suas transversalidades:
pontes que ligam os conteúdos
e a realidade estudantil
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N
o capítulo anterior, relembramos as competências gerais da
BNCC e vimos como elas se complementam e sua importância
para a formação integral do estudante. Também salientamos
que a ação docente é crucial para que as mudanças se efetivem,
afinal é o professor que planeja, desenvolve e orienta o processo de ensino e
possibilita os meios para que a aprendizagem se efetive. Para a construção de
competências, o aluno precisa protagonizar a sua aprendizagem, tornando-
se autônomo e autor, exercendo sua criatividade, senso crítico e capaz de
transformar ideias em ações. Para tanto, a BNCC aponta que os conteúdos
curriculares não devem estar distantes da realidade do estudante e que a
escola deve proporcionar situações em que o aluno reflexione sobre a sua
realidade e proponha projetos para tornar o meio (físico, social, político e
econômico) um lugar melhor para se viver.
Com estas convicções, a pergunta é: como adaptar os conteúdos
curriculares à realidade estudantil? Por meio dos Temas Contemporâneos
Transversais.
O Conselho Nacional de Educação, no Parecer Nº 7 (2010) esclarece
que a transversalidade é uma estratégia pedagógica que possibilita a
interdisciplinaridade e a abordagem de temas contemporâneos, permitindo
que assuntos pertinentes ao estudante sejam inseridos no contexto de aula.
Ademais, o transversal perpassa todas as áreas de ensino, favorecendo
com que os projetos escolares integrem diferentes disciplinas. Assim, as
transversalidades permitem que se aborde temáticas relevantes para
a construção da cidadania juvenil na medida em que se relacionam ao
lugar no qual o estudante se encontra e socializa. Lugarizar os projetos e
propostas pedagógicas é a porta de entrada para ampliar o campo de visão
e os horizontes dos alunos.
Os Temas Transversais foram recomendados pelos Parâmetros Curriculares
Nacionais, em 1996. Na ocasião, eram 6 transversalidades: saúde, ética,
orientação sexual, pluralidade cultural, meio ambiente, trabalho e consumo.
Neste documento, as transversalidades não tinham o caráter obrigatório,
sendo apenas recomendados.
No texto final da BNCC, esses temas passaram a ser denominados
Temas Contemporâneos, mantendo sua abordagem transversal, uma vez
que perpassam as experiências vivenciadas pelos estudantes e contribuem
para sua formação cidadã. Outra diferença entre a proposta de Temas
Transversais nos PCNs e a apresentada na BNCC é que nesta os Temas
Contemporâneos Transversais (TCTs) são obrigatórios e devem compor o
currículo escolar, sendo considerados conteúdos essenciais para a formação
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
do estudante.
Os TCTs apresentados na BNCC foram ampliados para 15, agrupados
em 6 macroáreas.
A maior parte dos municípios brasileiros enfrenta
problemas ambientais tais como: queimadas,
desmatamento, assoreamento de rios e poluição
do solo, das águas e da atmosfera. A forma como
o homem tem lidado com os recursos naturais
tem provocado mudanças climáticas que, por sua
vez, são responsáveis pelas tempestades cada vez
mais fortes e mais frequentes, o que tem acarretado
inúmeros prejuízos, físicos e materiais. Neste contexto
atual, a abordagem do meio ambiente não é apenas
uma questão acadêmica, mas também uma necessidade permanente de
preparar os estudantes para os desafios ambientais do século XXI.
A inclusão da educação ambiental e da educação para o consumo
nos currículos escolares assume um papel fundamental na formação de
cidadãos conscientes e ecologicamente responsáveis. Ao integrar esse
tema transversal, a escola não oferece apenas conhecimentos teóricos sobre
ecossistemas e sustentabilidade, mas também pode promover experiências
práticas que incentivem os alunos à ação reflexiva e ao desenvolvimento de
habilidades e valores que promovam a preservação ambiental, instigando
o pensamento sustentável desde a infância. Essa abordagem não apenas
contribui para a construção de uma consciência ambiental, mas também
para a formação de cidadãos ativos, capazes de influenciar positivamente
as práticas cotidianas e, consequentemente, a saúde do planeta.
O projeto escolar apresentado no capítulo 1 (página 14) é um bom
exemplo de atividade que integra esse tema transversal com os objetos de
conhecimento de diferentes áreas de conhecimento.
Outro exemplo que pode servir de ilustração é o projeto das lixeiras
de classe. A professora propôs aos alunos para percorrerem o espaço
escolar durante o intervalo com a finalidade de detectar problemas e
propor soluções utilizando material sucateado. Um grupo percebeu a
grande quantidade de lixo jogado no chão das salas de aula. A partir de
uma enquete, constataram que os colegas achavam difícil levantar de suas
carteiras para levar os resíduos à lixeira. Isso deu a ideia para criarem uma
lixeira de classe confeccionada com vasilhas plásticas. Nesta atividade
foram desenvolvidas, por exemplo, as competências :
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(EM13CNT206) Discutir a importância da preservação e conservação
da biodiversidade, considerando parâmetros qualitativos e quantitativos, e
avaliar os efeitos da ação humana e das políticas ambientais para a garantia
da sustentabilidade do planeta.
(EM13CHS301) Problematizar hábitos e práticas individuais e coletivos
de produção, reaproveitamento e descarte de resíduos em metrópoles,
áreas urbanas e rurais, e comunidades com diferentes características
socioeconômicas, e elaborar e/ou selecionar propostas de ação que
promovam a sustentabilidade socioambiental, o combate à poluição
sistêmica e o consumo responsável.
O trabalho realizado foi publicado no jornal regional, como forma de
divulgar e valorizar a ação dos estudantes.
A transversalidade Saúde não apenas estabelece
conexões interdisciplinares, permitindo que
conceitos de biologia, química e ciências
sociais se entrelacem, mas também contribui
para a prevenção de doenças relacionadas à
alimentação, como a obesidade. Essa temática
pode incentivar o desenvolvimento de habilidades
alimentares práticas, como o preparo de refeições
saudáveis, gerando resultados positivos não apenas na
saúde dos estudantes, mas também na comunidade escolar como um todo,
promovendo uma compreensão holística da importância da alimentação
saudável para uma vida plena e equilibrada.
Essa transversalidade possibilita abordar questões significativas tais
como prevenção e combate à doenças infecciosas, integrando as áreas de
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Ciências da Natureza e matemática,
propondo aos alunos identificarem doenças, agente transmissor, áreas
geográficas mais propícias para contaminações devido características
climáticas. O professor pode solicitar a construção de gráficos com os
resultados obtidos.
(EF07CI09) Interpretar as condições de saúde da comunidade, cidade
ou estado, com base na análise e comparação de indicadores de saúde
(como taxa de mortalidade infantil, cobertura de saneamento básico e
incidência de doenças de veiculação hídrica, atmosférica entre outras) e dos
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
resultados de políticas públicas destinadas à saúde. (EF07CI10) Argumentar
sobre a importância da vacinação para a saúde pública, com base em
informações sobre a maneira como a vacina atua no organismo e o papel
histórico da vacinação para a manutenção da saúde individual e coletiva e
para a erradicação de doenças.
(EF07MA36) Planejar e realizar pesquisa envolvendo tema da realidade
social, identificando a necessidade de ser censitária ou de usar amostra, e
interpretar os dados para comunicá-los por meio de relatório escrito, tabelas
e gráficos, com o apoio de planilhas eletrônicas.
(EF06GE05) Relacionar padrões climáticos, tipos de solo, relevo e
formações vegetais.
(EF06GE11) Analisar distintas interações das sociedades com a natureza,
com base na distribuição dos componentes físico-naturais, incluindo as
transformações da biodiversidade local e do mundo.
Uma experiência de prática escolar com o TCT (tema central transversal)
Saúde foi a proposta de projeto no qual os professores de cada área
realizaram um planejamento conjunto e solicitaram aos alunos que
pesquisassem a respeito das doenças que ocorrem com maior frequencia
no município, identificando sintomas, tratamento e prevenção. Assim,
divididos em grupos, primeiramente eles identificaram as doenças e depois
sortearam qual seria pesquisada por cada grupo. A pesquisa deveria ser
apresentada para o grande grupo e como produto final os grupos deveriam
criar um infográfico com as informações sobre a enfermidade pesquisada.
Os infográficos elaborados no projeto foram expostos e distribuídos na
Mostra Cultural Escolar. Para a apresentação, os grupos deveriam criar
slides contendo o título da pesquisa, pergunta problema, objetivos e
breve análise dos resultados encontrados. Também era necessário que o
trabalho contemplasse a área da matemática, contendo gráficos ou cálculos
relacionados à pesquisa.
Para ilustrar essa atividade, um grupo entrevistou um motorista de
ambulância para conhecerem o procedimento para remoção de paciente
em caso de emergência e para qual cidade é feito esse encaminhamento. Os
alunos calcularam a melhor rota e o custo de deslocamento da ambulância,
considerando os hospitais localizados nos 3 municípios mais próximos e
concluiram que a remoção seria mais rápida e com um menor custo para
uma cidade que não a informada pelo profissional da saúde. Para estas
conclusões, os alunos mobilizaram conhecimentos de física, matemática
e desenvolveram habilidades em pesquisa científica. Além disso, eles
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procuraram entender o por quê que os pacientes não eram conduzidos
para o hospital que eles apontaram como sendo o ideal e, para tanto,
questionaram o secretário da saúde que informou que o município não tem
convênio com outros hospitais.
O TCT de Ciência e Tecnologia permeia
o cotidiano escolar e não apenas prepara os
alunos para o mundo contemporâneo, mas
também oferece uma oportunidade valiosa para
a integração curricular, destacando a importância
da colaboração entre as disciplinas para uma
aprendizagem significativa. A ciência, por sua
natureza, é interdisciplinar, e seu entrelaçamento
com a tecnologia cria pontes entre as diferentes áreas
do conhecimento. Através de projetos e atividades práticas, os estudantes
podem aplicar conceitos científicos enquanto desenvolvem habilidades
tecnológicas, promovendo uma compreensão mais abrangente e
contextualizada do conhecimento.
As atividades utilizadas para ilustrar as contemporaneidades anteriores
foram desenvolvidas por meio da utilização de tecnologias digitais, por
exemplo, a criação de infográficos e apresentações elaboradas no Canva e
no Powerpoint.
Entretanto, ao propor pesquisas na internet ou mesmo a criação de
material digital, o professor deve estar atento aos riscos que o aluno está
exposto, o que torna relevante abordar a responsabilidade na internet ter o
cuidado de conduzir adequadamente a atividade, orientando as fontes de
pesquisa e o modo adequado de posicionar-se no meio digital.
Promover o estudo do Marco Civil da internet e da Lei Geral de Proteção
de Dados pode ser uma iniciativa para esclarecer aos jovens sobre essa
temática uma vez que estão inseridos no mundo digital. Sem mencionar os
casos de plágio que ocorrem com frequência, muitas vezes por ignorância,
outras por não saber como fazer citações, ou ainda propositalmente.
Independente da causa, cabe à escola essa orientação. Além disso, o
TCT referente à Ciência e Tecnologia possibilita analisar criticamente os
avanços científicos e como a algoritmização afeta nosso modo de vida e
cultura, bem como a tecnologia, que a priori deveria promover a equidade,
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
aprofundando as desigualdades, especialmente na educação.
Se não forem orientados adequadamente, os jovens podem se colocar
em uma situação de vulnerabilidade, especialmente com as políticas de
lucro adotadas por empresas que fazem uso das informações contidas nas
redes sociais para direcionar anúncios, preferências e até mesmo sugestão
de amizades, gerando verdadeiras bolhas sociais. Uma sugestão seria a
indicação do filme “O Dilema das Redes” para os estudantes assistirem e
propor um debate em aula a esse respeito.
Essa atividade mobiliza as CG 1, 2, 4 e 5 e habilidades relacionadas a
área de linguagens:
(EM13LGG702) Avaliar o impacto das tecnologias digitais da informação
e comunicação (TDIC) na formação do sujeito e em suas práticas sociais,
para fazer uso crítico dessa mídia em práticas de seleção, compreensão e
produção de discursos em ambiente digital.
(EM13LGG704) Apropriar-se criticamente de processos de pesquisa e
busca de informação, por meio de ferramentas e dos novos formatos de
produção e distribuição do conhecimento na cultura de rede.
A utilização das tecnologias digitais está contemplada nas CG,
mais especificamente na CG 5, o que significa que não vamos privar os
estudantes de fazer uso destas ferramentas por eventuais riscos que possam
estar expostos. O que precisamos é conduzi-los da maneira mais eficiente
possível para que eles, ao concluir a educação básica, tenham desenvolvido
plenamente esta competência.
A Arquitetura Pedagógica apresentada a seguir está fundamentada na
contemporaneidade: Cultura e tecnologias digitais - uso das ferramentas
digitais e redes sociais para produção, edição e compartilhamento de
textos e vídeos respeitando princípios éticos e estéticos. Trata-se de um
tipo de planejamento organizado a partir de 4 aspectos: organizacionais,
instrucionais (ou de conteúdo), tecnológicos e metodológicos.
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ARQUITETURA PEDAGÓGICA
ASPECTOS ORGANIZACIONAIS
Escola: pública estadual RS
Professora: Denise
Supervisão Pedagógica: Maria
Público: estudantes do 2º ano
Modalidade: presencial (com algumas atividades remotas)
Etapa: Ensino Médio
Componente: Língua Portuguesa
Tempo: 10h remoto e 10h presencial
Competências: CG 1; 4; 5; 6; 9; 10
Habilidade específica do componente: Reconhecer a tecnologia no
âmbito de comunicação e informação entendendo sua relação na construção
e na evolução da sociedade.
Habilidades específicas de LGG:
(EM13LGG704) Apropriar-se criticamente de processos de pesquisa e
busca de informação, por meio de ferramentas e dos novos formatos de
produção e distribuição do conhecimento na cultura de rede.
Habilidades específicas de LP:
(EM13LP01) Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/
escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico
de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e
perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de
forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise
crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.
(EM13LGG104) Utilizar as diferentes linguagens, levando em conta seus
funcionamentos, para a compreensão e produção de textos e discursos em
diversos campos de atuação social.
(EM13LGG701) Explorar tecnologias digitais da informação e
comunicação (TDIC), compreendendo seus princípios e funcionalidades, e
utilizá-las de modo ético, criativo, responsável e adequado a práticas de
linguagem em diferentes contextos.
(EM13LP15) Planejar, produzir, revisar, editar, reescrever e avaliar textos
escritos e multissemióticos, considerando sua adequação às condições
de produção do texto, no que diz respeito ao lugar social a ser assumido
e à imagem que se pretende passar a respeito de si mesmo, ao leitor
pretendido, ao veículo e mídia em que o texto ou produção cultural vai
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
circular, ao contexto imediato e sócio-histórico mais geral, ao gênero textual
em questão e suas regularidades, à variedade linguística apropriada a esse
contexto e ao uso do conhecimento dos aspectos notacionais (ortografia
padrão, pontuação adequada, mecanismos de concordância nominal e
verbal, regência verbal etc.), sempre que o contexto o exigir.
Tema Contemporâneo Transversal: Ciência e Tecnologia;
Multiculturalismo; Economia; Cidadania e civismo
Objeto do conhecimento:
Produção de roteiro para documentário sobre o município, respeitando
as normas gramaticais e estilo de texto.
Tecnologias digitais (editor de texto, de áudio e vídeo)
Atividades econômicas; Turismo; Colonização e formação da populção
Redes de apoio: Secretaria Municipal de Assistência Social e Conselho
Tutelar;
ASPECTOS TECNOLÓGICOS
Ferramentas hipermidiáticas: dispositivos móveis (smartphones,
tablets, netbooks e notebooks); datashow
Outros recursos de apoio tecnológico:
Ferramentas do Google: Classroom, Drive, Doc
Programas para edição de áudio e vídeo
Ferramentas do Office: word, Power Point, WhatsApp, Facebook
ASPECTOS INSTRUCIONAIS
Livro didático (análise de roteiro e atividades)
Vídeo de documentários para modelo
ASPECTOS METODOLÓGICOS
1ª etapa – Apresentação da proposta
Assistir vídeos de documentários
Ler o texto:
Responder às atividades do livro
2ª etapa – Divisão e organização dos grupos; escolha dos temas;
elaboração do storyboard
3ª etapa – atividade remota - Submissão dos roteiros para a professora
e reedições (se necessário); Elaboração do vídeo e edição
4ª etapa – Submissão do artefato (vídeo) para a professora (mediadora)
5ª etapa – atividade remota: reedição dos vídeos (se necessário)
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6ª etapa – editar os vídeos produzidos pelos grupos, compondo o
documentário (trabalho coletivo) e compartilhar nas redes sociais (Facebook
da escola)
Avaliação: formativa e processual, mediante os instrumentos: observação
docente; participação em aula; realização das atividades; autoavaliação.
Você poderá assistir as produções resultantes deste trabalho acessando
os Qr codes ou links a seguir:
Outra atividade que envolveu o componente curricular de Língua
estrangeira Moderna – Espanhol foi a criação de um jornal, no qual os
alunos poderiam noticiar fatos verídicos ou fictícios, na língua espanhola.
Nesta produção, os autores usaram de certo humor sarcástico em muitas
“notícias”, entretanto, chamam atenção a assuntos relevantes do município,
por exemplo, na pág. 2 o jornal anuncia a inauguração de uma Clínica para
idosos ( clínica de ancianos ), atentando para os problemas que permeiam a
saúde local. Outra notícia reporta ao fatídico 7 x 1 quando o Brasil perdeu para
a Alemanha, na copa de 2014. A criatividade das
estudantes também é perceptível nas imagens
criadas, inclusive com alusão a um ex-colega de
aula, recem contratado por um dos maiores times
do estado (p. 3). Nesta reportagem, elas utilizam
uma imagem antiga do jovem goleiro e remixam
com o emblema do time atual.
Para essa atividade, assim como a anterior,
os alunos desenvolveram, além das habilidades
especificas da Lingua Estrangeira (Inglês e
Espanhol), habilidades de Linguagens e de Lingua Portuguesa (podendo
englobar outros componentes, conforme o Referencial Curricular da rede
de ensino):
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
(EM13LGG603) Expressar-se e atuar em processos criativos que integrem
diferentes linguagens artísticas e referências estéticas e culturais, recorrendo
a conhecimentos de naturezas diversas (artísticos, históricos, sociais e
políticos) e experiências individuais e coletivas.
(EM13LGG703) Utilizar diferentes linguagens, mídias e ferramentas
digitais em processos de produção coletiva, colaborativa e projetos autorais
em ambientes digitais.
(EM13LP13) Planejar, produzir, revisar, editar, reescrever e avaliar textos
escritos e multissemióticos, considerando sua adequação às condições
de produção do texto, no que diz respeito ao lugar social a ser assumido
e à imagem que se pretende passar a respeito de si mesmo, ao leitor
pretendido, ao veículo e mídia em que o texto ou produção cultural vai
circular, ao contexto imediato e sócio-histórico mais geral, ao gênero textual
em questão e suas regularidades, à variedade linguística apropriada a esse
contexto e ao uso do conhecimento dos aspectos notacionais (ortografia
padrão, pontuação adequada, mecanismos de concordância nominal e
verbal, regência verbal etc.), sempre que o contexto o exigir.
(EM13LP12) Analisar efeitos de sentido decorrentes de escolhas e
formatação das imagens (enquadramento, ângulo/vetor, cor, brilho,
contraste) e de sua sequenciação (disposição e transição, movimentos de
câmera, remix), das performances (movimentos do corpo, gestos, ocupação
do espaço cênico), dos elementos sonoros (entonação, trilha sonora,
sampleamento etc.) e das relações desses elementos com o verbal, levando
em conta esses efeitos nas produções de imagens e vídeos, para ampliar as
possibilidades de construção de sentidos e de apreciação.
(EM13LP53) Criar obras autorais, em diferentes gêneros e mídias –
mediante seleção e apropriação de recursos textuais e expressivos do
repertório artístico –, e/ou produções derivadas (paródias, estilizações,
fanfics, fanclipes etc.), como forma de dialogar crítica e/ou subjetivamente
com o texto literário
O Brasil é um país extremamente rico no que diz
respeito a sua diversidade cultural e essa riqueza,
resultante da miscigenação e diversidade étnica, se
manifesta nas diferentes expressões artísticas, na
culinária e no esporte, demandando uma abordagem
educacional que reconheça e celebre suas múltiplas
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identidades.
Explorar as raízes históricas das diferentes culturas presentes no Brasil,
desde as heranças indígenas até as contribuições afro-brasileiras e de
outras comunidades, não apenas enriquece o repertório dos estudantes,
mas também fomenta o respeito e a compreensão entre diferentes grupos
sociais. Além disso, a educação para a valorização do multiculturalismo
contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e empáticos,
preparados para atuar de maneira inclusiva em uma sociedade caracterizada
pela diversidade. Ao reconhecer e respeitar as matrizes históricas e culturais
do Brasil, a educação desempenha um papel crucial na construção de uma
identidade nacional que celebra e acolhe as variadas expressões de nossa
pluralidade.
Essa contemporaneidade possibilita integrar habilidades de Linguagens
e suas Tecnologias (LGG) e Ciencias Humanas e Sociais Aplicadas (CHS) em
um projeto que envolva narrativas de vida, por exemplo. Neste projeto, os
estudantes seriam desafiados a explorar e compartilhar as histórias de vida
de membros da comunidade escolar que têm origens culturais diversas. Os
alunos poderiam conduzir entrevistas, produzir documentários em vídeo,
criar perfis escritos e apresentar essas narrativas de maneira criativa. A ideia
é não apenas reconhecer a diversidade presente na escola, mas também
proporcionar uma compreensão mais profunda das experiências de cada
indivíduo. Ao compartilhar essas histórias, os alunos teriam a oportunidade
de aprender uns com os outros, promovendo o diálogo intercultural e
fortalecendo os laços de respeito e empatia dentro da comunidade escolar.
O TCT Cidadania e Civismo engloba os Direitos
da Criança e do Adolescente; Educação para o
Trânsito; Educação em Direitos Humanos; Processo
de Envelhecimento, Respeito e Valorização do
Idoso; Vida Familiar e Social. Seguem alguns
exemplos de projetos que poderiam ser trabalhados
por meio dessa contemporaneidade:
1. “Jornada pelos Direitos: Conhecendo e Defendendo os Direitos da
Criança e do Adolescente” - Os alunos poderiam realizar pesquisas sobre a
Declaração Universal dos Direitos da Criança e do Adolescente, discutindo
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
em sala de aula os principais direitos e desafios enfrentados por essa parcela
da população. Em seguida, os estudantes poderiam criar campanhas de
conscientização na escola, produzindo cartazes, vídeos ou apresentações
para compartilhar informações relevantes e promover a defesa desses
direitos.
Para esta atividade, os professores das áreas de LGG e CHS poderiam
elaborar um planejamento de maneira colaborativa uma vez que os alunos
desenvolverão habilidades relacionadas às duas áreas.
2. “Trânsito Consciente: Educação para o Trânsito e Cidadania” -
Promover a conscientização sobre segurança no trânsito pode envolver
aulas teóricas sobre normas de trânsito, seguidas por atividades práticas,
como simulações de situações de tráfego. Os alunos também poderiam
desenvolver campanhas de conscientização para a comunidade escolar,
abordando temas como respeito às regras, pedestres e ciclistas no trânsito.
A criação de um mural informativo na escola seria uma maneira tangível de
destacar os aprendizados e reforçar a importância da cidadania no contexto
viário.
Essa atividade pode integrar, além das áreas de LGG, CHS, Matemática,
uma vez que o professor pode solicitar a construção e/ou análise de gráficos
sobre a incidência de acidentes de trânsito, por exemplo.
3. “Círculo da Sabedoria: Respeito e Valorização do Idoso” - Este
projeto pode envolver a interação entre os alunos e membros da comunidade
idosa. Visitas a asilos, entrevistas com idosos sobre suas experiências
e desafios, e atividades artísticas colaborativas poderiam promover o
entendimento, respeito e valorização dos idosos. Os alunos também
podem desenvolver iniciativas para combater estereótipos relacionados à
velhice, como apresentações em sala de aula e campanhas de sensibilização
que destaquem a riqueza de conhecimento e experiência que os idosos
possuem.
4. “Vínculos Familiares e Sociais: Construindo Pontes de Compreensão”
Neste projeto, os estudantes poderiam explorar a diversidade de estruturas
familiares e abordar temas como respeito, tolerância e compreensão mútua.
Atividades práticas, como entrevistas com familiares ou a criação de árvores
genealógicas, poderiam ser integradas para incentivar a reflexão sobre a
importância da vida familiar e social na formação da identidade e cidadania.
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PÓS- para
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GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
Quanto à educação financeira e fiscal, a
primeira vista pode parecer desconexa essa
abordagem. Entretanto, vivemos em um sistema
capitalista e essa temática precisa ser abordada,
especialmente se considerarmos a perspectiva de
formação integral da pessoa. Assim, o educando
deve ter clareza do significado da carga tributária e
do impacto dela na economia doméstica. Compreender
quem paga os impostos, como eles são tributados e para qual
ações são destinados pode favorecer o entendimento sobre as políticas
governamentais a nível local, regional e nacional, além disso, pode contribuir
para ações contra a sonegação e adesão às campanhas já existentes. Mais
do que isso, educar financeiramente para o cotidiano, para a sua vivência, a
sua organização financeira.
Nos anos iniciais, a temática da economia pode ser trabalhada com um
passeio dos alunos ao mercadinho e fazer o levantamento de preços dos
itens da cesta básica, por exemplo, elaborando e resolvendo problemas
a partir deste apanhado. Utilizar jogos para desenvolver habilidades
financeiras pode ser uma opção para essa etapa de ensino. O jogo “Projeto
mercadinho” permite que o aluno associe o valor monetário com o valor da
mercadoria, desenvolvendo a habilidade:
(EF04MA25) resolver e elaborar problemas que envolvam situações
de compra e venda e formas de pagamento, utilizando termos como troco
e desconto, enfatizando o consumo ético, consciente e
responsável.
Essa temática também pode ser abordada por meio de
josgos e, neste caso, o Wordwall tem várias opções:
Se antes essas temáticas eram abordadas em áreas específicas, com a
inclusão do TCTs na BNCC essas reflexões podem transpassar as diferentes
áreas do conhecimento, da Matemática às Ciências Humanas Aplicadas.
Neste contexto, os TCTs se fundamentam em 4 pilares:
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
TCTs
PROBLEMATIZAÇÃO INTEGRAÇÃO
CONSTRUÇÃO
VISÃO SISTÊMICA
COLETIVA E
arte
CONTÍNUA
A problematização da realidade e das situações de aprendizagem permite
que o aluno construa as relações entre os conhecimentos prévios, o mundo
ao seu redor e os conteúdos, atribuindo significado à aprendizagem. Neste
contexto, ocorre a integração das habilidades e competências para que o
estudante seja capaz de propor soluções para os problemas do dia a dia.
Outro fundamento aponta a visão sistêmica da construção do
conhecimento, em contraponto à fragmentação característica da educação
tradicional. Nesta perspectiva, o aluno compreende que pertencemos a
um todo maior e que ações e reações não são apenas teorias da física e sim
consequências da vida real. Neste contexto, o olhar docente e discente se
volta para a plenitude do ser e do meio: físico, social, espiritual, considerando
as inter-relações existentes entre eles.
Por fim, o quarto fundamento traz a questão da construção coletiva e
contínua do conhecimento, ou seja, aprendemos melhor nas interações
com o outro e com o meio e este é um processo contínuo, ao longo da
existência humana.
Com respeito às demandas de cada sistema de ensino, as abordagens
dos TCTs estão divididos em três níveis:
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
A abordagem intradisciplinar diz respeito a integrar os conteúdos de aula
com os temas contemporâneos. Por sua vez, na interdisciplinaridade há uma
integração entre os campos dos saberes, ou seja, os diferentes componentes
curriculares acolhem as contribuições uns dos outros, dialogando entre si.
Já na abordagem transdisciplinar há uma flexibilização das barreiras que
possam existir entre as áreas do conhecimento, permitindo a articulação
entre elas. Podemos dizer que esta última abordagem é a ideal uma vez que
favorece a construção de saberes que extrapolam os conteúdos escolares.
Para ilustrar, disponibilizamos uma reportagem em um jornal regional
sobre um projeto escolar e um artigo apresentado no SIMEDUC sobre
Aprendizagem Baseada em Projetos que aborda a experiência desta mesma
escola. Na sequência, você poderá conferir como foi organizada a proposta,
com as habilidades e contemporaneidade contemplada. Trata-se de uma
prática pedagógica transdisciplinar de uma escola pública no interior do
RS, com o Ensino Médio, em 2020,
no período de ensino remoto:
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
Aproveitando a semana do meio ambiente, os professores convidaram
os alunos a lançarem a campanha #desafiolixozero. Tal projeto consistiu
em uma série de atividades multidisciplinares, nas quais os estudantes
realizaram campanhas nas redes sociais para o consumo consciente e o
descarte adequado dos resíduos sólidos. Para tanto, os docentes embasaram
o planejamento pedagógico na temática Meio Ambiente, mediante a
metodologia ABP (Aprendizagem Baseada em Projeto).
Estas atividades proporcionaram aos alunos o desenvolvimento
das 10 CGs, uma vez que: mediante o pensamento crítico e reflexivo
(CG2), mobilizaram seus conhecimentos (CG1) para criar as campanhas
publicitárias (CG4, 5, 7, 8), procurando conscientizar a população (CG
10) sobre o descarte apropriado do lixo. Também foi proposto que eles
criassem artefatos artísticos utilizando sucatas (CG 3). As publicações no
Facebook sensibilizaram a comunidade que decidiu participar juntamente
com os estudantes, não apenas comentando nas postagens dos alunos, mas
realizando as atividades e endossando a campanha. Porém, um grupo de
alunos foi além do solicitado pelos professores e venderam as latinhas que
recolheram para comprar mudas de moranguinhos que foram plantados
nas garrafas pet, adaptadas para esse fim (CG 6). Esta atitude revela o
protagonismo e o espírito empreendedor desses estudantes e legitimam a
importância da comunidade se sentir pertencente ao processo educativo.
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
Quanto aos conteúdos curriculares desenvolvidos com este projeto,
podemos citar: grandezas, proporção, conjuntos, área (matemática);
produção manual (artes); escrita e comunicação (português); problemas
ambientais, análise topográfica e composição dos solos (geografia); cultivo,
decomposição de materiais (ciências e biologia); classificação dos plásticos
recolhidos e análise dos tipos de resíduos (química), cálculos de
projeção e construção de gráficos quantitativos (matemática).
Acesse o QR code para visualizar um vídeo produzido por
uma aluna e postado na rede social.
Através das produções foi possível aos docentes avaliarem
o conhecimento construído pelos estudantes, bem como perceber as
habilidades que foram mobilizadas para a sua execução. Desde a escolha
da trilha sonora, a seleção e disposição das imagens, o texto e demais
informações contidas no vídeo denotam as competências desenvolvidas.
Em decorrência deste trabalho, os alunos formaram um grupo interséries
para desenvolver outro projeto, agora em fase de execução. Os estudantes
constataram uma quantidade significativa de resíduos sólidos recolhidos na
praça central e notaram que não haviam lixeiras públicas. Então, realizaram
um levantamento das áreas de maior circulação e, através de parceria como
a cooperativa Sicredi, propuseram instalar as lixeiras em pontos estratégicos.
Nesta atividade, embora extraclasse e orientada por apenas uma
professora, percebemos que os alunos mobilizaram os conhecimentos de
várias áreas, tais como: geográficos, uma vez que mapearam a cidade;
matemáticos ao orçar o valor das lixeiras e calcular o fluxo de pessoas;
habilidades comunicativa e argumentativa, ao procurarem a parceria para a
execução da proposta. Observamos, assim, que a reflexão se transformou
em ação, visto que os estudantes, ao constatar a causa do problema, se
mobilizaram para solucioná-lo.
Existem muitos projetos escolares inovadores que podem inspirar a ação
docente, entretanto não podemos esquecer que, ao escolher metodologias,
tecnologias e/ou arquitetar o plano de trabalho, temos que ter clareza sobre
a nossa intencionalidade a respeito da proposta, ou seja, o que queremos
alcançar com aquela atividade? Quais as habilidades pretendemos que
nosso estudante desenvolva? Como esta proposta poderá auxiliá-lo para
alcançar os objetivos propostos? A partir desses questionamentos podemos
definir nossas estratégias pedagógicas, lembrando que a participação
estudantil na elaboração do planejamento favorece a sua autonomia e
pode potencializar seu comprometimento, uma vez que ele estará engajado
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
desde o início do projeto. Sabemos que não é uma tarefa fácil envolver os
estudantes, mas que pode ser facilitada quando o aluno se reconhece na
proposta pedagógica.
Precisamos exercitar o olhar para o mundo, a percepção sobre o que
está a nossa volta, quer sejam pessoas, objetos, animais, natureza. Com
esta perspectiva, podemos propor uma roda de conversa sobre o que
foi visto, o que havia de agradável na cena observada e o que poderia
ser melhor. O resultado desta técnica poderá oferecer subsídio para que
o professor comece a esquematizar seu planejamento, identificando qual
transversalidade está contemplada na fala dos estudantes e adaptar as
habilidades e conteúdos previstos na matriz de referência de sua instituição
para arquitetar seu plano pedagógico.
Assim, mediante a adoção de metodologias ativas, podemos desenvolver
projetos envolvendo um ou mais TCTs, favorecendo ao estudante a reflexão
sobre o seu meio e pensar soluções para os problemas observados,
atribuindo significância aos conteúdos estudados. Problemas comuns aos
ambientes escolares, como bullying, intolerância, preconceito, podem ser
debatidos através dessas transversalidades, promovendo um ambiente
saudável para a convivência em grupo. Da mesma forma
que exercitar um olhar crítico para as situações cotidianas
locais, quer seja do bairro, cidade ou região onde o aluno
está inserido, pode originar excelentes temáticas para
desenvolvimento de projetos, como o exemplo ao lado.
O projeto mencionado na reportagem tinha como
temática a água no município, sendo que cada grupo
se encarregou de um assunto relacionado ao tema central. Um grupo
pesquisou a utilização da água para irrigação e os impactos ambientais;
outro pesquisou as doenças transmitidas pela água não tratada utlilizada
na zona rural e elaborou campanha nas mídias digitais ensinando como
tratar a água em casa; e esse grupo específico que pesquisou a distribuição
e qualidade da água na zona urbana e na escola. A seguir, apresentamos
algumas habilidades desenvolvidas na sáreas de CNT, CHN e LGG:
Projeto: As águas no município
Etapa: Ensino Médio
Tema contemporâneo Transversal: Saúde e Meio Ambiente
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Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
Componente curricular: Química e Biologia
Habilidades
(EM13CNT105) Analisar a ciclagem de elementos químicos no solo, na água,
na atmosfera e nos seres vivos e interpretar os efeitos de fenômenos naturais e
da interferência humana sobre esses ciclos, para promover ações individuais e/ou
coletivas que minimizem consequências nocivas à vida.
(EM13CNT206) Justificar a importância da preservação e conservação da
biodiversidade, considerando parâmetros qualitativos e quantitativos, e avaliar os
efeitos da ação humana e das políticas ambientais para a garantia da sustentabilidade
do planeta.
(EM13CNT310) Investigar e analisar os efeitos de programas de infraestrutura e
demais serviços básicos (saneamento, energia elétrica, transporte, telecomunicações,
cobertura vacinal, atendimento primário à saúde e produção de alimentos, entre
outros) e identificar necessidades locais e/ou regionais em relação a esses serviços,
a fim de promover ações que contribuam para a melhoria na qualidade de vida e
nas condições de saúde da população.
Componente curricular: Geografia
Habilidades
EM13CHS306) Contextualizar, comparar e avaliar os impactos de diferentes
modelos econômicos no uso dos recursos naturais e na promoção da sustentabilidade
econômica e socioambiental do planeta.
Componente curricular: Língua Portuguesa
Habilidades
(EM13LGG301) Participar de processos de produção individual e colaborativa
em diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais), levando em conta seus
funcionamentos, para produzir sentidos em diferentes contextos.
(EM13LGG303) Debater questões polêmicas de relevância social, analisando
diferentes argumentos e opiniões manifestados, para negociar e sustentar posições,
formular propostas, e intervir e tomar decisões democraticamente ustentadas, que
levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental
e o consumo responsável em âmbito local, regional e global.
(EM13LGG701) Explorar tecnologias digitais da informação e comunicação
(TDIC), compreendendo seus princípios e funcionalidades, e mobilizá-las de modo
ético, responsável e adequado a práticas de linguagem em diferentes contextos.
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
O “olhar” para essa temática fez com que os estudantes percebessem
um vazamento gigantesco de água e, com o auxílio da mídia impressa, eles
conseguiram o conserto de uma válvula que estava estragada há meses,
segundo o funcionário, mas que a empresa não providenciava a substituição.
Com a publicação da reportagem, o conserto foi realizado em 48h.
Neste projeto os alunos desenvolveram, além das competências
relacionadas aos componentes curriculares, competências empreendedoras
e exercitaram o protagonismo juvenil, uma vez que, além de apontarem o
problema, buscaram meios de providenciar sua solução, no caso, mediante
a exposição pública do problema.
O mapa conceitual apresentado a seguir traz um resumo dos principais
conceitos abordados neste capítulo e tem o propósito de sintetizar esta
temática. Pedir para os estudantes construirem um mapa conceitual pode
ser uma atividade avaliativa bastante significativa uma vez que fará com que
eles desenvolvam a capacidade de análise e síntese. Uma ferramenta para
a construção de mapas é o Cmaps Cloud que é gratuita e on-line. Porém,
o Cmap Tools é uma versão para download, permitindo o trabalho off-
line. Na sequência, disponibilizamos um vídeo que explica a diferença entre
mapas mental e conceitual:
O contexto escolar, o
contexto social, a
Melhorar a
diversidade e o diálogo.
A superação da aprendizagem
concepção mediante a
contextualização considerando
fragmentada de ensino,
uma vez que perpassa dos conteúdos
os diferentes com a realidade.
componentes Atender a
curriculares por meio
de metodologias
busca demandas
diferenciadas sociais
promove Contemporaneidade Construção coletiva
e contínua
procura Integração
Transversalidade
princípio de Fundamentam-se
em 4 pilares Visão Sistêmica
Problematização
Contemplados nas
Habilidades
nos
3 níveis de componentes
complexidade curriculares.
cabendo
pressupõe
possibilita a Aos sistemas de
implica
Conteúdos ensino,
relacionados aos Articulação entre contextualizá-los,
TCTs de forma Diálogo entre os as áreas do de acordo com
integrada aos campos dos conhecimento, suas
conteúdos de saberes, havendo flexibilizando as especificidades.
cada uma interação barreiras que arte
componente entre os possam existir
curricular. componentes entre elas.
curriculares.
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
Assim, neste capítulo foi possível conhecer um
pouco mais sobre os TCTs, compreendendo como
eles possibilitam a transição entre os conteúdos
e a realidade estudantil, integrando as diferentes
áreas e permitindo uma visão sistêmica de ensino
e aprendizagem, atribuindo significância aos
conhecimentos construídos. No capítulo seguinte
trataremos a respeito do protagonismo juvenil e da
concepção de empreendedorismo no contexto escolar.
Para refletir:
Entendendo que a lugarização é importante e possível através dos TCTs,
quais são suas dificuldades para adotar novas práticas pedagógicas apoiadas
nas tecnologias digitais? Como esses obstáculos podem ser superados?
Como você pode incentivar o trabalho colaborativo entre o grupo docente
e discente?
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Protagonismo docente
e discente: formas de
empreendedorismo
no contexto escolar
PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
O
mundo está em constante mudança por conta dos avanços
científicos/tecnológicos e por questões sociais, climáticas,
políticas e econômicas. Se no pós-Guerra Fria o mundo se
caracterizava por ser volátil, incerto, complexo e ambíguo
(VUCA) , hoje ele também é reconhecido por ser BANI (em português,
FANI - frágil, ansioso, não linear e incompreensível). Essas terminologias
demonstram o quão incerto é nosso futuro e o quanto precisamos estar
preparados para lidar com essas situações. Como se não bastasse as
mudanças geopolíticas e econômicas, ainda temos o avanço científico e
tecnológico que exige de nós uma adaptação quase que imediata.
A cada dia vemos a realidade se aproximar da ficção. O que antes fazia
parte de roteiros Hollywoodianos, hoje pertence ao mundo real: carro
rodando nas estradas sem condutor, cirurgias sendo feitas com auxílio de
robôs e à distância, drones entregando mercadorias. Mas isso é apenas uma
pequena fatia do que a Inteligência Artificial faz. Assista aos vídeos que
separamos para refletir sobre os avanços científicos e tecnológicos e reflita
a respeito de como essas mudanças podem afetar nosso modo de vida, e
como elas geram demandas para a educação e transformam a cultura.
No primeiro vídeo vemos a robótica auxiliando na área médica, permitindo
que intervenções cirúrgicas delicadas sejam feitas, inclusive guiada por um
cirurgião em outro local. O segundo vídeo aborda as demandas de mercado
na era digital e sobre as profissões emergentes. Por fim, no terceiro vídeo
podemos acompanhar o test drive de um modelo automobilístico autopilot,
nos mostrando que o futuro já chegou.
A evolução da web, desde a sua fase inicial, conhecida como Web
1.0, até a era atual, caracterizada pela Web 3.0, desempenhou um papel
fundamental no fortalecimento do protagonismo dos jovens estudantes. Na
fase 1.0, a web era predominantemente estática, com conteúdo unidirecional
e poucas oportunidades para interação. No entanto, com o advento da
Web 2.0, surgiu a era da participação ativa, na qual as redes sociais, blogs e
plataformas colaborativas permitiram aos estudantes não apenas consumir,
mas também produzir e compartilhar conteúdo.
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
A figura a seguir mostra uma linha do tempo com sua evolução.
A Web 3.0, a inteligência artificial e a personalização, proporciona
oportunidades ainda mais robustas para a aprendizagem personalizada
e adaptativa, permitindo que os jovens moldem seus próprios caminhos
educacionais. O protagonismo juvenil é amplificado na atualidade
pela presença de ferramentas e plataformas de aprendizagem online,
possibilitando que os estudantes conduzam pesquisas independentes,
expressem suas opiniões e colaborem em projetos educacionais, envolvendo
temáticas ambientais, sociais, culturais, políticas e econômicas.
As redes sociais também têm desempenhado um papel importante,
permitindo que os estudantes compartilhem ideias, descubram comunidades
de interesse e construam conexões globais. Essa interconectividade oferece
uma plataforma para a expressão criativa, o ativismo e o engajamento cívico,
capacitando os jovens a serem agentes de mudança em suas comunidades e
no mundo. No entanto, é importante abordar desafios, como a necessidade
de ensinar habilidades críticas para avaliar informações online, bem
como promover uma cultura digital responsável, conforme mencionamos
anteriormente.
Percebemos que inserir as TD no contexto escolar não é uma mera
imposição do mercado. Trata-se de preparar o estudante para a cultura
digital, para lidar com as informações que estão a seu dispor na internet.
É saber usar e se comportar com ética nas redes sociais. Sabemos que a
comunicação e a informação estão cada vez mais disponíveis, bem como
as grandes possibilidades educacionais que emergem a partir da internet
e da web. Entretanto, precisamos nos apropriar desses recursos e trazê-los
para o ambiente escolar. A escola precisa favorecer situações em que o
aluno desenvolva seu protagonismo e suas habilidades empreendedoras,
especialmente em um mercado e sociedade que se transformam
constantemente. Mas isso requer o desenvolvimento de competências
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
socioemocionais, cognitivas e empreendedoras.
A pandemia, por um lado, desnudou nosso despreparo para o uso
das tecnologias digitais (especialmente nos ambientes escolares), mas por
outro aflorou nossa resiliência, nosso espírito cooperativo e colaborativo.
Os professores foram criativos na busca de soluções para suas aulas e
provaram, mais uma vez, seu valor e capacidade de superação. Essas e
outras habilidades socioemocionais, tais como pró-atividade, capacidade
de assumir riscos, auto-controle, auto-eficácia e tolerância a ambiguidades
são as competências esperadas para os jovens no século XXI.
Em primeiro lugar, precisamos entender que ninguém dá aquilo que não
possui. Desta forma, para que o professor contribua com a construção de
competências empreendedoras dos seus alunos, é necessário que primeiro
ele as tenha construído, razão pela qual, neste capítulo chamamos a atenção
para o protagonismo e empreendedorismo docente e discente.
Propomos agora algumas reflexões acerca do conceito de protagonismo
mediante estas indagações: O que é ser protagonista? Na sala de aula,
quem é o protagonista e em quais situações? Professor e aluno podem ser
protagonistas ao mesmo tempo?
Na BNCC, o protagonismo estudantil apresenta-se sob dois aspectos:
aprender como autor e avançar em sua formação socioemocional e cidadã.
Neste sentido, a escola deve permitir que o estudante seja autor de sua
aprendizagem, ao mesmo tempo em que desenvolva as competências
socioemocionais e as habilidades para o exercício pleno de sua cidadania.
Entretanto, muitas vezes protagonismo se confunde com
empreendedorismo. Considerando que o termo empreendedor seja mais
comumente utilizado na economia, e que, neste setor, o empreendedor
é considerado uma pessoa de negócios, bem sucedida e que alcançou o
sucesso por mérito próprio, não é comum que alguns tragam essa ideia para
o campo educacional. No entanto, nos apropriamos da concepção de Pedro
Demo ao dizer que ser empreendedor é ter iniciativa, fazer-se protagonista.
Assim como Demo, entendemos que não são os modismos neoliberais
infiltrados na educação que devem definir nossa ação pedagógica e sim a
compreensão de que a aprendizagem é resultado da construção do aluno,
portanto ocorre no seu interior, não sendo imposta ou repassada pelo outro
(instrucionismo).
Neste caso, professor e aluno assumem novos papéis que diferem da
educação tradicional. Nesta nova visão, o professor é o orientador no
processo de aprendizagem, mediando e escolhendo metodologias que
auxiliem o educando na construção de novos saberes. No momento em
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
que o professor planeja, define estratégias e as tecnologias, ou quando ele
cria seu próprio material didático, ele está sendo protagonista de seu fazer
pedagógico. O importante, neste contexto, é que o docente entenda que seu
papel no processo de construção de conhecimentos do aluno é secundário.
Neste ponto, ele é o coadjuvante e o estudante é o ator principal. Assim, o
professor cria as oportunidades para que a aprendizagem aconteça, medeia
as ações, permite que o aluno participe, argumente apresentando seu
posicionamento frente às diferentes situações vivenciadas.
O protagonismo se associa à participação ativa do estudante, não
apenas nas aulas, mas nas agremiações, assembleias e atividades escolares
em geral. Assumir uma posição protagonista significa fazer acontecer e não
continuar sendo um indivíduo passivo e alheio ao processo de ensino e
aprendizagem. O papel do professor, neste cenário, é promover a autoria
discente, orientando o aluno no caminho da construção e reconstrução do
conhecimento. Mas como promover a autoria do aluno? Mediante a adoção
de metodologias que permitam o desenvolvimento da criatividade, criação
e colaboração estudantil, ou seja por meio de resolução de problemas, pelo
desenvolvimento de projetos, com a Aprendizagem Baseada em Times,
dentre outras estratégias pedagógicas.
É importante, também, que o professor permita a participação do aluno
na escolha de temáticas, na elaboração de regras e normas, no planejamento
das ações pedagógicas, considerando, é claro, o grau de maturidade dos
estudantes.
Pode haver professor e aluno protagonistas? Sim, se o protagonismo
docente estiver relacionado ao planejamento de ações que visem o
protagonismo (autoria) estudantil. O estudante precisa ser encorajado
a participar ativamente do processo de aprendizagem, porém a
responsabilidade pelo desenvolvimento do projeto pedagógico e/ou da
escola, em primeira instância, é do professor e da equipe gestora. Por isso,
ao incentivar a participação discente, é necessário considerar a maturidade
destes estudantes, até mesmo para não exigir além do que eles são capazes
de oferecer.
Quanto à visão empreendedora, sem dúvida se faz necessária nos dias
atuais. O mundo está mudando rapidamente e precisamos, de uma forma ou
outra, acompanhar essas transformações. Compreendemos a importância
de preparar os estudantes para o ingresso no mundo do trabalho, umas das
finalidades da educação básica, e portanto, reconhecemos a necessidade
de desenvolver as competências empreendedoras e as habilidades
socioemocionais de nossos aprendizes. Mas como definir empreendedorismo
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
e que habilidades e atitudes são necessárias para formar empreendedores?
Na busca de uma conceituação para empreendedorismo encontramos
consenso em sua definição como estando relacionada a “fazer algo novo”
ou “fazer de forma diferente”, ou seja, inovar. Neste sentido, a pessoa
que desenvolve as competências empreendedoras é capaz de criar, de
solucionar problemas e/ou realizar tarefas de maneira criativa e inovadora.
Para tanto,a pessoa tida por empreendedora terá que mobilizar habilidades
cognitivas e afetivas. Assim, podemos perceber que as
competências socioemocionais e cognitivas, bem como ter
uma atitude protagonista e pró-ativa, é imprescindível para
o desenvolvimento de competências empreendedoras
(CE). Dispomos alguns exemplos de atividades que podem
contribuir com a prática docente, é só acessar o QR code
ao lado.
Outro aspecto importante de ser elucidado é que existem diferentes
tipos de empreendedorismo:
O empreendedorismo clássico é aquele que objetiva o ganho financeiro
pessoal. Já o empreendedorismo social não prioriza o lucro. As ações
planejadas são, geralmente, voltadas para uma população desfavorecida e
que sozinha não tenha condições para transformar sua realidade. Entretanto,
mesmo que não objetive ganhos financeiros, o empreendedorismo social
pode gerar renda.
Embora reconheçamos a demanda do mercado de trabalho, mais
importante que acolher a ideologia do neoliberalismo na educação, é
essencial que se oportunize ao estudante a autoria. Neste sentido, ser
empreendedor é pensar e agir, planejar e executar ações a fim de solucionar
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
problemas do cotidiano, presentes na vida escolar, na comunidade, ou no
mundo, de maneira criativa, colaborativa, cooperativa. Esta visão social e
cidadã do empreendedorismo está contemplada no texto da BNCC e na
estruturação do Novo Ensino Médio, compete ao professor fazer acontecer.
Assim, com o respaldo legal da BNCC, valendo-se dos Itinerários Formativos,
dos Temas Contemporâneos e do Projeto de Vida, podemos desenvolver
projetos realmente inovadores e promotores de aprendizagens significativas
e do protagonismo estudantil.
Igualmente, compreendemos que estamos vivenciando uma verdadeira
Revolução Digital e a educação precisa acompanhar essa transformação,
ou seja, precisamos abraçar a Educação 4.0 em nosso fazer pedagógico.
Entretanto, não é suficiente utilizarmos os recursos digitais na escola. As
TD devem, além de servir como ferramentas para as práticas escolares,
proporcionar a reflexão sobre o mundo, sobre as pessoas e nosso papel,
enquanto professores e alunos, neste contexto social, político e econômico.
O uso educacional das TDs perpassa pela compreensão da necessidade
de planejar ações e escolher as melhores estratégias e recursos tecnológicos
para o desenvolvimento das propostas e projetos de ensino e aprendizagem.
Esse será o tema do nosso próximo capítulo.
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A BNCC e as ferramentas
digitais na prática pedagógica:
da intenção à ação
BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
O
avanço na área científica e tecnológica é fato inquestionável. O
acesso da população a dispositivos móveis (como notebooks,
tablets e smartphones) também cresceu muito, embora a
pandemia tenha exposto as desigualdades de acesso a estes
recursos e à internet. Entretanto, desafios à parte, temos que reconhecer
que vivemos uma revolução digital que requer inovação por parte da escola
e das metodologias de ensino e aprendizagem. Igualmente, a demanda para
os docentes está cada vez maior. A atual realidade requer um profissional
atualizado e que tenha desenvolvido as competências digitais docentes
para acompanhar as mudanças esperadas e previstas na BNCC.
A respeito das competências docentes, é imprescindível que o
professor desenvolva certa fluência digital para contribuir com a construção
das competências dos estudantes. O contexto escolar pandêmico exigiu dos
professores alcançar o nível de letramento digital para conseguir atender
as aulas remotas. Agora, não podemos retroceder no que tange ao uso de
tecnologias na prática pedagógica. Ao contrário, precisamos avançar em
políticas públicas que, efetivamente, diminuam as desigualdades de acesso
a esses recursos e que promovam a equidade e qualidade na educação.
Não podemos nos eximir de incorporar as TD na prática pedagógica.
Trata-se de um pressuposto legal (BNCC, BRASIL, 2017) e uma expectativa
social e econômica, uma vez que é atribuição da escola “preparar” os jovens
para o ingresso no mercado de trabalho, para prosseguir seus estudos e
para o exercício da cidadania (LDB, BRASIL, 1996). Além desses aspectos,
promover o desenvolvimento de competências digitais nos educandos
também é uma questão social, uma vez que pode (e deve) contribuir
com sua reflexão sobre o mundo e sua formação cidadã. Entretanto,
cabe apontarmos algumas ressalvas a serem consideradas quanto ao uso
educacional das TD, as quais dedicaremos às próximas linhas.
Em primeiro lugar: utilizar TD em aula não é sinônimo de inovação!
Precisamos ter isso bem claro ao planejarmos nossas ações pedagógicas.
Para tanto, vamos ponderar que inovação pressupõe uma prática nova, que
difere da tradicional. Desta forma, inovar no contexto escolar significa romper
com o tradicionalismo em sua essência, ou seja, com o instrucionismo.
Assim, para ser considerada uma prática pedagógica inovadora, além de
inserir as tecnologias é necessário que elas sirvam como instrumento para a
criação, participação e autoria discente.
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
Em segundo lugar: as TIC são ferramentas para um fim, um propósito.
Elas podem contribuir para o desenvolvimento de competências digitais,
de comunicação e para auxiliar no desenvolvimento do pensamento
computacional1, para autoria, para promover a autonomia e o protagonismo
estudantil. Para tanto, ao inseri-las no contexto de aula, o professor precisa,
primeiramente, ter seus objetivos bem claros. Pensar quais objetos do
conhecimento e habilidades serão contemplados em seu plano, quais
estratégias metodológicas adotará e, somente então, determinar qual
ferramenta tecnológica é mais apropriada para alcançar os objetivos
de ensino, ou seja, o professor deve estar imbuido de intencionalidade
pedagógica.
Em terceiro lugar: protagonismo, participação e autoria são termos
indissociáveis. Não podemos promover o protagonismo estudantil se não
permitimos que o aluno participe, crie, ou sem oportunizar situações para
que ele se comunique, interaja com o grupo. Da mesma forma que, para
desenvolver as competências empreendedoras2, é necessário exercitar
a colaboração, cooperação, argumentação. Neste contexto, o professor
deverá priorizar atividades que possibilitem que o aluno exercite essas
habilidades. Assim, é preciso pensar quais as ferramentas e programas
serão adequados para que o aluno desenvolva suas habilidades criativas.
Outro aspecto a ser considerado é o compromisso social da escola.
Se as transformações tecnológicas e digitais trouxeram uma demanda do
mercado para a educação, não podemos esquecer de que a escola tem o
compromisso de oferecer uma educação integral, ou seja, voltada para o
pleno desenvolvimento do aluno: como pessoa, cognitiva e afetivamente.
Um ser comprometido consigo e com o outro, através de um projeto de vida
que é pessoal, mas também social. Neste sentido, o uso das TD também
deve servir a este propósito, ou seja, contribuir para o desenvolvimento do
estudante e/ou possibilitar a sua reflexão sobre questões relevantes para
a humanidade, tais como promover a igualdade, o respeito, a empatia e
demais valores éticos e morais.
Na BNCC, quatro competências gerais referenciam as TD: a CG1, CG2,
CG4 e a CG5 trata especificamente sobre a utilização delas no contexto
1 Pensamento computacional está relacionado a capacidade de identificar um problema e buscar maneiras
para resolvê-lo mobilizando diferentes competências e habilidades, a partir da: a) decomposição – capacidade de
dividir um problema complexo em partes menores; b) abstração – consiste em extrair as informações principais; c)
reconhecimento de padrões – identificar os padrões que geram o problema; d) pensamento algorítmico – definir uma
sequencia de passos para solucionar o problema.
2 O conceito de competências empreendedoras se assemelha ao de competências pessoais e pode ser tido
como o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que a pessoa mobiliza para desempenhar uma tarefa,
agregando valor (tangível ou intangível) à sociedade.
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
escolar. A CG1 fala sobre valorizar e utilizar os conhecimentos construídos
sobre o mundo digital “para entender e explicar a realidade, continuar
aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa,
democrática e inclusiva”. A CG2 trata sobre o conhecimento científico e
na utilização das TD para auxiliar na resolução de problemas. Na CG4, são
mencionadas as diferentes formas de linguagens, inclusive a digital. Por
fim, a CG5 menciona a compreensão, utilização e criação de TD, como
meio para comunicação, “acessar e disseminar informações, produzir
conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na
vida pessoal e coletiva’’. Assim, a BNCC reforça nosso entendimento de que
as TD são ferramentas valiosas que podem potencializar a aprendizagem
dos estudantes, conforme ilustramos a seguir.
Iniciação
Novas Científica Comunicação/
Aprendizagens Interação
Tecnologias
Resolução
Informação/ de Problemas
Digitais
Pesquisa
Colaboração/
favorecem Criação/
Autoria
Cooperação
Iniciação Pensamento
Computacional
Científica
Protagonismo
arte
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
Para obtermos os melhores resultados mediante o uso das TD, precisamos
de um planejamento pedagógico que satisfaça as expectativas de ensino
e que esteja em conformidade com os documentos escolares e com a
legislação. Neste sentido, apresentamos a Arquitetura Pedagógica como
uma estratégia de planejamento.
Por meio de uma Arquitetura Pedagógica (AP), o professor poderá
organizar e sistematizar sua proposta, considerando o referencial curricular,
suas perspectivas epistemológicas e as interações professor, aluno e objeto
de conhecimento. Desta forma, a AP abrange os seguintes aspectos.
ARQUITETURA PEDAGÓGICA
Envolve aspectos intrínsecos do Corresponde aos procedimentos,
planejamento: objetivos, público-alvo, incluindo as formas de interação,
tempo, definição de habilidades e atividades, procedimentos de
competências. avaliação, em uma sequência didática.
Organizacionais Metodológicos
Corresponde à escolha do tipo de Corresponde aos recursos para a
material (digital, analógico, impresso), comunicação (síncrona e assíncrona),
considerando os fatores técnicos, podendo ser através de AVAs, de
gráficos e pedagógicos. dispositivos móveis, redes sociais, etc.
Instrucionais Tecnológicos arte
Assim, ao se pensar em uma AP, é importante considerar quais habilidades
pretendemos desenvolver, quais objetos de conhecimentos serão abordados
e como integrá-los com a realidade de nossos alunos, ou seja, qual o TCT
que será contemplado e por meio de quais ferramentas tecnológicas. Desta
forma, cada etapa de construção da AP requer um (re)pensar contínuo da
prática pedagógica, considerando o perfil discente, habilidades e objetos
de conhecimento a serem construídos, os recursos tecnológicos disponíveis,
a estrutura física e os tempos para o desenvolvimento do projeto. Cabe
lembrar que o planejamento sempre é flexível e que, ao construir um AP,
o professor precisa estar atento às especificidades de seus alunos, seus
conhecimentos prévios, cultura, interesses e motivações.
A seguir, apresentamos um exemplo de AP elaborada para o
componente curricular Cultura e Tecnologias Digitais:
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
ARQUITETURA PEDAGÓGICA
ASPECTOS ORGANIZACIONAIS
Escola: pública estadual RS
Professoras: Eduarda e Karina
Supervisão Pedagógica: Maria
Público: estudantes do 1º ano
Modalidade: presencial (com algumas atividades remotas)
Etapa: Ensino Médio
Componente: Cultura e Tecnologias Digitais
Tempo: 4h remoto e 6h presencial
Competências: CG 1; 2; 4 e 5, LGG 1, 3, 6 e 7 e CHS 1
Habilidade específica do componente: Reconhecer a tecnologia no âmbito de
comunicação e informação entendendo sua relação na construção e na evolução da
sociedade.
Habilidades específicas de LGG:
(EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e
ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias como forma de ampliar
suas possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade.
(EM13LGG703) Utilizar diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais em processos
de produção coletiva, colaborativa e projetos autorais em ambientes digitais.
(EM13LGG704) Apropriar-se criticamente de processos de pesquisa e busca de
informação, por meio de ferramentas e dos novos formatos de produção e distribuição do
conhecimento na cultura de rede.
Habilidades específicas de CHS:
(EM13CHS101) Analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas
linguagens, com vistas à compreensão e à crítica de ideias filosóficas e processos e eventos
históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
Tema Contemporâneo Transversal: Ciência e Tecnologia
Objeto do conhecimento: Meios de comunicação digital e letramento midiático
ASPECTOS TECNOLÓGICOS
Ferramentas hipermidiáticas: dispositivos móveis (smartphones, tablets, netbooks e
notebooks); datashow
Outros recursos de apoio tecnológico: Ferramentas do Google: Classroom, Drive, Doc
Edpuzzle; Clipchamp; Ferramentas do Office: word, Power Point, WhatsApp; Padlet
ASPECTOS INSTRUCIONAIS
Hipertexto (impresso e digitalizado): [Link]
N30q1MJkYizYFmq7zpp4Do/view?usp=sharing;
Apresentação multimídia: [Link] ;
Objeto de Aprendizagem: [Link] ;
Painel cooperativo: Padlet Vídeo
ASPECTOS METODOLÓGICOS
1ª etapa – atividade remota:
1. Leitura de texto disponibilizado no AVA (Google Classroom), de forma impressa e
por link via WhatsApp: “A influência da mídia no contexto social, econômico e político” de
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
autoria das profs. SEIXAS, KR; DIAS, ES; ANTUNES, MTRB (2022): [Link]
das-midias
2. Analisar do material sobre fake news, disponibilizado no AVA (Google Classroom):
[Link]
2ª etapa – atividade presencial: Diálogo dirigido sobre a temática abordada e as
percepções acerca do texto lido e sobre o material analisado.
3ª etapa - assistir ao filme: “Não olhe para cima”; Título Original: Don’t Look Up;
Duração: 145 minutos; Ano produção: 2021; Estreia: 09 de dezembro de 2021; Distribuidora:
Netflix; Direção: Adam McKay; Classificação: 16 anos; Gênero: Comédia, catástrofe; País
de Origem: EUA.
4ª etapa – discussão sobre o filme e atividades com OA: vídeo interativo “Reflexões a
partir do filme Não olhe para cima”
5ª etapa - atividade remota: produção textual sobre a temática abordada.
6ª etapa – apresentação dos textos elaborados pelos estudantes e construção de
um mural colaborativo sobre a importância da mídia para causas sociais e ambientais e a
necessidade de se combater fake news.
Avaliação: formativa e processual, mediante os instrumentos: observação docente;
participação em aula; realização das atividades; autoavaliação.
Essa AP é apenas uma ilustração e que, provavelmente, poderia ser
aperfeiçoada e/ou adaptada para outra situação, contemplando habilidades
e competências diferentes. Podemos perceber nesta arquitetura seu
potencial para promover o debate sobre a importância das mídias e esclarecer
os estudantes sobre os seus aspectos positivos e negativos. Ao mesmo
tempo, estão sendo utilizados recursos midiáticos variados, tais como filme,
reportagens on-line, apresentações, hipertexto, vídeo interativo, dentre
outros. Esta diversidade de ferramentas oportuniza ao aluno a interação
e a reflexão sobre o assunto abordado, bem como a respeito do próprio
recurso digital, podendo elencar aspectos positivos e negativos relativos ao
seu uso.
Analisando a proposta contida no exemplo acima, podemos perceber
temas atuais, tais como fake news, preconceito e exploração inconsequente
de recursos naturais, dentre outros. Quanto às ferramentas tecnológicas, o
hipertexto e o vídeo interativo são modelos de Objetos de Aprendizagem
(OA) desenvolvidos pelas docentes para esta AP. Estes recursos possibilitam
aos estudantes a interação guiando-os na exploração do conteúdo ao
mesmo tempo que fornecem outras fontes de pesquisa, com informações
complementares (como no caso do hipertexto). Durante a aplicação desta
AP, os alunos poderão construir as competências e habilidades cognitivas
elencadas no plano, mas também terão a oportunidade de desenvolver
as competências socioemocionais, tais como cooperação, colaboração,
cuidado com o meio, respeito e empatia.
Assim, ao realizar as atividades propostas, o aluno exerce sua autonomia,
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
autoria e protagonismo. A partir de sua participação no diálogo em
aula, poderá expressar sua compreensão de mundo, argumentando e
apresentando seu ponto de vista para os colegas, favorecendo a interação
entre os pares. As produções textuais, a construção do painel, as leituras e
pesquisas propiciam sua reflexão a respeito da temática abordada. A figura
abaixo representa a proposta contida na AP:
As atividades sugeridas visam desenvolver o protagonismo e autonomia
juvenil e a abordagem transversal permite transpor os conhecimentos
do componente Cultura e Tecnologias Digitais, contemplando objetos
“pertencentes” a outras áreas como LGG e CHS, explicitando o caráter
transdisciplinar deste planejamento.
Nesta AP estão inseridas algumas ferramentas digitais que podem
intensificar o processo de ensino e aprendizagem. A utilização destas
ferramentas têm uma intencionalidade pedagógica, por exemplo: os
estudantes assistiram o filme “Não olhe para cima”, entretanto, por ser um
longa, provavelmente algumas questões que as professoras pretendiam
ressaltar podem ter passado desapercebido por eles. Assim, uma estratégia
utilizada foi trabalhar partes do filme por meio de um vídeo interativo, no qual
os alunos teriam que reponder as pertuntas para prosseguir com o vídeo.
Outro OA utilizado foi um hipertexto em que está sendo explicado sobre o
impacto das mídias contendo links que conduzem a outros conteúdos que
explicam ou complementam o texto, ou parte dele.
Vamos apresentar, a seguir, algumas sugestões de ferramentas digitais
para contribuir com as práticas escolares, lembrando que a participação
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
ativa do estudante é fundamental. Desta forma, ao escolher uma ferramenta
ou um OA, ou ainda ao preparar um conteúdo digital, é importante que
o professor opte por objetos que permitam maior interação entre aluno/
conhecimento/tecnologia. Outro aspecto a considerar são os recursos
tecnológicos disponíveis na escola. Sabemos que nem todas as escolas
disponibilizam internet para uso em sala de aula. Esse pode ser um obstáculo
para o uso das TD, porém, há muitos programas que podem ser utilizados
offline.
Software para jogos
Muitos autores salientam as contribuições dos jogos para a construção
de aprendizagens, tanto para o desenvolvimento cognitivo quanto para
o socioemocional, uma vez que, conforme o jogo, pode contribuir com o
espírito colaborativo e cooperativo dos alunos. Considerando que a criação
e autoria devem ser estimuladas, sugerimos que o professor opte por
oportunizar aos estudantes a construção dos jogos, podendo este ser o
artefato para a conclusão de um projeto. A seguir, apresentamos
dois softwares para a criação de jogos:
Wordwall - este programa é de fácil utilização e bastante
intuitivo. Apresenta vários modelos de jogos que podem ser
editados. Esse jogo é um de muitos disponíveis na plataforma,
permitindo edição, porém há possibilidade de se criar novos
jogos, mas é importante que o professor avalie o material antes de
utilizá-lo em suas práticas. Esse jogo, por exemplo, aborda
equações de 2º grau (EF09MA09), entretanto, ao analisá-lo
mais profundamente, percebemos que todas as respostas
certas do jogo estão dispostas na primeira opção, sendo que,
para desafiar o estudante, elas deveriam estar dispostas em
posições variadas.
Scratch - é um software livre que apresenta uma linguagem de
programação que permite ao usuário criar suas próprias histórias, jogos e
animações interativas e compartilhar as criações.
Ferramentas para escrita multimodal
Incentivar a escrita e proporcionar várias formas de expressão é
essencial para o desenvolvimento do aluno. Esta prática deve ser acolhida
por docentes das diferentes áreas de ensino. Assim, através da criação
de histórias em quadrinhos, textos coletivos, ou outra estratégia que o
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
professor considerar oportuna, pode-se favorecer a construção de saberes
de maneira significativa. Deixaremos algumas sugestões.
Pixton - este é um aplicativo para criar histórias em quadrinhos de
maneira fácil e intuitiva. HQ produzidos pelos estudantes
para a aula de História. Essa atividade favoreceu o
desenvolvimento das CG 1, 2, 4 e 5 e as habilidades
específicas da área:
(EM13CHS106) - Utilizar as linguagens cartográfica,
gráfica e iconográfica e de diferentes gêneros textuais
e as tecnologias digitais de informação e comunicação
de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas
diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar
e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e
exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
(EM13CHS102) Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas,
geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais da
emergência de matrizes conceituais hegemônicas (etnocentrismo, evolução,
modernidade etc.), comparando-as a narrativas que contemplem outros
agentes e discursos.
(EM13CHS204) Comparar e avaliar os processos de ocupação do espaço
e a formação de territórios, territorialidades e fronteiras, identificando o
papel de diferentes agentes (como grupos sociais e culturais, impérios,
Estados Nacionais e organismos internacionais) e considerando os conflitos
populacionais (internos e externos), a diversidade étnico-cultural e as
características socioeconômicas, políticas e tecnológicas.
Google Docs - faz parte do pacote de aplicativos do Google e funciona
online ou offline, podendo ser compartilhado com outras pessoas, que
podem apenas ler o documento, fazer comentários e/ou editar.
Scribble Press - é um aplicativo que permite a “contação” de histórias
com imagens e fotos.
Ferramentas de design gráfico
Existem aplicativos que podem ser utilizados para criar apresentações, infográficos,
cartazes e outros materiais. Dentre eles, destacamos:
Canva - [Link] - disponibiliza diversos templates na versão gratuita,
possibilitando a elaboração de diversos materiais midiáticos, inclusive vídeos que podem
ser utilizados nas redes sociais. A versão Pró possui uma IA para criação de imagens. Veja
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
o planejamento docente e a atividade proposta para o componente de Lingua Estrangeira
Moderna com a utilização do Canva:
ASPECTOS ORGANIZACIONAIS
Objeto do conhecimento: Simple Past
Tema: Cancelamento dos shows no Brasil em razão das altas temperaturas.
Atividade: Criar uma HQ em português com tradução para o inglês.
Etapa: Ensino Médio
Professor: Wellington
Supervisão pedagógica: Maria
Carga horária: 4h/au
Competências específicas de LGG e habilidades correspondentes:
01. Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas (artísticas,
corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produção de discursos
nos diferentes campos de atuação social e nas diversas mídias, para ampliar as formas de
participação social, o entendimento e as possibilidades de explicação e interpretação crítica
da realidade e para continuar aprendendo.
(EM13LGG105) Analisar e experimentar diversos processos de remidiação de produções
multissemióticas, multimídia e transmídia, como forma de fomentar diferentes modos de
participação e intervenção social.
03. Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com
autonomia e colaboração, protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica,
criativa, ética e solidária, defendendo pontos de vista que respeitem o outro e promovam os
Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável, em âmbito local,
regional e global.
(EM13LGG301) Participar de processos de produção individual e colaborativa em
diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais), levando em conta seus funcionamentos,
para produzir sentidos em diferentes contextos.
(EM13LGG302) Compreender e posicionar-se criticamente diante de diversas visões de
mundo presentes nos discursos em diferentes linguagens, levando em conta seus contextos
de produção e de circulação.
04. Compreender as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, social, variável,
heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-as e vivenciando-as como
formas de expressões identitárias, pessoais e coletivas, bem como respeitando as variedades
linguísticas e agindo no enfrentamento de preconceitos de qualquer natureza.
(EM13LGG403) Fazer uso do inglês como língua do mundo global, levando em
conta a multiplicidade e variedade de usos, usuários e funções dessa língua no mundo
contemporâneo
07. Mobilizar práticas de linguagem no universo digital, considerando as dimensões
técnicas, críticas, criativas, éticas e estéticas, para expandir as formas de produzir sentidos,
de engajar-se em práticas autorais e coletivas, e de aprender a aprender nos campos da
ciência, cultura, trabalho, informação e vida pessoal e coletiva.
(EM13LGG701) Explorar tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC),
compreendendo seus princípios e funcionalidades, e mobilizá-las de modo ético, responsável
e adequado a práticas de linguagem em diferentes contextos.
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
ASPECTOS TECNOLÓGICOS
Canva
Datashow
Chromebooks
ASPECTOS INSTRUCIONAIS
Livro didático: simple past
Reportagens, nas diferentes mídias, sobre a realização e cancelamento de shows.
ASPECTOS METODOLÓGICOS
1ª aula: diálogo dirigido envolvendo mudanças climáticas, realização de shows e
impacto econômico para as cidades, causas dos cancelamentos, condições na plateia,
responsabilidades dos organizadores e do Estado. Apresentação da proposta de atividade:
cada grupo deve criar uma HQ no Canva utilizando o tema discutido em aula e verbos no
simple past. A HQ deve ser criada com nos dois idiomas: inglês e português.
2ª aula: apresentação do storyboard da HQ para apreciação e correções do professor,
caso necessárias.
3ª aula: atividade remota: elaborar a HQ com a ferramenta digital.
4ª aula: conclusão da atividade com a apresentação das produções.
Avaliação: processual, considerando a participação e colaboração
entre os membros dos grupos e as orientações do professor.
O cancelamento de shows serviu de âncora para essa proposta, que,
além de abordar a onda de calor que assolou o Brasil, especialmente
nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, propiciou o debate
sobre as questões climáticas e sobre como a economia das cidades
se beneficia com apresentações artísticas. Os alunos debateram as
causas e consequências do cancelamento dos shows, bem como as
condições dos estádios que, inclusive, resultaram em perdas de vidas humanas.
Você pode acessar duas produções estudantis, sendo que uma delas foi
criada com IA.
A integração da Inteligência Artificial (IA) na realização de trabalhos
escolares representa uma oportunidade significativa para aprimorar a
qualidade da educação. Ao incorporar essas tecnologias no ambiente
educacional, os professores podem focar em orientações mais personalizadas,
estimulando o pensamento crítico e a criatividade dos estudantes. No
entanto, é essencial promover uma abordagem equilibrada, garantindo
que a IA seja uma ferramenta complementar ao processo educacional,
incentivando o desenvolvimento das habilidades cognitivas e analíticas dos
alunos. Para a atividade mencionada anteriormente, o grupo que utilizou
a IA teve que especificar minunciosamente o cenário a ser criado e isso
desenvolve o pensamento computacional e a criatividade dos estudantes.
Criador de Imagens BING - [Link]
- ferramenta digital da Microsoft que cria imagens com IA.
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
GRADUAÇÃO uma Educação Empreendedora
[Link] - [Link] - possibilita criar conteúdo interativo,
tais como: imagens, infográficos, apresentações, microsites, catálogos,
mapas, entre outros.
Piktochart - [Link] - ferramenta que permite criar
infográfico, apresentação ou poster. É possível editar um modelo sem
formatação ou utilizar um template. Um dos inconvenientes deste software
é não ter uma versão em português.
Aplicativos para realidade aumentada
Quiver - [Link] - é um software gratuito que possibilita o
uso de realidade aumentada a partir de imagens. O site é em inglês, mas
bastante intuitivo.
Google 3D - é um recurso que possibilita visualizar um animal em
realidade aumentada. Para tanto, basta fazer uma busca no Google e ver se
a imagem do animal está disponível para esse recurso e projetar a imagem
no ambiente, seguindo as orientações do aplicativo.
Aplicativos de interação imediata
Mentimeter - [Link] - essa é uma plataforma
que permite criar, apresentar e analisar resultados a partir da interação das
pessoas, em tempo real.
Kahoot - [Link] - é uma plataforma baseada em jogos que
permite criar quizzes, questionários e pesquisas.
Poll Everywhere - [Link] - essa ferramenta
permite que os alunos façam anotações no material disponibilizado,
permitindo a interação.
Outras ferramentas para criação, interação,
organização e colaboração:
Padlet - [Link] - é uma plataforma que permite criar mural
virtual dinâmico e interativo, possibilitando a inserção de qualquer tipo de
material, tais como textos, links, imagens, vídeos. O professor pode criar um
painel sobre alguma temática de aula e propor aos estudantes contribuírem
adicionando conteúdos. Também pode solicitar que os alunos criem o mural
interativo como atividade complementar ou mesmo avaliativa.
Trello - [Link] - é um aplicativo gerenciador de tarefas.
Com ele é possível organizar e acompanhar os times no desenvolvimento de
um projeto. Uma das dificuldades enfrentadas pelos professores ao propor
trabalho em grupo é acompanhar o desenvolvimento da tarefa. Igualmente,
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
muitos estudantes não gostam de realizar atividades cooperativas porque
sempre há aqueles que não participam com a mesma dedicação. Assim,
com esta ferramenta é possível ao grupo a divisão de tarefas e ao professor
é possível monitorar e orientar os participantes do time. Na imagem a seguir
é possível visualizar uma tela com gestão de projetos para que você tenha
uma noção de como é o design desta plataforma:
Cmaptools - [Link] - é uma ferramenta que
possibilita a criação de mapas conceituais.
Miro - [Link] - é uma plataforma colaborativa com uma lousa
virtual on line, na versão gratuita (com limitações) e paga.
Jamboard - [Link] - é uma lousa digital interativa
que pode ser utilizada até por 16 pessoas ao mesmo tempo, permitindo
a inserção de imagens, desenhos, textos, sendo uma plataforma bastante
intuitiva.
Edpuzzle - [Link] - ferramenta para produção de vídeos
interativos. Com ela, o professor pode anexar comentários, links com textos,
artigos, vídeos ou qualquer material complementar para o desenvolvimento
do conteúdo. Além disso, podem ser inseridas perguntas dissertativas
ou de múltipla escolha, sendo possível fazer comentários nas respostas,
proporcionando um feedback ao aluno.
Existem muitos outros aplicativos que podem ser utilizados na educação,
contribuindo e intensificando a aprendizagem dos estudantes. A escolha
da ferramenta tecnológica deve basear-se na intenção docente, explícita no
planejamento das ações pedagógicas e voltada para o desenvolvimento
de competências e habilidades, propiciando o protagonismo e autonomia
estudantil.
Ferramentas para edição de áudio e vídeo
Audacity - [Link] - é um software para edição
digital
de áudio. Esse programa está disponível para os sistemas Windows,
Mac e Linux.
Os aplicativos Anchor, Spreaker Podcast Studio, PodBean e DolbyOn são
algumas opções gratuitas para criar podcast no smartphone, nos sistemas
IOS ou Android.
Inshot - [Link] - é um editor de foto e vídeo disponível para
Android e IOS. Ele possui a versão gratuita e a paga. Esse aplicativo pode
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PÓS- para
Proficiência em Tecnologias Digitais
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ser útil para o professor disponibilizar conteúdos de maneira personalizada e
de acordo com as necessidades de seus alunos. Também é uma ferramenta
para a criação discente, favorecendo a autoria e protagonismo estudantil.
Adobe Spark - [Link] - é uma ferramenta de edição
de vídeos lançada pela Adobe e disponível para Android e IOS, podendo
ser acessada na web ou em um dispositivo móvel.
Clipchamp - [Link] - é um editor de vídeo
gratuito, integrando o pacote de ferramentas da Microsoft, podendo ser
acessado na web ou na versão para instalação. É semelhante a outros
softwares de edição, sendo de fácil utilização. Possui filtros e transições,
além de uma biblioteca com modelos que podem ser editados, entretanto
alguns recursos estão restritos à versão paga.
Programas para criar aplicativos
Appy Pie - [Link] - é um software para desenvolver
aplicativos de fácil utilização, entretanto sua versão para teste fica
disponível por apenas 30 dias. O uso de aplicativos na educação favorece a
aprendizagem móvel e possibilita aos estudantes intensificarem o processo
de aprendizagem sem limitações de tempo e espaços físicos.
Estas são apenas algumas sugestões de ferramentas digitais que podem
contribuir com a sua prática pedagógica. Há muitas outras possibilidades e
recursos disponíveis que podem ser adaptados para uso educacional.
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BNCC, empreendedorismo e transversalidade na educação
Referências
PACHECO, José. Inovar é assumir um compromisso ético com a educação. Petrópolis,
Rio de Janeiro (Brasil): Editora Vozes, 2019.
ZAMPIER, Márcia Aparecida; TAKAHASHI, Adriana Roseli Wünsch. Competências
empreendedoras e processo de aprendizagem empreendedora: modelo conceitual de
pesquisa. Cadernos [Link], v. 9, Edição Especial, artigo 6, Rio de Janeiro, Jul. 2011
p.564–585
[Link]
[Link]
[Link]
aprofundamentos/201-praticas-empreendedoras-na-escola?highlight=WyJlbXByZWVuZGVk
b3Jpc21vIl0=
[Link]
ensino-fundamental-anos-finais?tmpl=articlelist&start=20&tmpl=articlelist
CAMARGO, Fausto; THUINIE, Daros. A sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas
para fomentar o aprendizado. Porto Alegre: Penso, 2018.
SONEGO, Anna Helena. Arqped-Mobile: uma arquitetura pedagógica com foco na
aprendizagem móvel. [Link]
BERTAGNOLLI, Silvia Castro; MACHADO, Rodrigo Prestes. Org. Pesquisas em
informática na educação: teorias, práticas e perspectivas. Porto Alegre, RS : IFRS, 2020.
[Link]
Caderno de práticas:
[Link]
aprofundamentos/193-tecnologias-digitais-da-informacao-e-comunicacao-no-contexto-
escolar-possibilidades
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