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Fluxos e Operações na Produção Vegetal

O documento aborda os fluxos e operações na produção vegetal, enfatizando a importância do planejamento estratégico e gerenciamento eficiente nas propriedades agrícolas. Destaca a integração de diferentes fluxos logísticos, como informações, financeiros e materiais, e a necessidade de um gerenciamento de operações que considere a melhoria contínua e a prevenção de falhas. O ciclo PDCA é apresentado como uma ferramenta para controle de processos na agricultura, exemplificado na cultura da soja.
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Fluxos e Operações na Produção Vegetal

O documento aborda os fluxos e operações na produção vegetal, enfatizando a importância do planejamento estratégico e gerenciamento eficiente nas propriedades agrícolas. Destaca a integração de diferentes fluxos logísticos, como informações, financeiros e materiais, e a necessidade de um gerenciamento de operações que considere a melhoria contínua e a prevenção de falhas. O ciclo PDCA é apresentado como uma ferramenta para controle de processos na agricultura, exemplificado na cultura da soja.
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CADEIAS

PRODUTIVAS DO
AGRONEGÓCIO I –
PROPRIEDADE
AGRÍCOLA E
PRODUÇÃO

Alan Malinsk
Fluxos e operações em
propriedades agrícolas
na produção vegetal
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:

„„ Definir os fluxos e as operações envolvidas na produção vegetal.


„„ Relacionar as operações dos sistemas de produção vegetal.
„„ Comparar a complexidade dos fluxos e operações de diferentes sis-
temas de produção vegetal.

Introdução
O processo de produção agrícola é uma sucessão de decisões sobre o
modo de funcionamento dos diferentes constituintes e ações do cultivo
vegetal. São as decisões sobre o fluxo e as operações que têm proprie-
dades eminentemente dinâmicas. Para que a sequência de decisões
tenha lógica e, portanto, consiga assegurar o bom funcionamento da
propriedade rural, é imprescindível que os fluxos e as operações sejam
planejadas e gerenciadas.
O ciclo de produção em uma unidade agrícola se inicia no planeja-
mento estratégico abalizado pelo panorama nacional e internacional de
commodities agrícolas, atuais e futuras. As ações estratégicas condicionam
a elaboração do plano agrícola anual, no qual são definidos os insumos
disponíveis e os necessários para a safra, dentro das especificidades de
cada cultura. Após a aquisição e a entrega dos insumos nas fazendas,
começa a execução das operações agrícolas, de acordo com o sistema
de cultivo. Os fluxos e as operações dessas atividades ocorrem durante
todo o ano, principalmente nas fazendas em que as condições climáticas
permitem o cultivo em sistemas de sucessão de cultivo ou policultivos,
por exemplo, com diferentes graus de complexidade.
2 Fluxos e operações em propriedades agrícolas na produção vegetal

A propriedade planejada com base em


fluxos e operações
A preocupação atual das propriedades rurais é alinhada com sua visão estra-
tégica: trabalhar dentro da “janela de plantio” preferencial, bem como obter
produtos a um custo competitivo, sem desperdício e com reduzidas externali-
dades. A forma como esse processo é conduzido desde o início pode prevenir
muitos problemas futuros, como replantio, desperdícios de insumos e tempo,
custo elevado e baixa efetividade das práticas fitossanitárias.
Por nem sempre haver o envolvimento de todas as partes afetadas desde o
início do ciclo produtivo, muitas ações imprevistas são necessárias durante o
cultivo da lavoura para torná-lo viável em termos de produtividade e custos.
Assim, planejar a propriedade rural com base nos fluxos e operações antecipa
e facilita o processo de tomada de decisão de forma eficiente e eficaz.

Você sabe a diferença entre os adjetivos a seguir?


Eficiente: refere-se a como fazer o que tem de ser feito — no momento certo.
Eficaz: refere-se a fazer o que deve ser feito — da melhor maneira.
Efetivo: é orientar as ações e recursos em busca do melhor resultado (eficácia), de-
senvolvendo as atividades no melhor padrão de qualidade versus tempo (eficiência).

Os diferentes fluxos logísticos


Como você sabe, fluxo é o ato ou efeito de fluir, de se movimentar de modo
contínuo. Ele é o curso constante de fluidos em um conduto, é o tráfego contínuo
de máquinas agrícolas ou de pessoas numa propriedade rural, é a circulação
de materiais, etc. No sentido figurado, fluxo é a sucessão de acontecimentos,
é uma grande quantidade de fatos, de ideias ou de ações.

„„ Fluxo logístico é a integração dos diversos fluxos dentro de uma em-


presa. E não é só de transporte de produtos que é feita a logística;
existem outros fluxos a serem considerados: o fluxo de informações,
o fluxo financeiro e o fluxo de materiais, por exemplo, que compõem
o todo organizacional de uma empresa.
Fluxos e operações em propriedades agrícolas na produção vegetal 3

„„ Fluxo de informação é o que transmite ao produtor todas as informações


advindas de instituições de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), redes
de relacionamento, cadeias de insumos, mercados e consumidores. Ele
diz respeito ao que deve ser produzido, a quais são as novas opções e
ao que deve ser ajustado, tudo em direção ao consumidor final.
„„ Fluxo financeiro é cada parcela de capital que flui do consumidor final
em direção aos produtores. Cada etapa do processo logístico fica com
uma parte dessa parcela, até chegar ao fornecedor da matéria-prima,
reiniciando assim todo o fluxo logístico.

Na propriedade rural, o fluxo financeiro deve ser controlado por meio do fluxo de caixa,
que administra todas as entradas e saídas de recursos na organização.

„„ Fluxo de materiais é o processo que engloba desde a aquisição da maté-


ria-prima até a transformação dentro da unidade produtiva, utilizando-se
do transporte entre as etapas da cadeia produtiva e de toda atividade
de recebimento, expedição e armazenamento que ocorre até a entrega
do produto ao cliente.

Recentemente, tornou-se usual a logística reversa. Ela é um instrumento de desenvol-


vimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos
e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor
empresarial. A ideia é que as empresas reaproveitem esses resíduos em seu ciclo ou em
outros ciclos produtivos, ou que deem a eles outra destinação final ambientalmente
adequada. No setor agrícola, estão implantadas ações envolvendo as embalagens de
agrotóxicos e as embalagens plásticas de óleos lubrificantes, por exemplo.
4 Fluxos e operações em propriedades agrícolas na produção vegetal

„„ Fluxo de materiais, o Supply chain management (SCM), ou gerencia-


mento da cadeia de suprimentos, é uma ferramenta que usa a tecnologia
da informação (TI) e possibilita à empresa gerenciar a cadeia de supri-
mentos com maior eficácia e eficiência. Nesses tempos modernos em
que a exigência de consumo atingiu o limite extremo, o SCM permite às
empresas alcançarem melhores padrões de competitividade. A Figura 1
exemplifica um SCM aplicado à indústria moveleira, que faz parte da
cadeia do agronegócio da madeira.

Fluxo de informações

Fornecedor Indústria Distribuição Varejo Consumidor

Fluxo de financeiro e de produto

Figura 1. Fluxo de informações versus fluxo financeiro e de produto na cadeia do agrone-


gócio de madeira.
Fonte: Portogente (2018, documento on-line).

O SCM é uma abordagem sistêmica, extremamente interativa e complexa,


exigindo a consideração simultânea de vários trade-offs (representa uma troca
compensatória entre alguns parâmetros como custos, tempo, etc). Afinal, esse
gerenciamento expande as fronteiras organizacionais e deve, assim, considerar
os negócios internos e externos às organizações, como no caso de estoques,
por exemplo.

As operações agrícolas
As operações consistem num conjunto de atos ou medidas em que se combinam
os meios para a obtenção de determinados resultados ou objetivos. Portanto,
o controle dessas operações é fundamental.
Fluxos e operações em propriedades agrícolas na produção vegetal 5

Os sistemas de gerenciamento de operações, aliados à liderança, às pes-


soas, à tecnologia e ao conhecimento, possibilitam que as propriedades rurais
avaliem e ajustem seus processos internos e seus custos. Dessa forma, elas
aumentam o valor agregado dos produtos ou serviços prestados e atingem
níveis diferenciados de competitividade. No processo de gerenciamento, não
é usual se fazer a distinção entre o gerenciamento por operações e o geren-
ciamento por rotinas.
Observa-se o gerenciamento de atividades de rotina com ferramentas
características de gerenciamento de operações; e, também, o gerenciamento de
atividades de operações com ferramentas desenvolvidas para o gerenciamento
de atividades de rotina.

„„ O gerenciamento de operações é um conjunto de técnicas para gerenciar o


uso dos recursos para o cultivo, seguindo critérios específicos de desempenho
relacionados a qualidade, rapidez (tempo), confiabilidade, flexibilidade e custo.
„„ O gerenciamento da rotina é um método de gestão para o cumprimento de
metas (ou a manutenção de resultados já obtidos) por meio da promoção de
melhorias contínuas dos processos numa propriedade rural. Isso é feito a partir da
prática sistemática de métodos de identificação, investigação, análise e solução
de problemas por meio de ações planejadas para o bloqueio de suas causas, bem
como por meio da padronização de pontos críticos, da verificação da efetividade
das ações e do treinamento intenso de pessoal. Tudo visando à transformação dos
insumos em produtos e serviços disponibilizados pelo cultivo agrícola.

As operações ligadas aos cultivos de vegetais consistem em: planejamento


agrícola da propriedade, compra dos insumos, preparo do solo, plantio e ma-
nejo da cultura, colheita, controle de qualidade, comercialização e embarque.

Gestão de operações em propriedades rurais


As operações podem ser consideradas em três esferas de atuação em relação
aos sistemas de produção agrícola. São elas: estratégica, operacional (cor-
respondente à melhoria) e de planejamento e controle, como você pode ver
na Figura 2.
6 Fluxos e operações em propriedades agrícolas na produção vegetal

Figura 2. Modelo de administração da produção e das operações.


Fonte: Slack, Jones e Johnston (2013).

O foco da esfera estratégica do gerenciamento de operações é a segurança


de manutenção das atividades da organização no ambiente competitivo a longo
prazo. A estratégia operacional é materializada por meio do desenvolvimento
de projetos do sistema produtivo. Esses projetos incorporam decisões sobre
capacidade de produção a longo prazo, localização das instalações, integração
vertical da produção, tecnologia de produção, tipo de processo, arranjo físico,
organização do trabalho e procedimentos operacionais.
Segundo Slack, Chambers e Johnston (2002), ao definir a estratégia ope-
racional, os gerentes de produção devem considerar os seguintes aspectos:

„„ produtos (bens e serviços) a serem disponibilizados e seu grau de


personalização/padronização;
„„ quantidade dos produtos (bens e serviços) a ser disponibilizada;
„„ diferenciais competitivos da organização;
Fluxos e operações em propriedades agrícolas na produção vegetal 7

„„ recursos financeiros disponíveis;


„„ recursos de produção atualmente disponíveis;
„„ recursos de produção necessários (incluindo recursos humanos);
„„ tecnologia instalada e disponível;
„„ responsabilidade social;
„„ cultura organizacional;
„„ expectativa da organização em relação à produção.

As decisões táticas referem-se essencialmente ao planejamento e à alocação


de recursos para operacionalizar a produção propriamente dita. Para que os
recursos produtivos sejam disponibilizados, é necessário o aporte de fluxos
financeiros. Sem o adequado aporte de recursos financeiros, os planos, os
projetos, as ações de melhoria e a própria produção não poderiam ocorrer.
É necessário, então, avaliar a importância de cada opção do planejamento
de acordo com alguns critérios:

„„ Viabilidade: a propriedade pode implementar a opção? Esse critério


indica o grau de dificuldade em adotá-la e deve avaliar o investimento
necessário em tempo, esforço e dinheiro.
„„ Aceitabilidade: a organização deseja implementar a opção? Esse critério
avalia o benefício ou retorno que a opção propicia ao projeto para que
este atinja seus objetivos.
„„ Vulnerabilidade: a organização está disposta a correr o risco? Esse
critério representa o grau em que as coisas poderiam sair errado, ou o
risco, se essa opção fosse escolhida.

O estabelecimento do aporte financeiro independentemente do planejamento


e do controle é realizado para reforçar a importância da análise financeira de
investimentos, custos e despesas, concomitante às análises de aceitabilidade
e vulnerabilidade.
O planejamento e o controle do gerenciamento de operações englobam as
decisões e ações que asseguram que os recursos produtivos estejam disponí-
veis na quantidade adequada, no momento adequado e no nível de qualidade
adequado para o atendimento da demanda necessária para o cultivo. Uma vez
decididas a capacidade e as características do processo produtivo, o plane-
jamento e o controle serão responsáveis por adequar a produção à demanda,
atendendo às expectativas dos ciclos das culturas.
8 Fluxos e operações em propriedades agrícolas na produção vegetal

O planejamento e o controle de produção têm por encargo otimizar o uso


dos recursos de produção, lidando com limitações de custos, de capacidade
(definidas pelo processo produtivo), de tempo (pela programação da produção
em função do tempo e clima) e de qualidade.
A esfera operacional aborda as decisões e ações que tendem à melhoria do
sistema produtivo. A operação, nesse momento, é analisada por dois ângulos
diferentes, que se integram aos esforços de eficiência e eficácia conquistados
em cultivos anteriores. Esses ângulos tratam de:

„„ melhoria contínua e inovação;


„„ prevenção e recuperação de falhas.

„„ Melhoria contínua e inovação: pressupõem que qualquer sistema produtivo


pode ser melhorado. Para ocorrer melhoria, é necessário implementar, ao longo do
sistema produtivo, os controles que mensuram qualidade, confiabilidade, flexibili-
dade, custo e velocidade. Isso é necessário para a avaliação do desempenho, para
identificar oportunidades de melhoria e para proceder às mudanças necessárias.
„„ Prevenção e recuperação de falhas: problemas de falhas e erros são uma parte
inevitável e intrínseca da vida da produção agrícola. Os responsáveis pela produção
precisam estar preocupados com as causas e os efeitos de falhas, assim como serem
ativos nas tentativas de minimizar erros.

O gerenciamento da rotina deve estar alinhado com um sistema de gestão


que vise tanto ao gerenciamento do dia a dia quanto ao planejamento de longo
prazo. É importante que você saiba ainda que o gerenciamento da rotina
possui uma visão intradepartamental. Ou seja, busca melhorias nas atividades
desenvolvidas dentro de uma área/departamento. Para atingir seus objetivos,
esse gerenciamento foca em algumas práticas:

„„ definição da autoridade e responsabilidade de cada um na organização;


„„ padronização dos processos;
„„ acompanhamento e controle do desempenho dos processos;
„„ ação corretiva na ocorrência de desvios de desempenho quando os
processos são comparados com as metas;
„„ participação dos funcionários;
Fluxos e operações em propriedades agrícolas na produção vegetal 9

„„ bom ambiente de trabalho;


„„ melhoria contínua.

Os fluxos e as operações de diferentes


sistemas de produção vegetal
A complexidade da agricultura está relacionada com a necessidade de integrar
variados saberes a fim de criar uma organização do trabalho dinâmica. As

O ciclo PDCA — Plan (planejar), Do (fazer), Check (checar) e Act (atuar) — é uma
ferramenta de qualidade utilizada no controle de processos. Ele tem como foco a
solução de problemas. Veja, no Quadro 1, o exemplo aplicado à cultura da soja.

Quadro 1. Ciclo PDCA aplicado à cultura de soja.

PLAN „„ área a ser plantada


„„ máquinas que serão utilizadas
„„ número de funcionários para o plantio
„„ datas para o plantio e a colheita
„„ variedade a ser cultivada

DO „„ treinamento de funcionários
„„ plantio
„„ adubação
„„ pulverização
„„ controle de frota

CHECK „„ erros operacionais


„„ falhas mecânicas
„„ ações ambientais como chuva e incêndio
„„ ações antrópicas
„„ compactação do solo

ACT „„ melhoria nos treinamentos


„„ regulagem de equipamentos
„„ controle de nematoides (se houver)
„„ melhoria no sistema de logística
„„ correção do solo
10 Fluxos e operações em propriedades agrícolas na produção vegetal

transformações da agricultura que produziram significativas mudanças estru-


turais tiveram como corolário o aumento da complexidade setorial, tanto que
muitas vertentes de análise partem da ideia de complexo para compreender
a dinâmica setorial.
As exigências do mercado globalizado implicam grandes desafios aos
produtores rurais. Se anteriormente eles tinham preocupações restritas aos
sistemas produtivos e aos mercados domésticos, agora são instigados a buscar
novas oportunidades em mercados externos.
Os gestores do agronegócio são obrigados ao contínuo aprimoramento de
práticas que objetivam:

„„ analisar e otimizar os fluxos operacionais;


„„ eliminar as atividades que não agregam valor;
„„ reduzir custos;
„„ melhorar o fluxo de informação entre os componentes da cadeia
produtiva;
„„ ofertar produtos de qualidade.

O aspecto multifuncional da agricultura contemporânea diz respeito à


segurança alimentar e ao desenvolvimento sustentável. A agricultura enfrenta
dificuldades de naturezas variadas: exigências físicas (relacionadas ao trabalho
e aos recursos tecnológicos), além de problemas organizacionais, materiais,
financeiros e humanos.
A substituição do plantio convencional pelo Sistema de Plantio Direto (SPD)
está diretamente relacionada com os objetivos dos aprimoramentos das práticas
de cultivo. Inicialmente, essa substituição objetivou a contenção dos processos
erosivos do solo. Atualmente, o Plantio Direto na Palha (PDP) é visto como
um sistema de exploração agropecuário com práticas agrícolas ordenadas e
inter-relacionadas. Como consequência, otimiza o fluxo de operações redu-
zindo o preparo do solo, diminui a poluição dos rios por agrotóxicos, melhora
a recarga do lençol freático, reduz o escoamento superficial da água, aumenta
a produtividade e reduz os custos com óleo diesel, corretivos e fertilizantes.
O aumento da produtividade da agricultura nacional é evidente e tem
muito a ver com a utilização de mais e melhores tecnologias no SPD. Por
seus efeitos benéficos sobre os atributos físicos, químicos e biológicos do
solo, o SPD é uma ferramenta essencial para o alcance da sustentabilidade
dos sistemas de produção agropecuários. Mas a adoção do SPD não é tarefa
fácil. É complexa, exigindo capacitação da mão de obra utilizada no manejo
Fluxos e operações em propriedades agrícolas na produção vegetal 11

das sofisticadas máquinas e equipamentos. Realizá-la com qualidade exige


conhecimentos e critérios.
A ampliação da expressão “plantio direto” para “sistema de plantio direto”
adveio da percepção de que a viabilização do sistema de produção agrícola
não estava relacionada única e exclusivamente à exclusão do preparo de solo.
Ela estava, sim, associada à rotação e à consorciação de culturas, bem como
à cobertura permanente do solo com plantas que gerem ganhos econômicos
e com resíduos vegetais (palhada).
Sob essa abordagem, o SPD é um complexo de tecnologias, processos,
produtos e serviços que submete o sistema agrícola produtivo a um menor grau
de perturbação. Além disso, proporciona efetividade dos fluxos e operações
nos cultivos agrícolas quando comparado a outras formas de manejo que
empregam mobilização de solo.
O SPD, em comparação com outros tipos de manejo, potencializa a obtenção
do equilíbrio dinâmico do agroecossistema, dá a ele maior capacidade de au-
torreorganização e ordena os fluxos de entrada e saída de energia e de matéria,
preservando o potencial biológico. Se você refletir sobre essa forma de agir e
pensar, vai perceber que a adoção do SPD expressa o potencial genético das
espécies cultivadas pelo uso adequado do solo, da água e da biodiversidade,
protegendo e melhorando os recursos naturais. Dessa forma, mecanismos de
transformação, de reorganização e de manutenção da agricultura podem atuar.

PORTOGENTE. GQT - Gestão da qualidade total. 2018. Disponível em: <[Link]


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SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da produção. 2. ed. São Paulo:
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SLACK, N.; JONES, A. B.; JOHNSTON, R. Operations management. 7. ed. London: Pear-
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Leituras recomendadas
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de custos. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. 27., Foz do
Iguaçu, 2007. Artigos… Rio de Janeiro: ABEPRO, 2007. Disponível em: <[Link]
[Link]/biblioteca/ENEGEP2007_TR610459_9208.pdf>. Acesso em: 26 mar. 2018.
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COELHO, L. C. Entendendo os diferentes fluxos logísticos. 2010. Disponível em: <https://


[Link]/entendendo-os-diferentes-fluxos-logisticos/>.
Acesso em: 26 mar. 2018.
DENARDIN, J. E. Boas práticas agrícolas: sistema plantio direto – SPD. Brasília, DF: Embrapa
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FREITAS, O. Análise de fluxos de materiais: economia e ambiente. 2014. Disponível
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MOREIRA, D. A. Administração da produção e operações. 2. ed. São Paulo: Cengage
Learning, 2008.
SILVA, L. C. Agronegócio: logística e organização de cadeias produtivas. In: SEMANA
ACADÊMICA DE ENGENHARIA AGRÍCOLA. 2., Seropédica, 2007. artigos... Seropédica:
UFRRJ, 2007. Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 26 mar. 2018.
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
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