CIRURGIA
Dr. Mateus Mendes
Síndrome de Ogilvie Subcoordenador de Cirurgia
A prova do PSU-GO traz algumas poucas
questões com imagens radiológicas para
Quando pensamos na prova de R+ Cirurgia da AMP, estamos
interpretação. Aqui achamos relevante a
diante de uma boa prova, onde predomina a Cirurgia Geral e
síndrome de Ogilvie, caracterizada por:
Cirurgia do Aparelho Digestivo.
Dilatação do cólon (especialmente o cólon
direito). Em Cirurgia Geral temos uma prova muito completa, que cobra
Sem ponto de obstrução visível. os principais temas, com um alto nível de dificuldade.
Em relação ao estilo das questões, fica difícil prever, porque é
uma verdadeira "salada". Tem verdadeiro ou falso, tem
assertivas, tem questão direta e conceitual, tem caso clínico. Ou
seja, tem estilo de questões para todos os gostos.
Trauma abdominal contuso
Ressuscitação hemostática
Diverticulite aguda
Abdome agudo obstrutivo
Fonte: [Link]. Complicações pós-operatórias
Pancreatite Aguda Trauma Cervical
Diagnóstico = 2 dos seguintes:
Os exames de imagem são desnecessários para o
diagnóstico, ficando reservados para casos de dúvida
diagnóstica ou pancreatite aguda grave (após 48-
72h). Na presença de trauma cervical, procure pelos hard
signs!
Uma vez diagnosticada a pancreatite, é fundamental Hemorragia incontrolável
classificar-la de acordo com os critérios de Atlanta: Hematoma em expansão / pulsátil
Hemoptise ou hematêmese maciça
Choque
Insuficiência respiratória
Déficit neurológico compatível com isquemia
cerebral
Ferida "soprante"
Coledocolitíase Protocolo de Transfusão Maciça
A coledocolitíase consiste na presença de cálculo no Indicação:
colédoco. 1. Mecanismo de trauma perigoso +
2. Fonte de sangramento +
A principal causa é a coledocolitíase secundária, 3. Choque hipovolêmico grave +
geralmente de cálculos que migraram da vesícula biliar 4. ABC SCORE e Shock Index
(colelitíase associada).
ABC Score:
O principal objetivo do tratamento é o diagnóstico x 1. PAS < 90 Shock index:
remoção destes cálculos, seguido da colecistectomia 2. FC > 120 FC / PAS
videolaparoscópica para tratamento da causa 3. FAST + Valores > 1,0 já denotam
(colelitíase). 4. Ferimento penetrante pior prognóstico
toracoabdominal
Vamos entender como investigar e manejar:
Cálculo em exame de Oque fazer junto:
Alto risco: - 1:1:1 (Sangue / Plasma / Plaquetas)
imagem.
CPRE! - Repor Cálcio a cada duas bolsas
Colangite.
- Evitar coloides
- Controle de temperatura = (35,7-37)
Dilatação de VB. Risco moderado:
- Controle de acidose = (7,35-7,45)
Idade > 55 anos. - ColangioRNM
- Base excess e lactato
Alteração enzimas. - Colangiografia intra-op
- Controle de coagulopatia
- Plaquetas / fibrinogênio
Baixo risco: - Hb 7 a 9 mg/Dl
Sem nenhum critério.
Colecistectomia VLP - Transamin
Complicações Pós-Operatórias
Orifício Miopectineo de Frouchard
As Complicações Pós-Operatórias são um tema de
Limites: suma importância para esta prova e para os pacientes.
Superior = Arco do músculo interno e transverso. Elas aumentam tempo de internação, número de
Inferior = Ligamento pectíneo (Cooper). intervenções e causam sofrimento ao paciente.
Lateral = Músculo Iliopsoas. Precisamos conhecer as principais complicações
Medial = Reto abdominal e púbis. gerais, para diagnosticar e tratar elas adequadamente.
Imediatas:
Visão laparoscópica das hérnias Febre
Causas pré-cirúrgicas, reação adversa a
medicação, hipertermia maligna, REMIT.
05 triângulos e ‘Y invertido: Tardias
Inferior e medial = Canal femoral e hernia femoral (7 – 30 dias):
Infecção de sitio Precoces (1 – 5 dias):
Inferior e central = triângulo da morte - vasos ilíacos Atelectasia (a mais comum – fisioterapia e
cirúrgico;
Inferior e lateral = triângulo da dor - n. c. femoral lat. observação), flebites, pericardite, ITU, PNM.
Doenças gerais.
Superior e medial = hernia inguinal direta
Superior e lateral = hernia inguinal indireta Pele e subcutâneo. pus e sinais
ISC superficial flogísticos. TTO: Abertura e curativo.
icos
igástr
Fáscia e músculo. Febre alta, dor intensa,
ISC profunda
sinais sistêmicos. TTO: ATB e drenagem.
vv ep
Dor visceral, febre alta, sinais sistêmicos.
inal ISC Intracavitária
ingu TTO: ATB e cirurgia.
Lig.
nte
Eventração Evisceração
defere
vv
L ig
.p
es
ec
pe
t ín Deiscência parcial (aponeurose) Deiscência total
rm
eo
ducto
Água de rocha e dor abdominal Vísceras visíveis
át
ic
Reoperação +- tela Reoperação +- tela
os
CIRURGIA
Dr. Mateus Mendes
Esôfago de Barrett
Subcoordenador de Cirurgia
Substituição do epitélio escamoso do
esôfago por epitélio colunar / intestinal
(Metaplasia intestinal).
A segunda subespecialidade cirúrgica que mais é cobrada na
prova da AMP é Cirurgia do Aparelho Digestivo.
Diagnóstico:
Aspecto endoscópico (mucosa cor rosa
Ainda assim, quando comparado com Cirurgia Geral, não são
salmão) + Biópsia.
tantas questões assim. Seguindo o padrão da prova,
observamos questões de diferentes estilos, predominando aqui
questões de verdadeiro ou falso.
Os temas cobrados são os mais corriqueiros e geralmente não
costuma cair rodapé de livro. Foque no simples bem feito aqui.
DRGE
Neoplasias císticas pancreáticas
Câncer colorretal
Gastrectomias
Transplante hepático
Adenocarcinoma de TEG Neoplasia Cística Serosa
Lembre-se da regra do SE!
Neoplasia cística SErosa:
SEptações
Cicatriz e realce "SE"ntral (favo de mel)
Acomete SEnhoras
SEm marcadores elevados
SEm maiores preocupações (exceto se
sintomático)
Hérnias Internas Doença do Refluxo Gastroesofágico
Classificação de Los Angeles
Complicação pós-bypass gástrico. Manifesto por
sintomas intermitentes (dor abdominal, náuseas e
vômitos pós-prandiais). Diagnóstico tomográfico
(Twist no mesentério, distensão no delgado, alças em
fossa ilíaca esquerda, distensão do estômago excluso)
Achados confirmatórios de DRGE na EDA:
Esofagite B, C e D de Los Angeles / Estenose péptica /
A- Hérnia pela alça alimentar e a brecha no mesocólon
Esôfago de Barrett (longo > 3 cm) / Úlcera.
transverso (Atualmente subimos a alça alimentar pré
Tratamento cirúrgico:
mesocólon).
Hiatoplastia (reforço no pilar diafragmático) +
B - Hérnia de Petersen (entre o Mesocólon transverso
Fundoplicatura;
e o Mesentério da alça alimentar)
Indicações: complicações da DRGE ⟶ Estenose /
C - Hérnia entre o mesentério da alça biliopancreatica
Barrett (Principalmente o longo);
e o da alça alimentar.
Lembrar de sempre fazer manometria no pré-
operatório.
Tratamento: cirúrgico!
Rastreio câncer colorretal Pancreatite Crônica - Tratamento
CIRURGIA
Dr. Mateus Mendes
Trombose Venosa Profunda Subcoordenador de Cirurgia
Pensando em Cirurgia Vascular na prova da AMP, estamos
diante de uma banca que faz um pout-pourri de estilos
diferentes de questões: verdadeiro ou falso, questões diretas e
conceituais, casos clínicos curtos. Ou seja, pode ser cobrado de
qualquer maneira.
As questões tem uma predileção clara: doenças venosas
(insuficiência venosa crônica, trombose venosa profunda e
acessos vasculares). Raramente aparece um trauma vascular ou
doença arterial.
Insuficiência venosa crônica
Trombose venosa profunda
Acessos vasculares
Trauma vascular de extremidades
Doença arterial obstrutiva periférica
Opções de anticoagulação na TVP
Risco de TEV Perioperatório
Lembre-se: TVP = anticoagulação (exceto se
contraindicação). Escore de Caprini
Heparinas:
Enoxaparina: preferencial, 1mg/kg 12/12h, SC,
contraindicada se ClCr < 30, preferência em
gestantes.
HNF: IV em bomba de infusão, precisa monitorizar
TTPa, geralmente reservada para CI à enoxaparina.
Varfarina (ant vit. K): necessita de ponte com heparina
e controle de INR.
Único liberado para SAAF. Macete: quadril, joelho ou abdomino-pélvica
Pode ser utilizado no puerpério e no 2º trimestre oncológica = ALTO RISCO!
gestacional.
Profilaxia farmacológica:
DOACs: Inibidor da trombina (dabigatrana) ou Enoxaparina 40mg SC 1x/dia
inibidores do fator Xa (quem inibe fator Xa tem Xa no Rivaroxabana 10mg 1x/dia (somente liberada em
nome ⟶ rivaroxabana, edoxabana, apixabana). pacientes ortopédicos).
Apixabana pode ser utilizado em renais crônicos e
dialíticos. Profilaxia estendida:
Apixabana e rivaroxabana apresentam Oncológico (10-14d) / Joelho (14d) / Quadril (35d)
metabolização hepática.
Insuficiência venosa crônica
Trauma Vascular de Extremidades
Você precisa saber a classificação CEAP.
Clínica: veremos abaixo.
Etiologia: congênito, primário ou secundário.
Anatômico: profundo, superficial ou perfurantes.
Alinhar fraturas.
Patofisiologia: refluxo, obstrução ou ambos.
Pulso distal ausente:
Fixação pela ortopedia*
Considerar arteriografia + shunt antes se
membro francamente isquêmico*
Reavaliação, arteriografia e enxerto com VSM
contralateral invertida.
Pulso distal presente:
Arteriografia se: luxação posterior de joelho /
fratura de platô tibial.
C:
C0: assintomático.
C1: vasos visíveis (reticulares / telangiectasias).
Pulso distal ausente: exploração cirúrgica à enxerto
C2: varizes.
VSM contralateral invertida.
C3: edema.
Pulso distal presente: exame de imagem se trajeto
C4: alterações tróficas (4a - dermatite ocre / 4b -
vascular presumido para avaliar lesões parciais
lipodermatosclerose).
(pseudoaneurismas / fístulas)
C5: úlcera cicatrizada.
C6: úlcera ativa.
Doença Arterial Obstrutiva Periférica Isquemia Mesentérica
Não é o tema mais cobrado, mas é um dos mais
prevalentes em Cirurgia, Vascular!
Tratamento Clínico
AAS + Estatina
AAS + rivaroxabana 2,5mg + estatina
Caminhada supervisionada
Cilostazol
Cirurgia apenas se claudicação limitante!
Tratamento Cirúrgico
Aberta: bypass com veia safena magna ipsilateral
devalvulada
Endovascular: angioplastia com ou sem uso de
stent.
CIRURGIA
Dr. Mateus Mendes
Cicatrização patológica Subcoordenador de Cirurgia
Cicatriz hipertrófica: Outra subespecialidade de destaque na prova da AMP é a
mantém nos limites Cirurgia Plástica.
da ferida, sem
predisposição Não são tantas questões, quando comparado com Cirurgia
genética, baixo risco Geral, mas é o que pode fazer diferença no seu resultado final.
de recorrência,
regressão Quando pensamos na Plástica, temos um padrão de questões
espontânea, áreas de muito longas, recheadas em conceitos sobre os temas mais
tensão. Tratamento: clássicos na subespecialidade.
expectante,
uni/multimodal. Leia com atenção e não se perca no meio dos enunciados e
alternativas gigantescos.
Queloide: cresce
além dos limites da
ferida, predisposição
genética, alto risco de
Retalhos
recorrência, não
regride Enxertos
espontaneamente,
face. Tratamento Queimados
multimodal. Lesões por pressão
Cicatrização fisiológica e patológica
Enxertos de Pele Lesão Por Pressão
Reconstruções Queimadura Elétrica
Sempre do menos complexo ao mais complexo: Gravidade determinada pela voltagem (alta voltagem >
1000V), tipo de corrente e trajeto.
Lei de Joule: maior resistência = maior dissipação de
calor (Osso > pele > músculos > vasos > nervos) ⟶
queimadura de "dentro para fora".
Enxerto: fases da integração:
Embebição: exsudato plasmático
Inosculação: conexões vasculares ECG para todos + monitorização contínua (perda de
Neoangiogênese: formação de novos capilares consciência, alteração ECG, arritmias ou RCP).
Expansores teciduais: Síndrome compartimental: dor à movimentação
Expansão paulatina através da insuflação com passiva é o sintoma mais precoce, perda de pulso é
SF0,9% aumenta a quantidade de pele saudável na tardio. Tratamento: fasciotomia.
área doadora.
Rabdomiólise: necrose muscular ⟶ obstrução tubular
Espessura: por mioglobina ⟶ lesão renal aguda (aumento de CPK
Total: melhor resultado estético e menor retração e hipercalemia). Tratamento: hidratação venosa,
secundária. correção DHE, alcalinização urinária, diuréticos
Parcial: Integração mais fácil, menor retração osmóticos.
primária.
Retalho - Classificação de Mathes e Nahai Ferimentos descolantes
Tipo 1: Um pedículo vascular
Ex: tensor da fáscia lata / gastrocnêmio
Tipo 2: Um pedículo dominante e outros menores
Grácil / solear
Tipo 3: Dois pedículos dominantes
Glúteo máximo / serrátil anterior
Tipo 4: pedículos segmentares
Sartório / extensor longo do hálux
Tipo 5: Um dominante e pedículos segmentares
secundários
Latíssimo do dorso / peitoral maior
CIRURGIA
Dr. Mateus Mendes
Torção Testicular Subcoordenador de Cirurgia
Numa prova que cobra muita Urologia e, em
especial, emergências urológicas, você deve ser
A Urologia é outra subespecialidade que aparece todo ano na
capaz de interpretar a imagem de
prova da AMP com algumas poucas questões.
ultrassonografia de um paciente com escroto
agudo.
Trata-se de questões simples, baseadas em casos clínicos
curtos e objetivos. Os temas, são os mais relevantes dentro da
subespecialidade.
Torção testicular: ausência de fluxo.
Orquiepididimite: fluxo aumentado.
É uma prova justa e honesta, que não abre margens para
críticas.
Litíase renal
USG Doppler com testículo esquerdo normal e
Trauma renal
ausência de fluxo no testículo direito,
compatível com torção testicular.. Trauma e estenose de uretra
Hiperplasia prostática benigna
Câncer de próstata
Litíase Renal Trauma de Bexiga
Bexiga intraperitoneal:
Se cai uro, cai litíase renal! Revise conosco:
Extravasamento
intraperitoneal de
contraste,
delineando as
alças.
Rafia em 2 planos
com drenagem +
ATB + SVD 7-10d.
Bexiga extraperitoneal:
Chama de vela
SVD calibrosa por
14d e repetir TC.
Operar apenas se
lesão de colo
vesical, lesão de
reto, fragmento
ósseo associado
ou cirurgia por
outro motivo.
Trauma de Uretra
Estenose de Uretra
Meatotomia / meatoplastia
Retalhos de pele
Enxertos de mucosa oral
Uretroplastia substitutiva
Uretroplastia anastomótico T-T (< 2,5cm)
Uretrotomia interna (<1cm)
Uretroplastia com enxerto
Uretroplastia anastomótica com ou sem enxerto
Manobras de Webster:
1. Liberação da uretra até ligamento suspensório
2. Abertura dos corpos cavernosos
3. Pubectomia inferior
4. Transposição dos corpos cavernosos
Hiperplasia Prostática Benigna Incidentaloma Adrenal
Fisiopatologia:
• Zona da próstata onde ocorre: Zona de Transição
• Desbalanço entre agonistas e antagonistas da di-
hidro-testosterona que leva a maior proliferação
celular e menor morte celular no tecido prostático.
Sintomas de Sintomas de
armazenamento: esvaziamento:
• Aumento da frequência • Hesitação
• Urgência • Esforço
• Urgeincontinência • Jato fraco
• Noctúria • Intermitência
Tratamento clinico:
• Alfa-1 bloqueadores (tansulosina) - 1a linha.
• Inibidor da 5-alfa redutase (finasterida) - 2a linha.
• Antimuscarínicos (oxibutinina) - armazenamento.
Inibidores da 5-alfa diesterase (tadalafila) - s/n.
Tratamento cirúrgico se: Indicações de adrenalectomia:
Refratariedade; Retenção urinária aguda; Cálculos Tumores funcionantes
vesicais; ITUs de repetição; Hidronefrose ou > 4cm
insuficiência renal aguda + obstrução urinária. Outros sinais de malignidade