INSTITUTO SUPERIOR MUTASA
Delegação de Maputo
O Impacto Das Redes Sociais Na Percepção De Autoestima Dos Jovens
Docente:
Leonência Munhemeze
Discentes:
Delton Marciano Chilundzo
Hanifa Estevão Matsena
Leonilde Amaral Tembe
Lizete António Massingue
Luísa Fernando Cassamo
Maputo, Outubro de 2024
INSTITUTO SUPERIOR MUTASA
1̊ Ano
Trabalho de Pesquisa Do Tema Da Cadeira
De Introdução Ciências Socias Do Curso De
Licenciatura Em Administração Publica
Lecionado Pela Docente:
Leonência Munhemeze
Período: Laboral
Maputo, Outubro de 2024
Indice
I. Introdução……………………….…………………………..………………………………………….1
1.1 Objetivo geral………………………………...………………………………………………………2
1.2 Objetivos Específicos……………………...……………………………………..............................2
II. Metodologia……………………………………………………………………………………………3
2.1 Abordagem Metodológica……………………………………………………………………………3
2.2 Métodos de Coleta de
Dados………………………………………………………………………….3
2.2.1 Qualitativos…………………………………………………………………………………….3
2.2.3 Quantitativos…………………………………………………………………………………...3
2.2.3
Técnicas………………………………………………………………………………………...3
2.2.4 Amostragem…………………………………………………………………………………...3
III. Referencial Teórico…………………………………………………………………………………...4
3.1. Impacto das Redes Sociais na Percepção da Autoestima dos
Jovens……………………………….4
3.2.
Autoestima…………………………………………………………………………………………..4
3.3. Impacto das Redes Sociais na Percepção da Autoestima dos Jovens………………………………5
3.3.1 Definição do
Problema………………………………………………………………………..5
3.3.2 Contextualização do
Problema………………………………………………………………..5
3.3.3 Aumento da Ansiedade e
Depressão…………………………………………………………..5
3.3.4 Dinâmicas de Autoapresentação………………………………………………………………
5
3.3.5 Relevância da Pesquisa…………………...…………………..…………………………...6
3.3.6. Implicações para Intervenções Futuras………………………………………………………6
IV. Resultados da pesquisa……………………………………………………………………………….6
4.1 Dentre as redes sociais mais visitadas estão…………………..…………………………..……6
4.2 Apoio para o uso saudável das redes sociais………………………………………………...…8
4.3 Como as redes sociais afetam a autoestima dos jovens……………….……………………...
…..9
4.4 Como as pessoas se sentem geralmente em relação á sua aparência apos usar as redes sociais…
10
4.5 Você ja se sentiu pressionado (a) ao se comparar com os outros nas redes sociais……….…..11
4.6 Quantas horas por dia as pessoas passa online…………………………………………………
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I. Introdução
Vivemos em uma sociedade altamente globalizada, na qual as informações circulam de
maneira espantosa, influenciando comportamentos e estilos de vida. De acordo com
Lima.(2012), com a expansão da internet, os grupos sociais contemporâneos sofreram
mudanças em suas estruturas e no presente, praticamente todas as pessoas mantêm
acesso constante às redes sociais, servindo-se dos perfis que mais se aproximam de suas
expectativas e formas de viver.
Existem inúmeras indagações sobre a influência que as redes sociais exercem sobre a
vida cotidiana, pois o que é possível observar é que cada vez mais os indivíduos se
desligam de sua vida real, para viver a que é mostrada nas redes Neves.(2015).
Redes sociais, tais como o Facebook, Instagram e o TikTok etc. as mais populares entre
os jovens, mostram perfis cujos donos também são jovens e levam um estilo de vida
muito diferente da maioria. Conforme mencionado por Giraldo e Holguín.(2017), a
autoestima age nas emoções, bem como nos pensamentos e atitudes, o que faz com que
as pessoas desenvolvam autoconfiança ou se tornem inseguras diante da sociedade. Nas
redes sociais, o fluxo de informações circula por meio de imagens, os sujeitos
consomem aquilo que os perfis entregam, de acordo com o interesse manifestado ao
escolher que irá seguir, quais páginas visitará e o que o algoritmo computacional
entenderá em relação ao comportamento do usuário Considera-se que a autoestima e
autoconfiança possuem relação com a forma com que os indivíduos lidam com a
rejeição e a aceitação. A baixa autoestima pode abalar a autoconfiança, se refletindo
também nos relacionamentos e na saúde mental dos sujeitos. Além disso, os
adolescentes estão em contato com o mundo virtual de forma constante e por não terem
maturidade suficiente para lidar com as decepções e frustrações, são afetados em sua
autoestima e autoconfiança. Dessa forma, o apoio psicoterapêutico pode reconstruir a
autoestima das crianças e adolescentes, de modo a recobrar a autoconfiança a partir da
aprendizagem sobre como lidar com frustrações e as expectativas frente ao que é
apresentado nas redes sociais.
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Dessa forma, para a presente pesquisa desdobram-se os seguintes objetivos:
I.1. Objetivo Geral
• Analisar como as redes sociais impactam a percepção de autoestima, identidade e
interações sociais entre jovens.
I.2. Objetivos Específicos
• Investigar a relação entre o tipo de conteúdo consumido nas redes sociais e a
autoestima dos jovens.
•Examinar como as interações sociais online influenciam a autoimagem e as percepções
de si.
•Avaliar o papel do ativismo digital na construção da autoestima.
Sabemos que a saúde mental é um dos elementos de maior importância na
vida dos sujeitos, bem como dos grupos sociais.
Diante de uma sociedade altamente tecnológica, voltada para a cultura digital, sendo
influenciada pelas mídias digitais, é iimportante o estabelecimento de estudos sobre o
impacto das tecnologias e, principalmente, os efeitos que as redes sociais impõem na
autoestima e autoconfiança dos jovens.
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II. Metodologia
II.1. Abordagem Metodológica
A pesquisa utilizará uma abordagem mista, combinando métodos qualitativos e
quantitativos para obter uma compreensão abrangente do fenômeno.
II.2. Métodos de Coleta de Dados
II.2.1. Qualitativos
Serão analisadas pesquisas obras literárias, artigos, jornais etc. Anteriores de diversos
autores com o mesmo tema.
II.2.2. Quantitativos
Questionários: Um instrumento online será desenvolvido, contendo a Escala de
Autoestima e perguntas sobre uso de redes sociais, interação. A amostra incluirá pelo
menos 50 participantes.
II.2.3. Técnicas
Questionários: Serão distribuídos através de plataformas online, como Google Forms e
redes sociais, para alcançar uma amostra diversa.
II.2.4. Amostragem
Os participantes serão selecionados por conveniência, mas buscando diversidade em
termos de:
Gênero: Equilíbrio entre homens e mulheres.
Contexto Socioeconômico: Jovens de diferentes classes sociais.
Localização: Inclusão de participantes de áreas urbanas e rurais.
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III. Referencial Teórico
III.1. Impacto das Redes Sociais na Percepção da Autoestima dos Jovens
III.2. Autoestima
A autoestima e a autoimagem, bem como a autoconfiança se alinham ao cotidiano das
pessoas e seu contexto socio-emocional é cada dia mais influenciado pelas
interferências e opiniões externas, o que colabora efetivamente para que a saúde mental
seja prejudicada (Floriani; Marcante; Braggio, 2014).
De acordo com Floriani, Marcante e Braggio.(2014), o modo como os sujeitos se
reconhecem e constroem seus conceitos e percepções sobre si mesmos resultam da
forma como eles se relacionam com os grupos sociais aos quais pertencem. Pelo
entendido, esse conceito se insere também na questão dos padrões impostos pela
sociedade, visto que quanto mais correspondem à ideia de uma imagem social única,
mais alta costuma ser a autoestima.
Não obstante, conforme mencionado por Floriani, Marcante e Braggio (2014)
“O conceito de autoestima tem sido estudado e considerado como um importante
iindicador de saúde mental.” A autoimagem, por sua vez, deriva da visão que o sujeito
se constrói, considerando os aspetos comportamentais, bem como as normas, valores e
crenças próprias de sua cultura.
Manuel Castells, um renomado sociólogo, define redes sociais como "estruturas sociais
compostas por pessoas ou organizações conectadas por um ou mais tipos específicos de
interdependência, como valores, visões, ideias, troca financeira, amizade, conflito, ou
comércio."
Boyd e Ellison 2007, referem-se às redes sociais como "serviços baseados na Web que
permitem aos indivíduos construir um perfil público ou semi-público dentro de um
sistema limitado, articular uma lista de outros usuários com quem compartilham uma
conexão, e ver e percorrer suas listas de conexões e as feitas por outros dentro do
sistema."
Essas definições ajudam a entender como as redes sociais facilitam a interação e o
compartilhamento de informações em um contexto moderno e digital.
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Redes sociais são plataformas digitais que permitem a interação e compartilhamento de
conteúdo entre pessoas. Elas facilitam a comunicação, a construção de comunidades e a
disseminação de informações. Facebook, Instagram e Twitter são exemplos famosos.
III.3. Impacto das Redes Sociais na Percepção da Autoestima dos Jovens
[Link]ção do Problema
A presente pesquisa investiga a relação entre o uso de redes sociais e a percepção de
autoestima entre jovens, com foco na questão central: "Como as interações e
representações nas redes sociais influenciam a autoestima e a autoimagem dos jovens?"
Essa problemática é particularmente relevante em um contexto onde o uso de
plataformas digitais se tornou onipresente, impactando o desenvolvimento social e
psicológico dos indivíduos.
[Link]ção do Problema
As redes sociais, como Facebook, Instagram e TikTok, são espaços onde a
autoapresentação e a interação social ocorrem de forma intensa. Os jovens,
frequentemente em busca de aceitação e validação, podem estar suscetíveis a pressões
que moldam sua autoimagem. O fenômeno da comparação social, que se intensifica
nessas plataformas, é um dos principais fatores que podem afetar a autoestima.
[Link] da Ansiedade e Depressão
Estudos recentes indicam um aumento alarmante nos casos de ansiedade e depressão
entre os jovens, com pesquisas, como as de Twenge et al. (2019), sugerindo uma
correlação entre o tempo gasto nas redes sociais e o aumento dos sintomas depressivos.
A comparação constante com representações idealizadas de vida, aparência e sucesso,
promovidas por influenciadores e amigos, pode criar um ciclo de insatisfação e
autoavaliação negativa.
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[Link]âmicas de Autoapresentação
As dinâmicas sociais nas redes sociais permitem que os jovens construam e gerenciem
suas identidades de maneira altamente curada. A necessidade de apresentar uma imagem
"perfeita" pode levar a uma distorção da autoimagem. Segundo Goffman (1959), a
dramaturgia social implica que as pessoas apresentam versões de si mesmas para
impressionar os outros. Nesse sentido, a necessidade de validação através de "likes" e
comentários pode se tornar um fator determinante na autoestima.
[Link]ância da Pesquisa
Esta investigação não apenas busca entender os impactos diretos das redes sociais na
autoestima, mas também explorar as implicações para a saúde mental dos jovens.
Compreender como essas plataformas moldam a percepção de si pode informar práticas
educativas, intervenções psicológicas e estratégias de promoção do bem-estar. Além
disso, pode contribuir para o desenvolvimento de políticas que incentivem o uso
saudável das tecnologias digitais.
[Link]ções para Intervenções Futuras
Ao mapear as relações entre uso de redes sociais e autoestima, a pesquisa pode oferecer
insights valiosos para educadores, psicólogos e pais. Estratégias que promovam a
conscientização sobre os efeitos da comparação social e incentivem uma autoimagem
positiva são fundamentais para mitigar os impactos negativos associados ao uso
excessivo de redes sociais.
IV. Resultados da pesquisa
IV.1. Dentre as redes sociais mais visitadas estão:
O WhatsApp é o mais popular entre os respondentes, com uma significativa margem
sobre as outras plataformas. Facebook e Instagram estão relativamente próximos em
popularidade, enquanto TikTok e Snapchat têm uma base de uso menor, mas ainda
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considerável.
Este gráfico reflete tendências de preferência em redes sociais e pode ser útil para
estratégias de marketing digital ou para entender padrões de comunicação.
38% - Whatsapp
22% - Facebook
16% - Instagram
14% - TikTok
6% - Snapchat
4% - Outra opcão
A divisão do gráfico, com 56% dos participantes afirmando não ter tido experiências
negativas que afetaram a autoestima, pode surpreender, considerando a crescente
preocupação com os efeitos adversos das redes sociais. Segundo Twenge et al. (2019), o
uso intenso dessas plataformas está associado a sentimentos de inadequação e
ansiedade, sugerindo que um número significativo de usuários poderia experimentar
impactos negativos.
Entretanto, a pesquisa de Vanden Abeele (2018) revela que as interações sociais
positivas podem neutralizar os efeitos nocivos, indicando que muitos usuários podem
ter experiências equilibradas ou positivas nas redes sociais. Isso pode explicar a alta
porcentagem de respostas "Não". Além disso, o fato de 44% terem relatado experiências
negativas ainda é significativo, destacando a necessidade de considerar os efeitos das
redes sociais de forma mais crítica e nuançada.
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Portanto, a percepção de que a maioria não se sente afetada negativamente pode ser um
reflexo de uma experiência variada,
onde as interações positivas e o
suporte social desempenham um
papel crucial na construção da
autoestima.
56% - Sim
44% - Não
IV.2. Apoio para o uso saudável das redes sociais
A divisão das respostas, especialmente a alta porcentagem de 44% que não gostaria de
receber apoio sobre o uso saudável das redes sociais, pode ser surpreendente,
considerando as preocupações crescentes sobre os impactos negativos dessas
plataformas. Segundo a pesquisa de Primack et al. (2017), muitos usuários reconhecem
a influência das redes sociais na saúde mental, o que poderia levar a uma maior
demanda por recursos de apoio.
No entanto, a resistência a buscar esse apoio, evidenciada pelos 44%, pode ser explicada
pela percepção de autonomia ou uma falta de consciência sobre a necessidade de
intervenção. Vanden Abeele (2018) sugere que, apesar da conscientização sobre os
riscos, muitos usuários acreditam que podem gerenciar seu uso sem assistência externa.
Além disso, a indecisão de 32% reflete uma ambivalência comum em relação à
mudança de comportamento, o que indica que, mesmo entre aqueles que não estão
totalmente abertos a buscar apoio, existe um potencial para discussão e reflexão sobre o
tema.
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44% - Não
32% Talvez
24% Sim
IV.3. Como as redes sociais afetam a autoestima dos jovens
As percepções variadas sobre a influência das redes sociais na autoestima revelam uma
complexidade nas experiências dos usuários. A maioria (34%) se posiciona de forma
neutra, sugerindo que muitos podem não sentir um impacto significativo ou direto em
sua autoestima. Esse fenômeno pode ser respaldado pela ideia de que as redes sociais
servem tanto como plataformas de validação quanto de comparação.
De acordo com o estudo de Twenge et al. (2019), o uso de redes sociais pode contribuir
para sentimentos de inadequação, especialmente entre jovens. Entretanto, a
porcentagem considerável (26%) que acredita que as redes sociais têm um impacto
positivo indica que muitos utilizam essas plataformas para conexões sociais, suporte e
autoexpressão, que podem, de fato, elevar a autoestima.
Por outro lado, os 22% que percebem um impacto negativo corroboram a ideia de que,
para alguns, as comparações sociais podem resultar em baixa autoestima. A baixa
porcentagem (2%) de respostas que apontam um efeito muito positivo pode sugerir que,
embora haja benefícios, estes não são comuns ou amplamente reconhecidos.
Esses dados refletem a necessidade de uma abordagem crítica e equilibrada ao uso das
redes sociais, onde a conscientização sobre seus impactos pode ajudar os indivíduos a
navegar suas experiências de maneira mais saudável.
34% - Neutro
26% - Positivamente
22% - Muito
9
negativamente
16% - Negativamente
IV.4. Como as pessoas se sentem geralmente em relação á sua aparência
apos usar as redes sociais
A distribuição das respostas pode surpreender, especialmente a alta porcentagem de
32.7% se sentindo neutra em relação à aparência após usar as redes sociais. Isso sugere
uma ambivalência que pode refletir a complexidade das interações nas plataformas
digitais. Estudos como o de Tiggemann e Slater (2014) indicam que o uso das redes
sociais pode provocar comparações sociais, impactando a autoestima e a autoimagem.
Entretanto, a significativa porcentagem de pessoas se sentindo confiante (26.5%) sugere
que, apesar das influências negativas, muitos usuários conseguem cultivar uma imagem
positiva de si mesmos, possivelmente por meio de interações sociais construtivas. A
presença de respostas neutras pode indicar que a experiência nas redes sociais é
multifacetada, onde tanto as interações positivas quanto as comparações negativas
coexistem. Isso reflete a necessidade de mais estudos para entender melhor como as
redes sociais afetam a percepção da aparência e a autoestima.
32,7% - Neutro
26.5% - Confiante
18,4% - Muito
Inseguro
16,3% - Muito
Seguro
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IV.5. Voce ja se sentiu pressionado (a) ao se comparar com os outros nas
redes sociais.
Os dados revelam uma dinâmica interessante nas experiências dos usuários em relação à
comparação nas redes sociais. Embora 52% afirmem não sentir pressão, a significativa
porcentagem de 42% que responde "Sim" indica que essa comparação social é uma
realidade para muitos.
Segundo a teoria da comparação social de Festinger (1954), as pessoas frequentemente
avaliam suas próprias habilidades e aparência em relação aos outros, o que pode levar a
sentimentos de inadequação. Apesar disso, a resposta majoritária "Não" pode sugerir
que muitos usuários desenvolveram mecanismos de resiliência ou um senso crítico que
os protege da pressão de comparação.
Adicionalmente, a presença de respostas que mencionam a busca por exemplos
positivos indica uma abordagem proativa em relação ao conteúdo consumido,
alinhando-se à pesquisa de Vanden Abeele (2018), que sugere que, mesmo em
ambientes potencialmente prejudiciais, os indivíduos podem escolher focar em
interações e influências construtivas.
Esses dados sugerem que, enquanto a pressão para se comparar é uma preocupação
significativa para uma parcela da população, muitos estão se adaptando e lidando com
isso de maneira mais saudável, o que é encorajador.
52% - Não
11
42% - Sim
IV.6. Quantas horas por dia as pessoas passa online
A elevada percentagem de 46% dos respondentes que passam mais de 4 horas por dia
nas redes sociais é, de fato, preocupante e revela um padrão de uso intensivo que pode
estar associado a vários problemas de saúde mental e social. Este dado pode
surpreender, especialmente considerando as evidências crescentes sobre os impactos
negativos do uso excessivo das redes sociais.
Estudos, como o de Keles et al. (2020), mostram que o uso excessivo de redes sociais
está correlacionado com aumento de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde
mental. Além disso, a pesquisa de Primack et al. (2017) sugere que o tempo excessivo
nas redes pode levar a comparações sociais desfavoráveis e à insatisfação com a vida.
Por outro lado, a baixa porcentagem (10%) de pessoas que passam menos de 1 hora
sugere que um número relativamente pequeno de usuários limita seu engajamento. Isso
pode indicar que as redes sociais se tornaram uma parte integral do cotidiano,
dificultando a desconexão para muitos. A presença das categorias intermediárias (18%
para 1-2 horas e 18% para 3-4 horas) também reforça a ideia de que muitos usuários
estão investindo tempo significativo nessas plataformas.
Esses dados ressaltam a necessidade de um uso mais consciente das redes sociais,
promovendo uma reflexão sobre o tempo gasto e suas consequências, tanto positivas
quanto negativas.
46% - Mais que 4 horas
18% - 3-4 horas
12
18% - 1-2 horas
10% - Menos de 1hora
4% - Opção 5
Conclusão
A investigação do impacto das redes sociais na percepção da autoestima dos jovens é
essencial para compreender as complexas interações entre tecnologia, socialização e
saúde mental. A análise proposta busca não apenas identificar as nuances desse
fenômeno, mas também contribuir para a promoção de um ambiente digital mais
saudável e positivo para as novas gerações.
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