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Estrutura e Elaboração de Relatórios de Pesquisa

Método de estudo

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0.

Introdução
O presente trabalho de investigação, recomendado na cadeira de Métodos de Investigação
Científica,

A elaboração de relatórios é uma prática crucial em diversos campos acadêmicos e profissionais,


servindo como um meio estruturado para comunicar os resultados e processos de investigações,
pesquisas ou projetos. O relatório é descrito pela Universidade Federal do Paraná (1996) como
uma exposição escrita que documenta fatos verificados por meio de pesquisa ou execução de
serviços, frequentemente acompanhada de documentos demonstrativos como tabelas e gráficos.
Beltro (n.d.) define-o como uma descrição de fatos passados analisados com o objetivo de
orientar o serviço interessado.

Neste trabalho, temos como.

1. Objetivo geral
 Fazer saber o que é um relatório de pesquisa;

1.1 Objetivo específicos


 Conceituar um relatório de pesquisa;
 Descrever a Estrutura do Relatório de Pesquisa;
 Detalhar os elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais que compõem um
relatório de pesquisa;

1.2 Metodologia

A metodologia utilizada para a elaboração deste relatório inclui a revisão e análise de literatura
acadêmica sobre a estrutura e elaboração de relatórios de pesquisa. Para descrever os elementos
do relatório, foram consultadas fontes como Manuel Gil (2010) e Lakatos e Marconi (2010), que
fornecem definições e orientações sobre os componentes essenciais. A coleta e análise de dados
foram abordadas através das recomendações de Moore et al. (2016) e Tufte (2006), que oferecem
diretrizes sobre a apresentação e interpretação de dados. A discussão e conclusão foram
fundamentadas nas contribuições de Silverman (2016) e Robson (2011), enfatizando a
importância de sintetizar achados e formular recomendações. Finalmente, técnicas de revisão e
edição foram discutidas com base nas diretrizes de Booth et al. (2016) e nas normas da APA
(2020), garantindo que o relatório seja claro e preciso.
2. Conceito de relatório

"É a exposição escrita na qual se descrevem fatos verificados mediante pesquisas ou história da
execução de serviços ou de experiências. É geralmente acompanhado de documentos
demonstrativos, tais como tabelas, gráficos, estatísticas e outros." (Universidade Federal De
Paraná, 1996)."

Segundo Beltro, “um relatório é uma descrição de fatos passados que são analisados com o
objetivo de orientar o serviço interessado.”

Relatório é um documento técnico que revela o andamento de uma pesquisa, de um projeto ou de


uma experiência

2.1 Relatório de Pesquisa

Segundo ManuelGil (2010): O relatório de pesquisa é um documento que apresenta de forma


sistemática e detalhada o planejamento, a execução e a análise dos dados de uma pesquisa. Ele
deve incluir a introdução, a metodologia, os resultados e as conclusões do estudo.

Lakatos e Marconi (2010): Os autores definem o relatório de pesquisa como uma apresentação
formal dos procedimentos e dos achados de uma investigação científica. Ele deve oferecer uma
visão clara e completa dos objetivos, da metodologia utilizada, dos dados obtidos e das
conclusões tiradas.

Severino (2007): Severino descreve o relatório de pesquisa como um texto que descreve o
trabalho de investigação, incluindo o problema de pesquisa, o objetivo, a metodologia, os
resultados e as considerações finais. Ele deve ser organizado de forma a permitir que outros
compreendam e reproduzam o estudo.

2.2 Estrutura do relatório de pesquisa

Um relatório de pesquisa e organizado da seguinte forma:

2.3 Elementos pré-textuais: Capa; Folha de rosto; Dedicatória; Agradecimentos; Abstrata;


Sumário; Lista de tabelas, gráficos e quadros

A capa deve conter os seguintes elementos:

 Nome da organização responsável, com subordinação até o nível da autoria;


 Título;
 Subtítulo se houver;
 Local;
 Ano de publicação, em algarismo arábico.
2.4 Folha de rosto

É a fonte principal de identificação do relatório, devendo conter os seguintes elementos:

 Entidade;
 Título;
 Subtítulo, se houver;
 Nome do responsável pela elaboração do relatório;
 Equipe técnicas;
 Local e data;
 Ano da publicação em algarismos arábicos;

2.5 Falsa folha de rosto

Precede a folha de rosto deve conter apenas o título do relatório.

2.6 Verso da falsa folha de rosto

Inserir a ficha catalográfica nessa folha (solicite auxílio ao Bibliotecário da sua área, para a
confecção da mesma).

2.7 Errata

Lista de erros tipográficos ou de outra natureza, com as devidas correções e indicação das
páginas e linhas em que aparecem. É geralmente impressa em papel avulso ou encartado, que se
anexa ao relatório depois de impresso.

2.8 Resumo apresentação

É a apresentação concisa do texto, destacando os aspetos de maior importância e interesse.


2.9 Listas de tabelas, ilustrações, abreviaturas, siglas e símbolos

Listas de tabelas e listas de ilustrações são as relações das tabelas e ilustrações na ordem em que
aparecem no texto. As listas têm apresentação similar à do sumário. Quando pouco extensas, as
listas podem figurar sequencialmente na mesma página.

2.9.1 Sumário

É a relação dos capítulos e seções no trabalho, na ordem em que aparecem.

a) Índice: relação detalhada dos assuntos, nomes de pessoas, nomes geográficos e outros,
geralmente em ordem alfabética;

b) Resumo: apresentação concisa do texto, destacando os aspetos de maior interesse e


importância;

c) Listas: é a enumeração de apresentação de dados e informação (gráficos, mapas, tabelas)


utilizados no trabalho.

2.9.2 Elementos textuais:

Introdução: é apresentação do problema investigado, objetivos, justificativa, metodologia


utilizada, citação do marco de referência teórica, quadro das hipóteses;

Desenvolvimento: É o detalhamento do problema, exposição da revisão bibliográfica e do


marco de referência teórica, definições e indicadores, apresentação e discussão dos resultados,
avaliação crítica das hipóteses e do referencial teórico.

Conclusão: retomada do problema com a síntese das conclusões e avaliação das limitações da
pesquisa;

Notas: observações, complementações ao texto, indicações bibliográficas que podem aparecer ao


pé da página, no final da parte ou de todo o texto;

Citações: menção, através da transcrição ou paráfrase direta ou indireta, das informações


colhidas em outras fontes que foram consultadas;

Fontes: lista ordenada das referências das obras citadas, consultadas e indicadas pelo autor no
texto.
2.9.3 Elementos textuais

É a nomenclatura utilizada para cada estrutura que compõe um texto, que permite a
construção da redação conforme a intenção, seja para argumentar, descrever, narrar ou expor
uma temática.

2.9.4 Introdução

A introdução tem como principal objetivo situar o leitor no contexto da pesquisa. O leitor
deverá perceber claramente o que foi analisado, como e por que, as limitações encontradas, o
alcance da investigação e suas bases teóricas gerais. Ela tem, acima de tudo, um caráter didático
de apresentar o que foi investigado, levando-se em conta o leitor a que se destina e a finalidade
do trabalho.

Numa introdução consideram-se os seguintes aspetos:

a) O problema deve ser proposto para o leitor de uma forma clara e precisa. Geralmente é
apresentado em forma de enunciado interrogativo, situando a dúvida dentro do contexto atual da
ciência ou perante uma dada situação empírica. Deve ficar clara para o leitor a natureza do
problema investigado, as variáveis que o compõem, que tipo de relação foi analisada;

b) Os objetivos delimitam a pretensão do alcance da investigação, o que se propõe fazer, que


aspetos pretende analisar. Os objetivos podem servir como complemento para a delimitação do
problema;

c) As justificativas destacam a importância do tema abordado tendo em vista o estágio atual da


ciência, as suas divergências polêmicas ou a contribuição que pretende proporcionar a pesquisa
para o problema abordado;

d) As definições pertinentes à compreensão do problema devem ser explicitadas. Apenas as


estritamente necessárias devem ser colocadas;

e) A metodologia deve esclarecer a forma que foi utilizada na análise do problema proposto.
Em pesquisas descritivas e experimentais se detalha os principais procedimentos, técnicas e
instrumentos utilizados na coleta de dados das observações ou dos testes das hipóteses, de tal
forma que o leitor tenha uma visão do roteiro utilizado; quem lê deve ter os elementos
necessários para poder compreender, identificar e avaliar os procedimentos utilizados na
investigação. A caracterização da amostra também faz parte desta descrição;

f) O marco teórico deve ser citado de uma forma sintética na introdução, apenas servindo para
o leitor identificar a linha teórica que serviu de base para a pesquisa, uma vez que o seu
detalhamento é feito no corpo do trabalho;

g) As hipóteses, no caso das pesquisas descritivas e experimentais, devem ser apresentadas,


como as possíveis soluções ou explicações que orientaram o processo da investigação,
mostrando o que a pesquisa pretendeu testar. Não há hipóteses se a pesquisa foi exploratória e
bibliográfica.

h) As dificuldades ou limitações devem ser expostas, desde que relevantes. A introdução deve
ser formulada em uma linguagem simples, clara e sintética, colocando aquilo que é necessário
para que o leitor tenha uma idéia objetiva do que vai ser tratado.

2.9.5 Elementos pós-textuais


Os elementos pós-textuais são:
 Notas.
 Índices remissivos de autores e/ ou assuntos (opcional)
 Anexos (opcional)
 Apêndices (opcional)

2.9.6 Técnicas de elaboração de um relatório de pesquisa

Para elaboração de um relatório de pesquisa devemos seguir as seguintes etapas.

2.9.7 Coleta e Análise de Dados

Apresentação de Dados: Moore et al. (2016) sugerem a utilização de gráficos, tabelas e figuras
para apresentar dados de forma clara e compreensível (Moore, D. S., Notz, W. I., & Fligner, M.
A., The Basic Practice of Statistics, 2016).

Análise e Interpretação: Tufte (2006) recomenda a clareza na apresentação e interpretação dos


dados, evitando a sobrecarga de informações e focando na narrativa central dos resultados
(Tufte, E. R. The Visual Display ofQuantitativeInformation, 2006).

2.9.8 Discussão e Conclusão

Interpretação dos Resultados: Silverman (2016) sugere discutir os resultados à luz das hipóteses
e da literatura revisada, explorando implicações e possíveis limitações (Silverman, D.,
Qualitative Research, 2016).

Conclusões e Recomendações: Conforme Robson (2011), a seção de conclusões deve sintetizar


os achados principais e oferecer recomendações práticas ou sugestões para futuras pesquisas
(Robson, C., Real World Research, 2011).
2.9.9 Revisão e Edição

Revisão Crítica: Booth Et al. (2016) destacam a importância da revisão crítica para garantir
clareza, coerência e precisão no relatório (Booth, W. C., Colomb, G. G., & Williams, J. [Link]
Craft of Research, 2016).

Normas de Referência: APA (2020) fornece diretrizes para a formatação e citação de fontes,
essencial para manter a integridade acadêmica e evitar plágio (American Psychological
Association, Publication Manual of the American Psychological Association, 2020).

Essas técnicas e recomendações, fundamentadas em literatura acadêmica, podem orientar a


elaboração de relatórios de pesquisa bem estruturados e informativos.
Referências Bibliográficas

1. American Psychological Association. (2020). Publication manual of the American


Psychological Association (7th ed.). APA.
2. Booth, W. C., Colomb, G. G., & Williams, J. M. (2016). The craft of research (4th ed.).
University of Chicago Press.
3. Gil, M. (2010). Como fazer uma pesquisa. Atlas.
4. Lakatos, E. M., & Marconi, M. A. (2010). Metodologia científica (7th ed.). Atlas.
5. Moore, D. S., Notz, W. I., & Fligner, M. A. (2016). The basic practice of statistics (8th
ed.). W.H. Freeman.
6. Robson, C. (2011). Real world research (3rd ed.). Wiley.
7. Severino, A. J. (2007). Metodologia do trabalho científico. Cortez.
8. Silverman, D. (2016). Qualitative research. Sage.

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