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Sangues-Ralos: Vampiros de Geração Alta

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Os **Sangues-Ralos**, também referidos como Mercurianos

ou Crepusculares, representam a 14ª, 15ª ou 16ª geração de


descendentes de Caim [1, 2]. Na sociedade dos
Amaldiçoados, sua existência é envolta em medo e
superstição, sendo frequentemente citados no Livro de Nod
como um presságio da **Gehenna**, o apocalipse vampírico
[1, 3, 4]. Eles ocupam a posição mais baixa na hierarquia dos
Membros, sendo vistos como párias ou "abortos" por clãs de
sangue mais espesso [1, 5].

Uma das características mais marcantes deste grupo é a sua


proximidade biológica com a humanidade [6]. Diferente dos
vampiros de gerações mais baixas, muitos Sangues-Ralos
podem **caminhar sob a luz do sol**, sofrendo apenas
queimaduras superficiais em vez de incineração imediata [7,
8]. Eles mantêm um **"Semblante de Vida"** constante, o
que lhes permite respirar, ter batimentos cardíacos e até
consumir alimentos humanos e álcool sem o esforço místico
exigido por outros cainitas [8-10]. No entanto, essa biologia
híbrida os deixa em um estado de fragilidade existencial,
onde se sentem "nem homens, nem monstros completos"
[11].

Em termos de regras do sangue, os Sangues-Ralos possuem


**Potência de Sangue 0** [12]. Eles não pertencem a clãs
tradicionais e, portanto, não herdam as Perdições (Banes)
ancestrais, mas também carecem de Disciplinas intrínsecas
[3, 13, 14]. A sua capacidade de usar poderes sobrenaturais é
volátil: ao se alimentarem de humanos, eles podem "roubar"
temporariamente um ponto de uma Disciplina associada à
**Ressonância** do sangue consumido [15]. Além disso, o
sangue deles é fraco demais para criar Laços de Sangue
permanentes ou transformar mortais em carniçais duradouros
(seus carniçais duram apenas uma noite) [13].

Para compensar sua debilidade, eles desenvolveram a


**Alquimia de Sangue-Ralo**, uma arte única que mistura
sangue humano ressonante com ingredientes mundanos e
químicos para emular poderes de outros clãs ou criar efeitos
inéditos [14, 16]. Essa prática pode ser realizada através de
três métodos: o **Athanor Corporis** (usando o próprio corpo
como forno), a **Calcinatio** (usando um receptáculo
humano) ou a **Fixatio** (usando equipamentos de
laboratório e fogões de rua) [17-19]. Através da alquimia, eles
podem obter habilidades como flutuar ou assumir formas
gasosas, tornando-se predadores urbanos astutos e
imprevisíveis [20-22].

Politicamente, a vida de um Crepuscular é uma escolha


constante entre a luz e a sombra [23]. Enquanto a
**Camarilla** muitas vezes os marca como criminosos e os
exclui de seus registros, o **Movimento Anarch** costuma
aceitá-los como parte de sua força revolucionária [24-26].
Alguns Sangues-Ralos buscam a redenção, acreditando que
podem voltar a ser humanos se matarem seu próprio Senhor
[26]. Outros buscam ascender na hierarquia, sabendo que a
única forma de se tornarem vampiros "verdadeiros" é através
da **Diablerie** de um Membro de geração mais baixa [23].

**Os Sangues-Ralos são como o crepúsculo: eles não


pertencem totalmente ao brilho do dia e nem à escuridão
absoluta da noite, habitando uma fronteira perigosa onde a
humanidade ainda pulsa, mas a maldição de Caim já
começou a esfriar o coração.**

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