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Internet de Todas as Coisas: IoE 2024

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REPÚBLICA DE ANGOLA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
DIRECÇÃO MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO DE CACUACO
INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS SACRINOR

TIC

IoE

Docente

Dionisio Travasso

Luanda, 2024/ 2025


2

TIC
A internet de todas as Coisas

10a Classe
Curso: Informática Técnica
Sala: 09
Turma: A
INTEGRANTES

Porcentagem de Considerações
No Nome Notas
participação finais
01 Alberto M. Manguama 100%

02 Adilson Garcia
03 Aguinaldo João 100%

04 Anderson Gaspar 0%

05 Domingos Magalhaes 100%

06 Feliciana Baka 100%

07 Helena Pedro 100%

08 João Valente 0%

09 Luísa dos santos 75%

10 Maria Graça 100%

11 Suzana Sebastião 100%

Docente

Dionisio Travasso

Luanda, 2024/ 2025


3

AGRADECIMENTO

Em primeiro lugar agradeço a Deus pelo fôlego de vida que me concedeu, e


também aos meus queridos pais pelo apoio incondicional que me prestam, e sem esquecer
meu querido professor, por ajudar-me no mesmo processo, e também vão há todos aqueles
que ajudaram Directa ou indiretamente na realização do mesmo trabalho.

O meu muito obrigado!


4

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho a todos que apoiam e motivam os jovens a estudar,


trabalhar e praticar bons actos para assim podermos reduzir o índice de
delinquência juvenil e aumentar o número de jovens no mercado de emprego e assim
ajudar o nosso país a desenvolver na sua plenitude.

O meu muito obrigado!


5

Índice
AGRADECIMENTO............................................................................Pag.03

DEDICATÓRIA...................................................................................Pag.04

ÍNDICE................................................................................................Pag.05

ABSTRAÇÃO.......................................................................................Pag.06

INTRODUÇÃO....................................................................................Pag.07

OBJECTIVO GERAL..........................................................................Pag.08

OBJECTIVO ESPECIFICO...............................................................Pag.09

IMPORTÂNCIA GERAL…………………………………………………Pag.10

RESUMO………………………………………………………………….Pag.11

DESENVOLVIMENTO:

IOT............................................................................................Pag.08

IoE………………………………………………………...…. Pag.29

CONCLUSÃO………………………………….,…………….Pag.31

ANEXO…………………………………………………………………….…Pag.32

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS……………………………………..Pag.33
6

Abstração
A Internet é uma rede global de computadores que conecta pessoas e informações
em todo o mundo. Sua origem remonta à ARPANET, desenvolvida em 1969 pelo
Departamento de Defesa dos EUA. A ARPANET foi a primeira rede de comutação de
pacotes de grande escala, baseada em TCP/IP, e tornou-se a base técnica da Internet.
Nesta rede pioneira, as primeiras máquinas (UCLA, Stanford, UCSB, Utah) foram
interligadas em 1969, permitindo o intercâmbio inicial de dados e mensagens. Esse
projeto inicial abriu caminho para o crescimento da rede em universidades e centros de
pesquisa.
7

Introdução
Saudações caríssima Professora “_____________________________” e
saudosos colegas, este é um trabalho é da disciplina de TIC (Tecnologia de Informação e
Comunicação), que fala sobre o IoE (Internet of Everything). Mais antes disso devemos
falar de um assunto demais dois assuntos fundamentais para a sua compreensão. Onde
primeiramente falaremos da Internet e depois falaremos sobre a IoT, e por fim falaremos
da IoE

Espero que gostem do trabalho!


8

Objetivo Geral
Investigar e compreender o conceito de Internet de Todas as Coisas (IoE),
analisando seu funcionamento, aplicações práticas e impactos na sociedade
contemporânea, com ênfase na interconexão entre pessoas, processos, dados e
dispositivos.
9

Objetivos Específicos
1. Explicar a diferença entre IoT (Internet das Coisas) e IoE (Internet de Todas as
Coisas), destacando seus elementos fundamentais e avanços tecnológicos.

2. Apresentar exemplos práticos da aplicação da IoE em áreas como cidades


inteligentes, saúde conectada, indústria 4.0 e transporte autônomo.

3. Analisar os benefícios e desafios da implementação da IoE, incluindo aspectos de


segurança, privacidade de dados e interoperabilidade.

4. Refletir sobre os impactos sociais e econômicos da IoE, considerando a


transformação digital e a automação de processos cotidianos.

5. Identificar as tecnologias-chave que possibilitam a IoE, como inteligência


artificial, computação em nuvem, big data, redes 5G e sensores inteligentes.
10

Importância Geral
A Internet de Todas as Coisas (IoE) representa uma das maiores revoluções
tecnológicas do século XXI. Sua importância está na capacidade de integrar pessoas,
dispositivos, dados e processos em uma rede inteligente e colaborativa, com o objetivo
de melhorar a eficiência, a tomada de decisões e a qualidade de vida em escala global.

Diferente da tradicional Internet das Coisas (IoT), que conecta apenas objetos
físicos à internet, a IoE amplia essa conexão incluindo seres humanos, sistemas
automatizados, inteligência artificial e grandes volumes de dados (big data) em um
ecossistema unificado. Isso permite, por exemplo, que hospitais monitorem pacientes à
distância, cidades otimizem o tráfego automaticamente e empresas tomem decisões com
base em dados em tempo real.

Portanto, a IoE não é apenas uma evolução tecnológica, mas um novo modelo de
funcionamento social e econômico, que transforma o modo como vivemos, trabalhamos,
consumimos e nos relacionamos.
11

Resumo
A Internet de Todas as Coisas (IoE) é a ampliação do conceito da Internet das
Coisas, integrando quatro elementos principais: pessoas, processos, dados e objetos. Seu
objetivo é promover conectividade inteligente, permitindo que informações sejam
captadas, compartilhadas e analisadas em tempo real por diversos sistemas e dispositivos.

A IoE possibilita a criação de ambientes mais eficientes e responsivos, desde casas


e carros inteligentes até fábricas automatizadas e cidades conectadas. Essa tecnologia
depende de recursos como sensores, redes 5G, computação em nuvem, inteligência
artificial e big data para funcionar de maneira eficaz.

Com sua adoção crescente, a IoE impulsiona avanços significativos em áreas


como saúde, segurança pública, agricultura, transporte, logística, educação e indústria,
contribuindo para a sustentabilidade, economia de recursos e melhoria da qualidade de
vida.
12

Recomendações
1. Investimento em infraestrutura digital: É fundamental que governos e empresas
invistam em redes de alta velocidade, sensores e centros de processamento de
dados para viabilizar a IoE.

2. Garantia da segurança da informação: Com mais dispositivos e dados conectados,


torna-se essencial implementar políticas de segurança cibernética e proteção de
dados pessoais.

3. Capacitação profissional: A formação de profissionais em áreas como inteligência


artificial, análise de dados, redes e segurança digital deve ser prioridade para
acompanhar a evolução da IoE.

4. Criação de regulamentações claras: Leis específicas para o uso ético da IoE,


proteção da privacidade e interoperabilidade entre sistemas devem ser criadas ou
atualizadas.

5. Fomento à pesquisa e inovação: Incentivar projetos acadêmicos e industriais


voltados à IoE é essencial para o avanço tecnológico sustentável e adaptado à
realidade local.
13

Internet
A Internet é, sem dúvidas, uma das invenções mais revolucionárias da história da
humanidade. Transformou a maneira como as pessoas se comunicam, aprendem,
consomem e interagem com o mundo. Muito além de uma simples ferramenta, ela é hoje
uma parte fundamental da estrutura da sociedade contemporânea, presente em quase
todos os aspectos da vida moderna. No entanto, para compreender seu impacto e
funcionamento, é essencial entender sua origem, seu desenvolvimento histórico e os
protocolos que possibilitam sua existência, como o HTTP.
Podemos definir a Internet como:
A Internet é uma infraestrutura global de redes de computadores interconectadas,
baseada no conjunto de protocolos TCP/IP, que permite a comunicação e o
compartilhamento de dados entre dispositivos distribuídos em escala mundial. Trata-se
de um sistema descentralizado que interliga redes públicas, privadas, acadêmicas,
governamentais e comerciais, utilizando diversos meios físicos — como cabos de fibra
ótica, satélites, sinais de rádio e conexões móveis — para transmitir informações de forma
rápida, contínua e segura.
As origens da Internet: um projeto militar com fins científicos
A história da Internet remonta à década de 1960, durante a Guerra Fria, quando
os Estados Unidos buscavam formas de proteger sua comunicação contra eventuais
ataques soviéticos. Nesse contexto, o Departamento de Defesa norte-americano criou a
ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network), uma rede de computadores
que visava garantir a comunicação mesmo que parte da infraestrutura fosse destruída. A
ARPANET utilizava uma técnica chamada comutação de pacotes, na qual as
informações eram divididas em pequenas partes (pacotes) e enviadas separadamente,
podendo ser reconstruídas no destino final, mesmo que não seguissem o mesmo caminho.
Com o tempo, universidades e centros de pesquisa passaram a utilizar a
ARPANET para compartilhar informações acadêmicas, o que impulsionou ainda mais o
desenvolvimento da rede. Na década de 1980, surgiram outras redes interligadas,
formando o que mais tarde seria chamado de "Internet", uma junção de várias redes
menores utilizando protocolos padronizados.
Não há uma data exata para o nascimento da Internet como a conhecemos hoje,
mas muitos consideram o ano de 1983 como um marco importante, pois foi quando o
protocolo TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) passou a ser
utilizado como padrão para comunicação entre computadores. Esse protocolo é
responsável por definir como os dados são enviados e recebidos, garantindo a integridade
das informações transmitidas por meio da rede.
O surgimento da World Wide Web e do protocolo HTTP
Apesar da existência da infraestrutura da Internet nos anos 1980, o acesso ainda era
limitado e pouco amigável. Foi somente em 1989 que o cientista britânico Tim Berners-
Lee, do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), propôs um novo sistema
que tornaria a Internet mais acessível ao público: a World Wide Web (WWW). A Web
14

não é sinônimo de Internet, mas sim uma aplicação que utiliza a Internet como meio de
transporte. Ela consiste em páginas interligadas por hiperlinks, formando uma vasta rede
de informações digitais.
Para que essa nova forma de navegação fosse possível, Berners-Lee desenvolveu três
tecnologias fundamentais: o HTML (HyperText Markup Language), que define a
estrutura e o conteúdo das páginas; o URL (Uniform Resource Locator), que identifica o
endereço de cada página; e o HTTP (HyperText Transfer Protocol), o protocolo
responsável pela transferência de dados entre o servidor (onde o site está hospedado) e o
cliente (o navegador do usuário).
O protocolo HTTP funciona como uma linguagem de comunicação entre o navegador e
o servidor. Quando alguém digita um endereço (URL) no navegador, o HTTP envia uma
requisição ao servidor, solicitando o conteúdo daquela página. O servidor, por sua vez,
responde com os dados da página (normalmente escritos em HTML), que são
interpretados e exibidos pelo navegador. Todo esse processo ocorre em frações de
segundos, o que torna a navegação fluida e eficiente.
Com a introdução da Web e do HTTP, a Internet passou a se tornar mais amigável e
intuitiva. Nos anos 1990, o uso da Internet se expandiu rapidamente, especialmente com
o surgimento dos primeiros navegadores gráficos, como o Mosaic e posteriormente o
Netscape. O acesso à informação tornou-se mais simples, e a Internet começou a entrar
nas casas das pessoas, primeiro por meio da conexão discada e, com o passar dos anos,
com banda larga, fibra ótica e redes móveis.
15

IoT.

Internet das coisas (em inglês: Internet of Things, IoT, sendo em português
e espanhol IdC o acrónimo equivalente) é um conceito que se refere
à interconexão digital de objetos cotidianos com a internet, conexão dos objetos mais
do que das pessoas.
Em outras palavras, a Internet das coisas nada mais é que uma rede de objetos
físicos (veículos, prédios e outros dotados de tecnologia embarcada, sensores e conexão
com a rede) capaz de reunir e de transmitir dados. É uma extensão da internet atual que
possibilita que objetos do dia-a-dia, quaisquer que sejam mas que tenham capacidade
computacional e de comunicação, se conectem à Internet. A conexão com a rede mundial
de computadores possibilita, em primeiro lugar, controlar remotamente os objetos e, em
segundo lugar, que os próprios objetos sejam usados como provedores de serviços. Essas
novas capacidades dos objetos comuns abrem caminho a inúmeras possibilidades, tanto
no âmbito acadêmico, comercial quanto no industrial, unindo-se a equipamentos
eletrônicos e eletromecânicos de automação industrial. Todavia, tais possibilidades
acarretam riscos e implicam grandes desafios técnicos e sociais.
Se os objetos do cotidiano tivessem incorporadas etiquetas RFID ("etiquetas
inteligentes"), poderiam ser identificados e controlados por outros equipamentos e não
por seres humanos. Se, por exemplo, certos objetos entre outras coisas como
livros, termostatos, refrigeradores, lâmpadas, remédios, autopeças, fossem equipados
16

com dispositivos de identificação e conectados à Internet, não haveria a possibilidade de


faltarem produtos como alguns remédios, pois saberíamos exatamente onde os encontrar
e quantos estariam disponíveis. A ocasional falta deles passaria a ser coisa do passado.
Saberíamos também, a qualquer momento, qual é a lâmpada que acende e qual é a que
está fundida.
O conceito 'Internet das coisas' foi proposto em 1999, por Kevin Ashton, no
Laboratório de Auto-ID do MIT, onde se realizavam pesquisas no campo
da identificação por radiofrequência em rede (RFID) e tecnologias de
sensores. Depois disso, já na segunda década do século XXI, a expressão 'Internet das
coisas' designa a conexão avançada de dispositivos, de sistemas e de serviços. Ultrapassa
o conceito tradicional M2M do máquina a máquina e abarca uma ampla variedade de
protocolos, domínios e aplicações.
A 'Internet das coisas' deverá codificar, segundo se presume, cerca de 50 a 100
bilhões de objetos e seguir o seu movimento. Estima-se que cada ser humano esteja
rodeado por 1 000 a 5 000 objetos, em média. Segundo a empresa de consultoria Gartner,
em 2020, haverá, no mundo, aproximadamente 26 bilhões de dispositivos com um
sistema de conexão à Internet das coisas. Já a consultoria Abi Research prevê que, no
mesmo ano, existirão 30 bilhões de dispositivos sem fio conectados à Internet. Com a
próxima geração de aplicações da internet (protocolo IPv6), prevê-se que seja possível
identificar instantaneamente, por meio de um código, todo e qualquer tipo de objeto —
algo que não se pode fazer com IPv4.
A empresa estadounidense Cisco, que está na origem da iniciativa da Internet das
coisas, criou um "contador de conexões" dinâmico que permite estimar o número de
"coisas" conectadas, desde julho de 2013 até 2020.
A conexão de dispositivos à rede através de sinais de rádio de baixa potência é o
campo de estudo mais ativo na Internet das coisas. A principal razão disso é que os sinais
desse tipo não precisam de Wi-Fi nem Bluetooth. Entretanto, diferentes alternativas, as
chamadas Chirp Networks, que requerem menos energia e são mais baratas, também têm
sido investigadas.

História
A Internet das coisas surgiu em consequência dos avanços de várias áreas -
como sistemas embarcados, microeletrônica, comunicação e sensoriamento. De fato, a
IoT tem recebido bastante atenção tanto da academia quanto da indústria, devido ao seu
potencial de uso nas mais diversas áreas das atividades humanas.
O conceito é, em certa medida, fruto do trabalho desenvolvido pelo Laboratório
de Auto-ID do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), sobre o uso
da identificação por radiofrequência (RFID) e da rede de sensores sem fio (RSSF). O
objetivo do trabalho era, desde o início, criar um sistema global de registro de bens usando
um sistema de numeração único, o código eletrônico de produto.
A Internet das coisas (IoT) é um termo criado em setembro de 1999 por Kevin
Ashton, um pioneiro tecnológico britânico que concebeu um sistema de sensores
omnipresentes conectando o mundo físico à Internet, enquanto trabalhava em
17

identificação por radiofrequência (RFID). Embora a Internet, as "coisas" (things) e a


conectividade entre elas sejam os três principais componentes da Internet, o valor
acrescentado está no preenchimento das lacunas entre os mundos físico e digital em
sistemas.
O primeiro dispositivo IoT foi desenvolvido por Simon Hackett e John
Romkey, após um desafio lançado por Dan Lynch, então presidente da INTEROP (feira
anual de tecnologia da informação organizada pela empresa britânica UBM) : se eles
conseguissem desenvolver uma torradeira que pudesse ser ligada através da Internet, o
aparelho seria colocado em exposição durante a INTEROP 1990. Motivados pelo desafio,
Hackett e Romkey desenvolveram uma torradeira conectada a um computador com
rede TCP/IP que acabou sendo o grande sucesso do evento. No entanto ainda faltava
desenvolver um dispositivo que colocasse o pão na torradeira. Essa dificuldade foi
superada um ano depois, acrescentando um pequeno guindaste robótico ao protótipo.
Esse guindaste, controlado pela Internet, pegava na fatia de pão, que metia dentro da
torradeira, tornando o sistema totalmente automático.

A relação da IoT com os protocolos de IP


O IPv4 (Internet Protocol version 4) lida com endereços de protocolos de 32 bits,
torna assim possível a ligação a cerca de 4,29 bilhões de IPs de todo o mundo. Com a
introdução do conceito IoT, cada vez mais novos dispositivos se conectam à internet,
precisando apenas de um IP para si. Cresce exponencialmente, conforme aumenta o
número de dispositivos. Estão previstos para 2020 20 bilhões de dispositivos conectados
à rede, enquanto o número de IPs do IPv4 se esgota, sendo preciso avançar para o IPv6,
que fornece um maior número de endereços, permitindo que mais dispositivos possam
ficar interligados.

A resistência à implementação do IoT


A adoção de IoT é considerada inevitável por especialistas. Kazuhiro Ikebe,
diretor presidente da Hitachi na América do Sul, chama a atenção para tal urgência. “A
sociedade já se encontra inteiramente conectada pela internet. Mesmo sem querermos,
vivemos já na era do IoT.”
Em consequência disso impõe-se a necessidade de avaliar e de preparar qualquer
empresário, qualquer instituição, para esta nova tecnologia. Assinalamos por exemplo a
necessidade de não só armazenar dados, mas também de os processar. Embora haja a
necessidade de análise da questão humana na implementação do IoT, isso será apenas
parte do problema. No Brasil, há uma defasagem entre os pontos de acesso à internet, se
compararmos as regiões de maior PIB com as de menor PIB, o que acarreta
complicações para o desenvolvimento da área, já que esta é dependente da rede.

IoT na economia mundial


Pessoas que estão atentas à dinâmica de mercado da IoT conseguem perceber
como está se relacionada com dispositivos destinados a converter empresas em novos
agentes de comércio digital, mediante a criação de novos modelos. Constatamos haver
resistência por parte de muitos agentes empresariais e institucionais ao surto da
tecnologia, principalmente porque, parafraseando Nicholas G. Carr, "It doesn't
18

matter". Este setor não é encarado como um investimento essencial para aqueles que
buscam apenas receitas lucrativas, sem compreender que ao investir em tecnologia da
informação (TI), vários procedimentos internos seriam facilitados.
Ao acarretar inovações antes atribuídas apenas ao virtual, a IoT não é diferente
dele. É apenas objeto de certa resistência principalmente por quem não tem um setor de
tecnologia da informação TI bem definido, como inúmeras pequenas ou grandes
empresas.

Funcionamento
Qualquer aparelho eletrônico poderá obter identificação por
radiofrequência (RFID), que será guardada em banco de dados, viabilizando o IOT.
Em primeiro lugar, para ligar os objetos e aparelhos do cotidiano a grandes bases
de dados e as redes à rede das redes, à Internet, é necessário um sistema eficiente de
identificação. Só desta forma se torna possível interligar e arquivar os dados próprios de
cada coisa. A identificação por radiofrequência conhecida como RFID é um exemplo da
tecnologia que oferece esta funcionalidade, mas não é a única (ver NFC e Bluetooth).
Em segundo lugar, a base de dados beneficiará da capacidade de detectar mudanças na
qualidade física das coisas, recorrendo a métodos sensoriais. A inteligência inerente a
cada objeto aumentará a capacidade de a rede devolver a informação processada para
diferentes pontos. Finalmente, os avanços alcançados pela miniaturização e
pela nanotecnologia implicam que cada vez mais objetos pequenos terão a capacidade
de interagir e de se conectar. A combinação desses desenvolvimentos implementará a
Internet das coisas, que interliga objetos reais de um modo sensorial e inteligente.
Assim, com os benefícios da informação integrada, os produtos industriais e os
objetos de uso diário poderão vir a ter identidades eletrônicas ou ser equipados com
sensores que detectam mudanças físicas à sua volta. Até mesmo partículas de pó poderão
ser etiquetadas e colocadas na rede. Estas mudanças transformarão objetos estáticos em
coisas novas e dinâmicas, induzindo inteligência no meio e estimulando a criação de
produtos inovadores e de novos serviços.

RFID
A tecnologia RFID, que usa frequências de rádio para identificar os produtos, é
vista assim como dinamizadora da Internet das coisas. Embora por vezes identificados
como sucessores dos códigos de barras, os sistemas RFID oferecem, além da identificação
de objetos, informações importantes sobre o seu estado e localização.
Estes sistemas foram primeiramente usados na saúde e, na indústria farmacêutica,
por grandes armazéns. As mais recentes aplicações vão dos esportes (pt desportos) e
atividades de lazer à segurança pessoal. Etiquetas (Tags) da RFID estão sendo
implantadas debaixo da pele humana para fins médicos, em passaportes ou cartas de
condução. Leitores RFID estão também a ser incluídos em telemóveis. Pode ainda a
RFID detectar mudanças no estado físico das coisas, detetar e arquivar mudanças no meio
ambiente. Sensores usados numa peça de vestuário inteligente podem detetar mudanças
de temperatura no exterior e ajustar-se a elas. Perspectiva-se um futuro em que
poderemos usar roupas inteligentes, que se adaptam às características da temperatura
19

ambiente. A informação proveniente de um sensor irá indicar-nos qual a manutenção que


o nosso carro necessita. Poderemos, nos óculos de sol que usamos, receber uma chamada
de vídeo. Poderemos ser advertidos em qualquer lugar sobre os cuidados médicos de que
precisamos, graças a diagnósticos eficientes e rápidos.
Hoje o RFID é importante no controle de itens dinâmicos controlados por satélite,
como por exemplo veículos circulando numm aeroporto, orientando-os ou restringindo-
os a determinadas áreas.
O chip do RFID tem um número de série pré-gravado em fábrica e uma área de
memória para ser preenchida com as informações que sejam importantes para o
rastreamento ou controle do bem produzido. Todos estes dados constituem informações
passivas que deverão ser recebidas por um aparelho que as lê e as entende.
Em suma, precisaremos cada vez mais de aparelhos inteligentes com
processadores capazes de ler e de interpretar os dados contidos no RFID pertencente a
quem quer que seja e em qualquer lugar, seja ele público, residência, escritório ou loja.

MQTT
MQTT é um protocolo tipo padrão de facto da indústria, largamente utilizado nas
aplicações Internet das coisas. MQTT foi inventado pelo Dr Andy Stanford-Clark
da IBM, Arlen Nipper da Arcom (agora Eurotech), em 1999. Um sistema MQTT consiste
de clientes comunicando com um servidor chamado de "broker". Um cliente pode tanto
publicar como subscrever informações. Cada cliente pode conectar-se com o broker.
A informação é organizada em uma hierarquia de tópicos. Quando um publicador
tem novos dados para distribuir, ele envia uma mensagem de controle com o dado para
o broker a que está conectado. O broker por sua vez distribui a informação para quaisquer
clientes que subscrevam aquele tópico. O publicador não precisa ter nenhum dado de
número de localizações ou subscritores, e subscritores por sua vez não precisam ter
nenhuma informação acerca dos publicadores.
Esse protocolo leve e robusto é a solução ideal e atualmente mais popular nas
aplicações de conectividade de equipamentos e sensores na Internet das coisas.

Casa inteligente e IoT


A "casa inteligente" (ou lar inteligente, smart home em inglês) é um lugar
equipado com aparelhos eletrônicos ligados a uma rede, Wifi ou Bluetooth por exemplo,
constituído por um sistema integrado que nos permite controlar múltiplas coisas, como a
iluminação, a temperatura, os eletrodomésticos, a torradeira para o horário mais
conveniente, para o pequeno almoço ou para o lanche, para fazermos um cafezinho
quando regressamos a casa. A casa inteligente permite inúmeras possibilidades de
integração com sistemas e aparelhos disponíveis no mercado, além de todas as outras em
desenvolvimento. A Internet das coisas (IoT) tem como objetivo interligar com
a internet as nossas ferramentas mais recorrentes para reunir informações em tempo
real e auxiliar as pessoas no seu dia-a-dia.
O conceito "Internet das coisas" (IoT) é utilizado para indicar os dispositivos que
em grande parte não têm ligação à Internet e que, a partir do trabalho de programadores,
20

desenvolvedores e pessoas da área de tecnologia, tornarão possível empreender novas


ações sem a intervenção humana. Por isso, dispositivos um computador ou
um smartphone, por exemplo, não caberão no conceito IoT, visto serem feitos para a
utilização online, ao contrário de micro-ondas, relógios despertadores, máquinas de café,
aspiradores, geladeiras e muitos outros aparelhos.
Conceito de Cidade Inteligente é algo que se tornara-se realidade num futuro
próximo, indo muito para além da hoje pioneira Internet das coisas caseiras ou
institucionais. A internet poderá então invadir ruas e avenidas, tornando inteligentes
cidades inteiras, facilitando a vida de muitas pessoas, além de ser uma forma de melhorar
bastante a acessibilidade, que hoje é precária em muitos países como o Brasil, em países
desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento. Em países como a Espanha são,
entretanto, monitorizados planos para ajudar idosos. Além disso, existem já
empreendimentos investindo em melhoramentos de pontes e rodovias. No Brasil,
uma cidade inteligente está sendo construída na região Nordeste. São Gonçalo do
Amarante (CE) contará com iluminação inteligente e com mobilidade otimizada
por sensores, com praças apetrechadas com equipamentos geradores de energia quando
utilizados. São planos que se projetam no futuro e que certamente beneficiarão a
população com tais avanços.

Arduino e a Internet das coisas


Criado em 2005, o Arduino é uma plataforma open-source baseada
em hardwares e softwares fáceis de usar. É destinada a quem se interessa em criar
objetos ou ambientes interativos. O Arduino consegue apurar qual é o estado do ambiente
circundante mediante a receção de sinais de sensores e controlar luzes, motores e outros
dispositivos. Pode também interagir com objetos do cotidiano ou com atividades
rotineiras de cada um de nós, assim como abrir uma porta com um simples toque na tela
de um celular. Pode até mesmo permitir o comando de um chuveiro, com a opção entre
água fria ou quente.
21

Placa controladora (Arduino)


Anteriormente eramos forçados a começar de zero na criação de um projeto. Para
pormos em prática uma simples ideia, era-nos também exigido não só um determinado
conhecimento de eletrônica mas também uma certa perícia no seu manuseamento, quer
se tratasse de sistemas robóticos ou de certos tipos de controladores. Hoje em dia tal
coisa não acontece. Qualquer pessoa interessada na utilização da plataforma consegue
facilmente ter acesso a todo o tipo de material de ajuda, podendo mesmo o criador recorrer
na internet a aulas de vídeo ou a simples explicações.
Eis os avanços:
• Um microcontrolador, que é basicamente o cérebro, o chip que controla toda a
interface da placa;
• Pinos de alimentação, responsáveis pelos valores de tensão necessários para
energizar os componentes de determinado projeto;
• Botão de reset, que reinicia a placa;
• Led interno, que conecta ao pino digital 13;
• Led de alimentação, que indica se a placa está energizada ou não;
• Conector de alimentação, que recebe a energia de alimentação externa;
• Conector USB, que conecta a placa ao computador (responsável pela
comunicação Arduino x Computador);
• Pinos para entrada e saída, responsáveis pela comunicação do Arduino com o
meio externo (Interação).
22

A plataforma Arduino fornece um ambiente com diversas aplicações onde, você


consegue criar seu próprio projeto mesmo sem ter muito conhecimento de eletrônica e
programação.

Privacidade e segurança
Um marcapasso que envia informações clínicas para um médico. Uma grande
fábrica que usa máquinas inteligentes na linha de produção. Televisores, computadores
e smartphones conectados dentro de casa. Todos esses dispositivos IoT, por serem
inteligentes, possuem um endereço IP.
Privacidade e segurança surgem como dois temas importantes manipulados
pelos monopólios do ramo que estão ligados a coisas inteligentes. Para termos uma ideia
do que se passa, a empresa de consultoria Gartner estima que mais de 20 bilhões de
dispositivos IoT estarão conectados à internet até finais de 2020. Já segundo a empresa
de segurança virtual Kaspersky Lab existem pelo menos 7 mil amostras de malwares em
dispositivos IoT. Em setembro de 2016, o site Tecmundo noticiou o maior ataque
de DDOS já registrado, utilizando dispositivos da Internet das coisas, roteadores e
câmaras de segurança.
Uma grande questão surge: como serão usadas as informações coletadas sem o
conhecimento do cidadão? por quem poderão ser usadas e com que finalidade?
Muito se discute hoje o problema de uma internet sem qualquer legislação que
regule o seu uso, dado que a velocidade do avanço tecnológico é muito maior do que a
disseminação de seu uso, e em particular do seu mau uso. Será que as leis apenas surgirão
depois de consumado o desastre? Infelizmente, parece-nos que nada pode ser feito para
mudar tal cenário, cabendo então aos usuários serem bastante comedidos quanto à
introdução destas tecnologias no seio de seus lares ou no local do seu trabalho.
A grande preocupação que acompanha as maravilhosas oportunidades que a IoT
oferece será proteger os consumidores na sua vulnerabilidade. Verificamos entretanto que
aparelhos vendidos em regime business-to-business, de máquina-a-máquina, tem
evoluído e implementado características de segurança nativa. Mas no que toca o mercado,
em que a pessoa está em causa, o problema continua a ser bastante descurado pelos
construtores de tais dispositivos e pela indústria em geral.
Falhas de segurança em qualquer dispositivo vestível, podem direcionar a venda
de suplementos alimentares para, por exemplo, esportistas (pt: desportistas) de final de
semana, contornado qualquer parecer médico. Coisa corrente, o uso do Facebook,
Twitter, ou Google expõe os seus utilizadores permitindo delinear um perfil seu e listar
e-mails, servindo isso para induzir consumos em alta escala. Num cenário de cibercrime
tal estratagema será considerado um dolo pequeno. Mas aceder a câmaras de segurança
de instituições, empresas ou residências para espiar, isso será algo com muito maior grau
ofensivo e um procedimento muito mais doloso.
Portanto, quanto aos riscos, será lógico constatarmos que a Internet das coisas
apresenta uma variedade de potenciais problemas que podem prejudicar os consumidores
por estes motivos:
1. Permitir o acesso não autorizado e o uso indevido de informações pessoais;
23

2. Facilitar ataques em outros sistemas, escalonando privilégios, tais como em


sistemas com Single Sign ON;
3. Criação de riscos para pessoal segurança de infraestrutura de cidades.
Constatamos assim que a violação de privacidade neste caso destina-se a induzir nas
pessoas efeitos que se tornarão viciantes por força do hábito, podendo afetar a sua
condição física a longo prazo, o que denota um propósito de considerável violência que
pode ser visto como forma de opressão.
Abian Laginestra entende que deveriam existir, clara e objetivamente, por
intermédio de agentes sociais ou de entidades organizadas, certos princípios de atuação
na coleta de dados em IoT:
• Aviso da escolha, do mecanismo de acesso e da precisão da informação
recolhida;
• Uma política efetiva de minimização dos dados coletados;
• Prestação de contas das medidas e falhas de segurança nos dispositivos.

Internet das coisas e a Quarta Revolução Industrial


Durante a quarta revolução industrial, o mundo entrou em um estágio de
transformação digital, caracterizado pela adoção generalizada de várias tecnologias que
permitem otimização e controle avançado das operações e processos industriais. Entre
essas tecnologias emergentes, o IoT se destacou como essencial para empresas buscarem
melhores desempenhos através da gestão de ativos, proporcionando maior segurança aos
trabalhadores e ao meio ambiente.
Uma revolução econômica está em andamento, liderada pela IoT. O advento da
quinta e sexta geração da internet promete transformar economias globais, exigindo
infraestrutura avançada e um forte impulso político.
Setores como saúde, manufatura e agricultura estão rapidamente adotando IoT,
assim como os lares comuns. A pandemia de COVID-19 acelerou a adoção de IoT no
ambiente de trabalho, enquanto o comércio online evolui para o "smart shopping".
Pequenas empresas também estão aderindo à IoT, transformando espaços de trabalho
tradicionais em ambientes inteligentes.

Internet das coisas na Educação


A Internet das coisas (IoT, do inglês Internet of Things) refere-se à interconexão
de objetos físicos à internet, permitindo que coletem, processem e compartilhem dados.
Essa tecnologia tem se destacado na educação ao oferecer novas formas de otimizar o
aprendizado, melhorar a gestão escolar e personalizar experiências para alunos e
professores. A IoT conecta dispositivos e sistemas, criando ambientes educacionais mais
dinâmicos e eficientes. Por exemplo, sensores em salas de aula podem monitorar o
ambiente em tempo real, enquanto dispositivos interativos ajudam a personalizar a
experiência de aprendizado.

Aplicações na Educação
24

Monitoramento de Presença
Sistemas baseados em RFID (Identificação por Radiofrequência) têm
revolucionado o controle de frequência nas escolas. Esses sistemas permitem o registro
automático de presença dos alunos, reduzindo o tempo gasto em chamadas e minimizando
erros humanos. Além disso, eles podem ser integrados a sistemas maiores para monitorar
o deslocamento dos estudantes no campus, melhorando a segurança. Em escolas que
adotaram essa tecnologia, os professores relatam maior eficiência administrativa e mais
tempo disponível para focar no ensino.

Lousas Inteligentes
As lousas interativas conectadas são uma das inovações mais visíveis da IoT na
educação. Essas ferramentas permitem que professores exibam conteúdos multimídia,
interajam com alunos em tempo real e integrem aplicativos educacionais diretamente no
ambiente de aula. Essa interatividade não apenas enriquece a experiência do aprendizado,
mas também facilita o ensino colaborativo, incentivando a participação ativa dos alunos.

Laboratórios Vivos
Laboratórios vivos são ambientes altamente tecnológicos, onde sensores e
dispositivos IoT replicam cenários reais para estudos práticos. Por exemplo, sensores
podem coletar dados sobre a fotossíntese em plantas em tempo real, permitindo que os
alunos analisem essas informações diretamente durante a aula. Esse tipo de abordagem
facilita a compreensão de conceitos teóricos ao torná-los mais tangíveis e práticos.

Benefícios
A IoT possibilita criar ambientes de aprendizado personalizados, onde cada aluno
recebe atenção adaptada às suas necessidades específicas. Dispositivos vestíveis, como
pulseiras inteligentes ou sensores de movimento, podem fornecer dados sobre os níveis
de atenção e engajamento dos estudantes. Essas informações permitem que professores
ajustem suas metodologias, promovendo maior eficácia no ensino e um aprendizado mais
focado para os alunos.
Com sensores conectados e sistemas automáticos, as escolas podem monitorar e
gerenciar seus recursos de forma mais eficiente. Sensores de energia, por exemplo, podem
reduzir desperdícios ao ajustar automaticamente a iluminação e a climatização conforme
a ocupação do espaço. Além disso, sistemas de vigilância baseados em IoT melhoram a
segurança do campus, permitindo o rastreamento em tempo real de acessos e
movimentações.

Desafios
Embora os benefícios sejam inegáveis, os custos iniciais de implementação da IoT
em escolas podem ser proibitivos, especialmente em redes públicas de ensino. Além dos
dispositivos em si, há custos associados à manutenção e à atualização contínua das
tecnologias. Isso exige parcerias entre governos e empresas privadas para viabilizar a
expansão dessa tecnologia.
25

A coleta de grandes volumes de dados sobre alunos e professores levanta


preocupações sobre privacidade e segurança. Sem protocolos rigorosos, as informações
podem ser vulneráveis a acessos não autorizados e ciberataques. Por isso, é essencial
implementar criptografia de ponta e políticas claras de uso de dados para garantir a
proteção das informações sensíveis.
A diversidade de dispositivos e sistemas disponíveis no mercado cria desafios de
interoperabilidade. Muitas vezes, produtos de diferentes fabricantes não se comunicam
de maneira eficaz, dificultando a integração em um sistema único e coeso. Investir em
padronização e compatibilidade é fundamental para superar essa barreira.

Futuro da IoT na Educação


O futuro da IoT na educação promete inovações ainda mais profundas. Com o
avanço de tecnologias como 5G e inteligência artificial, espera-se que dispositivos IoT
sejam capazes de oferecer soluções ainda mais integradas e personalizadas. Por exemplo,
salas de aula inteligentes podem adaptar automaticamente o ambiente de acordo com as
preferências dos alunos, enquanto sistemas baseados em nuvem facilitam a colaboração
global entre estudantes e professores. Essas evoluções abrem caminhos para um ensino
mais inclusivo, sustentável e alinhado às demandas do século XXI.

Internet das coisas atrelada à tecnologia 5G


A tecnologia 5G representa a quinta geração de redes móveis, projetada
especificamente para comunicação sem fio, proporcionando uma experiência aprimorada
nos smartphones com velocidades de download e upload mais rápidas, além de menor
latência. Essa inovação não se restringe apenas a dispositivos comuns do dia a dia, como
smartphones, mas abrange uma variedade maior de dispositivos, "coisas" e máquinas,
todos conectados e interagindo simultaneamente.

Funcionamento
O 5G opera por meio de estações de antenas, conhecidas como estações de rádio
base, que emitem ondas de rádio para estabelecer a comunicação com dispositivos sem
fio. Essas conexões são gerenciadas por um servidor, também chamado de núcleo de rede,
desempenhando um papel essencial no controle do acesso à internet e na coordenação das
interações entre os dispositivos conectados. Essa infraestrutura complexa reflete a
capacidade do 5G de suportar uma rede mais eficiente e interconectada, indo além dos
dispositivos tradicionais.

Velocidade
Em comparação com seu predecessor, o 4G, que possui uma velocidade média de
100 Mbps, o 5G destaca-se ao alcançar aproximadamente 10 Gbps, proporcionando uma
experiência ainda mais rápida. A latência associada à tecnologia 5G é notavelmente baixa,
variando de 1 a 4 milissegundos, em contraste com os 80 milissegundos oferecidos pelo
4G.
Os benefícios do 5G são evidentes em uma ampla gama de aplicações, desde o
cotidiano até processos industriais. A automação traz transparência e eficiência
26

energética, impactando diversas áreas e promovendo a padronização de produtos e


serviços.

Benefícios
A interconectividade aprimorada pelo 5G e IoT em tempo real permite uma
análise instantânea e identificação rápida de falhas nos equipamentos, resultando em
produtividade aprimorada, menores perdas e a prevenção do retrabalho. A capacidade de
monitorar e ajustar processos de maneira imediata não apenas aumenta a produção, mas
também assegura uma fluidez contínua nos equipamentos, contribuindo assim para um
ambiente de trabalho mais eficiente e dinâmico.
Além dos benefícios evidentes na manufatura, a tecnologia 5G desponta como
uma inovação crucial para aprimorar significativamente a capacidade de atendimento em
hospitais e centros de saúde em operação. A implementação do 5G não apenas
potencializa a transmissão de dados, mas também revoluciona os serviços médicos,
proporcionando diagnósticos em tempo real com a transmissão de vídeos de alta
qualidade.

5G e IA (Inteligência Artificial)
Com a ascensão da inteligência artificial (IA) como uma peça fundamental deste
século, a colaboração entre 5G e IA amplia ainda mais as possibilidades. A IA
desempenha um papel crucial nas análises e na organização eficiente dos dados,
eliminando a necessidade de locomoção dos pacientes até os centros médicos. Este
avanço tecnológico possibilita a realização de diagnósticos mais abrangentes e precisos,
tudo isso no conforto do lar do paciente.
Abrindo espaço para aplicações mais sofisticadas como cirurgias remotas, um
exemplo, mas que é uma realidade mundo afora. Um médico especializado nos EUA e
um paciente necessitando do seu atendimento no Brasil com extrema urgência, se faz
possível com uma baixa latência, um tempo de resposta rápida, pois os movimentos
executados em sua sala de conferência e equipamentos se traduz no local do paciente.
Assim, a convergência entre o 5G e a IA não apenas eleva a qualidade dos serviços de
saúde, mas também promove uma abordagem mais acessível e conveniente para os
pacientes, representando um verdadeiro avanço na prestação de cuidados médicos.

Ascenção do 5G
A longo prazo, a interação entre IoT (Internet das coisas) e 5G se tornará ainda
mais evidente, considerando o cenário tecnológico em constante evolução com inovações
transformadoras. A lacuna reside na comunicação entre os objetos e a rede, e a plena
implementação do 5G oferece estabilidade aprimorada e uma capacidade robusta para as
gerações futuras. Essa convergência tecnológica promete superar as limitações atuais,
ampliando significativamente as possibilidades e a eficiência das comunicações entre
dispositivos, preparando o terreno para avanços ainda mais notáveis na
interconectividade.
Aprimorar a comunicação entre objetos e a rede é um desafio premente. A plena
implementação do 5G surge como uma resposta robusta a essa necessidade, oferecendo
27

não apenas estabilidade, mas uma capacidade exponencialmente maior para as gerações
que estão por vir e essa convergência tecnológica não apenas promete superar as
limitações existentes, mas também estabelecerá uma base sólida para ampliar de maneira
significativa as possibilidades e a eficiência das comunicações entre dispositivos.
À medida que essa revolução tecnológica se desenrola, podemos esperar avanços
notáveis na interconectividade. A IoT alimentada pelo 5G não se limitará apenas a
melhorar a eficiência operacional, mas abrirá portas para a inovação em setores como
saúde, manufatura, transporte e muito mais. A capacidade de trocar dados de maneira
rápida e confiável entre uma vasta gama de dispositivos transformará a maneira como
vivemos, trabalhamos e interagimos com o mundo ao nosso redor. Estamos diante de uma
era empolgante, onde as fronteiras da conectividade estão prestes a ser redefinidas.
28

IoE.
A evolução da IoT (Internet of Things) para a IoE (Internet of Everythings)
representa um avanço significativo na conectividade e integração de tecnologia.
Enquanto a IoT conecta dispositivos físicos à internet para compartilhar dados, a
IoE expande essa ideia ao incorporar não apenas dispositivos, mas também pessoas, dados
e processos, criando uma rede altamente integrada e inteligente. O objetivo é gerar
insights mais profundos e soluções mais eficazes, impactando diversas áreas, como saúde,
transporte, cidades inteligentes e negócios.

Abaixo, apresentaremos uma linha do tempo de IoE até o ano de 2024:


Anos 1980–1990:
1982: O primeiro dispositivo “inteligente” a surgir neste ano, foi a máquina de
refrigerantes da Coca-Cola, conectada à internet para monitorar remotamente a
disponibilidade de bebidas e informar se estavam devidamente refrigeradas.
1991: Mark Weiser apresenta o conceito de computação ubíqua, onde os
computadores estariam em todos os lugares, mas seriam invisíveis e integrados à vida
cotidiana.
Anos 2000–2010: Expansão do IoT
2008–2009: O número de dispositivos conectados à internet ultrapassa a
população mundial, marcando o início da explosão de IoT.
2010: Google lança o projeto de carros autônomos, um dos marcos iniciais da
integração de IoT com dados e processos para criar sistemas autônomos.
2011–2014: Surgimento do Conceito de IoE
29

2011: A Cisco lança o conceito de IoE (Internet of Everything), que expande o


IoT para incluir pessoas, processos, dados e objetos, buscando conectar “tudo a tudo” e
não apenas dispositivos.
2013: O crescimento exponencial de smartphones e sensores impulsiona ainda
mais a conectividade, facilitando o desenvolvimento de aplicações como saúde conectada
(wearables) e cidades inteligentes.
2015: Surge o conceito de smart cities, onde cidades começam a usar IoE para
gestão inteligente de recursos, como água, energia e mobilidade urbana.
2016: A IoE começa a transformar setores industriais com o conceito de Indústria
4.0, integrando automação, inteligência artificial e IoE para otimizar fábricas e processos
industriais.
2018: Com a chegada do 5G, as redes de alta velocidade abrem caminho para uma
expansão massiva da IoE, permitindo latência ultrabaixa e suporte para milhões de
dispositivos conectados simultaneamente.
2020–2024: Consolidação da IoE
2020: A pandemia de COVID-19 acelera o desenvolvimento de soluções IoE para
áreas como telemedicina, trabalho remoto e gerenciamento de cadeias de suprimentos.
2021: Expansão do Edge Computing (computação de borda) para suportar
dispositivos IoE com processamento mais rápido e redução da dependência da nuvem,
criando soluções mais ágeis e localizadas, com maior eficiência e resposta em tempo real..
2022: Crescimento exponencial da cibersegurança dentro do ecossistema IoE
devido a ameaças crescentes e vulnerabilidades em redes complexas.
2023: A integração de inteligência artificial com IoE atinge um novo patamar,
com sistemas de aprendizado automático aplicados para otimizar processos em tempo
real em áreas como saúde, transporte e manufatura.
2024: O conceito de Metaverso começa a se entrelaçar com a IoE, onde a interação
física e digital se funde através de dispositivos conectados e experiências imersivas.
Essa linha do tempo, reflete como a IoE evoluiu e se consolidou como um dos
pilares da transformação digital, impactando tanto a vida cotidiana quanto os grandes
setores industriais e de tecnologia.
A análise do mercado global da IoE reflete esse crescimento exponencial. Estima-
se que o mercado atinja aproximadamente US$ 2,7 trilhões até 2028, com Taxa de
Crescimento Anual Composta (CAGR) de 16,4%. Essa rápida expansão é impulsionada
pela crescente adoção de dispositivos conectados, o avanço de tecnologias como o 5G,
Edge Computing e Inteligência Artificial, além da crescente demanda por soluções que
ofereçam eficiência, agilidade e segurança em diversos setores.
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Para viabilizar essa transição de IoT para IoE, se faz necessário avançar em várias
áreas tecnológicas. O desenvolvimento de tecnologias de comunicação, como o 5G e
redes de baixa latência, é essencial para suportar a enorme quantidade de dados gerados.
Além disso, é crucial aprimorar algoritmos de inteligência artificial e aprendizado de
máquina para processar e analisar esses dados em grande escala. Outro fator vital é
garantir a segurança cibernética, protegendo essa vasta rede de conexões. Por fim, a
padronização de protocolos e a interoperabilidade entre diferentes sistemas são
fundamentais para assegurar que dispositivos e plataformas possam se comunicar de
maneira eficiente e segura.
31

Conclusão.
A Internet de Todas as Coisas (IoE) representa um avanço significativo na era da
conectividade digital, integrando pessoas, dispositivos, dados e processos em um
ecossistema inteligente e interativo. Sua aplicação prática já está transformando diversos
setores da sociedade, como saúde, transporte, indústria, segurança e educação, trazendo
mais eficiência, agilidade e personalização aos serviços e sistemas.

Ao longo deste trabalho, foi possível compreender que a IoE vai além da simples
conexão de objetos — ela envolve a análise de dados em tempo real, o uso de inteligência
artificial, a automação de processos e a melhoria na tomada de decisões. No entanto, para
que esse cenário continue evoluindo de forma segura e sustentável, é necessário enfrentar
desafios como a segurança cibernética, a proteção da privacidade e a criação de normas
que garantam o uso ético da tecnologia.

Portanto, a Internet de Todas as Coisas não é apenas uma tendência tecnológica,


mas uma realidade que exige preparo, responsabilidade e inovação constante. Ao
entender seu funcionamento e impactos, a sociedade pode utilizar esse recurso de forma
consciente e estratégica, promovendo o progresso com equilíbrio e inclusão.
32

Anexos.

O gráfico acima demostra a evolução da IoE desde 2010 até agora.

E essa é a previsão do crescimento da IoE até 2030.


33

Referências Bibliográficas.
1. (em inglês)Internet of Things (IoT). [Link]

2. ↑ Ir para:a b Internet de las cosas - Cómo la próxima evolución de Internet lo cambia


todo, Dave Evans, Cisco Internet Business Solutions Group (IBSG), abril de 2011
(p. 2)

3. ↑ Mohammadi Zanjireh, Morteza & Larijani, Hadi, (2015). A Survey on


Centralised and Distributed Clustering Routing Algorithms for WSNs. IEEE
Vehicular Technology Conference. VTC 2015. Glasgow, Scotland

4. ↑ Conner, Margery (9 de maio de 2010). «Sensors empower the "Internet of


Things"]» (10): 32-38. ISSN 0012-7515

5. ↑ «Internet das Coisas: da Teoria à Prática» (PDF). [Link]. Universidade


Federal de Minas Gerais. p. 2. Consultado em 23 de Outubro de 2017

6. ↑ FIALHO, A. B. Automação pneumática: Projetos, dimensionamento e análise.


Editora Érica; 7ª edição. São Paulo, 2009.

7. ↑ Magrassi, P.; A. Panarella, N. Deighton, G. Johnson, “Computers to Acquire


Control of the Physical World”, Gartner research report T-14-0301, 28
September, 2001.

8. ↑ Commission of the European Communitie

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