Universidade Federal do Cariri
Centro de Ciência e Tecnologia
Curso de Engenharia de Materiais
Introdução geral aos polímeros
Profª Msc. Cybelle R. Duarte
Classificação dos materiais
Massa específica
Aço
Ti, Mg, ZrO2
Al Al2O3
Vidro
PET
PVC
Metais
Ex.: PE é 3 vezes mais leve que o alumínio e 8
vezes mais leve que o aço
A leveza dos polímeros foi sem dúvidas
Cerâmicas Polímeros uma das principais características que
fez com que esses materiais
ganhassem tanto protagonismo no
mercado sendo utilizados em
diferentes meios, desde a indústria de
embalagens até a indústria
aeroespacial.
Produção anual global de plástico
em milhões de toneladas
600
500
Mais da metade de todos os
plásticos já produzidos foram
feitos a partir de 2000. 400
300
200
100
0
1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030
Fonte: [Link]
Segmentação do mercado de
plásticos
Fonte: [Link]
O que são polímeros?
Polymeros
(grego)
Poli=muitos Meros=partes
A diferença entre polímeros e
macromoléculas
Mero
Polipropileno
Asfalteno Não é
polímero
Evolução dos polímeros com o tempo
Fonte: [Link]
Baquelite
Classificação dos polímeros
Polímeros
Sintéticos
Polímeros
Naturais
Obtenção dos polímeros sintéticos
Polimerização
Polímero
Monômeros
Obtenção dos monômeros
Petróleo
Carvão
Fontes renováveis
Obtenção dos monômeros
A partir do petróleo
Etileno
Cracking Proprileno
Témico Butadieno
...
Rotas simplificadas para a produção dos
principais polímeros comerciais
Indústria petroquímica
Condição necessária para uma micromolécula
formar polímero
• Cada monômero deve ser capaz de se combinar com outros dois
monômeros, no mínimo, para ocorrer a reação de polimerização.
• Portanto, o monômero deve ter pelo menos funcionalidade 2
(bifuncionalidade).
• Bifuncionalidade pode ser conseguida via dupla ligação reativa ou dois
radicais funcionais reativos.
Síntese de polímeros
• Poliadição
H H H H H H H H H H
C C C C * C C C C C C *
H H H H H H H H H H
Etileno
Síntese de polímeros
• Policondensação
Síntese de polímeros
• Após a síntese pode-se obter:
• Produto final: Ex.: Chapas acrílicas obtidas por polimerização em massa
([Link]
• Produto intermediário: Ex.: Obtenção de pó PVC por polimerização em
suspensão
Processamento de polímeros
E X T RU SÃO
[Link]
Processamento de polímeros
I N J EÇ ÃO
[Link]
e=share
Processamento de polímeros
E X T RU SÃO - S O P RO
Processamento de polímeros
I N J EÇ ÃO - S O P RO
ESTRUTURA E PROPRIEDADES DE POLÍMEROS
Copolímeros
Copolímeros
Copolímeros em bloco
• Há a formação de grandes sequências (blocos) de um dado mero se
alternando com outras grandes sequências do outro mero.
Ex.: borracha tribloco de estireno e isopropeno (SIS).
Copolímeros alternados
• Os diferentes meros se dispõem de maneira alternada.
Ex.: copolímero de anidrido maleico-estireno.
Copolímeros randômicos
• Não há uma sequência definida de disposição dos diferentes
meros.
Ex.: borracha sintética de estireno e butadieno (SBR)
Copolímeros grafitizados
• Sobre a cadeia de um homopolímero (poliA) liga-se covalentemente
outra cadeia polimérica (poliB).
Ex.: copolímero de Acrilonitrila-Butadieno-Estireno (ABS)
Exemplo da influência nas propriedades para o caso de Polímeros e
copolímeros baseados em estireno, butadieno e acrilonitrila :
Temperatura de fusão elevada
Grande dificuldade de processamento
A presença de acrilonitrila
aumenta a resistência a óleos e combustíveis,
Mantém a transparência característica enquanto o butadieno contribui para a
do PS e melhora a tenacidade flexibilidade e a resistência ao impacto
Rigidez Apresenta
Transparência uma excelente flexibilidade a
Baixa resistência ao impacto baixas temperaturas
Mantém a
Baixo custo A presença do
elevada rigidez
Fácil processamento comonômero de estireno
do PS e
possibilita um aumento na
melhora a
rigidez do elastômero
tenacidade
Forças moleculares em polímeros
Ligações
intramoleculares
Ligações
intermoleculares
Relação entre as forças moleculares e as
propriedades
• Influenciam na rigidez/flexibilidade da
Força cadeia polimérica e na estabilidade
intramoleculares (térmica, química, fotoquímica, etc.)
• Determinam decisivamente a maioria
Forças das propriedades físicas do polímero.
intermoleculares
Forças intermoleculares Atração entre as cadeias
Influência das forças intramoleculares na
temperatura de decomposição
Temperatura de decomposição ~400°C
Temperatura de decomposição ~300°C
Ligação C-N: 292 kJ/mol
Ligação C-C: 347 kJ/mol
Influência das forças intermoleculares na
temperatura de fusão
Tm = 135 °C
Tm = 212 °C
Tipos de cadeias poliméricas
Lineares
Termoplásticos
Ramificadas
Reticuladas Termofixos
E os elastômeros?
Elastômeros Termofixos
Exemplo da influência do tipo de cadeia nas
propriedades
PEAD Xc ~90%
PEBD Xc ~40%
Densidade
Grau de Cristalinidade Módulo de elasticidade Tenacidade
Resistência à tração Ductilidade
Resistência química Transparência
Resistência ao calor.
E se quisermos propriedades intermediárias, ou seja, um balanço entre tenacidade e rigidez?
A alternativa encontrada para se alcançar esse objetivo foi a
adição de comonômeros na síntese do PEAD. Por exemplo, se o
1-hexeno for adicionado ao reator de polimerização, a
estrutura do copolímero se assemelha à do polietileno com
“ramificações” curtas:
Pesquise aplicações do PEAD (HDPE) , PEBD (LDPE), PELBD
(LLDPE)
Taticidade
• É a regularidade espacial com que grupos laterais são alocados na
cadeia polimérica.
Influência da configuração nas propriedades
O polipropileno isotático é um
plástico dúctil e semicristalino
na temperatura ambiente,
enquanto que a configuração
atática deste mesmo polímero
tem um aspecto de cera na
temperatura ambiente e não
tem aplicações comerciais.
Cristalinidade em polímeros
• O processo de cristalização em polímeros difere dos sólidos cristalinos
convencionais.
• Nos polímeros uma completa transformação para o estado cristalino é impossível.
Por que?
Os polímeros são constituídos de longas cadeias e em razão disso têm mais dificuldade em
cristalizar uma vez que as torções, dobras e enrolamentos das cadeias previnem a correta
ordenação de todos os segmentos de todas as cadeias.
Grau de cristalinidade
• Grau de cristalinidade (Xc): percentual, mássico ou volumétrico, de
cristais em uma amostra.
• Xc pode variar de poucos % para polímeros como o PC, até próximo de
90%, para o PEAD.
• Xc não é uma propriedade intrínseca de um material polimérico.
• Ex.: o PET quando injetado em molde quente (50-60°C) cristaliza até cerca de
50%, mas quando injetado em molde gelado (10-15°C) é praticamente amorfo.
• Xc irá depender:
• Das condições em que o processo de cristalização acontece;
• Da cristalizabilidade.
O estado vítreo e a transição vítrea
• Durante o aquecimento
Vítrea Borrachosa
• A energia interna é insuficiente para romper a barreira de energia para a rotação.
• Os segmentos moleculares encontram-se “congelados” e o polímero encontra-se no estado
Abaixo da Tg vítreo caracterizado por se apresentar duro, rígido e quebradiço como um vidro.
• A energia fornecida para o polímero se torna suficiente para que as cadeias da fase amorfa
adquiram mobilidade e com isso elas podem assumir diferentes conformações.
Acima da Tg • O estado de mobilidade lembra uma borracha.