Direitos e Deveres na Prestação de Contas
Direitos e Deveres na Prestação de Contas
*
Pedro Schubert
*
Administrador, Autor, Professor FGV-Rio, Perito Judicial TJ-RJ e Varas Federais, Contador
Membro da Comissão Especial de Perícia Judicial, Extrajudicial e Administração Judicial – CEPAJ – do Conselho
Federal de Administração – CFA.
ÍNDICE
Preâmbulo
De Ação de Exigir Contas – NCPC / 2015
Varas Empresariais
Varas Cíveis
Varas de Órfãos e Sucessões – VOS
I- Introdução
∆ Na Área de Governo
∆ Na Área Privada
II - Prestações de Contas – Seus Direitos e Deveres
III - Forma de Apresentação DA AÇÃO DE EXIGIR CONTAS
Serão apresentadas na forma adequada
PREÂMBULO
CAPÍTULO II
DA AÇÃO DE EXIGIR CONTAS ( Artigos 550 a 553 )
Art. 550 - Aquele que afirmar ser titular do direito de exigir contas requererá a citação do réu para que as
preste ou ofereça contestação no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 1º Na petição inicial, o autor especificará, detalhadamente, as razões pelas quais exige as
contas, instruindo-a com documentos comprobatórios dessa necessidade, se existirem.
§ 2º Prestadas as contas, o autor terá 15 (quinze) dias para se manifestar, prosseguindo-se o
processo na forma do Capítulo X do Título I deste Livro.
§ 3º A impugnação das contas apresentadas pelo réu deverá ser fundamentada e específica,
com referência expressa ao lançamento questionado.
§ 4º Se o réu não contestar o pedido, observar-se-á o disposto no art. 355 .
§ 5º A decisão que julgar procedente o pedido condenará o réu a prestar as contas no prazo de
15 (quinze) dias, sob pena de não lhe ser lícito impugnar as que o autor apresentar.
§ 6º Se o réu apresentar as contas no prazo previsto no § 5º, seguir-se-á o procedimento do
§ 2º, caso contrário, o autor apresentá-las-á no prazo de 15 (quinze) dias, podendo o juiz
determinar a realização de exame pericial, se necessário.
Art. 551 - As contas do réu serão apresentadas na forma adequada, especificando-se as receitas, a
aplicação das despesas e os investimentos, se houver.
§ 1º Havendo impugnação específica e fundamentada pelo autor, o juiz estabelecerá prazo
razoável para que o réu apresente os documentos justificativos dos lançamentos
individualmente impugnados.
§ 2º As contas do autor, para os fins do art. 550, § 5º, serão apresentadas na forma adequada,
já instruídas com os documentos justificativos, especificando-se as receitas, a aplicação
das despesas e os investimentos, se houver, bem como o respectivo saldo.
Art. 552 - A sentença apurará o saldo e constituirá título executivo judicial.
Art. 553 - As contas do inventariante, do tutor, do curador, do depositário e de qualquer outro administrador
serão prestadas em apenso aos autos do processo em que tiver sido nomeado.
Parágrafo único - Se qualquer dos referidos no caput for condenado a pagar o saldo e não o
fizer no prazo legal, o juiz poderá destituí-lo, sequestrar os bens sob sua
guarda, glosar o prêmio ou a gratificação a que teria direito e determinar as
medidas executivas necessárias à recomposição do prejuízo.
Vamos detalhar para este artigo 551 § 2º, os procedimentos conforme as VARAS dos
Tribunais de Justiça escolhidas pelo AUTOR ( REQUERENTE ) do Processo.
● Varas Empresariais
A documentação adequada das empresas de
▪ Grande Porte
▪ Médio e Pequeno Porte
serão as Documentações Financeiras :
▪ Balanços Anuais ou Especiais
▪ e as Demonstrações de Resultados
com a oportunidade do Perito do Juízo acostar ao seu Laudo Pericial, cópias de folhas
do Livro Razão e do Diário nos períodos que forem necessários, além de cópias de
documentos comprobatórios de receitas, de despesas, bem como os documentos
relacionados à Investimentos.
●● Entre duas empresas podem ocorrer Adiantamentos de Recursos para :
- Compras e Reparos mediante Recibos ou mesmo, Notas Fiscais
- Cumprir contratos assinados entre empresas para implantação de projetos
( Investimentos )
▪▪ Vamos fixar que, para estes Adiantamentos de Recursos, a Vara adequada será a
Vara Cível. Entretanto, havendo entendimento, será a Vara Empresarial.
Os procedimentos para reaver os recursos, tanto na Vara Empresarial como nas
Cíveis, são os mesmos.
Aqui, neste documento, trataremos nas Varas Cíveis.
● Varas Cíveis
Nestas Varas os contraditórios podem ocorrer entre CNPJ’s x CNPJ’s, CNPJ’s x CPF’s,
CPF’s x CNPJ’s, CPF’s x CPF’s.
●● Adiantamentos de Recursos
▪▪ Entre empresas – CNPJ’s x CNPJ’s podem ocorrer o Adiantamento de Recursos
para :
- a realização de compras e serviços
- Cumprir contratos assinados entre as partes
Os documentos comprobatórios estipulados no Artigo 551 § 2º :
▪ Nos Adiantamentos de Recursos
- recibos de entrega dos recursos financeiros
- cópia do contrato assinado entre as partes e os recibos comprobatórios da
entrega de recursos financeiros.
▪ Na Prestação de Contas
Na forma adequada, com os documentos justificativos, especificando-se as receitas, a
aplicação das despesas e os investimentos, se houver, bem como o respectivo saldo.
▪▪ Entre CNPJ’s x CPF’s
Os mesmos procedimentos de CNPJ’s x CNPJ’s
Destaque :
Uma prestação de contas comum ocorre entre Condomínios x Síndicos.
▪▪ Entre CPF’s x CPF’s
Por quaisquer razões podem ocorrer contraditórios entre pessoas físicas.
O procedimento sempre será o mesmo.
●● Também destacamos a DA ACÃO DE EXIBIR CONTAS que os condôminos fazem aos
SÍNDICOS ou mesmo, às empresas administradoras do Condomínio.
Apresentação :
Sendo administrados por Empresas a documentação oferecida deve ser as
Demonstrações Financeiras.
Sendo administrados por Síndicos a documentação deve ser apresentada na regra do
LIVRO CAIXA – registrada cronologicamente e suportada com a documentação hábil.
Até pode não existir o LIVRO CAIXA mas a cronologia e a documentação hábil são
fundamentais.
● Varas de Órfãos e Sucessões – VOS
Nos Processos de Arrolamentos de Espólios se, nas suas Primeiras Declarações, citar
que o DE CUJUS teve ( foi ) :
▪ Participações Societárias
▪ Proprietário de Imóveis
em determinado momento deste Processo de Arrolamento, é peticionado pelo
Inventariante a abertura de Processo, por dependência, para a APURAÇÃO DE
HAVERES E / OU PRESTAÇÃO DE CONTAS.
▪ Nas Participações Societárias
Até o advento do Novo Código Civil ( Janeiro / 2004 ) e regido pelo Decreto 3.708
de Janeiro / 1919 apurava, com base no balanço patrimonial levantado, na Data do
Óbito, o valor da participação do DE CUJUS na empresa.
Com a evolução da legislação, temos o cálculo do valor do Fundo de Comércio.
▪ Sendo o DE CUJUS Proprietário de Imóveis
É uma atividade da ADMINISTRAÇÃO DE IMÓVEIS e o responsável é o
INVENTARIANTE que tem a responsabilidade de administrar os imóveis e de
depositar os saldos dos valores dos aluguéis em Conta Judicial em nome do Espólio,
mês a mês.
▪ Sugiro que esta atividade, mediante os procedimentos legais, sempre seja
entregue a empresas especializadas em administração de imóveis.
O (A) (s) herdeiro (a) (s) pode (m), a qualquer momento, exigir a Prestação de
Contas da gestão do Inventariante que prestará contas, conforme o artigo 551 § 2º :
“ serão apresentadas na forma adequada, já instruídas com os documentos justificativos,
especificando-se as receitas, as aplicações das despesas e os investimentos se houver, bem como o
respectivo saldo ”.
Ou seja, na prática e em respeito ao patrimônio de terceiros, realizar a gestão do
ACERVO HEREDITÁRIO e aplicando os Princípios da Contabilidade :
• Da Entidade
• Da Equidade
• Da Informação
• Da Formalização dos Registros Contábeis
• Da Periodicidade
e utilizar o LIVRO CAIXA e, cronologicamente, apresentando a prestação de contas na
forma adequada.
Redução de Custos
Em quaisquer condições de apresentação da Prestação de Contas – se na forma
adequada ou não – é fundamental que o Inventariante registre a listagem da
documentação acostada aos autos, em Planilha EXCEL, com os seguintes registros :
nº da fl. Data do Descrição do Valor – R$ 1,00
Documento Documento
Esta listagem eletrônica permite a redução de custo da perícia.
Isto não é obrigatório, por parte do Inventariante, mas recomendável.
Esta atividade de Prestação de Contas, de natureza financeira e contábil, ocorre na Sociedade, de
modo abrangente :
I - INTRODUÇÃO
Δ Na Área de Governo :
No Governo ( União, Estados, D.F. e Municípios ) – conhecido como Tomada de Contas
Destes Governos, perante a Sociedade, através :
▪▪ do Orçamento ( que precisa ser entendido )
▪▪ da Contabilidade ( que precisa obedecer aos seus princípios, o que não ocorre ;
aos seus métodos – partidas dobradas – e aos seus procedimentos ) ; e damos o
destaque para a contabilidade de custos que precisa completar o trabalho já realizado,
com competência, pelo órgão responsável na Secretaria do Tesouro Nacional – STN
para o seu pleno funcionamento e oferecer à sociedade relatórios de cunho gerencial.
Nestas atividades as participações de Economistas, Contadores e Administradores
com os seus conhecimentos e competências, são fundamentais.
Ver no site [Link] a opção Contabilidade Governamental.
▪▪ nas atividades de seus funcionários, os responsáveis por ordenações de despesas, nas
responsabilidades de suas funções são, de modo sistêmico, solicitados a prestar contas
de suas atividades.
▪▪ destaque especial para os Tribunais de Contas ( da União, dos Estados e dos
Municípios ) para onde os Executivos, nos três níveis, são submetidas as suas
Prestações de Contas.
No Tribunal Superior Eleitoral – TSE – as prestações de contas de candidatos às eleições
de prefeito, vereadores, governadores, deputados estaduais, deputados federais,
senadores e presidência.
Cada candidato e especialmente, os candidatos eleitos e, com destaque, para os cargos
majoritários de Prefeitos, Governadores e Presidente estão obrigados, por lei, a
apresentar ao TSE, as suas prestações de contas de suas campanhas eleitorais. Pelo o que
leio e ouço, é uma prestação de contas de natureza financeira, com documentação
comprobatória das receitas e das despesas.
Sendo bem feitas, deve ser utilizado o LIVRO CAIXA e com documentação hábil e
comprobatória de que, efetivamente, todas as receitas e despesas ocorreram.
Δ Na Área Privada :
Nas relações entre CPF’s, entre CNPJ’s e entre CPF’s e CNPJ’s
Estas relações devem ser realizadas com documentação comprobatória ( ATOS e
FATOS ) pois, se ocorrerem contraditórios, o destino para o deslinde da lide, será o
Judicial – Tribunal de Justiça nos Estados e a Justiça Federal ( UNIÃO ).
▪▪ Nos Estados – Tribunais de Justiça
Entre CPF’s e entre CPF’s x CNPJ’s – Varas Cíveis
Entre Sócios Quotistas e CNPJ’s – Varas Empresariais
Entre CPF’s / CNPJ’s ( herdeiros) e Espólios ( Inventariantes ) – Varas de Órfãos e
Sucessões
▪▪ Nas Varas Federais
Entre CPF’s , CNPJ’s e Órgãos da União
Entre CPF’s , CNPJ’s e Empresas Públicas, de Economia Mista e Outros
Δ Este detalhamento pode não ser definitivo e assim, este Autor recebe sugestões que serão
acrescentadas, com as indicações das fontes.
O objetivo deste material é didático.
II - Prestações de Contas – Seus Direitos e Deveres
Tribunais de Justiça nos Estados
● No Código de Processo Civil de 1973 – CPC / 73 ( Artigos 914 a 919 )
No seu artigo nº 914 era taxativo :
A ação de Prestação de Contas competirá a quem tiver :
I - o direito de exigi-las
II - a obrigação de prestá-las
O texto legal era imperioso.
Livro IV – Dos Procedimentos Especiais
Título I – Dos Procedimentos Especiais de Jurisdição Contenciosa
Capítulo IV
DA AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS
Art. 914. A ação de prestação de contas competirá a quem tiver :
I - o direito de exigi-las;
II - a obrigação de prestá-las.
Art. 915. Aquele que pretender exigir a prestação de contas requererá a citação do
réu para, no prazo de cinco (5) dias, as apresentar ou contestar a ação.
Art. 917. As contas, assim do autor como do réu, serão apresentadas em forma
mercantil, especificando-se as receitas e a aplicação das despesas, bem como o
respectivo saldo; e serão instruídas com os documentos justificativos.
● No NOVO Código de Processo Civil – NCPC / 2015 ( Artigos 550 a 553 ), temos :
A AÇÃO DE EXIGIR CONTAS
LIVRO I – Do Processo de Conhecimento e do Cumprimento de Sentença
TÍTULO III – Dos Procedimentos Especiais
CAPÍTULO II – DA AÇÃO DE EXIGIR CONTAS ( Artigos 550 a 553 )
CONTABILIDADE GERENCIAL
1
Do livro ANALISE FINANCEIRA DAS EMPRESAS – Autor José Pereira da Silva – item 2 – Demonstrações Financeiras ;
2.2 – Princípios Contábeis Geralmente Aceitos – Editora Atlas – São Paulo – 1988.
Princípio da Informação - Caracteriza um dos mais importantes objetivos da contabilidade
que é o de ser um veículo de comunicação entre a entidade, os
Sócios e a Sociedade Civil.
Comentamos : Para nós é o Relatório Gerencial.
Aqui está a TRANSPARÊNCIA.
Princípio da Formalização - Determina que todas as transações da empresa devem ser
dos Registros Contábeis registradas em seus livros ( Diário, Razão e segue ), preservando
ainda, os elementos de comprovação necessários às verificações
quanto à sua precisão e a sua compreensão. O oposto a este princípio
é o chamado CAIXA 2 e está relacionado ao Princípio da Entidade.
O Autor ainda apresenta mais seis Princípios de iguais importâncias :
• qualificação e quantificação - identificar e registrar as quantidades de modo
individualizado.
Comentamos : Exemplo : por item de ESTOQUE
Neste Sistema Integrado de Gestão cada registro contábil
é individualizado.
• da expressão monetária - expressar em moeda corrente e sendo empresa estrangeira
na moeda do seu País.
Os empréstimos na moeda corrente e na moeda de origem.
Comentamos : Este Sistema Integrado de Gestão é multi
moedas.
e do comportamento pessoal :
▪ Princípio da Entidade – ÉTICA, MORAL
CONTABILIDADE TRADICIONAL
O ensino da Contabilidade que não tem o enfoque gerencial e, portanto, este ensino não
tem condições de implantar a Contabilidade Gerencial, embora todos afirmem que os
produtos atuais de TI´s implantem Sistema Integrado. O máximo que estas TI´s implantam
são aplicativos interligados.
A prova está nos artigos já citados :
▪ Um Erro de Essência Ensinado nas Universidades
▪ Ensina-se a Contabilidade Tradicional
Sendo mais enfático, recomendo ler a TESE de Mestrado em Controladoria e Contabilidade:
Ensino da Contabilidade no Brasil
Uma Análise Crítica da Formação do Corpo Docente
Autor : Valcemiro Nossa
Orientador : Professor Dr. José Carlos Marion
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade
Departamento de Contabilidade e Atuária
Universidade de São Paulo – USP
São Paulo – 1999
Ver esta DISSERTAÇÃO neste site [Link] na Trilha :
Pericia Judicial 2 / Dissertações e Teses
A Contabilidade Tradicional que não implanta efetivo Sistema Integrado de Gestão, as
contabilidades destas empresas ( grande, média e pequeno porte ) sempre terão a
Contabilidade Tradicional, mesmo que adotem o Princípio da Competência.
Os seus registros contábeis podem obedecer, tanto ao
Regime de Competência
como ao
Regime de Caixa
Ou a ambos
e, em consequência, os Controles :
físico
patrimonial
econômico
financeiro
fiscal,
mesmo nas grandes empresas, ficam insubsistentes e, de imediato, os controles físicos
( ESTOQUE ) e financeiro ( CAIXA e BANCOS, CONTAS A RECEBER e CONTAS A
PAGAR ) ficam diretamente dependentes dos DONOS DA EMPRESA e com a administração
seguindo o princípio de que o “ boi só engorda com o olho do dono ”.
Para Empresas Média e de Pequeno Porte
Para o Controle Fiscal, as EXATORIAS Estaduais ( ICM – com a substituição tributária )
e FEDERAL – SRF ( IPI – pelo controle do Livro Registro de Notas Fiscais Recebidas e
Emitidas ) e com Regras ( Leis ) definindo a Receita Bruta presumida ( IR ) para as
pequenas e médias empresas – tetos de faturamentos mensais modificáveis – R$ 30 mil e
R$ 300 mil / mês solucionam os seus interesses.
São obrigatórios os registros contábeis nos LIVROS DIÁRIO e RAZÃO.
O MEI – o Micro Empresário Individual – faturamento até R$ 5 mil / mês, teto também
mutável, utiliza o LIVRO CAIXA para os seus registros contábeis.
Documento de Definição de Responsabilidades e de Limites de Autorizações
A Contabilidade Tradicional, mesmo definindo que obedece ao Regime de Competência,
[ nas Grandes Empresas e até nas Médias e que, por decisão da Diretoria, de Sócios e de
Órgãos Reguladores, se a empresa tem registros em Bolsa e em CVM – Comissão de
Valores Mobiliários ], a Auditoria Externa, na 1ª providência que estes Auditores
Externos tomam, é solicitar e obter cópia deste documento aprovado pela Direção da
empresa, denominado de “ Definição de Responsabilidades e de Limites de
Autorizações ”.
Este Documento lista os Membros da Direção, Gerentes, Chefes de Áreas ( Material,
Financeiro, Patrimônio, Compra, Venda ) que aprovam, nas suas diferentes atividades, das
suas funções na Empresa, as responsabilidades de cada e em conjunto.
Este Documento lista os controles que o Sistema Integrado de Gestão faz de Modo
Sistêmico e que a Contabilidade Tradicional não faz.
Este Documento poderá ser solicitado pela Perícia, em contraditórios nas Varas
Empresariais.
O Que Decorre destes Princípios da Contabilidade nos Registros Contábeis nas
Empresas ?
▪▪ Na Contabilidade Gerencial
Nas empresas que adotarem o Sistema Integrado de Gestão ( Contabilidade
Gerencial ) TODOS os seus registros contábeis, com a documentação contábil hábil,
atendem a todos os Princípios da Contabilidade aqui detalhados :
O LIVRO DIÁRIO registra todos os ATOS e FATOS –
CRONOLOGICAMENTE – pelo Regime de Competência e pelo Método das
Partidas Dobradas e, automaticamente, são feitos os registros no LIVRO
RAZÃO de cada documento : [ Contas a Receber por Nota Fiscal ; Contas à
Pagar por Nota Fiscal, por aquisição de materiais e serviços ; Despesas de
Pessoal, por Folha de Pagamento ; Por Recibos ( se for o caso ) e segue,
impostos, empréstimos / financiamentos e Outros ]
Nesta Contabilidade Gerencial NÃO existe a Conta CAIXA.
▪▪ Na Contabilidade Tradicional ( Grande, Média e Pequena Empresa – ver a Lei
Complementar 123 que define estas categorias e os seus ajustes ) podem ocorrer
registros sem obedecer ao Princípio da Competência ( e mesmo, sem obedecer ao
Método das Partidas Dobradas), daí a necessidade do balancete de verificação.
Nesta Contabilidade Tradicional, nas Médias e Pequenas Empresas, é possível
encontrar a Conta CAIXA e assim temos, nestas empresas, a Contabilidade pelo
REGIME DE CAIXA e até podem não utilizar o Método das Partidas Dobradas.
Temos, no nosso conhecimento que distinguir :
▪ O Regime de CAIXA quando não registra-se os ATOS
▪ A Conta CAIXA
▪ O Livro CAIXA
e o
▪ FUNDO FIXO de CAIXA ( Petit Cash, Caixa Pequena, Fundo de Pronto
Pagamento )
No Regime de CAIXA, o controle sistêmico, – automaticamente implantado pelo
Regime de Competência –, NÃO EXISTE.
No Regime de CAIXA podem não serem registrados os ATOS ( registros de contas
a receber, contas a pagar, contratos, pagamentos e adiantamentos de recursos pelos
sócios às empresas, distribuição de lucros ).
Torna-se necessária a Conta CAIXA para, ao final de cada dia ( semana, mês, ano )
registrar as vendas realizadas à dinheiro, bem como os recebimentos de vendas
realizadas à prazo, VALES ( de salário ), adiantamentos para pequenas compras e
outros desembolsos.
Para as empresas que adotam a Contabilidade Tradicional o Balancete de
Verificação é importante por que, este relatório, verifica estas falhas de
controles.
Importante : Estes contraditórios aparecem nas prestações de contas entre
Sócios x Empresas nas Varas Empresariais, quando surge a quebra
do affection societatis.