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Questões de Medicina de Família e Comunidade

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UNIVERSIDADE EVANGÉLICA DE GOIÁS

CURSO DE MEDICINA

CADERNO DE QUESTÕES

Formação Específica: Medicina de Família e Comunidade I

2025
METODOLOGIA DE CADA ENCONTRO:

PASSO 1: (15 minutos)

Acomodação do aluno na sala de discussão e distribuição dos cadernos de questões.

PASSO 2: (45 minutos)

Resolução das questões discursivas e obje9vas pelos acadêmicos, sem supervisão e


sem comunicação com pares. Vocês devem responder primeiramente à questão discursiva, e
na sequência, as obje9vas.

PASSO 3: (15 minutos)

Resolução de uma (1) questão discursiva mediada pelo docente

PASSO 4: (aproximadamente 165 minutos)

Resolução de até quinze (15) questões obje9vas mediadas pelo docente. Aproximadamente 10
minutos para a abordagem de cada questão.

PASSO A PASSO PARA RESPOSTA DE QUESTÕES DISCURSIVAS

Questões discursivas exigem desenvolvimento de raciocínio e organização, pelo estudante, da


defesa de argumentos e pontos de vista. Em sua maioria, exigem domínios cogni9vos de maior
complexidade, a saber, análise, avaliação, aplicação e síntese.

PASSO 1: Ler a questão discursiva, separando as ideias em parágrafos. Destacar durante a


leitura, a temá9ca trabalhada pela questão.

PASSO 2: Iden9ficar a voz de comando. Observe que a mesma questão pode ter mais de um
comando. Analisar? Sinte9zar? Propor?

PASSO 3: Resgatar os conteúdos que permi9rão resposta adequada ao comando exigido.


Iniciar pelo conceito geral e refinar abordagem para consensos da área.

PASSO 4: Verificar os elementos de suporte que influenciam na resposta adequada.

PASSO 5: Direcionar elementos imprescindíveis à resposta.

PASSO A PASSO PARA RESPOSTA DE QUESTÕES OBJETIVAS

PASSO 1: Ler a questão obje9va, sublinhando conceitos chave inseridos no enunciado da


questão. Destacar durante a leitura, a temá9ca trabalhada pela questão. Observe a fonte dos
dados de suporte. Muitas vezes este iden9fica a temá9ca principal.

PASSO 2: Iden9ficar a voz de comando. Qual é realmente o comando de resposta? O que se


quer saber? A resposta correta? A relação entre as asserções?

PASSO 3: Trabalhar o contexto da situação problema e criar pontos de ancoragem à par9r da


voz de comando. ´Resgatar os principais conceitos relevantes para a resposta à questão. Par9r
de um conceito mais geral, que possa ser considerado como ponto de ancoragem. Refinar
abordagem para consensos na área.
PASSO 4: Analisar o suporte u9lizado pela questão e seus impactos na resposta- imagem,
fluxograma, no\cia, exame complementar, dentre outros.

PASSO 5: Testar a validade dos distratores (todos os distratores) e sua correspondência ao


comando. Muitas vezes o distrator está correto, mas não responde ao comando. Riscar os
distratores errados. Concentrar-se nos distratores possíveis.

EXEMPLO DE RESPOSTA À QUESTÕES OBJETIVAS:

Q6 (ENADE 2019)

Enunciado da questão

Conforme dados do Atlas da Violência 2019, apresentados no gráfico a seguir, verifica-se o


crescimento no número de homicídios de mulheres no país durante o período de 2007 a
2017. Nesse período, a taxa de homicídios entre as mulheres negras cresceu mais do que a
taxa de homicídios entre as mulheres não negras. A classificação de raça/cor do IBGE agrega
negras como a soma de pretas e pardas e não negras como a soma de brancas, amarelas e
indígenas.

Suporte da questão

Fonte do suporte da questão

Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta


entre elas.
AsserTvas

I. O maior crescimento dos casos de homicídios de mulheres negras em comparação


com os casos de mulheres não negras indica a relevância dos estudos a respeito das
múltiplas variáveis relacionadas a este fenômeno social.

PORQUE

II. A análise do gráfico permite concluir que, no início da série histórica, havia um
contexto favorável à superação da situação social de maior vulnerabilidade da
mulher negra, em razão da menor diferença entre as taxas de homicídios.

Comando

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.

Distratores

a. As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.


b. As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c. A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
d. A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
e. As asserções I e II são falsas.

MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE I

QUESTÃO 1
Uma mulher de 22 anos de idade, mora com seu único filho de 3 anos de idade, refere ter
múl9plos parceiros e faz prevenção ocasional de DST com preserva9vos masculinos. A paciente
procurou uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dispneia e tosse que ocorre há 3
meses, inicialmente seca, tendo evoluído com expectoração mucopurulenta e presença de
sangue. Ela relata perda de ape9te, febre de até 38,5 °C, principalmente no período da tarde, e
sudorese noturna. Informa ainda que recebeu o diagnós9co de HIV há 2 anos. Faz uso de
medicação an9rretroviral de forma irregular há 6 meses.
O exame osico pulmonar da paciente mostrou: murmúrio vesicular presente, distribuído
difusamente com roncos ocasionais que melhoram com a tosse. Contagem de células CD4: 242
células/mm3 (valor de referência: superior a 900 células/mm3) e radiografia do tórax, como
mostra a imagem a seguir.

Considerando o quadro clínico apresentado pela paciente e as condutas a serem adotadas pelo
médico após a confirmação diagnós9ca do quadro pulmonar, avalie as afirmações a seguir.

I. No9ficar o estado da mãe imediatamente ao Conselho Tutelar, devido à situação de


vulnerabilidade do filho.
II. Internar a paciente, devido à gravidade do quadro clínico e história de baixa adesão ao
tratamento.
III. Manter o sigilo das informações da paciente perante os outros membros da equipe de
saúde.
IV. Indicar tratamento diretamente observado (DOTS) à paciente, para garan9a da sua adesão.
V. Solicitar à mãe que leve seu filho à UBS para rastreamento.

É correto apenas o que se afirma em:

A. II.
B. I e II.
C. III e IV.
D. IV e V.
E. I, III e V.
QUESTÃO 2
Um homem de 42 anos de idade, assintomá9co, procura a Unidade Básica de Saúde para
realização de check up, relatando que nunca foi ao médico. Sua pressão arterial é de 110 x 70
mmHg, aferida pelo menos três vezes em ocasiões diferentes com a técnica preconizada. Não
apresenta história familiar de câncer ou doença cardiovascular.
Diante desse quadro, considerando-se as melhores evidências cien\ficas e os princípios de
custo-efe9vidade con9dos nas recomendações para Rastreamento de Doenças Crônicas Não
transmissíveis do Ministério da Saúde, deve-se inves9gar:

A. dislipidemia, obesidade e tabagismo.


B. e9lismo, hiperuricemia e câncer de pele.
C. diabetes, câncer de próstata e doença renal.
D. doença hepá9ca, parasitoses e câncer colorretal.
E. doença 9reoidiana, anemia e risco cardiovascular

QUESTÃO 3
Durante visita a uma senhora de 86 anos de idade, a Agente Comunitária de Saúde (ACS)
encontra a filha assis9ndo à televisão e gritando com a mãe, que está realizando sozinha as
a9vidades domés9cas. Em conversa par9cular com a ACS, a idosa relata que não está tomando
os medicamentos porque a filha não os pegou na farmácia. Relata ainda que não vai à Unidade
Básica de Saúde (UBS) porque a filha fica com toda a sua aposentadoria, e por isso, não
consegue pagar o táxi. Na UBS, a ACS explica ao médico a situação e ele resolve fazer uma
visita domiciliar à idosa.
Além da visita domiciliar, assinale a opção que apresenta a conduta a ser adotada pela equipe
de saúde nessa situação.

A. Realizar no9ficação compulsória de violência contra a idosa, pois se trata de caso suspeito
de violência domés9ca.
B. Encaminhar o caso a uma unidade de assistência social para no9ficação, pois a UBS não é
unidade no9ficadora.
C. Realizar no9ficação compulsória de violência contra a idosa, se confirmada violência osica.
D. Aguardar reincidência de conduta violenta por parte dos familiares para no9ficar o caso.
E. Encaminhar a idosa para que realize denúncia de violência às autoridades policiais.

QUESTÃO 4
Um Agente Comunitário de Saúde (ACS) e uma equipe de saúde da Unidade Básica de Saúde
(UBS) realizam visita domiciliar na casa de uma mulher de 62 anos de idade. A idosa relata que
a sua filha juntamente com seu neto de 25 anos de idade passaram a morar com ela depois
que ele sofreu um acidente e ficou paraplégico, precisando, então, frequentar serviço de
reabilitação na cidade. Ela conta, ainda, que antes disso, morava sozinha, que controla
hipertensão arterial na UBS e é aposentada. Segundo o ACS, a casa da mulher é organizada,
limpa, simples, tem dois quartos, um dos quais ela usava para fazer costuras e complementar
sua renda. A equipe de saúde se programa para realizar outra visita domiciliar na mesma
semana. Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmações a seguir.
I. O plano terapêu9co deverá ser orientado pelo neurologista e fisioterapeuta
responsáveis pelo caso e executado pela equipe de atenção primária.
II. O plano terapêu9co deverá valorizar a interlocução com a família, iden9ficando as
necessidades e os recursos da comunidade e rede de atenção.
III. Conforme as necessidades, a equipe de atenção primária em saúde poderá ar9cular
recursos de assistência domiciliar, hospitalar e reabilitação.
IV. A visita domiciliar deve ser abrangente, englobando desde a promoção da saúde até a
reabilitação do indivíduo.

É correto apenas o que se afirma em

A. II.
B. I e IV.
C. I, II e III.
D. I, III e IV.
E. II, III e IV.

QUESTÃO 5
O sarampo é uma doença grave, que tem alto índice de morbimortalidade especialmente entre
indivíduos desnutridos e prematuros. A doença estava erradicada no Brasil, mas houve seu
recrudescimento. Entre as causas para esse fenômeno incluem-se: baixo compromisso com a
no9ficação, migração de pessoas suscep\veis, baixa cobertura vacinal e a recente onda
an9vacinação divulgada sobretudo por sí9os na internet. Várias ações governamentais foram
realizadas com o intuito de deter o surto de sarampo, muitas delas altamente eficazes.
Disponível em:
<htp://[Link]/images/pdf/2019/junho/06/InformeSarampo-
[Link]>.Acesso em: 15 jul. 2019 (adaptado).
Considerando as ações recomendadas pelo Ministério da Saúde para controle do sarampo,
avalie as afirmações a seguir.

I. Manter elevadas e homogêneas as coberturas vacinais da tríplice e tetraviral.


II. Realizar intensificação vacinal e varredura em áreas com posi9vidade laboratorial para
sarampo.
III. Realizar busca retrospec9va de pacientes com a tríade do sarampo em unidade de
saúde de municípios silenciosos.
IV. Produzir ampla campanha midiá9ca, para os diversos meios de comunicação, para
informar profissionais de saúde, população e comunidade em geral sobre tópicos relevantes
relacionados ao sarampo.
V. Estabelecer estratégias para a implementação de ações de resposta rápida frente a
casos importados de sarampo, rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita para evitar novas
importações.

É correto o que se afirma em

A. II, apenas.
B. II e III, apenas.
C. I, IV e V, apenas.
D. I, III, IV e V, apenas.
E. I, II, III, IV e V
QUESTÃO 6
Os gráficos a seguir mostram a distribuição dos casos de Síndrome respiratória aguda Grave
(SRAG) confirmados para influenza A/H1N1, por semana epidemiológica de início dos sintomas
no Brasil a par9r da Semana Epidemiológica (SE) 16/2009 até a semana 52/2011.

De acordo com as informações apresentadas nos gráficos, é correto afirmar que

A. o ano de 2011 apresenta surto epidêmico de SRAG por influenza A/H1N1.


B. o pico de casos confirmados em 2009 foi 10 vezes maior que o pico de casos em 2010.
C. o número de casos de SRAG confirmados foi maior nas semanas 25 de 2009, 2010 e 2011.
D. a tendência entre 2009 e 2011 foi de estabilização dos casos confirmados de SRAG por
influenza A/H1N1.
E. o pico de casos confirmados aconteceu entre as semanas 29 e 33 em 2009, na semana 10
em 2010 e na semana 25 em 2011.

QUESTÃO 7
Uma mulher com 28 anos de idade, casada, primigesta, com 12 semanas de gestação é
atendida em Unidade Básica de Saúde referenciada para o acompanhamento do seu pré-natal
de baixo risco. Durante a anamnese, em sua primeira consulta, mostra-se muito angus9ada e
insa9sfeita com a gravidez, que, segundo ela, não foi planejada.
Considerando a situação da gestante, avalie quais dos seguintes procedimentos devem ser
realizados para que ocorra uma consulta sa9sfatória.

I. Cadastrar a gestante no SisPreNatal e fornecer o Cartão da Gestante devidamente


preenchido. II. Realizar escuta qualificada e atendimento humanizado, para viabilizar o
estabelecimento do vínculo médico-paciente e encaminhar a paciente para a equipe de
atenção básica, priorizandose o seu acompanhamento psicológico.
III. Pesquisar, durante a anamnese, os aspectos socioepidemiológicos, os antecedentes
familiares, os antecedentes pessoais gerais, ginecológicos e obstétricos, além da situação da
gravidez atual.
IV. Marcar a próxima consulta de pré-natal da gestante para a semana seguinte à consulta
atual. V. Adiar para a próxima consulta o exame ginecológico/obstétrico, dada a insa9sfação da
paciente com a gestação.

É correto apenas o que se afirma em

A. I, II e III.
B. I, II e V.
C. I, III e IV.
D. II, IV e V.
E. III, IV e V.

QUESTÃO 8
A polí9ca de saúde pautada na atenção básica de saúde e em médicos de família permite o
diagnós9co precoce e o acompanhamento dos pacientes portadores de diabetes melito,
evitando complicações da doença.
Em relação ao pé-diabé9co, assinale a opção correta:

A. O debridamento do pé diabé9co infectado deve ser feito após ultrassonografia doppler


arterial.
B. O pé diabé9co é decorrente de fluxo arterial diminuído e seu diagnós9co depende de
exames de imagem.
C. O debridamento de pés diabé9cos com tecidos necró9cos deve incluir tecido desvitalizados
e vitalizados.
D. O debridamento de pé diabé9co de pequeno porte pode ser feito em Unidade Básica de
Saúde (UBS), sem necessidade de sobrecarregar hospitais secundários.
E. As Unidades Básicas de Saúde e os Programas de Saúde da Família devem encaminhar
pacientes com pé diabé9co aos hospitais secundários para a realização de cura9vo.

QUESTÃO 9
Em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), um médico se depara com pacientes portadores de
tuberculose que apresentaram uma série de reações adversas associadas ao tratamento.
Nessa situação, o médico da UBS deve determinar a suspensão de um dos medicamentos do
tratamento an9tuberculose para o paciente que apresentou:

A. neurite óp9ca.
B. neuropa9a periférica.
C. hiperuricemia com artralgia.
D. náusea, vômito e dor abdominal.
E. cefaleia, tontura, euforia e insônia.
QUESTÃO 10
Risco e vulnerabilidade são dois conceitos importantes para a compreensão da conduta do
portador de HIV/AIDS. É fundamental que o profissional da área de saúde entenda esses
conceitos, para realizar o atendimento adequado dos pacientes. Risco refere-se a exposição de
indivíduos ou grupo de pessoas a situações que os tornam susce\veis às infecções e ao
adoecimento; vulnerabilidade diz respeito a fatores de natureza biológica, epidemiológica,
social, cultural, econômica e polí9ca cuja interação amplia ou reduz o risco ou a proteção de
um grupo populacional, diante de determinada doença, condição ou dano.
De acordo com o Ministério da Saúde, são consideradas situações de vulnerabilidade para
infecção por HIV/AIDS:

A. prá9cas sexuais sem preserva9vo; compar9lhamento e u9lização de material


perfurocortante ou material não estéril; DST; tuberculose e hepa9tes; possuir familiar
portador do vírus HIV.
B. prá9cas sexuais sem preserva9vo; compar9lhamento e u9lização de material
perfurocortante ou material não estéril; transmissão ver9cal (gestação, parto e pós-parto);
DST; tuberculose e hepa9tes.
C. prá9cas homossexuais com e sem preserva9vo; compar9lhamento e u9lização de material
perfurocortante ou material não estéril; transmissão ver9cal (gestação, parto e pós-parto);
DST; tuberculose e hepa9tes.
D. prá9cas sexuais de pros9tuição com e sem preserva9vo; compar9lhamento e u9lização de
material perfurocortante ou material não estéril; transmissão ver9cal (gestação, parto e
pós-parto); DST; tuberculose e hepa9tes.
E. prá9cas homossexuais com e sem preserva9vo; compar9lhamento e u9lização de material
perfurocortante ou material não estéril; transmissão ver9cal (gestação, parto e pós-parto);
DST; possuir familiar portador do vírus HIV.

Rascunho:

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