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Ecologia dos Quirópteros em Itapoá

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DADOS ECOLÓGICOS DOS QUIRÓPTEROS DA RESERVA

VOLTA VELHA, ITAPOÁ, SANTA CATARINA, BRASIL

Elenise A. B,l'itos Sipinski I


Nélin Rnherto dos Reis 2

ABSTRACT. E('OLOI;l('AL IlAIA OI' CHIKOI'[Link] rKOM RESEKVA VOLTA VELHA.


ITAPOÁ. SA,~TA CANI'AKINA. BKA/.lL. A sludy on Ih~ ~cology ofChiropl~ra was ll1ao~
at lh~ R~s~rv~ 01' Volla Vdha on th~ Northan coast 01' Santa Calarina. This stuo)'
airn~d at knowing th~ rr~4LJ~m:y oI' th~ individuais colh~l,;t~d in ~al,;h s~ason. par1 nf
th~ir I"'~ding oi~1 ano th~ir lill1~ 01' activily as wdl as Ih~ir hr~~oing aClivity. Th~
investigation was carri~d OUI froll1 March. I \1\10 lo Fehruary. 199! hy ll1~ans 01'
periooieal captures whieh ocurr~d ouring four oays ~ach monlh lotali/.ing I .... hours
oI' nd us~. On~ hunored ano Ihirt)'-liw indiviouals hdonging lO 1.'\ dit'lá~nl sp~ci~s
w~re caught. .\'I/ll1Ii1'll li/i/llll (GeofTroy. 1810). Ar/ihel<' /iI/lraIllS (Ollás. 1818) ano
Mvntis nigric(/lIs (Schinz. 182!) were eaptureo in the highesl nUll1b~r Ibroughout the
s~a~H.'ns of th...: y~ar. Frllit-~ating hats I.:onlinn tht:ir f~~ding prd~r~nl.:~ for
C~l.:rnpial:~a~. Sl)lanal.:~a...:. Myt1acça~ ano Pipçral.:ça..:. Tht: hirths o..:l.:lIrr..:u. mosl)y
in st:asnns oth..:r than Ih..: dry. Arollnd I: 15 hours aft..:r sunSd was th..: tinl": wh..:n tht:
high..:st numh...:r nf individuais w..:r..: I,;olkd..:d in th..: nds.
KEY WORDS. Chiropt~ra. eco!ogy. bals. Allanlic for~sl. Brazil

O intenso desenvolvimento agrícola e agropecuáno em Santa Catarina


(Brasil). sobretudo nos últimos 60 anos, modi ticou o aspecto da vegetação primária
dessa região (KLEIN 1978). Apesar da exploração desordenada, existem ainda
mícleos tlorestais que permanecem Intactos. A Reserva Volta Velha, que faz parte
da Fazenda Palmital (Itapoá. Garuva), é um desses núcleos e está situada no litoral
norte de Santa Catarina. É uma propriedade particular destinada à conservação.
tendo sido enquadrada como Reserva Particular do Patri mânio aturai em 1990.
abrigando uma grande diversidade da fauna e da tlora local.
Dentre as espécies de animais existentes nesta região, encontram-se os
quirópteros, que desempenham papel muito importante no ambiente, interferindo
diretamente no controle de insetos (PINE 1968; HOWEL & BURCH 1974; KUNZ &
WHITAKER 1974; F ABIAN er a/. 1990), já que um morcego chega a comer centenas
de insetos em menos de 60 minutos (GRIFFIN er a/. 1960). Os quirópteros estão
também relacionados com outros fenômenos intimamente ligados à composição
tlorística das tlorestas tropicais. tais como a polinização, observada por
CARVALHO (1960), SAZIMA & SAZIMA (1975, 1978) SAZIMA el a/. (1982). Foi

I) So~i~oad~ d~ P~s4uiS<1 l1a Vida Sdvag~ll1. Caixa P"slal 305. 80..20-030 Curitiha. Paraná. Brasil.
2) D~parlal11~nlod~ Biologia Animal ~ V~gdal. Univ~rsidad~ Estadual d~ Londrina. Caixa Postal ÓCX) I.
86051-\170 LonorilUl. Paraná. Brasil.

Revta bras. Zool. 12 (3): 519 - 528. 1995


520 SIPINSKI & REIS

estimado tamhém, que os quirópteros polinizam cerca de 500 espécies em 96


diferentes g~neros de plantas neotropicais (VOGEL 1969). De acordo com GREEN-
HALL (1966), SMYTHE (1970), PUL (1972), UIEDA & VASCONECELLOS-NETO
(1985), esses animais são dispersores de sementes, chegando até ser sugerido por
HUMPHREY & BONACCORSO (1979), que um quarto das árvores de a1h'lllnas
tlorestas são dispersadas por eles.
Trahalhos que ahordam a ecologia de quirópteros em Santa Catarina.
praticamente inexistem. O presente trahalho visa fazer um levantamento das
espécies existentes. conhecer a freqü~ncia dos indivíduos coletados em cada
estação, conhecer parte de sua dieta. hem como ohter dados relativos à reprodução
e horário de atividade dos indivíduos coletados.

MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi desenvolvido entre março de 1990 e feverei ro de 1991, quando


foram realizadas coletas periódicas durante quatro dias de cada m~s, totalizando
144 horas.
A técnica de captura foi haseada em GREENHALL & PARADlSO (1968) c
REIS (1981), com utilização de aproximadamente quatro a cinco redes-nehlina
(lIIi.l'f-lIef.l") , com dimensiies variando de 5 a 18 metros de comprimento por dois
metros de altura, totalizando 1.563m/ano de redes. Estas foram armadas em
diferentes pontos da Reserva: em locais ahertos (pastagem), clareiras, trilhas,
estradas e transversalmente em cursos de rio.
Para colher dados sohre a alimentação das espécies, foram ohtidas amostras
de fezes, ora na própria rede imediatamente após a captura do exemplar, ora em
sacos de algodão, onde o espécime era deixado para defecar. O primeiro método
mostrou ser mais eficiente para os frugívoros, provavelmente pelo fato da digestão
destas espécies ser extremamente rápiua (GLASS 1970), ou ainua pelo stress
provocado pela captura.
Foi avaliado o estágio de vida de cada exemplar através da ohservação das
articu1açiies da asa, se ossiticada no adulto e não totalmente ossiticada nojovem.
O estado reprodutivo foi ohservado nas f~meas, através de apalpação no ahdômen
para constatar possível prenhez, e tamhém através de sinais de lactação. Nos
machos ohservou-se a presença ou não de testículo na hoba escrota!.
Durante as coletas as redes eram veriticadas, a cada 15 minutos, possihili-
tando registrar o horário ue captura ue cada indivíuuo. O horário das coletas variou
desde o entardecer até as tr~s primeiras horas da noite, uma vez que os quirópteros
neotropicais apresentam maior atividaue externa, com pico nas primeiras horas
escuras (BROWN 1968; LAVAL 1970, FLEMING ef a/. 1972). As coletas foram t~itas
prefúencialmente em noites sem luar. quando, segunuo TAMSITT & VALDIVIESO
(1961) e MORRISON (1978), os morcegos ficam mais tempo fora de seus ahrigos.
Tr~s exemplares capturados de cada espécie foram tixados e conservados
segundo orientação de VIZOTTO & T ADDEI (1973) e identiticados segundo critérios
de VIEIRA (1942), GOODWIN & GREENHALL (1961), HUSSON (1962), VIZOTTO &
TADDEI (1973) e JONES & CARTER (1977).

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Dados ecológicos dos quirópteros da Reserva ... 521

00 200 :lCO 400 Km

PARAGUAI

URUGUAI

Fig. 1. Localização da Reserva Volta Redonda, Itapoá, Santa Catarina (1.186 hectares).

DESCRiÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO


O estudo desenvolveu-se em uma área de floresta ombrofila densa de
planície quaternária, localizada na Reserva Particular do Patrimônio Natural Volta
Velha, na Fazenda Palmital (1.186 hectares). Tal área é situada no Município de
Itapoá em Santa Catarina, (26°04'05"S, 48°37'30"W) (Fig. I), quase divisa com
o Paraná, aproximadamente a 5Km dos contra-fortes da Serra do Mar. Essa
formação tlorestal na qual a propriedade está contida, representa uma larga faixa
da planície costeira, que se estende desde o munícipio de Guaratuba (Paraná), até
a boca do Rio Itapocú (Santa Catarina). Possui um tipo bem característico de mata,
bastante uniforme quanto à sua composição, bem como quanto ao seu aspecto
fisionômico.
Trata-se, em sua maior parte, de tloresta primária, com pequenas variações
altitudinais, distinguindo basicamente dois tipos de formações descritos por KLEIN
(1978) como Tabuleiro (7-12 metros de altitude), caracterizado pela abundância
de capiúva - Tapirira guiallellsis Aubl. (Anacardiaceae), Canela-sassafrás - Ocotea
pretiosa (Ness) Mez (Lauraceae), canela amarela - Ocofea aciphylla (Ness él Mar!.
ex Nees (Lauraceae), canela-garuva - Nectalldra rigida (H.B.K.) Ness
(Lauraceae), guanandi - Calophyllum brasiliellsis Camb. (Clusiaceae), tanheiro -

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522 SIPINSKI & REIS

Alc!lorne{( ,riplillen'i{( (Sprengél) Muéllcr Arg. (Euphorhiaçeae) e figueira - FiclIS


org{(IIf:'lIsis (Miq.) Miq. (Moraçeae), que dá um aspedo homogt\neO e hastantc
caraderístiço à mata. A outra situa-se nas depress<ies do terreno (menos de sele
melros de altitude), onde há pequenos cursos de águas. sendo çaraderizado péla
ahundânçia de pau-de-santa-rita - Richeri{( {(IISlratis Mueller Arg. (Euphor-
hiaceae), árvore exdusiva da zona norte das planícies do litoral. No estrato m~dio
dessas matas predominam os seguintes arhustos: haga-de-morcego - GII{(rea
lII{(cl"Ophyll{( Vahl (Méliceae), seca-ligeiro - Pera gl{(hrara (Schotl) Bailon
(Euphorhiaceae) e (;(ln-con - Ery,hroxyllllll {(lIIplijáliUlII (Mart.) O. E. Schulz
(Erythroxylaçeae), çaracterizando assim eSSe tipo de tloresta.

RESULTADOS

Em 12 meses de çolelas, foram capturados 134 indivíduos envolvendo 15


esp~cies. Arrihells tilllraflls (Ollús. 1818), foi a esp~cie mais (;(lIdada. seguida de
Myoris lligriCl/lls (Schinz, 1821) e Sllll"llira liliulII (Geoffroy. 1810). Esse quiróp-
teros foram encontrados nas quatro estaçôes do ano.
O maior número de esp~cies e de indivíduos foi çolelado no lI1Verno.
seguido de verão e outono çom números aproximados (Tah. I).

Tabela I. Espécies de morcegos coletados e sua freqüência nas diferentes estacões do ano.

EspéCies OLJtono Inverno Prrmavera Verão Total Porcentagem

PHYLlOSTOMIDAE
Anoura caudlfer [Link], la18} 3 2,9
CarolfllJ persplcillara (L" 17681 2 3 2,2
Srurmra "'/Um ([Link], 18101 2 5 16 11,8
ChJroderma donae Thomas. 189 1 13 2 15 11,1
Artibeus llturatus lOlfers, 1818) 12 20 46 34,0
ArtJoeus f,mbflatus Gray, 1838 6 6 4,4
Artlbeus jamafCenSJS Leach. 1821 3 8 5,9
Pygoderma bilablatLJm (Wagner. 18431 8 5,9
VESPERTllIONIDAE
Myorls mgncans (Schlnz, 18211 4 20 14,8
Myorls wber (E. Geoffroy, 1806) 0,7
Epresicus braslllensislDesrnarest. 18 í 9l 0,7
LaslUrus boreal/s (Muller, 17761 0,7
LaslUrus ega IGervals, 18561 1,4
MOlOSSIDAE
Molosstls molossus !Palias, 17661 1,4
Molossus arer E. Geoffrov, 1805 0,7

TOTAL 33 43 23 35 134 100,0

Quanto à alimentação. os dados mais expressivos são os rdativos aos


morcegos frugívoros (Tah. 11). Cl/rollia pel".\picill{/fa (Linnaeus, 1758) (;(lm
exclusividade sohre as Pip~raceae, já A. /illlrtllllS e S. ti ti 111/1 mostram um aspedo
maIOr na alimentação, AI~m dos animais Citados na tahela 11. foram ençontradas
uma es~(;ie polinívora e sde insdívoras.

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Dados ecológicos dos quirópleros da Reserva ... 523

7
nao grávidas
:Jl
Q
:l 6
-o
\~
grávidas
>
-o 5
c:
OJ
-o 4
Q

'"CEJ 3
\:l
c:
2

M A ~1 J J A s D F
meses

Fig. 2. Número de fêmeas grávidas e não grávidas no transcorrer das coletas.

Tabela 11. Dados sobre a alimentação dos morcegos frugívoros.

Espécie de Phylostomidae Espécies vegetais

Carol/ia perspicil/ata Piper sp.


Sturnira lilium Cecropia adenopus
Solanum sp.
Myrtaceae
Artibeus lituratus Cecropia adenopus
Ficus organensis
Artibeus jamaincensis Cecropia adenopus
Myrtaceae
Chiroderma doriae Ficus organensis
Pygoderma bilabiatum Não identificado

Os dados sobre o estágio reprodutivo dos espécimes coletados encontram-se


na tabela !lI. Em relação aos frugívoros, houve um pico maior de fêmeas grávidas
de novembro a fevereiro e de fêmeas não grávidas de março a julho (Fig. 2).
O horário de maior atividade dos morcegos foi uma hora após o entardecer
(Fig. 3).

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:Jl
::; 15
::J
-o
·ri
>
-o
c::
·ri
10
Q,
-o
a
I-.
:-
E
::J
C 5

O 1') 30 45 O 1') 30 4') O I:) 30 4560

la. hora 3a. horo

Fig. 3. Horário de captura dos quirópteros nas redes, durante as três primeiras horas após
o escurecer.

DISCUSSÃO

Foram encontradas 15 espécies dentre 134 exemplares, perfazendo um


percentual que justifica a afirmação de que uma floresta tropical, com seus
inúmeros nichos, pode apresentar uma diversidade considerável (ODUM 1985).
Dentre as espécies coletadas: uma era polinívora, sete exclusivamente insetívoras
e sete frugívoras (Tab. I). Apesar do número de espécies frugívoras e insetívoras
ser o mesmo, existe uma disparidade no número de indivíduos da amostra, sendo
75,3 % de frugívoros e 20,4 % de insetívoros. Tal fato decorre do método e do
local das coletas. Através da utilização de redes armadas em uma altura de 0,5 a
2,Om do solo como método de coleta, provocou-se a captura de um maior número
de espécimes que voam ao nível das árvores frutíferas, diferentemente das
insetívoras, que voam em diferentes estratos da floresta (HANDLEY 1967). O local
onde foram realizadas as coletas, ou seja, em estradas que cortam a reserva
passando por dentro da floresta, era quase sempre margeado por parte alterada
com grande concentração de Mirtaceae, Solanaceae, Cecropiaceae e Piperaceae.
Esta vegetação funciona como atrativo para os grupos frugívoros que assim
contribuem na sucessão das comunidades vegetais, através da disseminação de suas
sementes. Associações de morcegos com plantas pioneiras já foram mencionadas
por diversos autores, entre eles HOWELL & BURCH (1974), FLEMING et (li. (1972),

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Dados ecológicos dos quirópteros da Reserva ... 525

Tabela 111. Condições reprodutivas de fêmeas e machos coletados na Reserva Volta


Redonda. Santa Catarina.
Jan Fev Mar Abr Ma, Jun Jul Ago SeI OUl Nov Dez
EspéCies
F M F M F M F M F M F M F M F M F M F M F M F M

Anaura caudlfer 0/1 012011


Caro/lia p~rsplcllIlJta 0/1 0/2
Sturmra Mium 1J lJ 0:2 012 0/1 1/2 0/1 1J lJ
1J 2J
Pygoderma bl1ablatum 0/3 0/2 lJ 0/1
1J
Chffoderma donae 0/1 I L 0/1 0/6 214 0/1 0/1
ArtlbellS flmbnaws 0/20/1 0/1 0/1
Artlbeus JamalcensJs 1/1 0/1 lJ 0/1 l/i 2/2
Artlbeus lIturatus 1/1 2/3 313 1/1 0/3 210 016 0/1 3J 2J O/I 1/03/6 1/1 0/1 2/6
3L 2J 3J 2J
MyotJS mgncans 1/2 1J 0/2 0/1 0/20/4 0/1 0/2 111 011
1J
1L
Myotls ruber 0/2
Eptes/cus brasJliens/s 0/1
Laslurus ega 0/2
LaslUrus borealis lJ
Molossus mO/OSSliS 1/1 0/1
Molossus ater 1/1

(I) Representantes grávidas ou escrotados I indivíduos coletados; (J) jovem; (U lactente.

CHARLES-DoMINIQUE (1986). Mas, de um modo geral, enquanto algumas espécies


frugívoras voam haixo. na procura de diferentes alimentos, em horários distintos
(McN AB 1971; REIS 1984). evitam.1o assim. competiçiies os insetívoros caçam em
ditúentes alturas (HANDLEY 1967). como foi ohservado neste estudo.
Acredita-se que nenhum organismo está perfeitamente adaptado. porém.
existem espécies que estão integradas em seus amhientes em um maior número de
dimensões (PIANKA 1982), como mostram os resultados em rdação aos frugívoros
A. liruratus (35% da amostra). S. Iilill/II (11,8%) e o insetívoro M. lIigricalls
(14,8 %) que tiveram ocorr~ncia nas quatro estações do ano, mostrando um maior
potencial adaptativo à variação de tempo e alimentação.
Ohservanuo a reprouução uos frugívoros, foi constatauo um pico maior ue
temeas com prenh~s positiva de novemhro a fevereiro, de março a junho,
ohservou-se um maior número ue temeas não-grávidas. Todavia, como já foi
estudado por FLEMING er (//. (1972); HEITHAUS ('{ aI. (1975), há dois picos
reprodutivos para frugívoros, mostrando um ciclo poliestro himodal. com tilhotes
nascendo sempre t(lra da estação de inverno, fugindo de condiçôes inóspitas com
alimentação precária (REIS 1981). Quanto aos insetívoros, acredita-se que algumas
espécies procriam em diferentes estaç<ies do ano, a fim de diminuir a competição
por alimentos, mantendo cada espécie o seu padrão específico (T ADDEI 1976).
Em relação ao horário de atividade, os resultados mostram que pesquisas
realizadas em tr~s horas de coletas, após o escurecer, são suticientes para os
estudos hásicos de ecologia dos quirópteros, pda grande concentração ue capturas
durante esse tempo, contirmando assim dauos ue REIS (1981); REIS & PERACCHI
(1987).

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526 SIPINSKI & REIS

Já é evidente: que muitos animais e vegdais encontram-se em vias de


desaparecimento e que a responsahilidade dos estragos devastadores recai sohre-
tudo na destruição dos hahitats. Através da contrihuição deste: primeiro estudo
sohre ecologia animal da Reserva Volta Vdha, constatou-se, mais uma vez. a
importância llue os morcegos tê:m na túrmação e manutenção de matas. pela
freqüê:ncia de algumas espécies frugívoras disseminadoras de sementes.

AGRADECIMENTOS. Agradece""" a co"t"rllU"; li o dilS identit',ca~lic, al) ProL DI'. Adriano


Lu...:in P..:ra...:...:hi da Univ..:rsidad~ F..:d..:ral Rural lhl Rio li..: Jan..:irn. all SI' Lw:i(,l tv1a...:hadn ..: ao CNPq
por r..:spaldar () pr,,:s":Ilk l:sludn l: a lllJlrns hil}lngns 'lu,,: ajudaram nas alividad..:s lIl: ...:ampo.

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