Universidade Técnica de Moçambique
Faculdade de ciências tecnológicas
Licenciatura em Engenharia e Gestão de Tecnologias de Informação e
Comunicação
Comunicações Móveis
Tema: CDMA
Turma: A
Discentes:
o Amy Ismael
o Ernesto Marcelino
o Hadilson Valgy
o Wisley Selemane
Docente: Gerson Changula
Maputo, Abril de 2025
RESUMO
Este trabalho aborda o sistema de Multiplexação por Divisão de Código, conhecido
como CDMA (Code Division Multiple Access), tecnologia amplamente utilizada em
sistemas de comunicação móvel digital. O estudo apresenta uma análise detalhada dos
conceitos fundamentais, histórico de desenvolvimento, evolução tecnológica, princípios
de funcionamento, vantagens, desvantagens e classificações do CDMA. Também são
discutidas as técnicas de modulação associadas e o ganho de processamento
característico do sistema. A metodologia adotada fundamenta-se em pesquisa
bibliográfica e documental, com base em obras clássicas e publicações científicas. O
objetivo geral é compreender a aplicabilidade e relevância do CDMA no contexto das
redes de comunicação móveis. O trabalho conclui que o CDMA representou um marco
importante nas telecomunicações, sobretudo por sua eficiência espectral e robustez
contra interferências, características essenciais nas gerações de redes móveis.
LISTA DE ABREVIATURAS
CDMA: Code Division Multiple Access
FDMA: Frequency Division Multiple Access
TDMA: Time Division Multiple Access
IS-95: Interim Standard 95
QoS: Quality of Service
BTS: Base Transceiver Station
BER: Bit Error Rate
SNR: Signal to Noise Ratio
DSSS: Direct Sequence Spread Spectrum
QPSK: Quadrature Phase Shift Keying
Índice
CAPITULO I: INTRODUÇÃO .................................................................................................... 1
[Link]ção .............................................................................................................................. 1
[Link] .......................................................................................................................... 2
[Link] Geral................................................................................................................. 2
[Link] Específicos ...................................................................................................... 2
[Link]................................................................................................................... 3
[Link] .................................................................................................................. 3
CAPITULO II: DESENVOLVIMENTO ...................................................................................... 4
[Link] ................................................................................................................................. 4
[Link]ória................................................................................................................................... 4
[Link]ção ................................................................................................................................ 5
[Link] ............................................................................................................................. 5
[Link]....................................................................................................................... 5
[Link]ísticas ........................................................................................................................ 6
7.Método de Transmissão ......................................................................................................... 6
[Link] de Processamento ....................................................................................................... 7
[Link] e Desvantagens ..................................................................................................... 8
[Link] do CDMA ..................................................................................................... 8
[Link] do CDMA ................................................................................................ 8
[Link]ção ........................................................................................................................ 9
11.Técnicas de Modulação ..................................................................................................... 10
CAPITULO III: CONCLUSÃO.................................................................................................. 11
Recomendações ....................................................................................................................... 11
Considerações Finais ............................................................................................................... 12
Conclusão ................................................................................................................................ 12
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................ 13
CAPITULO I: INTRODUÇÃO
1. Introdução
O desenvolvimento das tecnologias de comunicação móvel tem exigido soluções cada
vez mais eficazes para o uso compartilhado do espectro de frequência. Uma dessas
soluções é o CDMA (Code Division Multiple Access), uma técnica que permite que
múltiplos usuários acessem simultaneamente o mesmo canal de frequência utilizando
códigos exclusivos de espalhamento. O CDMA se diferencia das técnicas clássicas
como o FDMA e o TDMA ao permitir que vários sinais sejam transmitidos no mesmo
intervalo de tempo e banda de frequência, mas com códigos distintos.
Conforme Proakis destaca em Digital Communications (2001, p. 756), o CDMA
apresenta uma vantagem significativa na utilização do espectro, oferecendo maior
capacidade e tolerância a ruídos e interferências. Esta tecnologia foi a base de sistemas
como o IS-95 e CDMA2000, utilizados em redes móveis de segunda e terceira gerações.
Este trabalho busca estudar de forma aprofundada os fundamentos, funcionamento,
evolução e aplicações do CDMA, destacando sua importância histórica e relevância
técnica no contexto das telecomunicações.
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2. OBJETIVOS
[Link] Geral
Analisar de forma detalhada o funcionamento, características, evolução e aplicabilidade
do sistema CDMA em redes de comunicação móvel digital.
[Link] Específicos
Explicar o conceito fundamental do CDMA e sua distinção em relação a outras
técnicas de acesso múltiplo.
Estudar o histórico e a evolução das tecnologias baseadas em CDMA.
Investigar as características técnicas e operacionais do CDMA.
Apresentar vantagens e limitações da tecnologia.
Explorar as técnicas de modulação associadas ao CDMA.
Avaliar sua relevância nas redes móveis modernas e em transição para novas
gerações.
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3. JUSTIFICATIVA
A escolha do CDMA como tema para este trabalho deve-se à sua importância na
evolução dos sistemas de comunicação móvel, particularmente por seu papel
fundamental nas redes 2G e 3G. A tecnologia introduziu uma nova abordagem ao
compartilhamento do espectro, permitindo maior densidade de usuários e melhor
qualidade de serviço. Para engenheiros da área de informática e telecomunicações,
compreender os princípios e a arquitetura do CDMA é essencial para atuar em projetos
relacionados à infraestrutura de redes móveis e ao desenvolvimento de sistemas
embarcados.
4. METODOLOGIA
A metodologia adotada para este trabalho é de caráter qualitativo, baseada em pesquisa
bibliográfica e documental. Foram consultadas obras clássicas de comunicação digital,
artigos científicos e documentos técnicos de organizações como o IEEE e a ITU. A
análise será conduzida com foco em compreender os aspectos técnicos e operacionais
do CDMA, bem como seu impacto histórico nas redes móveis.
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CAPITULO II: DESENVOLVIMENTO
1. Conceito
O CDMA é uma técnica de acesso múltiplo que permite a vários usuários transmitirem
simultaneamente na mesma faixa de frequência por meio de códigos distintos de
espalhamento. Cada usuário recebe um código único, utilizado para codificar e
decodificar a informação transmitida. Isso garante que os sinais possam ser transmitidos
em paralelo sem causar interferência significativa.
Segundo Proakis, em Digital Communications (2001, p. 755), “a chave do sucesso do
CDMA está no uso de códigos de espalhamento que permitem distinguir os sinais dos
diferentes usuários”.
2. História
A história do CDMA começa com aplicações militares durante a Segunda Guerra
Mundial, quando técnicas de espalhamento de espectro foram desenvolvidas com o
objetivo de tornar as comunicações mais seguras e resistentes à interceptação. Uma das
precursoras do conceito foi a atriz Hedy Lamarr, que, junto com o compositor George
Antheil, desenvolveu um sistema de salto de frequência para torpedos teleguiados —
uma ideia que mais tarde se tornaria base para o espalhamento espectral, essencial ao
CDMA.
Durante as décadas seguintes, as ideias de espalhamento de espectro foram sendo
desenvolvidas e estudadas academicamente. No entanto, foi somente nos anos 1980 que
a empresa Qualcomm, liderada por Irwin Jacobs, propôs o uso comercial do CDMA em
redes celulares. A proposta enfrentou ceticismo inicial, já que as tecnologias baseadas
em FDMA e TDMA dominavam o mercado. Em 1993, o CDMA foi oficialmente
adotado como padrão IS-95 (também conhecido como cdmaOne), o primeiro sistema
celular digital baseado nessa técnica.
Viterbi CDMA: Principles of Spread Spectrum Communication (1995, p. 12), “a
transição do CDMA de um conceito teórico militar para um padrão comercial
revolucionou a capacidade e eficiência das redes móveis”.
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3. Evolução
Após o lançamento do IS-95, a tecnologia CDMA passou por sucessivas melhorias. O
IS-95A permitia velocidades de até 14,4 kbps por canal de voz, enquanto o IS-95B
aumentava essa taxa com canais agregados, chegando a até 115 kbps para dados. Essa
evolução já indicava a tendência para serviços de dados móveis, como navegação web e
e-mails.
Com a chegada da terceira geração (3G), surgiu o CDMA2000, com maior largura de
banda, suporte a dados em alta velocidade e melhor gerenciamento de mobilidade. O
CDMA2000 foi adotado principalmente nas Américas e partes da Ásia, contrastando
com o WCDMA (Wideband CDMA), usado na Europa e em países que seguiram a
padronização GSM, Rappaport Wireless Communications (2002, p. 313).
4. Capacidade
Segundo Proakis (2001, p. 761), “a capacidade do CDMA é determinada mais pela
qualidade da recepção do que pela alocação rígida de canais”.
A capacidade do CDMA não é limitada por canais fixos, mas sim pela relação
sinal/ruído e pela quantidade de interferência gerada pelos próprios usuários. Essa
característica torna o CDMA escalável, mas também dependente de controle rigoroso de
potência.
5. Funcionamento
Cada sinal transmitido é multiplicado por uma sequência de espalhamento de alta
frequência. No receptor, o sinal é correlacionado com o código correspondente,
permitindo a separação dos sinais dos diversos usuários.
Esse processo é conhecido como DSSS (Direct Sequence Spread Spectrum), Stallings
Data and Computer Communications (2000, p. 457).
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6. Características
O CDMA possui um conjunto de características que o diferenciam
significativamente de outras técnicas de acesso múltiplo:
Espalhamento espectral: Cada sinal é multiplicado por um código
pseudoaleatório de alta frequência, espalhando-o por uma largura de banda
muito maior. Isso aumenta a segurança e resistência a interferências.
Acesso simultâneo ao canal: Todos os usuários compartilham a mesma faixa de
frequência e o mesmo tempo, sendo diferenciados por seus códigos exclusivos.
Isso elimina a necessidade de divisão temporal (TDMA) ou por frequência
(FDMA).
Capacidade flexível: A quantidade de usuários que podem acessar o sistema
depende do nível de interferência e da qualidade dos códigos, o que torna a
capacidade adaptativa.
Reutilização de frequência: Ao contrário do FDMA/TDMA, o CDMA permite a
reutilização de frequências em células adjacentes sem causar interferência
significativa, aumentando a eficiência espectral.
Controle de potência: Essencial para o funcionamento do CDMA, o controle de
potência garante que todos os sinais cheguem à estação base com níveis
similares de intensidade, evitando a interferência entre usuários.
Multipath diversity: A técnica permite que sinais refletidos (multicaminho)
sejam usados construtivamente na recepção, melhorando a qualidade do sinal em
ambientes urbanos.
Proakis Digital Communications (2001, p. 762)
7. Método de Transmissão
No CDMA, o método de transmissão baseia-se em espalhamento espectral, onde o sinal
original é distribuído por uma faixa de frequência muito maior do que a originalmente
necessária. Isso proporciona resistência a interferências e maior segurança na
transmissão.
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8. Ganho de Processamento
O ganho de processamento (processing gain) é uma das características centrais do
CDMA e está diretamente ligado à sua robustez contra interferências e capacidade de
distinguir sinais simultâneos no mesmo canal. Ele representa a relação entre a largura de
banda do sinal espalhado (spread spectrum) e a largura de banda do sinal original
(banda base), e está relacionado à capacidade do sistema de "separar" o sinal útil do
ruído.
A fórmula do ganho de processamento é:
Onde:
: Ganho de processamento (dimensionless — pode ser expresso em dB);
W: Largura de banda do sinal espalhado (em Hz);
R: Taxa de transmissão de dados (em bps — bits por segundo).
Por exemplo, se um sistema CDMA espalha um sinal que originalmente ocupa 10 kbps
para uma largura de 1,25 MHz, o ganho de processamento será:
Ou em dB:
Gp (dB) =
Haykin Communication Systems (2001, p. 634).
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9. Vantagens e Desvantagens
[Link] do CDMA
Alta eficiência espectral: CDMA permite que vários usuários compartilhem a
mesma frequência e tempo, o que resulta em uma utilização mais eficiente do
espectro.
Resistência à interferência: Graças ao ganho de processamento e ao uso de
códigos ortogonais, o sistema é bastante tolerante à interferência interusuário e
externa.
Segurança inerente: A codificação por espalhamento torna mais difícil a
interceptação e decodificação dos sinais, o que é ideal para aplicações sensíveis.
Reutilização de frequência: Não há necessidade de separar frequências por
célula, como no TDMA/FDMA, pois os códigos fornecem a separação.
Suporte a multipercurso (multipath): O receptor pode combinar sinais refletidos,
o que melhora a recepção em ambientes urbanos.
[Link] do CDMA
Complexidade do controle de potência: Como todos os usuários compartilham o
mesmo canal, é necessário um controle rigoroso de potência para evitar que
usuários próximos à torre causem interferência nos mais distantes (efeito “near-
far”).
Necessidade de sincronização precisa: O uso eficaz dos códigos depende de
sincronização extremamente precisa entre transmissor e receptor.
Interferência entre usuários: Apesar da separação por código, ainda há
interferência residual, especialmente quando os códigos não são perfeitamente
ortogonais.
Maior complexidade de processamento: Requer mais poder computacional tanto
no transmissor quanto no receptor, devido à geração e correlação dos códigos.
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10. Classificação
O CDMA pode ser classificado de acordo com a técnica de espalhamento e a largura de
banda empregada:
CDMA Direto (DSSS – Direct Sequence Spread Spectrum): Cada bit de dado é
multiplicado por uma sequência de bits pseudoaleatórios (chamados chips), o
que espalha o sinal em uma largura de banda maior. É a forma mais comum em
sistemas móveis.
CDMA por Salto de Frequência (FHSS – Frequency Hopping Spread
Spectrum): O sinal é transmitido pulando entre diferentes frequências dentro de
uma banda predefinida. É menos comum em redes móveis celulares, mas usado
em tecnologias como Bluetooth.
WCDMA (Wideband CDMA): Empregado nas redes UMTS (3G europeia),
utiliza largura de banda mais ampla (até 5 MHz), permitindo maior taxa de
dados. Considerado uma evolução do DSSS.
CDMA2000: Evolução do IS-95, usada principalmente nas Américas.
Compatível com redes anteriores, fornece suporte melhorado a voz e dados.
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11. Técnicas de Modulação
Segundo Stallings em Data and Computer Communications (2000, p. 470), “a escolha
da modulação depende diretamente do equilíbrio entre eficiência espectral e robustez
frente a ruídos”.
As técnicas de modulação usadas no CDMA visam garantir maior eficiência espectral e
resistência a ruídos. As principais são:
BPSK (Binary Phase Shift Keying): Modulação binária simples, onde a fase do sinal é
alterada entre dois estados (0° e 180°). Muito resistente a ruídos, mas com baixa taxa de
transmissão.
QPSK (Quadrature Phase Shift Keying): Permite a transmissão de dois bits por símbolo,
aumentando a taxa de dados em relação ao BPSK. Usada amplamente em CDMA e
WCDMA.
8-PSK e 16-QAM: Usadas em versões avançadas de CDMA para aumentar ainda mais a
taxa de bits por Hz. Porém, exigem maior SNR (Signal-to-Noise Ratio), sendo mais
sensíveis a ruído.
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CAPITULO III: CONCLUSÃO
Recomendações
Para quem deseja aprofundar seus conhecimentos sobre o CDMA, recomenda-se
primeiramente a leitura técnica das normas e padrões como o IS-95, CDMA2000 e
3GPP Rel. 99 (WCDMA). Esses documentos estão disponíveis em instituições como a
ITU (International Telecommunication Union) e o IEEE, que oferecem um panorama
completo das especificações técnicas envolvidas. A compreensão desses padrões ajuda a
entender os parâmetros físicos, a arquitetura do sistema e os requisitos de
interoperabilidade entre dispositivos.
Além disso, é altamente recomendado o uso de ferramentas de simulação como
MATLAB, NS-3 ou OMNeT++, que permitem a modelagem de sistemas de
comunicação CDMA com múltiplos usuários, canais ruidosos e cenários reais de
mobilidade. Essas simulações ajudam na visualização do ganho de processamento, da
interferência interusuário e da eficácia das técnicas de controle de potência. Projetos
práticos e laboratoriais também são valiosos, especialmente no contexto da engenharia
informática e de telecomunicações.
Por fim, é interessante relacionar os conceitos estudados com as tecnologias atuais e
emergentes, como 4G LTE e 5G, que, embora utilizem outras formas de acesso
múltiplo, ainda se inspiram em princípios similares ao CDMA, como o uso de códigos
para multiplexação. Essa ponte entre as gerações de rede reforça a importância do
CDMA não apenas como um sistema antigo, mas como base para a evolução das redes
móveis e seus desafios contínuos de desempenho, segurança e escalabilidade.
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Considerações Finais
O CDMA foi responsável por uma revolução na forma como os sistemas móveis tratam
o acesso múltiplo ao meio. Sua eficiência, flexibilidade e resistência a interferências o
tornaram uma das tecnologias mais marcantes do século XX na área de
telecomunicações. Mesmo com a chegada de tecnologias mais recentes, os princípios do
CDMA continuam influenciando o desenvolvimento de novas arquiteturas de redes.
Conclusão
A análise detalhada do CDMA evidencia sua importância histórica e tecnológica no
cenário das telecomunicações móveis. Desde sua origem como conceito militar até sua
aplicação prática em redes comerciais, o CDMA proporcionou avanços fundamentais
em capacidade, segurança e eficiência espectral. Ao contrário dos métodos tradicionais
de múltiplo acesso, o CDMA permitiu que múltiplos usuários compartilhassem o
mesmo canal de frequência com interferência mínima, por meio do uso inteligente de
códigos de espalhamento. Esse diferencial técnico foi decisivo para sua adoção em
sistemas como o IS-95 e CDMA2000, que marcaram a evolução das redes móveis para
a terceira geração.
Além de sua robustez contra interferências e aproveitamento otimizado do espectro, o
CDMA contribuiu para o desenvolvimento de técnicas modernas utilizadas em redes
como o 4G LTE e até o 5G, que ainda incorporam princípios semelhantes de
multiplexação. Embora tecnologias mais recentes tenham substituído o CDMA em
muitos contextos, sua herança permanece viva na base teórica e prática das
comunicações digitais. Assim, compreender o CDMA é não apenas entender uma
tecnologia específica, mas também mergulhar nos fundamentos das redes móveis
modernas e nos desafios contínuos da engenharia da comunicação.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
PROAKIS, John G. Digital Communications. 4. ed. McGraw-Hill, 2001.
VITERBI, Andrew J. CDMA: Principles of Spread Spectrum Communication.
Addison-Wesley, 1995.
RAPPAPORT, Theodore S. Wireless Communications: Principles and Practice. 2. ed.
Prentice Hall, 2002.
STALLINGS, William. Data and Computer Communications. 6. ed. Prentice Hall,
2000.
HAYKIN, Simon. Communication Systems. 4. ed. John Wiley & Sons, 2001.
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