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Desvios Gramaticais e Regência Verbal

Produção de redação estilo Enem.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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REDAÇÃO

KarlaAzevedo
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DESVIOS GRAMATICAIS
• Regência
• Verbal
• Chegar/ ir - a
• Morar/ residir - em
• Namorar – não se usa com preposição.
• Obedecer/desobedecer -a
• Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição “com”.
❖ PREFERIR

Este verbo exige dois complementos, sendo que um é usado sem preposição,
e o outro com a preposição “a”.
Preposições são partes que unem um verbo ou nome ao seu complemento:
a/ao para. Em com, sobre, até, sob, de, na, no, da do...após...
Ex.: Prefiro dançar a fazer ginástica.

Dicas:
Segundo a linguagem formal, é errado usar este verbo reforçado pelas
expressões ou palavras: antes, mais, muito mais, mil vezes mais, etc..

Ex.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica.


❖ SIMPATIZAR/ ANTIPATIZAR
• Exigem a preposição “com”.
• Exemplos:

Simpatizo com Lúcio.


Antipatizo com meu professor de História.

Dicas:
Estes verbos não são pronominais, portanto, determinadas construções são consideradas
erradas quando tais verbos aparecem acompanhados de pronome oblíquo.
• Exemplos:

Simpatizo-me com Lúcio.


Antipatizo-me com meu professor de História.
❖ VERBOS QUE APRESENTAM MAIS DE UMA
REGÊNCIA

• ASPIRAR

• A - NO SENTIDO DE CHEIRAR, SORVER: USA-SE SEM PREPOSIÇÃO.


• Ex.: Aspirou o ar puro da manhã.

• B - NO SENTIDO DE ALMEJAR, PRETENDER: EXIGE A PREPOSIÇÃO “A”.


• Ex.: Esta era a vida a que aspirava.
ASSISTIR
• a - NO SENTIDO DE PRESTAR ASSISTÊNCIA, AJUDAR, SOCORRER: USA-SE SEM PREPOSIÇÃO.
• Ex.: O técnico assistia os jogadores novatos.

• b - NO SENTIDO DE VER, PRESENCIAR: EXIGE A PREPOSIÇÃO “A”.


• Ex.: Não assistimos ao show.

• C - NO SENTIDO DE CABER, PERTENCER: exige a preposição “a”.


Ex.: Assiste ao homem tal direito.

d) NO SENTIDO DE MORAR, RESIDIR: é intransitivo e exige a preposição “em”.


Ex.: Assistiu em Maceió por muito tempo. ( ajudar, ver, pertencer, morar)
ESQUECER/LEMBRAR

• a - QUANDO NÃO FOREM PRONOMINAIS: são usados sem preposição.


• Ex.: Esqueci o nome dela.

• b - QUANDO FOREM PRONOMINAIS: são regidos pela preposição “de”.


• Ex.: Lembrei-me do nome de todos.
❖ VISAR
• a - no sentido de mirar: usa-se sem preposição.
Ex.: Disparou o tiro visando o (artigo) alvo.

b - no sentido de dar visto: usa-se sem preposição.


Ex.: Visaram os (pronome)documentos.
c - no sentido de ter em vista, objetivar: é regido pela
preposição “a”.
Ex.: Viso a uma situação melhor.
QUERER
a - No sentido de desejar: usa-se sem preposição.
Ex.: Quero viajar hoje.

b - No sentido de estimar, ter afeto: usa-se com a preposição


“a”.
Ex.: Quero muito aos meus amigos.
PROCEDER
• a - no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição.
Ex.: Suas queixas não procedem.

b - no sentido de originar-se, vir de algum lugar: exige a


preposição “de”.
Ex.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito
ao próximo.

c - no sentido de dar início, executar: usa-se a preposição “a”.


Ex.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa.
PAGAR/ PERDOAR
• a - se tem por complemento uma palavra que denote algo: não
exige preposição.
Ex.: Ela pagou a-art conta do restaurante.

b - se tem por complemento uma palavra que denote pessoa: é


regido pela preposição “a”.
Ex.: Perdoou a todos.
INFORMAR*
• a - no sentido de comunicar, avisar, dar informação: admite
duas construções:

1 - objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas


preposições “de” ou “sobre”).
Ex.: Informou obj=todos do(do que) ocorrido.
• - objeto indireto de pessoa (regido pela preposição “a”) e
direto de coisa.
Ex.: Informou(o que) o ocorrido a (a quem) todos.
IMPLICAR
• a - no sentido de causar, acarretar: usa-se sem preposição.
Ex.: Esta decisão implicará sérias consequências.

b - no sentido de envolver, comprometer: usa-se com dois complementos,


um direto e um indireto com a preposição “em”.
Ex.: Implicou o negociante em n o crime. Em+a- na/Em+o-no
• no sentido de antipatizar: é regido pela preposição “com”.
Ex.: Implica com ela todo o tempo.
CUSTAR

• a - no sentido de ser custoso, ser difícil: é regido pela preposição “a”.


Ex.: Custou ao aluno entender o problema.

b - no sentido de acarretar, exigir, obter por meio de: usa-se sem preposição.
Ex.: O carro custou-me todas as economias.

c - no sentido de ter valor de, ter o preço: usa-se sem preposição.


Ex.: Imóveis custam caro.
REGÊNCIA NOMINAL
NOME PREPOSITIVO
O CANTAR DOS PÁSSAROS ME DEIXOU TONTA!
SUBSTANTIVADA
SUBSTANTIVOS: ADJETIVOS:

• Admiração a/por • Necessário a


Devoção a/ para/ com/ por Acostumado a/com
Aversão a/para/por Nocivo a
Doutor em Agradável a
Obediência a Equivalente a
Atentado a/contra Acessível a
Bacharel em Entendido em
Horror a • Escasso de
Proeminência sobre Paralelo a
• Medo de Alheio a, de
Respeito a/ com/ para com/ por Essencial a, para
Capacidade de/ para Passível de
Impaciência com Análogo a
ADJETIVO ADVÉRBIO
• Fácil de
Preferível a
• Longe de
Ansioso de/ para/ por Perto de
Fanático por
Prejudicial a
Apto a, para
Favorável a
Prestes a
Ávido de
• Generoso com • Obs.: Os advérbios terminados em -
Propício a mente tendem a seguir o regime dos
Benéfico a
Grato a/ por adjetivos de que são formados:
Próximo a
Capaz de/ para
• Paralela a; paralelamente a
Hábil em Relativa a; relativamente a
CONCORDÂNCIA
CONCORDÂNCIA
• 1) O adjetivo concorda em gênero e número quando se refere a um único substantivo. Por exemplo:
• As mãos trêmulas denunciavam o que sentia.
• Núcleo(mão trêmulas)
• 2) Quando o adjetivo se refere a vários substantivos, a concordância pode variar. Podemos sistematizar essa flexão nos seguintes
casos:

• a) Adjetivo anteposto aos substantivos:


• - O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo. Por exemplo:
• Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
Encontramos caída a roupa e os prendedores.
Encontramos caído o prendedor e a roupa.

• - Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural. Por exemplo:
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.

Encontrei os divertidos primos e primas na festa.

b) Adjetivo posposto aos substantivos:


- O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo ou com todos eles (assumindo forma masculino plural
se houver substantivo feminino e masculino). Exemplos:
A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.

Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o adjetivo fica no singular ou plural.


Exemplos:
A beleza e a inteligência feminina(s).
O carro e o iate novo(s).

3) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo:


a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo não for acompanhado de nenhum modificador. Por
exemplo:
Água é bom para saúde.
b) O adjetivo concorda com o substantivo, se este for modificado por um artigo ou qualquer outro determinativo. Por
exemplo:
Esta água é boa para saúde.
4) O adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais a que se refere. Por exemplo:
Juliana as viu ontem muito felizes.

5) Nas expressões formadas por pronome indefinido neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição DE
+ adjetivo, este último geralmente é usado no masculino singular. Por Exemplo:
Os jovens tinham algo de misterioso.
6) A palavra "só", quando equivale a "sozinho", tem função adjetiva e concorda normalmente com o nome a
que se refere. Por exemplo:
Cristina saiu só.
Cristina e Débora saíram sós.

Obs.: quando a palavra "só" equivale a "somente" ou "apenas", tem função adverbial, ficando,
portanto, invariável. Por exemplo:
Eles só desejam ganhar presentes.
7) Quando um único substantivo é modificado por dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas as
construções:
a) O substantivo permanece no singular e coloca-se o artigo antes do último adjetivo. Por exemplo:
Admiro a cultura espanhola e a portuguesa.
b) O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo antes do adjetivo. Por exemplo:
Admiro as culturas espanhola e portuguesa.
Obs.: veja esta construção:Estudo a cultura espanhola e portuguesa.
Note que ela provoca incerteza: trata-se de duas culturas distintas ou de uma única, espano-portuguesa?
Procure evitar construções desse tipo.
CONCORDÂNCIA VERBAL
• Sujeito Simples
• Regra Geral
• O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa. Veja os exemplos:
• A orquestra tocou uma valsa longa.
3ª p. Singular 3ª p. Singular
• Os pares que rodeavam a nós dançavam bem.
3ª p. Plural 3ª p. Plural
• Casos Particulares
• Há muitos casos em que o sujeito simples é constituído de formas que fazem o falante hesitar no momento
de estabelecer a concordância com o verbo. Às vezes, a concordância puramente gramatical é
contaminada pelo significado de expressões que nos transmitem noção de plural, apesar de terem forma
de singular ou vice-versa. Por isso, convém analisar com cuidado os casos a seguir.
1) Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de, uma porção
de, o grosso de, metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...)
seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou
no plural.
Por Exemplo:
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram nenhuma proposta
interessante.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos dos coletivos, quando
especificados. Por Exemplo:
Um bando de vândalos destruiu / destruíram o monumento.

Obs.: nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto; já a


forma plural confere destaque aos elementos que formam esse conjunto.
Casos especiais:

a) O sujeito é um coletivo - o verbo fica no singular.

Ex.: A multidão gritou pelo rádio.

Atenção:
Se o coletivo vier especificado, o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural.

Ex.: A multidão de fãs gritou./ A multidão de fãs gritaram.

b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria, etc.) – o verbo fica no singular
ou vai para o plural.

Ex.: A maioria dos alunos foi à excursão./ A maioria dos alunos foram à excursão.
c) O sujeito é um pronome de tratamento - o verbo fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural).

Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Altezas pediram silêncio.

d) O sujeito é o pronome relativo "que" – o verbo concorda com o antecedente do pronome.

Ex.: Fui eu que derramei o café./ Fomos nós que derramamos o café.

e) O sujeito é o pronome relativo "quem" - o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o
antecedente do pronome.

Ex.: Fui eu quem derramou o café./ Fui eu quem derramei o café.

f) O sujeito é formado pelas expressões: alguns de nós, poucos de vós, quais de..., quantos de..., etc. - o verbo
poderá concordar com o pronome interrogativo ou indefinido ou com o pronome pessoal (nós ou vós).

Ex.: Quais de vós me punirão?/ Quais de vós me punireis?

Dicas:
Com os pronomes interrogativos ou indefinidos no singular, o verbo concorda com eles em pessoa e número.

Ex.: Qual de vós me punirá.


g) O sujeito é formado de nomes que só aparecem no plural - se o sujeito não vier precedido de artigo, o verbo ficará no
singular. Caso venha antecipado de artigo, o verbo concordará com o artigo.

Ex.: Estados Unidos é uma nação poderosa./ Os Estados Unidos são a maior potência mundial.
h) O sujeito é formado pelas expressões: mais de um, menos de dois, cerca de..., etc. – o verbo concorda com o
numeral.

Ex.: Mais de um aluno não compareceu à aula./ Mais de cinco alunos não compareceram à aula.

i) O sujeito é constituído pelas expressões: a maioria, a maior parte, grande parte, etc. - o verbo poderá ser usado no
singular (concordância lógica) ou no plural (concordância atrativa).

Ex.: A maioria dos candidatos desistiu./ A maioria dos candidatos desistiram.

j) O sujeito tiver por núcleo a palavra gente (sentido coletivo) - o verbo poderá ser usado no singular ou plural, se este
vier afastado do substantivo.

Ex.: A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanece em casa./ A gente da cidade, temendo a violência da rua,
permanecem em casa.
2) Sujeito composto

Regra geral
O verbo vai para o plural.

Ex.: João e Maria foram passear no bosque.


Casos especiais:

a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas gramaticais diferentes - o verbo


ficará no plural seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª, 2ª e 3ª pessoa.

Ex.: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos (1ª pessoa plural) amigos.
O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.

Ex: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis (2ª pessoa do plural) amigos.
O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.
Atenção:
No caso acima, também é comum a concordância do verbo
com a terceira pessoa.

Ex.: Tu e ele se tornarão amigos. (3ª pessoa do plural)

Se o sujeito estiver posposto, permite-se também a


concordância por atração com o núcleo mais próximo do
verbo.

Ex.: Irei eu e minhas amigas.


b) Os núcleos do sujeito estão coordenados assindeticamente ou ligados por “e” - o verbo concordará com os
dois núcleos.

Ex.: A jovem e a sua amiga seguiram a pé.

Atenção:
Se o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância por atração com o núcleo mais próximo do verbo.

Ex.: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.

c) Os núcleos do sujeito são sinônimos (ou quase) e estão no singular - o verbo poderá ficar no plural
(concordância lógica) ou no singular (concordância atrativa).

Ex.: A angústia e ansiedade não o ajudavam a se concentrar./ A angústia e ansiedade não o ajudava a se concentrar.

d) Quando há gradação entre os núcleos - o verbo pode concordar com todos os núcleos (lógica) ou apenas com o
núcleo mais próximo.

Ex.: Uma palavra, um gesto, um olhar bastavam./ Uma palavra, um gesto, um olhar bastava.
e) Quando os sujeitos forem resumidos por nada, tudo, ninguém... - o verbo
concordará com o aposto resumidor.

Ex.: Os pedidos, as súplicas, o desespero, nada o comoveu.

f) Quando o sujeito for constituído pelas expressões: um e outro, nem um nem


outro... - o verbo poderá ficar no singular ou no plural.

Ex.: Um e outro já veio./ Um e outro já vieram.

) Quando os núcleos do sujeito estiverem ligados por ou - o verbo irá para o singular
quando a ideia for de exclusão, e para o plural quando for de inclusão.
Exemplos:

Pedro ou Antônio ganhará o prêmio. (exclusão)


A poluição sonora ou a poluição do ar são nocivas ao homem. (adição, inclusão)
h) Quando os sujeitos estiverem ligados pelas séries correlativas
(tanto... como/ assim... como/ não só... mas também, etc.) - o que
comumente ocorre é o verbo ir para o plural, embora o singular seja
aceitável se os núcleos estiverem no singular.
Exemplos:

Tanto Erundina quanto Collor perderam as eleições municipais em


São Paulo.

Tanto Erundina quanto Collor perdeu as eleições municipais em São


Paulo.
Outros casos:

1) Partícula “SE”:

a- Partícula apassivadora: o verbo ( transitivo direto) concordará com o sujeito passivo.

Ex.: Vende-se carro./ Vendem-se carros.( Carros são vendidos.)

b- Índice de indeterminação do sujeito: o verbo (transitivo indireto) ficará, obrigatoriamente, no singular.


Exemplos:

Precisa-se de secretárias.(Secretárias são precisando)


Confia-se em pessoas honestas.

Dicas:
Os verbos auxiliares (deve, vai) acompanham os verbos principais.
O verbo existir não é impessoal. Veja:
Existem sérios problemas na cidade.
Devem existir sérios problemas na cidade.
2) Verbos impessoais

São aqueles que não possuem sujeito. Portanto, ficarão sempre na 3ª pessoa do singular.
Exemplos:

Havia sérios problemas na cidade.


Fazia quinze anos que ele havia parado de estudar.
Deve haver sérios problemas na cidade.
Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar.

3) Verbos dar, bater e soar

Quando usados na indicação de horas, possuem sujeito (relógio, hora, horas, badaladas...), e com ele devem concordar.
Exemplos:

O relógio deu duas horas.


Deram duas horas no relógio da estação.
Deu uma hora no relógio da estação.
O sino da igreja bateu cinco badaladas.
Bateram cinco badaladas no sino da igreja.
Soaram dez badaladas no relógio da escola.
4) Sujeito oracional

Quando o sujeito é uma oração subordinada, o verbo da oração principal fica na 3ª pessoa do singular.

Ex.: Ainda falta dar os últimos retoques na pintura.

5) Concordância com o infinitivo

a) Infinitivo pessoal e sujeito expresso na oração:

- não se flexiona o infinitivo se o sujeito for representado por pronome pessoal oblíquo átono.

Ex.: Esperei-as chegar.

- é facultativa a flexão do infinitivo se o sujeito não for representado por pronome átono e se o verbo da oração determinada
pelo infinitivo for causativo (mandar, deixar, fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir e sinônimos).
Exemplos:
Mandei sair os alunos. flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo se o sujeito for
Mandei saírem os alunos. diferente de pronome átono e determinante de verbo não
causativo nem sensitivo.

Ex.: Esperei saírem todos.


b) Infinitivo pessoal e sujeito oculto

- não se flexiona o infinitivo precedido de preposição com valor de gerúndio.


Ex.: Passamos horas a comentar o filme. (comentando)

- é facultativa a flexão do infinitivo quando seu sujeito for idêntico ao da oração


principal.
Ex.: Antes de (tu) responder, (tu) lerás o texto./Antes de (tu) responderes, (tu) lerás o
texto.

é facultativa a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do sujeito da oração
principal e está indicado por algum termo do contexto.
Ex.: Ele nos deu o direito de contestar./Ele nos deu o direito de contestarmos.

- é obrigatória a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do sujeito da oração
principal e não está indicado por nenhum termo no contexto.
Ex.: Não sei como saiu sem notarem o fato.
c) Quando o infinitivo pessoal está em uma locução verbal

- não se flexiona o infinitivo, sendo este o verbo principal da locução verbal, quando em
virtude da ordem dos termos da oração, sua ligação com o verbo auxiliar for nítida.

Ex.: Acabamos de fazer os exercícios.


é facultativa a flexão do infinitivo, sendo este o verbo principal da locução verbal, quando o
verbo auxiliar estiver afastado ou oculto.
Exemplos:

Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidar e reclamar dela.


Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidarmos e reclamarmos dela.
6) Concordância com o verbo ser:

a - Quando, em predicados nominais, o sujeito for representado por um dos


pronomes: tudo, nada, isto, isso, aquilo - o verbo “ser” ou “parecer”
concordarão com o predicativo.
Exemplos:

Tudo são flores.


Aquilo parecem ilusões.

Dicas:
Poderá ser feita a concordância com o sujeito quando se quer enfatizá-lo.

Ex.: Aquilo é sonhos vãos.


O verbo ser concordará com o predicativo quando o sujeito for os pronomes interrogativos: que ou
quem.
Exemplos:

Que são gametas?


Quem foram os escolhidos?

c - Em indicações de horas, datas, tempo, distância - a concordância será feita com a expressão numérica
Exemplos:

São nove horas.


É uma hora.

Dicas:
Em indicações de datas, são aceitas as duas concordâncias, pois subentende-se a palavra dia.
Exemplos:

Hoje são 24 de outubro.


Hoje é (dia) 24 de outubro.
Quando o sujeito ou predicativo da oração for pronome pessoal, a concordância se dará com o pronome.

Ex.: Aqui o presidente sou eu.

Dicas:
Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a concordância será com o que aparece primeiro,
considerando o sujeito da oração.

Ex.: Eu não sou tu

e - Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se fará com o predicativo.

Ex.: O menino era as esperanças da família.

f - Nas locuções: é pouco, é muito, é mais de, é menos de, junto a especificações de preço, peso, quantidade, distância e
etc., o verbo fica sempre no singular.
Exemplos:

Cento e cinquenta é pouco.


Cem metros é muito.
Nas expressões do tipo: ser preciso, ser necessário, ser bom, o verbo e o adjetivo
pode ficar invariável (verbo na 3ª pessoa do singular e adjetivo no masculino
singular) ou concordar com o sujeito posposto.
Exemplos:

É necessário aqueles materiais.


São necessários aqueles materiais.

h - Na expressão: é que, usada como expletivo, se o sujeito da oração não aparecer


entre o verbo “ser” e o “que”, ficará invariável. Se aparecer, o verbo concordará
com o sujeito.
Exemplos:

Eles é que sempre chegam atrasados.


São eles que sempre chegam atrasados.
TEMPOS E MODOS VERBAIS
Nesse exemplo, observamos que o participante emprega o modo subjuntivo quando deveria ter empregado o
indicativo: “[…] por nunca conseguir ser alguém igual a pessoa que a sociedade pede que você seja”.
• Desvios
PONTUAÇÃO

• O uso da vírgula deverá ser considerado desvio nos casos em que são separados:
• • sujeito e predicado;
• • verbo e objeto;
• • conjunção subordinativa e oração subordinada;
• • locução conjuntiva e a oração subordinada que introduz;
• • nome e complemento, adjetivo e substantivo, advérbio e adjetivo, determinante e
determinado e outras separações incomuns (como a separação de um verbo ou um nome e a
preposição por ele regida, a separação de um advérbio e o elemento que este modifica ou
a separação de elementos que compõem uma locução).
PARALELISMO SINTÁTICO
• O paralelismo sintático caracteriza-se pela repetição de uma mesma estrutura
sintática preenchida por diferentes elementos lexicais. Já a ausência de
paralelismo pode causar problemas de construção do período e decorre do não
emprego, ou do emprego incorreto, de elementos gramaticais pe
• “Antigamente, os hospícios e as instituições psiquiátricas eram comuns até mesmo
em cidades pequenas”.
• Nesse período, percebemos que os elementos que na frase atuam como sujeito “os
hospícios” e “instituições psiquiátricas”
EMPREGO DE PRONOMES

“[…] criando um ser humano receptivo a ações que não lhe faz bem
[…]” (o desvio de concordância em “fazer” não foi indicado, uma vez
que o escopo nesta seção é indicar o desvio no emprego do pronome).
DESVIOS DE ESCOLHA DE
REGISTRO
INFORMALIDADE/MARCA DE ORALIDADE
• “O catálogo da Netflix está cheio de filmes e séries super interessantes
para quem se interessa pelo assunto”,
O uso de diminutivos e aumentativos (ex.: “basiquinho”;
“muitão”);
Reduções (como “pra”, “pro”, “tá”, “tô”) e abreviaturas, como “p/” (no
lugar de “para”) ou “c/” (no lugar de “com”).
DESVIOS DE ESCOLHA VOCABULAR/ESCOLHAS
LEXICAIS IMPRECISAS

A palavra “parcimônia” foi empregada num contexto em que provavelmente o participante quis dizer
“parceria”, já que a própria construção (“em parcimônia com”) parece ser mais adequada à “parceria” (“em
parceria com”).

abstinência x abstenção
afinidade x finalidade
burocracia x democracia
descriminalizar x discriminar
escultural x estrutural

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