UNISA: UNIVERSIDADE SANTO AMARO
ENFERMAGEM
ROSENY DE BORBA
POLIOMIELITE
São Paulo
2024
ROSENY DE BORBA
POLIOMIELITE
São Paulo
2024
RESUMO
A poliomielite, também conhecida como pólio ou paralisia infantil, é uma do-
ença viral altamente contagiosa causada pelo poli vírus. O vírus é transmitido de
pessoa para pessoa principalmente por meio da via fecal-oral, mas também pode
ser disseminado através de alimentos ou água contaminados. A poliomielite é uma
enfermidade que afeta predominantemente crianças menores de cinco anos, embora
possa também atingir adultos.
O poli vírus infecta o sistema nervoso e pode causar paralisia total em ques-
tão de horas. A maioria das infecções por poli vírus é assintomática ou resulta em
sintomas leves, como febre e dor de garganta. No entanto, em uma pequena por-
centagem de casos, o vírus pode invadir o sistema nervoso central, levando a uma
paralisia flácida aguda que pode ser permanente. As áreas mais comumente afeta-
das incluem os músculos das pernas, mas pode ocorrer paralisia em outras partes
do corpo, inclusive nos músculos respiratórios, o que pode ser fatal.
Historicamente, a poliomielite foi uma das doenças mais temidas em todo o
mundo, causando epidemias devastadoras. No século XX, a introdução das vacinas
contra a poliomielite, como a vacina inativada de Salk (VIP) e a vacina oral de Sabin
(VOP), revolucionou a prevenção da doença. Através de campanhas massivas de
vacinação, muitos países conseguiram eliminar a transmissão endêmica do poli ví-
rus. Apesar do sucesso global na redução dos casos de poliomielite, a doença ainda
não foi erradicada completamente. Certas regiões, especialmente em países com
sistemas de saúde fragilizados e desafios socioeconômicos, continuam a enfrentar
surtos. A continuidade dos esforços de vacinação e vigilância é crucial para alcançar
a erradicação total da poliomielite.
A erradicação da poliomielite não é apenas uma meta de saúde pública, mas
também uma questão de justiça social, garantindo que todas as crianças, indepen-
dentemente de onde vivem, possam crescer livres do risco de paralisia. A luta contra
a poliomielite destaca a importância da vacinação e da colaboração global em saúde
pública.
Palavras-chave: poliomielite, vacina.
ABSTRACT
Poliomyelitis, also known as polio or infantile paralysis, is a highly contagious
viral disease caused by the poliovirus. The virus is transmitted from person to person
mainly through the fecal-oral route, but can also be spread through contaminated
food or water. Poliomyelitis is a disease that predominantly affects children under five
years of age, although it can also affect adults.
Poliovirus infects the nervous system and can cause total paralysis in a matter
of hours. Most poliovirus infections are asymptomatic or result in mild symptoms such
as fever and sore throat. However, in a small percentage of cases, the virus can in-
vade the central nervous system, leading to acute flaccid paralysis that may be per-
manent. The most commonly affected areas include the leg muscles, but paralysis
can occur in other parts of the body, including the respiratory muscles, which can be
fatal.
Historically, polio was one of the most feared diseases worldwide, causing de-
vastating epidemics. In the 20th century, the introduction of polio vaccines, such as
the inactivated Salk vaccine (VIP) and the oral Sabin vaccine (OPV), revolutionized
the prevention of the disease. Through massive vaccination campaigns, many coun-
tries have managed to eliminate endemic poliovirus transmission.
Despite global success in reducing polio cases, the disease has not yet been
completely eradicated. Certain regions, especially in countries with weakened heal-
thcare systems and socioeconomic challenges, continue to experience outbreaks.
Continuing vaccination and surveillance efforts is crucial to achieving total polio era-
dication.
Eradicating polio is not only a public health goal, but also an issue of social
justice, ensuring that all children, regardless of where they live, can grow up free
from the risk of paralysis. The fight against polio highlights the importance of vaccina-
tion and global public health collaboration.
Keywords: polio, vaccine.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 06
2 A POLIOMIELITE 07
2.1 SINTOMAS 07
2.2 DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO 08
2.3 PREVENÇÃO 08
3 VACINAÇÃO 09
3.1 VACINAÇÃO POR ESTADOS 10
3.2 ESQUEMA VACINAL 13
4 MITOS SOBRE A VACINA DA POLIOMIELITE 14
5 AÇÕES DO ENFERMEIRO NO PROCESSO DE IMUNIZAÇÃO 15
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 17
7 REFERENCIAS 18
1 INTRODUÇÃO
A poliomielite, também conhecida como pólio ou paralisia infantil, é uma do-
ença viral altamente contagiosa que afeta principalmente crianças menores de cinco
anos. O vírus da poliomielite é transmitido de pessoa para pessoa através do conta-
to com fezes infectadas ou, menos frequentemente, através de gotículas respirató-
rias expelidas ao falar, tossir ou espirrar.
A infecção pelo vírus da poliomielite pode ser assintomática em até 95% dos
casos. No entanto, quando os sintomas ocorrem, eles podem variar desde febre e
mal-estar até formas mais graves, como meningite asséptica e paralisia flácida agu-
da. Esta última é a manifestação mais severa, caracterizada por fraqueza muscular
súbita, que pode levar à paralisia permanente e, em alguns casos, à morte se os
músculos respiratórios forem afetados.
A transmissão do vírus ocorre principalmente através da via fecal-oral, com o
vírus sendo excretado nas fezes de uma pessoa infectada e, consequentemente,
contaminando alimentos, água ou mãos que entram em contato com a boca de outra
pessoa. A prevenção da poliomielite é principalmente realizada através da vacina-
ção. Existem dois tipos de vacinas: a vacina oral contra a poliomielite (VOP) e a va-
cina inativada contra a poliomielite (VIP). Ambas são altamente eficazes e seguras.
A vacinação é a medida mais eficaz para prevenir a poliomielite. Desde a in-
trodução das vacinas, houve uma redução dramática na incidência da doença em
todo o mundo. Campanhas de vacinação em massa têm sido fundamentais para
eliminar a poliomielite de muitas regiões. A Iniciativa Global de Erradicação da Pólio,
liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem como objetivo erradicar a
doença globalmente.
Graças aos esforços coordenados globalmente, a poliomielite foi erradicada
em muitas partes do mundo. No entanto, o vírus ainda é endêmico em algumas re-
giões, destacando a importância contínua da vacinação e vigilância epidemiológica
para prevenir surtos e erradicar a doença completamente.
A poliomielite representa um desafio de saúde pública significativo, especial-
mente para crianças. A vacinação eficaz e a implementação de medidas de higiene
são essenciais para controlar e, eventualmente, erradicar a doença. A continuidade
dos esforços de imunização global e a conscientização sobre a importância das va-
cinas são cruciais para alcançar um mundo livre de poliomielite.
2 A POLIOMIELITE
Causa
A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal
precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poli vírus, causador da
poliomielite. As sequelas da poliomielite estão relacionadas com a infecção da me-
dula e do cérebro pelo poli vírus, normalmente correspondem a sequelas motoras e
não tem cura. Assim, as principais sequelas são:
Problemas e dores nas articulações;
Pé torto, conhecido como pé equino, em que a pessoa não consegue andar
porque o calcanhar não encosta no chão;
Crescimento diferente das pernas, o que faz com que a pessoa manque e in-
cline-se para um lado, causando escoliose;
Osteoporose;
Paralisia de uma das pernas;
Paralisia dos músculos da fala e da deglutição, o que provoca acúmulo de se-
creções na boca e na garganta;
Dificuldade de falar;
Atrofia muscular;
Hipersensibilidade ao toque.
Essas sequelas são tratadas por meio de fisioterapia e da realização de exercí-
cios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados, além de ajudar na
postura, melhorando assim a qualidade de vida e diminuindo os efeitos delas. Além
disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e
das articulações.
2.1 SINTOMAS
Os sinais e sintomas da poliomielite variam conforme as formas clínicas, des-
de ausência de sintomas até manifestações neurológicas mais graves. A poliomielite
pode causar paralisia e até mesmo a morte, mas a maioria das pessoas infectadas
não fica doente e não manifesta sintomas, deixando a doença passar despercebida.
Os sintomas mais frequentes são:
Febre
Mal-estar
Dor de cabeça
Dor de garganta e no corpo
Vômitos
Diarreia
Constipação (prisão de ventre)
Espasmos
Rigidez na nuca
Meningite
Na forma paralítica ocorre:
Instalação súbita de deficiência motora, acompanhada de febre.
Assimetria acometendo, sobretudo a musculatura dos membros, com mais
frequência os inferiores;
Flacidez muscular, com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área
paralisada;
Sensibilidade conservada;
Persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.
2.2 DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
O diagnóstico da poliomielite deve ser suspeitado sempre que houver parali-
sia flácida de surgimento agudo com diminuição ou abolição de reflexos tendinosos
em menores de 15 anos. Os exames de liquor (cultura) e a eletromiografia são re-
cursos diagnósticos importantes. O diagnóstico será dado pela detecção de poli ví-
rus nas fezes.
Todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas, receben-
do tratamento dos sintomas de acordo com o quadro clínico do paciente.
Importante: Não existe tratamento específico da poliomielite.
2.3 PREVENÇÃO
A vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite. Todas as crianças
menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vaci-
nação de rotina e na campanha nacional anual. Desde 2016, o esquema vacinal
contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável – VIP (2, 4 e 6
meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral bivalente – VOP (gotinha). A
mudança está de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde
(OMS) e faz parte do processo de erradicação mundial da pólio.
3 VACINAÇÃO
Com a realização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite,
o Brasil reafirma o compromisso internacional assumido de manter o país livre da
doença com o alcance de altas e homogêneas coberturas vacinais. Atualmente, no
cenário global da poliomielite, existem dois países endêmicos, Paquistão e Afeganis-
tão. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualizados até 5 de julho de
2022, mostram que entre 1 de janeiro a 12 de julho de 2022, foram confirmados 15
casos de poliomielite, sendo 4 no Afeganistão e 11 no Paquistão. Em novembro de
2021, um caso de poli vírus selvagem tipo 1 foi relatado em Malawi e em 2022 um
caso em Moçambique. A atual situação do Malawi e Moçambique, países considera-
dos livres da circulação de poli vírus selvagem, demonstra que todos os países per-
manecem em risco de pólio até que a doença seja completamente erradicada do
mundo. Em 21 de julho de 2022 a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS)
/OMS publica um “Alerta Epidemiológico” referente à detecção do vírus da poliomieli-
te derivado da vacina tipo 2 num indivíduo não vacinado do condado de Rockland,
Nova York, Estados Unidos. Diante do fato a OPAS/OMS reitera aos Estados Mem-
bros a necessidade de aumentar os esforços para alcançar níveis ótimo de imunida-
de da população por meio de alta cobertura e padrões de vacinação e manter vigi-
lância epidemiológica sensível para detectar e investigar casos de PFA em tempo
hábil.
A estratégia de vacinação contra poliomielite é um grande desafio para os pa-
íses frente ao processo de erradicação do poli vírus. Nos mais de 30 anos do esfor-
ço global de erradicação, com seu início em 1988, vários progressos têm sido alcan-
çados: inexistência de casos pelo poli vírus selvagem (PVS) tipo 2 desde 1999 e pe-
lo poli vírus selvagem tipo 3 desde 2012.
O último caso de poliomielite selvagem no Brasil ocorreu em 1989, ou seja, o
país está livre dessa doença há 33 anos, fruto do trabalho incansável de profissio-
nais de todos os níveis, engajados no propósito de eliminar a circulação do poli ví-
rus. No Estado de São Paulo, o último caso registrado foi em 1988, no município de
Teodoro Sampaio.
O Brasil em 1994 recebeu da OPAS a Certificação de área livre de circulação
do PVS, juntamente com os demais países das Américas e vem empenhando esfor-
ços para alcançar a meta dos indicadores preconizados para manutenção do país
livre da doença. Destaca-se que o sucesso das altas coberturas vacinais obtido com
os Dias Nacionais de Vacinação (DNV) no Brasil, desde 1980, com a realização de
duas campanhas anuais, evidenciou impacto sobre a redução da incidência da do-
ença no território nacional. A partir de 2012, o País introduziu a vacina inativada po-
liomielite (VIP) e passou a realizar uma etapa de Campanha de Vacinação contra a
Poliomielite e introduziu a Campanha Nacional de Multivacinação. No entanto, mes-
mo diante dos esforços, desde 2016 tem sido detectada uma progressiva queda das
coberturas vacinais para poliomielite, menores que 95% e heterogêneas, podendo
levar à formação de bolsões de pessoas não vacinadas e possibilitar a reintrodução
do PVS e o surgimento de poli vírus derivado vacinal (PVDV). Este cenário foi inten-
sificado no contexto da pandemia de covid-19, tanto no que se refere às baixas co-
berturas vacinais quanto ao alcance dos indicadores de Vigilância Epidemiológica
das Paralisias Flácidas Agudas (VEPFA). Esta situação contribuiu na classificação
do Brasil como País de alto risco para a poliomielite segundo o relatório de 2021 da
Comissão Regional de Certificação (CRC). Essa classificação tem como base os
dados anuais monitorados e apresentados pelo país referente à VEPFA, vacinação
e contenção laboratorial. Os resultados mostram que o País apresenta aproximada-
mente 84% dos municípios classificados como de “alto risco” e “muito alto risco” para
pólio.
Desta forma, o Brasil se encontra entre aqueles países que apresentam maior
risco para reintrodução do PVS e surgimento do PVDV. As análises foram realizadas
nos três níveis de gestão (nacional, estadual e municipal) para identificar e direcio-
nar as ações necessárias para mitigar o risco de reemergência da poliomielite.
3.1 VACINAÇÃO POR ESTADOS
A vacinação contra a poliomielite é uma das estratégias mais eficazes para
prevenir a doença e é realizada de forma sistemática e abrangente em todo o Brasil.
A coordenação e implementação da vacinação são feitas pelas secretarias estaduais
e municipais de saúde, com orientação e apoio do Ministério da Saúde. A cobertura
vacinal pode variar de estado para estado, influenciada por fatores como logística,
infraestrutura de saúde, campanhas de conscientização e adesão da população. To-
das as crianças devem receber a vacina contra a poliomielite conforme o calendário
nacional de vacinação. Normalmente, são administradas doses da vacina oral (VOP)
e da vacina inativada (VIP). Periodicamente, o Ministério da Saúde realiza campa-
nhas de vacinação, com o objetivo de alcançar uma maior cobertura e garantir que
nenhuma criança fique sem a vacina. Em áreas onde há risco maior de transmissão
ou onde a cobertura vacinal está abaixo do ideal, são realizadas ações específicas
para identificar e vacinar crianças que não foram imunizadas. Os dados de cobertura
vacinal são monitorados constantemente e divulgados pelo Ministério da Saúde.
Eles indicam a porcentagem de crianças que receberam a vacina conforme o calen-
dário vacinal. Estados com maior cobertura vacinal tendem a ter menores riscos de
surtos da doença.
Mapas com faixas de coberturas vacinais da poliomielite em regiões de saúde segundo modelos bayesianos. e_f) Padrões
de associação espacial em aglomerados de coberturas vacinais (baixa-baixa, alta-alta, baixa-alta e alta-baixa) utilizando-se
o Índice de Moran global e local de Associação Espacial. Brasil 2011 a 2021.
Ministério da Saúde - Vacinação do Calendário Nacional
Acesso:
INFORMAÇÕES DE SAÚDE
DATASUS Tecnologia da Informação a Serviço do SUS
Atualização do painel em 02/06/2024 às 05:16:33, com dados contidos na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) até o dia 01/06/2024.
3.2 ESQUEMA VACINAL
4. MITOS SOBRE A VACINA DA POLIOMIELITE
A vacinação contra a poliomielite é uma das maiores conquistas da saúde pú-
blica, mas, como todas as vacinas não estão isenta de mitos e desinformações. A
seguir, estão alguns dos mitos mais comuns sobre a vacina da poliomielite e as ver-
dades que os desmentem:
Mito: A vacina da poliomielite causa a doença.
Verdade: A vacina oral contra a poliomielite (VOP) contém uma forma atenuada do
vírus que não causa a doença. A vacina inativada de Salk (VIP) contém um vírus
morto, incapaz de causar qualquer infecção. Em raras ocasiões, a VOP pode rever-
ter para uma forma virulenta, mas este risco é muito pequeno em comparação com
os benefícios da vacinação.
Mito: A poliomielite não existe mais, então a vacina não é necessária.
Verdade: Embora a poliomielite tenha sido eliminada em muitas partes do mundo, o
vírus ainda existe em algumas regiões. Manter altas taxas de vacinação é crucial
para prevenir a reintrodução da doença em áreas onde ela foi erradicada.
Mito: A vacina contra a poliomielite não é segura para crianças.
Verdade: As vacinas contra a poliomielite passaram por rigorosos testes de segu-
rança e eficácia. Elas são consideradas seguras e são recomendadas por organiza-
ções de saúde em todo o mundo. Os efeitos colaterais são geralmente leves e tem-
porários.
Mito: As vacinas causam autismo.
Verdade: Este mito surgiu de um estudo desmascarado e fraudulento. Numerosos
estudos científicos robustos não encontraram nenhuma ligação entre vacinas, inclu-
indo a vacina contra a poliomielite, e o autismo.
Mito: A imunidade natural é melhor do que a imunidade conferida pela vacina.
Verdade: Embora a infecção natural possa proporcionar imunidade, ela vem com o
risco de desenvolver poliomielite, que pode resultar em paralisia ou morte. A vacina
proporciona imunidade sem esses riscos.
Mito: As vacinas contêm toxinas perigosas.
Verdade: As vacinas são cuidadosamente formuladas e os ingredientes são usados
em quantidades seguras. Substâncias como conservantes ou adjuvantes ajudam a
garantir que as vacinas sejam seguras e eficazes.
Mito: Só crianças precisam da vacina contra a poliomielite.
Verdade: Embora as crianças sejam as principais receptoras da vacina, adultos não
vacinados ou com vacinação incompleta também devem receber a vacina, especi-
almente se viajarem para áreas onde a poliomielite ainda é endêmica.
Mito: A vacinação é apenas uma estratégia para lucro das empresas farmacêuticas.
Verdade: A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais custo-efetivas.
Os benefícios de vacinar superam em muito os custos, tanto para indivíduos quanto
para a sociedade, prevenindo doenças debilitantes e evitando gastos com tratamen-
to médico.
Mito: As vacinas sobrecarregam o sistema imunológico infantil.
Verdade: O sistema imunológico das crianças é robusto e capaz de lidar com várias
vacinas ao mesmo tempo. As vacinas são programadas de forma a aperfeiçoar a
resposta imunológica e a segurança.
Desmistificar esses mitos é crucial para manter a confiança na vacinação e
garantir que a poliomielite possa ser erradicada globalmente. A educação e a comu-
nicação clara sobre os benefícios e a segurança das vacinas ajudam a proteger a
saúde pública e a salvar vidas.
5. AÇÕES DO ENFERMEIRO NO PROCESSO DE IMUNIZAÇÃO:
Avaliação Pré-Vacinação
Coletar informações sobre o histórico vacinal e de saúde do paciente; realizar uma
breve avaliação física para identificar sinais de contraindicação à vacinação.
Administração de Vacinas
Garantir que o ambiente de vacinação seja limpo, seguro e confortável para o paci-
ente; utilizar técnicas assépticas na preparação e administração das vacinas; infor-
mar sobre o procedimento, garantindo que o paciente esteja relaxado e informado
sobre o que esperar.
Monitoramento Pós-Vacinação
Monitorar o paciente por um período após a vacinação para identificar possíveis rea-
ções adversas imediatas; fornecer instruções sobre cuidados pós-vacinação e sinais
de alerta para reações adversas que necessitem de atenção médica.
Educação em Saúde
Distribuir folhetos informativos e utilizar recursos audiovisuais para educar sobre a
importância da vacinação. Realizar palestras e rodas de conversa com a comunida-
de para esclarecer dúvidas e mitos sobre a vacinação.
Gerenciamento de Vacinas
Garantir a manutenção da cadeia de frio para a conservação das vacinas, monitorar
datas de validade e condições de armazenamento, evitando desperdícios e garan-
tindo a disponibilidade de vacinas.
Registrar todas as vacinas administradas, incluindo dados do paciente, lote da vaci-
na e data de administração. Compilar dados para relatórios de cobertura vacinal e
envio às autoridades de saúde. Colaborar no planejamento logístico de campanhas
de vacinação, incluindo a definição de locais e horários de vacinação. Participar em
atividades de mobilização comunitária para aumentar a adesão à vacinação.
Os enfermeiros desempenham um papel multifacetado e essencial no processo de
imunização, englobando aspectos clínicos, educativos, organizacionais e gerenciais.
Sua atuação eficaz contribui diretamente para o sucesso dos programas de vacina-
ção e para a promoção da saúde pública. Manter-se atualizado e capacitado é fun-
damental para garantir a qualidade e a segurança dos serviços de imunização ofere-
cidos à população.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A vacinação contra a poliomielite é essencial para a saúde pública e a
erradicação da doença. Embora o Brasil tenha alcançado altos níveis de cobertura
vacinal, esforços contínuos são necessários para manter e melhorar essas taxas,
especialmente em áreas de difícil acesso. A cooperação entre estados, municípios e
o governo federal, junto com a participação ativa da população, é fundamental para
o sucesso dessas iniciativas.
O papel do enfermeiro no processo de vacinação é fundamental para
garantir a eficácia, segurança e alcance das campanhas de imunização. Enfermeiros
são treinados para administrar vacinas corretamente, assegurando que as doses
sejam aplicadas nas quantidades e vias adequadas. Garantem a correta
conservação e manuseio das vacinas para evitar contaminações e reações
adversas. Enfermeiros educam os pacientes e suas famílias sobre a importância das
vacinas, desmistificam mitos e respondem a dúvidas, aumentando a adesão à
vacinação, participam de campanhas de sensibilização em comunidades, escolas e
locais de trabalho, promovendo a vacinação como medida de saúde pública,
monitoram e registram quaisquer reações adversas pós-vacinação, garantindo que
estas sejam tratadas rapidamente e que dados importantes sejam coletados.
A importância do enfermeiro no processo de vacinação vai além da
administração das vacinas. Eles são essenciais na educação da população, na
logística e gestão dos insumos, no monitoramento de reações adversas e no apoio a
pesquisas e melhorias contínuas. Sua atuação garante não apenas a cobertura
vacinal, mas também a segurança e confiança da população nos programas de
imunização. Em um cenário global onde a vacinação é crucial para a prevenção de
doenças e a promoção da saúde pública, o papel dos enfermeiros é inestimável e
imprescindível.
REFERÊNCIAS
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fie:///C:/Users/Luciana/Desktop/fe/Calend%C3%A1rio%20T%C3%A9cnico%2
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Tecnico-Campanha-Polio-e-Multi_03-[Link]
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