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Dores orofaciais
etiologia, classificação,
Diagnóstico e
tratamento
Quem já
sentiu dor ?
2
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MODELO CASCA DE CEBOLA
DOR
A experiência de DOR envolve estímulos de todas as camadas da cebola
4
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Experiência sensorial e emocional
desagradável associada com lesão
tecidual real ou potencial, ou descrita
em termos de tal lesão
Classificou mais de 600 afecções álgicas
crônicas das quais 66 acometem a região
cervical e cefálica
DOR OROFACIAL
“São as dores na face, incluindo a boca,
que têm origem local, regional ou
sistêmica.” Siqueira, JTT
“Dor Orofacial é toda a dor associada a
tecidos moles e mineralizados (pele,
vasos sanguíneos, ossos, dentes,
glândulas ou músculos) da cavidade oral
e da face.” SBDof
6
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Em 1974, o Instituto Nacional
de Saúde dos Estados Unidos
da América reuniu, pela
primeira vez, clínicos e
cientistas de várias profissões
da área da saúde para um
significativo simpósio sobre as
dores orais e faciais.
É grande a multiplicidade de
fontes potenciais de dores
orofaciais e envolvem os
diversos tipos de tecidos que
formam essa região.
AGUDA
DTM
X
CRÔNICA
INFECÇÕES
INFLAMATÓRIA
X
NEUROPÁTICA
NEURALGIAS
LOCAIS
ODONTALGIAS
Na nova fase da Odontologia
CEFALEIAS
SISTÊMICAS brasileira e mundial, em que a
PRIMÁRIAS
boca é integrada ao corpo, e a dor
TUMORES na face, além de expressar lesão
DORES física, também é a expressão da
REFERIDAS
pessoa que sofre e do contexto
biopsicossocial em que vive
8
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DOR OROFACIAL
(aguda/crônica)
10
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A
N
A
T
O
HOMÚNCULO DE PENFIELD
M
I
A
11
Entrevista com 45 mil americanos:
• Odontalgia 12,2%
• DTM 5,3%
Um dos primeiros levantamentos realizados sobre os tipos de
dores na face e boca
12
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Entrevista com 267 trabalhadores
- DOF: 32,2%
- Frequentes: odontalgia 25,5% (alta intensidade); DTM 7,1%
- Absenteísmo: 11,6% por dor orofacial
- Horas perdidas: 66h
- Limitações: comer, higiene oral
--> DOF interferiu significativamente no desempenho dos trabalhadores
13
Entrevista + Research Diagnostic Criteria for TMD RDC/TMD: 1307
adolescentes
- DTM dolorosa: 25,2%
- DTM muscular: 13,2%
- DTM articular: 12%
- Fatores associados: cefaleia, bruxismo do sono, bruxismo em vigília,
parafunção, pais separados
14
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DOR OROFACIAL & DTM
• Dor orofacial (DOF) é um termo • A disfunção temporomandibular
inespecífico, referente a um (DTM) é a causa mais prevalente
grupo de afecções dolorosas, de dor orofacial não
agudas ou crônicas, que odontogênica
acometem os tecidos moles e • DTM define um conjunto de
duros da face e da cavidade distúrbios agudos ou crônicos
bucal. que acometem os músculos
• Etiologicamente, as dores mastigatórios, as articulações
orofaciais podem ser divididas temporomandibulares ou uma
em odontogênicas e não combinação destas estruturas
odontogênicas
15
16
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17
ODONTOGÊNICAS
INFECÇÃO
PERICEMENTITE
PERIAPICAL
PULPITE PERICORONARITE
SENSIBILIDADE
FRATURAS
DENTINÁRIA
18
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PULPITE é a DOF mais comum
LATEJANTE ( mas pode variar de acordo com o grau de
comprometimento)
PROVOCADA ( mas pode ser ESPONTÂNEA)
LOCALIZADA ( mas pode ser DIFUSA)
Desencadeada pelo Frio/Calor, alimentos, escovação
Pode gerar ativação do Sistema muscular
Uso de anestesia local ajuda na localizaçao da dor e
diagnóstico diferencial
Tratamento Intervencionista
Medicação analgésica, AINE
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LESÃO PERIAPICAL
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FRATURAS
21
SENSIBILIDADE
DENTINÁRIA
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PERICORONARITE
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PERICEMENTITE
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Quando uma dor NO dente não
é uma dor DE dente ?
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Testes térmicos
Não há sinal radiográfico
Não piora quando deita/abaixa da cabeça
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• Testes térmicos: normais
• Testes de percussão: normais
• Não há sinais radiográficos
• Não piora quando deita/ abaixa cabeça
27
Várias síndromes álgicas podem se
manifestar como dor de dente, sendo,
portanto, FALSAS DORES DE DENTE ou
"ODONTALGIAS NÃO ODONTOGÊNICAS".
28
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NÃO
ODONTOGÊNICAS NEURALGIA
DOR TRIGEMINAL
MIOFASCIAL
DOR
CEFALEIA SINUSAL
PRIMÁRIA
INFECÇÕES DOR
NEOPLASIAS
TORÁXICA
29
FALSAS DORES DE DENTE ou
"ODONTALGIAS NÃO ODONTOGÊNICAS".
Entre elas citam-se : neuralgias
faciais, sinusopatias, cefaleias
primárias, odontalgia atípica, dor
miofascial, infarto agudo do
miocárdio e neoplasia
30
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NEURALGIA DO TRIGÊMEO
“A neuralgia do trigêmeo é considerada uma das piores dores
experimentadas pelo ser humano” – Doença do Suicídio
Episódios de dor lancinante, súbita e intensa, sensação de
esfaqueamento , dor como um choque elétrico, distúrbios em
um ou em todos os três ramos (V1, V2 ou V3).
O diagnóstico é fundamentalmente clínico, o que significa que
não há exames capazes de confirmar a doença.
31
(surto rápidos e curtos)
Os pacientes usualmente se queixam de dores em um só lado da face (embora em
alguns casos possa ocorrer dos dois lados). Na grande maioria das vezes, as dores são
referidas como choques, de fortíssima intensidade, em crises, com duração de segundos
a alguns minutos. Em muitos casos, as dores são desencadeadas por estímulos normais
como falar, mastigar ou escovar os dentes – ALODÍNIA.
32
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33
N É uma das maiores causas de iatrogenia odontológica, diagnóstico diferencial exige um mínimo de
E treinamento e experiência.
U
R
A
L
G
I
A
D
O
T
R
I
G
Ê
M
E
O
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N TRATAMENTO
E
U Inicialmente deve ser feito com uso de medicamento da classe dos anticonvulsivantes. Ocorre que
R os anticonvulsivantes têm a capacidade de estabilizar os neurônios que estão causando convulsões
A e, alguns deles, têm a propriedade de estabilizar neurônios causadores de dores, em especial as da
L neuralgia do trigêmeo. Tal tratamento medicamentoso tem cerca de 50 a 70% de sucesso. Para os
G pacientes que não melhoram, devemos utilizar o que chamamos de procedimentos
I intervencionistas.
A
As opções farmacológicas indicadas para o tratamento da neuralgia do trigêmeo são:
D
O [Link] em doses que variam entre 300 a 1200 mg/ dia (para controle da dor) com
intervalo de 8 horas;
T [Link] em doses entre 600 a 1800 mg/dia;
R [Link] em doses que variam 40 a 80 mg;
I [Link] (400 mg/ dia); e
G [Link] entre 4 – 12 mg por dia .
Ê
M
E
O
35
N TRATAMENTO
E
U
R
A
L RIZOTOMIA PERCUTÂNEA POR COMPRESSÃO BALÃO DO
G GÂNGLIO GASSERIANO, é inserido um cateter,
I comprimindo o gânglio do trigêmeo o que elimina a dor
A em 98% dos casos e oferece conforto por um longo
período de tempo com taxas de controle da dor que
D chegam a 91% em 6 meses, 66% em 3 anos além de
O apresentar uma taxa de recorrência de 30% em 5 anos.
T OBJETIVO
R Destruir seletivamente as fibras A-delta e C (nociceptivas),
I preservando A-alfa e fibras beta (toque), diminuindo ou
G acabando com a dor, tentando não prejudicar a sensibilidade.
Ê
M
E
O
36
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N
E COMPLICAÇÕES da cirurgia Rizotomia percutânea por compressão balão do gânglio gasseriano
U
R - Disestesia hemifacial ipsilateral à cirurgia - Em muitos casos, a percepção de dor por toque ou
A picada é quase normalizada em 1 ano.2
L - Diplopia - Devido a sua localização anatômica na parede lateral do seio cavernoso, o nervo
G craniano mais freqüentemente comprimetido durante o procedimento é o nervo abducente. Visão
I dupla é transitória, pode apresentar regressão total ou quase total em semanas ou meses.2
A - Neuropatia trigeminal pós-traumática dolorosa (anestesia dolorosa), uma condição rara que
ocorre em 4%, caracterizada por anestesia dolorosa persistente ou hiperestesia na região
desnervada.2
D
- Alterações na salivação - Ocorre 20% das vezes, correspondendo 17% dos casos em aumento da
O salivação e 3% em diminuição da produção de saliva.3
- Alterações na lacrimação - Ocorre em 20% dos casos, sendo aumentada em 17% e diminuída em
T 3% das vezes.3
R - Fraqueza parcial do masseter.3
I - Meningite- 0,3%.3
G - Mortalidade extremamente baixa.4
Ê
M
I
O
37
N TRATAMENTO
E
U
R
A RIZOTOMIA TRIGEMINAL POR RADIOFREQUÊNCIA DO
L TRIGÊMEO
G
I A radiofrequência do nervo trigêmeo consiste
A na aplicação de uma corrente elétrica no nervo trigêmeo, in
ativando–o. Uma agulha é colocada ao lado do nervo
D afetado, por dentro dessa agulha é colocado um eletrodo
O que, por sua vez, é ligado a um gerador de radiofrequência.
É esse gerador que emitira as ondas de radiofrequência
T responsáveis pela inativação do
R nervo. O tratamento é feito sob sedação, sem
I cortes e o paciente tem alta no mesmo dia.
G
Ê
M
I
O
38
30/04/2025
N
E
U Complicações RADIOFREQUÊNCIA DO TRIGÊMEO
R
A Diminuição do reflexo corneano (4,4%),
L Paresia do masseter (2,2%),
G Disestesia dolorosa (1,5%) e
I Anestesia dolorosa (0,7%).
A
D
O A rizotomia trigeminal por radiofrequência constitui
procedimento minimamente invasivo, de baixo risco e com alta
T eficácia.
R
I
G
Ê
M
I
O
39
N TRATAMENTO
E
U DESCOMPRESSÃO VASCULAR OU MICROVASCULAR
R DECOMPRESSION(MVD)
A
L Consiste na colocação de um Teflon cirúrgico entre o vaso e
G o nervo, descomprimindo-o, menor taxa de complicações e
I o maior índice de alívio da dor no pós-operatório.
A
CANDIDATO À CIRURGIA:
D Nem todos os pacientes diagnosticados com Neuralgia do
O Trigêmeo são elegíveis para a MVD. As indicações do
procedimento são:
T 1. Confirmação da etiologia neurovascular da doença
R 2. Persistência dos sintomas refratária à terapia
I medicamentosa indicada
G 3. Intolerância aos efeitos colaterais da medicação
Ê 4. Pacientes nos quais outras terapias falharam
M 5. Pacientes jovens
I
O
40
30/04/2025
N COMPLICAÇÕES DESCOMPRESSÃO VASCULAR OU
E MICROVASCULAR DECOMPRESSION(MVD)
U
R
A
L Por ser uma cirurgia aberta, a Descompressão Vascular traz alguns
G riscos relacionados ao ato cirúrgico que, embora incomuns, devem
I ser comunicados ao paciente. Entre eles estão: infecções,
A sangramentos e vazamento de líquido cerebroespinal (líquor).
D Além disso, estudos mostram a possibilidade a possibilidade de
O perda da audição em até 10% dos pacientes, e perda de
sensibilidade na topografia(região) do Nervo Trigêmeo afetada em
T até 7% dos casos.
R
I Apesar dos riscos da cirurgia, a MVD é o procedimento cirúrgico
G com maior eficácia a longo prazo(até 80% dos pacientes com alívio
Ê significativo da dor em 5 anos da cirurgia) e menor índice de
M complicações.
I
O
41
42
30/04/2025
DOR OROFACIAL DE ORIGEM CARDÍACA
As doenças coronarianas que normalmente causam
irradiação da dor são a angina e o infarto agudo do
miocárdio.
Sensação de mal-estar, opressão, peso, queimação e
dispneia são sintomas frequentes destas condições em
consequência da isquemia miocárdica, localização mais
frequente da dor é esternal, retroesternal e no precórdio,
podendo irradiar-se para diversas áreas, inclusive o braço, o
pescoço e a mandíbula.
43
DOR OROFACIAL DE ORIGEM CARDÍACA
São descritos casos isolados de doentes com
dor cardíaca irradiada aos dentes, mandíbula
ou face; fato que deve alertar cirurgiões-
dentistas e médicos dessa ocorrência,
principalmente quando a dor é recorrente, de
forte intensidade e não aliviada com as
medidas terapêuticas analgésicas habituais.
A presença de doença coronariana prévia deve
ser sempre investigada, quando há queixa de dor
facial recorrente, sem doenças locais que
identifiquem a fonte.
44
30/04/2025
DOR OROFACIAL DE ORIGEM CARDÍACA
45
DOR OROFACIAL DE ORIGEM CARDÍACA
46
30/04/2025
248 pacientes com dor isquemia cardíaca (departamento de cardiologia)
Exame Físico e radiográfico para exclusão de causas odontológicas para dor
Dor craniofacial associada aos sintomas típicos: 84,7%
Exclusivamente dentes, mandíbula e face:15,3%
47
186 pacientes com dor por isquemia cardíaca (departamento de cardiologia)
Exame físico e radiográfico para exclusão de causas odontológicas para dor
Dor craniofacial associada aos sintomas típicos: 38%
Exclusivamente dentes, mandíbula e face: 15%
Locais: porção superior da garganta, mandíbula esquerda, mandíbula direita, ATM/ouvido, dente (superior e
inferior)
48
30/04/2025
CEFALEIA PRIMÁRIA
A dor orofacial de origem
potencialmente neurovascular pode
imitar dor odontogênica a ponto de
grande parte da população de pacientes
buscar tratamento dentário.
49
Os portadores de migrânea a têm ataques recorrentes, graves e incapacitantes de cefaleia, em geral
unilateral e pulsátil, seguidos de sintomas de distúrbio sensorial, como fotofobia, fonofobia e
hiperosmia. Náusea e rigidez cervical são outros sintomas comuns. Os sintomas da migrânea podem
ser agravados pelo movimento.
M
I Diagnóstico Diferencial: Odontalgia
G
R
 De acordo com os dados disponíveis, cerca de 50% dos pacientes com Dor Orofacial Neurovascular -
DON são erroneamente diagnosticados como tendo distúrbios dentais primários, e um número
N significativo recebe tratamento ou medicamentos dentais erroneamente.
E
A A preponderância de queixas associadas à migrânea é incrivelmente semelhante à das dores
dentais. A migrânea sem aura afetando a segunda divisão do nervo trigêmeo (dor unilateral
latejante da face média) imita odontalgia ao ponto de os pacientes serem submetidos a terapia
endodôntica ou extração.
50
30/04/2025
Os portadores de migrânea a têm ataques recorrentes, graves e incapacitantes de cefaleia, em geral
unilateral e pulsátil, seguidos de sintomas de distúrbio sensorial, como fotofobia, fonofobia e
hiperosmia. Náusea e rigidez cervical são outros sintomas comuns. Os sintomas da migrânea podem
ser agravados pelo movimento.
M
I Diagnóstico Diferencial: Disfunção temporomandibular
G
R
 Sensibilidade pericraniana e alodínia, características comuns da migrânea com ou sem aura, podem
ser mal interpretadas como dor da musculatura mastigatória secundária a uma disfunção
N temporomandibular, resultando em tratamentos ortopédicos que não têm base fisiológica. A
E sensibilização central que resulta em dor cervical pode se disseminar em direção cefálica e pode ser
A percebida como dor miofascial referida.
51
C
E
F
A A cefaléia tensional (CT) é a forma mais comum de cefaleia. A prevalência por toda a vida de CT
L episódica é de praticamente 80% e de CT crônica de 3%. As mulheres são levemente mais afetadas
do que os homens. A idade de início atinge seu pico entre 35 e 40 anos, e a prevalência diminui com
E a idade nos dois gêneros.
I
A Diagnóstico Diferencial: Disfunção temporomandibular
T
Sensibilidade ou dor na musculatura mastigatória é uma característica comum das disfunções
E temporomandibulares. Dor ou sensação de rigidez muscular, principalmente da musculatura
N pericraniana, podem ser confundidos com distúrbio temporomandibular músculo-esquelético.
S
I
O
N
A
L
52
30/04/2025
CEFALEIAS TRIGÊMINO-AUTONÕMICAS
Cefaleias Trigêmino-Autonômicas, Cefaleia em salvas, hemicrânias paroxísmicas e hemicrânia
contínua pertencem a um grupo de cefaleias idiopáticas que envolvem a ativação das vias
nociceptivas trigeminovasculares seguida de ativação autonômica craniana reflexa denominada
cefaléia trigêmino-autonômica (CTA). Todas essas síndromes têm duas características em comum:
ataques de cefaleia de curta duração e unilateral, e sintomas autonômicos típicos.
Diagnóstico Diferencial: Odontalgia
A dor localizada e intensa associada as várias cefaleias trigemino-autonômicas, principalmente dor
periorbital ou maxilar, frequentemente leva a intervenções dentárias e finalmente a perda de
dentes. Essa dor crônica e unilateral também pode se apresentar como odontalgia ou disfunção
temporomandibular.
53
OUTRAS CEFALEIAS PRIMÁRIAS
CEFALEIA POR EXCESSO DE MEDICAÇÃO
A cefaléia por excesso de medicação é crônica e pode ocorrer em pacientes que sofrem de cefaleia
primária (principalmente enxaqueca). O excesso de medicação é um grande fator de risco para o
aumento da frequência das cefaleias; pode piorar de cefaleia episódica para cefaleia crônica.
Diagnóstico Diferencial: Disfunção temporomandibular
Sensibilidade ou dor da musculatura mastigatória é uma caracterítsica comum das disfunções
temporomandibulares. Semelhante a outras CT, pode haver uma sensação de rigidez muscular,
principalmente da musculatura pericraniana, que pode ser mal interpretada como dor orofacial
músculo-esquelética.
54
30/04/2025
NEOPLASIAS
Objetivo: Identificar a dor como sintoma inicial de pacientes com câncer bucaL
Desenho do estudo: Os prontuários hospitalares de 1.412 pacientes (1977 a 1998) com câncer
bucal foram revisados (238 mulheres e 1.174 homens).
55
Houve 12 diferentes descrições
de dor; a dor foi relacionada
ao estadiamento TNM* na
língua e no soalho da
língua/boca. Os dados
apresentados reforçam a
sugestão de que pacientes
com dor orofacial necessitam
de avaliação sistematizada e,
por vezes, de abordagem
interdisciplinar.
* O Sistema TNM para descrever a extensão anatômica da doença está baseado na avaliação de três
componentes: T – a extensão do tumor primário. N – a ausência ou presença e a extensão de metástase em
linfonodos regionais. M – a ausência ou presença de metástase à distância.
56
30/04/2025
O câncer, além de ser uma doença prevalente na população mundial, carrega o
estigma de causar dor, sofrimento e risco de morte iminente.
A dor é um sintoma comum nos pacientes com câncer, corresponde a cerca de 40%
das queixas desses doentes e sua etiologia é multifatorial. É um sinal de alerta que
permite o diagnóstico da ocorrência ou da progressão da doença.
57
DOR OROFACIAL NO PACIENTE COM CÂNCER DE BOCA
Neoplasias de cabeça e pescoço, ao invadir as estruturas adjacentes,
tais como a ATM e os músculos mastigatórios, podem causar dor e
disfunção mandibular. Por isso, os clínicos devem ficar atentos para
essa possibilidade.
Didaticamente, pode-se dividir a abordagem da dor do câncer em
três momentos:
58
30/04/2025
Dor orofacial como sintoma inicial de câncer: antes do diagnóstico
A dor é o motivo de procura por atendimento e ainda não foi relacionada com o
câncer, é tipicamente aguda.
É indispensável que o câncer seja incluído no diagnóstico diferencial das dores
orofaciais. Dor como manifestação inicial de cânceres de cabeça e pescoço, incluindo
a boca, sejam escassos, são inúmeros os relatos de casos clínicos que mostram que
tumores são frequentemente confundidos com outras dores benignas, como dor de
dente ou dor na ATM ou por disfunção mandibular
59
Tumores malignos da orofaringe, dor que simula a dor da disfunção
mandibular.
ATM afetada por tumores quadro clínico semelhante ao produzido por
distúrbios do disco articular ou osteoartrite.
Os tumores malignos da base do crânio (carcinomas ou sarcomas da
rinofaringe), podem erodir a estrutura óssea ou invadir a cavidade
craniana pelos orifícios naturais e comprimir ou destruir originado
anormalidades senstivo-motoras trigeminais e lesão de outros nervos
cranianos.
Os processos neoplásicos da face e cavidade oral, nasal ou seios da face
também podem causar dor facial nociceptiva que, na maioria das vezes,
apresenta características diferentes da neuralgia trigeminal.
60
30/04/2025
Dor orofacial como sintoma inicial de câncer: antes do diagnóstico
Tumores distantes da face
também podem se manifestar
por meio de sintomas nos
dentes, gengivas ou maxilares. A
Figura mostra paciente cuja
queixa era dor e sangramento
gengival provocados por tumor
maligno de fígado diagnosticado
posteriormente.
61
Má saúde bucal e o risco de câncer de fígado
Projeto BIOBANK do Reino Unido examinaram os cânceres de órgãos específicos, encontraram
ligações entre a má saúde bucal e os cânceres hepatobiliares (fígado, na vesícula biliar ou nos
ductos biliares).
A mais forte dessas ligações foi com o carcinoma hepatocelular, o mais comum dos cânceres
adultos que começam no fígado.
A análise mostrou que ter má saúde bucal estava ligada a um risco 75% maior de desenvolver
câncer de fígado hepatocelular .
Segundo a AMERICAN CANCER SOCIETY (ACS) a incidência de câncer de fígado nos Estados
Unidos “ mais do que triplicou desde 1980 “.
Ligação má saúde bucal e câncer de fígado – ainda não está clara
62
30/04/2025
Dor orofacial durante ou após o tratamento do câncer
Como verificamos na etiologia da dor do câncer, a dor depende do tipo, localização,
estágio de evolução e tratamento do tumor.
Também pode se instalar cronicamente após o tratamento e controle da doença. A
dor crônica na cavidade oral ocorreu em 43% de doentes tratados de câncer de
cabeça e pescoço acompanhados por cinco anos.
À sensação de gosto fantasma "metálico" na boca, o que sugere lesão de fibras
nervosas.
Reavaliações periódicas são sempre necessárias para avaliar possíveis recidivas do
tumor, investigar a condição de saúde bucal (doenças odontológicas) podem causar
infecção e dor e confundir o quadro clínico.
63
Dor orofacial em doentes sob cuidados paliativos.
Os meios físicos proporcionam conforto que incluem a termoterapia, a
massoterapia, a cinesioterapia, a imobilização, a eletroanalgesia e a acupuntura são
importantes instrumentos para o tratamento da dor.
O laser terapêutico parece eficaz na prevenção de lesões e redução da dor dos pa·
cientes.
Hidratantes orais reduzem o desconforto da hipossalivação.
64
30/04/2025
DOR MIOFASCIAL
A SÍNDROME DOLOROSA
MIOFASCIAL (SOM), descrita
pela primeira vez há mais de 60
anos, inclusive na região
temporomandibular, afeta todas
as regiões do organismo, e uma
de suas características é causar
dor referida.
65
DOR MIOFASCIAL
Quando afeta os músculos do
pescoço ou do ombro causa dor
referida à face, dentes e cabeça, por
isso é fundamental incluí-la no
diagnóstico diferencial da dor facial.
Outras vezes, os músculos
mastigatórios estão envolvidos
juntamente com os músculos do
pescoço e do ombro na queixa de
dor, uma condição que deve ser
identificada também pelo cirurgião-
dentista.
66
30/04/2025
DOR MIOFASCIAL
O Síndrome de Dor Miofascial (SDM) é uma
disfunção muscular dolorosa associada
normalmente à presença de trigger points ou
pontos gatilho. Os trigger points são caracterizados
como nódulos focais e hiperirritáveis localizados
numa banda tensa de um músculo-esquelético
Estes nódulos são dolorosos à palpação e podem
produzir dor ou sensibilidade referida, disfunção
motora e fenómenos autonómicos.
A existência de dor referida (um sub-grupo da ´´Dor
Secundária ou Heterotópica) é uma característica
importante de um trigger point, caracterizando-se
como uma dor que é sentida não apenas no local de
origem mas também à distância, sendo
clinicamente descrita pelo paciente como uma dor
irradiada.
67
Dor orofacial em doentes sob cuidados paliativos.
A SÍNDROME DA FIBROMIALGIA, uma
condição álgica generalizada e
debilitante que também pode afetar os
músculos da mastigação, mas cujo
tratamento é multidisciplinar.
A DTM mostrou-se mais intensa nos
indivíduos com maior severidade de
depressão. Portanto, observa-se a real
necessidade de uma abordagem
cuidadosa e multidisciplinar aos
pacientes com FM e este aspecto deve
ser levado em consideração durante
sua avaliação e tratamento
68
30/04/2025
SÍNDROME DA ARDÊNCIA BUCAL
A síndrome da ardência bucal (SAB)
caracteriza-se por ausência de doenças
locais ou sistêmicas que justiflquem o
sintoma de ardor oral.
A etiologia da SAB ainda é controversa.
Várias evidências na literatura sugerem que
a SAB seja uma dor neuropática (dor
crônica causada por danos no sistema
nervoso periférico ou central)
envolvendo sistema nervoso periférico,
central ou ambos.
69
Síndrome da Ardência Bucal
Critérios diagnósticos não estejam bem definidos, existem algumas
características que parecem repetir-se em muitos pacientes.
70
30/04/2025
Síndrome da Ardência Bucal
Prevalência maior em mulheres em pós-menopausa
Sítios orais: língua(especialmente 2/3 anterior); palato e lábios
Início nenhum evento precipitante gradual e lento
Comportamento do ardor durante o dia: início pela manhã após a ingestão de
alimentos e alcança o máximo da intensidade à noite . O ardor raramente
acorda o paciente
Intensidade: aumenta com a tensão, fadiga, a fala, ingestão de comidas
quentes/ diminui com o sono, ingestão de alimentos frios, durante períodos de
lazer, distração ou trabalho
Alterações sensitivas poderá ocorrer alterações somatosensitiva e do sabor;
disgeusia (alteração do paladar), prevalência dos gostos amargo e metálico,
sensação de boca seca apesar fluxo salivar normal, sensação de areia e
aspereza intra-oral
Alterações psicológicas: irritabilidade, depressão, cancerofobia, diminuição da
sociabilidade
71
Síndrome da Ardência Bucal
O cirurgião-dentista deve ficar atento para, ao lado das alterações locais
(xerostomia, candidíase, traumatismos mecânico, químico ou térmico, etc.),
observar a existência de fatores sistêmicos, para assim conseguir fazer o
diagnóstico diferencial.
Fatores locais: xerostomia, candidíase, líquen plano, herpes simples, língua
geográfica, refluxo esofágico, respiração bucal, hábitos parafuncionais, trauma
mecânico (principalmente associados ao uso de prótese, químico ou térmico),
alergias (sobretudo ao cádmio e ao monômero utilizados na confecção de
próteses totais), entre outros.
Fatores sistêmicos: deficiências vitamínicas, principalmente ferro, vitamina B 12
e ácido fólico (mas também podemos citar B9, B 1, B2, 86), diabetes melito,
hipotireoidisrno, doenças imunológicas, medicamentos, entre outros.
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Fármacos:
- Uso do clonazepam (benzodiazepínico agonista do GABA, neurotransmissor
possivelmente envolvido no paladar), via oral, em dosagem de 0,25 mg/dia (dose
máxima de 3 mg/dia).
- Uso da noradrenalina (recaptação da serotonina) como os antidepressivos
tricíclicos, têm demonstrado eficiência no tratamento da SAB, apesar de seus
efeitos colaterais, como a redução do fluxo salivar, serem indesejáveis .
- Uso da paroxetina e sertralina (ISRS - inibidores seletivos da recaptação de
serotonina) demonstram efeitos benéficos.
Tratamento cognitivo-comportamental: benefício da terapia cognitiva em
pacientes com SAB, reduzindo a intensidade do ardor por mais de seis meses.
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Síndrome da Ardência Bucal : tratamento
A capsaicina sistêmica (cápsulas a 0,25%) também é utilizada no tratamento da SAB, sendo
recomendada o uso 3 vezes ao dia durante 1 mês, a qual mostrou ser eficaz na redução da dor.
Contudo, a literatura relata que deve ser usado com cautela, pois pode causar dor gástrica em
alguns pacientes
No controle da SAB, a capsaicina tópica deve ser aplicada diariamente de três a quatro vezes sobre
a área afetada. Sua administração reduz o acúmulo de substância P e outros neurotransmissores e
dessensibiliza os nociceptores do tipo C, aliviando dessa forma o sintoma de queimação. Algumas
limitações: pacientes que possuem alergia a pimenta e alguns pacientes podem sentir os efeitos
colaterais como calor e ardor na área em que é aplicada
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Deusa grega Nice
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