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Dengue: Causas, Sintomas e Prevenção

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Stênio Domingos
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Dengue

Causas
A dengue e causada pelo vírus da dengue, que pertence a família Flaviviridae,
gênero

Flavivirus.

Este vírus e transmitido por mosquitos, sendo o principal vetor o Aedes aegypti, que
também

transmite outras doenças como Zika e Chikungunya. O ciclo de vida do vírus da dengue
inclui

diferentes fases, e e importante ressaltar que ha quatro sorotipos principais (DENV-1,


DENV-2, DENV-3 e DENV-4), o que significa que uma pessoa pode ser infectada ate
quatro vezes, uma por

cada sorotipo. A infecção por um sorotipo não confere imunidade contra os outros, o
que e um fator

complicador na resposta imune.

O Aedes aegypti tem hábitos diurnos e prefere ambientes com água parada
para

depositar seus ovos. O mosquito tem uma capacidade alta de adaptação a


ambientes urbanos, o que

torna o controle difícil. Ele se reproduz em locais como pneus, vasos de plantas, caixas
d'agua mal

vedadas e outros recipientes que acumulam água limpa e parada.

Transmissão
A transmissão da dengue ocorre através da picada da fêmea do mosquito
Aedes aegypti

infectada. O ciclo de transmissão se inicia quando o mosquito pica uma pessoa


infectada, ingerindo

o vírus. Este se multiplica dentro do mosquito e, após um período de incubação que


varia de 8 a 12

dias, o mosquito se torna capaz de transmitir o vírus ao picar uma nova pessoa.
Além da transmissão vetorial, há relatos raros de transmissão vertical (de
mãe para

filho durante a gestação ou parto) e transmissão por transfusões de sangue.


Contudo, essas

formas são incomuns e a principal via de disseminação continua sendo a picada do


mosquito.

Sintomas
Os sintomas da dengue podem variar de uma forma leve a grave. O período de
incubação do

vírus no corpo humano e geralmente de 4 a 10 dias, e a doença se manifesta


inicialmente com febre

alta, muitas vezes superior a 39°C, que dura de 2 a 7 dias. A febre e acompanhada por
dor de cabeça

intensa, especialmente atras dos olhos (dor retro-orbital), dor muscular e nas
articulações, o que da a

doença o apelido de "febre quebra-ossos". Outros sintomas incluem náusea, vomito,


cansaço

extremo, manchas vermelhas na pele (exantema) e, em alguns casos, prurido (coceira).

Casos graves de dengue podem evoluir para a chamada "dengue hemorrágica" ou


"síndrome

do choque da dengue". Nessa forma, além dos sintomas clássicos, o paciente pode
apresentar

sangramentos nas gengivas, no nariz, e em outras mucosas, além de hemorragias


internas que

podem levar a queda brusca da pressão arterial, choque e até óbito. O reconhecimento
precoce dos

sinais de gravidade e crucial para evitar complicações letais.

Tratamento
O tratamento da dengue e basicamente de suporte, pois não existem antivirais
específicos

para combater o vírus da dengue. A orientação principal e repouso absoluto, consumo


abundante de

líquidos para prevenir a desidratação (uma complicação comum da febre alta) e o uso
de

medicamentos para aliviar os sintomas. Analgésicos e antipiréticos, como paracetamol


ou dipirona,

são comumente recomendados para aliviar dores e febre.

É extremamente importante evitar o uso de medicamentos que contenham


ácido

acetilsalicílico (aspirina) ou anti-inflamatórios não esteroides, como


ibuprofeno, uma vez que

esses medicamentos podem agravar o risco de sangramentos. Nos casos


graves, o paciente deve

ser hospitalizado para monitoramento intensivo, especialmente em quadros de dengue


hemorrágica,

onde pode ser necessário suporte com fluidos intravenosos, transfusões de sangue e
outros cuidados

intensivos.

Prevenção
A prevenção da dengue está diretamente relacionada ao controle do vetor, ou seja, ao

combate ao Aedes aegypti. Isso inclui eliminar criadouros do mosquito, como


recipientes que

possam acumular água parada. Medidas simples, como tampar caixas d'agua, evitar o
acúmulo de

lixo e usar areia nos vasos de plantas, são altamente eficazes na redução dos focos de
reprodução.

Em nível pessoal, o uso de repelentes, mosquiteiros e roupas que cubram a maior parte
do

corpo são recomendações essenciais, especialmente em áreas com surtos de dengue.


Campanhas de
conscientização e mobilização social tem um papel vital no combate a dengue, pois o
controle do

mosquito depende de ações coletivas.

Vacina
Em um grande avanço no combate a dengue, o Brasil incluiu, em fevereiro de 2024, a
vacina

contra essa doença no Calendário Nacional de Vacinação. Essa medida representa um


passo crucial

na prevenção e controle dessa arbovirose que tanto afeta a população.

Inicialmente, a campanha de vacinação no Brasil está direcionada para crianças e

adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de


hospitalizações por

dengue. Essa escolha se baseia em estudos que demonstraram a maior efetividade da


vacina nesse

grupo etário.

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