Estruturas Lógicas e Raciocínio Lógico
Estruturas Lógicas e Raciocínio Lógico
Prefeitura de Paulista - PE
Raciocínio Lógico
Raciocínio Lógico
Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções, argumentos válidos e
conclusões. falácias........................................................................................................ 12
Diagramas lógicos........................................................................................................... 17
Princípios da contagem, técnicas de contagem, princípio multiplicativo, permutações,
arranjos, combinações.................................................................................................... 21
Probabilidade.................................................................................................................. 26
Questões......................................................................................................................... 29
Gabarito........................................................................................................................... 35
Compreensão de estruturas lógicas: proposições e conectivos lógicos, equivalência e
implicação lógica
Uma proposição é um conjunto de palavras ou símbolos que expressa um pensamento ou uma ideia com-
pleta, transmitindo um juízo sobre algo. Uma proposição afirma fatos ou ideias que podemos classificar como
verdadeiros ou falsos. Esse é o ponto central do estudo lógico, onde analisamos e manipulamos proposições
para extrair conclusões.
Valores Lógicos
Os valores lógicos possíveis para uma proposição são:
▪ Verdadeiro (V), caso a proposição seja verdadeira.
▪ Falso (F), caso a proposição seja falsa.
Esse fato faz com que cada proposição seja considerada uma declaração monovalente, pois admite apenas
um valor lógico: verdadeiro ou falso.
▸ Axiomas fundamentais
Os valores lógicos seguem três axiomas fundamentais:
▪ Princípio da Identidade: uma proposição é idêntica a si mesma. Em termos simples: p≡p.
Exemplo: “Hoje é segunda-feira” é a mesma proposição em qualquer contexto lógico.
▪ Princípio da Não Contradição: uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
Exemplo: “O céu é azul e não azul” é uma contradição.
▪ Princípio do Terceiro Excluído: toda proposição é ou verdadeira ou falsa, não existindo um terceiro caso
possível. Ou seja: “Toda proposição tem um, e somente um, dos valores lógicos: V ou F.”
Exemplo: “Está chovendo ou não está chovendo” é sempre verdadeiro, sem meio-termo.
▸ Sentenças Abertas
São sentenças para as quais não se pode atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso, pois elas não expri-
mem um fato completo ou específico. São exemplos de sentenças abertas:
▪ Frases interrogativas: “Quando será a prova?”
▪ Frases exclamativas: “Que maravilhoso!”
▪ Frases imperativas: “Desligue a televisão.”
▪ Frases sem sentido lógico: “Esta frase é falsa.”
▸ Sentenças Fechadas
Quando a proposição admite um único valor lógico, verdadeiro ou falso, ela é chamada de sentença fecha-
da. Exemplos:
▪ Sentença fechada e verdadeira: “2 + 2 = 4”
▪ Sentença fechada e falsa: “O Brasil é uma ilha”
1
▸ Proposições Simples e Compostas
As proposições podem ainda ser classificadas em simples e compostas, dependendo da estrutura e do nú-
mero de ideias que expressam:
▸ Classificação de Frases
Ao classificarmos frases pela possibilidade de atribuir-lhes um valor lógico (verdadeiro ou falso), consegui-
mos distinguir entre aquelas que podem ser usadas em raciocínios lógicos e as que não podem. Vamos ver
alguns exemplos e suas classificações.
▪ “O céu é azul.” – Proposição lógica (podemos dizer se é verdadeiro ou falso).
▪ “Quantos anos você tem?” – Sentença aberta (é uma pergunta, sem valor lógico).
▪ “João é alto.” – Proposição lógica (podemos afirmar ou negar).
▪ “Seja bem-vindo!” – Não é proposição lógica (é uma saudação, sem valor lógico).
▪ “2 + 2 = 4.” – Sentença fechada (podemos atribuir valor lógico, é uma afirmação objetiva).
▪ “Ele é muito bom.” – Sentença aberta (não se sabe quem é “ele” e o que significa “bom”).
▪ “Choveu ontem.” – Proposição lógica (podemos dizer se é verdadeiro ou falso).
▪ “Esta frase é falsa.” – Não é proposição lógica (é um paradoxo, sem valor lógico).
▪ “Abra a janela, por favor.” – Não é proposição lógica (é uma instrução, sem valor lógico).
▪ “O número x é maior que 10.” – Sentença aberta (não se sabe o valor de x)
Exemplo: (CESPE)
Na lista de frases apresentadas a seguir:
▪ “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
▪ A expressão x + y é positiva.
▪ O valor de √4 + 3 = 7.
▪ Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
▪ O que é isto?
Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;
(C) três proposições;
2
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições.
Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) A frase é um paradoxo, então não podemos dizer se é verdadeira ou falsa. Não é uma proposição lógica.
(B) Não sabemos os valores de x e y, então não podemos dizer se é verdadeira ou falsa. É uma sentença
aberta e não é uma proposição lógica.
(C) Podemos verificar se é verdadeira ou falsa. É uma proposição lógica.
(D) Podemos verificar se é verdadeira ou falsa, independente do número exato. É uma proposição lógica.
(E) É uma pergunta, então não podemos dizer se é verdadeira ou falsa. Não é uma proposição lógica.
Resposta: B.
Conectivos Lógicos
Para formar proposições compostas a partir de proposições simples, utilizamos conectivos lógicos. Esses
conectivos estabelecem relações entre as proposições, criando novas sentenças com significados mais com-
plexos. São eles:
Estrutura Exemplos
Operação Conectivo
Lógica p q Resultado
"Hoje é
Negação ~ ou ¬ Não p - ~p: "Hoje não é domingo"
domingo"
"Passei na
Conjunção ^ peq "Estudei" p ^ q: "Estudei e passei na prova"
prova"
Disjunção "Vou ao "Vou ao
v p ou q p v q: "Vou ao cinema ou vou ao teatro"
Inclusiva cinema" teatro"
"Recebi
Disjunção "Ganhei p ⊕ q: "Ou ganhei na loteria ou recebi
⊕ Ou p ou q uma
Exclusiva na loteria" uma herança"
herança"
"Levarei
Se p "Está p → q: "Se está chovendo, então
Condicional → o guarda-
então q chovendo" levarei o guarda-chuva"
chuva"
p se e "O número
"O número p ↔ q: "O número é par se e somente
Bicondicional ↔ somente é divisível
é par" se é divisível por 2"
se q por 2"
Exemplo: (VUNESP)
Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbolos (da linguagem for-
mal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternati-
va que apresenta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ^ q
(B) p ^ q, ¬ p, p → q
(C) p → q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p → q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
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Resolução:
Precisamos identificar cada conectivo solicitado na ordem correta. A conjunção é o conectivo ^, como em
p ^ q. A negação é representada pelo símbolo ¬, como em ¬p. A implicação é representada pelo símbolo →,
como em p → q.
Resposta: B.
Tabela Verdade
A tabela verdade é uma ferramenta para analisar o valor lógico de proposições compostas. O número de
linhas em uma tabela depende da quantidade de proposições simples (n):
Número de Linhas = 2n
Vamos agora ver as tabelas verdade para cada conectivo lógico:
Exemplo: (CESPE/UNB)
Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da tabela-verdade da
proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
4
(D) 16;
(E) 32.
Resolução:
Temos 4 proposições simples (A, B, C e D), então aplicamos na fórmula 2n, onde n é o número de proposi-
ções. Assim, 24 = 16 linhas.
Resposta D.
▸ Tautologia
Uma tautologia é uma proposição composta cujo valor lógico final é sempre verdadeiro, independentemente
dos valores das proposições simples que a compõem. Em outras palavras, não importa se as proposições sim-
ples são verdadeiras ou falsas; a proposição composta será sempre verdadeira. Tautologias ajudam a validar
raciocínios. Se uma proposição complexa é tautológica, então o argumento que a utiliza é logicamente consis-
tente e sempre válido.
Exemplo: A proposição “p ou não-p” (ou p v ~p) é uma tautologia porque, seja qual for o valor de p (verda-
deiro ou falso), a proposição composta sempre terá um resultado verdadeiro. Isso reflete o Princípio do Terceiro
Excluído, onde algo deve ser verdadeiro ou falso, sem meio-termo.
▸ Contradição
Uma contradição é uma proposição composta que tem seu valor lógico final sempre falso, independente-
mente dos valores lógicos das proposições que a compõem. Assim, qualquer que seja o valor das proposições
simples, o resultado será falso. Identificar contradições em um argumento é essencial para determinar incon-
sistências lógicas. Quando uma proposição leva a uma contradição, isso significa que o argumento em questão
não pode ser verdadeiro.
Exemplo: A proposição “p e não-p” (ou p ^ ~p) é uma contradição, pois uma proposição não pode ser verda-
deira e falsa ao mesmo tempo. Esse exemplo reflete o Princípio da Não Contradição, que diz que uma propo-
sição não pode ser simultaneamente verdadeira e falsa.
▸ Contingência
Uma contingência é uma proposição composta cujo valor lógico final pode ser tanto verdadeiro quanto falso,
dependendo dos valores das proposições simples que a compõem. Diferentemente das tautologias e contra-
dições, que são invariavelmente verdadeiras ou falsas, as contingências refletem casos em que o valor lógico
não é absoluto e depende das circunstâncias. Identificar contradições em um argumento é essencial para deter-
minar inconsistências lógicas. Quando uma proposição leva a uma contradição, isso significa que o argumento
em questão não pode ser verdadeiro.
Exemplo: A proposição “se p então q” (ou p → q) é uma contingência, pois pode ser verdadeira ou falsa
dependendo dos valores de p e q. Caso p seja verdadeiro e q seja falso, a proposição composta será falsa. Em
qualquer outra combinação, a proposição será verdadeira.
Exemplo: (CESPE)
Um estudante de direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda, na qual
identificava, por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e as vinculava por meio de
sentenças (proposições). No seu vocabulário particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
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R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o crime B, lembrou que ele era ina-
fiançá[Link] como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira, independentemente das valorações de P e Q
como verdadeiras ou falsas.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resolução:
Temos a sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)).
Sabemos que (~Q)→(~P) é equivalente a P→Q, entao podemos substituir:
P→Q ↔ P→Q
Considerando P→Q = A, temos:
A↔A
Uma bicondicional (↔) é verdadeira quando ambos os lados têm o mesmo valor lógico.
Como ambos os lados são A, eles sempre terão o mesmo valor.
Logo a sentença é sempre verdadeira, independentemente dos valores de P e Q.
Resposta: Certo.
Equivalências
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes (≡), quando mesmo possuindo estruturas lógicas
diferentes, apresentam a mesma solução em suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposições p(p,q,r,...) e q(p,q,r,...) São ambas tautologias, ou então, são contradições, então são
equivalentes.
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▪ Transitiva: se P≡Q e Q≡R, então P≡R.
Exemplo: (VUNESP)
Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre.
(C) João é rico, e Maria não é pobre.
(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.
Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples. Para
tal, trocamos o conectivo por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:
Resposta: B.
▸ Princípio de Substituição
Se duas proposições são logicamente equivalentes, podemos substituir uma pela outra em qualquer ex-
pressão lógica sem alterar o valor final.
Formalmente: se P≡Q, então qualquer proposição composta que contenha P pode ter P trocado por Q, re-
sultando em uma proposição equivalente.
▸ Leis de De Morgan
Com as Leis de De Morgan:
▪ Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo
menos uma é falsa
▪ Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivalendo a afirmar que ambas são
falsas.
ATENÇÃO
As Leis de De Morgan exprimem que a CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO
negação transforma: DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO
Implicações
A proposição P(p,q,r,...) implica logicamente a proposição Q(p,q,r,...) quando Q é verdadeira todas as vezes
que P é verdadeira. Representamos a implicação com o símbolo “⇒”, simbolicamente temos:
P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).
Atenção: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente distintos. O primeiro (“→”) representa a condicional,
que é um conectivo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação lógica que pode ou não existir entre
duas proposições.
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Exemplo:
Observe:
▪ Toda proposição implica uma Tautologia:
▸ Propriedades
Reflexiva
▪ P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
▪ Uma proposição complexa implica ela mesma.
Transitiva
▪ Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
▪ Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R
▸ Regras de Inferência
Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas de proposições conhecidas ou decididamente
verdadeiras. Em outras palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de proposições verdadeiras já
existentes.
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▸ Silogismo Disjuntivo
▸ Modus Ponens
▸ Modus Tollens
Teorema
P(p,q,r,..) ⇒ Q(p,q,r,...) se e somente se P(p,q,r,...) → Q(p,q,r,...)
Observe que:
▪ “→” indica uma operação lógica entre as proposições. Exemplo: das proposições p e q, dá-se a nova
proposição p → q.
▪ “⇒” indica uma relação. Exemplo: estabelece que a condicional P → Q é tautológica.
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▸ Inferências
Princípio da inconsistência
▪ Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a implicação lógica p ^ ~p ⇒ q
▪ Assim, de uma contradição p ^ ~p se deduz qualquer proposição q.
A proposição “(p ↔ q) ^ p” implica a proposição “q”, pois a condicional “(p ↔ q) ^ p → q” é tautológica.
Quantificadores
Quantificador é um termo utilizado para quantificar uma expressão. Os quantificadores são utilizados para
transformar uma sentença aberta ou proposição aberta em uma proposição lógica.
ç ç
▸ Tipos de quantificadores
▪ Quantificador universal (∀): O símbolo ∀ pode ser lido das seguintes formas:
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Aplicando temos:
x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Agora, se escrevermos da forma ∀ (x) ∈ N / x + 2 = 5 ( lê-se: para todo
pertencente a N temos x + 2 = 5), atribuindo qualquer valor a x a sentença será verdadeira?
A resposta é NÃO, pois depois de colocarmos o quantificador, a frase passa a possuir sujeito e predicado
definidos e podemos julgar, logo, é uma proposição lógica.
▪ Quantificador existencial (∃): O símbolo ∃ pode ser lido das seguintes formas:
O quantificador existencial tem a função de elemento comum. A palavra algum, do ponto de vista lógico,
representa termos comuns, por isso “Algum A é B” possui a seguinte forma simbólica: (∃ (x)) (A (x) ∧ B).
Aplicando temos:
x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Escrevendo da forma (∃ x) ∈ N / x + 2 = 5 (lê-se: existe pelo menos um x
pertencente a N tal que x + 2 = 5), atribuindo um valor que, colocado no lugar de x, a sentença será verdadeira?
A resposta é SIM, pois depois de colocarmos o quantificador, a frase passou a possuir sujeito e predicado
definidos e podemos julgar, logo, é uma proposição lógica.
Atenção:
▪ A palavra todo não permite inversão dos termos: “Todo A é B” é diferente de “Todo B é A”.
▪ A palavra algum permite a inversão dos termos: “Algum A é B” é a mesma coisa que “Algum B é A”.
Resolução:
A frase “Todo cavalo é um animal” possui as seguintes conclusões:
▪ Algum animal é cavalo ou Algum cavalo é um animal.
▪ Se é cavalo, então é um animal.
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Nesse caso, nossa resposta é toda cabeça de cavalo é cabeça de animal, pois mantém a relação de “está
contido” (segunda forma de conclusão).
Resposta: B
Exemplo 2: (CESPE)
Se R é o conjunto dos números reais, então a proposição (∀ x) (x ∈ R) (∃ y) (y ∈ R) (x + y = x) é valorada
como V.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resolução:
Lemos: para todo x pertencente ao conjunto dos números reais (R) existe um y pertencente ao conjunto dos
números dos reais (R) tal que x + y = x.
▪ 1º passo: observar os quantificadores.
X está relacionado com o quantificador universal, logo, todos os valores de x devem satisfazer a proprieda-
de.
Y está relacionado com o quantificador existencial, logo, é necessário pelo menos um valor de x para satis-
fazer a propriedade.
▪ 2º passo: observar os conjuntos dos números dos elementos x e y.
O elemento x pertence ao conjunto dos números reais.
O elemento y pertence ao conjunto os números reais.
▪ 3º passo: resolver a propriedade (x+ y = x).
A pergunta: existe algum valor real para y tal que x + y = x?
Existe sim! y = 0.
X + 0 = X.
Como existe pelo menos um valor para y e qualquer valor de x somado a 0 será igual a x, podemos concluir
que o item está correto.
Resposta: CERTO
Um argumento refere-se à declaração de que um conjunto de proposições iniciais leva a outra proposição
final, que é uma consequência das primeiras. Em outras palavras, um argumento é a relação que conecta um
conjunto de proposições, denotadas como P1, P2,... Pn, conhecidas como premissas do argumento, a uma pro-
posição Q, que é chamada de conclusão do argumento.
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Exemplo:
▪ P1: Todos os cientistas são loucos.
▪ P2: Martiniano é cientista.
▪ Q: Logo, Martiniano é louco.
O exemplo fornecido pode ser denominado de Silogismo, que é um argumento formado por duas premissas
e uma conclusão.
Quando se trata de argumentos lógicos, nosso interesse reside em determinar se eles são válidos ou invá-
lidos. Portanto, vamos entender o que significa um argumento válido e um argumento inválido.
▸ Argumentos Válidos
Um argumento é considerado válido, ou legítimo, quando a conclusão decorre necessariamente das pro-
postas apresentadas.
Exemplo de silogismo:
▪ P1: Todos os homens são pássaros.
▪ P2: Nenhum pássaro é animal.
▪ C: Logo, nenhum homem é animal.
Este exemplo demonstra um argumento logicamente estruturado e, por isso, válido. Entretanto, isso não
implica na verdade das premissas ou da conclusão.
Importante enfatizar que a classificação de avaliação de um argumento é a sua estrutura lógica, e não o
teor de suas propostas ou conclusões. Se a estrutura for formulada corretamente, o argumento é considerado
válido, independentemente da veracidade das propostas ou das conclusões.
Note-se que todos os elementos do conjunto menor (homens) estão contidos no conjunto maior (pássaros),
diminuindo que todos os elementos do primeiro grupo pertencem também ao segundo. Esta é a forma padrão
de representar graficamente a afirmação “Todo A é B”: dois círculos, com o menor dentro do maior, onde o cír-
culo menor representa o grupo classificado após a expressão “Todo”.
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Quanto à afirmação “Nenhum pássaro é animal”, a palavra-chave aqui é “Nenhum”, que transmite a ideia de
completa separação entre os dois conjuntos incluídos.
A representação gráfica da afirmação “Nenhum A é B” sempre consistirá em dois conjuntos distintos, sem
sobreposição alguma entre eles.
Ao combinar as representações gráficas das duas indicações mencionadas acima e analisá-las, obteremos:
Ao analisar a conclusão de nosso argumento, que afirma “Nenhum homem é animal”, e compará-la com as
representações gráficas das metas, questionamos: essa conclusão decorre logicamente das metas? Definiti-
vamente, sim!
Percebemos que o conjunto dos homens está completamente separado do conjunto dos animais, diminuin-
do uma dissociação total entre os dois. Portanto, concluímos que este argumento é válido.
▸ Argumentos Inválidos
Um argumento é considerado inválido, também chamado de ilegítimo, mal formulado, falacioso ou sofisma,
quando as propostas apresentadas não são capazes de garantir a verdade da conclusão.
Exemplo:
▪ P1: Todas as crianças gostam de chocolate.
▪ P2: Patrícia não é criança.
▪ C: Logo, Patrícia não gosta de chocolate.
Este exemplo ilustra um argumento inválido ou falacioso, pois as premissas não estabelecem de maneira
conclusiva a veracidade da conclusão. É possível que Patrícia aprecie chocolate, mesmo não sendo criança,
uma vez que a proposta inicial não limite o gosto por chocolate exclusivamente para crianças.
Para demonstrar a invalidez do argumento supracitado, utilizaremos diagramas de conjuntos, tal como foi
feito para provar a validade de um argumento válido. Iniciaremos com as primeiras metas: “Todas as crianças
gostam de chocolate”.
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Examinemos a segunda premissa: “Patrícia não é criança”. Para obrigar, precisamos referenciar o diagrama
criado a partir da primeira localização e determinar a localização possível de Patrícia, levando em consideração
o que a segunda localização estabelece.
Fica claro que Patrícia não pode estar dentro do círculo que representa as crianças. Essa é a única restrição
imposta pela segunda colocação. Assim, podemos deduzir que existem duas posições possíveis para Patrícia
no diagrama:
▪ Fora do círculo que representa o conjunto maior;
▪ Dentro do conjunto maior, mas fora do círculo das crianças.
Vamos analisar:
Finalmente, passemos à análise da conclusão: “Patrícia não gosta de chocolate”. Ora, o que nos resta para
sabermos se este argumento é válido ou não, é justamente confirmar se esse resultado (se esta conclusão) é
necessariamente verdadeiro!
▪ É necessariamente verdadeiro que Patrícia não gosta de chocolate? Olhando para o desenho acima, res-
pondemos que não! Pode ser que ela não goste de chocolate (caso esteja fora do círculo), mas também pode
ser que goste (caso esteja dentro do círculo)! Enfim, o argumento é inválido, pois as premissas não garantiram
a veracidade da conclusão!
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▪ Operações lógicas com conectivos: aqui, partimos do princípio de que as premissas são verdadeiras e,
através de operações lógicas com conectivos, buscamos determinar a veracidade da conclusão. Esse método
oferece um caminho rápido para demonstrar a validade de um argumento, mas é considerado uma alternativa
secundária à primeira opção.
▪ Operações lógicas: considerando propostas verdadeiras e conclusões falsas, este método é útil quando
o anterior não fornece uma maneira direta de avaliar o valor lógico da conclusão, solicitando, em vez disso, uma
análise mais profunda e, possivelmente, mais complexa.
Em síntese, temos:
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▪ 1ª Premissa: se (p ∧ q) → r é verdade, e já estabelecemos que r é falso, isso nos leva a concluir que (p ∧
q) também deve ser falso. Uma conjunção é falsa quando pelo menos uma das proposições é falsa ou ambas
são. Portanto, não conseguimos determinar os valores específicos de p e q com esta abordagem. Apesar da
aparência inicial de adequação, o terceiro método não nos permite concluir definitivamente sobre a validade do
argumento.
Analise usando o Quarto Método considerando a conclusão como falsa e as premissas como verdadeiras,
chegaremos a:
▪ Conclusão: Se ~pv ~q é falso, então tanto p quanto q são verdadeiros. Procedemos ao teste das propos-
tas sob a suposição de sua verdade:
▪ 1ª Premissa: Se (p∧q) → r é considerado verdadeiro, e p e q são verdadeiros, a situação condicional
também é verdadeira, o que nos leva a concluir que r deve ser verdadeiro.
▪ 2ª Premissa: Com r sendo verdadeiro, encontramos um conflito, pois isso tornaria ~r falso. Contudo, nesta
análise, o objetivo é verificar a coexistência de posições verdadeiras com uma conclusão falsa. A ausência des-
sa coexistência indica que o argumento é válido. Portanto, concluímos que o argumento é válido sob o método
quarto.
▸ (In)Coerência em Argumentos
▪ Significados de Falácias: As falácias são erros de raciocínio que aparecem frequentemente em argu-
mentos, mas que comprometem a sua validade ou veracidade. Elas podem ser sutis e muitas vezes persua-
sivas, o que as torna perigosas em debates e discussões. Compreender e identificar falácias comuns, como a
falácia ad hominem (atacar a pessoa em vez do argumento), apelo à ignorância (afirmar que algo é verdadeiro
porque não foi provado falso), e a falácia do espantalho (distorcer o argumento do oponente para torná-lo mais
fácil de atacar) é crucial para manter a integridade e a força de um argumento.
▪ Contradições: Ocorrem quando duas afirmações mutuamente exclusivas são apresentadas como verda-
deiras, tornando o argumento logicamente inconsistente. Identificar contradições é fundamental para avaliar a
coesão de um argumento. Isso envolve examinar cuidadosamente as premissas e as conclusões para garantir
que elas se alinhem logicamente e não se oponham entre si.
▪ Lacunas em Argumentos: Lacunas em argumentos referem-se a omissões ou ausências de informações
necessárias para que um argumento seja completo e convincente. A identificação de lacunas é uma habilidade
importante, pois permite ao avaliador do argumento questionar a integridade e a solidez das conclusões apre-
sentadas. Reconhecer onde faltam dados, evidências ou conexões lógicas é essencial para a análise crítica de
argumentos.
▪ (In)Consistência de Argumentos: A consistência em argumentos é medida pela forma como suas várias
partes se encaixam de maneira lógica e coerente. Um argumento é consistente se todas as suas partes se
alinham e apoiam a conclusão sem contradições internas ou falácias lógicas. A inconsistência, por outro lado,
enfraquece um argumento e compromete sua credibilidade. Avaliar a consistência de um argumento envolve
uma análise detalhada de sua estrutura, conteúdo e a relação lógica entre suas diversas partes.
A compreensão desses conceitos de (in)coerência é fundamental para a análise e construção de argumen-
tos sólidos. Um argumento bem-estruturado e lógico é a espinha dorsal do raciocínio eficaz e persuasivo.
Diagramas lógicos
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários problemas. É uma ferramenta para resolvermos
problemas que envolvam argumentos dedutivos, as quais as premissas deste argumento podem ser formadas
por proposições categóricas.
Atenção: É bom ter um conhecimento sobre conjuntos para conseguir resolver questões que envolvam os
diagramas lógicos.
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Vejamos a tabela abaixo as proposições categóricas:
TODO
A
AéB
NENHUM
E
AéB
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ALGUM
O
A NÃO é B
Exemplo: (IADES)
Considere as proposições: “todo cinema é uma casa de cultura”, “existem teatros que não são cinemas” e
“algum teatro é casa de cultura”. Logo, é correto afirmar que
(A) existem cinemas que não são teatros.
(B) existe teatro que não é casa de cultura.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro.
(D) existe casa de cultura que não é cinema.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema.
Resolução:
Vamos chamar de:
Cinema = C
Casa de Cultura = CC
Teatro = T
Analisando as proposições temos:
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Existem teatros que não são cinemas:
(B) existe teatro que não é casa de cultura. – Errado, pelo mesmo princípio acima.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro. – Errado, a primeira proposição já nos afirma o con-
trário. O diagrama nos afirma isso
(D) existe casa de cultura que não é cinema. – Errado, a justificativa é observada no diagrama da alternativa
anterior.
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(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema. – Correta, que podemos observar no diagrama
abaixo, uma vez que todo cinema é casa de cultura. Se o teatro não é casa de cultura também não é cinema.
Resposta: E
A análise combinatória é a parte da Matemática que desenvolve meios para trabalharmos com problemas
de contagem. Vejamos eles:
Resolução:
Observe que temos uma sucessão de escolhas:
Primeiro, de A para B e depois de B para Roma.
1ª possibilidade: 3 (A para B).
Obs.: o número 3 representa a quantidade de escolhas para a primeira opção.
2ª possibilidade: 5 (B para Roma).
Temos duas possibilidades: A para B depois B para Roma, logo, uma sucessão de escolhas.
Resultado: 3 . 5 = 15 possibilidades.
Resposta: C.
21
Exemplo 2: (IOBV)
Em um restaurante os clientes têm a sua disposição, 6 tipos de carnes, 4 tipos de cereais, 4 tipos de sobre-
mesas e 5 tipos de sucos. Se o cliente quiser pedir 1 tipo carne, 1 tipo de cereal, 1 tipo de sobremesa e 1 tipo
de suco, então o número de opções diferentes com que ele poderia fazer o seu pedido, é:
(A) 19
(B) 480
(C) 420
(D) 90
Resolução:
A questão trata-se de princípio fundamental da contagem, logo vamos enumerar todas as possibilidades de
fazermos o pedido:
6 x 4 x 4 x 5 = 480 maneiras.
Resposta: B.
▸ Fatorial
Sendo n um número natural, chama-se de n! (lê-se: n fatorial) a expressão:
n! = n (n - 1) (n - 2) (n - 3). ... .2 . 1, como n ≥ 2.
Exemplos:
5! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120.
7! = 7 . 6 . 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 5.040.
ATENÇÃO
0! = 1
1! = 1
2! = 2, pois 2 . 1 = 2
3! = 6, pois 3 . 2 . 1 = 6
▸ Arranjo simples
Arranjo simples de n elementos tomados p a p, onde n>=1 e p é um número natural, é qualquer ordenação
de p elementos dentre os n elementos, em que cada maneira de tomar os elementos se diferenciam pela ordem
e natureza dos elementos.
Atenção: Observe que no grupo dos elementos: {1,2,3} um dos arranjos formados, com três elementos, 123
é DIFERENTE de 321, e assim sucessivamente.
Sem repetição
A fórmula para cálculo de arranjo simples é dada por:
Onde:
n = Quantidade total de elementos no conjunto.
P =Quantidade de elementos por arranjo
Exemplo: Uma escola possui 18 professores. Entre eles, serão escolhidos: um diretor, um vice-diretor e um
coordenador pedagógico. Quantas as possibilidades de escolha?
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n = 18 (professores)
p = 3 (cargos de diretor, vice-diretor e coordenador pedagógico)
Com repetição
Os elementos que compõem o conjunto podem aparecer repetidos em um agrupamento, ou seja, ocorre a
repetição de um mesmo elemento em um agrupamento.
A fórmula geral para o arranjo com repetição é representada por:
Exemplo: Seja P um conjunto com elementos: P = {A,B,C,D}, tomando os agrupamentos de dois em dois,
considerando o arranjo com repetição quantos agrupamentos podemos obter em relação ao conjunto P.
Resolução:
P = {A, B, C, D}
n=4
p=2
A(n,p) = np
A(4,2) = 42 = 16
▸ Permutação
É a troca de posição de elementos de uma sequência. Utilizamos todos os elementos.
Sem repetição
Atenção: Todas as questões de permutação simples podem ser resolvidas pelo princípio fundamental de
contagem (PFC).
Exemplo : (IDECAN)
Renato é mais velho que Jorge de forma que a razão entre o número de anagramas de seus nomes repre-
senta a diferença entre suas idades. Se Jorge tem 20 anos, a idade de Renato é
(A) 24.
(B) 25.
(C) 26.
(D) 27.
(E) 28.
Resolução:
Anagramas de RENATO
______
[Link].2.1 = 720
Anagramas de JORGE
_____
23
[Link].1 = 120
Razão dos anagramas: 720/120=6
Se Jorge tem 20 anos, Renato tem 20+6=26 anos.
Resposta: C.
Com repetição
Na permutação com elementos repetidos ocorrem permutações que não mudam o elemento, pois existe
troca de elementos iguais. Por isso, o uso da fórmula é fundamental.
Exemplo: (CESPE) Considere que um decorador deva usar 7 faixas coloridas de dimensões iguais, pendu-
rando-as verticalmente na vitrine de uma loja para produzir diversas formas. Nessa situação, se 3 faixas são
verdes e indistinguíveis, 3 faixas são amarelas e indistinguíveis e 1 faixa é branca, esse decorador conseguirá
produzir, no máximo, 140 formas diferentes com essas faixas.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resolução:
Total: 7 faixas, sendo 3 verdes e 3 amarelas.
Resposta: Certo.
Circular
A permutação circular é formada por pessoas em um formato circular. A fórmula é necessária, pois existem
algumas permutações realizadas que são iguais. Usamos sempre quando:
▪ Pessoas estão em um formato circular.
▪ Pessoas estão sentadas em uma mesa quadrada (retangular) de 4 lugares.
Exemplo: (CESPE)
Uma mesa circular tem seus 6 lugares, que serão ocupados pelos 6 participantes de uma reunião. Nessa
situação, o número de formas diferentes para se ocupar esses lugares com os participantes da reunião é su-
perior a 102.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resolução:
É um caso clássico de permutação circular.
Pc = (6 - 1) ! = 5! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120 possibilidades.
Resposta: CERTO.
24
▸ Combinação
Combinação é uma escolha de um grupo, SEM LEVAR EM CONSIDERAÇÃO a ordem dos elementos en-
volvidos.
Sem repetição
Dados n elementos distintos, chama-se de combinação simples desses n elementos, tomados p a p, a qual-
quer agrupamento de p elementos distintos, escolhidos entre os n elementos dados e que diferem entre si pela
natureza de seus elementos.
Fórmula:
Exemplo: (FUNDEP)
Com 12 fiscais, deve-se fazer um grupo de trabalho com 3 deles. Como esse grupo deverá ter um coordena-
dor, que pode ser qualquer um deles, o número de maneiras distintas possíveis de se fazer esse grupo é:
(A) 4
(B) 660
(C) 1 320
(D) 3 960
Resolução:
Como trata-se de Combinação, usamos a fórmula:
Onde n = 12 e p = 3
Como cada um deles pode ser o coordenado, e no grupo tem 3 pessoas, logo temos 220 x 3 = 660.
Resposta: B.
As questões que envolvem combinação estão relacionadas a duas coisas:
▪ Escolha de um grupo ou comissões.
▪ Escolha de grupo de elementos, sem ordem, ou seja, escolha de grupo de pessoas, coisas, objetos ou
frutas.
Com repetição
É uma escolha de grupos, sem ordem, porém, podemos repetir elementos na hora de escolher.
Exemplo:
Em uma combinação com repetição classe 2 do conjunto {a, b, c}, quantas combinações obtemos?
Utilizando a fórmula da combinação com repetição, verificamos o mesmo resultado sem necessidade de
enumerar todas as possibilidades:
n=3ep=2
25
Portanto, existem 6 combinações possíveis: {aa,ab,ac,bb,bc,cc}.
Probabilidade
▸ Experimento composto
Quando dois ou mais experimentos são realizados simultaneamente, o experimento é composto.
O número de elementos do espaço amostral total é dado por:
▸ Probabilidade de um evento
Em um espaço amostral equiprovável (onde todos os resultados têm a mesma chance de ocorrer):
Onde:
▪ n(E) = número de elementos do evento E
▪ n(U) = número de elementos do espaço amostral
Sendo 0 ≤ P(E) ≤ 1
26
▪ Forma percentual: 0% ≤ P(E) ≤ 100%
onde:
▪ p(∅) = 0 ou 0% (evento impossível)
▪ p(U) = 1 ou 100% (evento certo)
Exemplo: (FGV)
O quadro a seguir mostra a distribuição das idades dos funcionários de certa repartição pública:
Escolhendo ao acaso um desses funcionários, a probabilidade de que ele tenha mais de 40 anos é:
(A) 30%;
(B) 35%;
(C) 40%;
(D) 45%;
(E) 55%.
Resolução:
O espaço amostral é a soma de todos os funcionário:
2 + 8 + 12 + 14 + 4 = 40
O número de funcionário que tem mais de 40 anos é: 14 + 4 = 18
Logo a probabilidade é:
Resposta: D
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▸ Probabilidade de um evento complementar
A soma das probabilidades de ocorrer e de não ocorrer um evento é sempre igual a 1:
▸ Probabilidade condicional
Quando se impõe uma condição que reduz o espaço amostral, temos a probabilidade condicional. Sejam A
e B dois eventos, com P(B) ≠0:
Eventos Independentes
Dois eventos A e B são independentes se:
nesse caso:
Onde:
▪ n: número de tentativas independentes;
▪ p: probabilidade de ocorrer o evento em cada experimento (sucesso);
▪ q: probabilidade de não ocorrer o evento (fracasso); q = 1 - p
▪ k: número de sucessos.
28
p: probabilidade de ocorrer face 6 → p = 1/6
q: probabilidade de não ocorrer face 6 → q = 1- p → q = 5/6
Questões
1. IGEDUC - 2025
Ao escolher os alunos para participarem de uma Olimpíada de Lógica, o professor determinou que um aluno
só participaria se ocorresse a disjunção das proposições abaixo.
P: O aluno deve saber resolver problemas de lógica
Q: O aluno deve ter boas notas em matemática.
Assim, quem poderá participar das Olimpíadas de Lógica?
(A) Um aluno que sabe resolver problemas de lógica e tem boas notas em matemática.
(B) Um aluno que, se tem boas notas em matemática, então sabe resolver problemas de lógica.
(C) Um aluno que não sabe resolver problemas de lógica, mas tem boas notas em matemática.
(D) Um aluno que sabe resolver problemas de lógica ou tem boas notas em matemática.
2. IGEDUC - 2025
3. IGEDUC - 2025
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4. IGEDUC - 2025
Em uma escola, o diretor anunciou aos alunos que, se não forem aprovados em todas as disciplinas, terão
que fazer um curso de reforço. A partir dessa regra podemos escrever a seguinte proposição lógica:
“Se um aluno não foi aprovado em todas as disciplinas, então ele fará um curso de reforço.”
Com base no conceito de equivalência lógica, qual das proposições abaixo representa corretamente a mes-
ma ideia?
(A) Se um aluno fará o curso de reforço, então ele não foi aprovado em todas as disciplinas.
(B) Se um aluno não foi aprovado em todas as disciplinas, então ele não pode participar do curso de reforço.
(C) Se um aluno não fará o curso de reforço, então ele foi aprovado em todas as disciplinas.
(D) Se um aluno foi aprovado em todas as disciplinas, então ele fará um curso de reforço.
5. IGEDUC - 2024
6. IGEDUC - 2024
Considerando que Tautologia é toda proposição composta que é verdadeira independentemente dos valo-
res verdade das proposições simples que há compõem, assinale a proposição que representa uma tautologia:
(A) p v (q ^ ~ q) = > p
(B) p v ~ q = > (p = > ~q)
(C) ~ p ^ (p ^ ~ q )
(D) ((p = > q) = > q) = > p
7. IGEDUC - 2024
Em uma empresa, foi realizada uma pesquisa para entender as habilidades de programação dos funcioná-
rios em três linguagens: Python, Java e C++. Os resultados mostraram que:
— 15 funcionários programam em Python e Java.
— 10 funcionários programam em Python e C++.
— 12 funcionários programam em Java e C++.
— 5 funcionários programam nas três linguagens.
— 30 funcionários programam em Python.
— 28 funcionários programam em Java.
— 20 funcionários programam em C++.
30
Com base nesses dados, quantos funcionários programam em apenas uma das três linguagens?
(A) 15 funcionários.
(B) 26 funcionários.
(C) 19 funcionários.
(D) 32 funcionários.
8. IGEDUC - 2024
Uma empresa precisa formar uma equipe de trabalho com 4 funcionários escolhidos entre 8 candidatos: A,
B, C, D, E, F, G e H. No entanto, há uma restrição: se o candidato A for escolhido, o candidato B não pode fazer
parte da equipe, e vice-versa. Quantas combinações distintas de equipes podem ser formadas obedecendo a
essa restrição?
(A) 35 combinações distintas de equipes.
(B) 45 combinações distintas de equipes.
(C) 55 combinações distintas de equipes.
(D) 40 combinações distintas de equipes.
9. IGEDUC - 2025
Em uma fábrica de doces, são produzidas balas de três sabores: morango, uva e limão. Durante uma ma-
nhã, foram produzidas 150 balas de morango, 90 de uva e 60 de limão. Uma bala será escolhida aleatoriamente
para controle de qualidade. Qual a probabilidade de que seja de morango ou limão?
(A) A probabilidade é de 3/4.
(B) A probabilidade é de 2/5.
(C) A probabilidade é de 65%.
(D) A probabilidade é de 70%.
Uma fábrica que produz canetas azuis, pretas e vermelhas, fabricou um lote com 120 canetas azuis, 80
canetas pretas e 50 canetas vermelhas. Se ficou constatado que uma caneta está com defeito, qual é a proba-
bilidade de que ela seja preta?
(A) A probabilidade é de 17%.
(B) A probabilidade é de 25%.
(C) A probabilidade é de 32%.
(D) A probabilidade é de 13%.
Em uma turma de gestão ambiental, 60% dos alunos participam do curso de Conservação de Recursos
Naturais, 50% estão matriculados no curso de Gestão de Resíduos, e 30% participam de ambos os cursos. Se
um aluno é escolhido aleatoriamente, qual a probabilidade de ele estar matriculado em pelo menos um dos dois
cursos?
(A) 0,90.
(B) 0,60.
31
(C) 0,70.
(D) 0,80.
Em uma escola, os professores de Matemática organizaram um experimento para que os alunos aprendes-
sem sobre probabilidade. Foram colocadas em uma caixa 10 bolas vermelhas, 6 bolas azuis e 4 bolas verdes.
Um aluno irá retirar, ao acaso, duas bolas consecutivas da caixa, sem reposição. Com base nessa situação,
qual é a probabilidade de que as duas bolas retiradas sejam de cores diferentes?
(A) 24/38.
(B) 30/57.
(C) 62/95.
(D) 36/57.
32
15. CPCON - 2025
Sabendo que “No dado cúbico padrão, a soma dos números em duas faces opostas é sempre igual a 7”.
A partir deste contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- Em um dado padrão, a face com o número 2 é adjacente à face com o número 5.
PORQUE
II- Faces adjacentes em um cubo são aquelas que compartilham uma aresta.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
(A) as asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I.
(B) a asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
(C) as asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
(D) a asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
(E) as asserções I e II são proposições falsas.
Em um concurso público, a aprovação na avaliação física depende do candidato cumprir pelo menos um
dos seguintes requisitos:
33
18. Fundação CETREDE - 2025
Em uma turma de 40 alunos, 18 estudam matemática, 15 estudam física e 10 estudam ambas as disciplinas.
Quantos alunos não estudam nem Matemática nem Física?
(A) 7.
(B) 10.
(C) 12.
(D) 17.
(E) 20.
Em um grupo de 30 turistas, 15 falam inglês, 10 falam espanhol e 8 falam mandarim. Sabendo que 5 falam
inglês e espanhol, 3 falam espanhol e mandarim, 4 falam inglês e mandarim e 2 falam os três idiomas. Quantos
turistas não falam nenhum dos três idiomas?
(A) 10
(B) 6
(C) 7
(D) 9
(E) 8
Do total de 193 servidores de uma organização, alguns possuem fluência em inglês, francês ou espanhol,
podendo, inclusive, ter fluência em mais de uma das três línguas, ao passo que outros não têm fluência em
nenhuma dessas línguas estrangeiras.
Nessa situação, sabendo-se que, do total de servidores, 90 são fluentes em inglês; 75, em francês; 60, em
espanhol; 30, em inglês e francês; 20, em inglês e espanhol; 25, em francês e espanhol; e 10 são fluentes nas
três línguas, o número de servidores não fluentes em nenhuma das três línguas estrangeiras é igual a
(A) 103.
(B) 53.
(C) 42.
(D) 33.
(E) 32.
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Gabarito
1 D
2 D
3 D
4 C
5 D
6 A
7 C
8 C
9 D
10 C
11 D
12 C
13 A
14 B
15 B
16 E
17 B
18 D
19 C
20 D
35