0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações8 páginas

Dengue: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O documento aborda a dengue, uma arbovirose sistêmica aguda transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, destacando sua fisiopatologia, sorotipos, período de incubação e quadro clínico. Apresenta critérios de internação, exames laboratoriais necessários para diagnóstico e tratamento, além de orientações sobre prevenção e profilaxia. A dengue é classificada em tipos A, B, C e D, dependendo da gravidade e sintomas apresentados pelo paciente.

Enviado por

gabrielnlima13
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações8 páginas

Dengue: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O documento aborda a dengue, uma arbovirose sistêmica aguda transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, destacando sua fisiopatologia, sorotipos, período de incubação e quadro clínico. Apresenta critérios de internação, exames laboratoriais necessários para diagnóstico e tratamento, além de orientações sobre prevenção e profilaxia. A dengue é classificada em tipos A, B, C e D, dependendo da gravidade e sintomas apresentados pelo paciente.

Enviado por

gabrielnlima13
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

THAMIRES JUNGER- 3D – D.R.A.M.

- Cada vez que você pega um tipo do vírus, não


ARBOVIROSES - DENGUE pode mais ser infectado por ele.
- É uma virose sistêmica aguda.
 VETOR
- É uma arbovirose.
- Fêmea do Aedes aegypti.
- É uma doença transmitida por artrópodes.
- Arbovírus circulam entre os animais selvagens, humanos
 FISIOPATOGENIA
geralmente são hospedeiros acidentais.
- Após repasto sanguíneo e inoculação do vírus na
- Não tem necessariamente relação filogenética.
corrente sanguínea, chegam aos linfonodos regionais e
- Normalmente pacientes com dengue, 20% deles depois cursa
em seguida caem na circulação sistêmica (período de
com purpura trombocitopenica ou vasculite (purpura de henoch
viremia) com os sintomas tem uma duração de 3 a 8
schonlein).
dias.
- Tem que notificar.
 AGENTE ETIOLÓGICO  HOSPEDEIROS SUSCETÍVEIS
- Dengue vírus, da família Flaviviridade. Vírus RNA - Pessoas sem anticorpos específicos.
- Tem hábitos urbanos – domésticos (domiciliares e
peridomiciliares) - Imunidade pode ser:
 Homologa – Permanente para 1 sorotipo
 SOROTIPOS  Heteróloga – Imunidade cruzada
- DENV 1: 1-5
- DENV 2: 1-6  PERIODO DE INCUBAÇÃO
- DENV 3: 1-4 - 3 a 15 dias, sendo em média 5 a 6 dias.
- DENV 4: 1-3
 SUSPEITA DE DENGUE
- Todos podem causar doenças graves. - Paciente vai apresentar febre de no máximo 7 dias.
- Virulência: 2 e 3 mais virulentos
THAMIRES JUNGER- 3D – D.R.A.M.A

- Acompanhada de pelo menos mais dois sintomas,  QUADRO CLINICO


como: cefaleia, dor retroorbitária, mialgia, artralgia,
prostação, exantema. a) DENGUE SEM SINAIS DE ALARME
- Periodo sintomático com os sintomas clássicos
- Estar em lugares endêmicos para dengue nos últimos - Febre alta (39 a 40 graus)
15 dias. - A febre tem início súbito e dura de 2 a 7 dias no
máximo.
- Sintomas associados: cefaleia, adinamia, mialgia,
artralgia, dor retro-orbitária, prostação, exantema.

- Outros possíveis sintomas: náuses, vômitos,


anorexia, diarreia, exantema em 50% dos casos.
- Petéquias são lesões puntiformes na pele que
indicam sangramento. Não aparece a digito pressão.
Já exantema é o corpo todo vermelho, como se
estivesse ficado exposto ao sol e pode ser
pruriginoso. Se desaparecer a digito pressão é
exantema.

b) DENGUE COM SINAIS DE ALARME


- Ente 3 e 7 dias surgem sinais de alarme como:
 Dor abdominal
 Vomitos persistentes
 Derrames cavitários
 Hemorragias importantes
 Desconforto respiratório
THAMIRES JUNGER- 3D – D.R.A.M.A

 Diminuição da diurese c) DENGUE GRAVE


 Letargia ou agitação
- Acompanhamento na UTI.
 Hepatomegalia
- Extravasamento capilar (4 a 5 dia da doença)
 Aumento do hematócrito e queda
 Choque – Taquicardia, extremidades distais frias,
abrupta das plaquetas
pulso fraco e filiforme, enchimento capilar > 2 sg,
- Prova do laço é para avaliar risco de sangramento, feito PA convergente (<20 mmHg), taquipneia,
apenas em pacientes que não estão sangrando e tem oliguria, hipotensão e cianose.
sintomatologia de dengue.  Insuficiência respiratória
- Prova do laço – estender braço esquerdo, verificar a P.A do - Hemorragia grave
paciente, ex: 12\8 = 12 + 8 = 20 dividido por 2 = 10. Realizar
 Segundo critério clinico
novamente, insuflar até 100 durante 3 min, para avaliar o risco
 Hemorragia massiva sem choque prolongado –
de sangramento. Quando terminar os 3 min retira o manguito
Grave
e vê se aparece as petequias, vai pegar o parâmetro do
 Afeta as plaquetas
tamanho de uma moeda de 10 centavos ou da polpa digital do
 Contraindicação: AAS, AINES e anticoagulantes
dedão. Caso tenha mais de 20 petequias nesta área é porque
pois podem afetar cascata de coagulação.
o teste de laço é positivo. Se tiver menos de 20 é negativa.
- Disfunção orgânica grave
 Hepática: AST ou ALT >1000
 Alteração do nível de consciência
 Disfunção cardíaca ou de outros órgãos
THAMIRES JUNGER- 3D – D.R.A.M.A

 CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO  EXAMES LABORATORIAIS NECESSÁRIOS


- Hemograma com contagem de plaquetas (4 a 5 dia)
- Dosagem de albumina – Quando tem sinal de
extravasamento.
- Isolamento viral (até o 5 dia)
- NS1 (até o 3 dia)
- Sorologia (a partir do 6 dia)

 EXAMES LABORATORIAIS
- Hemograma com contagem de plaquetas
 Leucopenia
 Hemoconcentração
 Plaquetopenia
- Dosagem de albumina
 Hipoalbuminemia

 EXAMES DE IMAGEM
- Raio X de Tórax em PA e Laurell
 Derrame pleural

- Ultrassonografia abdominal total


 Pesquisar espessamento da parede da vesícula
 Presença de liquido no peritônio
THAMIRES JUNGER- 3D – D.R.A.M.A

- Viremia acontece nos 3 primeiros dias. Ideal coletar até


 DIAGNÓSTICO 5 dias isolamento viral. Após 5 dia já não tem mais vírus.
- Até 5 dias: - IgM: Coletar no 6 dia.
 Pesquisa de Antígeno Viral (NS1): sensibilidade de
70% e especificidade de 95%
 Teste de Amplificação genética (RRT-PCR)  DENGUE EM CRIANÇA
 Cultura - Sindrome febril inespecífica
- Apatia ou sonolência
- Após 5 dias
- Irritabilidade
 Sorologia com pesquisa de anticorpos IgM e IgG
- Sorologia: começa a subir por 3\4 dia, atinge o máximo, e dura - Recusar alimentar e\ou líquidos
15\20 dias e depois diminui. Indicando que está com a doença ou já - Vomito, diarreia ou fezes amolecidas
teve. Orientação de coleta: Após 6 dia que tem concentração de IgM - A febre bifásica pode não ocorrer
detectável. No 5 dia pode coletar, porém o ideal é o 6 dia - Agravemento súbito (no adualto é gradual)
- Forma grave: após 3 dia de doença, quando a febre
começa a ceder
 INVESTIGAÇÃO DIANÓSTICA
 TRATEMENTO
- Sintomatológico
-Hidratação (20ml\kg em 2h) adequada e tratamento de
suporte
-Estadiamento clinico (classificação do paciente) ->
exame físico + exames complementares
- Reconhecer precocemente os sinais de extravasamento
plasmático
- Simples, barato e eficaz
- Dipirona ou Paracetamol para dor e febre.
Metoclopramida para vomito.
THAMIRES JUNGER- 3D – D.R.A.M.A

 DENGUE TIPO A, B, C e D
- Caso tenha hemoconcentração colocar paciente no
soro (fase de expansão), e após 2h refaz hemograma,
caso continue hemoconcentrado refaz hidratação. E
após refaz hemograma. Pode fazer em até 3 fases de
expansão, por se não resolve tem que entrar com
expansão plasmática (plasma).

- Depois que resolve a hemoconcentração, deixar


paciente em repouso, diminuir hidratação, 50ml\kg em
24h. Isso também vai normalizar a plaquetopenia.

 INDICAÇÃO DE CONCENTRADO DE PLAQUETAS


- Sangramento do SNC (sonolência, desmaio, falta de
consciência) + plaquetopenia < 500.000\mm cúbicos.
- Sangramentos importantes (hematêmese, melena) +
Plaquetopenia <20.000\mm cúbicos
- Recomenda – se: 1U para cada 10 kg – 8\8h ou de
12\12h. - DENGUE TIPO A: Dengue sem nenhuma manifestação
hemorrágica, sem sinal de alarme, nem sangramento induzido
ou espontâneo é dengue do tipo A. Libera para casa, hidratação
oral e orientar possíveis complicações. Coletar se possível
sorologia. Dengue não grave.
- DENGUE TIPO B: Paciente que já tem sangramento ou prova
do laço positiva é dengue do tipo B. Solicitar sorologia,
THAMIRES JUNGER- 3D – D.R.A.M.A

isolamento viral e hemograma. E notificar. Observação por pelo


menos 12h. Hidratação venosa. Dengue não grave. Caso tenha  ORIENTAÇÕES
hemoconcentração fica mais de 12h.
- DENGUE TIPO C: Tem sangramento de grande monta,
desconforto respiratório, pode apresentar hepatomegalia
dolorosa, e se tiver dor em hipocôndrio direito com vomito pode
ser colecistite alitiasica. Dor no abdômen pode ser
extravasamento de liquido fazendo uma ascite ou peritonite,
solicitar USG. Albumina também aumenta, solicitar TGO\TGP,
solicitar ureia e creatinina por que paciente pode estar com
oliguria. Internação de 48h, sendo reavaliado a todo momento
e na hidratação. Dengue grave.
- DENGUE TIPO D: paciente que está em choque, ou algum
comprometimento de algum órgão, paciente dispneico. Com
pericardite quando faz ecocardiograma, paciente com oliguria
que tem ureia e creatinina aumentada com insufiencia renal.
Ou fazendo encefalite por causa do vírus. Internar na UTI.
Dengue grave
THAMIRES JUNGER- 3D – D.R.A.M.A

 PROFILAXIA
- Educação permanente das populações onde o dengue é
endêmico, evitando a construção de criadouros do mosquito
transmissor; por outro lado, eliminação de focos
previamente existentes.
- Vigilância permanente das autoridades sanitárias para
casos de dengue na comunidade.
- Trabalho incessante dos agentes de saúde na eliminação
de criadouros domiciliares e peridomiciliares do mosquito.
- Oferta diária e ininterrupta de água potável às populações,
evitando assim o acúmulo do líquido em recipientes
artificiais que possam servir de criadouros.
- Coleta exemplar de resíduos sólidos (lixo) produzidos pela
população, diminuindo possíveis locais de reprodução do
inseto.
- Uso de larvicidas de ação residual aplicados em depósitos
d’água.
- Quando indicado e como última tentativa de minimizar
surtos da doença, utilização dos carros fumacê borrifando
inseticidas contra os artrópodes adultos.
- Vacina antidengue tetravalente.

Você também pode gostar