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Regime Disciplinar da UFRJ: Normas e Sanções

O Regimento Geral da UFRJ estabelece o Regime Disciplinar que regula as sanções aplicáveis ao Corpo Social, incluindo docentes, discentes, técnicos e administrativos. Os deveres e infrações são detalhados, assim como as sanções que variam de advertências a desligamentos, dependendo da gravidade das faltas. O documento também define os procedimentos para a aplicação de sanções e os direitos de defesa dos acusados.

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Regime Disciplinar da UFRJ: Normas e Sanções

O Regimento Geral da UFRJ estabelece o Regime Disciplinar que regula as sanções aplicáveis ao Corpo Social, incluindo docentes, discentes, técnicos e administrativos. Os deveres e infrações são detalhados, assim como as sanções que variam de advertências a desligamentos, dependendo da gravidade das faltas. O documento também define os procedimentos para a aplicação de sanções e os direitos de defesa dos acusados.

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UFRJ

REGIMENTO GERAL

PARTE IV

TÍTULO V
DO REGIME DISCIPLINAR

CAPÍTULO I
DA INTRODUÇÃO

Art. 279 - O Regime Disciplinar da Universidade Federal do Rio de Janeiro é regido pelas
normas especificadas neste TÍTULO destinadas a regulamentar a aplicação das sanções
disciplinares a que está sujeito o Corpo Social da Universidade.

Parágrafo Único - O Corpo Social da Universidade compreende:


I - O Corpo Docente;
II - O Corpo Discente;
III - O Corpo Técnico;
IV - O Corpo Administrativo.

CAPÍTULO II
DOS DEVERES DOS MEMBROS DO CORPO SOCIAL

Art. 280 - Constituem deveres dos membros do Corpo Social:


a) a fiel observância da Lei, do Estatuto e dos Regimentos;
b) o acatamento às ordens emanadas das autoridades universitárias;
c) a urbanidade no procedimento;
d) o resguardo do prestígio e bom nome da instituição.

Parágrafo Único - Cabe ao Corpo Docente, em particular, contribuir para a ampliação,


difusão e transmissão do saber, a formação integral da personalidade do estudante e a
autenticidade democrática da vida universitária.

CAPÍTULO III
DAS SANÇÕES

SEÇÃO I
DO CORPO DOCENTE

Art. 281 - Os membros do Corpo Docente estão sujeitos às seguintes sanções


disciplinares:
a) advertência;
b) repreensão;
c) suspensão até 15 (quinze) dias;
d) afastamento temporário;
e) destituição.
Art. 282 - Cabem as sanções previstas no artigo anterior nos seguintes casos:
I - a de advertência:
a) por transgressão de prazos regimentais ou falta a ato escolar a cujo comparecimento
esteja obrigado, salvo se apresentar justificatvia adequada;
b) pelo não comparecimento a 3 (três) trabalhos docentes consecutivos ou a 5 (cinco)
não consecutivos, no período de 30 (trinta) dias, sem causa justificada.

II - a de repreensão:
na reincidência das faltas citadas nas alíneas do item anterior.

III - a de suspensão até 15 (quinze) dias:


a) por não acatamento a determinações das autoridades universitárias, baseadas na Lei,
no Estatuto e nos Regimentos;
b) por prática de outros atos de indisciplina.

IV - a de suspensão de 16 (dezesseis) até 30 (trinta) dias:


na reincidência das faltas citadas nas alíneas do item III.

V - a de afastamento temporário:
a) por desídia no desempenho de suas funções;
b) em casos de indisciplina considerada de especial gravidade, a juízo da Congregação
ou órgão equivalente;
c) por conduta social imprópria e lesiva à reputação da instituição;
d) por não comparecimento, sem justificativa, a 25% das preleções e trabalhos
docentes diretamente a seu cargo;
e) por falta de cumprimento de, pelo menos, 75% do programa da atividade docente a
seu cargo.

VI - a de destituição:
a) por reincidência nas faltas referidas nas alíneas do item V;
b) por atos incompatíveis com a moralidade e a dignidade da vida universitária;
c) por condenação à pena de reclusão por mais de 2 (dois) anos ou detenção por mais
de 4 (quatro) anos.

Parágrafo Único - Nas hipóteses previstas nos incisos III, IV, V e alíneas a e b do inciso
VI deverá ser instaurado o competente processo administrativo, de cujas conclusões dependerá a
aplicação das sanções.

Art. 283 - A aplicação de sanções aos membros do Corpo Docente, em razão de faltas
cometidas no âmbito da Unidade, é da competência da Congregação ou órgão equivalente.

Art. 284 - A sanção disciplinar de advertência será aplicada verbalmente e as demais


serão aplicadas por escrito.

§ 1º - Nos casos citados nas alíneas a e b do inciso VI do art. 282 a destituição dependerá
da aprovação da Congregação ou órgão equivalente, que os julgará em reunião a que estejam
presentes pelo menos 2/3 (dois terços) da totalidade dos seus membros.

Regime Disciplinar 2
§ 2º - A destituição dos docentes que gozarem de vitaliciedade será efetivada mediante
sentença do Poder Judiciário, transitado em julgado.

SEÇÃO II
DO CORPO DISCENTE

Art. 285 - São infrações disciplinares do Corpo Discente atos praticados, no recinto da
Universidade ou fora dele, na execução de atos escolares ou por motivo a ela correlacionado, e
que incidam contra:
a) a integridade física e moral da pessoa;
b) o patrimônio moral, científico, cultural e material;
c) o exercício das funções pedagógicas, científicas e administrativas.

Parágrafo Único - Aos infratores são aplicáveis as sanções de:


a) advertência verbal;
b) repreensão;
d) suspensão por até 15 (quinze) dias;
d) suspensão por mais de 15 (quinze) dias;
e) desligamento.

Art. 286 - Nas aplicações das sanções disciplinares serão considerados os seguintes
elementos:
a) primariedade do infrator;
b) dolo ou culpa;
c) valor e utilidade dos bens atingidos;
d) grau de autoridade ofendida.

§ 1º - São passíveis da aplicação das sanções a que se referem as alíneas a, b e c do


parágrafo único do art. 285 os membros do Corpo Discente que cometerem as seguintes faltas:
I - Desrespeito à Autoridade Universitária ou a qualquer membro do Corpo Docente ou
Administrativo;
II - Desobediência a ordem dada por qualquer Autoridade Universitária, no exercício de
suas funções;
III - Ofensa ou agressão a membro do Corpo Discente;
IV - Perturbação da ordem em qualquer área da Universidade;
V - Danificação de material da Universidade, caso em que, além da pena disciplinar,
ficarão obrigados à indenização do dano ou substituição do objeto danificado;
VI - Improbidade na execução de atos ou trabalhos escolares.

§ 2º - São passíveis de aplicação das sanções a que se referem as alíneas d e e do


parágrafo único do art. 285, observada a gravidade da falta, os membros do Corpo Discente que
incorrerem em algum dos seguintes casos:
I - Reincidência nas faltas do parágrafo anterior;
II - Prática de atos incompatíveis com a dignidade e o decoro da vida universitária;

Regime Disciplinar 3
III - Injúria ou agressão a Autoridade Universitária ou a qualquer membro do Corpo
Docente;
IV - Agressão a funcionário administrativo;
V - Prática de atos criminosos;
VI - Conduta social imprópria e lesiva à reputação da Universidade.

§ 3º - Os casos omissos serão apreciados, quando restritos ao âmbito de uma Unidade,


pela Congregação; nos demais casos pelos Conselho de Ensino de Graduação e Conselho de
Ensino para Graduados, que opinarão quanto à gravidade do ato praticado, bem como quanto à
respectiva sanção.

Art. 287 - As sanções disciplinares aplicadas ao discente serão registradas, mas não
constarão de seu histórico escolar.

Parágrafo Único - O registro das sanções de advertência verbal e de repreensão será


cancelado não ocorrendo reincidência da infração no prazo de 1 (um) ano de sua aplicação.

Art. 288 - A aplicação das sanções de advertência verbal, repreensão e suspensão até 15
(quinze) dias é da competência de autoridade singular, sendo as sanções de suspensão por mais
de 15 (quinze) dias e de desligamento privativa de órgãos colegiados.

§ 1º - No âmbito das Unidades, as autoridades competentes para aplicar sanções


disciplinares são, respectivamente, o Diretor e a Congregação; no âmbito dos Centros, o Decano
e o Conselho de Coordenação.

§ 2º - A jurisdição disciplinar dos Sub-Reitores de Ensino de Graduação e de Ensino para


Graduados estende-se a todas as áreas da Universidade; da mesma forma as dos Conselho de
Ensino de Graduação e de Ensino para Graduados, que funcionarão como colegiados correlatos
nessa jurisdição.

§ 3º - A aplicação da sanção de desligamento é privativa do Conselho Universitário.

Art. 289 - Nos casos em que couber a sanção de suspensão por mais de 15 (quinze) dias
ou de desligamento, será, dentro de 5 (cinco) dias, instaurado inquérito no qual será assegurado
ao acusado o direito de defesa.

§ 1º - Excepcionalmente, quando pareça imperioso para preservar patrimônio material ou


moral da Universidade, a autoridade que instaurar o inquérito poderá determinar o afastamento
preventivo do acusado, assegurado, no caso de se constatar ausência de culpa, que nenhum
prejuízo acadêmico lhe advenha de tal medida.

§ 2º - Todas as convocações para qualquer ato do inquérito serão feitas por escrito.

§ 3º - No caso de não ser encontrado o acusado, a convocação será feita por Edital,
publicado em Boletim da Universidade, fixando o prazo de comparecimento, que não será
inferior a 5 (cinco) dias, nem superior a 10 (dez) dias.

Regime Disciplinar 4
§ 4º - O não comparecimento do acusado no prazo previsto em Edital, justifica o
prosseguimento do inquérito à revelia, caso em que lhe será designado defensor que o
acompanhe.

§ 5º - O acusado disporá de 5 (cinco) dias para indicar até 5 (cinco) testemunhas de


defesa; e terá 10 (dez) dias para a apresentação de razões, após o encerramento da instrução do
processo, que deverá concluir-se dentro de 45 (quarenta e cinco) dias.

§ 6º - Terminado o inquérito e apurado o motivo para aplicação de sanção disciplinar,


será o fato comunicado por escrito ao acusado e ao seu responsável, se o aluno for menor, dando-
se conhecimento dos motivos que determinaram a conclusão adotada.

§ 7º - Durante o processo, o aluno acusado não poderá obter transferência para outro
estabelecimento de ensino superior, e, se se tratar de aluno do último período ficará impedido de
colar grau.

§ 8º - Se o inquérito concluir por ausência de culpa, as conclusões do processo deverão


ser afixadas no quadro de avisos, na Portaria da Unidade em que o aluno estiver inscrito, no
prazo de 15 (quinze) dias a contar do término do inquérito.

Art. 290 - Cabe recurso final, das penalidades impostas pelo Diretor, à Congregação; das
impostas pelo Decano, ao Conselho de Coordenação do Centro; das impostas pelo Sub-Reitor de
Ensino de Graduação, ao Conselho de Ensino de Graduação; das impostas pelo Sub-Reitor de
Ensino para Graduados, ao Conselho de Ensino para Graduados; e das impostas pelo Reitor, ao
Conselho Universitário.

Parágrafo Único - No que se refere às decisões de órgãos colegiados as instâncias


recursais finais são, respectivamente, o Conselho de Coordenação do Centro, os Conselhos de
Ensino de Graduação e de Ensino para Graduados e o Conselho Universitário.

SEÇÃO III
DOS CORPOS TÉCNICO E ADMINISTRATIVO

Art. 291 - Os membros dos Corpos Técnico e Administrativo ficam sujeitos ao regime
disciplinar instituído pela legislação em vigor.

Art. 292 - No âmbito da Unidade, o Diretor promoverá a instauração do processo


administrativo para apurar responsabilidades de membros do Corpo Técnico e do Corpo
Administrativo, aplicando as penalidades de repreensão, multa e suspensão até 30 (trinta) dias.

Parágrafo Único - As penalidades de suspensão por mais de 30 (trinta) dias, destituição da


função, demissão ou dispensa serão aplicadas pelo Reitor.

Art. 293 - No âmbito da Reitoria, o processo administrativo será instaurado pelo Sub-
Reitor de Pessoal e Serviços Gerais, para apurar responsabilidade dos servidores ou empregados
técnicos ou administrativos.

Regime Disciplinar 5
§ 1º - As penalidades de repreensão, multa e suspensão até 30 (trinta) dias serão aplicadas
pelo Sub-Reitor de Pessoal e Serviços Gerais e as demais penalidades pelo Reitor.

§ 2º - Das penalidades aplicadas pelo Sub-Reitor de Pessoal e Serviços Gerais caberá


recurso ao Reitor.

CAPÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 294 - A jurisdição disciplinar do Reitor estende-se a todas as áreas da Universidade,


cabendo-lhe aplicar as penalidades previstas neste Regimento, que não sejam privativas de
órgãos colegiados.

Art. 295 - Os casos omissos serão resolvidos pela Congregação ou órgão equivalente da
Unidade, pelo Conselho de Coordenação do Centro ou pelo Conselho Universitário, conforme a
área.

OBS:
Atualizado com as seguintes alterações:
- Sessão do Conselho Universitário de 11.03.76, com aprovação do Conselho Federal de
Educação através do Parecer nº 1.537/76.
- Sessão do Conselho Universitário de 12.11.81 - adaptação ao disposto na Lei nº 6.680, de
16.08.79, e na Portaria nº 836, de 29.08.79.

Regime Disciplinar 6

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