O Luto
em adultos e
pessoas idosas
Profa. Ma. Paula Ferreira do Amaral Guia
O Luto
• Luto: como cérebro se reconfigura quando
perdemos alguém – YouTube
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O Luto
• Reposta natural à perda de pessoas, capacidades,
ideais, pertences e papéis socias, comum a todas
as fases da vida.
• Na vida adulta e na velhice, o luto assume formas
mais complexas devido às múltiplas perdas.
• Sua compreensão é essencial para entender o
desenvolvimento emocional e social no
envelhecimento.
• “O luto envolve sofrimento, mas também a
possibilidade de crescimento emocional.” (Papalia,
Feldman & Martorell, 2013)
Perdas Comuns na Vida Adulta e Velhice
• Morte do cônjuge ou amigos próximos
• Aposentadoria e perda do papel profissional
• Declínio da saúde e autonomia
• Alterações cognitivas e físicas
• Isolamento social e solidão
Essas perdas exigem redefinição de identidade e reconstrução de
sentido.
O Luto pelo Cônjuge
• A perda do cônjuge • Viúvas tendem a se
é uma das adaptar melhor que
experiências mais viúvos (maior rede de
profundas na velhice. apoio).
• Apoio social e
• Envolve: choque,
espiritual são
tristeza, solidão e
essenciais para o
reconstrução.
ajustamento saudável.
Aspectos Emocionais e Psicossociais
•O luto pode gerar depressão,
isolamento e desesperança se não for
elaborado.
• Muitos idosos desenvolvem resiliência
e sabedoria emocional.
• Erikson: integridade do ego vs.
desesperança.
“Aceitar a morte como parte da vida é
sinal de maturidade emocional.”
(Papalia, 2013)
Teoria de Kübler-Ross
A teoria das cinco fases do luto, proposta por
Elisabeth Kübler-Ross (1969), é uma das mais
conhecidas e influentes no campo da Psicologia.
Ela descreve o processo emocional vivido diante
da morte, da perda ou de uma mudança
significativa.
As fases não são lineares — podem se repetir ou
coexistir.
Kübler-Ross enfatizou que o luto é único para
cada pessoa.
Amplamente utilizada em contextos clínicos,
hospitalares, de cuidados paliativos e psicologia
do envelhecimento.
“O luto é como o mar: às vezes calmo, às vezes
tempestuoso, mas sempre em movimento.”
— Elisabeth Kübler-Ross (1996)
1. Negação
• Descrição: É a recusa inicial em aceitar a realidade da
perda. O indivíduo pensa: “Isso não pode estar
acontecendo comigo.”
• Função Psíquica: A negação atua como um mecanismo
de defesa que protege o ego do impacto da dor,
permitindo uma assimilação gradual da realidade.
• Exemplo: Um idoso que perde o cônjuge pode continuar
arrumando a cama do parceiro, como se ele ainda fosse
voltar.
• Referência:
• KÜBLER-ROSS, E. Sobre a Morte e o Morrer. São Paulo:
Martins Fontes, 1996 (original de 1969).
2. Raiva
• Descrição: Após a negação, surge a revolta: “Por que isso
aconteceu comigo?”
• Função Psíquica: A raiva mobiliza energia e expressa o
sentimento de injustiça pela perda. Pode ser dirigida a si mesmo,
aos outros, à pessoa falecida ou até a Deus.
• Importância terapêutica: O reconhecimento da raiva é
essencial para o avanço do processo de luto.
• Referência:
• KÜBLER-ROSS, E.; KESSLER, D. Sobre o Luto e o Lamentar.
Rio de Janeiro: Sextante, 2005.
3. Raiva
• Descrição: Após a negação, surge a revolta: “Por que
isso aconteceu comigo?”
• Função Psíquica: A raiva mobiliza energia e expressa
o sentimento de injustiça pela perda. Pode ser dirigida
a si mesmo, aos outros, à pessoa falecida ou até a
Deus.
• Importância terapêutica: O reconhecimento da raiva
é essencial para o avanço do processo de luto.
• Referência:
• KÜBLER-ROSS, E.; KESSLER, D. Sobre o Luto e o
Lamentar. Rio de Janeiro: Sextante, 2005.
4. Depressão
• Descrição: A consciência plena da perda leva à tristeza
profunda e ao desânimo.
• Função Psíquica: Esta fase permite a vivência
emocional da perda e o início do desligamento afetivo
do objeto amado.
• Importância clínica: Diferencia-se da depressão
patológica, pois faz parte do processo normal de
elaboração do luto.
• Referência:
KÜBLER-ROSS, E. Sobre a Morte e o Morrer. São
Paulo: Martins Fontes, 1996
5. Aceitação
• Descrição: A pessoa finalmente reconhece e aceita a
realidade da perda. Não é ausência de dor, mas
reorganização interna e serenidade diante do
inevitável.
• Função Psíquica: A aceitação marca o início de um
novo equilíbrio emocional, permitindo que a energia
psíquica seja reinvestida em novos vínculos e sentidos
de vida.
• Referência:
• KÜBLER-ROSS, E.; KESSLER, D. A Vida Depois da
Perda. Rio de Janeiro: Sextante, 2010.
Teoria de Bowlby
John Bowlby, criador da Teoria do
Apego, entende o luto como uma
resposta natural à ruptura de um
vínculo afetivo significativo.
Em sua obra “Loss: Sadness and
Depression” (1980), ele descreve o luto
como um processo psicológico e
emocional baseado na tendência inata
do ser humano de criar e manter laços
afetivos.
Quando ocorre a perda, o indivíduo
precisa reorganizar seu sistema de
apego para se ajustar à ausência do
objeto amado.
Teoria de Bowlby
• O Luto como Reação ao Rompimento do Apego
• Desde a infância, o ser humano busca segurança por meio
do apego — laços emocionais que garantem proteção e
suporte (BOWLBY, 1969).
• A perda de uma figura significativa — como um cônjuge,
amigo ou filho — ativa o sistema de apego e desencadeia
sentimentos de ansiedade, desespero e desorganização.
• Assim, o luto é um processo de reorganização do
vínculo: o indivíduo precisa aceitar a ausência física e
transformar o laço em um vínculo interno.
• Referência: BOWLBY, J. Loss: Sadness and
Depression. New York: Basic Books, 1980.
Fase 1 – Entorpecimento e
Descrença
• Dura de horas a dias após a perda.
• Há choque, anestesia emocional e dificuldade em
aceitar a realidade.
• A pessoa pode agir “no automático” ou negar
parcialmente a perda.
• Função: proteção psíquica inicial.
• “A mente recusa-se a acreditar que o vínculo foi
rompido.” (BOWLBY, 1980)
Fase 2 – Anseio e Busca pela
Figura Perdida
• Caracteriza-se por intensa saudade e desejo de reencontro.
• O indivíduo pode ter sonhos vívidos, ilusões de presença ou
comportamentos de busca (como falar com a pessoa
ausente).
• Bowlby compara esse comportamento ao da criança
separada da mãe — protesto de apego.
• É um momento de dor aguda e choro intenso.
• “O luto é a forma adulta do protesto da criança quando é
separada da figura de apego.” (BOWLBY, 1980)
Fase 3 – Desorganização e
Desespero
• Surge quando o enlutado reconhece que o reencontro é
impossível.
• A tristeza se aprofunda, há apatia, perda de interesse e
desorientação.
• Pode ocorrer depressão, especialmente se a pessoa não tiver
suporte emocional.
• Função: elaborar cognitivamente e emocionalmente a perda.
• “O enlutado tenta reorganizar o mundo interno devastado pela
ausência.” (BOWLBY, 1980)
Fase 4 – Reorganização e
Recuperação
• Gradualmente, o indivíduo começa a reinvestir energia
emocional em novas relações e atividades.
• A figura perdida é internalizada como uma presença
simbólica.
• O vínculo não é esquecido, mas transformado em uma
memória afetiva estável.
• Essa fase indica a resolução saudável do luto.
• “A dor do luto cede lugar à lembrança serena e à
continuidade do vínculo interno.” (BOWLBY, 1980)
Relevância no Envelhecimento
Nos adultos e idosos, a teoria de Bowlby é especialmente útil, pois:
Explica a profundidade dos vínculos conjugais e familiares;
Mostra como o luto exige reconstrução da identidade após décadas de
convivência;
Destaca a importância do apoio social e da continuidade simbólica para a
adaptação saudável à perda.
Papalia (2013) complementa que o idoso resiliente consegue manter o vínculo
interno com o falecido e reorganizar-se emocionalmente, o que favorece a
integridade do ego (Erikson).
Teoria de Worden
O psicólogo e terapeuta norte-americano J.
William Worden desenvolveu um dos modelos
mais influentes para compreender e intervir no
processo de luto.
Cconhecido como a Teoria das Tarefas do
Luto (The Task-Based Model of Mourning),
apresentada inicialmente em 1982 e revisada
em 2009 e 2018.
Diferentemente das teorias clássicas de
estágios (como as de Kübler-Ross), Worden
considera o luto um processo ativo, em que o
enlutado precisa realizar tarefas psicológicas,
emocionais e comportamentais para se
adaptar à perda.
O Luto como Processo Ativo
Para Worden (2009), luto (mourning) é o processo de adaptação
à perda de um ente querido, que envolve reações emocionais,
cognitivas, comportamentais e espirituais.
Ele distingue:
• Perda (loss): o evento de separação ou morte.
• Luto (grief): a reação emocional à perda.
• Elaboração do luto (mourning): o processo de enfrentamento
e reorganização interna.
• “O luto não é algo que acontece conosco, mas algo que nós
fazemos.”
— Worden (2009, p. 39)
Tarefa 1 – Aceitar a realidade da
perda
• Objetivo: reconhecer, em nível racional e emocional, que a
pessoa amada realmente morreu ou não retornará.
• O enlutado, inicialmente, tende a negar ou minimizar a
perda, como forma de autoproteção.
• É necessário um trabalho interno para integrar
cognitivamente a ausência.
• Rituais como o velório, a despedida e o contato com a
realidade da morte auxiliam essa aceitação.
• “Enquanto a pessoa continuar a esperar que o falecido volte,
a elaboração do luto não poderá progredir.”
— Worden (2009, p. 51)
Tarefa 2 – Trabalhar as emoções
e a dor da perda
Objetivo: vivenciar e expressar as emoções associadas à perda —
tristeza, raiva, culpa, medo, solidão, desamparo, saudade.
• Negar ou reprimir as emoções impede a reorganização psíquica.
• O enlutado precisa permitir-se sentir e simbolizar a dor.
• O terapeuta atua acolhendo e validando esses afetos, ajudando na
expressão simbólica (verbal, artística, espiritual).
• “É preciso viver a dor do luto para que ela seja superada; evitar o
sofrimento apenas o prolonga.”
— Worden (2009, p. 63)
Tarefa 3 – Ajustar-se a um ambiente no
qual o falecido está ausente
Objetivo: desenvolver novas formas de funcionamento pessoal, social e identitária sem a presença da
pessoa falecida.
Worden descreve três tipos de ajustes:
Externo: aprender a realizar atividades práticas e papéis antes desempenhados pela pessoa perdida.
Interno: redefinir o autoconceito (“Quem sou eu agora?”).
Espiritual: reavaliar crenças e o sentido da vida e da morte.
Essa tarefa é especialmente relevante em adultos e idosos, que podem enfrentar perdas múltiplas e
precisam ressignificar seus papéis (por exemplo, a viuvez).
“A perda de alguém significativo sempre implica a necessidade de uma reconstrução de identidade.”
— Worden (2009, p. 77)
Tarefa 4 – Encontrar uma conexão
duradoura com o falecido e seguir em
frente
• Objetivo: estabelecer um vínculo simbólico e interno com a pessoa
falecida, ao mesmo tempo em que se reinveste emocionalmente na
vida e em novas relações.
• Essa tarefa substitui a antiga ideia de “desapegar-se” do falecido.
• O amor não é esquecido, mas ressignificado — o falecido passa a ter
um lugar interno, de memória e inspiração.
• Envolve também abrir-se a novos laços, projetos e significados
existenciais.
• “O desafio final do luto é manter uma ligação emocional com quem
morreu, enquanto se continua a viver.”
— Worden (2009, p. 95)
Aplicação da Teoria
• Na fase adulta e na velhice, as perdas tornam-se mais frequentes — do cônjuge, de
amigos, da saúde, do papel social.
A teoria de Worden é valiosa por:
• Reconhecer o caráter ativo do enfrentamento.
• Valorizar o significado pessoal e simbólico da perda.
• Promover reinvestimento emocional e sentido existencial na maturidade.
• Papalia, Feldman e Martorell (2013) afirmam que a elaboração do luto saudável
contribui para o alcance da integridade do ego (Erikson), etapa final do
desenvolvimento humano.
Diane E. Papalia é uma das principais
Teoria de Papalia referências da Psicologia do
Desenvolvimento Humano.
Sua obra, especialmente Desenvolvimento
Humano (Papalia, Feldman & Martorell, 2013;
2016), aborda o luto e as perdas como
fenômenos universais do ciclo da vida,
integrando aspectos emocionais, cognitivos,
sociais e culturais.
Para Papalia, o enfrentamento da morte e do
luto é parte do processo de
desenvolvimento humano, particularmente
significativo na vida adulta e na velhice, quando
as perdas se tornam mais frequentes e
inevitáveis.
“O modo como os adultos e idosos lidam com a
perda e o luto reflete sua trajetória de
desenvolvimento, seus vínculos afetivos e seus
recursos de enfrentamento.”
— (Papalia, Feldman & Martorell, 2013, p. 676)
Concepção do Luto e da Perda
• Papalia define o luto como um processo emocional, cognitivo e social
que ocorre após a perda de uma pessoa significativa, um papel social ou
uma função importante.
Distingue-se entre:
• Perda (loss): o evento de separação ou privação;
• Luto (grief): a resposta emocional e psicológica à perda;
• Enlutamento (mourning): o processo cultural e social de expressão e
adaptação à perda.
• O luto, portanto, não é um estado, mas um processo dinâmico que
envolve reorganização interna e social.
• “O luto é uma resposta natural e saudável à perda, que permite à pessoa
adaptar-se e reconstruir um sentido de continuidade na vida.”
— (Papalia et al., 2016, p. 702)
Na vida adulta
• As perdas mais comuns são de pais, amigos, cônjuge ou figuras
de referência.
• O adulto tende a usar estratégias cognitivas e sociais mais
elaboradas de enfrentamento.
• O luto está ligado à reorganização de papéis (por exemplo, viuvez
ou perda do trabalho).
• “Os adultos maduros que enfrentam a perda de um cônjuge ou de
um amigo próximo frequentemente passam por uma redefinição de
identidade e de sentido de vida.”
— (Papalia et al., 2013, p. 681)
Na velhice
• O luto torna-se mais frequente e acumulativo, podendo estar
associado à solidão, à perda da autonomia e à proximidade com a
própria finitude.
• A sabedoria emocional e espiritual adquirida ao longo da vida
ajuda o idoso a aceitar a morte como parte natural da existência.
• O enfrentamento adaptativo está relacionado à integração do
ego, conforme descrita por Erikson (integridade versus desespero).
• “Na velhice, o luto pode ser uma experiência de fechamento
existencial e de integração, na qual a pessoa reconcilia-se com a
própria história de vida.”
— (Papalia et al., 2013, p. 684)
Aspectos Psicológicos e Sociais do Luto
Dimensão Social:
• mudanças nas redes de apoio, papéis familiares e dinâmicas comunitárias.
• importância do suporte social e religioso para a adaptação.
Dimensão Espiritual:
• busca de sentido e reconciliação com a morte como parte da experiência humana.
• práticas simbólicas (rituais, memórias, orações) ajudam na ressignificação da perda.
• “O enfrentamento bem-sucedido do luto envolve tanto o apoio emocional quanto a
capacidade de atribuir novo significado à vida após a perda.”
— (Papalia et al., 2016, p. 706)
Aspectos Psicológicos e Sociais do Luto
Dimensão Emocional:
• tristeza, saudade, culpa, raiva, medo e sensação de vazio;
• reações fisiológicas como insônia, perda de apetite e fadiga.
Dimensão Cognitiva:
• dificuldade de concentração, pensamentos obsessivos sobre o
falecido, questionamentos existenciais.
Luto e envelhecimento saudável
Papalia associa o enfrentamento saudável do luto à resiliência
e ao crescimento pessoal, especialmente na velhice.
Os idosos que conseguem expressar suas emoções e integrar
suas perdas:
• apresentam maior bem-estar psicológico;
• mantêm vínculos afetivos simbólicos com quem morreu;
• e alcançam um estado de aceitação e serenidade existencial.
• “O envelhecimento bem-sucedido envolve aceitar as perdas
inevitáveis e continuar encontrando alegria, propósito e
conexão.”
— (Papalia et al., 2013, p. 689)
Funções Mentais
Função de Elaboração da Perda
• Permite reconhecer a realidade da perda,
rompendo gradualmente os vínculos com o objeto
perdido (pessoa, papel, saúde, função, etc.).
• Segundo Freud (1917, “Luto e Melancolia”), o
ego precisa “retirar a libido” do objeto amado e
reinvesti-la em outros vínculos e projetos.
• Essa elaboração evita a fixação patológica na
perda, como ocorre na melancolia.
Funções Mentais
Função de Integração Emocional
• O luto ajuda a integrar emoções contraditórias
— tristeza, raiva, culpa, saudade e alívio — dentro
de uma narrativa coerente.
• Facilita o equilíbrio entre o mundo interno
(memórias e afetos) e o mundo externo
(realidade atual).
• Segundo Worden (2009), essa integração
emocional é uma das tarefas centrais do luto.
Funções Mentais
Função de Preservação do Vínculo
• Embora o vínculo físico se rompa, o sujeito
mantém um vínculo simbólico e interno
com a pessoa ou objeto perdido.
• O luto, portanto, transforma o laço: de
concreto para psíquico.
• Essa função é descrita por Bowlby (1980)
como uma forma saudável de continuidade
do apego.
Funções Mentais
Função da Ressignificação
• O luto permite dar novo sentido à
experiência da perda, transformando dor
em crescimento, sabedoria e empatia.
• Conforme Papalia (2013), no
envelhecimento o luto pode favorecer o
desenvolvimento da integridade do ego
(Erikson), ajudando o indivíduo a aceitar a
finitude e a olhar a vida com serenidade.
Funções Mentais
• Função da Reestruturação Identitária
• Após uma perda importante, o sujeito precisa
reconstruir sua identidade, redefinindo
papéis e propósitos.
• No caso do envelhecimento, isso envolve
reorganizar-se como viúvo, aposentado, avô,
etc.
• Essa função é essencial para restaurar o
senso de continuidade e propósito.
Fatores que Favorecem o Enfrentamento
• Manter vínculos sociais e familiares.
• Crenças espirituais que dão sentido à
perda.
• Participação em grupos de convivência ou
terapia.
• Expressar emoções e manter narrativa de
vida.
• Desenvolver novas atividades e papéis
sociais.
Papel do Psicólogo
• Ajudar o idoso a reconhecer e
expressar o sofrimento.
• Ressignificar a perda e
reorganizar a identidade.
• Promover vínculos e
atividades significativas.
• Escuta empática, acolhimento e grupos de apoio ao
luto.
Reflexão Final
• “O luto é o preço que pagamos por amar.”
— Rainha Elizabeth II
• Compreender o luto em adultos e idosos
permite à Psicologia promover
acolhimento, resiliência e sentido de vida
diante das perdas inevitáveis do ciclo
vital.