4) Texto sobre solidão, madrugada e
esses pensamentos que só aparecem
quando o mundo dorme
De noite,
tudo é
mais
sincero. A
cidade
cala, as
pessoas
desaparec
em do
mapa, e
sobra só
tu e tua
mente,
brigando
em
silêncio. A
madrugad
aéo
horário
onde a
verdade
escapa
porque
ninguém
tá
olhando.
E é aí que
a solidão
aparece
com força,
tipo
personag
em
secreto
desbloque
ado.
A solidão
noturna é
diferente
da solidão
do dia. De
dia tu
distrai, tu
mascara,
tu se
ocupa. À
noite, tu
encara o
que
sobra. E o
que sobra
às vezes
é pesado:
memórias,
arrependi
mentos,
paranoias,
perguntas
sem
resposta,
versões
futuras de
ti que tu
não sabe
se vai
alcançar.
Mas
também é
na
madrugad
a que
surgem as
melhores
ideias. O
pensamen
to fica
mais cru,
mais
honesto,
sem filtro.
E isso
assusta,
mas
também
liberta. É
como se
tu
finalmente
pudesse
conversar
contigo
mesmo
sem
plateia,
sem
julgament
os, sem
“ser forte”.
A solidão
não é
inimiga.
Ela é
espelho.
O
problema
é que a
gente não
gosta do
reflexo.
Mas ela
também é
oportunid
ade: é ali
que tu
descobre
o que
realmente
sente, o
que
realmente
quer, e o
que
realmente
tá
faltando.
E sim…
dói. Mas
cresce.