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Anamnese na Medicina Chinesa: Diagnóstico

A aula aborda a anamnese e métodos de diagnóstico na Medicina Tradicional Chinesa, enfatizando a importância da observação e do interrogatório para identificar padrões de desarmonia no paciente. A medicina chinesa diferencia-se da ocidental ao considerar o exterior como reflexo do interior, utilizando sinais como a aparência da pele e a análise da língua para diagnósticos. O exame do pulso é destacado como uma ferramenta complexa que fornece informações sobre o estado dos órgãos internos e a condição geral do indivíduo.

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Anamnese na Medicina Chinesa: Diagnóstico

A aula aborda a anamnese e métodos de diagnóstico na Medicina Tradicional Chinesa, enfatizando a importância da observação e do interrogatório para identificar padrões de desarmonia no paciente. A medicina chinesa diferencia-se da ocidental ao considerar o exterior como reflexo do interior, utilizando sinais como a aparência da pele e a análise da língua para diagnósticos. O exame do pulso é destacado como uma ferramenta complexa que fornece informações sobre o estado dos órgãos internos e a condição geral do indivíduo.

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AULA 5

MEDICINA TRADICIONAL
CHINESA

Profª Andréa Couto


TEMA 1 – ANAMNESE E MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO

O objetivo da anamnese (avaliação) é investigar o indivíduo, coletando o


maior número de informações possíveis por meio da observação, do
interrogatório, da auscultação e da olfação, de modo que seja possível chegar a
um diagnóstico mais preciso e escolher a forma mais eficaz para o tratamento.
A medicina chinesa tem como fundamento principal a compreensão de que
o exterior é reflexo do interior, ou seja, manifesta-se externamente no indivíduo
toda a desarmonia que está ocorrendo em seu interior, o que se nota pelo aspecto
de sua pele, de seus cabelos, de sua língua, de sua pulsação etc. É o indicativo
de correspondência entre uma parte do corpo com o todo.
Nesse ponto, diferencia-se da medicina ocidental, que leva mais em
consideração observar, em primeira instância, o interior, por meio das diversas
formas de exames de sangue e de imagem, para obter o diagnóstico e, por fim,
focar somente no “problema” encontrado, não se importando, muitas vezes, com
o estado geral do indivíduo e com o que o levou a desenvolver a condição
patológica.
Assim, podemos notar uma riqueza de detalhes na anamnese da medicina
chinesa desde o momento que o paciente entra na sala de atendimento, pois ele
já é avaliado em todos os aspectos: o biotipo, a forma de caminhar, o jeito de falar,
de se sentar, de se movimentar etc.
Para os chineses, todos os sinais e sintomas — relatados ou não — são
úteis para se obter um diagnóstico preciso e para fechar o padrão (síndrome) de
desarmonia que está ocasionando a doença.
Essas síndromes de desarmonia são a parte principal do diagnóstico, pois
por meios delas será definido o melhor método de tratamento a ser aplicado.
De uma forma geral, a medicina chinesa nos ensina a enxergar além, pois
— para fechar um padrão de desarmonia — é necessário analisar todos os
aspectos que envolvem e se relacionam com o paciente e com a sua condição
patológica, bem como fazer a diferenciação desses padrões baseando-se nas
teorias de Yin-Yang, cinco elementos, Qi, sangue, fluídos corpóreos, oito
princípios, órgãos internos, fatores patogênicos, meridianos envolvidos etc.
Estudaremos essas diferenciações de forma detalhada.

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TEMA 2 – OBSERVAÇÃO

Dentro da anamnese, a dinâmica da observação é uma das fontes de


informação mais importantes e que inspira maior confiabilidade, pois consiste no
que se consegue coletar do paciente por meio do que se está vendo nele.
É similar à anamnese da medicina ocidental em algumas questões
técnicas, porém a observação se aprofunda um pouco mais no que diz respeito
às particularidades. Se o médico tiver um bom conhecimento dos padrões de
desarmonia, conseguirá observar de forma mais objetiva e, consequentemente,
obterá um diagnóstico mais eficaz.
O primeiro ponto que deve ser observado no paciente é a questão da
vitalidade. Os chineses acreditam que ela se expressa, principalmente, nos olhos,
pois é onde se encontram a essência da vida e a energia de todos os órgãos.
Observam-se também o nível de consciência, a postura, a expressão, a
fala, o brilho dos cabelos e a compleição do indivíduo. Em relação a esta,
consideram-se a pele (especialmente a do rosto), a cor, o brilho e a textura.
Os aspectos principais que devem ser considerados quanto à pele são: se
está pálida, amarelada, avermelhada, azulada ou escura, se é seca ou oleosa, se
é macia, flácida, firme, enrugada etc.
Também é importante notar a constituição física, a postura e a forma de se
movimentar do paciente. Se ele possui uma musculatura forte ou flácida, se é
magro, se é obeso, se faz movimentos de forma rápida, agitada ou lentamente, e
também se a patologia se agrava durante determinadas posturas.
Dentro dos chamados cinco elementos, os chineses classificam biotipos
específicos de cada um. Eles acreditam nas tendências patológicas que cada
biotipo pode apresentar, de acordo com a constituição predominante.
Porém, é importante ressaltar que esse não deve ser o único fator levado
em consideração. Afinal, ao longo da vida, de acordo com os hábitos diários (como
alimentação e atividades físicas) os biótipos dos indivíduos podem ser alterados.
O médico acupunturista Giovanni Maciócia (2007, p. 240-242) em seu livro
Fundamentos da Medicina Chinesa apresenta, de forma objetiva, as
características principais de cada biótipo. Vejamos:

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Quadro 1 – Classificação dos biotipos de acordo com os cinco elementos

TIPO MADEIRA TIPO FOGO TIPO TERRA TIPO METAL TIPO ÁGUA

• Compleição • Compleição • Compleição • Compleição • Compleição escura;


esverdeada; avermelhada; amarelada; pálida; • Pele enrugada;
• Cabeça pequena; • Dentes largos; • Face • Face quadrada; • Cabeça grande;
• Face alongada; • Cabeça arredondada; • Cabeça pequena; • Bochechas largas;
• Ombros largos; pontuda, • Mandíbulas • Ombros e região • Ombros estreitos;
• Dorso ereto; pequena; largas; do dorso superior • Abdome grande;
• Corpo musculoso; • Músculos dos • Cabeça grande; pequenos; • Coluna longa.
• Alto; ombros bem • Ombros e dorso • Abdome achatado;
• Mãos e pés desenvolvidos; bem • Voz forte.
pequenos. • Cabelo ondulado desenvolvidos;
ou pouco cabelo; • Abdome largo;
• Mãos e pés • Músculos da
pequenos; coxa e da
• Caminha de panturrilha
maneira alegre. largos;
• Músculos bem
torneados.
Fonte: Maciócia, 2007, p. 240-242.

Essa classificação é bem útil durante a avaliação, pois nos ajuda a


diferenciar o que é inerente ao paciente e o que pode ser considerado patológico.
Existe também a possibilidade de uma pessoa possuir uma mistura de
biótipos. Por exemplo, pode ser um tipo Madeira-Fogo.
É por meio da observação que se faz uma inspeção detalhada da cabeça
e da face, analisando cada elemento, como dissemos anteriormente: cabelos,
compleição, áreas da face, olhos, orelhas, nariz, boca, lábios, dentes, gengivas e
garganta.
Também é feita a inspeção dos membros: se o paciente possui inflamação,
edema, flacidez, rigidez, paralisia, contração, tremor ou espasticidade. Além
disso, são levados em consideração aspectos da palma das mãos, dos dedos e
das unhas.
A observação da língua é um aspecto muito importante, tanto como método
diagnóstico quanto para mensurar, durante o tratamento, se este está sendo
efetivo ou não. Portanto, neste momento daremos um pouco mais de atenção ao
estudo da análise da língua. Quanto a esta, devemos observar quatro aspectos
principais: cor, forma, revestimento e umidade.
A língua é dividida em áreas, cada qual representada por determinados
órgãos internos. Tais áreas refletirão a condição de cada um deles e mostrarão
quando há um padrão de desarmonia instalado: quais órgãos e de que forma
estão sendo afetados.

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Assim, teremos na base da língua partes que correspondem ao rim, à
bexiga, ao intestino grosso e ao intestino delgado; nas laterais: fígado e vesícula
biliar; no centro: baço/pâncreas e estômago; e nas laterais em direção à ponta: a
região torácica, os pulmões e o coração. Vejamos:

Figura 1 – Topografia da língua

R, B, IG, ID

BP
F F
E
VB VB

No corpo da língua observaremos a cor: se está pálida, vermelha,


vermelho-escura, púrpura ou azul. A cor normal (saudável) deverá ser vermelho-
pálida. Logo, qualquer coloração diferente nos indica a instalação de alguma
desarmonia nos órgãos internos. É ela que nos mostrará em que condições se
encontram o Qi nutritivo, o sangue e os órgão Yin, e se é um padrão calor ou frio,
Yin ou Yang.
Quanto ao formato, verificaremos se é uma língua magra, inchada, rígida,
flácida, longa ou curta. Além disso, se possui fissuras, marcas de dentes, se é
desviada ou trêmula. Todos esses aspectos indicarão se a desarmonia possui um
padrão de excesso ou de deficiência, de acordo com o sangue e Qi nutritivo.
Em relação ao revestimento da língua (também chamado saburra),
saberemos o estado dos órgãos Yang — especialmente o estômago — e se a
desarmonia é de caráter de frio, de calor, de deficiência ou de excesso.
O estômago possui uma função principal na condição desse revestimento,
pois é por meio da digestão que esses “resíduos impuros” são produzidos e que,
ao subir, alcançam a língua.
É considerado normal possuir um revestimento branco e fino, o que
demonstra um bom funcionamento do estômago. Na forma patológica, por outro
lado, encontraremos revestimento espesso branco, amarelo, acinzentado, preto

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ou “sem raiz”, o que significa que não parece um revestimento da própria língua,
mas algo “colocado ali”.
Por fim, a umidade da língua mostra como estão os fluidos corpóreos. O
ideal é uma língua levemente úmida. A desarmonia se manifesta por meio de uma
língua muito úmida, muito seca, escorregadia ou pegajosa.
Voltando ao método de observação: algo que também pode nos trazer
informações diagnósticas é observar se há manifestações de cor e de erupções
cutâneas, além de flacidez ou rigidez muscular, sensações de frio ou de calor ao
longo dos trajetos dos meridianos e de seus canais de conexão.

TEMA 3 – INTERROGATÓRIO

O interrogatório nada mais é do que uma conversa, a troca de informações


entre o médico e o paciente, para que seja possível identificar a causa e o padrão
de desarmonia do processo patológico.
Além disso, questiona-se sobre a vida do indivíduo: idade, sexo, profissão,
histórico de doenças tanto dele quanto da família, como é o ambiente em que vive,
suas condições social e emocional, bem como qual a queixa principal e como
surgiu a doença. Tudo isso fará com que consigamos entender melhor o que
ocasionou a patologia.
De forma mais específica, perguntamos sobre as manifestações clínicas da
doença, quais os sintomas apresentados e quais as características destes, a fim
de começarmos a tentar fechar um ou mais padrões de desarmonia que estão
acometendo o paciente.
O Dr. Zhang Jing Yue (1563-1640), da dinastia Qing, formulou as 12
perguntas tradicionais para se obter o diagnóstico mais efetivo da época.
O Dr. Giovanni Maciócia (2007) nos sugere uma perspectiva que se adequa
melhor ao nosso contexto, acrescentando mais 4 itens às 12 perguntas
tradicionais do Dr. Zhang. Vejamos:

1. Dor;
2. Alimento e sensação de gosto;
3. Fezes e urina;
4. Sede e bebidas;
5. Níveis de energia;
6. Cabeça, face e corpo;
7. Tórax e abdome;
6
8. Membros;
9. Sono;
10. Transpiração;
11. Ouvidos e olhos;
12. Sensação de frio, sensação de calor e febre;
13. Sintomas emocionais;
14. Sintomas sexuais;
15. Sintomas femininos;
16. Sintomas infantis.

Quando utilizamos essas 16 perguntas, é necessário, dentro de cada


tópico, esmiuçar o conteúdo delas. Por exemplo, ao questionarmos o paciente
sobre a dor, precisamos saber o que ela ocasiona; se é agravada ou aliviada
quando relacionada à pressão; se quando ingeridos determinados alimentos, qual
é o tipo da dor; se ela é agravada ou aliviada com a aplicação de frio ou de calor,
ao defecar, ao estar em determinadas posturas, ao vomitar, ao se movimentar ou
ao se repousar; se o início da dor é progressivo ou repentino; por fim, qual é a sua
localização.
Na medicina chinesa, os quadros de dor podem indicar se há uma
deficiência ou uma estagnação de Qi e de sangue; uma invasão de patógenos
externos; um consumo de fluidos corpóreos por deficiência de Yin, frio ou calor no
interior; retenção de alimentos ou alguma obstrução gerada por umidade ou
fleuma.
Porém, não é necessário utilizar rigorosamente todos os tópicos. Irá
depender muito do quadro que o paciente apresenta na consulta; das
especificidades de cada pessoa e da doença, entre outros fatores. Por isso,
sempre precisamos usar o bom senso e a flexibilidade no ato da avaliação.
Portanto, quanto mais conhecimento tivermos em relação aos padrões de
desarmonia, mais informações objetivas conseguimos coletar do paciente, o que
enriquece a nossa anamnese e nos faz alcançar um diagnóstico mais eficaz, sem
que corramos o risco de nos perdermos diante de tantas informações, muitas
vezes por não sabermos como e o que perguntar.

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TEMA 4 – PALPAÇÃO, AUSCULTAÇÃO E OLFAÇÃO

4.1 Palpação

A palpação é a verificação, por meio do toque, se determinadas áreas


apresentam alguma alteração que indique informação relevante para o
diagnóstico. É subdividida em exame do pulso e palpação corporal.

4.1.1 Exame do pulso

Na medicina chinesa, o exame do pulso é um dos métodos mais complexos


de avaliação. É considerado muito importante, pois fornece detalhes em relação
ao estado dos órgãos internos, do Qi e do sangue.
Reflete também o estado geral do indivíduo, auxiliando no diagnóstico e na
diferenciação dos padrões de desarmonia, de modo a indicar se a característica
da patologia é externa ou interna, se é de frio ou de calor, se é por excesso ou por
deficiência.
O exame do pulso será realizado na palpação da artéria radial. Os chineses
dividiram-no em três posições: superior (na linha do punho), médio (processo
estilóide do rádio) e inferior (distal ao processo estilóide do rádio). Essas
localizações se encontram no trajeto do meridiano do pulmão, e as posições
correspondem, respectivamente, aos pontos P9, P8 e P7, conforme Figura 3.

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Figura 3 – Meridiano do pulmão

Crédito: Ellepigrafica/Shutterstock.

Existem várias contradições quanto às correspondências de localização


com a representação dos órgãos internos. Alguns autores relacionam as três
posições do pulso com os órgãos, usando como referência os órgãos Yin e seus
órgãos Yang acoplados; outros classificam de acordo com os meridianos; alguns
excluem os órgãos Yang, considerando somente os órgãos Yin; e, por fim, há
aqueles que levam em conta as posições baseadas nos três aquecedores
(superior, médio e inferior), como já estudamos na aula sobre meridianos.
Por questões didáticas, utilizaremos a última classificação para ilustrar
melhor como funciona o diagnóstico por meio do pulso. A divisão será conforme
mostra o quadro a seguir.

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Quadro 2 – Posições do pulso e os órgãos internos, de acordo com os três
aquecedores

Posição Aquecedor Punho Esquerdo Punho Direito

P9 Superior Coração Pulmão


P8 Médio Fígado e Vesícula Baço e Estômago
P7 Inferior Rim, Bexiga, Intestino D. Rim, Bexiga, Intestino G.
Fonte: Elaborada pela autora.

Essa classificação foi feita baseada na localização de cada órgão dentro


da divisão que os chineses fazem dos três aquecedores. Assim, na posição P9,
por exemplo, poderemos analisar o estado do Qi, do sangue, do Yin e Yang, do
coração e do pulmão etc.
O examinador posiciona os dedos indicador, médio e anular nos pontos em
análise, pousando-os de forma leve. A tomada do pulso é um momento que exige
concentração, de modo que o examinador consiga perceber ao máximo o que
aquela parte do corpo está a indicar.

Figura 4 – Tomada de pulso

Crédito: [Link]/Shutterstock.

É necessária a utilização dos três dedos na análise do pulso, para


percebermos o comportamento dele como um todo, ao longo de seu trajeto.
Avaliamos o nível, a posição, a velocidade e a qualidade do pulso. Durante
a palpação, analisaremos três níveis: superficial, médio e profundo.
O nível superficial nos mostrará o estado do Qi e dos órgãos Yang, bem
como as doenças de origem exterior.

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Já o nível médio mostrará o estado do sangue e as doenças relacionadas
ao estômago e ao baço.
O nível profundo, por sua vez, indicará o estado do Yin, dos órgãos Yin e
das doenças de origem interior.
De acordo com Maciócia (2007), o Qi dos órgãos internos não é refletido
apenas em várias posições, mas também em profundidades diferentes. A ideia
consiste no fato de que o coração e, principalmente, o pulmão podem controlar o
exterior do organismo. Assim, o Qi é sentido em um nível superficial.
O estômago e o baço controlam o sangue, razão pela qual seu Qi pode ser
sentido no nível (médio) do sangue. O fígado e, principalmente, o rim controlam o
Qi do Yin, sendo que aquele é sentido no nível profundo deste.
Os chineses listaram um total de 28 tipos de pulsos diferentes, o que exige
um estudo mais aprofundado, devido à sua complexidade.
Apresentaremos, porém, de forma mais prática alguns tipos de pulso
básicos, de acordo com uma tabela ilustrada pelo fisioterapeuta acupunturista
Marcos Neves (2011), em seu livro Diagnóstico em Acupuntura. Vejamos:

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Quadro 3 – Diagnóstico do pulso

Avaliação Tipo de Pulso Percepção Interpretação

Invasão de agente externo,


Acima do nível superficial, sem
Flutuante quando forte; insuficiência de Qi
a pressão dos dedos
defensivo, quando fraco
Insuficiência de Yang ou
Profundo Não é percebido na superfície
síndrome interior
Nível
Desaparece quando
Vazio Insuficiência de Yin ou Qi
pressionado
Não é percebido em nível Insuficiência de Yang, Qi ou
Escondido
nenhum, ausente Yin/Yang

Curto Menor do que três posições Insuficiência de Qi


Posição
Longo Maior do que três posições Calor

Mais do que 4 batimentos por


Rápido Calor
Velocida ciclo ventilatório
de Menos do que 4 batimentos por
Lento Frio
ciclo ventilatório
Calor, se for rápido, frio se for
Cheio Forte e bem preenchido
lento
Semelhante a uma linha sob os
Fino Insuficiência de sangue
dedos
Não bate, escorrega sob os
Escorregadio Umidade ou fleuma
Qualidad dedos, como óleo esguichando
e Tenso e esticado, como palpar
Corda Dor ou estagnação do fígado
uma corda

Apertado É fino e tenso Frio

Síndrome interior de dor


Firme É profundo e tenso (corda)
(estagnação)
Fonte: Neves, 2011, p. 54.

O pulso normal possui como características principais: tensão, força e ritmo


moderados, em torno de 4 a 5 batimentos por ciclo ventilatório do examinador (ou
seja, de 60 a 80 batimentos por minuto). Precisa apresentar um Qi do estômago
suficiente, ou seja, bater sem pressa, com ritmo regular e em uma frequência
normal.
Nota-se também vitalidade ao bater de forma moderada, porém com força
adequada.
O pulso tem que ser sentido nas três posições com palpação profunda.
Fatores como idade, sexo, constituição física, clima, estado mental e
ocupação podem influenciar a condição do pulso. Portanto, alguns fatores

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precisam ser levados em consideração, por exemplo: quanto mais jovem, mais
rápido é o pulso; a mulher tende a mostrar um pulso mais macio; o homem possui
um mais vigoroso etc.

4.1.2 Palpação corporal

Pela palpação corporal investigamos, por meio do toque, se existe alguma


alteração nas estruturas corporais. Avaliamos temperatura, edema, umidade, dor,
membros frios ou quentes, existência de nódulos ou de massas corporais,
distensão etc.
Assim, realizaremos a palpação na pele, nos membros superiores e nos
inferiores, bem como no tórax, no abdome e nos pontos de acupuntura. Tudo isso
nos indicará o padrão de desarmonia instalado. Em uma síndrome de frio, por
exemplo, a pele se apresenta fria. Se a palma das mãos for mais quente do que
a sua região dorsal é sinal de que a desarmonia deriva de um calor interno.
Em relação à palpação dos pontos de acupuntura, palparemos quatro
localizações específicas:

• Pontos de transporte dorsais: é onde ocorre a fusão do Qi e do sangue dos


órgãos específicos. Assim, se um órgão está doente, ele irá se manifestar
ou reagir ao estímulo, mostrando onde está a desarmonia.
• Pontos de coleta frontais: refletem o estado dos órgãos internos, mostrando
se é um padrão de excesso — quando apresentarem sensibilidade à
palpação — ou de deficiência, se houver um alívio da sensibilidade.
• Pontos mar inferior: úteis para identificar doenças de estômago e de
intestino. Encontram-se no meridiano do estômago, tendo o ponto E36 para
doenças do estômago; E37 para doenças do intestino grosso e o E39 para
doenças do intestino delgado.
• Pontos Ah Shi: pelo fato de o nosso corpo ser irrigado por uma vasta rede
de canais colaterais, quaisquer desses pontos em que houver reação de
dor à palpação — seja ela surda ou aguda — teremos a indicação de um
padrão de deficiência ou de excesso relacionado àquele canal.

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4.2 Auscultação e olfação

A avaliação realizada na auscultação consiste em ouvir todo e qualquer


som emitido pelo paciente. Verificaremos, portanto, a respiração, a tosse, a voz,
o soluço, o vômito, a eructação, os borborigmos e os suspiros. Geralmente, sons
altos indicam um padrão de excesso; sons baixos, deficiência.
A olfação é utilizada, na maioria das vezes, somente como um fator de
confirmação de diagnóstico. Está relacionada aos odores apresentados na aula
sobre os cinco elementos.
Consideramos dois aspectos principais no diagnóstico por olfação: o odor
corporal e o odor das secreções corporais, sendo estas o suor, o hálito, o escarro,
os gases intestinais, a urina, as fezes, a secreção vaginal e os lóquios. De um
modo geral, um odor fétido e muito forte nos indica um padrão de calor, enquanto
a ausência do odor, um padrão de frio.

TEMA 5 – PADRÕES DE DESARMONIA

Podemos dizer que a essência do diagnóstico da medicina chinesa consiste


na identificação dos padrões de desarmonia, gerados por meio da condição
patológica instalada.
O padrão é a soma de todos os sinais e dos sintomas que o paciente
apresenta, e não necessariamente a causa da doença. Esta investigamos por
meio da história de vida do indivíduo, a qual podemos coletar durante o
interrogatório feito na anamnese.
Graças às manifestações clínicas, o padrão irá nos guiar para a condição
patológica, seu caráter e sua localização. Na medicina chinesa, a doença pode
ser, muitas vezes, o que a medicina ocidental classifica como sintoma. Por
exemplo, a tosse, a falta de ar, a dor abdominal, a diarreia e a dismenorreia são
considerados doenças pela medicina chinesa.
Ao longo do tempo, os chineses desenvolveram vários métodos para
identificar esses padrões de desarmonia, cada um de acordo com o utilizado como
base de referência. São eles:

• Padrões de acordo com os chamados Oito Princípios;


• Padrões de acordo com o Qi, sangue e fluidos corpóreos;
• Padrões de acordo com os órgãos internos;
• Padrões de acordo com os fatores patogênicos;
14
• Padrões de acordo com os chamados Doze Meridianos;
• Padrões de acordo com os chamados Oito Vasos Maravilhosos;
• Padrões de acordo com os chamados Cinco Elementos;
• Padrões de acordo com os chamados Seis Estágios;
• Padrões de acordo com os chamados Quatro Níveis;
• Padrões de acordo com os chamados Três Aquecedores.

Cada um desses métodos possui suas particularidades e complexidades.


Portanto, por ser um assunto muito abrangente, selecionamos os três principais
para termos uma noção de seu funcionamento.

5.1 Padrões de acordo com os Oito Princípios

Os denominados Oito Princípios são a base teórica para os demais


métodos, razão pela qual serão aplicados em todos os casos. Eles irão nos
mostrar a natureza da desarmonia e a sua localização.
Caracterizam-se de acordo com a localização da doença e a sua natureza;
com a presença ou com a ausência de fatores patogênicos externos; bem como
com a energia corporal.
Os Oito Princípios são classificados como: exterior-interior, calor-frio,
excesso-deficiência e Yin-Yang.
Logicamente, dentro desses princípios básicos encontraremos
combinações de padrões, pois eles nunca vêm isolados. Assim, poderemos ter
frio-exterior ou calor-exterior; exterior por excesso ou por deficiência; calor exterior
ou interior por excesso ou por deficiência; frio exterior; frio interior por excesso ou
por deficiência; frio no exterior e calor no interior; frio no interior e calor no exterior;
calor na parte superior do corpo com frio na parte inferior; frio verdadeiro e calor
falso etc.
Em relação ao Yin e Yang, de um modo geral, sabemos que o exterior, o
excesso e o calor são aspectos Yang, ao passo que o interior, a deficiência e o
frio são aspectos Yin.
Dentro dos Oito Princípios avaliaremos a questão da deficiência de Yin ou
de Yang, bem como o colapso deles.

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5.2 Padrões de acordo com o Qi, sangue e fluidos corpóreos

As manifestações clínicas nos indicarão alterações no estado do Qi, do


sangue e dos fluidos corpóreos, isto é, mudanças que demonstram a condição
patológica. Assim, observaremos quatro padrões do Qi, quatro padrões do sangue
e três padrões dos fluidos corpóreos.

Quadro 4 – Classificação dos padrões de Qi, sangue e fluidos corpóreos

Qi Sangue Fluidos corpóreos


Deficiência Deficiência Deficiência
Afundamento Estase Edema
Estagnação Calor/Frio Fleuma
Rebelião Perda —

A deficiência do Qi e a ausência de energia correspondem ao mesmo


evento, razão pela qual notaremos diminuição das funções dos órgãos internos
específicos.
Porém, uma deficiência de Qi generalizada inevitavelmente acarretará
deficiência individualmente aos órgãos.
Tal deficiência pode ser causada por tensão, por estresse ou por fraqueza
(esta, em razão da idade).
O afundamento do Qi estará sempre associado à sua deficiência, pois esta
se caracteriza pela perda de uma das funções principais do Qi, que é manter os
órgãos em seus devidos lugares ou levantá-los.
Na estagnação do Qi, encontraremos seu bloqueio ou sua obstrução do
fluxo em alguma parte do corpo ou do órgão. As causas são inúmeras, desde
fatores emocionais até invasão de patógenos.
A rebelião do Qi ocorre quando o fluxo normal de um órgão se encontra
invertido. Por exemplo, a direção do Qi do estômago é para baixo. Se por alguma
condição esse fluxo se inverte, notaremos soluços, náuseas e vômitos.
A deficiência do sangue significa que sua nutrição não está sendo suficiente
nos órgãos e nos tecidos. Geralmente está associada à deficiência de Qi, uma
vez que é ele quem move o sangue.
A estase de sangue, por sua vez, é a lentidão ou o impedimento do fluxo
sanguíneo por razões diversas. É frequentemente associada a uma deficiência ou
à estagnação de Qi, bem como à deficiência do sangue.

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No calor no sangue encontraremos como fator interno uma alteração na
função do órgão, o que gera o quadro de calor.
O frio no sangue se origina em razão do patogênico e apresentará a
característica de lentidão no fluxo sanguíneo de um local específico.
A deficiência dos fluidos corpóreos se caracteriza por uma insuficiência
destes. Manifesta-se por meio de uma secura interna. Sempre é importante
analisar as funções do baço e do estômago. Deverá haver a ingestão de líquidos
em casos de insuficiência. Nos casos de perda, haverá como sintoma diarreia,
vômitos ou febre alta.
O edema, por sua vez, será causado por uma disfunção nos órgãos que
controlam o metabolismo da água: pulmões, baço e rins.
É classificado como edema Yang, o que possui o aspecto de excesso,
causado por patógenos externos.
Edema Yin é o de aspecto de deficiência, causado pela insuficiência do Qi
defensivo, responsável por combater os patógenos externos.
Já a fleuma é um fluido espesso, viscoso e impuro, que se torna patológico
se retido no organismo por muito tempo. Isso se dá, de um modo geral, pela
insuficiência na função do baço em transformar e em transportar os fluidos, razão
pela qual eles se acumularão nos órgãos.

5.3 Padrões de acordo com os órgãos internos

Quando encontramos o Qi e o sangue dos órgãos internos em


desequilíbrio, conseguimos notar uma série de sinais e de sintomas que nos
indicará um padrão, de acordo com o órgão afetado. Haverá sempre uma inter-
relação entre o padrão dos órgãos internos, dos Oito Princípios e dos padrões do
Qi, do sangue e dos fluidos corpóreos, para que possamos compreender a
desarmonia dos órgãos afetados.
Geralmente tal método é aplicado quando a patologia tem aspecto crônico
e interior. Porém, também se utiliza em alguns casos agudos e exteriores.
Para detectarmos a desarmonia, nem sempre o paciente precisa
apresentar, de forma simultânea, todos os sinais e sintomas específicos dos
órgãos internos. Muitas vezes, dois ou três já são suficientes. Eis a beleza do
diagnóstico chinês: a habilidade de identificar, mesmo com o mínimo de sinais, o
padrão da desarmonia que ocasiona uma condição patológica.

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É importante ressaltar que o que denominamos padrões dos órgãos não
significa uma doença em dado órgão, tal como é feito na medicina ocidental.
Vejamos, de forma resumida, os padrões de desarmonia dos órgãos:

Quadro 4 – Padrões de desarmonia dos órgãos internos

- Deficiências: Qi, Yang, Yin e Sangue do coração, Colapso do Yang.


- Excesso: Agitação do fogo do coração, Fleuma-fogo, Fleuma nublando a mente,
Coração
Estagnação do Qi e Obstrução do vaso do coração.
- Excesso/Deficiência: Estase do sangue do coração.
- Calor no pericárdio, Deficiência do sangue do pericárdio, Fogo do pericárdio, Fleuma-
Pericárdio fogo do pericárdio, estagnação do Qi do pericárdio e Estase de sangue do pericárdio.

- Excesso: Estagnação do Qi, Qi estagnado gerando calor, rebelião do Qi, Estase do


sangue, Agitação do fogo, Umidade-calor, Estagnação de frio.
- Deficiência: Deficiência do sangue e do Yin do fígado.
- Excesso/Deficiência: Subida do Yang, Calor extremo gerando vento, subida do yang
gerando vento, fogo do fígado gerando vento, deficiência do sangue gerando vento.
- Padrões combinados: Rebelião do Qi invadindo o baço, Rebelião do Qi invadindo o
estômago, Fogo do fígado afetando o pulmão, Deficiência do sangue do fígado e
Fígado
coração.
- Combinações dos padrões do Fígado: 1. Estagnação do Qi do fígado + Deficiência
do Qi do Fígado. 2. Estagnação do Qi do fígado+ Subida do Yang do fígado. 3.
Deficiência do sangue do fígado + Estagnação do Qi do fígado + Estase do sangue do
fígado + subida do Yang do fígado. 4. Deficiência do sangue do fígado + subida do
Yang do fígado + Rebelião do Qi do fígado. 5. Rebelião do Qi do fígado + subida do
yang do fígado. 6. Estagnação do Qi do fígado + Fogo do fígado.
- Deficiência: Deficiência do Qi e do Yin do pulmão, secura do pulmão.
- Excesso/Exterior: Invasão por Vento-frio, Invasão por Vento-calor, Invasão por
Vento-água.
- Excesso/Interior: Calor, umidade-fleuma, fleuma-frio, fleuma-calor, fleuma-secura,
Pulmão fleuma-fluidos.
- Padrão combinado: Deficiência do Qi do pulmão e do coração
- Combinações dos padrões do Pulmão: Deficiência de Qi do pulmão + do Yang do
rim, Deficiência do Yin do pulmão e do rim, fogo do fígado afetando o pulmão,
deficiência do Qi e do baço.
- Deficiência: Deficiência do Qi, do yang e do sangue do baço, afundamento do Qi do
baço, baço não controlando o sangue.
- Excesso: Umidade-frio e Umidade-calor invadindo o baço.
Baço - Padrões combinados: Deficiência do sangue do baço e do coração, deficiência do Qi
do baço e do pulmão, deficiência de sangue do baço e do fígado, obstrução do baço por
umidade com estagnação do Qi do fígado.
- Combinação dos padrões do Baço: Deficiência do Qi do baço e do estômago
- Deficiência: Deficiência do Yang, do Yin e da essência do rim, falta de firmeza do Qi
do rim, rim falhando em receber o Qi.
- Deficiência/Excesso: Transbordamento da água (deficiência do Yang), agitação do
Rim
calor por deficiência do Yin.
- Padrões Combinados: Deficiência do Yin do rim e do fígado, desarmonia do rim e do
coração, deficiência do Yin do rim e do pulmão, Deficiência do Yang do rim e do baço.
- Deficiência: Deficiência do Qi e do Yin do estômago, estômago deficiente e frio.
- Excesso: Estagnação do Qi do estômago, fogo ou fleuma-fogo, frio invadindo o
Estômago
estômago, Rebelião do Qi do estômago, umidade-calor no estômago, retenção de
alimentos, estase do sangue do estômago.

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- Padrão combinado: Deficiência do Qi do estômago e do baço

- Excesso: Calor por excesso no intestino delgado, Dor no intestino delgado decorrente
Intestino
do Qi, Qi retido no intestino delgado, Infestação de Vermes no intestino delgado.
delgado
- Deficiência: Intestino delgado deficiente e frio.
- Excesso: Umidade-calor no intestino grosso, calor no intestino grosso, calor
Intestino obstruindo o intestino grosso, frio invadindo o intestino grosso, estagnação do Qi no
grosso intestino grosso.
- Deficiência: Intestino grosso seco, intestino grosso frio, colapso do intestino grosso.
- Excesso: Umidade na vesícula biliar, umidade-calor na vesícula biliar.
Vesícula
- Deficiência: Vesícula biliar deficiente.
biliar
-Padrão Combinado: Umidade-calor na vesícula biliar e no fígado.
- Excesso: Umidade-calor e umidade-frio na bexiga.
Bexiga - Deficiência: Bexiga deficiente e fria.

Fonte: Adaptado de Maciócia, 2007.

Podemos notar o tamanho da complexidade da identificação dos padrões


de desarmonia dos órgãos internos, os quais na maioria das vezes apresentam
padrões combinados tanto dentro do mesmo órgão quanto com outros.
Por esse motivo, a parte de diagnóstico da medicina chinesa é minuciosa
e atenta a todos os detalhes, pois os sinais e os sintomas demonstrados pelo
paciente certamente se encaixarão dentro de algum padrão estudado, o que será
decisivo para a eficácia do tratamento.
Em relação aos sinais e aos sintomas, seria necessário haver uma aula
mais específica para analisarmos as manifestações de cada padrão. Portanto,
quem quiser se aprofundar mais pode consultar os livros de referência.
Os demais padrões utilizados como métodos de diagnóstico também são
importantes. Podemos utilizar todos ou somente alguns dos aqui apresentados, o
que varia de acordo com o médico ou com terapeuta. De qualquer forma, todos
nos trazem uma perfeita noção da condição do paciente.

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REFERÊNCIAS

MACIOCIA, G. Os fundamentos da medicina chinesa: um texto abrangente


para acupunturistas e fisioterapeutas. 2. ed. São Paulo: Roca, 2007.

NEVES, M. Diagnóstico em acupuntura: avaliação e tratamento: 2. ed. Porto


Alegre: Ed. do Autor, 2011.

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