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Entenda as Infecções Sexualmente Transmissíveis

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são doenças que podem causar complicações graves e muitas vezes apresentam sintomas leves ou inexistentes. A prevenção é essencial e inclui o uso de preservativos e exames regulares, enquanto o tratamento varia conforme o tipo de IST, geralmente envolvendo antibióticos ou antivirais. A conscientização e a educação sobre as ISTs são fundamentais para proteger a saúde individual e coletiva.
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Entenda as Infecções Sexualmente Transmissíveis

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são doenças que podem causar complicações graves e muitas vezes apresentam sintomas leves ou inexistentes. A prevenção é essencial e inclui o uso de preservativos e exames regulares, enquanto o tratamento varia conforme o tipo de IST, geralmente envolvendo antibióticos ou antivirais. A conscientização e a educação sobre as ISTs são fundamentais para proteger a saúde individual e coletiva.
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INFECÇÕES

SEXUALMENTE
TRANSMISSÌVEIS
( ISTs )
Contextualização:
As ISTs são doenças transmitidas principalmente pelo contato sexual (vaginal, anal ou oral) e
constituem um importante problema de saúde pública mundial. Muitas vezes, apresentam sintomas
leves ou inexistentes, o que facilita a transmissão e aumenta o risco de complicações graves, como
infertilidade, danos permanentes nos órgãos e até câncer.

Entre os sintomas comuns estão: coceira, dor na região genital, feridas, bolhas, verrugas, alterações
nas secreções e manchas avermelhadas. Mesmo que desapareçam espontaneamente, é essencial
buscar atendimento médico, pois isso não significa cura.

O uso de preservativos em todas as relações sexuais é o método mais eficaz de prevenção, embora
algumas ISTs também possam ser transmitidas por transfusão de sangue contaminado,
compartilhamento de seringas e da mãe para o bebê durante a gravidez ou o parto. Por isso, exames
e acompanhamento pré-natal são fundamentais.

Conhecer as características, formas de prevenção e tratamentos das ISTs é essencial para proteger a
própria saúde e a de outras pessoas.
ISTs bacteriana:
Gonorreia: Transmitida por relações sexuais sem preservativo.
Pode ser transmitida da mãe para o bebê durante o parto.

Sintomas nos homens

● Dor e ardência ao urinar.


● Secreção amarelada ou esverdeada.
● Surgem de 2 a 5 dias após o contato com a bactéria.

Sintomas nas mulheres

● Muitas vezes assintomática.


● Quando presentes:
Secreção vaginal amarelada.
Dor durante a relação sexual.
Sangramento fora do ciclo menstrual.
Prevenção

● Uso consistente de preservativos em todas as relações sexuais.


● O risco diminui muito, mas não é zero, pois áreas não cobertas pelo preservativo
também podem transmitir.

Tratamento

● Feito com antibióticos.


● O paciente deve seguir corretamente o tratamento até o fim.
● Todos os parceiros sexuais precisam ser tratados para evitar reinfecção e novas
transmissões.
Sífilis:
Transmitida por:
● Contato sexual com feridas ou lesões.
● Transfusão de sangue contaminado.
● Transmissão vertical (mãe para bebê na gestação ou parto).
Sífilis congênita pode causar a deficiências físicas, mentais, aborto espontâneo ou morte fetal.
Sífilis primária
● Ferida indolor (cancro duro), de bordas avermelhadas.
● Surge nos genitais, ânus, boca ou pele.
● Some sozinha, mas a infecção persiste.
Sífilis secundária
● Erupções cutâneas pelo corpo.
● Febre, mal-estar, dores articulares.
● Os sintomas desaparecem, mas a doença continua.
Sífilis terciária
● Atinge órgãos internos: coração, vasos sanguíneos e sistema nervoso.
● Pode causar paralisia, problemas cognitivos, danos permanentes e até morte.
Diagnóstico

● Feito por exame de sangue que detecta anticorpos.


● Obrigatório no pré-natal para evitar sífilis congênita.

Prevenção

● Uso de preservativos em todas as relações sexuais.


● Realização de testes no pré-natal para gestantes.

Tratamento

● Feito com penicilina, altamente eficaz.


● Tratamento deve ser iniciado cedo para evitar complicações graves.
● Todos os parceiros sexuais precisam ser tratados para evitar reinfecção.
Clamídia: Transmitida por:

● Relações sexuais desprotegidas.


● Mãe para o bebê durante o parto (pode causar infecções oculares graves).

Sintomas nos homens

● Dor e ardência ao urinar.


● Secreção uretral anormal.
● Inchaço dos linfonodos na virilha.
● Risco raro de infertilidade.

Sintomas nas mulheres

● Sangramento fora do ciclo menstrual.


● Dor durante a relação sexual.
● Secreção vaginal anormal.
● Dor abdominal e ardência ao urinar.
● Muitas vezes assintomática.
● Pode evoluir para Doença Inflamatória Pélvica (DIP) e causar infertilidade.
Prevenção

● Uso de preservativos em todas as relações sexuais.

● Realização de exames regulares, devido às infecções silenciosas.

Tratamento

● Feito com antibióticos, com alta eficácia.

● O tratamento deve ser feito corretamente e até o fim.

● Todos os parceiros sexuais devem ser tratados para evitar reinfecção.


ISTs viral:
Herpes labial (lábios e face).

Herpes genital (região genital).

Transmissão

● Contato direto com feridas, bolhas ou secreções de pessoa infectada.


● Maior risco quando há lesões visíveis.
● Pode ocorrer também:
Por objetos pessoais contaminados (toalhas, lâminas, roupas íntimas).
Durante a fase assintomática, embora menos comum.

Sintomas

● Vermelhidão e coceira no local afetado.


● Formação de bolhas que rompem e viram feridas dolorosas.
● Cicatrização geralmente em até 4 semanas.
● O vírus permanece no corpo e pode reativar com: Estresse, Baixa imunidade ,Cansaço.
Prevenção

● Evitar contato direto com feridas e secreções.


● Não compartilhar objetos pessoais contaminados.
● Uso de preservativo reduz o risco, mas não elimina totalmente (lesões podem ocorrer
fora da área coberta).

Tratamento

● O vírus não tem cura, permanece latente.


● Antivirais (como aciclovir, valaciclovir):

○ Reduzem sintomas.
○ Diminuem a duração das crises.
○ Ajudam a prevenir novas recaídas.
○ Reduzem as chances de transmissão.
HPV ( Papilomavírus humano ):
Vírus que infecta pele e mucosas.

Transmissão principalmente por:

● Relações sexuais desprotegidas (vaginal, anal e oral).


● Mãe para o bebê durante o parto, especialmente se houver verrugas ativas.

Sintomas:

● Muitas vezes assintomático.


● Quando aparecem, manifestam-se como:
○ Verrugas genitais (condilomas).
○ Verrugas no colo do útero, no ânus ou na pele ao redor.

● Infecções persistentes por tipos de alto risco podem causar:


○ Câncer de colo do útero.
○ Câncer de vulva e ânus.
Riscos e complicações

● Persistência do vírus aumenta risco de câncer.


● Nem toda infecção evolui para câncer, mas acompanhamento é essencial.

Prevenção

● Vacinação (recomendada para meninos e meninas de 9 a 14 anos).


● Uso de preservativo, que reduz o risco, mas não elimina totalmente.
● Realização periódica do exame Papanicolau (mulheres) para detectar lesões precoces.

Tratamento

● O vírus não tem cura, mas:


● Lesões podem ser tratadas com pomadas, laser, cauterização ou cirurgia.
● Acompanhamento contínuo é importante para prevenir complicações e câncer.
Hepatite B ( HBV ):
Causada pelo vírus da hepatite B (HBV) ; Considerada uma IST.

Transmissão ocorre por:

● Relações sexuais desprotegidas.


● Contato com mucosas e secreções (saliva)
● Sangue contaminado (transfusão).
● Compartilhamento de agulhas e seringas.
● Transmissão vertical (mãe para bebê na gestação ou parto).

Sintomas

● Febre.
● Dor de cabeça.
● Cansaço intenso.
● Icterícia (pele e olhos amarelados).
● Início pode parecer uma gripe, dificultando o diagnóstico.
Complicações

● Pode evoluir para hepatite crônica.

● Riscos graves: Cirrose, Câncer de fígado.

Prevenção

● Vacinação (principal medida de proteção).


● Uso de preservativos durante relações sexuais.
● Não compartilhar objetos perfurocortantes.

Tratamento

● Tratamento visa reduzir sintomas e prevenir danos ao fígado.


● Em casos crônicos, pode ser necessário o uso de antivirais.
● Acompanhamento médico contínuo é fundamental.
Aids:
● Vírus da imunodeficiência humana ( HIV )
● Ataca o sistema imunológico, especialmente os linfócitos T (CD4).
● Utiliza as células de defesa para se multiplicar e, ao sair delas, provoca sua destruição.

Consequências da infecção

● Redução progressiva dos linfócitos T.


● Enfraquecimento do sistema imunológico.
● Aumento da vulnerabilidade a infecções oportunistas, que normalmente não causam doenças graves.

Formas de transmissão

● Relações sexuais desprotegidas com troca de fluidos corporais.


● Contato com sangue contaminado, como no compartilhamento de agulhas e seringas.
● Transfusão de sangue contaminado (hoje rara, devido ao controle).
● Transmissão vertical: de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação.
Medidas de prevenção

● Uso de preservativos em todas as relações sexuais.


● Não compartilhar objetos perfurantes ou cortantes (agulhas, seringas, lâminas).
● Realizar acompanhamento médico na gravidez para evitar transmissão vertical.
● Testagem regular para diagnóstico precoce.

Tratamento

● Não há cura, mas existe tratamento eficaz.


● Uso de medicamentos antirretrovirais (TARV).
● Impedem a multiplicação do vírus.
● Mantêm o sistema imunológico fortalecido e reduzem o risco de desenvolver AIDS.
● Permitem que a pessoa leve uma vida praticamente normal.
HIV x AIDS – Diferença essencial

HIV (vírus)

● A pessoa está infectada pelo vírus, mas pode não apresentar sintomas.
● Com tratamento (antirretrovirais), pode viver muitos anos sem desenvolver AIDS.
● Muitas pessoas com HIV têm carga viral indetectável e não transmitem o vírus.

AIDS (doença)

● É o estágio avançado da infecção pelo HIV.


● Ocorre quando o sistema imunológico está muito comprometido, com baixos níveis de
linfócitos T (CD4).
● A pessoa começa a apresentar infecções oportunistas, como pneumonia grave,
tuberculose, candidíase sistêmica, entre outras.
Quando a pessoa com HIV NÃO transmite?

Quando ela está em tratamento com antirretrovirais e mantém a carga viral indetectável por pelo
menos 6 meses.

Esse conceito é conhecido como: I = I Indetectável = Intransmissível

Isso significa:

● Se a carga viral está tão baixa que não aparece nos exames (indetectável),
● não há transmissão sexual do HIV.

Quando a pessoa transmite?

Ela pode transmitir o HIV quando:

● Não faz tratamento;


● Interrompe o tratamento;
● Está com carga viral detectável (alta);
● Está no início da infecção, quando a carga viral é naturalmente muito alta.
Candidíase:
● Infecção causada pelo fungo Candida albicans.
● Esse fungo vive naturalmente na pele, boca e órgãos genitais.
● Torna-se um problema quando se multiplica excessivamente.

Transmissão:
● Pode ocorrer em relações sexuais desprotegidas.
● Pode afetar outras partes do corpo; não é exclusivamente sexual.
● Maior risco quando há baixa imunidade.

Sintomas:
Em mulheres:
● Secreção vaginal esbranquiçada e espessa.
● Coceira, ardência e desconforto genital.
Em homens:
● Vermelhidão, coceira e lesões na glande.
Prevenção

● Uso de preservativos nas relações sexuais.

● Manter a região genital seca, limpa e arejada, evitando umidade.

● Evitar roupas muito apertadas e má higiene.

Tratamento

● Realizado com medicamentos antifúngicos:

○ Pomadas
○ Cremes
○ Comprimidos
Tricomoníase:

Agente causador

● È um Protozoário Trichomonas vaginalis.

Transmissão

● Principalmente por relações sexuais desprotegidas.


● Possível (mas rara) transmissão por superfícies ou objetos contaminados (toalhas, roupas
íntimas).

Sintomas

● Pode ser assintomática.


● Em ambos os sexos: ardência ao urinar, coceira, desconforto genital, dor na relação sexual.
● Nas mulheres: secreção vaginal amarelada ou esverdeada, com odor forte.
Prevenção

● Uso regular de preservativos nas relações sexuais.


● Higiene íntima adequada.

Tratamento

● Uso de medicamentos antiparasitários ( antibióticos )


● Tratamento deve ser feito pelos dois parceiros.
● Evitar relações sexuais até a cura completa.
Pediculose pubiana:
Agente causador

● Inseto Pthirus pubis , piolho-púbico, conhecido como “chato”.

Local de infestação

● Região genital.
● Pode aparecer também em axilas, barba, peito e outros pelos corporais.

Transmissão

● Principalmente por contato sexual direto.


● Também por roupas, toalhas e lençóis contaminados, pois o parasita ( microscópico ) pode
sobreviver fora do corpo por algum tempo.
Sintomas

● Coceira intensa na área infestada (reação alérgica às picadas).


● Presença de piolhos e lêndeas presos aos pelos.

Prevenção

● Evitar compartilhamento de roupas íntimas, toalhas e lençóis.


● Cuidados com higiene e objetos pessoais.

Tratamento

● Loções, cremes ou xampus antiparasitários.


● Repetir a aplicação conforme orientação médica.
● Lavar roupas e roupas de cama para evitar reinfestação.
ATENÇÃO!!!
A melhor prevenção é a
informação!!!

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