Teoria Geral do Processo Civil
01. Sistema Jurídico
O Sistema Jurídico Brasileiro, tem a sua origem Romano-Germânica.
O nosso Código Civil Brasileiro é quase inteiramente uma retratação do Direito
Romano.
O Direito Romano era muito desenvolvido, mas coma invasão dos bárbaros, ele foi
quase todo perdido, só não o foi graças a igreja que guardou suas leis e foram
transcrevendo com o passar dos anos, e só no Renascimento essas leis voltaram a tona.
Entre os povos bárbaros estavam os germânicos (hoje os alemães), que também
acabaram influenciando o nosso sistema jurídico.
O Sistema Jurídico Brasileiro é baseado na lei, por isso todas as nossas leis são
codificadas, e caso não haja lei, o art.4° da Lei de introdução ao Código Civil diz que o juiz
decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito
(equidade).
Esse Sistema não é o único existente no mundo, existem vários outros, como por
exemplo Com non Law, sistema utilizado pelos Estados Unidos, Inglaterra, entre outros.
Esse sistema e o Direito comum, que possui seu baseamento nos costumes, ou seja, se
verifica os precedentes judiciais de casos que já foram julgados, existe leis, mas em
pequeno escalão, é utilizada como base, aquilo que a sociedade acredita que seja a conduta
correta.
02. Sociedade e Direito
Woi societas, ibi jus
(Onde há sociedade há Direito )
Tarefa da ordem jurídica
Aspecto sociológico
Sistemas primitivos - Auto tutelada
- Auto composição
Árbitros - Sacerdotes
- Anciões
Roma
Estado relativamente forte
Pretos
Arbitragem facultativa
Arbitragem obrigatória
Pretores julgam lide
Hans Kensel, criou a teoria pura do Direito, onde ele desvinculava o direito de
qualquer outra ciência. Nessa teoria, as leis inferiores estão sub-rogadas as leis superiores,
criando-se assim uma pirâmide.
Hans Kensel foi muito aplaudido por sua teoria, mas não podemos nos esquecer que
na vida prática é impossível desvincular o Direito das outras ciências. Portanto, o Direito
seria circular, onde estaria entrelaçado as outras ciências, não podendo ser analisado
individualmente.
Roma
Roma possuía um Estado relativamente forte . Quando surgiram as lides, as partes
procuravam o Pretor, e era escolhido um juiz (sacerdotes ou anciãos) da sociedade para
julgar (Justiça Particular), com o passar dos anos quem começou a julgar as lides foram os
Pretores, tornando-se portanto a Justiça Pública.
Como nos tempos de outrora, a Justiça e Pública, e para aciona-la é necessário o
conhecimento do Processo.
Texto: Sociedade e tutela jurídica
1. Sociedade e direito
Ubi societas ibi jus . Onde há sociedade há direito.
A relação existente entre sociedade e direito está na função que o direito
exerce na sociedade: a função ordenadora, isto é, de coordenação dos interesses
que se manifestam na vida social, de modo a organizar a cooperação entre
pessoas e compor os conflitos que se verificam entre os seus membros.
A função do direito perante a sociedade é de harmonizar as relações
conflitantes.
2. Conflitos e insatisfações
Os conflitos e insatisfações ocorrem quando uma pessoa, pretendendo para
si determinado bem, não pode obtê-lo – seja porque (a) aquele que poderia
satisfazer a sua pretensão não a satisfaz, seja porque (b) o próprio direito proíbe a
satisfação voluntária da pretensão.
A resolução desses conflitos e insatisfações pode se dar através da
autocomposição ( sacrifício total ou parcial) ou mediante o processo.
3. Da autotutela à Jurisdição
Hoje, se há m conflito entre duas pessoas, e se quiser pôr fim a essa
situação, e chamado o Estado-Juiz, o qual virá dizer qual a vontade do
ordenamento jurídico para o caso concreto.
Mas, nem sempre foi assim. Nos tempos primitivos não existia um Estado
que controlasse a sociedade. Assim, se houvesse algum conflito esse seria
resolvido através da própria força, vencendo aquele que fosse mais forte, mais
astuto ou mais ousado não garantindo a justiça. A esse regime chama-se
autotutela ( ou autodefesa).
São fundamentalmente dois os traços característicos da autotutela: a)
ausência de juiz distinto das partes; b) imposição da decisão por uma das partes à
outra.
Outra solução é a autocomposição, que se pode dar de três
formas: a) desistência (renúncia à pretensão ); b) submissão (renúncia à
resistência oferecida à pretensão); c) transação (concessões recíprocas), onde
uma das partes, ou ambas, abrem mão do interesse ou de parte dele.
Com o passar dos tempos as pessoas começaram a procurar um a solução
amigável e imparcial através de árbitros, pessoas de sua confiança mútua, em
geral, eram confiada aos sacerdotes ou aos anciãos. Historicamente, pois, surge o
juiz antes do legislador.
Mais tarde o Estado foi se afirmando. Os cidadãos em conflito compareciam
perante o pretor, comprometendo-se a aceitar o que viesse a ser decidido, e esse
compromisso se fazia necessário porque a mentalidade da época repudiava ainda
qualquer ingerência do Estado (ou de quem quer que fosse), nos negócios de
alguém contra a vontade do interessado. Em seguida, escolhiam um árbitro de sua
confiança, o qual recebia do pretor o encargo de decidir a causa.
O fortalecimento do Estado, aumentou através da conquista do poder de
nomear o árbitro ( o qual era de início nomeado pelas partes e apenas investido
pelo magistrado). Vedada que era a autotutela, o sistema então implantado
consistia numa arbitragem obrigatória, que substitui a anterior arbitragem
facultativa.
A autoridade pública começou a preestabelecer regras destinadas a servir
de critério objetivo e vinculativo das decisões proferidas, afim que essas fossem
cumpridas. Surge então, o legislador ( Período Clássico).
Depois do período arcaico e clássico o pretor passou a conhecer ele próprio
do mérito dos litígios entre os particulares, proferindo sentença inclusive.
Com essa fase completou-se o ciclo histórico da evolução da chamada
Justiça Privada para a Justiça Pública: O Estado, já suficientemente fortalecido,
impõe-se sobre os particulares e, prescindindo da voluntária submissão destes,
impõe-lhes autoritativamente a sua solução para os conflitos de interesses. À
atividade mediante a qual os juízes estatais examinam as pretensões e resolvem
os conflitos dá-se o nome de jurisdição.
Na jurisdição, os juízes agem em substituição às partes, que não podem
fazer justiça com as próprias mãos ( vedada a autodefesa); a elas, que não podem
agir, resta a possibilidade de fazer agir, provocando o exercício da função
jurisdicional.
4. A função estatal pacificadora ( Jurisdição)
O Estado moderno possui a capacidade de decidir imperativamente e impor
decisões aos conflitos. O que distingue a jurisdição das demais funções do Estado
( legislação, administração), é precisamente, em primeiro plano, a finalidade
pacificadora com que o Estado a exerce.
A pacificação é o intuito principal da jurisdição.
É para a aplicação da jurisdição para pacificar os conflitos com justiça, que
o Estado institui o sistema processual, ditando normas a respeito (direito
processual), criando órgãos jurisdicionais, fazendo despesas com isso e
exercendo através deles o seu poder.
5. Meios alternativos de pacificação social
Com o fortalecimento do Estado, se tornou quase absoluta a exclusividade
estatal no exercício da função pacificadora.
A autotutela é definida como crime, a autocomposição não inha sendo
estimulada pelo Estado e a arbitragem era desconhecida no Brasil.
Hoje estão procurando novos meios alternativos de pacificação social, uma
vez que o importante é pacificar, torna-se irrelevante que a pacificação venha por
obra do Estado ou por meios, desde que eficientes.
A função pacificadora possui inimigos como o tempo, a duração e o custo
do processo, que atrapalham o seu cumprimento e estreitam o acesso à Justiça
( para todos) através do processo.
Essas dificuldades têm conduzido os processualistas modernos a utilizar
novos meios para a solução dos conflitos.
Com essas mudanças alternativas se procura a desformalização, que gera
a a celeridade processual, também a gratuidade ou pelo menos mais baratos
(justiça a todos) e a delegalização, que são os juízes de equidade e não juízos de
direito, como no processo jurisdicional.
Essas soluções alternativas são representadas essencialmente pela
conciliação e arbitragem.
A conciliação é verificada na Justiça do Trabalho nos arts.847 e 850 da CLT
e na Lei dos Juizados Especiais (lei n.9099/95) que é particularmente voltada para
a conciliação como meio de solução de conflitos.
A arbitragem, conquanto prevista na lei material e tradicionalmente
disciplinada na processual, só mais recentemente, a partir da Lei dos Juizados
Especiais , (e agora com a Lei de arbitragem, lei n.9307/96), oferece a esperança
de vir a ser utilizada efetivamente, como meio alternativo para pacificação. Só é
admitido em matéria civil.
6. Autotutela, autocomposição e arbitragem no direito moderno
A autotutela é proibida, mas a própria lei abre exceções à proibição.
Constituem exemplos o direito de retenção (CC. Arts.516,772,1199,1279 etc), o
“desforço imediato”(CC art.502), o penhor legal ( CC. Art.776), o direito de cortar
raízes e ramos de árvores limítrofes que ultrapassem a extrema do prédio ( CC.
Art.558), a auto-executividade das decisões administrativas, sob certo aspecto,
podem-se incluir entre essas exceções o poder estatal de efetuar prisões em
flagrante ( CPP. Art.301) e os atos que, embora tipificados como crime, sejam
realizados em legítima defesa ou estado de necessidade ( CP. Arts.24-25;
[Link].160,1519 e 1520).
Sendo disponível o interesse material, admite-se a autocomposição, em
qualquer de suas três formas clássicas: transação, submissão, desistência ( e
qualquer uma delas pode ser processual ou extraprocessual).
O juízo arbitral, constitui objeto de recente lei específica (Lei n.9307/96).
7. Controle jurisdicional indispensável ( a regra nulla poena sine judicio)
Em certas matérias não se permitem a autotutela e a autocomposição. É o
que acontece de modo absoluto em matéria criminal ( ordem jurídica brasileira
anterior à lei n.9099/95) e quanto a algumas situações regidas pelo direito privado
(anulação de casamento, suspensão e perda de pátrio poder etc.). Em casos
assim, o processo é o único meio de obter a efetivação das situações ditadas pelo
direito material ( imposição da pena, dissolução do vínculo etc). A lei não admite a
autotutela, a autocomposição, o juízo arbitral e nem mesmo a satisfação voluntária
de pretensões dessa ordem. São os direitos e interesses regidos por normas de
extrema indisponibilidade.
8. Acesso à Justiça
A pretensão trazida pela parte ao processo clama por uma solução que faça
justiça a ambos os participantes do completo e do processo.
O acesso à Justiça não se identifica, pois, com a mera admissão do
processo, ou possibilidade de ingresso em juízo. O efetivo acesso à justiça e
demandar e defender-se adequadamente ( inclusive em processo criminal).
O acesso à Justiça é, pois, a idéia central que converge toda a oferta
constitucional e legal desses princípios e garantias. Assim, (a) oferece-se a mais
ampla admissão de pessoas e causas ao processo ( universalidade da jurisdição),
depois (b) garante-se a todas elas (no cível e no criminal) a observância das
regras que consubstanciam o devido processo legal, para que (c) possam
participar intensamente da formação do convencimento do juiz que irá julgar a
causa (princípio do contraditório), podendo exigir dele a (d) efetividade de uma
participação em diálogo – tudo isso com vistas a preparar uma solução que seja
justa, seja capaz de eliminar todo resíduo de insatisfação.
Para a efetividade do processo, ou seja, a plena consecução de sua missão
social de eliminar conflitos e fazer Justiça deve se verificar quatro pontos
sensíveis:
a) A admissão ao processo:(ingresso em juízo) É preciso eliminar as dificuldades
econômicas que impedem ou desanimem as pessoas de litigar ou dificultem o
oferecimento de defesa adequada. A oferta constitucional de assistência
jurídica integral e gatuita (art.5°, LXXIV) há de ser cumprida . A justiça não
deve ser tão cara que o seu custo deixe de guardar proporção com os
benefícios pretendidos.
b) O modo-de-ser do progresso: No desenrolar do processo (civil, trabalhista,
criminal) é preciso observar o devido processo legal, contraditório, participativo.
c) A Justiça das decisões: O juiz deve pautar-se pelo critério de justiça, seja (a)
ao apreciar a prova, (b) ao enquadrar os fatos em normas e categorias
jurídicas ou (c) ao interpretar os textos de direito positivo.
d) A utilidade das decisões: Todo processo deve dar a quem tem um direito tudo
e precisamente aquilo que ele tem o direito de obter.
Justiça – De Privada passa a ser pública
Roma Clássica – Normas de Direito Civil
Inexistência dos Romanos – Direito Público e Direito
“ a cada direito corresponderá a uma ação”
O direito de ação era mero comportamento do Direito Civil
Século XIX – Oskar Von Biillaw , sistematizou o Estudo do Direito
Processual
Daí a diferença entre
Relação jurídica material Direito Privado
(conflito de interesses) ou
Público
Relação Jurídica Processual (lide) – Direito Público
Daí existeirem basicamente dois tipos de normas:
Normas de Direito Material
Direito substancial preceito primário;
Normas abstratas;
Relacionadas ao Direito Civil, comercial, Trabalhista, Penal, etc;
Podem ser de Direito Público ou Privado;
Normas cogentes ou dispositivas.
Normas de Direito Processual
Direito processual é mero instrumento;
Caráter teleológico;
Visa a atuação do preceito primário: é preceito secundário.
Objetivo: Bem da vida
Maioria das normas processuais são cogentes;
Diferença entre normas cogentes e dispositivas;
Efetividade do Processo;
Caráter da JURISDIÇÃO.
Jurisdição: É a atuação do Estado em substituição das partes, pacificando as lides através
dos seus órgãos (magistrados).
Roma clássica: Não havia diferenciação entre os ramos do Direito. Não havia a
diferenciação de processo civil e Direito Civil, o primeiro estava aclopado no segundo.
A separação do processo civil do Direito Civil se deu após a Revolução Francesa no
século XIX, quem sistematizou esse estudo foi Oskar Von Biillaw.
O Direito Processual Civil é um mero instrumento para fazer cumprir o Direito
Material ( Direito Civil).
O Direito Processual é Público, pois possui a figura do juiz, já o Direito Civil é
Privado, mas isso não quer dizer que o Direito Material vai ser sempre privado, uma vez
que o Direito Penal é Público por exemplo.
Normas cogentes: Imperativas;
Normas dispositivas: Que podem ser dispostas, ou sejam podem ou não serem utilizadas.
A grande maioria das normas processuais são cogentes, mas existem também as
normas dispositivas.
Direito Processual: É o conjunto de normas que regulam a atuação do Estado na
distribuição da jurisdição.
O Direito processual possui um caráter teleológico, ou seja, não possui fim em si mesmo,
sendo mero instrumento para aplicação do direito material.
03. Jurisdição
“Atividade mediante a qual o Estado se substitui aos titulares dos interesses
em conflito para, imparcialmente, buscar a pacificação do conflito que os
envolve, com justiça.”
Processo
Três manifestações - Poder imperatividade
- Função – Realização do direito
- Atividade
Aspectos Jurídicos Fundamentais
Caráter Substitutivo
Atividade admitida em lei
Autotutela
Autocomposição
Direito Penal
Imparcialidade do juiz (órgãos auxiliares da justiça)
Atuação do Direito
Direito substancial
Direito objetivo diferente das partes
Paz social
Função se exerce com referência a uma LIDE // Sempre? (não)
Conflito de interesses
Juiz (órgão do Estado)
Daí,
Princípio da INÉRCIA DA JURISDIÇÃO
Exercício espontâneo
Justiça Penal – MP
Inerte
Imutabilidade dos atos Jurisdicional
Estado de Direito
Art.5°,XXXVI CF “A lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada.”
Coisa julgada: “qualidade de imutabilidade que se agrega aos comandos
da sentença” Impede:
a) Repropositada
b) Descumprimento
c) Nova decisão
d) Legislação
A jurisdição se apresenta em três partes:
1) Poder: O poder do Estado, pois a decisão é imperativa, ele impõe através das decisões
dos juizes;
2) Função: Pacificadora das lides;
3) Atividade: Que se exerce através do processo.
Aspectos jurídicos fundamentais
Agir de forma substitutiva, quando as partes não agem em autocomposição, ou seja, não
resolvem entre si, quando é levado à juízo, o Estado substitui as partes.
Direito Penal: Pode existir a autotutela em casos excepcionais. Ex. Legitima defesa.
A autocomposição só é possível com a Lei 9099/95 e a CF com a posição do
magistrado, pois são direitos indisponíveis, só pode transacionar nessas exceções.
Atuação do Direito Material: Direito substantivo.
Função
A função da jurisdição não é só na lide, temos como exemplo o casamento, onde é
necessária a presença do juiz de paz, mesmo sendo um direito privado. Isso ocorre devido a
relevância dessas atividades. É considerada mera administração pública, não é necessário
haver lides.
Princípio da Inércia da Jurisdição
É necessário provocar o Estado, as partes é que devem propor a ação em juizo.
Mesmo na Justiça Penal, o Estado deve ser provocado através do Ministério Público.
Imutabilidade
São aqueles atos que não podem mais serem modificados.
04. Administração Pública de interesses privados.
Atos jurídicos relevantes/lolitividade
Estado impõe participação = Validade
Órgãos públicos
Visa integrar // Declaração de vontade
Limitação ao princípio da liberdade e autonomia privada
Os atos relevantes : são as atividades de Direito Privado que possuem uma
importância que devem ser reguladas por órgãos do Estado. Ex: Casamento, sociedade
mercantil.
A administração pública de interesses privados são as atividades do Estado, tendo
em vista o interesse das partes, validando assim sua vontade. Possui como finalidade,
administrar e integrar os interesses das partes.
Órgãos - Foro extrajudicial ( Todos os cartórios)
- Administrativos(administram fatos relevantes a sociedade. Ex:Junta
comercial)
- Jurisdicionais (Órgãos jurisdicionais, quando não há lide. Ex: Separação )
Jurisdição - contenciosa
Art.1.°CPC - voluntária
Jurisdição contenciosa : Quando há a substituição da vontade das partes pelo Estado,
através do
juiz, a fim de que se resolva uma lide.
Jurisdição voluntária: Não substitui as partes, pois, não há lide. Existe uma homologação do
magistrado. Temos como exemplo uma separação judicial amigável. É um negócio jurídico
que deve conter a participação do magistrado.
Jurisdição Voluntária
Constituição de situações jurídicas novas
Termo equivoco
Não há caráter substitutivo
Não há lide
Negócio jurídico com a participação do magistrado
Controvérsia // Interesse relevante
Pacificação social
Doutrina moderna
A doutrina diz que a jurisdição voluntária é mera atividade administrativa pública
dos interesses privados.
Não há partes, pois não há lide, existe a concessão de vontades. Não há pólos
antagônicos.
Há divergências na doutrina, como exemplo da pessoa que vai ser interditada e não
quer, nesse caso, há discussão é se há ou não lide.
Não substituição, só participação do magistrado.
A jurisdição voluntária foi inspirada no critério do interesse público para a defesa de
certos direitos subjetivos privados, mas regulados por normas cogentes, devido o seu
relevante valor social.
A nomenclatura Jurisdição voluntária ou graciosa apesar de ser utilizada por todos,
esta incorreta, uma vez que a jurisdição só e exercida através de provocação (princípio da
inércia da jurisidição ), e também não é graciosa, pois, existem taxas e custas a serem
pagas.
Civil
Comum
(Federal e Penal
Estadual)
Jurisdição
Militar
Especial Trabalhista
Eleitoral
Justiça especial: Algumas matérias devem ser julgadas por órgãos específicos.
Justiça comum: Civil em sentido Lato sensu ( Tudo que não for Direito Penal)
Penal – está o ius puniendi
Justiça Estadual: Cada estado tem a sua organização
Justiça Federal : Todas aquelas causas em que a União seja parte será julgada pela
Justiça
Federal.
05. Princípios do Processo Civil
Regras não escritas de caráter geral // Visa inspirar e orientar o
legislador // Garantia para os jurisdicionados
Informativos
Duas categorias
Fundamentais
5.1 – Princípios Informativos
Regras técnicas e universais // Se aplicam as regras processuais
Os princípios informativos contém regras de cunho generalíssimo e abstrato, e se
aplica a todas as regras processuais, tanto à de índole constitucional quanto àquelas que
estão nas normas ordinárias, independentemente de tempo e lugar. São princípios
informativos: Princípio lógico, Princípio jurídico, Princípio político e Princípio econômico.
Princípio Lógico: De acordo com esse princípo, temos que, em razão de o processo
ser, basicamente, uma seqüência de atos que se voltam a um fim determinado, a
sentença, há de existir lógica na concepção normativa de tais e em sua disposição ao
longo do procedimento;
Princípio Jurídico: O princípio jurídico informa que em matéria de regramento de
direito processual, deve se feito de acordo com a lei. Portanto, significa que tudo quanto
se fça no processo ( em cada processo) deve ser feito em rigorosa conformidade com
a lei, garantindo-se a igualdade das partes e a justiça da decisão que venha a ser
prolatada pelo juiz;
Princípio Político: Pode se dizer das regras disciplinadoras da atividade
desenvolvida no processo, deve ser conformada à estrutura política que tenha sido
adotada no país. Assim, a normatização processual num Estado de Direito (Estado
democrático de Direito), deve ser coerente com a concepção democrática com que se
moldam as estruturas públicas. Sob outro aspecto, a doutrina diz que ao princípio
político significa que o processo deve ter o máximo rendimento possível, como garantia
da sociedade, com o mínimo de sacrifício da liberdade individual;
Princípio Econômico: Deve inspirar tanto o legislador processual quanto o
operador do Direito ( juiz, advogado, promotor) a obter o máximo rendimento com o
mínimo de dispêndio. Deve também o processo, segundo o princípio econômico, ser
acessível a todos quantos dele necessitem, inclusive no que diz respeito ao seu custo.
5.2 – Princípios Fundamentais
(Princípios Gerais do Processo )
1) Específicos e contextualizados
2) Princípios políticos // Menos genéricos e abstratos . Poderão ter assunto
na CF.
Os princípios fundamentais albergam um grupo de princípios menos abstratos,
menos gerais, mais contextuais, e que se referem a um determinado ordenamento jurídico,
levando em conta, inclusive, suas especifidades e características. Alguns deles, em razão
da relevância de que se revestem, têm assento na Constituição Federal, situando-se como
bases sobre que se constrói todo o sistema normativo processual infraconstitucional.
São eles:
Devido processo legal: Previsto no art. 5°, LIV CF “ninguém será privado da
liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”. Isso que dizer que toda e
qualquer conseqüência processual que as partes possam sofrer, tanto na esfera da
liberdade pessoal quanto no âmbito de seu patrimônio, deve necessariamente decorrer
de decisão prolatada num processo que tenha tramitado de conformidade com
antecedente previsão legal;
Princípio do contraditório Previsto no art.5°, LV CF .
Princípio da ampla defesa O princípio do contraditório significa que é preciso
dar ao
Duplo grau de jurisdição réu possibilidade de saber da existência de pedido,
em
juízo, contra si, dar ciência dos atos processuais
subseqüentes, às partes (autor e réu) aos terceiros e aos assistentes, e garantir a possível
reação contra decisões, sempre que desfavoráveis.
O princípio da ampla defesa e do duplo grau de jurisdição, em respeito ao qual se
deve evitar a hipótese de falta de controle das decisões judiciais, pela parte ( por meio dos
recursos) e pelo próprio Poder Judiciário (pelo provimento ou improvimento dos recursos).
Dispositivo O princípio do dispositivo é aquele segundo o
qual
Inércia da Jurisdição cabe à parte, isto é, àquela que se diz titular do
direito
Impulso oficial art.262 CPC que deve ser protegido, colocar em
movimento a
máquina estatal ( isto é, a estrutura do Poder Judiciário), para que dela obtenha uma
concreta solução quanto à parcela da controvérsia, ou do conflito ( a essa parcela se
denomina lide) trazida a juízo. Na esfera do direito processual civil, o Poder Judiciário é
absolutamente inerte, só se manifestando ( em amplo sentido) mediante a solicitação
(=provocação) do interessado. Artigo 2.° CPC é um exemplo que segue esse princípio.
O princípio do impulso oficial, segundo o qual, uma vez instaurado o processo por
iniciativa da parte ou interessado ( princípio da inércia), este se desenvolve por iniciativa do
juiz, independente de nova manifestação de vontade da parte.
Oralidade No princípio da oralidade, é necessário
um
Imediatidade número expressivo de manifestações
das
Concentração da causa partes sob forma oral, principalmente
na
Identidade física do juiz art.132 CPC audiência, dessa maneira, é possível
se
alcançar o julgamento da matéria posta em juízo com menor número de atos processuais.
O princípio da imediatidade, segundo o qual o juiz deve colher as provas direta e
pessoalmente, sem intermediários. O art. 446, inciso II, do CPC, assim dispõe: “Compete
ao juiz em especial: II – proceder direta e pessoalmente à colheita das provas”.
Segundo o princípio da concentração, todos os atos do processo, inclusive a
sentença, devem realizar-se o mais proximamente possível uns dos outros, para que se
possa proferir decisão justa.
O princípio da identidade física do juiz, diz que o juiz que tiver contato direto, na
audiência, com as partes e testemunhas, tem mais e melhores condições de proferir uma
sentença satisfatória, isto é, em que efetivamente se aplique o direito, do que aquele que
não tenha presidido a audiência.
Publicidade – art. 93, IX CF Em geral, todos os atos realizados no
processo
Livre convencimento motivado são públicos, inclusive as audiências,
isto
representa uma garantia tanto para as partes quanto para o próprio juiz. O princípio da
publicidade esta ligado ao princípio do livre convencimento motivado, onde o magistrado
possui liberdade para julgar, devendo fundamentar o seu julgamento na lei.
Lealdade - Art. 14,II CPC: O comportamento das partes, no processo, deve
respeitar os preceitos relativos à boa-fé, repugnando ao sistema o comportamento
desleal. Não pode alcançar o objetivo de colocar fim em uma lide por meios de trapaças
e comportamentos levianos. A lei prevê severas punições par os comportamentos
destoantes desse princípio.
06. Organização Judiciária
Normas de que visam regular funcionalmente a estrutura do Poder
Judiciário
Não se confundem com normas processuais
Visam distribuir Função
Competência
Com a organização, existe a aceleração do processo.
Constituição Federal – Várias Justiças
Jurisdição é UNA ( Não são várias justiças porque a jurisdição é una, é uma mera
distribuição de competências).
Critério de distribuição de competência
Natureza da relação jurídica de direito material
Qualidade das pessoas que figuram como partes
Interesse público
Órgãos do Poder Judiciário Juizes
Art.92 CF Tribunais
Regras aplicáveis ( Quem define a organização)
1.° - Constituição Federal ( Vide art.96 CF)
2.° - Constituição Estaduais ( matéria residual, pois a CF cuidou minuciosamente de
tudo )
3.° - Lei de organização judiciária de cada Estado
4.° - Lei orgânica da magistratura (Regula a atividade dos magistrados federais)
5.° - Regimentos internos dos tribunais
Órgãos
STF art.102 CF // Proclamação da República, Decreto 848/90
O Supremo Tribunal Federal é a corte máxima do Poder Judiciário. Foi criado junto
com a Proclamação da República, para ser o guardião da Constituição Federal.
STJ / CF 1988 art.105
O Superior Tribunal de Justiça foi criado pela Constituição de 1988, e funciona
como órgão destinado a julgar, em última instância, a matéria relativa ao direito federal
infraconstitucional.
TRF e juízos federais – Sistema Federativo // Proclamação da República
art.109 CF
A estrutura da Justiça federal é composta dos juízes federais, como órgãos
judiciários de primeiro grau, pelos Tribunais Regionais Federais, divididos por regiões,
como órgão de segundo grau, e, evidentemente, pelo STF e STJ, respectivamente para a
uniformização da aplicação do direito federal e da CF.
Justiça do Trabalho art. 114 CF - TST, TRT, Varas do Trabalho
“À Justiça do Trabalho compete conciliar e julgar os dissídios individuais e
coletivos entre trabalhadores e empregadores ....”
São órgãos da Justiça do Trabalho: Tribunal Superior do Trabalho, os Tribunais
Regionais do Trabalho e as Varas do Trabalho.
Justiça Eleitoral – STE, TRE, Juizes Eleitorais
A Justiça Eleitoral é regulada pelo Código Eleitoral, e possui como órgãos o
Superior Tribunal Eleitoral, os Tribunais Regionais Eleitorais e os juízes eleitorais.
Justiça Militar
Federal e Estadual STM ( Superior Tribunal Militar)
Art.122 CF TM ( Tribunais Militares)
JM ( Juízes Militares)
A competência da Justiça Militar não se insere na jurisdição civil, pois, de acordo com
art. 124 da CF, a ela “compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei”.
Justiça dos Estados
Juizados Especiais Juizes de Direito 1.° Grau
Tribunal Justiça e Alçada 2.° Grau
Júri ( Penal, art.5°,XXXVIII CF)
07. Competência
Jurisdição é UNA.
Competência – Exercício da função jurisdicional // Divisão do Trabalho //
Organização do Trabalho
É preciso estabelecer, desde logo, a diferença entre jurisdição e competência.
A jurisdição é atividade mediante a qual o Estado se substitui ao titulares dos
interesses em conflito para, imparcialmente, buscar a pacificação do conflito que os
envolve, com justiça. A jurisdição é exercida sobre todos os súditos do Estado, de forma
abrangente sobre todo o território nacional, essa jurisdição é exercida e distribuída entre os
diversos órgãos , a partir de alguns critérios.
São justamente as normas de competência que atribuem concretamente a função de
exercer a jurisdição aos diversos órgãos da jurisdição. Portanto, a competência é a
distribuição e organização da jurisdição.
“Medida da Jurisdição” – Clássica
“Quantidade de jurisdição cujo exercício é atribuído a cada órgão ou grupo
de órgãos.” ( Liebman)
Definição do âmbito de exercício da atividade jurisdicional
A competência não é a medida da jurisdição, pois, os órgãos do Poder Judiciário
não exercem uma parte da jurisdição, uma vez que essa é una. Quando a competência é
fixada, o órgão designado exercerá a jurisdição em integra, possuindo somente limitações
territoriais.
“Competência Internacional”
O termo competência internacional é equivocado, pois, o correto é soberania x
soberania, ou seja, jurisdição x jurisdição.
Jurisdição
Decorre da soberania e do Estado de Direito
Regras
“Competência” exclusiva: art. 89 CPC
- Bens imóveis
- Inventário partilha
Segundo a regra do art.89 CPC, será “competente” o juiz brasileiro, com exclusão
de qualquer outro, para julgar ações que digam respeito a imóveis situados no território
brasileiro, e para proceder a inventário e partilha de bens que estejam localizados no Brasil,
mesmo que o falecido seja estrangeiro e tenha residido fora do território nacional.
Isto significa, na ordem prática, que, no Brasil não se reconhece sentença acerca
destas matérias, proferida por juiz estrangeiro.
“Competência” concorrente: art. 88 CPC
- Réu
- Obrigação
- Fato ou ato
O art. 88 CPC, dispõe sobre casos em que não houve a exclusão do juiz estrangeiro,
podendo ser instaurada ação a respeito desses casos perante o juiz brasileiro quanto diante
de juiz estrangeiro. Essas ações são aquelas em que o réu, independentemente de sua
nacionalidade, tenha domicílio no Brasil ( inciso I), aquelas a respeito de obrigação que
deva ser cumprida no Brasil, e as ações decorrentes de fato praticado no Brasil.
art. 90 CPC – Validade da sentença // Coisa julgada
Nas hipóteses citadas acima, o Código determina em seu art.90, que não há
litispendência, tendo validade a sentença que transitar em julgado em primeiro lugar. No
que diz respeito à sentença estrangeira, esta só transita em julgado no Brasil quando for
homologada pelo STF (art.483).
Competência Interna
CF
CPC
Fontes Leis esparsas ( Ex.: Lei de falências etc)
Lei Orgânica da Magistratura
Leis Estaduais de organização do judiciário
Competência poderá ser:
Absoluta: ( Função, Matéria)
Vício insanável ( Nulidade absoluta do processo)
Não se opera a preclusão
ex officio ( juiz decreta o vício de ofício)
Coisa julgada
Ação rescisória art.485,II
A competência absoluta trata de normas cogentes, relativas a matéria (lide, pedido
pretensão) e função ( Penal, Civil, Trabalhista etc).
O vício da competência absoluta é tão grave, que pode ser impugnado a qualquer
tempo e grau de jurisdição, mesmo depois de se Ter formado a coisa julgada, a sentença
continua passível de ser impugnada, dentro de dois anos, a partir do trânsito em julgado,
por meio de ação rescisória .
Relativa: ( Territorial, Valor)
Vício sanável
Nulidade relativa
Provocação da parte ( exceção de incompetência art.304 a 306 CPC)
Preclusão temporal
Prorrogação de competência
O juiz não pode de ofício argüir a incompetência, cabendo as partes nas respostas do
réu ( prazo de 15 dias) argüir a exceção de incompetência. Caso a incompetência não
seja argüida no prazo estabelecido, há a preclusão (que é a perda do direito por tempo), o
vício se sana, ocorrendo a prorrogação da competência, ou seja, o juiz que em princípio era
incompetente para julgar a lide tem a sua competência prorrogada, tornando-se assim
competente.
Competência: Definição do âmbito de exercício da atividade jurisdicional.
( P.S.: A competência não é só jurisdicional, pode ser também legislativa.)
Divisão tripartida da competência ( Teoria Clássica)
Territorial
Critérios Funcional
Objetivo Valor
Matéria
Todos os critérios acima relacionados são utilizados simultaneamente para indicar a
competência de determinado órgão jurisdiconal para processar e julgar ações e recursos.
Critério Territorial
Limites territoriais
Art. 200 CPC
Grandes comarcas Foro Central
Foro Regionais
O exercício da jurisdição do magistrado é limitado a um território, conforme
determina o art. 200 CPC.
O juiz de uma Comarca só pode praticar atos válidos dentro dos limites territoriais
dessa mesma Comarca.
No que diz respeito aos foros regionais, embora dividido, o território da Comarca
em regiões, a competência de cada vara situada em uma dada região é extensiva a todo o
território da Comarca, para a prática de atos e diligências, nos feitos de sua competência,
portanto a jurisdição do magistrado se exerce sobre toda a comarca, sendo desnecessárias a
requisição por carta.
Quando o magistrado necessitar de alguma diligência em outra comarca, ele deverá
expedir uma carta precatória ao juiz que possui a jurisdição para tal feito, devendo esse,
reduzir em termo através de uma outra carta precatória. Caso não venha a ser respeitada
pode ir para corregedoria.
* Foro Competente: É o local onde determinada ação deve ser proposta.
Não observância do critério // Gera nulidade relativa // Incompetência
relativa PRORROGAÇÃO.
A não observância desse critério gera como regra geral nulidade relativa, e se não
for argüida a tempo, a competência será prorrogada.
A exceção à regra é o art. 95, 1.ª parte, que trata a Forum rei sitae, onde a
competência é absoluta.
Critério Funcional
Função órgão jurisdicional
Hierarquia // Princípio do duplo grau de jurisdição // Geralmente aliado
ao critério material // Mesmo processo
Juiz singular
Tribunal inferior
Tribunal superior
Inobservância – Sentença nula // Todos os atos decisórios são NULOS.
Não há PRECLUSÃO.
A competência funcional é determinada pela função que o órgão jurisdicional deve
exercer no processo. Pode ocorrer de, no mesmo processo, terem de atuar dois ou mais
órgãos jurisdicionais. A competência funcional poder ser determinada a partir do objeto do
próprio juízo, da hierarquia e das distintas fases do procedimento.
Tanto na proposição da ação, como no recurso, deve ser analisada a função.
A inobservância gera nulidade absoluta, podendo ser argüida em qualquer
momento, não havendo extensão de competência.
O magistrado poderá de ex officio verificara a incompetência é remeter para o foro
competente.
Todos os atos decisórios do magistrado são nulos, sendo o restante do processo
aproveitada naquilo que for possível.
Critério Objetivo
Determinada pelo CONTEÚDO e VALOR atribuído a causa // Lide, pedido,
pretensão.
1.° Grau – Definição do juízo Ex: Ação de separação
Matéria judicial que deve ser distribuída na vara da família.
( Lide, pedido ou pretensão) 2.° Grau – Definição do Tribunal – Tribunais de
Justiça ou
de Alçada e entre aos órgãos fracionários ( internos )
desses
tribunais.
7.1 - Causas modificadoras de COMPETÊNCIA
São causas de modificação da competência a conexão e a continência. Na verdade,
trata-se de dois liames de afinidade existentes entre duas ou mais ações, que faz com que se
justifique a reunião dos processos que estavam antes tramitando em juízos diversos, para
que, reunidos, passem a tramitar em conjunto e sejam decididos concomitantemente.
Objetivos
Afastar decisões conflituosas // Proporcionar ECONOMIA PROCESSUAL
Quanto a economia processual, se dois processos são parcialmente idênticos, a
apreciação de ambos, num só juízo, trará economia, pois as provas poderão ser produzidas
uma só vez, e a parte comum será apreciada para ambos somente uma vez, pelo mesmo
juiz, e não duas vezes por juízes diversos.
Elementos constitutivos da Ação
Partes (autor e réu)
Pedido ( Aquilo que se pede em juízo).
Causas de Pedir ( O que levou a parte a fazer o pedido, e a causa de pedir que
qualifica o
pedido).
Conexão: Afinidade // Princípio da economia processual // Pedido ou causa
de pedir // Provas // Evita decisões contraditórias // Faculdade //
Competência do Juiz.
Conexão ( art.103 CPC)
Reputam-se conexões duas ou mais ações, quando lhes for comum o
objeto (pedido) ou a causa de pedir.
Pedido
Conexão – Identidade (processual) ou Causa de pedir
Objeto – Litigioso // Mérito
Basta um único elemento
Interpretação gramatical // discricionariedade do magistrado // PODE
Utilidade // Economia processual
Inexistência de nulidade ou ineficácia
Momento
No Critério da discricionariedade do magistrado ele pode querer unir ou não os
processos, caso haja uma conveniência (art.105 CPC).
As causas de pedir são os fatos e os fundamentos jurídicos. A causa de pedir
qualifica o pedido pois deve se mostrar quais são os fatos e os fundamentos jurídicos, o que
levou ao pedido e qual o Direito substantivo a ser aplicado.
O objeto (processual ou litigioso), é formado através do pedido do autor, é o mérito,
esse é o objeto litigioso.
Processual, é quando o réu através da reconvenção entra com uma ação contra o
autor. Portanto há uma extensão do objeto, existindo a ação do autor contra o réu e do réu
contra o autor.
O objeto do art.103 é litigioso, uma vez que a causa de pedir é que gera o pedido,
delimitando assim o que o magistrado deverá julgar, ou seja, o mérito, que é o objeto
litigioso.
O momento juntar as ações por conexão é até o julgamento de 1.° Grau, pois o 2.°
Grau não vai criar novas provas, vai analisar aquilo que esta nos autos.
Continência: Pedido é maior // Litispendência // Prevenção : Vis attrativa
Art.102 – Causa modificadora de competência
Partes
Elementos Causa de pedir
Pedido Continente ( maior )
Contido ( menor )
Na continência é fundamental que haja identidade de partes e causa de pedir e que o
pedido de um seja maior que do outro.
Visa evitar decisões contraditórias e atividade jurisdicional inútil
Pedido de uma tem conteúdo mais amplo, ABRANGENDO o da outra
Primeira proposta – CONTINENTE
Efeito: Objeção de LITISPENDÊNCIA // EXTINÇÃO DO PROCESSO
SEM JULGAMENTO DO MÉRITO // IDENTIDADE INTEGRAL
Lide contida proposta primeiramente // reunião no Juízo Prevento ou
LIDISPENDÊNCIA PARCIAL.
Prevenção art. 219 CPC
Momento
1° Se a causa continente (maior) for proposta antes
2° da menor, não há que se falar em junção, pois sendo
ajuizada a causa contida (menor), sucessivamente à
causa continente (maior), segue-se que toda causa
Continente Contida menor já está pendente na anterior , desde que haja
identidade “integral”, entre a menor e a parte da
maior que lhe corresponde. Deve-se argüir a
litispendência, extinguindo-se a segunda ação sem
julgamento de mérito.
1° 2° Quando a lide contida (menor) seja proposta antes
da lide maior (continente), leva à implicação de que
sejam juntas no juízo prevento. No entanto,
observe-se que, em realidade, se a ação menor,
Contida Continente
contida também, como parte da causa continente ,
for inteiramente igual a essa parte, da ação
continente, não haveria de ter sido proposta, e a
solução efetivamente correta é a da litispendência
parcial da causa continente (art.301, §§ 1° e 2°).
O réu deve alegar preliminarmente na constetação da objeção.
A Prevenção dá-se por dois critérios: a citação e o despacho que ordena que esta se
efetive ( art. 219 e 106 CPC). Ocorre a prevenção no juízo onde a citação ocorrer em
primeiro lugar, e no juízo em que tiver havido o despacho ordinatório de citação em
primeiro lugar, no caso de ambos os juízes terem a mesma competência territorial.
7.2 Foro Competente – Critério Territorial
Exercício da jurisdição tão somente dentro dos limites territóriais, ou
seja, nos limites da COMARCA ( art.200 CPC)
Foros regionais // Competência é “extensiva a todo o território da
comarca, para a prática de atos e diligências, nos feitos de sua
competência” ( Resolução 2/76, TJSP, art.53,T)
Geral
Foro
Especiais
O Foro competente é o local onde a ação deve ser ajuizada (proposta), onde o réu
vai ser demandada.
A questão do foro sempre deve se pensar em competência territorial.
Foro Concorrente
Existentes foros competentes, a ação pode ser ajuizada em qualquer um deles, sem
que se possa cogitar de incompetência, sequer de caráter relativo.
Foro Geral ( art.94 CPC)
Direito pessoal e real sobre bens MÓVEIS
Regra geral:
Execução fundada em título extrajudicial // paternidade // nulidade de
ato jurídico // interdição
Outras regra gerais: §§ 1°,2°, 3° e 4° do art. 94 CPC
O art.94 do CPC determina que o réu, nas ações fundadas em direito pessoal ou real
sobre bens imóveis, deverá ser demandado, em regra, no foro de seu domicílio.
A ação só será ajuizada no domicílio do réu, se não configurar cabimento de
nenhum foro especial. O foro especial terá preferência sobre o foro domiciliar.
Quando houver o chamado foro de eleição, ter-se-á o fenômeno de foros
concorrentes, podendo a ação ser ajuizada tanto no domicílio do réu como no foro de
eleição.
Quando se tratar de medida cautelar, em regra, essa já previne a competência,
devido o conceito de prevenção.
O art.800 caput , estabelece que: “ as medidas cautelares serão requeridas ao juiz da
causa”, ou seja, o juízo competente para julgar a causa, o é também, para a medida cautelar.
Neste caso, se supõe uma causa principal já pendente. Na hipótese da causa já ter sido
sentenciada, interposto o recurso, a medida cautelar será requerida diretamente ao Tribunal
( art.800, parágrafo único, acrescido da Lei 8952/94).
Na Segunda frase do art. 800 caput se verifica a prevenção, pois ao juiz que
conceder a cautelar compete conhecer a ação principal, pois, em tese, aquele que concedeu
a cautelar terá melhores condições para manter ou revogar a mesma e para julgar a própria
ação principal, pois, ambas se original do mesmo pedido fático.
O foro domiciliar também se aplica à execução fundada em título extrajudicial;
Ação de investigação de paternidade; Ação de nulidade de ato jurídico por vício do
consentimento ( erro, dolo, coação e fraude art. 178 CC, 4 anos); Pedido de interdição,
competente é o foro do domicílio do interdito.
Outras regra gerais se dão nos parágrafos do art. 94 do CPC, são eles:
a) Art.94,§2° - Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, deverá ele ser
demandado onde for encontrado ou no domicílio do autor.
b) Art.94,§3° - Não sendo o réu domiciliado no Brasil, nem aqui tendo residência,
a demanda deverá ser proposta no domicílio do autor.
Caso o autor não tenha também residência no Brasil, a demanda poderá ser
proposta em qualquer foro.
Mas, se ao invés de não ter domicílio, o réu tiver mais de um, poderá ser
demandado em qualquer um deles ( foros concorrentes – art.94§1°). Outrossim,
se dois forem os réus, com domicílios diversos, em qualquer um deles poderá
ser proposta a ação ( foros concorrentes art.94,§4°).
Foros especiais:
O Código de processo Civil trata dos foros especiais nos artigos 95 a 101 do
CPC.
Arts. 95 a 101 do CPC // Derroga regra geral
Art.95 : Forum rei sitae // Direitos reais sobre bens IMÓVEIS //
Propriedade, posse, servidão, vizinhança, nunciação de obra, divisão e
demarcação ...
EXCEÇÃO – COMPETÊNCIA ABSOLUTA
( funcional ou territorial ? ) não prevalece foro de eleição
União
“Foro rei sitae”= A ação deve ser proposta no foro da situação da coisa, ou seja,
onde a coisa se encontra. Isso se dá porque o magistrado terá mais facilidade para fazer as
diligências necessárias, razões de ordem prática.
Mas, o artigo 95 não previu sendo absolutamente necessária essa proximidade,
podendo algumas ações reais imobiliárias serem propostas em foro diferente do local da
coisa (no domicílio do réu ou no foro eleito), desde que o litígio não recaia sobre direito
de propriedade, vizinhança, servidão, posse, divisão e demarcação de terras, bem
como nunciação de obra nova. Em todos esse últimos casos, é impresindível a
proximidade da coisa ao juízo.
A norma do artigo 95 “in fine” é cogente, ou seja, apesar de tratar de território, a sua
não observância gera incompetência absoluta. Há divergências na doutrina se essa
competência seria funcional absoluta ou territorial absoluta (criando-se assim uma exceção,
pois a competência territorial se não observada é relativa, ou seja, se sana com o tempo).
Para Professor Arruda Alvim, trata-se de competência funcional absoluta, sendo assim,
improrrogável.
Mas, o que ocorreria se o autor ajuizasse uma ação no foro do domicílio do réu,
versando esta, por exemplo, sobre direito de propriedade, para cuja hipótese, taxativamente,
a lei veda a escolha de foro estabelecendo ser competente o “foro rei sitae”? Primeiramente
devemos dizer que, em nosso entender, a competência funcional estabelecida no artigo 95 é
competência absoluta. Partindo desta constatação, diríamos que, caso não oposta a exceção
declinatória do foro no prazo de 15 dias, nem por isso ocorreria o fenômeno que se
denomina de prorrogação tácita, isto é, apesar da existência de vício, as partes não podem
concordar tacitamente em aceitá-lo, pois o vício não se sana.
Se a União for parte de um processo cujo o foro inicialmente seria “forum rei sitae”
esse não se aplica, pois, a Constituição Federal já estabelece que deve ser proposta na
Justiça federal. O mesmo não ocorre com a fazenda estadual, que deve se sujeitar ao artigo
95.
Art.96 – Autos da herança // Partilha // Incompetência relativa // ações :
paternidade ? // Prova
Outra exceção à regra geral, prevista em lei, é a do foro do domicílio do autor da
herança, que vem expressa no artigo 96.
O inventário é aberto onde era domiciliado o “de cujus”, e todas as ações relativas à
herança, deverão ser aí ajuizadas. Entendem-se por ações relativas à herança aquelas em
que o espólio é réu, mesmo que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro.
A infração à regra, que determina este foro, gera o vício de incompetência relativa,
portanto, não sendo alegada a incompetência na forma da lei, isto é, por meio de exceção
(art. 114), no prazo de 15 dias, estará sanado o vício, por força da prorrogação tácita
(omissão – art.114).
As demandas movidas pelo espólio não ficam sujeitas à regra do art.96, que não se
refere à hipótese de o espólio ser autor, quando valerão as regras gerais.
Art.97 – Ausentes
Declaração 1 ano
4 anos
Sucessão provisória
Sucessão definitiva
Dispõe sobre o foro competente para a propositura de ações em que o réu seja
pessoa declarada ausente por decisão judicial. Tal foro é o do seu último domicílio.
Sucessão = A sucessão (pura e simples) é aberta com o falecimento, independentemente da
abertura do inventário, pois os bens não podem ficar acéfalos.
Sucessão Provisória:
A sucessão provisória poderá ser requerida pelos interessados quando: (art. 1163 CPC).
a) Passando um ano sem que saiba do paradeiro do ausente, caso este não tenha deixado
representante ou procurador;
b) Passados quatro anos, caso tenha deixado representante ou procurador.
Os herdeiros não poderão alienar os bens, salvo, se a alienação a título oneroso se
der judicialmente, a fim, da preservação do patrimônio.
Sucessão Definitiva:
A abertura da sucessão definitiva poderá ser requerida quando:
a) Passados 10 anos da sentença que concedeu a abertura da sucessão provisória (art.1167,
II);
b) Se o ausente completar 80 anos e não tiver havido notícias suas nos últimos cinco anos.
Presumindo-se assim que a pessoa faleceu.
Caso o ausente retornar após a sucessão, o ausente poderá retomar a sua herança do
modo como está atualmente.
Art. 98 – Incapazes
Não estabelece alteração da regra geral da competência, uma vez que estabelece que
“a ação em que o incapaz for réu se processará no domicílio de seu representante”. O art.
36 CC define que o domicílio do incapaz é o de seu representante. Portanto, se ação for
proposta no domicílio do representante, nada mais se está fazendo do que propor a ação no
domicílio do incapaz.
Art.99 – Revogação
Revogado pela CF/88, que diz que a União, autarquias federais e empresas públicas
são julgadas pela Justiça Federal ( foro privilegiado) art. 109,I §§ 1º E 2º CF/88, salvo nos
casos de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas às Justiças Eleitoral e Militar.
Já os estados e municípios não possuem Justiça Especial, sendo integrantes da
Justiça Comum, possuindo somente o juízo privativo, que são as varas da Fazenda Pública.
Art. 100 – Incisos
I – Domicílio da mulher // hipossuficiente / favor legal // competência
relativa
Residência – Lei 4121/62 ( mulher casada) // art. 226, § 5° CF
As ações de separação e a conversão desta em divórcio, e para a anulação de
casamento e declaração de nulidade de casamento, será competente o foro da residência
( não domicílio, pois se entendi que o domicílio e do casal) da mulher.
Quando a mulher for autora, essa poderá abrir mão dessa faculdade, sendo
obrigatório quando diz respeito ao marido.
Caso essa regra não seja observada, gera incompetência relativa.
A várias divergências na doutrina se após a CF/88 art.226,§5° ( “Os direitos e
deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela
mulher”.), deve prevalecer o foro da residência da mulher.
II – Alimentando // Investigação de paternidade cumulada com alimentos ?
As ações que pedem alimentos devem ser propostas no domicílio do alimentando.
Entretanto, se este quiser renunciar o seu foro privilegiado, isto é admissível.
Caso haja ação de investigação de paternidade cumulada com pedido de alimentos,
prevalece o foro especial ( no domicílio do alimentando).
III – Substituição de títulos
Regra geral – no domicílio do devedor.
IV – Pessoa jurídica // Ato ilícito?
As alíneas “a” e “b”, estabelece regras para fixação do local onde deve ser
demandada a pessoa jurídica: a) no local de sua sede, ou; b) O local da agência ou sucursal,
desde que, na hipótese da alínea “b”, as obrigações tenham sido contraídas por estas.
A alínea “c” – A sociedade de fato deve ser demandada no local onde exerce a sua
atividade principal.
A alínea “d” – Via de regra, quando se tratar de relações obrigacionais as ações
devem ser propostas onde a mesma deverá ser cumprida.
V – Ato ilícito : As ações de reparação de dano deverão ser propostas no foro do local
onde
ocorreu o fato causador do dano;
Gestão de negócios: O administrador ou gestor de negócios alheios será demandado
no
local onde se realiza ou onde se realizou a gestão ou a
administração.
Este foro não exclui o do domicílio, nem o de eleição, se este
último
tiver sido objeto de ajuste (na administração);
Acidente de trânsito: Se o dano sobreveio em virtude de acidente de veículos,
estaremos
Diante de um caso de competência concorrente, onde a
demanda
poderá ser ajuizada no domicílio do autor, ou no local onde
ocorreu
o fato.
O autor também pode renunciar à regra acima descrita,
não
ocorrendo vício algum.
Art.101 – REVOGADO
Foro de eleição
Art. 111 CPC
Competência relativa ( valor e território )
Cláusula contratual // autonomia de vontade // Vícios dos negócios
jurídicos
Determinado negócio jurídico // Direitos disponíveis
Renúncia // Não escrita
Propositura no foro geral ?
Incompetência relativa ?
FOROS CONCORRENTES
O foro de eleição esta previsto no art. 111 CPC e decorre do ajuste entre dois ou
mais interessados, devendo constar de contrato de contrato escrito e se referir
especificamente a um dado negócio jurídico ( disponível ), para que as demandas oriundas
de tal negócio jurídico possam ser movidas em tal lugar.
Não existe validade quando se ajusta um foro de eleição e se diz que se renúncia a
qualquer outro. Uma vez que, mesmo havendo cláusula de eleição de foro, não fica inibida
uma das partes propor ação no domicílio da outra, uma vez que o réu não vai ser
prejudicado. Assim, a eleição de foro não elimina nunca o foro do domicílio.
O art. 111,§2° se refere ao foro contratual, mas, o foro contratual não é o mesmo
que o de eleição ( apesar do artigo se referir ao de eleição) o primeiro diz respeito ao local
onde o contrato foi celebrado e nem sempre esse se coincide com o foro de eleição.
Caso o contrato seja nulo, poderá se usar o foro eleito.
Parte da doutrina acha que o foro de eleição e o foro geral (domicílio do réu) são
concorrentes. * A professora acha que não *
O código de defesa do consumidor, entende que as cláusulas que estipulam o foro
são cláusulas não escritas, uma vez que o consumidor é hiposuficiente.
7.3 – Prevenção
Fato processual // Fixação de competência diferente DETERMINAÇÃO
Juízos ABSTRATAMENTE competentes // Fixação concreta // Juizes de
IGUAL competência
Critérios cronológicos
A prevenção ocorre entre juízos de igual competência trata-se de um fato
processual, através do qual se fixa a competência de um dado juízo, concretamente, dentre
diversos outros juízos, que do ponto de vista abstrato, também são competentes. Não é,
pois, a prevenção critério de determinação da competência, porém, de fixação da
competência, dentre órgãos cuja competência já estava determinada, era abstratamente a
mesma.
Art.219 – Regra geral // Comarcas diferentes
Art.106 e 107 – Regras especiais // Juizes na mesma comarca
Importância – CONEXÃO e CONTINÊNCIA
A prevenção pode ser determinada de duas maneiras: a) entre juízos de comarcas
diferentes : que se dá pela citação válida, (art.219 CPC) – o juízo do processo em que
houve a primeira citação válida é o competente para o julgamento das ações conexas; b)
entre juízos da mesma comarca: por aquele que despachou em primeiro lugar (art.106
CPC).
O art. 107 se refere a imóveis que se encontram em mais de um Estado ou comarca.
O juízo de qualquer das comarcas onde se situa parte do imóvel é competente,
concorrentemente, para julgar as ações mencionadas no art.95 CPC ( Forum rei sitae).
Sendo competência de foro e não de juízo, é fixada, neste caso, pela prevenção, decorrente
da citação válida ( art.219 CPC).
Prevenção em segundo grau
É essencial, entretanto, para se falar em prevenção da câmara ou turmas, que elas
sejam do esmo Tribunal. Se , por exemplo, no Estado de São Paulo, uma delas for do
Tribunal de Justiça e a outra de um dos Tribunais de Alçada, não há que se falar de
prevenção, pois tais cortes têm competências diferentes, e a prevenção pressupõe órgãos
igualmente competentes, no plano abstrato.
Ação cautelar e ação principal ( fumus boni iuris e periculum in mora )
A primeira turma que conhecer a causa incidente, vai ter competência para todos os
outros recursos.
A ação cautelar visa acautelar (proteger) um Direito, para que ele não se perca.
Ação cautelar preparatória (que vem antes da ação principal); Ação cautelar
incidental (que se dá no decurso da ação principal ).
O juízo que julgar a cautelar será prevento para julgar a ação principal.
Ação de execução
A ação de execução deve tramitar no mesmo juízo que deu a sentença
condenatória.
Momento para argüição
Preliminar de contestação art. 301, VII
O momento para argüir é na defesa técnica, ou seja, na preliminar de
contestação.
7.4 – Litispendência
Litispendência: Uma lide pendente
Duas acepções ( dois significados)
1) Processo ( já existe uma ação em curso)
2) Causa impeditiva à propositura de ação idêntica // Preliminar de
contestação//
CPC 301, V
Extinção do processo (2°) Sem Julgamento de mérito
Oficiosidade // Matéria de ordem pública // 301, § 4° CPC
Alegação posterior art.22 CPC
Ocorre litispendência quando se reproduz ação idêntica a outra que já está em curso.
Como a primeira já foi anteriormente ajuizada, a segunda ação, onde se verificou a
litispendência, não poderá prosseguir , devendo ser extinto o processo sem julgamento do
mérito.
A litispendência deve ser argüida na preliminar de contestação (art.301,§4° CPC),
mas caso o autor não alegue neste prazo, esse não preclui , podendo ele argüir em qualquer
tempo, mas a lei impõe sanções ( art.22 CPC). Por se tratar de matéria de ordem pública, o
magistrado também poderá de ex officio.
7.5 – Perpetuatio iurisdictiones
Art. 87 CPC
Determina-se a competência no momento em que a Ação e Proposta
CRITÉRIO DE MANUTENÇÃO E CRISTALIZAÇÃO
Alterações de FATO e de DIREITO são IRRELEVANTES
Quando diz a lei que “determina-se a competência no momento em que a ação é
proposta” ( art.87, primeira frase), o que quer dizer é que uma vez proposta a ação, os
critérios utilizados para sua determinação perduram, daí para diante, pois que “irrelevantes
as modificações do Estado de fato ou de direito”, salvo quando suprimirem o órgão
judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia.
A alteração do domicílio do réu é hipótese em que não se altera a competência. Se a
coisa, o objeto material do processo, aumentar desmesuradamente de valor, nem por isso
também, altera-se o valor da causa, etc. O valor será sempre fixado contemporaneamente à
época da propositura da ação.
Objetivos:
Proteção a parte ativa
Estabilidade da competência do foro
Rendimento da atividade processual
Exceção – COMPETÊNCIA ABSOLUTA
Matéria
Hierarquia
Art. 95 CPC
Mudanças legislativas Ex: Foros regionais
Tratando-se de competência absoluta (matéria,função), não se aplica o princípio
perpetuatio iurisdictionis.
7.6 – Conflitos de competência
Juízos com a mesma competência in abstracto
Positiva : Quando dois juízos se entendem competentes para julgar
uma
mesma causa.
Poderá ser
Negativa : Quando dois ou mais juízos não se têm por competentes
para
julgar uma dada causa.
Art.115 CPC
Argüição – art.116 CPC // Magistrado – somente conflito POSITIVO ???
A jurisprudência diz que se for positivo, pode argüir em juízo, já se for negativo eles
não podem argüir incompetência em juízo (entendimento predominante).
entre juízos: Competente será o Tribunal de Justiça;
Órgão que dirimir entre Tribunais de Alçada: Competente será o
Tribunal de
Conflito Justiça;
entre TJ e Tribunais de Alçada: Competente será o
Plenário
do Tribunal de
Justiça.
CF art. 102, I o – STF: Cabe ao STF, conforme artigo citado, julgar conflitos de
jurisdição entre STJ e quaisquer Tribunais, entre Tribunais Superiores ou entre esses e
qualquer outro tribunal.
CF art. 105,I, d – STJ (residual) : Ao STJ cabe dirimir conflitos entre quaisquer
tribunais, salvo o disposto no artigo 10,I, o , bem como entre tribunais e juízes a eles não
vinculados.
08. Direito de Ação ( Considerações Introdutórias)
Princípio da inércia da jurisdição // Princípio da inafastabilidade do
controle jurisdicional
Todos os indivíduos que estão sobre égide do Estado poderão pleitear a sua tutela
jurisdicional (Direito garantido Constitucionalmente), uma vez que, fica vedado aos
mesmos a autotutela.
No âmbito dos direitos disponíveis, o indivíduo poderá ou não requer a tutela
jurisdicional para a solução de seus conflitos, desde que preenchidos todos os pressupostos,
por isso se diz que a jurisdição é inerte, pois, todos possuem a faculdade de pleitear essa
tutela, mas para isso, se faz necessário que o indivíduo se manifesta través de um processo.
Direito Objeto ( Norma agendi )
Regulamentação de comportamento por meio de normas gerais e
abstratas
Contém sanção e coerção
Situações juridicamente tuteláveis
Ocorrência de PRESSUPOSTOS DEFINIDOS
O Direito Objetivo é a regulamentação dos comportamentos humanos, por meio de
normas gerais e abstratas. É a norma regulamentada. Ex.: Código Civil, Penal etc.
O Direito Objetivo define situações que vão ser juridicamente tutelas.
Direito Subjetivo ( Facultas agendi )
Pressupõe direito objetivo
Titularidade de situação jurídica
Particular e concreto
O Direito subjetivo é a faculdade que o particular tem de exercer o Direito Objetivo.
O Direito Objetivo é geral e abstrato: Atinge a todos e nele se formulam e
descrevem hipóteses ideais. O direito subjetivo, ao contrário, é particular e concreto;
pertencente a indivíduos determinados e a estes é atribuída concretamente, em virtude da
ocorrência de um ou mais fatos descritos pelo direito objetivo ou que por ele sejam
considerados relevantes para esse fim.
Posições divergentes sobre a natureza do Direito subjetivo:
Wind Cheid - Ato de vontade
Ihering - Interesse juridicamente protegido
Apesar da primeira posição ser muito criticada , ela é respeitada juntamente com a
Segunda.
Atualmente o Direito subjetivo é a vontade associado ao preenchimento dos
requisitos da norma.
Proteção de Direitos
Direito de Ação
Direito público, subjetivo abstrato // Garantia Constitucional
Exercício em conformidade com a LEI
Direito Subjetivo material
O Direito de Ação é Público (pois já há a presença do Estado), geral e abstrato ( é
uma hipótese), subjetivo ( Direito assegurado na CF).
Não há que se confundir Direito Subjetivo material com Direito Subjetivo
processual, apesar da intenção de finalidades.
No Direito Subjetivo material o indivíduo possui um direito subjetivo e ainda não
entrou em juízo, já no Direito Subjetivo processual o indivíduo se utiliza do seu Direito de
Ação para pleitear o seu pretenso direito subjetivo. Mas, mesmo se utilizando do direito
subjetivo de ação, nem por isso, fatalmente, verá reconhecido o Direito Subjetivo material
que afirma ter.
Princípios e teorias acerca de sua NATUREZA JURÍDICA
Teoria Civilista do Direito de Ação
Teoria imanentista / Unitária
Século XIX // Clássica
Processo considerado um apêndice do Direito material
Princípios e institutos de Direito Civil
É a ação infundada?
Para a teoria civilista, o Direito material e o Direito de ação faziam parte de um
mesmo fenômeno, ou seja, não havia a individualização do Direito de ação. Para os
civilistas o Direito de Ação era um apêndice do Direito material, uma mera continuação do
mesmo.
A ponto fraco dessa teoria se encontra quando se refere a ação infundade, ou seja,
aquela onde o autor não possui razão, pois não consegui se explicar esse fenômeno tão
comum na prática judiciária.
Ação como Direito concreto
Ação somente existia quando sentença fosse julgada PROCEDENTE
Tutela jurisdicional: PROTEÇÃO CONCRETA // Ação é DIREITO
PÚBLICO E CONCRETO
No século passado, os doutrinadores ainda não conseguiam explicar a ação
improcedente. Assim, o Direito de ação só era exercido se a ação fosse julgada procedente.
Portanto, toda a máquina do Poder Judiciário era movimentada , eram feitas as produções
de provas, instrução e se a ação fosse julgada à favor do autor, aí sim teria havido o Direito
de ação, caso a ação fosse julgada contra, não teria havido o Direito de ação.
Adolf Wach
Autor mais importante
Autonomia do direito de ação
Ao lado da AÇÃO CONDENATÓRIA, demonstra a existência da AÇÃO
DECLARATÓRIA (negativa)
Ação e BIFRONTE
Em face do Estado
Se existe
Contra o RÉU
Adolf Wach separou o Direito de Ação do Direito Material, sendo o primeiro
totalmente independente do segundo.
Foi Wach que demonstrou a existência da ação declaratória, uma vez que só se
falava em ação condenatória, e também as negativas, pois, nem sempre a parte vai a juízo
pedir a condenação.
Para ele a ação era bifronte, exercitável em duas direções: a) em face do Estado, a
quem se pede prestação jurisdicional; b) contra o réu, obrigado a suportar a referida
prestação.
Chiovenda
Autonomia da ação
Adepto da teoria concreta
Ação é DIREITO POTESTATIVO (poder), que sujeita o polo passivo
Não é DIREITO SUBJETIVO ( Não corresponde a uma obrigação do
Estado)
Ação não tem natureza PÚBLICA
Dirige-se contra ADVERSÁRIO
Ação é direito a obtenção de sentença favorável !!!
Para Chiovenda o direito de ação também era autônomo do Direito Material, e para
que esse fosse exercido a ação sentença deveria ser favorável ao autor.
Chiovenda entendia que o Direito de ação não era público, mas sim potestativo, que
é um poder que o titular do Direito material. Podemos dizer que ele estabelecia que se você
tem poder você sempre terá direito material.
Ele sujeita o réu a ação que contra ele foi potestado.
Ação como direito abstrato
Dogenkolb, 1877 ( Alemanha)
Autonomia
Sentença nega pretensão do autor ( Direito de ação)
Basta ao autor mencionar seu interesse
Proteção in abstrato pelo Direito
Enrico Tullio Liebaman
Direito subjetivo instrumental
Mais que direito, é um Poder (sujeição)
Sentença sobre o Mérito
A ação como direito abstrato é a corrente utilizada nos dias de hoje.
Para ele o direito de ação é independente do direito material, a ação é mero
instrumento para efetivar o direito material, e uma vez que a parte ingressa em juízo,
independentemente da demanda lhe ser favorável ou não, o Direito de ação já foi
concedido, ou seja, existe uma pretensão de direito.
Direito de Ação
Situação jurídica de que disfruta o autor perante o ESTADO
Direito Público // Poder dever do Estado ( Chiovenda)
Direito Público Subjetivo // Direito Cívico
Prestação positiva por parte do Estado
Tutela jurisdicional
O Direito de ação é abstrato.
Atualmente o direito de ação é Público, exercitável em face ao Estado. A sua
natureza jurídica é de Direito Público Abstrato, no sentido de que há norma prevista na CF.
No Brasil, o direito de ação é uma situação jurídica do cidadão frente ao Estado,
onde esse é obrigado a exercer a sua tutela jurisdicional, ou seja, é um poder dever do
Estado, uma vez que é vedada a autotutela.
Facultas agendi
Direito Subjetivo
Facultas exigendi - É a faculdade que o autor possui para exigir a tutela
jurisdicional
qualificada, pois não basta ser qualquer tutela, devendo
haver uma
utilidade para autor.
Poder
Afinal: Vedado o exercício arbitrário das próprias razões art. 349 CP
Dirigida apenas ao Estado
Surte efeitos na esfera jurídica do RÉU
Nega Contra o réu
Exercício ou
Contra o Estado e réu
Hoje não se diz mais que o direito de ação é bifronte, por isso é frente ao Estado e
não contra o Estado, pois, se pretende somente provocar a tutela jurisdicional, que é
garantida constitucionalmente. É o Direito potestativo de Chiovenda, onde o réu tem que se
sujeitar ao Estado, porque só ele possui o jus puniendi.
Ação existe antes do Processo
Natureza Constitucional CF art. 5°, XXXV
Garantia Constitucional
Processo - Direito de ação, direito a um devido processo legal;
Tutela jurisdicional do Estado - Qualificada/ Célere / Justa;
Contraditório e ampla defesa
Dedução das razões em juízo
Formação do convencimento do magistrado
Devido Processual Legal ( CF art.5°, LIV)
Direito Abstrato Independente da demanda ;
Autônomo Direito de ação independente do Direito material;
Instrumental Direito Processual é um mero instrumento para efetivar o Direito
material;
Conexo a uma situação jurídica concreta portanto ABSTRAÇÃO NÃO É
ABSOLUTA
O Direito de ação não é absolutamente abstrato, pois, nas condições da ação você
deve analisar o mérito, pois, você só vai poder saber se a parte é legitima analisando o
Direito material. Por isso, o direito de ação não é exercido se a ação for extinta sem o
julgamento do mérito. Para que haja o direito de ação é necessário que se conheça e julgue
o mérito , independentemente se for contra ou à favor do autor.
8.1 – Elementos identificadores da ação
CPC, art. 301, § 2° “ Uma ação é idêntica à outra quando tem as mesmas partes, a
mesma causa de pedir e o mesmo pedido”.
Teoria da Partes
Triplice da Pedido
Identidade da Causa de pedir
Ação
Exigência de clara identificação
Sob pena de INÉPCIA DA INICIAL – Indeferimento liminar
É fundamental a presença desses três itens, sob pena de a inicial ser inepta, podendo
o magistrado mandar emendar a inicial, se utilizando assim da economia processual.
Partes
Sujeitos da relação jurídica processual
As partes são pólos antagônicos.
Autor ( pólo ativo) – Defende direito que afirma seu titular ( abstração)
É o titular da afirmação de direito, pois ainda não se sabe se ele possui esse direito,
ele tem uma pretensão de direito.
Réu ( pólo passivo)
É aquele que contra quem se faz uma afirmação de direito.
Qualidade de parte implica SUJEIÇÃO
Efeitos subjetivos da coisa julgada
Parte ilegítima ( aquele a quem não afeta a Relação Jurídica
controvertida)
Considerada PARTE ATÉ RECONHECIMENTO
A qualidade da parte implica sujeição àquilo que for decidido no processo, ou seja a
decisão judicial é imperativa perante as partes.
Se se tratar de parte ilegítima, ou seja, alguém a quem não afeta a situação jurídica
controvertida , mesmo assim, até que haja a exclusão da parte ilegítima ou a extinção do
processo sem julgamento de mérito, processualmente haverá a sujeição às regras que
norteiam a conduta da parte.
* A relação jurídica processual só é válida com a citação válida. *
Pedido
Pretenção, afirmação de direito
O pedido é aquilo que o autor pedi como pretensão de direito.
É o pedido que qualifica a lide.
Objeto / Expressão / OBJETO LITIGIOSO, LIDE, MÉRITO (bem da
vida)
Fixação do Objeto litigioso – Incide sentença e coisa julgada
É no pedido que se fixa o objeto litigioso, o mérito que deverá ser apreciado pelo
magistrado, e os limites ao qual deve esse julgar.
Limita decisão do magistrado Infra petita: Quando o magistrado deixa
de
conhecer um dos pedidos, não se confunde
com
julgar a lide improcedente. Ex: Pede
rescisão
contratual e perda e danos, e o juiz só se
manifesta
sobre a rescisão contratual.
sob pena de ser julgado
Extra petita: Quando o magistrado julga fora
do
pedido. Ex: Pede rescisão contratual e o
juiz dá
pensão alimentícia.
Ultra petita: Quando o magistrado julga
mais do
que pediu. Ex.: Pede rescisão contratual e ele
julga o
pedido e dá mais perdas e danos.
Objeto poderá ser IMEDIATO (provimento pleiteado): É o tipo
de
provimento jurisdicional [Link]: Liminar etc;
MEDIATO ( bem da vida ): É o próprio
bem
jurídico reclamado, é a pretensão propriamente dita.
Ex: Na
cobrança o bem da vida é o crédito.
Causa de pedir
Fatos e fundamentos jurídicos da demanda
Premissa maior
Silogismo Premissa menor
Conclusão
A premissa maior é a generalidade ( norma geral e abstrata), e a premissa menor e o
caso concreto, e a conclusão é a adequação da premissa menor a premissa maior.
Autor deve demonstrar os fatos e a respectiva conseqüência
TUTELA HÁ QUE ESTAR PREVISTA NO SISTEMA
Causa petendi – exposição dos fatos
Não é necessária qualificação jurídica – IURA NOVIT CURIA
Qualificação errada não inviabiliza PRESTAÇÃO JURISDICIONAL
Mesmo que a parte qualifique errado a premissa menor, se ele obtiver a afirmação
do direito seu pedido não é inviabilizado , pois, se presume que o magistrado conhece a lei.
Teoria da substituição
Circunstâncias fáticas sobre os quais incide o alegado direito
Vide: Obrigações naturais
Segunda a teoria da substituição, a causa de pedir deve ser fundamentada, não basta
demonstrar os fatos, deve mostrar da onde veio esse pedido. Temos como exemplo um
pedido de pagamento de dívida de jogo do bicho, o autor não terá o seu pedido aceito uma
vez que a lei não permite e jogo do bicho.
Os elementos de uma relação obrigacional são: a) Sujeitos; b) objeto: prestação (é o
dever de prestar, dar, fazer e não fazer); c) Vínculo jurídico: É a ligação do credor com o
devedor e vise e versa, é inter partes não erga omnes. O vínculo jurídico se divide em
debitum e obligatio.
Vínculo Jurídico Debitum : Dever de prestar;
Obligatio: Responsabilidade – Direito de ação (pressão
psicológica).
Causa de pedir Próximo
remota
Via de regra a causa de pedir próxima é a fundamentação jurídica, e a causa de
pedir remota é o fato gerador do pretenso direito que se constitui. Temos como exemplo um
contrato que teve uma das suas cláusulas infringida, a causa de pedir próxima é o
descumprimento do contrato, e a causa de pedir remota é a existência desse contrato.
Normalmente essas causas se confundem, como por exemplo em um acidente de
trânsito, não há como separar a causa de pedir próxima da remota, pois só existiu um fato.
Condições da Ação
Requisitos para análise do mérito
Ausência – extinção da ação ( carência)
Abstração minimizarão
Legitimidade da parte
São Interesse de agir: A parte deve ter interesse na tutela jurisdicional;
Possibilidade jurídico do pedido: O pedido deve ser possível
juridicamente.
As condições da ação são condições para a analise do mérito. Essas condições
devem ser preenchidas para que haja a analise do objeto.
Nas condições da ação você analisa o mérito, pois, você só vai poder saber se a
parte e legitima analisando o Direito material. Portanto o Direito de ação é abstrato, mas
nem tanto.
Se não houver o preenchimento das condições, o juiz extingue a ação sem
julgamento de mérito, por ser carente de ação, ou por ilegitimidade, falta de interesse de
agir ou impossibilidade jurídica do pedido. Por isso se afirma que só tem direito de ação se
o mérito for conhecido e julgado.
Direito de ação – abstrato é genérico
Condições impostas pelo legislador infraconstitucional para
conhecimento e julgamento do mérito.
Ausência de qualquer delas gera carência de ação // Extinção do
processo sem julgamento do mérito
Se referem a existência da ação – LIEBAMAN
Possibilidade Jurídica do Pedido
Deve haver uma norma a priori que albergue o pedido do autor.
Previsão no ordenamento jurídico // condição de ser apreciado pelo
Judiciário
Divórcio – antes 77 não existia no Brasil
Dívida de jogo
Interesse de agir
Necessidade
Utilidade
Adequação entre o pedido formulado e o rito utilizado.
Necessidade
Ingresso em juízo deverá ser o único meio adequado para tutelar a
pretensão do autor ( quando esse não esta conseguindo resolver a extrajudicialmente)
Vedação – Autotutela
Pretensão resistida Quando as partes não entram num acordo
Exigência legal : Intervenção do Estado. Ex.: Usucapião, divórcio etc.
Adequação
Relação existência entre a situação lamentada e o provimento jurisdicional
pleiteado
PROVIMENTO APTO
Deve haver uma adequação do direito material com o provimento jurisdicional
pleiteado. Ex.: Quer cobrar um título, deve entrar com uma ação de cobrança, não com uma
ação de separação.
Utilidade – Há que ser útil a tutela jurisdicional
A tutela cobrada do Estado tem que ser útil.
Legitimidade ad causam
Capacidade de fato: Com a maioridade civil e a sanidade;
Capacidade de Direito: Com o nasciemento.
Legitimidade ativa – ordinária - Art. 6° CPC
Pleiteia em nome próprio, direito próprio.
Representação – Defesa de direito alheio em nome alheio ( pessoa
jurídica, absolutamente e relativamente incapaz)
Pleiteia em nome alheio, direito alheio.
Legitimação extraordinária
SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL
Código de Defesa do consumidor
Ação popular
Ação Civil Pública
Decorre da Lei
A legitimação extraordinária, deve sempre decorrer da lei, pois trata-se de pleitear
em nome próprio direito alheio. É o caso o Ministério Público, as associações etc.
09. Cumulação de Ações
Reunião de mais de um pedido ( pretensão, ação) em um só PROCESSO
Não se cumulam ações e sim pedido que tenha pertinência.
Economia processual / Princípio dispositivo – Processo legal
CPC art. 292
Art.294 – Momento / Visa não prejudicar a DEFESA DO RÉU / Custas
Maior número de atos praticados com o menos gastos materiais possíveis.
Nomenclatura:
a) lei – Pedido
b) doutrina e jurisprudência – Ações
c) Pretensão
Requisitos
a) Compatibilidade entre os pedidos : Deve haver pertinência, deve haver o bom
senso. Os pedidodevem ser acerca de um mesmo fato. Não existe uma regra rígida. Ex:
investigação de paternidade e alimentos;
b) Mesma competência do juízo: Razão da matéria, do valor, da hierarquia;
c) Mesmo procedimento ( art.292): Procedimento deve ser idêntico (sumário,
ordinário e especial). Os pedidos do sumário e ordinário podem ser cumulados, mas, o
autor terá que abrir não do tiro sumário. É muito mais difícil cumular quando um dos
procedimentos for especial.
* Autor pode optar pelo procedimento ordinário ( art.292,§2° CPC)
* * Procedimentos especiais
Jurisprudência aceita quando se tratar de ação de rescisão contratual e
reintegração de posse etc.
Para que haja a cumulação dos pedidos é necessário alguns requisitos.
Princípio dispositivo; A parte não é obrigada a cumular as ações, pois esta no
âmbito dos direitos disponíveis.
Até que momento pode se cumular as ações?
O aditamento só pode ser feito antes da citação válida do réu, pois depois disso é
aberto ao réu para sua defesa. É importante que se assegure o princípio do contraditório e
da ampla defesa do réu.
Não pode a ação ser cumulada depois da citação válida.
O autor que deve arcar com as custas para cumulação da ação antes da citação.
10. Cumulação de execuções
Art.292 – Execução // art.598 – subsidiariedade ( parte geral CPC)
Art.573 – Previsão expressa (Requisitos para cumulação das execuções)
Processo de execução é processo coercitivo para retirar o crédito do autor do
patrimônio do devedor.
Requisitos
a) mesmo credor e devedor ( identidade de partes) // exequente(autor) e
executado (réu)
b) títulos executivos diferentes: O diferente aqui não quer dizer que será permitida a
execução de um título extrajudicial e judicial, ou é tudo extrajudicial ou tudo judicial.
c) mesma competência do juiz
d) idêntico procedimento
Súmula 27 do STJ: “ Pode a execução findar-se em mais de um título
executivo extrajudicial, RELATIVOS AO MESMO NEGÓCIO”. (entre as partes)
Ações que não foram cumuladas / Reunião posterior por CONEXÃO
(identidade de pedido e causa de pedir) e CONTINÊNCIA ( Pedido da
parte ou determinação do juiz)
Condenatória
Jurisprudência – Ação declaratória
Procedimento Constitutiva
Ordinário (292,III) se admite a cumulação
Procedimentos especiais
Cumulação – DUAS OU MAIS LIDES ( MÉRITOS)/ idenpendência //
Eventual carência de ação. Um pode ser procedente e o outro improcedente.
11. Cumulação sucessiva
Art. 289 CPC – Pedido sucessivo
Cumulação eventual ou imprópria de ações ( pretensões, pedido)
Pedido PRINCIPAL e pedido SUBSIDIÁRIO
O conhecimento do primeiro EXCLUI o conhecimento do segundo
Identidade de tipo procedimental
Acolhimento da anterior exclui a APRECIAÇÃO da posterior
É uma cumulação imprópria, pois, sabe-se que a parte visa somente um pedido.
Temos como exemplo um pedido de anulação de casamento (pedido principal),
cumulado com separação judicial ( pedido subsidiário), se a primeira for julgada não há que
se falar em julgamento da segunda ação. Portanto, se o primeiro pedido for julgado
procedente, o segundo não é analisado.
Requisitos:
a) Deve haver uma lógica entre os pedidos;
b) Os ritos devem ser iguais, salvo especial;
c) Anterior e posterior.
12. Pedido alternativo
Art. 288 – Natureza da obrigação permite o cumprimento por mais de uma
forma
Possui ligamento com a obrigação alternativa.
O juiz abre um prazo para o réu escolher em qual forma ele deseja pagar, se ele não
se manifestar , cabe ao credor, e se o devedor não vier a pagar, indenização.
13. Concorrência de Ações
Concurso de ações ( pretensões, pedidos) sinônimo
Existência de mais de uma PRETENSÃO APTA a satisfazer o interesse
protegido
A lei oferece mais de um CAMINHO
Exclusão recíproca // A eleição de uma via exclui necessariamente a
outra
Destinam-se a mesma FINALIDADE, daí
CONCURSO ELETIVO
Vício redibitório ( art.1.105 CC)
Exemplo
Evicção parcial ( art.1.114 CC)
Pedidos EXCLUDENTES
Pressuposto – violação de um direito
Teoria das três identidades ( não se apresenta nesse caso específico)
Litispendência ( existe, mesmo sem a identidade do pedido)
Doutrina e jurisprudência
Coisa julgada ( é a qualidade de imutabilidade que se agrega aos comandos da
sentença)
Ação Procedente- Se estende ao segundo, não pode entrar com o pedido
Improcedente- Também se estende ao segundo
Extensão dos feitos
A concorrência não é de ações, e sim de pedidos, pretensões.
Os dois pedidos formulados são aptos para satisfazer a pretensão do autor. Ex: Vício
redibitório, ou ele quer o abatimento do preço ou o dinheiro de volta.
* A satisfação de um, exclui o outro pedido. *
Mesmo não havendo identidade de pedido se considera litispendência, pois, se
analisa as conseqüências jurídicas.
O pedido que não foi atendido será extinto sem julgamento de mérito, por
litispendência ou carência de possibilidade de pedido.
Cabe ao réu argüir caso já exista coisa julgada.
14. Classificação da Ações
Critério = PROVIMENTO PLEITEADO
Doutrina abstrata – crítica //Liebaman
- conhecimento – processo de conhecimento
Ações - execução – processo de execução
- cautelar – processo cautelar
Tutela - decisão – decisórios
- atos executivos – satisfativos
- preventivos – cauteladores
O processo é um fenômeno jurídico complexo, é uma seqüência de atos jurídicos, é
o poder político dos jurisdicionados em uma ralação jurídica processual.
Alguns autores classificam o processo não as ações.
O critério para classificação das ações são o tipo de tutela que o autor pleiteia.
Assim, em vista do tipo de resultado desejado pela parte, é possível classificar as ações em
três tipos distintos, conforme disposição expressa do Código de Processo Civil: Ação de
conhecimento, ação de execução e ação cautelar.
Ação de Conhecimento
( ação declaratória lato sensu )
Profunda cognição
Subsunção
Decisão de mérito
SENTENÇA
Na ação de conhecimento, as partes têm oportunidade de realizar ampla produção de
provas, voltadas a demonstrar a existência do direito ( regra geral, pelo autor) ou a
existência de fato que o impeça, modifique ou extinga (regra geral, pelo réu). Nessa ação o
juiz realiza ampla cognição, analisando todos os fatos alegados pelas partes, aos quais
deverá conhecer e ponderar para formar sua convicção e sobre eles aplicar o direito (fazer a
subsunção da lei ao caso concreto, dizer o direito = jurisdictio) decidindo, através de
sentença de mérito, pela procedência ou pela improcedência do pedido pelo autor.
Conforme o provimento pedido ao Poder Judiciário, isto é, conforme seja o tipo de
resultado desejado pela parte, as ações de conhecimento admitem diversos tipos, são eles:
Ação declaratória, constitutiva, condenatória, mandamental e executiva lato sensu.
- ações declaratórias ( stricto sensu )
Se dividem - ações condenatórias
- ações constitutivas
Ação meramente declaratória
Certeza jurídica
Existência ou inexistência de relação jurídica
Declaração de fato falsidade documental
- positiva , quando se pleiteia a existência de um direito;
Pode ser
- negativa , quando se pleiteia a inexistência de um direito;
Sentença de improcedência
São chamadas ações meramente declaratórias, uma vez que todas as ações possuem
uma certa dose de declaratoriedade.
As ações declaratórias são aquelas em que o interesse do autor se limita à obtenção
de uma declaração judicial acerca da existência de determinada relação jurídica ou a
respeito da autenticidade ou da falsidade de um documento (art.4.° do CPC). Se pleiteia
simplesmente que seja declarado um direito. Temos como exemplo, a ação de investigação
de paternidade, onde se visa que se declare a paternidade, outro exemplo é o usucapião.
Todas as ações de conhecimento em lato sensu são negativas quando essas forem
improcedentes.
Ação condenatória
Declaração + condenação
Prestação de dar, fazer e não fazer / Freqüência
Sanção – Execução forçada
As ações condenatórias são aquelas em que o autor instaura processo de
conhecimento visando, além da declaração ( que é a eficácia inicial da sentença), uma
condenação do réu ao cumprimento de obrigação ativa ou omissiva. O magistrado declara
o Direito para posteriormente condenar a uma prestação de dar, fazer ou não fazer.
Somente as ações condenatórias podem gerar processo de execução, por isso se diz
que ela é auto executável, pois se o pedido do autor for julgado procedente, haverá
sentença condenatória, que autorizará posterior ação de execução.
As astrens, são multas diárias impostas ao réu.
A sanção, é a única que faz uma execução forçada.
Execução, são os meios constritivos que tiram do patrimônio do executado bens
para liquidar a dívida.
Ações constitutivas
Declara e MODIFICA relação ou situação jurídica
- necessário , quando se faz necessária a intervenção do Estado. Ex.:
divórcio.
Pode ser
- não necessário , quando não se faz necessário a presença do Estado,
devendo esse intervir somente quando as partes
procurarem
a sua jurisdição. Ex.: Rescisão contratual.
As ações constitutivas, não contêm condenação, mas declaração acompanhada da
constituição, modificação ou desconstituição de relação jurídica. Temos como exemplo, A
que propõe contra B ação de anulação de contrato, alegando vício de vontade ( coação por
exemplo). Se for julgado procedente o pedido, estaremos diante de ação/sentença
constitutiva, porque estará desconstituída a relação jurídica entre A e B.
Classificação Quinária
Ações mandamentais
As ações mandamentais têm por objetivo a obtenção de sentença em que o juiz
emite uma ordem de autoridade, que, se não for especificamente cumprida por quem a
receba, implica sujeição às sanções de tipo penal. Ex.: Retificação de acento, as sentenças
proferidas no mandando de segurança.
Os antigos doutrinadores repudiam essa classificam, pois, acham que se trata de
ação condenatória, mas, diferente da condenatória, a ação mandamental não necessita de
um processo de execução para o cumprimento da ordem do magistrado.
Ações executivas lato sensu
É uma ação de conhecimento que possui um cunho executivo muito forte, não
necessita de outro processo para ser executado.
Nas executivas lato sensu há, sim, condenação, mas diferentemente da regra geral
das ações condenatórias, a produção de efeitos práticos, no mundo dos fatos, independe,
neste caso, de posterior processo de execução. Se a ação condenatória produz sentenças
que, se for de procedência, demandará novo processo, agora de execução, voltado à
promoção de alterações no mundo dos fatos, a executiva lato sensu disso não necessita,
estando sua sentença apta a produzir diretamente os efeitos de transformação no mundo
empírico, sem necessidade do posterior processo de execução, ou seja, sua sentença é
exeqüível no mesmo processo em que foi proferida. Ex.: Despejo, possessórias etc.
Ação de Execução
Atuação Modificação da situação de fato
SENTENÇA CONDENATÓRIA // PROVIMENTO SATISFATIVO
Sentido estrito EXECUÇÃO FORÇADA
Satisfação voluntária
Mérito Embargos 741 CPC
Pressupostos - Título - judicial
Executivo - extrajudicial
Na ação de execução, não há decisão, não há mérito, não há fatos a serem
analisados. Só há mérito quando houver embargos do executado.
A execução é utilizada quando o réu apesar de condenado, não cumpriu livremente
determinada obrigação. Portanto a execução sempre será forçada.
É para fazer valer determinado provimento de mérito proferido em processo de
conhecimento condenatório anterior é que existe o processo de execução, ou seja, e fazer
com que aquela decisão judicial, que, por exemplo, condenou o réu ao pagamento de
determinada quantia em dinheiro, realize-se e produza efeitos no mundo dos fatos, de forma
que o autor receba aquilo a que tem direito por força da sentença. Trata-se de cumprir
coativamente o comando existente na sentença.
A execução são meios materiais, de coação, que tiram do réu quantos bens forem
necessários para satisfazer a dívida.
Só há que se falar em execução mediante título executivo, que poderá ser judical,
aquele que é produzido no bojo do processo, mediante sentença proferida no processo de
conhecimento de natureza condenatória, ou extrajudicial (ex.: cheque, nota promissória
etc.. Os títulos de crédito deverão ser líquidos, certos e exigíveis.).
Ações Cautelares
Processo cautelar
O processo cautelar visa proteger contra o risco de ineficácia o resultado do
processo.
Visa acautelar, proteger o BEM DA VIDA
Visa proteger o bem da vida contra a demora da prestação jurisdicional pleiteada.
Procedências URGENTES E PROVISÓRIAS
Periculum in mora
Requisitos
Fumus boni iuris
Exame superficial // Juízo de probabilidade
As cautelares sempre serão provisórias, pois, a analise é superficial, não se julga o
mérito.
O juiz dá a liminar sem ouvir a parte contrária, autita autera parte.
Instrumentalidade
Acessoriedade
Processo de conhecimento
Tertium genus
Processo de execução
A cautelar é instrumental a uma ação de conhecimento ou de execução, ou seja, a
cautelar é sempre um instrumento para assegurar o bem.
Preparatória , quando a cautelar é feita antes da ação principal. Ex:
cautelar de arrolameto de bens, art.806 CPC, 30 dias
para
propor ação principal.
Poderá ser
Incidental , quando a cautelar é feita quando já há um processo em
curso.
Cautelar satisfativa
A cautelar satisfativa satisfaz um direito sem necessidade de ingressar com uma
ação principal. Ex.: Aluno que esta devendo na faculdade, pede uma liminar para colar
grau, a partir do momento que ele conseguir colar grau, nào há o que se falar em uma ação
principal, pois o sua necessidade já foi satisfeita.
Os doutrinadores se divergem quanto as cautelares satisfativas.
Tutela antecipada da lide
Tutela (jurisdição), antecipada ( antecipa a tutela, antecipa a decisão da lide).
Na tutela antecipada da lide, há a decisão de mérito, se analisa complemente todos
os fatos, art.273 e incisos CPC.
A diferença entre a tutela antecipada da lide e a cautelar, é que a Segunda visa
garantir o bem para futuramente julgar a lide, já na primeira, já se julga o mérito, é uma
antecipação da tutela, não há que se falar em futuramente.
- nominadas , que estão previstas no Código
Cautelares
- inominadas ( art.798 CPC ), são aquelas dadas pelo juiz.
Poder Geral de cautela
15. Processo ( I )
Etimologia // Procedere
Instrumento // cunho finalístico ( teleológico)
Relação jurídica de Direito Público
Processo é conceito de cunho finalístico, teleológico, que se consubstancia numa
relação jurídica de direito público, traduzida num método de que se servem as partes para
buscar a solução do direito para os conflitos de interesses. O alcance dessa finalidade se dá
pela aplicação da lei ao caso concreto, e isso ocorre no processo, que é o instrumento
através do qual a jurisdição atua.
Procedimento, é a seqüência de atos encadeados que tem a finalidade de cominar em
uma sentença que ponha fim a lide.
Meio intrínseco
Seqüência
Podemos então dizer que o processo é o instrumento de que dispõem o Estado e as
partes para buscar solução pacificadora dos conflitos, servindo de meio, portanto, para a
realização de objetivos afeiçoados ao Estado de Direito.
Já o procedimento, embora esteja ligado ao processo, é meramente o mecanismo
pelo qual se operam os processos diante da jurisdição.
É por meio do procedimento que o processo se desenvolve, com toda a sua
complexa seqüência de atos, entre si interligados, de forma a proporcionar condições para
que exista o provimento jurisdicional que ponha fim à lide.
Para destinguir processo de procedimento, vamos compará-los a uma viagem e seu
itinerário.
Ninguém poderia confundir uma viagem com o itinerário para se alcançar o fim da
vigem. Para se ir a São Paulo, pode-se seguir os mais diversos itinerários, utilizando-se dos
mais variados meios de locomoção. Pode-se passar por Belo Horizonte ou pelo Triângulo
Mineiro; pode ir de avião, de carro ou de ônibus. A viagem em si seria o processo; o
itinerário seguido, o procedimento.
- ordinário – é mais longo, mais atos processuais
Poderá ser - sumário – é mais curto, menos atos processuais
- especiais – devido o bem da vida que se pretende proteger
No processo, serão praticados tantos atos processuais quantos necessários ao
atingimento do seu escopo, ou à natureza da lide a ser composta através do processo.
Vontade concreta da lei
- administrativo , (autarquias, etc)
- legislativo
Poderá ser - judiciário
- disciplina ( partidos políticos ou associações)
- sociedades mercantis ( + ou – contrato social)
- processo ( fenômeno complexo)
Conscritos diversos - procedimento ( seqüência de atos)
- autos ( materialidade, documentos)
16. Teorias sobre a natureza jurídica do processo
Processo como contrato
- Séculos XVII e XIX
- Privatista
- litiscontestatio
- Contrato Social – Rosseau
Antigamente, o Processo Civil era simplesmente um apêndice o Direito Civil. Eles
entendiam que o processo era um negócio jurídico de Direito Privado.
O que obrigava as partes a cumprirem aquilo que fora decidido era a litiscontestatio.
Mas essa teoria já deixou de ser aceita a muito tempo, pois não há que se falar em
contrato, pois, o réu a maioria das vezes esta no processo não por sua vontade, indo
portanto contra o conceito de contrato, que é uma acordo de vontades.
Processo como quase contrato
- Contrato ou delito
Os autores dessa teoria viam a necessidade de se ver na litiscontestatio um ato
bilateralem si mesmo, pelo qual se atribuía direitos a uns e obrigações a outros, e vice-
versa. Mas, na litiscontestatio, o consentimento não era inteiramente livre, pois se o réu se
recusasse a comparecer perante o pretor, o autor poderia, conduzi-lo a força. A
litiscontestatio não apresentava, por isto, o caráter de um contrato, porque este supõe a
liberdade de alguém de verificar a conveniência ou não de se sujeitar ao cumprimento de
determinada obrigação.
Verificando que o processo não era um contrato, porque não resultava de um acorde
livre de vontades, observaram que também não era um delito, porque o litigante, ao
ingressar em juízo, nada mais faz do que exercer um direito.
Processo como relação jurídica
- Oskar Von Bülow (1868)
- Ramo autônomo
- Relação jurídica processual (RJP) (diferente) Relação jurídica material
( RJM)
- sujeitos ( autor, réu, juiz)
Relação Jurídica Processual - objeto ( tutela jurisdicional)
- pressupostos ( condições para que exista ação)
Desde o momento que o Estado vedou ao particular a autotutela ou autodefesa dos
próprios interesses, permitindo-a apenas em algumas hipóteses restritas, assumiu para si a
obrigação de solucionar os conflitos de interesses entre duas ou mais pessoas.
Reservando-se a tarefa de fornecer a tutela jurisdicioanal, o Estado-juiz não age de
ofício, aguarda sempre a provocação de quem se julga com direito a uma prestação por
parte de outrem ( dar, fazer ou não fazer). Esta provocação se dá pelos meios adequados, ou
pelo exercício da ação.
Quando o autor se dirige ao juiz, ele esta exercendo o seu direito de ação, que lhe
foi outorgado pelo próprio Estado.
A este direito corresponde, via de conseqüência, uma obrigação do Estado, de
manifestar-se sobre o pedido formulado, para deferi-lo ou indeferi-lo, conforme esteja ou
não tutelado pelo direito objetivo.
No momento em que o autor se dirige ao juiz, exercendo o direito de ação, nasce aí
uma relação jurídica entre autor e o juiz. Ao direito do primeiro, corresponde a obrigação
do segundo de responder.
O autor exerce o direito de ação, pedindo ao juiz a tutela jurisdicional, que este irá
outorgar ou não. Mas o juiz não pode decidir sem ouvir o réu. Ao direito de ação, do autor,
corresponde o direito do réu de defender-se, ou, pelo menos, de influir na decisão a ser
proferida. Esta oportunidade não pode ser retirada ao réu, porque tem assento
constitucional, além de o nosso processo não ser do tipo inquisitório.
Dando-se conhecimento ao réu de que foi ajuizada uma ação contra ele, também o
réu passa a ser interligado aos demais sujeitos processuais ( autor e juiz) pela mesma
relação jurídica que agora se completa.
O processo põe em confronto os sujeitos que dele participam – autor, juiz e réu –
atribuindo-lhes direitos, poderes, faculdades e os correspondentes deveres, obrigações,
sujeições e ônus. O juiz tem obrigações, mas tem igualmente poderes, direitos e obrigações.
Quando postos em confronto estes sujeitos, nasce entre eles um vínculo, um liame,
uma relação, que não é vista a alho nu, mas que os interligam no processo. E a relação da
qual decorrem direitos e obrigações chama-se relação jurídica processual, porque é relativa
ao processo.
A relação jurídica processual tem um objeto, que é a prestação jurisdicional devida
pelo Estado, e pela qual este se obrigou. A relação jurídica material regula a conduta das
pessoas em face de determinado bem da vida, quer dizer, um bem material ou imaterial; a
relação jurídica processual regula a conduta dos sujeitos, quando posta a lide em juízo.
Processo como situação jurídica
- Goldschimidt
- Crítica
- Conceitos
Complexo de situação jurídica
Relação jurídica
- Importante
A teoria de Goldschimidt, pressupõe o conhecimento da concepção do direito
judicial material, que constitui o ponto central da doutrina.
Sempre que o direito privado impõe ao particular um dever jurídico ( uma
obrigação), está implicitamente dirigido ao juiz um preceito para, quando lhe for pedido,
decidir de conformidade com a obrigação de direito privado. Assim, quando o possuidor da
coisa alheia está obrigado a entregá-la, o juiz está, do mesmo modo, obrigado a condenar o
possuir, quando demandado, a efetuar a entrega da coisa.
Goldschmidt não admitia que o processo fosse uma relação jurídica, porque não
concebia a existência de relação (nexo) entre as partes e o juiz e nem entre as próprias
partes. Para ele, o juiz atua por dever funcional, de caráter administrativo, e as partes
simplesmente estão sujeitas à autoridade do órgão jurisdicional.
Para o autor em questão, o direito subjetivo material quando no processo, não passa
de pretensão, que será acolhida ou rejeitada, de acordo com o proveito que tenham as partes
extraído das oportunidades que o processo lhes proporcionou.
Isso ocorre porque o processo, em seu estado dinâmico (processual), constitui uma
verdadeira situação jurídica, que se concretiza, para as partes, em expectativas,
perspectivas, possibilidades, encargos dispensas (de encargos), dependendo de como se
comportem diante destas situações, a possibilidade de obterem sentença de determinado
conteúdo.
Para Golschimidt, aquele que tirar melhor proveito das chances que o processo lhes
der será o vencedor da causa, não se questionando mais se tinha ou não direito a esse bem.
As críticas são várias, uma delas é, como para esta teoria a pessoa que não tem
direito algum, pode, dependendo da forma como se desincumbe dos encargos, sair
vitoriosa, e aquela que tem direito pode ser derrotada, porque não se aproveitou de uma
oportunidade, chegaríamos à conclusão de que, para o seu autor, o processo, em vez de ser
um meio de atuar o direito, é também o meio de fazer valer aquilo que não é o direito.
Para o autor da teoria, o juiz exerce sua funções por delegação do Estado, não
havendo relações jurídicas entre o julgador e as partes. Sabemos, porém que o juiz ocupa
posição de preeminência no processo, tendo deveres processuais de caráter funcional (para
o Estado) e para com as partes, estes de natureza processual.
Outra crítica, é que ele não traçou uma estrutura teórica do processo, tratando
somente das diversas situações em que podem encontrar-se as partes em face do direito
material.
Mas a teoria serviu para realçar às relações do juiz com o Estado, à posição do juiz
em relação ao Estado, do qual recebeu a delegação de compor os conflitos de interesses.
Deu também realce à posição de sujeição das partes à ordem jurídica, colocando nos seus
devidos termos o problema do ônus probatório, que antigamente constituía obrigação das
partes, a teoria mostrou que havia era um encargo de praticar certos atos, cedendo a
imperativos ou impulsos do próprio interesse, para evitar sentença desfavorável.
17. Processo ( II )
Natureza Jurídica
Relação jurídica processual ( liames, nexos, vínculos) - maioria da doutrina
( fenômeno jurídico concreto).
Estado juiz
Sujeitos da situação jurídica
( vínculo abstrato)
Autor Réu
O juiz não possui interesse na causa, se tiver ele será suspeito para julgar.
Conjunto de situações jurídicas
Posições
Poder : atividade que modifica a esfera jurídica alheia independentemente
da
vontade. Ex. Testemunhar debaixo de vara.
Ativas
Faculdade: atividade permitida por lei que se exauri na própria esfera
jurídica do
agente, não interfere a esfera jurídica de outrem. Ex.:
Aquele que
alega possui o ônus de provar. Verdade formal, ou seja, é
aceita
aquilo que é exposto em juízo.
Dever: é obrigação de praticar uma conduta mesmo que contra a sua
vontade.
Ex.: Pagar alimentos.
Passivas
Sujeição : Submissão a atividade alheia, que impõe. Ex.: sujeitar-se aquilo
que a
sentença determina.
Genericamente sempre importa em uma submissão.
Ônus : Se exauri na esfera jurídica do agente, e se não for cumprida, causa um
prejuízo ao agente (faculdade). Ex.: Deixar de contestar.
Entidade complexa Procedimento: O processo se exterioriza pelo
procedimento.
Relação Jurídica Processual ( RPJ) : São os liames,
são
vínculos que ligam o Estado juiz e as partes no desenvolver
do
procedimento.
Obrigação simples: Devedor se liberta com um único ato.
Obrigação complexa: O adimplemento só se dá quando você faz vários atos, caso contrário
se
faltar um é considerado como se essa obrigação não houvesse
sido
cumprida totalmente.
Características:
Complexidade: A relação jurídica é complexa, porque uma vez instaurada, não
resulta para as partes apenas um único direito ou uma única obrigação. Nela se contém um
complexo de direitos, deveres , poderes, faculdades, sujeições e ônus, que vão surgindo
desde o momento em que ela nasce, ou em que ela se forma, até o instante em que se
extingue. Á medida que ela vai se desenvolvendo, um ato fera outro, e assim
sucessivamente.
Progressividade: (dinamismo) A relação jurídica processual se inicia com o primeiro
ato
que lhe dá vida (petição inicial, denúncia), e os demais atos não fazem senão desdobrar
essa relação processual.
Unidade teleológica : A relação jurídica processual sempre é a mesma. São vários
atos, mas que possuem fundamentos se forem analisados separadamente. A unidade
teleológica e resolver o conflito de interesses.
Caráter tríplice : (triangularidade) A relação jurídica processual é pelo menos
formada por três sujeitos: juiz, autor e réu.
Natureza pública : A relação jurídica será sempre pública, porque dela participa o
juiz não no seu nome pessoal e no interesse próprio, mas como lídimo representante do
Estado que, no processo, figura como ente dotado de soberania.
Autonomia: A relação jurídica processual é autônoma, quer dizer, distinta da relação
de direito material. Por serem autônomas, existem normas próprias a regular uma e outra.
As que disciplinam a relação jurídica processual são as normas processuais ou normas
instrumentais. A relação jurídica material é regulada por normas substanciais, de direito
substantivo.
- Sujeitos – autor, réu e juiz
Elementos - Objeto - tutela jurisdicional
- Pressupostos - de existência, validade e negativos
18. Pressupostos Processuais
Os pressupostos processuais são requisitos que devem ser preenchidos, em cada caso
concreto, para que o processo se constitua e desenvolva regular e validamente.
- sujeitos – autor, réu e juiz
Relação Jurídica Processual - objeto – prestação jurisdicional
- pressupostos – elementos essenciais para
que o
processo exista.
Estado juiz ( imparcialidade, competência)
Autor (Petição Apta) Réu ( citação válida )
Pressupostos Processuais de EXISTÊNCIA
1) Jurisdição : A parte deve formular seu pedido, no bojo da petição inicial, a um órgão
jurisdicional, de vidamente investido dos poderes inerentes a essa função estatal. Sem
a presença do Estado juiz, a relação jurídica processual não se perfaz.
2) Capacidade postulatória : Consiste na obrigação que tem o autor de vir a juízo
por meio de profissional para tanto habilitado, nos termos da lei, isto é, vir a juízo
através de advogado. Esse pressuposto, quanto à existência do processo, aplica-se
apenas ao autor, pois do réu se exigirá a capacidade postulatória se e quando
efetivamente vier a juízo.
3) Petição inicial ( art.262) : É o instrumento da demanda, através do qual o autor
exerce o direito de ação e invoca a prestação da tutela jurisdicional.
4) Citação : A citação do réu há que ser válida. Antes da citação do réu há no processo
apenas um esboço inicial da relação jurídica processual que se formará, efetivamente,
com esse ato pelo qual ao réu é dada ciência da existência de processo contra si.
Pressupostos Processuais de VALIDADE
1) Competência: O órgão jurisdicional deve ser deve ser competente para o
conhecimento daquele determinado tipo de provimento desejado pelo autor. Além
disso, deve também o juiz ser imparcial, isto é, aquela determinada pessoa, que naquele
momento se encontra exercendo a jurisdição naquele juízo.
2) Procuração: Conferindo poderes ao advogado.
3) Petição Apta: A petição inicial deverá se válida, regular e apta, ou seja, deve conter
o pedido a causa de pedir e partes. Caso o petição seja inepta, a lei diz que tem que
extinguir sem julgamento do mérito, mas na prática, ele deixa imendar por causa da
economia processual.
4) Citação válida: A citação do réu há que ser válida. Pois, a relação jurídica
processual só se completa com a citação válida do réu, esse é o pensamento de uma
parte da doutrina.
Se a citação for nula, cabe ação rescisória, que possui 2 anos de prazo.
Se o réu não foi citado não houve relação jurídica processual, portanto o processo é
inexistente, cabendo ação declaratória de inexistência de relação jurídica querela
nullittates, a qual não possui prazo prescricional .
5) Legitimidade ad processum
A legitimidade ad processum não se confunde com a legitimidade ad causam.
Ad processum: genérica, possibilidade de figurar no processo
Ad causam: legitimidade para a causa, se analisa pelo mérito, vê se ele pertine as
pessoas que estão pleiteando.
Personalidade se adquire com o nascimento.
Capacidade Direitos e obrigações
Exercício ( nem sempre vai ter esse direito)
Art.7 – Ex.: Pessoa é impubere, por exemplo tem 2 anos, vai pleitear alimentos, ele
possui legitimidade ad causam , mas não possui legitimidade ad processum, pois não
pode exercer todos os atos da vida civil, devendo nesse caso ser representado.
Pressupostos Processuais NEGATIVOS
São chamados pressupostos processuais negativos, que se situam fora da relação
jurídica processual que se esteja analisando, por isso, que são também chamados de
pressupostos extrínsecos ou exteriores.
A presença desses pressupostos impede o julgamento do mérito.
1) Litispendência ( art. 219 – art. 301,V,§§ 1° e 2°)
Como pressuposto processual negativo, a litispendência significa a existência de
dois ou mais processos concomitantemente, com as mesmas partes, o mesmo pedido e
idêntica causa de pedir. O fundamento desse pressuposto processual negativo está no
princípio da economia processual e no perigo de julgamentos conflitantes.
2) Coisa julgada
A coisa julgada consiste no fenômeno de natureza processual pelo qual se torna
firme e imutável a parte decisória da sentença.
Trata-se de pressuposto processual negativo que, pois, também impede a
repropositura de nova ação a respeito da mesma cauda de pedir, com o mesmo pedido,
entre mesmas partes.
3) Perempção
Ocorre quando o processo é extinto por mais de três vezes consecutivas, com
fundamento no art.267,III CPC( abandono do processo por mais de 30 dias ). Segundo
dispõe o art. 268, se o autor der causa a esse tipo de extinção ( por três vezes com
fundamento nesse art.267,III) contra o réu não poderá intentar nova ação com o mesmo
objeto.
Não são todos os autores que aceitam a perempção como pressuposto processual
negativo, uma vez que ele só atinge o autor e nunca o réu.
4) Compromisso arbitral (Lei 9307/96)
As partes estipulam através da cláusula compromissória, estabelecer que se houver
algum litígio que verse sobre aquele contrato as partes irão estipular um arbitro, não
ingressando no Poder Judiciário. Esse árbitro será um juiz de direito e de fato.
Essa cláusula deve ser obedecida, sendo pacta sunt servanda – onde o contrato faz
lei entre as partes.
Pressupostos subjetivos ( sobre as pessoas que figuram no processo)
1) Legitimidade ad processum - Parte
2) Imparcialidade
3) Competência Juiz
4) Capacidade postulatória - Advogado
Pressupostos objetivos ( sobre o processo )
1) Procuração - do advogado
2) Petição apta – autor
3) Citação válida – réu
4) Inexistência / coisa julgada / litispendência – perempção e compromisso
arbitral
19. Atos Processuais
- RPJ
Processo
- Procedimento
Caráter progressivo
- extinguir direitos
Situações jurídicas - constituir direitos
- modificar direitos
- ato jurídico
Fato Jurídico
- fato processual stricto sensu
- ato processual
Fato Jurídico processual
Que correm dentro do processo - fato processual stricto sensu
tem relevância jurídica
No ato jurídico, existe a vontade humana, elemento volutivo.
No fato jurídico, não existe a vontade humana.
Ato jurídico ato jurídico stricto sensu
negócios jurídicos
atos ilícitos ( fenômeno civil )
Ato jurídico stricto sensu : pessoa não pretende produzir efeitos. Ex.: construir uma casa.
Negócios jurídicos: as pessoas querem produzir efeitos. Ex.: contratos
Ato ilícito: (culpa para Direito Civil é muito amplo, engloba o dolo e a culpa stricto sensu).
Responsabilidade civil de recompensar o dano.
Ato jurídico processual: São os sujeitos que praticam esses atos processuais. Decorrem da
vontade. Ex.: Petição inicial, recurso, etc.
Fato processual: Não decorre da vontade das partes mas gera efeito jurídico. Ex. morte das
partes etc.
Classificação dos atos processuais
- Praticados pelos SUJEITOS da RJP
- atos do juiz
Se dividem - atos das partes:
- atos dos serventuários
- atos simples e complexos
Atos do Juiz
Tutela jurisdicional
Pronunciamentos – espécies
PROVIMENTOS
Poderão
ATOS REAIS INTRUTÓRIOS
DOCUMENTAIS
Provimentos art. 162 do CPC: - decidindo ou determinando questões.
Sentença ( art.162, §1°)
PROCESSUAL (TERMINATIVA) art.267 CPC
Poderá ser
MÉRITO (DEFINITIVA) art. 269 CPC homologação
Sentenças, decisões interlocutórias e despechos. Não existe só esses atos, devendo
ser entendido estinsivamente.
Atos instrutórios: Quando o magistrado vai pessoalmente analisar coisas( quando se
esta instruindo o processo, juntando as provas, pois se busca a verdade formal.)
Atos documentais: Ele assina documento, torna o documento dotado de fé pública.
§ 1° - Muito criticado
Termo – esta errado pois existe a possibilidade de recurso.
Sentença – e o ato pelo qual o juiz põe termo ao processo, em 1° grau. Fim do
processo é com acórdão. Com a sentença o juiz pode mais praticar atos processuais, salvo
embargo de declaração.
Sentença Processual terminativa: Quando o magistrado extingue sem julgamento de
merito.
O autor pode propor outra ação, salvo art.267,V (litigância de má-fé).
Sentença de mérito: Analisa o objeto, o mérito, consedendo ou não o pedido do
autor. Sentença de homologação é considerada de mérito, pois põe fim ao conflito.
Decisão interlocutória ( art.162,§2° CPC)
- Questões incidentais de FATO e de DIREITO
- Cunho decisório
- Recorríveis (art.522 CPC)
- Fundamentais art.165 do CPC combinado com 93,IX da CF
Não põe fim ao processo, e possuem cunho descisório, podendo prejudicar uma das
partes, portanto cabe recurso, que se chama agravo de instrumento., agravo retido (oral ou
petição juntada aos autos, onde deve ser alegada em preliminar de apelação).
Todas as decisões deverão ser fundamentadas.
Despachos (art.162, § 3° CPC)
- Art. 504
São os atos praticados só pelo juiz, não tem formalidades, são irrecorríveis, pois não
possuem cunho descisório,a tos que visam impulsionar o processo.
Se o despacho prejudicar uma das partes, cabe agravo.
Para se destinguir decisão de despacho, deve se verificar se o juiz teria outras opções, se
ele tiver é uma decisão.
Despachos ordinatários ( art.162, §4° CPC / Lei 8952/94 )
São aqueles praticados pelos serventuários.
Atos das partes
Autor
Partes Réu
(sujeitos Terceiros intervenientes : Nem todos são partes, só alguns.
parciais ) MP: Custus legis – fiscal da lei – Ele é legitimado para propor ações
civil,
pública, ambiental etc. Pode atuar como parte ou como fiscal,
ou é um
ou outro. Também é curador, por exemplo, de menores, na
vara da
infância e juventude, separação ou divórcio, ele vai ser
curador do
vínculo. Só é considerado parte quando ele propor uma
ação, nos
outros casos ele é fiscal da lei.
Encaminhamento do processo
Visa
Bem da vida
Atos de obtenção ( postulatórios lacto sensu ) Atos através dos
quais as
partes pleiteiam a satisfação de um interesse.
Se dividem
Atos dispositivos São aqueles que as partes podem dispor. (negócio
jurídico
processual, só a doutrina mais moderna).
Atos de obtenção
POSTULATÓRIOS
Expresso (verbal, escrito )- As partes visam
satisfazer
o seu interesse de forma expressa. Ex.: Petição
inicial,
contestação.
Satisfação de um pedido DE EVENTO FÍSICO ( gera obtenção de efeitos)
Implícito – Atos processuais que não há pedido
explícito,
mas faz aquele ato gerar resultado. Ex.: Pagar custas
para o
oficial de Justiça citar o réu.
INSTRUTÓRIOS- (instrução da causa, quando as
provas
são instruídas, criadas) Ex.: Depoimento testemunhal,
peritos
etc.
Atos dispositivos ( processuais )
Negócio Jurídico Processual – No âmbito privado não necessita de outorga do
juiz.
Homologação do magistrado – jurisdição voluntária
Autonomia da vontade
Atos submissivos – Submissão da vontade da parte contrária.
Ex. Reconhecer o pedido.
Se dividem Desistência – Atos através dos quais a parte desiste de um ato que
lhe é
permitido. Ex.: pessoa tem direito de recorrer e não recorre,
desistência da
ação ( pura e simples somente antes da citação do réu). P.S: A
Renúncia
atinge o Direito de Ação e a Desistência o Direito Material.
Negócios jurídicos processuais – As partes em comum acordo,
com
a homologação do magistrado. Ex.: conciliação, suspensão do
processo.
Atos do escrivão
Fé pública – Atos praticados por eles são tidos como autênticos, sem necessidade de
outra
afirmação.
Integrantes da escrivania
Autuação – Encapeamento
Documentação – Quando reduz a termo os atos da audiência.
Comunicação – As partes devem saber o que foi juntado pelo juiz ou por ela, cabe
ao
escrivão fazer isso.
Princípio da instrumentalidade – Formalidades devem ser respeitadas, existem atos
que possuem formas específicas ( Ex.: tem que ser escrito), se essas formas não forem
observadas e não prejudicarem nenhuma das partes eles serão aceitos, visando a economia
processual.
20. Prazos Processuais ( art.177 a 192 CPC)
Atos processuais – limites predeterminados no tempo // Prazo máximo
Inicial – dies a quo – quando se inicia a contagem do prazo. Também
utilizado
para juízo hierarquicamente inferior.
Termo
Final – dies ad quem – quando se aspira o prazo. Também utilizado para
juízo
hierarquicamente superior.
Interregno - Prazo - É o prazo entre o dies a quo e dies ad quem .
- dias
- horas ( art. 652 CPC)
Forma de contagem - minutos ( art. 454 CPC)
- anos ( art.267,II)
Prazos legais e prazos judiciais (art.177)
Prazos legais: São aqueles que constam da lei, são cogentes, não podem ser alterados.
Prazos judiciais: São aqueles designados pelo juiz .
Prazo dilatórios e peremptórios Ex: arts. 454,§3° - 265,II )
Prazo dilatórios: Onde os prazos podem ser alterados pela vontade das partes e também
pelo
juiz.
Prazo peremptórios: São os prazos inalteráveis, seja por vontade das partes ou por
determinação do juiz, tais como os prazos para contestação(art.188), para interpor recurso
de apelação, para interpor recurso de agravo, dentre outros . A sua não observância gera
preclusão.
Indisponibilidade (art.182 CPC)
Salvo
- Comarcas de difícil acesso // 60 dias
- Calamidade pública – não fica restrita ao 60 dias, é indeterminado.
Próprios: São aqueles que se referem à prática de atos processuais das
partes. A
não observância gera preclusão, via de regra.
Prazos
Impróprios – conseqüências disciplinares arts. 194 e 198 CPC
São aqueles que se referem à prática de atos processuais do juiz e
dos
serventuários. A sua não observância não gera conseqüências processuais,
mas sim,
disciplinares.
Contagem de prazos
(art. 184 – REGRA GERAL ) – Exclui o início e incluí o final. Começa a se contar a
partir da juntada da citação ( feita pelo correio) aos autos.
Finais de semana - Se cair na Sexta-feira, começa a contar na Segunda-feira, ou
seja,
prorroga-se para o primeiro dia útil subsequente.
Feriados - se prorroga para o primeiro dia útil subsequente.
CITAÇÃO – RPJ – É o ato por meio do qual se cientifica o réu que foi
proposta
uma ação contra ele.
Atos
INTIMAÇÃO – contagem dos prazos – Todos os atos do processo, se
comunicam por intimação,
via de
regra são pela pessoa do
advogado.
A intimação se dá via
imprensa
oficial , devendo conter o
nome do
advogado, réu, uma
resumo do
despacho ou decisão, podendo
ser
nula.
Suspensão // Interrupção
Suspensão: Conta dos dias recorridos, e depois os dias que faltam. ( art.265,I, III)
Interrupção: Quando o prazo é devolvido a parte na totalidade. Só nos embargos de
declaração o prazo se interrompem, via de regra eles são suspensos.
21. Preclusão
Fenômeno indisponível – A preclusão é um fen6omeno exclusivamente processual,
vinculado à idéia de que passo a passo os atos processuais vão acontecendo
subseqüentemente no processo.
Temporal
Poderá ser Lógica
Consumativa
Temporal
“ Perda do direito de praticar determinado ato processual em virtude do
decurso do prazo”
Transcurso in albis
Art. 183 – Justo motivo
A preclusão temporal é aquela que decorre do simples descumprimento do prazo
para a prática de determinado ato processual.
Lógica
Prática de atos incompatíveis
A preclusão lógica não depende diretamente do fator tempo no processo, mas é
resultado da prática de outro ato, incompatível com aquele que se deveria realizar no prazo
processual respectivo. Exemplo dessa situação é o do réu, condenado em ação de reparação
de danos que, no prazo para o recurso de apelação, se utiliza da faculdade do art.605 do
CPC, apresenta a planilha do cálculo e deposita o valor que entende devido, requerendo a
citação do credor ( art.570) para vir receber o que lhe cabe. Este réu terá praticado ato
incompatível com o direito de recorrer.
Consumativa
Prática do próprio ato
Observância do ônus
Aditamento // Complementação
Substituição
A preclusão consumativa ocorre quando o ato que se deveria praticar o é, no prazo
legal, não podendo ser, portanto, repetido. A interposição do recurso de agravo, no
exemplo anteriormente dado, se ocorresse no 5.° dia do prazo de 10 dias, determinaria que,
imediatamente, ocorresse a preclusão consumativa. Não poderia a parte, por exemplo,
recorrer novamente, ou mesmo acrescentar outros argumentos ao recurso já interposto, nos
outros dias “restantes” de seu prazo, assim como não poderia substituir seu recurso por
outro, melhor elaborado, no prazo final. Na verdade, consumado o ato para o qual havia
prazo, a conseqüência prática da ocorrência da preclusão é que o prazo restante deixa de
existir, não mais podendo a parte realizar novamente o mesmo ato processual.
Para as partes
Preclusão
Para o juiz // pro judicato
- lógica
Pro Judicato
- consumativa
Recursos – Lógica: Embargos de declaração, reconsideração.
- Consumativa: Embargos ou apelação.
Ao juiz somente podem atingir as preclusões consumativa e lógica, sendo, portanto,
descabido falar-se nas jipótese de preclusão temporal pro judicato, já que não há, de fato,
qualquer conseqüências processual para o juiz, pelo descumprimento dos prazos
( temporal).
22. Ministério Público
Preservação de VALORES fundamentais da sociedade art. 127 e ss CF
Origem – França // Paquet
Estado Social de Direito // hipossuficiente // Proteção do mais fraco
Brasil – CF/67 – Defesa de interesses do PODER PÚBLICO
CF/88 - VEDAÇÃO EXPRESSA
- custus legis – fiscal da lei
- persecução penal – Ação Penal Condicionado e
incondicionada.
Atribuições - curadores – de instituições, registros públicos. Ex.:
Fundações,
divórcio.
- bens e valores fundamentais – artísticos, culturais, meio
ambiente, etc.
- pessoas – consumidores,ausentes,incapazes,acidente de
trabalho etc
Instituição autônoma – esta intimamente ligado ao Poder Judiciário, pois oficia e
pode ser parte.
Composição
STF
MP Federal STJ
MP União JF
(independentes) MP Trabalho TST
MP Militar União
MP DF e Território
PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA – Mandato de 2
anos, podendo ser prorrogado por mais 2 anos. São membros do MP escolhidos pelo
Presidente em lista tríplice.
MP Estadual - Unidades da
1° instância - Promotor de Justiça
Órgãos
2° instância - Procurador de Justiça
Estado
Procurados
Município
Princípios
Unidade – Corporação UNA – Age em nome da corporação podendo se
modificado. Embora o MP seja uno, eles são independentes entre si.
Independências Normas Executivo
(não esta ligado) Consciência Jurídica Judiciário
Garantias Impedimentos
Vitaliciedade Representação judicial e consultória (art.129,IX CF)
Inamavibilidade Exercício da advocacia (art.128,§5°, I, b)
Irredutibilidade Honoráio, percentuais e custas
Promoção Sociedade comercial
Competência originária Função pública
Atividade política partidária
23. O Advogado
CF art. 133
Função essencial à Justiça
Lei 8906/94 – art. 1°
Denominação “ADVOGADO” – Exclusivo aqueles que estão inscritos no OAB.
STF – Suspensão liminar parcial do art. 1° - Nos juizados especiais não é preciso
advogado .
Judicial
Advocacia
Extrajudicial
Parcialidade // Intelectual – Sempre é parcial, defende o seu cliente.
Munus Público
Natureza Jurídica
“Exercício privado de função pública essencial”. – É uma função socialmente
relevante.
Postulação
Prova dos poderes (art.5° Estatuto)
Exceção:
- Habeas Corpus – o advogado sem procuração
- Assistência judiciária – Defensores públicos – não precisam de mandato, pois esta
fazendo em nome da PAJ.
Procuração ad Judicia
Atos processuais
Concede aos advogados praticar atos processuais destinados a dar andamento a lide,
não dá direito de praticar atos dispositivos.
Salvo,
Citação
Confissão
Reconhecimento jurídico do pedido
Transação
Desistência (ao direito da ação) até o despacho liminar.
Renúncia (ao direito material disponíveis )
RECEBER
DAR QUITAÇÃO
Firmar compromisso ( juízo arbitral)
Ad judicial: Quando se propõe uma ação, ou jurisdição voluntária.
Ad extrajudicial: Quando se presta consultória.
Renúncia do mandato
Hierarquia art. 6 Estatuto
Submissão ao - profissionais liberais ( particulares)
Estatuto da OAB - advogado públicos art.3°, §1° Estatuto
- convencionais – As partes convencionam o valor. Ex.: separação
convencional, etc.
Honorários - arbitramento – O magistrado estabelece.
- sucumbência – 10% a 20% do valor da causa.
Direitos do advogado arts. 6° e 7° Estatuto
Deveres do advogado arts. 31 a 33 Estatuto
Código de Ética e Disciplina
OAB ( Dec. n° 19408 de 18/11/90 – Autarquia Federal
Conselho Federal – Máximo, em Brasília
Órgãos Conselhos seccionais – Cada um da Federação
Subsecções + de 1.500 inscritos
Caixa de assistência dos advogados
24. Partes, Capacidade processual, Representação e Assistência
Estado juiz
Autor Réu
Capacidade – Direito Civil art. 1°
Direito ( com o nascimento)
Subdivide-se em
Exercício ( após os 21 anos )
Capacidade processual
De ser parte = Direito ( Direito material)
Se divide
Processual = Exercício ( Direito material )
Integração da capacidade – Pessoa Física – Quando por exemplo a pessoa é
representada, só pessoa física.
Absoluta
Incapacidade
Relativa
Pressuposto processual de validade
Legitimatio ad processum – capacidade processual para estar em juízo. Pressuposto
processual de validade.
Legitimatio ad causam
Cumulação de ações
Extinção do processo art. 267, IV – Pressuposto processual de validade.
Ação rescisória art. 485,V – art. 7 e 8 CC.
Representação – Enquanto integração de capacidade
- Integração da capacidade
Duas acepções
- Circunstancial – pela circunstância
- Pessoa Jurídica
Constituição regular
Entes despersonalizados:
Massa falida
Espólio
Condomínio (é perene, mas é considerado um conjunto de bens )
Pessoa jurídica de fato
25. Sucessão e substituição processual
Regra Geral – art. 6° CPC – Ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito
alheio,
salvo quando autorizado por lei.
Legitimação ordinária – Em nome próprio, direito próprio.
Perpetuatio legitimationis art.41 CPC
Estabilidade processual
Perpetuatio jurisdiction art.87
Art.219 – RPJ // Coisa letigiosa – exceção à regra substituição extraordinária
Onerosa / gratuita- mera liberalidade
Alienação
Inter vivos // mortis causa
Bens disponíveis Particular universal – Quando a massa do patrimônio é
alienada
geralmente a alienação universal dá-se por mortis
causa.
Singular – Quando só um bem da pessoa é transferido (alienado)
Substituição
= sucessão Só ocorre com a autorização do autor
Legitimação
extraordinária perpetuatio legitimationis – É a regra .
alienação – inter vivos
gratuito / oneroso
particular
coisa litigiosa
Sabe-se que com a propositura da demanda uma série de elementos ficam, por assim
dizer, cristalizados. A esta fixação a doutrina dá o nome de perpetuatio. Justamente por
causa da perpetuatio legitimationis é que existe o instituto da substituição, regulado
fundamentalmente pelo art.42, caput. Nesse dispositivo se diz que quaisquer alterações que
haja no plano do direito material não tem o condão de se refletir no processo, alterando a
legitimação das partes.
Para que possa haver aplicação do art.42 é necessário que haja coisa ou direito
litigioso, só incidindo tal dispositivo, portanto, depois da citação (art.219).
Em face do não consentimento do autor para que o 3° integre o processo
substituindo o réu, pode o cessionário ou adquirente (3°) passar a integrar o processo na
condição de assistente litisconsorcial, já que este tem legitimidade ad causam (ligação
direta com o objeto sobre o qual se discute), carecendo, todavia, de legitimidade processual.
Sucessão
Sucessão (diferente) Substituição
Exceção a perpetuatio – Precisa de autorização
A sucessão pleiteia direito próprio em nome próprio.
Requisitos Lei
Vontade da parte contrária
Sucessão mortis causa vontade
1° momento – espólio
2° momento – herdeiro
Dois requisitos existem para que tenha lugar a sucessão inter vivos: o primeiro
deles é a admissibilidade da lei, conforme se diz no art.41, e o segundo é a vontade da parte
contrária, como estabelece o art.42.§ 1.°.
Todavia, para que haja sucessão mortis causa a vontade da parte contrária é
irrelevante e esta pode se dar sucessivamente em dois momentos. Primeiro pelo espólio e
depois pelos sucessores, observado o disposto no art.265.
Procuradores Sucessão – 265, I, § 2° CPC
Revogação – mandato 44 CPC
Renúncia – 45 CPC
Os arts. 44 e 45 do CPC tratam da possibilidade de haver sucessão dos procuradores
das partes. Há determinação expressa no sentido de que a parte, no mesmo ato em que
revogue o mandato outorgado para seu procurador , constitua outro para sucedê-lo,
representando- a .
Existe também a possibilidade de que o próprio advogado renuncie, remanescendo,
todavia, responsável pelo processo durante os dez dias subseqüentes à renúncia, desde que
necessário para evitar prejuízo à parte. Esta renúncia deve ser acompanhada de ato de
ciência à parte.
26. Litisconsórcio
Conceito – pluralidade de partes // cumulação subjetiva
Fundamentos Economia processual
Segurança jurídica – sentenças não sejam diversas,
contraditórias.
Classificação:
Quanto ao pólo Ativo ( pluralidade de autores )
Passivo ( pluralidade de réus )
Misto ( pluralidade de autores e réus )
Quanto ao momento inicial – É a regra geral, devido a perpetuacio.
De formação ulterior – Depois da RPJ formada, é a exceção, só se
pode
dar em uma hipótese, quando esse for
necessário.
Quanto a obrigatoriedade - facultativo – Faculdade do autor
- necessário – Por disposição legal. Ex.:
Usucapião,
onde é fundamental que todos os vizinhos sejam
citados,
com pena de inexistência da RJP, cabendo a
ação
querella nullitatis (ação declaratória de
inexistência da
RJP), que não possui prazo.
Quanto aos efeitos Simples – quando as decisões no Direito material
forem
diversas.
Unitário – quando a decisão judicial for idêntica para
todas
as partes. Ex.: testamento, ou ele é valido
ou nulo
para todos.
Litisconsórcio facultativo ( art.46 CPC)
Simples – quanto ao efeito, onde as decisões poderão ser diversas.
Faculdade do autor
Limites na Lei ( art.46 CPC)
Casuística
Questão para o processo é dúvida, ponto controvertido , que o magistrado deve analisar.
Litisconsórcio necessário ( art.47 CPC)
Disposição legal // natureza da relação jurídica
Obrigatoriedade da citação
Juiz age ex officio – Poderá
Obtenção do processo sem julgamento de mérito 267,III CPC
Inexistência ou nulidade
Pressupostos Processuais de Validade
A doutrina se diverge quanto a inexistência e ou nulidade. A maioria acha que é nulo, a
professora acha que é inexistente
No litisconsórcio necessário, o art.47 diz que é unitário, mas não é regra, pois pode
ser a decisão simples.
Litisconsórcio unitário
Autonomia – Pois pode o facultativo ser unitário, mas há doutrina que diz que é
espécie do
necessário.
Decisão uniforme
Limitação ao litisconsórcio multitudinário
Prazo art.191 – Vários procuradores
Art.48 – litigantes distintos, salvo unitário
Os atos dos litisconsórcios são independentes, no facultativo ( em regra ) pois se um
contestar e o outro não, essa não se aproveita.
27. Intervenção de terceiros
Critério - exclusão – Terceiro é aquele que por exclusão não é parte.
Estado juiz
Autor Réu
Poderá ser - parte
- mero interveniendi
Caráter excepcional – hipóteses previstas, sendo algumas taxativas.
Poderá ser voluntária – o ingresso
Coercitiva – na ação, é tido como parte
Justificativa
Na intervenção de terceiros ocorre como que a intromissão de terceiro, voluntária ou
coativamente, havendo de existir interesse jurídico que justifique essa intervenção.
Há circunstâncias que os efeitos da sentença ultrapassam a relação entre o réu e
autor, surtindo efeitos na esfera jurídica de terceiros.
Tais circunstâncias se constituem em situações excepcionais, diante das quais o
ordenamento autoriza a intervenção de terceiros.
Interesse material – o mero interesse material não possui força para fazer com que
3°
ingresse na relação jurídica processual.
jurídico – Somente esse interesse é aceito para se integrar na RPJ.
Doutrina assistente simples
assistente litisconsorcial
Lei Oposição
Nomeação a autoria
Chamamento ao processo
Denunciação da lide
Assistência ( Aquele que tem interesse jurídico, pólo passivo ou ativo, age em benefício
do
assistido).
Poderá ser simples
litisconsorcial
Diferenciação – GRAU DE INTERESSE JURÍDICO
Assistência simples
Terceiro interveniente
Auxiliar
Atos processuais
Autorização do assistido
Momento em qualquer grau de jurisdição art.50, parágrafo único CPC
Processo de conhecimento
Processo de execução Somente esses processos aceitam assistente.
A figura da assistência simples é, na verdade, a mais autêntica das formas de
intervenção de terceiro, já que se trata do único terceiro que permanece na condição de
terceiro, mesmo depois de ter integrado o processo.
Trata-se de intervenção em que o terceiro, a que se denomina, num primeiro
momento, genericamente, de assistente, ingressa em processo alheio com o fim de prestar
colaboração a uma das partes, isto é, àquela a quem assiste, tendo em vista o alcance de
resultado satisfatório, no processo, para o assistido.
Por aí já se vê que o assistente não formula pretensão e tampouco defesa, e a sua
presença no processo não faz nascer uma outra lide para que o juiz decida juntamente com
a lide originária ( como ocorre, por exemplo, na denunciação da lide ou na oposição).
O grau de intensidade do interesse jurídico do assistente determina seu
enquadramento numa ou noutra das modalidades de assistência.
A lei prevê duas hipóteses de assistência. A primeira delas, assistência simples, é a
assistência propriamente dita; a assistência litisconsorcial, a seu turno, consiste numa figura
híbrida, onde sob certos aspectos, pode ser considerado parte, e sob outros, não.
Na assistência simples , disciplinada no art.50 do CPC, o assistente tem interesse
jurídico, evidentemente diferente do interesse do interesse jurídico de parte. Esse interesse
nasce da perspectiva de sofrer efeitos reflexos da decisão desfavorável ao assistido, de
forma que sua esfera seja afetada.
Na assistência simples o assistente tem interesse jurídico próprio, que pode ser
preservado na medida em que a sentença seja favorável ao assistido.
Assistente litisconsorcial
Litisconsórcio facultativo
Figura híbrida
Autonomia – pois é parte, podendo até recorrer, não necessita de autorização
Atos de disposição – renúncia, transação, etc
Momento – qualquer grau de jurisdição
Processo de conhecimento
Regime da unitariedade
Coisa julgada
Momentos posterior – estado em que se encontra o efeito
Na assistência litisconsorcial o assistente tem interesse jurídico próprio, qualificado
pela circunstância de que sua própria pretensão (ou melhor, a pretensão que lhe diz
respeito, mas que não formulou), que poderia Ter sido deduzida em juízo contra o
adversário do assistido, mas não o foi, será julgada pela sentença, razão pela qual assume,
quando intervém no processo alheio, posição idêntica à do litisconsorte.
Existem também duas espécies de assistentes litisconsorciais: aquele que poderia ter
sido litisconsorte facultatico, em caso de litisconsórcio facultativo unitário e aquele que,
apesar de ter legitimidade ad causam , não pode, por alguma razão, ser parte.
Excepcionalmente, o litisconsórcio pode ser facultativo e unitário, já que,
normalmente, o litisconsórcio unitário é necessário, deixando de sê-lo só em função de
disposição legal expressa.
Uma destas exceções é a do art.623,II, que permite que figure sozinho em juizo o
condômino em defesa da propriedade comum. Neste caso, se estiverem presentes os demais
condôminos quando do ajuizamento da ação, formarão litisconsórcio facultativo. Se,
todavia, um deles não estiver presente e quiser integrar o processo depois, figurará na
condição de assistente litisconsorcial. Será atingido pela coisa julgada e nesse sentido e
nessa medida seria parte, mas não formula pretensão, porque integrou o processo quando
este já estava em curso, e então, nesse sentido, não é parte. Daí ter-se dito acima que o
assistente liticonsorcial é figura híbrida, ficando entre a parte e o terceiro.
27.1 – Oposição
Arts. 56 a 61 CPC
Ingresso de terceiro em processos pendentes
Pretensão excludente da do AUTOR e da defesa do RÉU
Ação Bifronte
Pretensão total
parcial
Natureza jurídica – Ação – o opoente propõe uma ação, que é bifronte, pois vai de
encontro o réu e o autor.
logo,
Pressupostos processuais
Condições da ação
Requisitos da petição inicial
Distribuição por dependência // competência
Pressupostos específicos
Litispendência do processo principal
Causa de pedir excludente do autor e do réu
Processo de conhecimento –é o único que aceita esse tipo de intervenção
de 3°
Rito ordinário
Rito sumário ( art.275 CPC)
Procedimentos especiais
Momento do antes da audiência de instrução
oferecimento depois da audiência
Antes da audiência:
Apensada aos autos principais
Desenvolvimento conjunto
Prejudicialidade -
Após a audiência:
Autonomia – não se autua em apenso
Paralização por 90 dias – dependendo do andamento da ação principal – o juiz
poderá sobrestar paralização de ex officio
Trânsito em julgado
Autonomia dos opostos – São litigantes distintos, art.48
Indeferimento da Petição Inicial antes – liminarmente- agravo
depois – apelação
Oposição é o instituto por meio do qual terceiro ( C ) ingressa em processo alheio,
exercendo direito de ação contra os primitivos litigantes ( A e B ), que figuram, no pólo
passivo, como litisconsortes necessários.
Existe nexo de prejudicialidade entre a oposição e a ação principal, sendo aquela
prejudicial a esta. Este nexo de prejudicialidade foi criado pelo legislador quando
determinou, no art. 61 do CPC, que a oposição deve ser decidida em primeiro lugar e
depois a ação originária, embora deva decidir ambas simultaneamente, ou seja, na mesma
sentença.
A terminologia do autor da ação de oposição é o opoente e os réus sãos os opostos.
O opostos são litisconsórcios necessários sendo simples não unitário.
Visa a sentença declaratória negativa do réu, e a sentença condenatória contra o réu.
27.2 – Nomeação à autoria ( arts.62 a 69 CPC)
Exceção – Princípio da perpetuatio legitimationes – Regra Geral
Regra Geral – extinção do processo se julgamento de mérito aet.267 CPC
Trata-se de instituto por meio do qual se introduz no processo aquele que deveria
Ter sido originariamente demandado. Aquele que passa a integrar o processo assume a
condição de réu, deixando, portanto, de ser terceiro.
Finalidade - correção da ilegitimidade passiva
- economia processual
Sabe-se, normalmente, em face da situação da ilegitimidade passiva, deve o juiz, de
acordo com o que dispõe o art.267, VI do CPC, extinguir o processo sem julgamento de
mérito. Excepcionalmente, todavia, a lei autoriza correção da legitimidade passiva,
ensejando ao réu primitivo a oportunidade para “nomear” aquele que deveria Ter sido
indicado, pelo autor, como réu, originariamente.
Terminologia - autor
- nomeante (réu)
- nomeado ( proprietário)
Hipóteses - detentor ( detenção)
- por ordem ou intenção de outrem
Existem duas possibilidades:
Quando o pólo passivo tenha agido por ordem de seu mandante;
Quando for detentor.
A detenção ocorre quando há o contato físico, mas subordinado a vontade de
outrem.
Ex. Caseiro.
Prazo – respostas do réu
Preclusão - ( peremptório )
Autor - recusa – 5 dias
Vontade relevante
- aceitação – citação ( pode ser expressa ou tácita. O autor deverá
promover a
citação (pagamento das custas), se o autor não
fizer a
citação, e o processo ficar parado por mais de 30
dias,
extingue o processo por perempção.
- não aceitação
- omissão
Nomeado - reconhece – Prazo para defesa
- não reconhece – tem que ser expressa
- omissão – se aplica revelia
art.68,II - não comparece
- comparece e nada alega
Quanto ao autor, pode-se dizer que sua vontade é relevante para que ocorra a
nomeação à autoria já que lhe cabe manifestar-se, no prazo de cinco dias ( art.64, 2° parte),
quando não concorda com ela (art.68,I). Tendo aceitado a nomeação, cabe-lhe promover a
citação; tendo-a recusado, fica esta sem efeito, correndo o processo contra o nomeante
(art.66).
Ao nomeado cabe, por sua vez, reconhecer, ou não, a qualidade que lhe é atribuída.
Se isto ocorrer, isto é, se o nomeado reconhecer sua legitimidade em função da qualidade
que lhe é atribuída, abre-se para ele, novo prazo para defesa. Se o nomeado não se
reconhece na posição de réu, abre-se o prazo para defesa. No caso de o nomeado não
comparecer, ou, apesar de ter comparecido , não se manifestar, presume-se aceita a
nomeação.
Responsabilidade
Obrigatoriedade
Não nomeia
Nomeia errado
Indenização por perdas e danos
27.3 – Chamamento ao processo
Economia processual
Formação do Título executivo judicial para posterior sub-rogação
Trata-se de um instituto que consiste num meio de formação de litisconsórcio
passivo, por iniciativa do próprio réu. Observe-se que se trata de uma exceção, pois a
facultatividade do litisconsórcio está sempre ligada à figura do autor, e não à do réu. O
instituto do chamamento ao processo chama aqueles que devem tanto quanto ele, ou mais
do que ele, para responderem conjuntamente a ação, ampliando-se , assim, o pólo passivo
da relação processual.
O objetivo fundamental deste instituto é a criação de título executivo para posterior
sub-rogação. Com isso quer-se dizer o seguinte: B sendo acionado por A, e perdendo a
ação, se tiver chamado ao processo aos demais devedores solidários, pode, pagando A, sub-
rogar-se em seus direitos de credor, para acionar os demais co-devedores.
Ainda só é possível ao devedor subsidiário invocar o benefício de ordem, na
execução posterior, se tiver chamado ao processo o devedor principal.
Chamamento Autor
Réu – chamante
Terceiro – chamado
Ação de conhecimento condenatória
Ação de execução? - Não cabe chamamento ao processo.
Momento - respostas do réu
Petição apartada
Admissão – suspensão do processo
Litisconsortes passivos facultativos
O chamamento é facultativo, já que o seu não uso não acarreta nenhum tipo de
conseqüência negativa, a não ser a necessidade de intentar outra ação de conhecimento com
o objetivo da obtenção de título executivo contra os outros co-devedores, caso tenha B ( o
réu da primitiva ação) respondido sozinho pela dívida.
Os réus atuam no processo em regime de litisconsórcio passivo facultativo simples.
Aplica-se-lhes o regime da unitariedade no caso do art.509, parágrafo único, que estabelece
aproveitar aos outros o recurso por um interposto, quando as defesas opostas ao credor
forem comuns, se houver solidariedade passiva.
Casuística - Somente esses três casos.
Art.77, I – Fiador chama devedor principal
Benefício de ordem // art.1.491 CC e art.595 CPC
Responsabilidade subsidiária
Renúncia ao benefício da ordem
Com benefício de ordem: No momento oportuno , ou seja, nas respostas do réu, chama ao
processo o devedor principal.
Se deixar transcorrer in albis dá-se a preclusão temporal.
Não é feito na contestação, pois não é preliminar de contestação ( não se ataca o processo),
e não é mérito, portanto, se faz uma peça em apartado.
Com o benefício de ordem, serão executados primeiro os bens do devedor principal, e caso
esses não sejam bastante para saldar a dívida os bens do fiador.
Sem benefício de ordem: Fiador renúncia a ordem, virando assim devedor principal.
O fiador chama para o processo o devedor e que nos próprios autos poderá se subrogar e
executar o devedor, no mesmo título judicial.
Sem o benefício de ordem, o fiador virá devedor principal, podendo tanto os seus bens
como os do devedor principal serem executados independente da ordem.
Art.77, II – Vários fiadores como garantis
Co-responsáveis – solidários
Responsáveis por quotas-partes
Poderão ser solidários: um responde por todos.
Poderão ser individuais: cada um por uma certa quota
Os casos acima se darão, conforme disposição no contrato.
O juiz não poderá indefirir liminarmente, salvo se for esdrúxula.
Art.77, III – Solidariedade
Responsabilidade por toda a dívida
Não se presume
Chamamento sucessivo – o autor só chama um devedor, devendo esse chamar os
demais.
Vontade réu – relevante
autor
chamado Irrelevante
Salvo quando negar qualidade
Indeferimento liminar do juiz
Suspensão do prazo art.79
27.4 – Denunciação da Lide
Art.70 e ss CPC
Instituto legal de “intervenção de terceiros”
Visa eliminar ulteriores ações regressivas
A denunciação a lide é o instituto criado com o objetivo de, levando a efeito o
princípio da economia processual, inserir num só procedimento duas lides, interligadas,
uma de que se diz principal e a outra eventual.
Assim, nos mais comuns dos casos a denunciação acontece quando o raciocínio do
réu é o seguinte: se eu for eventualmente condenado, porque se entende que eu tenho
responsabilidade perante o autor A, eu (B), tenho o direito de ressarcir-me perante C. Como
C é o “verdadeiro” responsável, vou me servir do instituto da denunciação da lide para
evitar quem, posteriormente, se for condenado a indenizar A, tenha que mover outra ação,
regressiva, contra C.
O que se quer, com a denunciação da lide, como regra geral, é embutir no mesmo
procedimento a solução de um segundo conflito, em que, sendo sucumbente o réu, nasce
simultaneamente à sua condenação do terceiro denunciado.
I
réu
denunciante II
Denunciação
autor e réu - III
denunciado - É o terceiro
Momento respostas do réu
Visa formação de título executivo
Duas lides principal : l° ação
Eventual : 2° ação: aquela que foi denunciada.
Ambas são julgadas conjuntamente em uma única sentença.
Nexo de prejudicialidade – perda do objeto – Se a primeira for julgda
improcedente para o autor, a denunciação não será analisada.
Decisão conjuntiva
Natureza jurídica – ação – proposta pelo denunciante ao denunciado.
Obrigatoriedade – somente nos casos do art.70,I - Evicção
Casuística
Art.70, I – Evicção
Obrigatoriedade (art.1.107 CC)
Total ou parcial
Abatimento do preço
Perda do direito de regresso
A evicção significa a perda de um direito ( material) em função de uma decisão
judicial.
A denunciação da lide permite que alguém que tenha sido lesado com a perda de um
direito ocorrida em decorrência de uma decisão judicial possa ressarcir-se perante aquele
que lhe transferiu esse direito.
A denunciação da lide, neste caso, é obrigatória. A conseqüência decorrente da
omissão daquele que deveria denunciar e não denunciou é, só neste caso específico, além
da perda da oportunidade de “embutir” a ação regressiva no mesmo processo, também a
perda do direito material relativo à indenização. A lei material prevê a possibilidade de o
alienante se eximir da responsabilidade pela evicção. Nesses casos, evidentemente, não
pode haver a denunciação ( art.1.107 do CC).
Art.70,II – possuidor indireto
Desdobramento possessório
(diferente) nomeação à autoria empregado
detentor
A diferença fundamental que existe entre a nomeação à autoria e a denunciação da
lide é que, quando há denunciação, ambos – denunciante e denunciado – permanecem no
processo, enquanto na nomeação à autoria o nomeante sai e o nomeado entra, passando a
integrar o pólo passivo da ação.
A denunciação da lide, com base nesse inciso II, deve ser requerida ao proprietário
ou ao possuidor indireto- que aqui deve se lembrar que este último pode ser o próprio
proprietário, mas também pode ser o usufrutuário, ou seja, aquele que tem o bem em
usufruto e o loca a alguém, exercendo este a posse direta e remanescendo com o
usufrutuário-locador a posse indireta. Quem denuncia é o réu, possuidor direto da coisa
demandada, seja essa posse derivada de liame jurídico ou meramente fática.
Como exemplo da aplicação do art.70,II, tem-se a situação do locatário ser réu de
uma possessória, intentada por A. O locatário, B, ao ser acionado, deve denunciar a lide a
C, proprietário do imóvel e locador, já que este tem a obrigação contratual de garantir-lhe a
posse do imóvel locado.
Art.70,III – Obrigação de indenizar
Decorrente lei
contrato
Suspensão do processo
Denunciação sucessiva art.73 - um chama o outro
Nessa terceira hipótese o que enseja a denunciação da lide é a que decorre de o
denunciado estar obrigado, pela lei ou pelo contrato, a indenizar o eventual sucumbente.
Este é o caso mais comum de denunciaçã[Link]: companhia de seguros que, acionada por
aquele que sofreu o prejuízo, denuncia a lide ao causador.
Regime jurídico
Sendo admitida a denunciação e ordenada a citação, há a suspensão do processo.