A Importância da Família na Educação
A Importância da Família na Educação
INTRODUÇÃO........................................................................................................................................2
OBJECTIVOS:.........................................................................................................................................2
IMPORTÂNCIA DE ESTUDO...............................................................................................................3
CAPÍTULO Iº...........................................................................................................................................4
FUNDAMENTAÇÃO TÉCNO-CIENTÍFICA........................................................................................4
1. O CONTEXTO HISTÓRICO DO TERMO “FAMÍLIA”...............................................................5
2. CONCEITO DE FAMÍLIA..............................................................................................................7
3. FUNÇÃO DA FAMÍLIA.................................................................................................................8
4. A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM...........9
4.1. Referencial Teórico....................................................................................................................10
4.2. Desenvolvimento Psicológico da Criança no Contexto Familiar...............................................14
5. A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA................................................................................................16
CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................................17
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA........................................................................................................18
INTRODUÇÃO
Neste trabalho académico pretendemos realizar uma reflexão sobre a família e a sua
participação no contexto escolar, visando o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem do
indivíduo. Trata-se de uma preocupação crescente dos profissionais da área educacional em
relação à carência no que diz respeito à participação da família no ambiente escolar,
originando sérias consequências para o desenvolvimento integral da criança, entre elas a
violência juvenil e o baixo rendimento escolar, além de outros agravantes prejudiciais ao
processo de ensino.
Na mesma ordem de ideia, sem descolar dela, os nossos autores Silva; Aguiar et
al(2005, p.23), dizem que:“A formação é resultado da relação com os pais, irmãos, colegas e todo
e qualquer ser humano. Portanto, a participação da família no processo de aprendizagem é
fundamental para que se incorpore novos valores neste processo e se consiga vencer todas as
barreiras a ele imposta”.
Contudo, é necessário a escola fazer com que a família perceba a importância da sua
participação na vida escolar do seu filho, já que tal participação influencia no processo de
aprendizagem e na formação cidadã da criança. Essa necessidade é urgente e só será superada
quando todos os que compõem o ambiente escolar estiverem engajados e interagindo entre si.
OBJECTIVOS:
Objectivo geral: Conhecer as possíveis dificuldades que distanciam a família à participação
activa no contexto escolar.
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CAPÍTULO Iº
FUNDAMENTAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA
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1. O CONTEXTO HISTÓRICO DO TERMO “FAMÍLIA”
A palavra família tem origem etimológica do Latim famulus, na qual tem seu
significado a expressão escravo doméstico. Este termo foi criado na Roma Antiga para
mencionar um novo grupo social que surgiu entre as tribos latinas, durante os períodos de
agricultura e também escravidão legalizada. Assim para compreender o conceito de família é
necessário perpetrar uma abordagem histórica abrangendo o seu surgimento para alcançar um
entendimento maior.
De acordo com Marques(2003, cit por Santos; Oliveira et al, 2010, p.3) destaca que:
Com a evolução, nasce um sentimento de afeto entre homem e mulher, surgindo aí a monogamia,
onde o homem passa a sentir afeto por sua companheira, surgindo então a união de duas pessoas
do sexo diferente, surgindo assim à família, onde eles se tornam os responsáveis pela proteção e
alimentação da casa.
A nossa interpretação está patente na visão de que, a vida familiar é algo que se
encontra praticamente em todas as sociedades, porém com organizações e modus vivendi
diferentes. Dessa forma, o conceito de família não está condicionado a questões como
casamento, sexo e procriação, mas sim no afecto. Assim com o surgimento da afectividade
nas relações estabelecidas entre homens e mulheres, estes passaram a se tornarem cada vez
mais unidos, apresentando assim a necessidade da proteção da prole e o cuidado em relação à
alimentação e protecção dos membros, nesse momento aconteceu o surgimento da estrutura
familiar que conhecemos actualmente.
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2. CONCEITO DE FAMÍLIA
Segundo a nossa óptica, a família é a base institucional de toda e qualquer sociedade,
pois é nela onde a socialização marca o aprendizado dos indivíduos. A família é o centro, ou
seja, o núcleo central da sociedade. É a primeira estrutura primária de relações sociais, de
protecção, afecto, segurança e aprendizagem.
É consensual que, o interior das famílias é marcado também por vasta diversidade
sociocultural, onde os sujeitos constroem seus primeiros vínculos afectivos, vivenciam
conflitos, experimentam emoções, criam sua personalidade. Os sujeitos são colocados frente a
regras, valores e princípios familiares, significados, crenças podendo construir sua capacidade
de se relacionar com o outro. E no seio da família que as crianças e adolescentes criam sua
autonomia e competência para superar possíveis desafios que surgem a cada etapa de seu
desenvolvimento. Diante disso torna-se pertinente ressaltar que existem diferentes tipos de
famílias, cada uma com suas modalidades e características.
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Quanto a sua tipologia, a família abarca uma percepção de variabilidade em função da
sua extensão vivencial. Na verdade, o conceito e os tipos de famílias não pode ser limitado a
laços de sangue, casamento, parceria sexual, ou adoção. Família constitui um grupo cujas
ligações são baseadas na confiança, suporte mútuo e num destino comum. Esta noção abre
caminho para um conjunto de questões que têm a ver com as próprias funções da família e
com as trocas intergeracionais. Para além do património genético, há todo um conjunto de
princípios e valores culturais e simbólicos que envolvem a noção de famílias.
3. FUNÇÃO DA FAMÍLIA
A família constituiu-se como unidade elementar de organização social. Apesar das
transformações sociais e económicas que influenciaram a reconfiguração das formas
familiares, na sociedade atual, na perspetiva de vários autores, é a família o primeiro agente
de socialização. A família expressa os ideais morais específicos de uma época, a organização,
a cultura e o funcionamento de uma sociedade.
A família cumpri a função de assegurar a transmissão da vida, dos bens e dos nomes, a
prática de um ofício, a ajuda mútua e quotidiana num mundo onde o ser humano pode
sobreviver. Tem também a função de proporcionar o afecto e educação como forma de
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transmissão de valores nos seus membros. Ela também assume o papel de transmissão moral e
espiritual. Em suma, tendo em vista que a família constitui espaço de integralização social,
longe de aspectos centralizados e egoístas, as entidades familiares devem ser protegidas ao
passo que atendam sua função social, sendo esta voltada a propiciar ambiente seguro tanto
para a convivência entre os que a integram como para a própria dignidade destes.
Acusa-se dentro da literatura de que, em vista do que aqui se sustentou, isto é, sobre as
funções da família denota-se que o seu conceito e funções se ajustou à medida que
transformações sociais se surgiram, exigindo da sociedade um posicionamento eficaz no que
tange a tal fato. Não obstante a realidade supracitada, a família, surgiu a necessidade de
instaurar no contexto familiar a visão da dignidade da pessoa humana. Deixou de ser
considerada como núcleo económico, patrimonial e de reprodução para constituir-se sob a
vertente afectiva, valorativa, dentro dos princípios de ordem constitucional, social e cultural,
trazendo a valorização para o âmbito da proteção jurídica. Os grupos familiares, actualmente,
devem ser compreendidos pelos laços de afectividade e responsabilidade que os une. Pensar
diferente, seria um retrocesso.
O aluno não aprende apenas na escola, mas também através da família, dos amigos, de pessoas que
ele considera significativas, dos meios de comunicação de massa, das experiências do cotidiano,
dos movimentos sociais. Entretanto, a escola é a instituição social que se apresenta como
responsável pela educação sistemática das crianças, jovens e até mesmo de adultos. No ambiente
escolar a criança sofre uma transformação radical em sua forma de pensar. Antes de se entrar nela,
os conhecimentos são assimilados de modo espontâneo, a partir da experiência direta da criança.
Em sala de aula, ao contrário, existe uma intenção prévia de organizar situações que propiciem o
aprimoramento dos processos de pensamento e da própria capacidade de aprender.
Ressalta-se que a aprendizagem construída a partir da relação familiar e ampliada na escola torna-
se significativa. Diante disso, pode-se observar no dia-a-dia da sala de aula que o principal
obstáculo que impede a criança de exercitar uma aprendizagem harmoniosa está relacionada às
questões decorrentes do ambiente familiar, onde a má distribuição de renda e a falta de
estabilidade são os principais agravantes. O distanciamento familiar em relação à escola faz com
que a criança perca uma parte de sua potencialidade para aprender.
No nosso entender queremos trazer à tona a pretensão objectiva nesta temática que é
mostrar aos profissionais da área de Educação e Psicologia e familiar que despertem para a
importância de se conhecer o meio familiar e a influência que a mesma exerce sobre os
educandos, tornando-as aliadas no processo de aprendizagem. Por outro lado, a sociedade tem
solicitado da escola funções complexas, delegando tarefas que inicialmente deveriam ser da
família. Observamos que há uma necessidade de compreender a importância do ambiente
familiar na aprendizagem do indivíduo. Compreende-se, porém, que cada grupo tem seu papel
definido na educação da criança e isso vai variar de acordo com a formação e com o que elege
como prioridade de vida. A compreensão dessa influência é fundamental para que se
estabeleça uma relação concreta entre a aprendizagem e o ambiente familiar.
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4.1. Referencial Teórico
Ainda Silva; Aguiar et al(2005, p.23), dizem que:
Há muitas décadas, psicólogos e educadores procuram descobrir como se aprende. A cada nova
tentativa as discussões se fazem mais acirradas e cada um quer defender a sua visão, confrontando
práticas e teorias. Ao longo das últimas décadas surgiram diversas teorias que tentam explicar o
processo de aprender. Muitas dessas teorias, embora amplamente sofisticadas e revelando sólida
base científica, em nada auxiliam pais e professores na solução de problemas diários, como
conseguir que um aluno aprenda a ler, que uma criança saiba multiplicar ou dividir entre outros.
É sabido por nós que Skinner conceitualizava a aprendizagem como sendo a conexão
entre o estímulo e a resposta. Completada a aprendizagem, estímulo e resposta estão de tal
modo unidos, que o aparecimento do estímulo evoca a resposta. A aprendizagem, é ainda, um
elemento que provém de uma comunicação com o mundo e se acumula sob a forma de uma
riqueza de conteúdos cognitivos. É o processo de organização de informações e integração do
material pela estrutura cognitiva.
Segundo Piaget a criança desenvolve seu conhecimento ao passo que se relaciona com
o mundo externo. Durante seu crescimento a criança passa por momentos de adaptações com
as novas situações. Ele entende assimilação como a incorporação de elementos novos. Tentam
assimilar novas situações com as antigas já vivenciadas. O conhecimento é construído e passa
por um processo de maturação.
Para Vygotsky o ser humano se caracteriza por uma sociabilidade primária. Este é
precisamente o elemento fundamental da concepção que Vygotsky tem da interação social: no
processo de desenvolvimento desempenha um papel formador e construtor. Assim, para
Wallon a aprendizagem somente se constitui a partir das relações com o mundo social.
Na mesma ordem de ideia, sem descolar dela, os nossos autores Silva; Aguiar et
al(2005, p.23), dizem que:“A formação é resultado da relação com os pais, irmãos, colegas e todo
e qualquer ser humano. Portanto, a participação da família no processo de aprendizagem é
fundamental para que se incorpore novos valores neste processo e se consiga vencer todas as
barreiras a ele imposta”.
A família e a escola são instituições que apresentam diferentes concepções, mas que
compartilham uma grande tarefa, a de preparar a criança para a vida em sociedade, garantindo
três características principais: ser crítica, participativa e produtiva. A escola e família
precisam ter uma boa relação, para que os alunos consigam tirar um bom aproveitamento em
sua aprendizagem, não somente a escola se preocupando com o ensino, mas também a
participação dos pais para a compreensão do mesmo.
A família é a base que a criança tem para a vida. Ela é a sua referência principal na
vida do aluno. É com essa família que a criança aprende a lidar com as lições da vida,
conhece os valores e princípios. É através desses conhecimentos que a criança constrói sua
personalidade e sua conduta. Por isso, é tão importante a participação da família na formação
da criança. Hoje em dia, lidar com a família é lidar com a grande diversidade, a estrutura que
existe hoje é diferente da estruturas que se tínhamos antigamente, hoje, temos as famílias de
modelo tradicional, famílias intactas, famílias em processo de separação entre outras.
A família é a peça fundamental na formação cultural e social das crianças. Sendo a base da
sociedade, é importante que a mesma esteja presente no processo de ensino- aprendizagem, de
seus filhos, fazendo com que favoreça o desempenho escolar das crianças. A partir do momento
em que família se torna a base da convivência social, é por ela que as crianças dão seus primeiros
passos para uma relação com as outras pessoas.
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A presença familiar na vida educacional da criança, é muito importante, a família
desperta na criança o interesse a curiosidade, além de sempre estar incentivando a vida
escolar e a sua aprendizagem. É dever da família desde cedo acompanhar o seu filho na vida
escolar, acompanhar seu desenvolvimento, ajudar e valorizar as actividades além de
estimular as crianças a estudarem.
De acordo com Piaget (1984) e Vygotsky (1998), a aprendizagem é o resultado da interação que os
indivíduos tem, tendo em vista os conhecimentos culturais e a maturação biológica. Mas também
deve ser levado em conta que existem diversas diferenças familiares, quando se trata de
aprendizagem escolar, pois é um processo pessoal. Em seus estudos, Vygotsky (1998) defende
que os fatores sociais e culturais têm a influencia no desenvolvimento intelectual, dentre os termos
e conceitos destaca que a mediação conduzida por um adulto tem papel fundamental no processo
de aprendizagem, ou seja, a criança precisa da mediação de uma pessoa mais experiente, para que
se desenvolva.
Nesse sentido, tanto o ambiente familiar como a escola acabam se tornando grandes
influenciadores no desenvolvimento intelectual da criança, sendo os mediadores para o
processo de aprendizagem. Logo, se faz necessário que a família acompanhe a vida escolar
de seu filho, criando uma relação de confiança e parceria com a escola e os seus membros,
contribuindo, assim, de forma positiva para aprendizado e o progresso da criança. Por meio
dessa parceria é possível criar uma educação de qualidade. Sem ignorar que a família é a base
para a formação e a educação das crianças e dos adolescentes.
A parceria família e a escola acaba se tornando um elemento facilitador, fazendo com que a vida
escolar da crianças se torne mais tranquila, neste modo os pais acabam conseguindo transmitir
tranquilidade, segurança e conseguem deixar o processo de adaptação escolar mais fácil. O
processo de adaptação não ocorre somente quando a criança está sendo inserida pela primeira vez
no meio escolar , mas também quando a criança muda de escola, ou até mesmo quando entra em
um novo ambiente, uma nova etapa de ensino, uma nova turma. Por isso, para que haja uma
adaptação tranquila é preciso que os pais confiem no local em que estão deixando o seu filho.
Assim, o papel que a família tem sobre a vida escolar da criança é de grande
importância para o seu desenvolvimento escolar, o qual, em hipótese alguma deve deixar de
ser considerado. A mesma tem o dever de acompanhar todo desempenho escolar da criança,
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com a responsabilidade de intermediar sua prática do decorrer dos dias. Os responsáveis que
participam da educação das crianças buscam ter, respostas adequadas no final do ano lectivo,
hoje nas escolas é difícil se ter acções que aproximem, mas os responsáveis do ambiente
escolar, a falta de planejamento acaba afectando essa aproximação tão significativa para a
família.
O responsável, sem dúvidas, pela educação das crianças é a família, já que é nesta
instituição social em que os indivíduos desenvolvem os valores. A participação da família
durante o período escolar das crianças é indispensável, já que é preciso aos responsáveis
acompanharem de perto o que acontece, verificando seu rendimento escolar, perguntando
sobre a rotina das aulas, e fazendo diversos questionamentos que permitam essa compreensão.
As crianças em idade escolar passam mais tempo longe de casa do que antes; entretanto o lar e as
pessoas que ali convivem continuam sendo a parte mais importante de seu mundo. A maioria dos
pais continua oferecendo apoio e sendo amorosos e envolvidos com seus filhos. As crianças
buscam em seus pais afeto, orientação, laços seguros e duradouros, além de afirmação de
competência ou valor pessoal. Depois dos pais, os avós eram os mais importantes, sendo vistos
como calorosos e fontes de apoio e afeição, estimulando o valor próprio.
O ambiente no lar de uma criança tem dois componentes principais. Existe a estrutura
familiar: se os dois pais ou apenas um, ou outra pessoa, está criando a criança. Ambos os
factores tem sido afectados pelas mudanças na vida familiar. As crianças geralmente têm
melhor desempenho na escola e menos problemas emocionais e comportamentais quando
passam sua infância em uma família mais intacta com dois pais que tem um bom
relacionamento um com o outro.
A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua
capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento. O auto-conceito se desenvolve desde
muito cedo na relação da criança com os outros. Os pais actuam como espelhos, que
devolvem determinadas imagens ao filho. O afecto é muito parecido com o espelho. Quando
demonstro afectividade por alguém, essa pessoa torna-se meu espelho e eu me torno o dela; e
reflectindo um no sentimento de afecto do outro, desenvolvemos o forte vínculo do amor,
essência humana, em matéria de sentimentos.
Quando a criança tem êxito no que faz e já falamos sobre a forma de ajudá-las nesse
sentido começa a confiar em suas capacidades. E quanto mais acredita que pode fazer, mais
consegue. É importante ensinar à criança que ela pode fazer algumas coisas bem, e que pode
ter problemas com outras coisas. E que esperamos que faça o melhor que puder. Também é
uma boa ajuda admitirmos nossos próprios erros ou fracassos.
A escola, portanto também necessita dessa relação de cooperação com a família, pois
os professores precisam conhecer as dinámicas internas e o universo sócio-cultural
vivenciados pelos seus alunos, para que possam respeitá-los, compreendê-los e tenham
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condições de intervirem no providenciar de um desenvolvimento nas expressões de sucesso e
não de fracasso diagnosticado. Precisam ainda, dessa relação para parceria para poderem
também compartilhar com a família os aspectos de conduta do filho: aproveitamento escolar,
qualidade das tarefas, relacionamento com professores e colegas, actitudes, valores, respeito
às regras.
5. A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA
A família tem como esperança que a escola escolhida para os estudos dos seus filhos
seja do agrado da criança e que esta obtenha sucesso no seu rendimento escolar. É importante
que os pais avaliem o perfil disciplinar da escola e verifiquem a possibilidade de trabalhar
junto com a mesma, para que não haja uma má formação da criança.
Para Falcão (2007, cit por Falcão e Silva(2017, p.14) alega que:
“(...) a Família foi perdendo seus principais atributos, de tal forma e com tanta rapidez que se
chegou a proclamar o seu fim”. Nos dias atuais, percebe-se que a família não segue mais um
modelo tradicional, mas apenas uma estruturação familiar e que, dentro dessa realidade, inclui-se
pais que trabalham para sustentar a família e os que deixaram de estudar antes mesmo de serem
alfabetizados, dificultando a participação desejada na vida do filho.
Nesse sentido, aos pais cabem todo o empenho de acompanhar a formação de seu filho
desde o nascimento até a maioridade para que sua educação moral e escolar sejam positivas,
pois a família é o factor que mais tem influência na educação. Por isso, é de suma importância
o comparecimento dos pais ao menos uma vez por semana na escola dos filhos, para saber
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como eles estão indo nos estudos, conversando com os professores e verificando a interação
dos filhos com os colegas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A família nasce espontaneamente pelo simples desenvolvimento da vida humana. O
grande vínculo natural que une o homem à família faz tornar verdadeira a máxima de que não
existe qualquer outra instituição que seja tão intimamente ligada a ele. Por questões históricas
já mencionadas, tornou-se inviável estabelecer um modelo familiar uniforme, havendo a
necessidade de traduzi-la em conformidade com as transformações sociais no decorrer do
tempo. Portanto, ressalta-se que esse envolvimento escola e família poderá trazer muitos
benefícios para a educação como um todo.
Vimos que a escola não é a única responsável pela formação da personalidade: ela tem
papel complementar ao da família. Por mais que a escola propicie um clima familiar à criança,
ainda assim é apenas a sua escola. Ela oferece condições de educação diferentes das existentes
na família. A criança passa a pertencer a uma colectividade que é a sua turma, sua classe, sua
escola. É um crescimento em relação ao “eu” de casa, onde ela praticamente é o centro.
Hoje, mais do que nunca, a escola precisa do apoio da família, e esta família precisa
que a instituição seja competente na formação académica de seus filhos. A família em
consonância com a escola e vice-versa são peças fundamentais para o pleno desenvolvimento
da criança e consequentemente são pilares imprescindíveis no desempenho escolar.
Entretanto, para conhecer a família é necessário que a escola abra suas portas, intensificando e
garantindo sua permanência.
Portanto, acreditamos que o diálogo ainda é a melhor forma de promover uma maior
aproximação e pode ser o começo de uma grande mudança no relacionamento entre a Família
e a Escola. É bom lembrar também que os filhos gostam da presença dos seus pais na escola,
isso deve ser considerada pela escola no momento do Projecto Político Pedagógico. Chama-se
a atenção do gestores escolares de criarem um projecto que se volta à participação activa dos
pais e encarregados de educação na escolas.
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Aquino, Matheus Pereira (2021). A Dialeticidade De Engels Acerca Do Desenvolvimento Do
Conceito De Família . Goiânia.
Caniço, Hernâni & Bairrada, Pedro et al(2010). In Novos Tipos de Família. Imprensa da
Universidade de Coimbra.
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2. Kirk, S. A., Gallagher, J. J., & Coleman, M. R. (2015). Educação especial: Introdução (13ª
ed.). São Paulo: Cengage Learning.
3. Coll, C., Palacios, J., & Marchesi, A. (Orgs.). (1996). Desenvolvimento psicológico e
educação: Necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar (Vol. 3). Porto Alegre:
Artes Médicas.
4. Vygotsky, L. S. (1991). A formação social da mente (4ª ed.). São Paulo: Martins Fontes.
19
7. Gardner, H. (1995). Estruturas da mente: A teoria das inteligências múltiplas. Porto Alegre:
Artmed.
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