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A Importância da Família na Educação

O documento discute a importância da participação da família no contexto escolar e seu impacto no desenvolvimento da criança. Através de uma análise histórica e conceitual, destaca-se que a família é fundamental para a socialização e aprendizagem, além de influenciar diretamente o desempenho escolar. O trabalho busca evidenciar a necessidade de uma colaboração efetiva entre família e escola para promover uma educação de qualidade.
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A Importância da Família na Educação

O documento discute a importância da participação da família no contexto escolar e seu impacto no desenvolvimento da criança. Através de uma análise histórica e conceitual, destaca-se que a família é fundamental para a socialização e aprendizagem, além de influenciar diretamente o desempenho escolar. O trabalho busca evidenciar a necessidade de uma colaboração efetiva entre família e escola para promover uma educação de qualidade.
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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO........................................................................................................................................2
OBJECTIVOS:.........................................................................................................................................2
IMPORTÂNCIA DE ESTUDO...............................................................................................................3
CAPÍTULO Iº...........................................................................................................................................4
FUNDAMENTAÇÃO TÉCNO-CIENTÍFICA........................................................................................4
1. O CONTEXTO HISTÓRICO DO TERMO “FAMÍLIA”...............................................................5
2. CONCEITO DE FAMÍLIA..............................................................................................................7
3. FUNÇÃO DA FAMÍLIA.................................................................................................................8
4. A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM...........9
4.1. Referencial Teórico....................................................................................................................10
4.2. Desenvolvimento Psicológico da Criança no Contexto Familiar...............................................14
5. A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA................................................................................................16
CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................................17
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA........................................................................................................18
INTRODUÇÃO
Neste trabalho académico pretendemos realizar uma reflexão sobre a família e a sua
participação no contexto escolar, visando o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem do
indivíduo. Trata-se de uma preocupação crescente dos profissionais da área educacional em
relação à carência no que diz respeito à participação da família no ambiente escolar,
originando sérias consequências para o desenvolvimento integral da criança, entre elas a
violência juvenil e o baixo rendimento escolar, além de outros agravantes prejudiciais ao
processo de ensino.

Na primeira temática deste trabalho fizemos um percurso histórico da família, onde


vimos que a palavra família tem origem etimológica do Latim famulus, na qual tem seu
significado a expressão escravo doméstico. Não obstante a esta realidade, quanto a sua
extensão semântica, o termo família foi ganhando novas diretrizes até aos dias de hoje. A
família é o centro, ou seja, o núcleo central da sociedade. No tocante as funções que a família
desepenha, ela também assume o papel de transmissão moral e espiritual, na protecção, na
alimentação, na afectividade, no desenvolvimento da autoestima, no amor, no alcance dos
objectivos traçados pelo indivíduo, na motivação dos propósitos de vida etc.

Na mesma ordem de ideia, sem descolar dela, os nossos autores Silva; Aguiar et
al(2005, p.23), dizem que:“A formação é resultado da relação com os pais, irmãos, colegas e todo
e qualquer ser humano. Portanto, a participação da família no processo de aprendizagem é
fundamental para que se incorpore novos valores neste processo e se consiga vencer todas as
barreiras a ele imposta”.

Contudo, é necessário a escola fazer com que a família perceba a importância da sua
participação na vida escolar do seu filho, já que tal participação influencia no processo de
aprendizagem e na formação cidadã da criança. Essa necessidade é urgente e só será superada
quando todos os que compõem o ambiente escolar estiverem engajados e interagindo entre si.

OBJECTIVOS:
Objectivo geral: Conhecer as possíveis dificuldades que distanciam a família à participação
activa no contexto escolar.

Objectivos especificos: Explicar a importância da família para a escola;

Estimular a família a participar das decisões pedagógicas da escola;

Envolver a família no processo do ensino e da aprendizagem.


2
IMPORTÂNCIA DE ESTUDO
A razão de ser desta temática está voltada na relação significativa que se estabelece entre a
família e a escola. É de extrema importância e crucial que a escola faça com que a família
perceba a importância da sua participação na vida escolar do seu filho, já que tal participação
influencia no processo de aprendizagem e na formação cidadã da criança. Acreditamos que
este trabalho tem a sua importância, pois ele possa contribuir para uma educação de qualidade
onde a relação escola e família é imprescindível, pois a família como espaço de orientação,
construção da identidade de um indivíduo deve promover juntamente com a escola uma
parceria, a fim de construir no desenvolvimento integral da criança e do adolescente. Há um
contexto de fraqueza no que observamos na prática do exercício dos magistérios que não há
uma relação entre a família e a escola no sentido de contribuir para o desenvolvimento da
aprendizagem do aluno e, por isso, ficamos preocupados com o desempenho dos estudantes.

Palavra Chave: Participação, Influência, Família, Ensino-Aprendizagem.

3
CAPÍTULO Iº
FUNDAMENTAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA

4
1. O CONTEXTO HISTÓRICO DO TERMO “FAMÍLIA”
A palavra família tem origem etimológica do Latim famulus, na qual tem seu
significado a expressão escravo doméstico. Este termo foi criado na Roma Antiga para
mencionar um novo grupo social que surgiu entre as tribos latinas, durante os períodos de
agricultura e também escravidão legalizada. Assim para compreender o conceito de família é
necessário perpetrar uma abordagem histórica abrangendo o seu surgimento para alcançar um
entendimento maior.

Na visão de Aquino(2021, p.24) alega que:


A obra A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado é uma obra que conecta o
capitalismo com o que Engels afirma ser uma instituição em constante mudança: a família.
Caracterizando sistemas de parentesco e formas de matrimônio, como causas da formação
familiar(…) a família representa um princípio activo. Nunca é estacionário, mas avança de uma
forma inferior para uma superior, à medida que a sociedade avança de uma condição inferior para
uma superior e, finalmente, passa de uma forma para outra de grau mais alto. Os sistemas de
consanguinidade, pelo contrário, são passivos; registrando o progresso feito pela família em longos
intervalos de tempo e mudando radicalmente quando a família mudou radicalmente.

No nosso entender, a família consiste em uma instituição social no qual é influenciada


e influenciável por grupos, pessoas e instituições, a qual é responsável por acções que
despertam cuidado, protecção e incentiva no desenvolvimento e socialização dos membros
que a compõe, diante da transmissão dos valores, aspectos sociais, afectivos e físicos. Assim a
família é tida, sobretudo como uma das instituições mais importantes e grupo social de toda a
pessoa, bem como o seu quadro de referência, estabelecido através das relações e
identificações que a criança criou durante o desenvolvimento.

Já na perspectiva de Santos; Oliveira et al(2010, p.2), comentam que:


Vale ressaltar que atribui-se a família o renome de cédula germinal da sociedade, devido a
sua existência datar de milhares de anos, visto que praticamente todas as organizações se
estruturarem em família. No entanto não é possível estabelecer com determinada segurança
a data exata em que o homem primitivo passou a se agrupar e formar famílias, visto que
pelo pouco que se sabe, os primeiros agrupamentos se constituíram de modo natural e
espontâneo, marcados primeiramente pelo nomadismo, promiscuidade sexual e falta de
organização institucional.

Segundo as literaturas consultadas há um ponto de consenso quanto ao direito romano


clássico por volta do século V e XV que começaram a dar valor e importância ao
relacionamento familiar em que a família se baseava na união entre pessoas através do
casamento e mesmo do vínculo sanguíneo, estabelecendo assim o conceito de família natural
àquela que apresenta um agrupamento constituído exclusivamente dos cônjuges e de seus
filhos. Esta tem por base o casamento e as relações jurídicas dele resultantes, entre os
cônjuges, pais e filhos.
5
É possível perceber que neste período histórico a estrutura familiar era
predominantemente patriarcal, em que grande quantidade de pessoas se encontrava sob a
autoridade do mesmo chefe, já nos tempos medievais as pessoas começaram a estar ligadas
por vínculos matrimoniais, formando novas famílias, uma vez que da criação dessas novas
famílias fazia também parte a descendência gerada, na qual a união entre os cônjuges
estabelecia vínculos familiares entre as partes materna e paterna. Com o passar dos tempos
aconteceu o surgimento e a evolução do sentimento entre homem e mulher, na qual passou a
estabelecer relações baseadas na monogamia.

De acordo com Marques(2003, cit por Santos; Oliveira et al, 2010, p.3) destaca que:
Com a evolução, nasce um sentimento de afeto entre homem e mulher, surgindo aí a monogamia,
onde o homem passa a sentir afeto por sua companheira, surgindo então a união de duas pessoas
do sexo diferente, surgindo assim à família, onde eles se tornam os responsáveis pela proteção e
alimentação da casa.

A nossa interpretação está patente na visão de que, a vida familiar é algo que se
encontra praticamente em todas as sociedades, porém com organizações e modus vivendi
diferentes. Dessa forma, o conceito de família não está condicionado a questões como
casamento, sexo e procriação, mas sim no afecto. Assim com o surgimento da afectividade
nas relações estabelecidas entre homens e mulheres, estes passaram a se tornarem cada vez
mais unidos, apresentando assim a necessidade da proteção da prole e o cuidado em relação à
alimentação e protecção dos membros, nesse momento aconteceu o surgimento da estrutura
familiar que conhecemos actualmente.

No contexto angolano, o crescimento rápido e desordenado dos centros urbanos foi


devido ao grande fluxo migratório advindo das áreas rurais durante a guerra civil, como
estratégia da procura de segurança e melhores condições de vida, trouxe a tona uma reflexão
acerca das relações familiares, em que a família que era patriarcal, passou a ser estabelecida
como nuclear, esta que era constituída por um casal (ou somente pela mãe, em pelo menos um
terço das famílias) e um ou dois filhos, longe do grupo familiar de origem, anónimos,
desenraizados de suas culturas. Na atualidade a concepção de família encontra-se em
constante estado de mudança, na qual existem diferentes maneiras de arranjos familiares e de
mudança no papel do Estado na intervenção público privada na unidade familiar. Assim
conforme o tempo vai passando a relação familiar vai sendo modificada e adquirindo novos
padrões sociais.

6
2. CONCEITO DE FAMÍLIA
Segundo a nossa óptica, a família é a base institucional de toda e qualquer sociedade,
pois é nela onde a socialização marca o aprendizado dos indivíduos. A família é o centro, ou
seja, o núcleo central da sociedade. É a primeira estrutura primária de relações sociais, de
protecção, afecto, segurança e aprendizagem.

De acorco com Santos; Oliveira et al, (2010, p.6) conceituam-na como:


A família pode ser definida como um grupo de pessoas com laços consanguíneos e/ou de aliança
e/ou de afinidade, cujos vínculos circunscrevem obrigações recíprocas, organizadas em torno de
relações de geração e de gênero. A amplitude dessa definição derruba qualquer ideia preconcebida
de modelo familiar “normal”. A família é pensada como o núcleo básico de criação e manutenção
de laços de afeto e de autoridade por meio dos quais se torna possível proteger, socializar e mediar
a relação comunitária e social dos indivíduos.

É consensual que, o interior das famílias é marcado também por vasta diversidade
sociocultural, onde os sujeitos constroem seus primeiros vínculos afectivos, vivenciam
conflitos, experimentam emoções, criam sua personalidade. Os sujeitos são colocados frente a
regras, valores e princípios familiares, significados, crenças podendo construir sua capacidade
de se relacionar com o outro. E no seio da família que as crianças e adolescentes criam sua
autonomia e competência para superar possíveis desafios que surgem a cada etapa de seu
desenvolvimento. Diante disso torna-se pertinente ressaltar que existem diferentes tipos de
famílias, cada uma com suas modalidades e características.

Na visão de Caniço; Bairrada et al (2010, p.3) dizem que:


Família Díade Nuclear Duas pessoas em relação conjugal sem filhos (não há descendentes comuns
nem de relações anteriores de cada elemento). Família nuclear ou simples: Uma só união entre
adultos e um só nível de descendência pais e seu(s) filho(s); família alargada ou extensa: Co-
habitam ascendentes, descendentes e/ou colaterais por consanguinidade ou não, para além de
progenitor(es) e/ou filho(s); família construída ou combinada: Família em que existe uma nova
união conjugal, com ou sem descendentes de relações anteriores, de um ou dos dois cônjuges;
Família Homossexual Família em que existe uma união conjugal entre 2 pessoas do mesmo sexo,
independentemente da restante estrutura; a família monoparental: Família constituída por um
progenitor que co-habita com o(s) seu(s) descendente(s); Família Dança a Dois Família constituída
por familiares (de sangue ou não) sem relação conjugal ou parental (ex: avó e neto, tia e sobrinha,
irmãos, primos, cunhados,…); família unitária: Família constituída por uma pessoa que vive
sozinha, independentemente de relação conjugal sem co-habitação; Família de Co-habitação
Homens e /ou Mulheres que vivem na mesma habitação sem laços familiares ou conjugais, com ou
sem objectivo comum (ex: estudantes universitários, amigos, imigrantes,…); Família Comunitária
Família composta por homens e/ou mulheres e seus eventuais descendentes, co-habitando na
mesma casa ou em casas próximas (ex: comunidades religiosas, seitas, comunas, ciganos,…);
Família Hospedeira Família em que ocorre a colocação temporária de um elemento exterior à
família (ex: criança, idoso, amigo, colega,…)

7
Quanto a sua tipologia, a família abarca uma percepção de variabilidade em função da
sua extensão vivencial. Na verdade, o conceito e os tipos de famílias não pode ser limitado a
laços de sangue, casamento, parceria sexual, ou adoção. Família constitui um grupo cujas
ligações são baseadas na confiança, suporte mútuo e num destino comum. Esta noção abre
caminho para um conjunto de questões que têm a ver com as próprias funções da família e
com as trocas intergeracionais. Para além do património genético, há todo um conjunto de
princípios e valores culturais e simbólicos que envolvem a noção de famílias.

3. FUNÇÃO DA FAMÍLIA
A família constituiu-se como unidade elementar de organização social. Apesar das
transformações sociais e económicas que influenciaram a reconfiguração das formas
familiares, na sociedade atual, na perspetiva de vários autores, é a família o primeiro agente
de socialização. A família expressa os ideais morais específicos de uma época, a organização,
a cultura e o funcionamento de uma sociedade.

Na vertente de Samagaio(2016, p.12) afirma que:


Independentemente dos olhares teóricos sobre a família, esta surge como uma unidade social
fundamental, baseada na relação e na divisão de tarefas. São várias as funções que a famílias vêm
desempenhando ao longo do tempo. Contudo, desde sempre a família representou, na sua essência,
uma forma de organização social. Das funções mais instrumentais, a família passa a realizar-se
significativamente com e através das relações e dos afetos.

Entendemos, na verdade, a família como o elemento afectivo tal como hoje a


conhecemos, que se organiza em torno da criança e das suas necessidades universais de amor,
segurança, disciplina, vigilância e investimento, é obra da cara da modernidade. A função
socializante implica os projectos colectivos da família e compromissos tácitos. Implica a
construção de expectativas assim como o estabelecimento de relações com os demais agentes
da comunidade.

Na perspectiva de Zane(2013, p.12) diz que:


O ambiente familiar é o lugar indispensável para a garantia da sobrevivência e da proteção integral
dos filhos, independentemente do arranjo familiar ou da forma como vêm se estruturando. Diante
disso, destaca-se que é de fundamental importância a integração dos pais no sistema educacional,
pois sua função é proporcionar aos seus filhos a formação da personalidade, valores éticos e
morais, equilíbrio psicológico e o desenvolvimento afetivo e cognitivo da criança assegurado, para
que o indivíduo se transforme em cidadão do bem. E é através dessa parceria que a instituição de
ensino pode desenvolver alunos críticos e participantes da sociedade.

A família cumpri a função de assegurar a transmissão da vida, dos bens e dos nomes, a
prática de um ofício, a ajuda mútua e quotidiana num mundo onde o ser humano pode
sobreviver. Tem também a função de proporcionar o afecto e educação como forma de

8
transmissão de valores nos seus membros. Ela também assume o papel de transmissão moral e
espiritual. Em suma, tendo em vista que a família constitui espaço de integralização social,
longe de aspectos centralizados e egoístas, as entidades familiares devem ser protegidas ao
passo que atendam sua função social, sendo esta voltada a propiciar ambiente seguro tanto
para a convivência entre os que a integram como para a própria dignidade destes.

Na visão de Noronha; Parron et al(2002), afirma que:


São inquietantes e incontáveis os factores que exercem influência no que diz respeito à formação
da personalidade de cada ser humano, porém não há o que se discutir que é a família a maior
responsável de todas elas. Em outras palavras, compreende-se que esta não é considerada apenas
uma instituição de ordem biológica, mas, acima de tudo, um agrupamento demarcado por
características culturais e sociais

Acusa-se dentro da literatura de que, em vista do que aqui se sustentou, isto é, sobre as
funções da família denota-se que o seu conceito e funções se ajustou à medida que
transformações sociais se surgiram, exigindo da sociedade um posicionamento eficaz no que
tange a tal fato. Não obstante a realidade supracitada, a família, surgiu a necessidade de
instaurar no contexto familiar a visão da dignidade da pessoa humana. Deixou de ser
considerada como núcleo económico, patrimonial e de reprodução para constituir-se sob a
vertente afectiva, valorativa, dentro dos princípios de ordem constitucional, social e cultural,
trazendo a valorização para o âmbito da proteção jurídica. Os grupos familiares, actualmente,
devem ser compreendidos pelos laços de afectividade e responsabilidade que os une. Pensar
diferente, seria um retrocesso.

4. A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE ENSINO E


APRENDIZAGEM
A participação da família na escola vem sendo discutida amplamente nas últimas
décadas. Esta é estimulada pelos Parâmetros Curriculares e institucionais no contexto
angolano. Evidencia-se assim que a tarefa de educar não está concentrada na escola, mas esta,
é de responsabilidade da família tendo a escola como parte complementar. Sendo a
aprendizagem um processo complexo, estudado e discutido por teóricos como Piaget,
Vigotsky e Wallon, observa-se a necessidade de buscar informações sobre a influência do
ambiente familiar na aprendizagem escolar.

Portanto, o objectivo aqui está na observação da relação família-escola, bem como da


relevância da participação da família no ensino-aprendizagem de seu membro. Assim, esta
temática apresentará a teoria segundo o qual a aprendizagem é fortalecida num grau de
complementariedade e também as discussões teóricas que evidenciam a necessidade da escola
9
estar sempre aberta a receber os pais para conversas, festas e outras actividades que propiciem
a interação entre comunidade e escola e, por consequência, os atraia para o auxílio no
processo de aprendizagem.

Na visão de Silva; Aguiar et al(2005, p.19), dizem que:

O aluno não aprende apenas na escola, mas também através da família, dos amigos, de pessoas que
ele considera significativas, dos meios de comunicação de massa, das experiências do cotidiano,
dos movimentos sociais. Entretanto, a escola é a instituição social que se apresenta como
responsável pela educação sistemática das crianças, jovens e até mesmo de adultos. No ambiente
escolar a criança sofre uma transformação radical em sua forma de pensar. Antes de se entrar nela,
os conhecimentos são assimilados de modo espontâneo, a partir da experiência direta da criança.
Em sala de aula, ao contrário, existe uma intenção prévia de organizar situações que propiciem o
aprimoramento dos processos de pensamento e da própria capacidade de aprender.

Em concordância com as teorias de Vygotsky, confirma-se a importância de se buscar


maximizar a influência da participação dos pais no processo de aprendizagem. Neste
contexto, pretende-se analisar como a participação da família na vida da criança pode lhe
proporcionar novos caminhos para o aprender. A partir destas perspectivas o docente pode
basear-se numa interação entre educação familiar e educação escolar. A família é a célula
matriz da sociedade, portanto é nela que se baseiam os conceitos que o alicerçam. A escola
não deve ser um membro à parte do processo social, trabalhando isoladamente, deve sim,
unir-se a essa instituição para propagar um ensino de qualidade.

Ainda Silva; Aguiar et al(2005, p.20), dizem que:

Ressalta-se que a aprendizagem construída a partir da relação familiar e ampliada na escola torna-
se significativa. Diante disso, pode-se observar no dia-a-dia da sala de aula que o principal
obstáculo que impede a criança de exercitar uma aprendizagem harmoniosa está relacionada às
questões decorrentes do ambiente familiar, onde a má distribuição de renda e a falta de
estabilidade são os principais agravantes. O distanciamento familiar em relação à escola faz com
que a criança perca uma parte de sua potencialidade para aprender.

No nosso entender queremos trazer à tona a pretensão objectiva nesta temática que é
mostrar aos profissionais da área de Educação e Psicologia e familiar que despertem para a
importância de se conhecer o meio familiar e a influência que a mesma exerce sobre os
educandos, tornando-as aliadas no processo de aprendizagem. Por outro lado, a sociedade tem
solicitado da escola funções complexas, delegando tarefas que inicialmente deveriam ser da
família. Observamos que há uma necessidade de compreender a importância do ambiente
familiar na aprendizagem do indivíduo. Compreende-se, porém, que cada grupo tem seu papel
definido na educação da criança e isso vai variar de acordo com a formação e com o que elege
como prioridade de vida. A compreensão dessa influência é fundamental para que se
estabeleça uma relação concreta entre a aprendizagem e o ambiente familiar.

10
4.1. Referencial Teórico
Ainda Silva; Aguiar et al(2005, p.23), dizem que:
Há muitas décadas, psicólogos e educadores procuram descobrir como se aprende. A cada nova
tentativa as discussões se fazem mais acirradas e cada um quer defender a sua visão, confrontando
práticas e teorias. Ao longo das últimas décadas surgiram diversas teorias que tentam explicar o
processo de aprender. Muitas dessas teorias, embora amplamente sofisticadas e revelando sólida
base científica, em nada auxiliam pais e professores na solução de problemas diários, como
conseguir que um aluno aprenda a ler, que uma criança saiba multiplicar ou dividir entre outros.

É sabido por nós que Skinner conceitualizava a aprendizagem como sendo a conexão
entre o estímulo e a resposta. Completada a aprendizagem, estímulo e resposta estão de tal
modo unidos, que o aparecimento do estímulo evoca a resposta. A aprendizagem, é ainda, um
elemento que provém de uma comunicação com o mundo e se acumula sob a forma de uma
riqueza de conteúdos cognitivos. É o processo de organização de informações e integração do
material pela estrutura cognitiva.

Segundo Piaget a criança desenvolve seu conhecimento ao passo que se relaciona com
o mundo externo. Durante seu crescimento a criança passa por momentos de adaptações com
as novas situações. Ele entende assimilação como a incorporação de elementos novos. Tentam
assimilar novas situações com as antigas já vivenciadas. O conhecimento é construído e passa
por um processo de maturação.

Para Vygotsky o ser humano se caracteriza por uma sociabilidade primária. Este é
precisamente o elemento fundamental da concepção que Vygotsky tem da interação social: no
processo de desenvolvimento desempenha um papel formador e construtor. Assim, para
Wallon a aprendizagem somente se constitui a partir das relações com o mundo social.

Na mesma ordem de ideia, sem descolar dela, os nossos autores Silva; Aguiar et
al(2005, p.23), dizem que:“A formação é resultado da relação com os pais, irmãos, colegas e todo
e qualquer ser humano. Portanto, a participação da família no processo de aprendizagem é
fundamental para que se incorpore novos valores neste processo e se consiga vencer todas as
barreiras a ele imposta”.

Levando-se em conta o alicerce familiar, social e as relações estabelecidas entre elas, o


facto emocional diante de todo o contexto escolar e as instituições devem assumir as
responsabilidades que lhes cabe, nessa perspectiva a fim de garantir que a aprendizagem
aconteça uma educação direcionada a cidadania. Compreender a participação e a influência da
família durante o processo de ensino e aprendizagem, seja ela de forma positiva ou negativa é
de extrema importância, pois devemos saber como a mesma intervém na aprendizagem da
criança.
11
Na perspectiva de Chiquetto(2020, p.10), afirma que:
Dentro desse cenário, as inúmeras questões que se referem à escola, apresentam a definição da
família e suas funções, visando à família como ponto principal da aprendizagem, como as sociais e
as experiências educacionais. Esse tema abrange as mudanças de atitudes, mostrando-se necessária
a participação da família no ambiente escolar para um bom rendimento. As relações familiares
podem influenciar na aprendizagem escolar da criança, resgatando historicamente conceitos e
ideias que permitem essa mediação. Portanto, a aprendizagem acaba sendo um fenômeno
socialcultural, que seu desenvolvimento, já começa antes da inserção da mesma na escola.

A família e a escola são instituições que apresentam diferentes concepções, mas que
compartilham uma grande tarefa, a de preparar a criança para a vida em sociedade, garantindo
três características principais: ser crítica, participativa e produtiva. A escola e família
precisam ter uma boa relação, para que os alunos consigam tirar um bom aproveitamento em
sua aprendizagem, não somente a escola se preocupando com o ensino, mas também a
participação dos pais para a compreensão do mesmo.

Na perspectiva de Chiquetto(2020, p.14), afirma que:


A participação da família, pais e responsáveis na escola, é uma necessidade, desejada por todos
que fazem parte, em geral, do contexto escolar, entre eles, diretores e professores, independente da
fase em que o aluno esteja inserido, na Educação Infantil ou Ensino Fundamental. A família é a
única em seu papel determinante no desenvolvimento da sociabilidade, da afetividade e do bem
estar físico dos indivíduos, sobretudo durante o período da infância e da adolescência.

A família é a base que a criança tem para a vida. Ela é a sua referência principal na
vida do aluno. É com essa família que a criança aprende a lidar com as lições da vida,
conhece os valores e princípios. É através desses conhecimentos que a criança constrói sua
personalidade e sua conduta. Por isso, é tão importante a participação da família na formação
da criança. Hoje em dia, lidar com a família é lidar com a grande diversidade, a estrutura que
existe hoje é diferente da estruturas que se tínhamos antigamente, hoje, temos as famílias de
modelo tradicional, famílias intactas, famílias em processo de separação entre outras.

O ambiente familiar e as suas relações são o principal local para o desenvolvimento e


para aprendizagem das crianças, como visto em algumas realidades, é dever da família
desempenhar o papel educacional e não inverter os papéis colocando com que a escola tenha o
encargo de educar.

Chiquetto(2020, p.15), afirma que:

A família é a peça fundamental na formação cultural e social das crianças. Sendo a base da
sociedade, é importante que a mesma esteja presente no processo de ensino- aprendizagem, de
seus filhos, fazendo com que favoreça o desempenho escolar das crianças. A partir do momento
em que família se torna a base da convivência social, é por ela que as crianças dão seus primeiros
passos para uma relação com as outras pessoas.

12
A presença familiar na vida educacional da criança, é muito importante, a família
desperta na criança o interesse a curiosidade, além de sempre estar incentivando a vida
escolar e a sua aprendizagem. É dever da família desde cedo acompanhar o seu filho na vida
escolar, acompanhar seu desenvolvimento, ajudar e valorizar as actividades além de
estimular as crianças a estudarem.

Explicando a citação supracitada, quer dizer que os primeiros conceitos de educação


são adquiridos dentro do meio familiar, conhecido como conhecimento prévio. Essa
instituição, a família, é quem passa as regras e normas da sociedade em que estão inseridos
para os seus membros e os formam como cidadãos. Cabe a família ensinar ao seu filho como
se comportar em meio a sociedade, pois a mesma é exemplo de condutas aceitas socialmente.

De acordo com Chiquetto(2020, p.16), afirma que:

De acordo com Piaget (1984) e Vygotsky (1998), a aprendizagem é o resultado da interação que os
indivíduos tem, tendo em vista os conhecimentos culturais e a maturação biológica. Mas também
deve ser levado em conta que existem diversas diferenças familiares, quando se trata de
aprendizagem escolar, pois é um processo pessoal. Em seus estudos, Vygotsky (1998) defende
que os fatores sociais e culturais têm a influencia no desenvolvimento intelectual, dentre os termos
e conceitos destaca que a mediação conduzida por um adulto tem papel fundamental no processo
de aprendizagem, ou seja, a criança precisa da mediação de uma pessoa mais experiente, para que
se desenvolva.

Nesse sentido, tanto o ambiente familiar como a escola acabam se tornando grandes
influenciadores no desenvolvimento intelectual da criança, sendo os mediadores para o
processo de aprendizagem. Logo, se faz necessário que a família acompanhe a vida escolar
de seu filho, criando uma relação de confiança e parceria com a escola e os seus membros,
contribuindo, assim, de forma positiva para aprendizado e o progresso da criança. Por meio
dessa parceria é possível criar uma educação de qualidade. Sem ignorar que a família é a base
para a formação e a educação das crianças e dos adolescentes.

Ainda Chiquetto(2020, p.18), afirma que

A parceria família e a escola acaba se tornando um elemento facilitador, fazendo com que a vida
escolar da crianças se torne mais tranquila, neste modo os pais acabam conseguindo transmitir
tranquilidade, segurança e conseguem deixar o processo de adaptação escolar mais fácil. O
processo de adaptação não ocorre somente quando a criança está sendo inserida pela primeira vez
no meio escolar , mas também quando a criança muda de escola, ou até mesmo quando entra em
um novo ambiente, uma nova etapa de ensino, uma nova turma. Por isso, para que haja uma
adaptação tranquila é preciso que os pais confiem no local em que estão deixando o seu filho.

Assim, o papel que a família tem sobre a vida escolar da criança é de grande
importância para o seu desenvolvimento escolar, o qual, em hipótese alguma deve deixar de
ser considerado. A mesma tem o dever de acompanhar todo desempenho escolar da criança,

13
com a responsabilidade de intermediar sua prática do decorrer dos dias. Os responsáveis que
participam da educação das crianças buscam ter, respostas adequadas no final do ano lectivo,
hoje nas escolas é difícil se ter acções que aproximem, mas os responsáveis do ambiente
escolar, a falta de planejamento acaba afectando essa aproximação tão significativa para a
família.

O responsável, sem dúvidas, pela educação das crianças é a família, já que é nesta
instituição social em que os indivíduos desenvolvem os valores. A participação da família
durante o período escolar das crianças é indispensável, já que é preciso aos responsáveis
acompanharem de perto o que acontece, verificando seu rendimento escolar, perguntando
sobre a rotina das aulas, e fazendo diversos questionamentos que permitam essa compreensão.

4.2. Desenvolvimento Psicológico da Criança no Contexto Familiar


Na visão de Angelim, (2005, p.15), afirma que:

As crianças em idade escolar passam mais tempo longe de casa do que antes; entretanto o lar e as
pessoas que ali convivem continuam sendo a parte mais importante de seu mundo. A maioria dos
pais continua oferecendo apoio e sendo amorosos e envolvidos com seus filhos. As crianças
buscam em seus pais afeto, orientação, laços seguros e duradouros, além de afirmação de
competência ou valor pessoal. Depois dos pais, os avós eram os mais importantes, sendo vistos
como calorosos e fontes de apoio e afeição, estimulando o valor próprio.

O ambiente no lar de uma criança tem dois componentes principais. Existe a estrutura
familiar: se os dois pais ou apenas um, ou outra pessoa, está criando a criança. Ambos os
factores tem sido afectados pelas mudanças na vida familiar. As crianças geralmente têm
melhor desempenho na escola e menos problemas emocionais e comportamentais quando
passam sua infância em uma família mais intacta com dois pais que tem um bom
relacionamento um com o outro.

De acordo a Angelim, (2005, p.15) relata o seguinte: “O vínculo afetivo é


fundamental para o desenvolvimento da criança e para a construção de sua integridade
física, psicológica e moral.” É a partir de vinculações positivas e duradouras que a criança
poderá se tornar um adulto capaz de estabelecer vínculos sadios e investir afectivamente nos
seus relacionamentos futuros.

A família moderna, dentro de todas as transformações históricas apresenta hoje uma


das maiores problemáticas, interagir, dialogar, enfim, fazer-se presente junto aos seus, em que
a presença, as trocas afectivas acabam sendo substituídas pelas compensações materiais.
Assim, a educação acaba sendo um jogo de transferências de responsabilidade entre a família
e a escola. Um vínculo pode ser definido como um relacionamento específico e único entre
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duas pessoas, que dura ao longo do tempo, mesmo que as distâncias se apresentem, pois este
se fundamenta no amor. A família é responsável pelos primeiros vínculos de afecto, de apego.

A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua
capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento. O auto-conceito se desenvolve desde
muito cedo na relação da criança com os outros. Os pais actuam como espelhos, que
devolvem determinadas imagens ao filho. O afecto é muito parecido com o espelho. Quando
demonstro afectividade por alguém, essa pessoa torna-se meu espelho e eu me torno o dela; e
reflectindo um no sentimento de afecto do outro, desenvolvemos o forte vínculo do amor,
essência humana, em matéria de sentimentos.

De acordo a Angelim, (2005, p.20) relata que:


É nesta interação afetiva que desenvolvemos nossos sentimentos positiva ou negativamente e
construímos a nossa auto imagem. Se os pais estão sempre opinando a partir de uma perspectiva
negativa para os filhos, e se estão sempre taxando-os de inúteis e incapazes, ou usando de
zombarias e ironias, irá se formando neles uma imagem "pequena" de seu valor. E se com os
amigos, na rua e na escola, repetem-se as mesmas relações, teremos uma pessoa com auto - estima
baixa e baixo sentimento de auto - avaliação.

Quando a criança tem êxito no que faz e já falamos sobre a forma de ajudá-las nesse
sentido começa a confiar em suas capacidades. E quanto mais acredita que pode fazer, mais
consegue. É importante ensinar à criança que ela pode fazer algumas coisas bem, e que pode
ter problemas com outras coisas. E que esperamos que faça o melhor que puder. Também é
uma boa ajuda admitirmos nossos próprios erros ou fracassos.

As relações entre as escolas e a família, além de supostos ideais comuns, baseia-se na


divisão do trabalho de educação de crianças e jovens, e envolvem expectativas recíprocas. Do
ponto de vista da escola, envolvimento ou participação dos pais na educação dos filhos
significa comparecimento ás reuniões de pais e mestres, atenção á comunicação escola-casa e,
sobretudo, acompanhamento dos deveres de casa e das notas. Esse envolvimento pode ser
espontâneo ou incentivado por políticas da escola ou do sistema de ensino.

Ainda Angelim, (2005, p.36) relata que:


Participar da educação dos filhos e comparecendo as reuniões escolares e, sobretudo, monitorando
o dever de casa, requer certas condições: basicamente,capital econômico e cultural vontade e
gosto. A necessidade de se estudar a relação família se sustenta e é reafirmada quando o professor
se esmera por considerar o aluno, sem perder de vista a globalidade da pessoa, ou seja,
compreende que quando se ingressa no sistema escolar, não se deixa de ser filho, irmão, amigo etc.

A escola, portanto também necessita dessa relação de cooperação com a família, pois
os professores precisam conhecer as dinámicas internas e o universo sócio-cultural
vivenciados pelos seus alunos, para que possam respeitá-los, compreendê-los e tenham
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condições de intervirem no providenciar de um desenvolvimento nas expressões de sucesso e
não de fracasso diagnosticado. Precisam ainda, dessa relação para parceria para poderem
também compartilhar com a família os aspectos de conduta do filho: aproveitamento escolar,
qualidade das tarefas, relacionamento com professores e colegas, actitudes, valores, respeito
às regras.

5. A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA
A família tem como esperança que a escola escolhida para os estudos dos seus filhos
seja do agrado da criança e que esta obtenha sucesso no seu rendimento escolar. É importante
que os pais avaliem o perfil disciplinar da escola e verifiquem a possibilidade de trabalhar
junto com a mesma, para que não haja uma má formação da criança.

Para Falcão (2007, cit por Falcão e Silva(2017, p.14) alega que:
“(...) a Família foi perdendo seus principais atributos, de tal forma e com tanta rapidez que se
chegou a proclamar o seu fim”. Nos dias atuais, percebe-se que a família não segue mais um
modelo tradicional, mas apenas uma estruturação familiar e que, dentro dessa realidade, inclui-se
pais que trabalham para sustentar a família e os que deixaram de estudar antes mesmo de serem
alfabetizados, dificultando a participação desejada na vida do filho.

A participação da família no processo de aprendizagem do filho na escola é uma


necessidade contemporânea, almejada por todos que fazem parte da comunidade escolar. A
família tem um papel imprescindível na vida dos filhos, pois é nessa em que acontece o
desenvolvimento das primeiras habilidades, os primeiros ensinamentos no qual o filho
aprende a respeitar os outros. E a escola reforça esses valores, mas não assume o papel da
família para si.

Na visão de Falcão e Silva(2017, p.18), afirmam que:


Nesse sentido, a família e escola sempre formaram um elo importantíssimo no desenvolvimento da
aprendizagem de qualquer criança. Não há como negar que uma família, quando descuida do
desenvolvimento escolar de seus filhos, tem como uma das consequências a queda acentuada nos
boletins trimestrais. É preciso, portanto, que a família, seja ela que composição tiver, cumpra os
seus deveres e que a escola faça valer sua proposta pedagógica como meta, para que ambos
possam atingir seus objectivos na formação dessas crianças. O primeiro passo para que isso
aconteça é estabelecer acordos e regras que fortalecerão essa parceira permitindo que a
aprendizagem dos filhos e dos alunos se efective claramente através de seus desempenhos tanto no
lar quanto na escola. A família é a principal base de formação. Mesmo quando ela passa por
mudanças em seu contexto social, económico e de composição, não deve ter retirada sua
responsabilidade no acto de educar.

Nesse sentido, aos pais cabem todo o empenho de acompanhar a formação de seu filho
desde o nascimento até a maioridade para que sua educação moral e escolar sejam positivas,
pois a família é o factor que mais tem influência na educação. Por isso, é de suma importância
o comparecimento dos pais ao menos uma vez por semana na escola dos filhos, para saber

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como eles estão indo nos estudos, conversando com os professores e verificando a interação
dos filhos com os colegas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A família nasce espontaneamente pelo simples desenvolvimento da vida humana. O
grande vínculo natural que une o homem à família faz tornar verdadeira a máxima de que não
existe qualquer outra instituição que seja tão intimamente ligada a ele. Por questões históricas
já mencionadas, tornou-se inviável estabelecer um modelo familiar uniforme, havendo a
necessidade de traduzi-la em conformidade com as transformações sociais no decorrer do
tempo. Portanto, ressalta-se que esse envolvimento escola e família poderá trazer muitos
benefícios para a educação como um todo.

Vimos que a escola não é a única responsável pela formação da personalidade: ela tem
papel complementar ao da família. Por mais que a escola propicie um clima familiar à criança,
ainda assim é apenas a sua escola. Ela oferece condições de educação diferentes das existentes
na família. A criança passa a pertencer a uma colectividade que é a sua turma, sua classe, sua
escola. É um crescimento em relação ao “eu” de casa, onde ela praticamente é o centro.

Hoje, mais do que nunca, a escola precisa do apoio da família, e esta família precisa
que a instituição seja competente na formação académica de seus filhos. A família em
consonância com a escola e vice-versa são peças fundamentais para o pleno desenvolvimento
da criança e consequentemente são pilares imprescindíveis no desempenho escolar.
Entretanto, para conhecer a família é necessário que a escola abra suas portas, intensificando e
garantindo sua permanência.

Conforme Falcão & Silva(2017, p.37), alegam que:


Sabe-se que para se efetivar a relação família/escola, pois cada família, cada escola teve viver em
harmonia e em sintonia em prol do ensino e da aprendizagem dos alunos. Igualmente, a interação
família/escola se faz necessário para que ambas conheçam suas realidades e construam
coletivamente uma relação de diálogo mútuo, buscando meios para que se concretize essa parceria,
apesar das dificuldades e diversidades que as envolvem.

Portanto, acreditamos que o diálogo ainda é a melhor forma de promover uma maior
aproximação e pode ser o começo de uma grande mudança no relacionamento entre a Família
e a Escola. É bom lembrar também que os filhos gostam da presença dos seus pais na escola,
isso deve ser considerada pela escola no momento do Projecto Político Pedagógico. Chama-se
a atenção do gestores escolares de criarem um projecto que se volta à participação activa dos
pais e encarregados de educação na escolas.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Aquino, Matheus Pereira (2021). A Dialeticidade De Engels Acerca Do Desenvolvimento Do
Conceito De Família . Goiânia.

Angelim, S. Feitosa(2005).. Relação Entre Desagregação Familiar E Problemas De


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Chiquetto. Gislaine(2020). A Influência da Família no Processo de Aprendizagem. São


Francisco,edição Itatiba.

Noronha, M. Soares & Parron, S. Ferreira(2002). A Evolução Do Conceito De Família.


Brasília. Editora Artmed.

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Samagaio, Florbela(2016). Considerações sobre a importância da família na socialização: o


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Zane, A. D. Souza (2013). A Função Da Família Na Educação Escolar. São Paulo.

Referências internacionais fundamentais (APA)

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ed.). Lisboa: Âncora Editora.

👉 Base sólida para identificação dos factores neuropsicológicos e estratégias de intervenção.

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2. Kirk, S. A., Gallagher, J. J., & Coleman, M. R. (2015). Educação especial: Introdução (13ª
ed.). São Paulo: Cengage Learning.

👉 Clássico mundial para conceituação, diagnóstico e impacto das dificuldades de


aprendizagem.

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educação: Necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar (Vol. 3). Porto Alegre:
Artes Médicas.

👉 Essencial para descrição das manifestações no contexto escolar.

4. Vygotsky, L. S. (1991). A formação social da mente (4ª ed.). São Paulo: Martins Fontes.

👉 Fundamenta a análise dos factores socioculturais e pedagógicos.

5. Ausubel, D. P. (2003). Aquisição e retenção de conhecimentos: Uma perspectiva cognitiva.


Lisboa: Plátano.

👉 Explica o impacto dos factores cognitivos no rendimento académico.

6. Perrenoud, P. (1999). Avaliação: Da excelência à regulação das aprendizagens. Porto


Alegre: Artmed.

👉 Forte para analisar o insucesso escolar e propor estratégias pedagógicas diferenciadas.

19
7. Gardner, H. (1995). Estruturas da mente: A teoria das inteligências múltiplas. Porto Alegre:
Artmed.

👉 Ajuda a compreender diferenças individuais e estilos de aprendizagem.

8. Sternberg, R. J. (2000). Inteligência humana. Porto Alegre: Artmed.

👉 Fundamenta a relação entre tipos de inteligência, desempenho escolar e sucesso académico.

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