Introdução
Entre os investimentos de renda fixa, os CDBs são os mais
conhecidos. Eles estão disponíveis na maioria dos bancos, sendo
uma das primeiras opções para quem quer migrar o dinheiro da
poupança para algo mais rentável.
Mas se o que você busca é retorno, saiba que as corretoras
também oferecem CDBs, e muitos com remuneração acima da
encontrada em grandes instituições financeiras.
Este slide vai ajudá-lo a entender os detalhes de como
funcionam os CDBs. Formas de remuneração, prazos de
vencimento, valor mínimo de aplicação e estruturas de liquidez
são alguns dos assuntos abordados. Ao final, você estará
preparado para escolher a melhor opção para o seu perfil de
investimento.
O que é o
Se você já investiu no Tesouro Direto, sabe que quem
compra títulos públicos na prática “empresta” dinheiro
para o governo fazer a máquina pública girar. Da mesma
forma, quem investe em debêntures empresta recursos
para uma empresa realizar grandes projetos. A lógica é
exatamente a mesma nos certificados de depósito
bancário: quem compra CDBs empresta dinheiro para os
bancos financiarem suas atividades de crédito.
Os bancos captam dinheiro com os CDBs oferecendo
em troca uma remuneração – os juros – aos investidores,
por um determinado período. Os recursos são usados por
essas instituições para conceder empréstimos a outras
pessoas.
Como funciona
O investimento em CDBs se parece bastante com
outros produtos de renda fixa. Entenda aqui os detalhes
desse tipo de aplicação.
Existem vários tipos de CDBs, e cada um possui uma
característica bem particular. Os três modelos mais
comuns são:
CDB prefixado
CDB pós-fixado
CDB atrelado à inflação
CDB prefixado: Nesse tipo de aplicação, o investidor
consegue calcular exatamente a remuneração em reais
que obterá até o vencimento do papel. Isso porque a taxa
de juros é definida e informada desde o momento da
aplicação. Um CDB prefixado com taxa de 5% ao ano, por
exemplo, oferecerá exatamente essa remuneração até o
fim.
CDB pós-fixado: É, de longe, o tipo mais comum de
CDB disponível no mercado. Nesse caso, o investidor sabe
que indicador servirá de referência para a rentabilidade do
papel também desde o momento da aplicação. Mas não é
possível ter certeza de qual será o retorno em reais,
porque ele seguirá a dinâmica de variações do indicador.
O indicador mais comum para os CDBs pós fixados é a
taxa do CDI, principal referência de rentabilidade da renda
fixa. Em geral, a remuneração de um papel desse tipo é
apresentada como um percentual do CDI. Em um CDB com
remuneração de 100% do CDI ao ano, por exemplo, o
investidor vai ganhar 100% do que render o CDI ao longo
de um ano.
CDB atrelado à inflação: se você entendeu como
funcionam os outros tipos de CDBs, esse não vai ser
complicado. A remuneração destes papéis mescla as duas
estruturas. Ou seja, eles oferecerem como retorno uma
parcela prefixada (5% ao ano, digamos) e outra pós
fixada (variação da inflação, medida pelo IPCA ou pelo
IGP-M).
Valor mínimo
Ao investir em CDBs, é possível que você encontre
algumas exigências das instituições financeiras – entre
ela, um valor mínimo de investimento. A aplicação inicial
varia muito em função do nível de risco e do potencial de
retorno de cada papel.
Nos grandes bancos, é possível encontrar CDBs com
um valor mínimo pequeno. Eles costumam estar acessíveis
para aplicações a partir de R$ 500. Normalmente, no
entanto, CDBs com esse perfil são os que oferecem uma
remuneração menor também. Não é raro que chegue a
80% do CDI, um retorno considerado baixo.
Liquidez
É preciso entender a diferença entre dois conceitos:
liquidez diária e liquidez no vencimento.
Os CDBs são papéis com vencimento. Significa que as
condições acertadas na aplicação – como a remuneração –
são garantidas até uma determinada data, quando o
dinheiro volta para as mãos do investidor. Mesmo tendo
uma data de vencimento, muitos CDBs (principalmente de
grandes bancos) oferecem liquidez diária. Assim, é
possível resgatá-los a qualquer momento, mesmo antes
do prazo final.
É preciso entender a diferença entre dois conceitos:
liquidez diária e liquidez no vencimento.
Os CDBs são papéis com vencimento. Significa que as
condições acertadas na aplicação – como a remuneração –
são garantidas até uma determinada data, quando o
dinheiro volta para as mãos do investidor. Mesmo tendo
uma data de vencimento, muitos CDBs (principalmente de
grandes bancos) oferecem liquidez diária. Assim, é
possível resgatá-los a qualquer momento, mesmo antes
do prazo final.
Custos
Diferentemente dos fundos de renda fixa, os CDBs não
envolvem a cobrança de taxa de administração. Em algumas
corretoras, pode haver taxa de corretagem ou de custódia para
negociar esses papéis, mas muitas já isentam os investidores
desses custos.
É importante perceber que um mesmo CDB – emitido pela
mesma instituição financeira, com vencimento em um mesmo
prazo – pode apresentar uma rentabilidade diferente
dependendo da plataforma de investimento pela qual estiver
sendo oferecido. Isso acontece porque as corretoras são como
uma loja que vende produtos financeiros. Cada uma delas
estabelece uma margem de ganho sobre o valor “de fábrica” do
CDB. Em algumas, ela pode ser maior do que em outras, e isso se
reflete na rentabilidade final recebida pelo investidor.
Imposto de Renda
A tributação dos CDBs segue o padrão dos investimentos de
renda fixa. O investidor paga Imposto de Renda seguindo uma
tabela regressiva, em que as alíquotas diminuem conforme o
tempo que a aplicação é mantida. A taxa varia entre 22,5%
sobre a rentabilidade para investimentos de até seis meses, e
15% sobre a rentabilidade para investimentos mantidos por
mais de dois anos.
Existe ainda a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações
Financeiras), mas ele só incide sobre as aplicações resgatadas
em menos de 30 dias. Nesses casos, a alíquota pode variar entre
96% e 3% da rentabilidade – o IOF também diminui com o
tempo do investimento.
Obrigado!