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Teoria dos Conjuntos e Operações Matemáticas

O documento é um material didático sobre Matemática, abordando tópicos como teoria dos conjuntos, operações fundamentais, razões e proporções, sistemas de medidas, funções, equações, progressões, geometria e estatística. Cada seção inclui definições, fórmulas e exemplos práticos para facilitar a compreensão dos conceitos. O conteúdo é licenciado e proíbe a reprodução não autorizada.

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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Teoria dos Conjuntos e Operações Matemáticas

O documento é um material didático sobre Matemática, abordando tópicos como teoria dos conjuntos, operações fundamentais, razões e proporções, sistemas de medidas, funções, equações, progressões, geometria e estatística. Cada seção inclui definições, fórmulas e exemplos práticos para facilitar a compreensão dos conceitos. O conteúdo é licenciado e proíbe a reprodução não autorizada.

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sumário

Prefeitura de Xangri-lá - RS

Matemática

Teoria dos conjuntos....................................................................................................... 1


Conjuntos numéricos: números naturais, inteiros, racionais, irracionais e reais; Opera-
ções fundamentais (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radicia-
ção), propriedades das operações.................................................................................. 7
Múltiplos e divisores, números primos............................................................................ 26
Mínimo múltiplo comum e máximo divisor comum.......................................................... 31

Matemática
Razões e proporções: grandezas direta e inversamente proporcionais, e divisão em
partes direta e inversamente proporcionais.................................................................... 34
Regra de três simples e composta.................................................................................. 39
Sistema de medidas: comprimento, capacidade, massa e tempo (unidades e transfor-
mação de unidades)........................................................................................................ 41
Sistema monetário brasileiro........................................................................................... 46
Cálculo algébrico: monômios e polinômios..................................................................... 49
Funções: ideia de função, interpretação de gráficos, domínio e imagem, função do 1º
grau e função do 2º grau – valor de máximo e mínimo de uma função do 2º grau........ 56
Equações de 1º e 2º graus.............................................................................................. 65
Sistemas de equações de 1º grau com duas incógnitas................................................. 69
Progressão Aritmética (PA) e Progressão Geométrica (PG)........................................... 72
Análise combinatória....................................................................................................... 76
Funções trigonométricas, razões e relações trigonométricas no triângulo retângulo;
Classificação dos triângulos quanto aos lados e ângulos internos; Condição de exis-
tência do triângulo........................................................................................................... 79
Teorema de Pitágoras e suas aplicações; Teorema de Tales......................................... 85
Geometria plana: semelhança de triângulos, cálculo de área e perímetro das figuras
geométricas básicas (quadriláteros, triângulos e círculos), cálculo de área e perímetro
de polígonos; Circunferência e círculo: comprimento da circunferência e área do círcu-
lo...................................................................................................................................... 88
Noções de geometria espacial: cálculo da área e do volume de paralelepípedos e pi-
râmides, e cálculo do volume de cones e cilindros circulares retos................................ 90
Matemática financeira: porcentagem e juro simples....................................................... 98
Estatística: cálculo de média aritmética simples e média aritmética ponderada............ 101
Aplicação dos conteúdos acima listados na resolução de problemas............................ 103
Questões......................................................................................................................... 108
Gabarito........................................................................................................................... 113

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sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Teoria dos conjuntos

Os conjuntos estão presentes em muitos aspectos da vida, seja no cotidiano, na cultura ou na ciência. Por
exemplo, formamos conjuntos ao organizar uma lista de amigos para uma festa, ao agrupar os dias da semana
ou ao fazer grupos de objetos. Os componentes de um conjunto são chamados de elementos, e para represen-
tar um conjunto, usamos geralmente uma letra maiúscula.
Na matemática, um conjunto é uma coleção bem definida de objetos ou elementos, que podem ser núme-
ros, pessoas, letras, entre outros. A definição clara dos elementos que pertencem a um conjunto é fundamental
para a compreensão e manipulação dos conjuntos.

Símbolos importantes
∈: pertence
∉: não pertence
⊂: está contido
⊄: não está contido
⊃: contém
⊅: não contém
/: tal que
⟹: implica que
⇔: se,e somente se
∃: existe
x1y2z3 a8570599d784b9bd355bf914a3da078de7d0ff5d4905697a01c356db0b51c610

∄: não existe
∀: para todo(ou qualquer que seja)
∅: conjunto vazio
N: conjunto dos números naturais
Z: conjunto dos números inteiros
Q: conjunto dos números racionais
I: conjunto dos números irracionais
R: conjunto dos números reais

Representações
Um conjunto pode ser definido:
• Enumerando todos os elementos do conjunto
S={1, 3, 5, 7, 9}
• Simbolicamente, usando uma expressão que descreva as propriedades dos elementos
B = {x∈ℕ|x<8}
Enumerando esses elementos temos
B = {0,1,2,3,4,5,6,7}
Através do Diagrama de Venn, que é uma representação gráfica que mostra as relações entre diferentes
conjuntos, utilizando círculos ou outras formas geométricas para ilustrar as interseções e uniões entre os con-
juntos.

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Subconjuntos
Quando todos os elementos de um conjunto A pertencem também a outro conjunto B, dizemos que:
• A é subconjunto de B ou A é parte de B
• A está contido em B escrevemos: A⊂B
Se existir pelo menos um elemento de A que não pertence a B, escrevemos: A⊄B

Igualdade de conjuntos
Para todos os conjuntos A, B e C,para todos os objetos x∈U (conjunto universo), temos que:
(1) A = A.
(2) Se A = B, então B = A.
(3) Se A = B e B = C, então A = C.
(4) Se A = B e x∈A, então x∈B.
Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisamos apenas comparar seus elementos. Não importa
a ordem ou repetição dos elementos.
Por exemplo, se A={1,2,3}, B={2,1,3}, C={1,2,2,3}, então A = B = C.

Classificação
Chama-se cardinal de um conjunto, e representa-se por #, o número de elementos que ele possui.
Por exemplo, se A ={45,65,85,95}, então #A = 4.

Tipos de Conjuntos:
• Equipotente: Dois conjuntos com a mesma cardinalidade.
• Infinito: quando não é possível enumerar todos os seus elementos
• Finito: quando é possível enumerar todos os seus elementos
• Singular: quando é formado por um único elemento
• Vazio: quando não tem elementos, representados por S = ∅ ou S = { }.

Pertinência
Um conceito básico da teoria dos conjuntos é a relação de pertinência, representada pelo símbolo ∈. As
letras minúsculas designam os elementos de um conjunto e as letras maiúsculas, os conjuntos.
Por exemplo, o conjunto das vogais (V) é
V = {a, e, i, o, u}
• A relação de pertinência é expressa por: a∈V.

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Isso significa que o elemento a pertence ao conjunto V.
• A relação de não-pertinência é expressa por: b ∉ V.
Isso significa que o elemento b não pertence ao conjunto V.

Inclusão
A relação de inclusão descreve como um conjunto pode ser um subconjunto de outro conjunto. Essa relação
possui três propriedades principais:
• Propriedade reflexiva: A⊂A, isto é, um conjunto sempre é subconjunto dele mesmo.
• Propriedade antissimétrica: se A⊂B e B⊂A, então A = B.
• Propriedade transitiva: se A⊂B e B⊂C, então, A⊂C.

Operações entre conjuntos

1) União
A união de dois conjuntos A e B é o conjunto formado pelos elementos que pertencem a pelo menos um dos
conjuntos.
A∪B = {x|x∈A ou x∈B}

Exemplo:
A = {1,2,3,4} e B = {5,6}, então A∪B = {1,2,3,4,5,6}

Fórmulas:
n(A ∪ B) = n(A) + n(B) - n(A∩B)
n(A ∪ B ∪ C) = n(A) + n(B) + n(C) + n(A∩B∩C) - n(A∩B) - n(A∩C) - n(B C)

2) Interseção
A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado pelos elementos que pertencem simultaneamente a
A e B.
A∩B = {x|x∈A e x∈B}

Exemplo:
A = {a,b,c,d,e} e B = {d,e,f,g}, então A∩B = {d, e}

Fórmulas:
n(A∩B) = n(A) + n(B) − n(A∪B)
n(A∩B∩C) = n(A) + n(B) + n(C) − n(A∪B) − n(A∪C) − n(B∪C) + n(A∪B∪C)

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3) Diferença
A diferença entre dois conjuntos A e B é o conjunto dos elementos que pertencem a A mas não pertencem
a B.
A\B ou A – B = {x | x∈A e x∉B}.

Exemplo:
A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}, então A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.

Fórmula:
n(A−B) = n(A) − n(A∩B)

4) Complementar
O complementar de um conjunto A, representado por A ou Ac, é o conjunto dos elementos do conjunto uni-
verso que não pertencem a A.
A = {x∈U | x∉A}

Exemplo:
U = {0,1,2,3,4,5,6,7} e A = {0,1,2,3,4}, então A = {5,6,7}

Fórmula:
n(A) = n(U) − n(A)

Exemplos práticos
1. (MANAUSPREV – Analista Previdenciário – FCC/2015) Em um grupo de 32 homens, 18 são altos, 22
são barbados e 16 são carecas. Homens altos e barbados que não são carecas são seis. Todos homens altos
que são carecas, são também barbados. Sabe-se que existem 5 homens que são altos e não são barbados
nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não são altos nem carecas. Sabe-se que
existem 5 homens que são carecas e não são altos e nem barbados. Dentre todos esses homens, o número de
barbados que não são altos, mas são carecas é igual a
(A) 4.
(B) 7.
(C) 13.

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(D) 5.
(E) 8.

Resolução:
Primeiro, quando temos três conjuntos (altos, barbados e carecas), começamos pela interseção dos três,
depois a interseção de cada dois, e por fim, cada um individualmente.

Se todo homem careca é barbado, então não teremos apenas homens carecas e altos. Portanto, os homens
altos e barbados que não são carecas são 6.

Sabemos que existem 5 homens que são barbados e não são altos nem carecas e também que existem 5
homens que são carecas e não são altos e nem barbados

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Sabemos que 18 são altos

Quando resolvermos a equação 5 + 6 + x = 18, saberemos a quantidade de homens altos que são barbados
e carecas.
x = 18 - 11, então x = 7
Carecas são 16

então 7 + 5 + y = 16, logo número de barbados que não são altos, mas são carecas é Y = 16 - 12 = 4

Resposta: A.
Nesse exercício, pode parecer complicado usar apenas a fórmula devido à quantidade de detalhes. No en-
tanto, se você seguir os passos e utilizar os diagramas de Venn, o resultado ficará mais claro e fácil de obter.
2. (SEGPLAN/GO – Perito Criminal – FUNIVERSA/2015) Suponha que, dos 250 candidatos selecionados
ao cargo de perito criminal:
1) 80 sejam formados em Física;
2) 90 sejam formados em Biologia;
3) 55 sejam formados em Química;
4) 32 sejam formados em Biologia e Física;
5) 23 sejam formados em Química e Física;
6) 16 sejam formados em Biologia e Química;
7) 8 sejam formados em Física, em Química e em Biologia.

Considerando essa situação, assinale a alternativa correta.

(A) Mais de 80 dos candidatos selecionados não são físicos nem biólogos nem químicos.
(B) Mais de 40 dos candidatos selecionados são formados apenas em Física.
(C) Menos de 20 dos candidatos selecionados são formados apenas em Física e em Biologia.

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(D) Mais de 30 dos candidatos selecionados são formados apenas em Química.
(E) Escolhendo-se ao acaso um dos candidatos selecionados, a probabilidade de ele ter apenas as duas
formações, Física e Química, é inferior a 0,05.

Resolução:
Para encontrar o número de candidatos que não são formados em nenhuma das três áreas, usamos a fór-
mula da união de três conjuntos (Física, Biologia e Química):
n(F∪B∪Q) = n(F) + n(B) + n(Q) + n(F∩B∩Q) - n(F∩B) - n(F∩Q) - n(B∩Q)
Substituindo os valores, temos:
n(F∪B∪Q) = 80 + 90 + 55 + 8 - 32 - 23 - 16 = 162.
Temos um total de 250 candidatos
250 - 162 = 88

Resposta: A.
Observação: Em alguns exercícios, o uso das fórmulas pode ser mais rápido e eficiente para obter o re-
sultado. Em outros, o uso dos diagramas, como os Diagramas de Venn, pode ser mais útil para visualizar as
relações entre os conjuntos. O importante é treinar ambas as abordagens para desenvolver a habilidade de
escolher a melhor estratégia para cada tipo de problema na hora da prova.

Conjuntos numéricos: números naturais, inteiros, racionais, irracionais e reais;


Operações fundamentais (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e
radiciação), propriedades das operações

O agrupamento de termos ou elementos que associam características semelhantes é denominado conjunto.


Quando aplicamos essa ideia à matemática, se os elementos com características semelhantes são números,
referimo-nos a esses agrupamentos como conjuntos numéricos.
Em geral, os conjuntos numéricos podem ser representados graficamente ou de maneira extensiva, sendo
esta última a forma mais comum ao lidar com operações matemáticas. Na representação extensiva, os números
são listados entre chaves {}. Caso o conjunto seja infinito, ou seja, contenha uma quantidade incontável de
números, utilizamos reticências após listar alguns exemplos. Exemplo: ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, …}.
Existem cinco conjuntos considerados essenciais, pois são os mais utilizados em problemas e questões
durante o estudo da Matemática. Esses conjuntos são os Naturais, Inteiros, Racionais, Irracionais e Reais.

CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (ℕ)


O conjunto dos números naturais é simbolizado pela letra N e compreende os números utilizados para
contar e ordenar. Esse conjunto inclui o zero e todos os números positivos, formando uma sequência infinita.
Em termos matemáticos, os números naturais podem ser definidos como ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, …}
O conjunto dos números naturais pode ser dividido em subconjuntos:
ℕ* = {1, 2, 3, 4…} ou ℕ* = ℕ – {0}: conjunto dos números naturais não nulos, ou sem o zero.
ℕp = {0, 2, 4, 6…}, em que n ∈ ℕ: conjunto dos números naturais pares.
ℕi = {1, 3, 5, 7..}, em que n ∈ ℕ: conjunto dos números naturais ímpares.
P = {2, 3, 5, 7..}: conjunto dos números naturais primos.

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Operações com Números Naturais
Praticamente, toda a Matemática é edificada sobre essas duas operações fundamentais: adição e
multiplicação.

Adição de Números Naturais


A primeira operação essencial da Aritmética tem como objetivo reunir em um único número todas as unidades
de dois ou mais números.
Exemplo: 6 + 4 = 10, onde 6 e 4 são as parcelas e 10 é a soma ou o total.

Subtração de Números Naturais


É utilizada quando precisamos retirar uma quantidade de outra; é a operação inversa da adição. A subtração
é válida apenas nos números naturais quando subtraímos o maior número do menor, ou seja, quando quando
a-b tal que a ≥ b.
Exemplo: 200 – 193 = 7, onde 200 é o Minuendo, o 193 Subtraendo e 7 a diferença.
Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o subtraendo como subtrativo.

Multiplicação de Números Naturais


É a operação que visa adicionar o primeiro número, denominado multiplicando ou parcela, tantas vezes
quantas são as unidades do segundo número, chamado multiplicador.
Exemplo: 3 x 5 = 15, onde 3 e 5 são os fatores e o 15 produto.
- 3 vezes 5 é somar o número 3 cinco vezes: 3 x 5 = 3 + 3 + 3 + 3 + 3 = 15. Podemos no lugar do “x” (vezes)
utilizar o ponto “. “, para indicar a multiplicação).

Divisão de Números Naturais


Dados dois números naturais, às vezes precisamos saber quantas vezes o segundo está contido no primeiro.
O primeiro número, que é o maior, é chamado de dividendo, e o outro número, que é menor, é o divisor. O
resultado da divisão é chamado de quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo quociente e somarmos o resto,
obtemos o dividendo.
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada, pois nem sempre é possível dividir um número
natural por outro número natural de forma exata. Quando a divisão não é exata, temos um resto diferente de
zero.

Princípios fundamentais em uma divisão de números naturais


– Em uma divisão exata de números naturais, o divisor deve ser menor do que o dividendo. 45 : 9 = 5
– Em uma divisão exata de números naturais, o dividendo é o produto do divisor pelo quociente. 45 = 5 x 9
– A divisão de um número natural n por zero não é possível, pois, se admitíssemos que o quociente fosse q,
então poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão
de n por 0 não tem sentido ou ainda é dita impossível.

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Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Naturais
Para todo a, b e c em ℕ
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b + a
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
7) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
8) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab – ac
9) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural,
continua como resultado um número natural.

Exemplos:
1. Em uma gráfica, a máquina utilizada para imprimir certo tipo de calendário está com defeito, e, após
imprimir 5 calendários perfeitos (P), o próximo sai com defeito (D), conforme mostra o esquema. Considerando
que, ao se imprimir um lote com 5 000 calendários, os cinco primeiros saíram perfeitos e o sexto saiu com
defeito e que essa mesma sequência se manteve durante toda a impressão do lote, é correto dizer que o
número de calendários perfeitos desse lote foi
(A) 3 642.
(B) 3 828.
(C) 4 093.
x1y2z3 a8570599d784b9bd355bf914a3da078de7d0ff5d4905697a01c356db0b51c610

(D) 4 167.
(E) 4 256.

Solução:
Vamos dividir 5000 pela sequência repetida (6):
5000 / 6 = 833 + resto 2.
Isto significa que saíram 833. 5 = 4165 calendários perfeitos, mais 2 calendários perfeitos que restaram na
conta de divisão.
Assim, são 4167 calendários perfeitos.

Resposta: D.
2. João e Maria disputaram a prefeitura de uma determinada cidade que possui apenas duas zonas eleitorais.
Ao final da sua apuração o Tribunal Regional Eleitoral divulgou a seguinte tabela com os resultados da eleição.
A quantidade de eleitores desta cidade é:

1ª Zona Eleitoral 2ª Zona Eleitoral


João 1750 2245
Maria 850 2320
Nulos 150 217
Brancos 18 25
Abstenções 183 175

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(A) 3995
(B) 7165
(C) 7532
(D) 7575
(E) 7933

Solução:
Vamos somar a 1ª Zona: 1750 + 850 + 150 + 18 + 183 = 2951
2ª Zona: 2245 + 2320 + 217 + 25 + 175 = 4982
Somando os dois: 2951 + 4982 = 7933

Resposta: E.
3. Uma escola organizou um concurso de redação com a participação de 450 alunos. Cada aluno que par-
ticipou recebeu um lápis e uma caneta. Sabendo que cada caixa de lápis contém 30 unidades e cada caixa
de canetas contém 25 unidades, quantas caixas de lápis e de canetas foram necessárias para atender todos
os alunos?
(A) 15 caixas de lápis e 18 caixas de canetas.
(B) 16 caixas de lápis e 18 caixas de canetas.
(C) 15 caixas de lápis e 19 caixas de canetas.
(D) 16 caixas de lápis e 19 caixas de canetas.
(E) 17 caixas de lápis e 19 caixas de canetas.

Solução:
Número de lápis: 450. Dividindo pelo número de lápis por caixa: 450 ÷ 30 = 15
Número de canetas: 450. Dividindo pelo número de canetas por caixa: 450 ÷ 25 = 18.

Resposta: A.
4. Em uma sala de aula com 32 alunos, todos participaram de uma brincadeira em que formaram grupos
de 6 pessoas. No final, sobrou uma quantidade de alunos que não conseguiram formar um grupo completo.
Quantos alunos ficaram sem grupo completo?
(A) 1
(B) 2
(C) 3
(D) 4
(E) 5

Solução:
Divisão: 32÷6=5 grupos completos, com 32 − (6 × 5) = 2 alunos sobrando.

Resposta: B.

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CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS (ℤ)
O conjunto dos números inteiros é denotado pela letra maiúscula Z e compreende os números inteiros
negativos, positivos e o zero.
ℤ = {..., -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4,…}

O conjunto dos números inteiros também possui alguns subconjuntos:


ℤ+ = {0, 1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos.
ℤ- = {…-4, -3, -2, -1, 0}: conjunto dos números inteiros não positivos.
ℤ*+ = {1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos e não nulos, ou seja, sem o zero.
ℤ*- = {… -4, -3, -2, -1}: conjunto dos números inteiros não positivos e não nulos.

Módulo
O módulo de um número inteiro é a distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica
inteira. Ele é representado pelo símbolo | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
O módulo de +6 é 6 e indica-se |+6| = 6
O módulo de –3 é 3 e indica-se |–3| = 3
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.

Números Opostos
Dois números inteiros são considerados opostos quando sua soma resulta em zero; dessa forma, os pontos
que os representam na reta numérica estão equidistantes da origem.
Exemplo: o oposto do número 4 é -4, e o oposto de -4 é 4, pois 4 + (-4) = (-4) + 4 = 0. Em termos gerais, o
oposto, ou simétrico, de “a” é “-a”, e vice-versa; notavelmente, o oposto de zero é o próprio zero.

Operações com Números Inteiros

Adição de Números Inteiros


Para facilitar a compreensão dessa operação, associamos a ideia de ganhar aos números inteiros positivos
e a ideia de perder aos números inteiros negativos.

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Ganhar 3 + ganhar 5 = ganhar 8 (3 + 5 = 8)
Perder 4 + perder 3 = perder 7 (-4 + (-3) = -7)
Ganhar 5 + perder 3 = ganhar 2 (5 + (-3) = 2)
Perder 5 + ganhar 3 = perder 2 (-5 + 3 = -2)
Observação: O sinal (+) antes do número positivo pode ser omitido, mas o sinal (–) antes do número
negativo nunca pode ser dispensado.

Subtração de Números Inteiros


A subtração é utilizada nos seguintes casos:
– Ao retirarmos uma quantidade de outra quantidade;
– Quando temos duas quantidades e queremos saber a diferença entre elas;
– Quando temos duas quantidades e desejamos saber quanto falta para que uma delas atinja a outra.
A subtração é a operação inversa da adição. Concluímos que subtrair dois números inteiros é equivalente a
adicionar o primeiro com o oposto do segundo.
Observação: todos os parênteses, colchetes, chaves, números, etc., precedidos de sinal negativo têm seu
sinal invertido, ou seja, representam o seu oposto.

Multiplicação de Números Inteiros


A multiplicação funciona como uma forma simplificada de adição quando os números são repetidos.
Podemos entender essa situação como ganhar repetidamente uma determinada quantidade. Por exemplo,
ganhar 1 objeto 15 vezes consecutivas significa ganhar 15 objetos, e essa repetição pode ser indicada pelo
símbolo “x”, ou seja: 1+ 1 +1 + ... + 1 = 15 x 1 = 15.
Se substituirmos o número 1 pelo número 2, obtemos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 = 15 x 2 = 30
Na multiplicação, o produto dos números “a” e “b” pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum
sinal entre as letras.

Divisão de Números Inteiros


Considere o cálculo: - 15/3 = q à 3q = - 15 à q = -5
No exemplo dado, podemos concluir que, para realizar a divisão exata de um número inteiro por outro
número inteiro (diferente de zero), dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
No conjunto dos números inteiros Z, a divisão não é comutativa, não é associativa, e não possui a propriedade
da existência do elemento neutro. Além disso, não é possível realizar a divisão por zero. Quando dividimos zero
por qualquer número inteiro (diferente de zero), o resultado é sempre zero, pois o produto de qualquer número
inteiro por zero é igual a zero.

Regra de sinais

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Potenciação de Números Inteiros
A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado
a base e o número n é o expoente.
an = a x a x a x a x ... x a , ou seja, a é multiplicado por a n vezes.

– Qualquer potência com uma base positiva resulta em um número inteiro positivo.
– Se a base da potência é negativa e o expoente é par, então o resultado é um número inteiro positivo.
– Se a base da potência é negativa e o expoente é ímpar, então o resultado é um número inteiro negativo.

Radiciação de Números Inteiros


A radiciação de números inteiros envolve a obtenção da raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro
a. Esse processo resulta em outro número inteiro não negativo, representado por b, que, quando elevado à
potência n, reproduz o número original a. O índice da raiz é representado por n, e o número a é conhecido como
radicando, posicionado sob o sinal do radical.

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A raiz quadrada, de ordem 2, é um exemplo comum. Ela produz um número inteiro não negativo cujo
quadrado é igual ao número original a.
Importante observação: não é possível calcular a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto
dos números inteiros.
É importante notar que não há um número inteiro não negativo cujo produto consigo mesmo resulte em um
número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que gera outro número inteiro. Esse número,
quando elevado ao cubo, é igual ao número original a. É crucial observar que, ao contrário da raiz quadrada,
não restringimos nossos cálculos apenas a números não negativos.

Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Inteiros


Para todo a, b e c em ℤ
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b +a
3) Elemento neutro da adição : a + 0 = a
4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
6) Comutativa da multiplicação : a.b = b.a

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7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
9) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac
10) Elemento inverso da multiplicação: para todo inteiro a ≠ 0, existe um inverso a–1 = 1/a em ℤ, tal que, a
. a–1 = a . (1/a) = 1
11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural,
continua como resultado um número natural.

Exemplos:
1. Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso adequado dos materiais em geral e
dos recursos utilizados em atividades educativas, bem como da preservação predial, realizou-se uma dinâmica
elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que
cada um classificasse suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4) pontos a cada atitude positiva e
(-1) a cada atitude negativa. Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes anotadas, o total
de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.

Solução:
50-20=30 atitudes negativas
20.4=80
30.(-1)=-30
80-30=50

Resposta: A.
2. Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:
TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00
Micro-ondas: R$ 429,00
Geladeira: R$ 1.213,00
Na aquisição dos produtos, conforme as condições mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco
recebido será de:
(A) R$ 84,00
(B) R$ 74,00
(C) R$ 36,00
(D) R$ 26,00
(E) R$ 16,00

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Solução:
Geladeira + Micro-ondas + DVD = 1213 + 429 + 399 = 2041
Geladeira + Micro-ondas + TV = 1213 + 429 + 562 = 2204, extrapola o orçamento
Geladeira + TV + DVD = 1213 + 562 + 399 = 2174, é a maior quantidade gasta possível dentro do orçamento.
Troco:2200 – 2174 = 26 reais

Resposta: D.

CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS (ℚ)


Os números racionais são aqueles que podem ser expressos na forma de fração. Nessa representação, tanto
o numerador quanto o denominador pertencem ao conjunto dos números inteiros, e é fundamental observar
que o denominador não pode ser zero, pois a divisão por zero não está definida.
O conjunto dos números racionais é simbolizado por Q. Vale ressaltar que os conjuntos dos números naturais
e inteiros são subconjuntos dos números racionais, uma vez que todos os números naturais e inteiros podem
ser representados por frações. Além desses, os números decimais e as dízimas periódicas também fazem parte
do conjunto dos números racionais.

Representação na reta:

Também temos subconjuntos dos números racionais:


ℚ* = subconjunto dos números racionais não nulos, formado pelos números racionais sem o zero.
ℚ+ = subconjunto dos números racionais não negativos, formado pelos números racionais positivos.
ℚ*+ = subconjunto dos números racionais positivos, formado pelos números racionais positivos e não nulos.
ℚ- = subconjunto dos números racionais não positivos, formado pelos números racionais negativos e o zero.
ℚ*- = subconjunto dos números racionais negativos, formado pelos números racionais negativos e não nulos.

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Representação Decimal das Frações
Tomemos um número racional a/b, tal que a não seja múltiplo de b. Para escrevê-lo na forma decimal, basta
efetuar a divisão do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
2/5 = 0,4
1/4 = 0,25
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
periodicamente Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
1/3 = 0,333...
167/66 = 2,53030...
Existem frações muito simples que são representadas por formas decimais infinitas, com uma característica
especial: existe um período.
Uma forma decimal infinita com período de UM dígito pode ser associada a uma soma com infinitos termos
deste tipo:

Para converter uma dízima periódica simples em fração, é suficiente utilizar o dígito 9 no denominador para
cada quantidade de dígitos que compõe o período da dízima.

Exemplos:
1. Seja a dízima 0, 333....
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 3), então vamos colocar um 9 no denominador
e repetir no numerador o período.

Assim, a geratriz de 0,333... é a fração 3/9.


2. Seja a dízima 1, 2343434...
O número 234 é formado pela combinação do ante período com o período. Trata-se de uma dízima periódica
composta, onde há uma parte não repetitiva (ante período) e outra que se repete (período). No exemplo dado,
o ante período é representado pelo número 2, enquanto o período é representado por 34.
Para converter esse número em fração, podemos realizar a seguinte operação: subtrair o ante período do
número original (234 - 2) para obter o numerador, que é 232. O denominador é formado por tantos dígitos 9
quanto o período (dois noves, neste caso) e um dígito 0 para cada dígito no ante período (um zero, neste caso).

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Assim, a fração equivalente ao número 234 é 232/990

Em temos uma fração mista, então transformando-a:

Simplificando por 2, obtemos x = , que é a fração geratriz da dízima 1, 23434...

Módulo ou valor absoluto


Refere-se à distância do ponto que representa esse número até o ponto de abscissa zero.

Inverso de um Número Racional

Operações com números Racionais

Soma de Números Racionais


Como cada número racional pode ser expresso como uma fração, ou seja, na forma de a/b, onde “a” e “b”
são números inteiros e “b” não é zero, podemos definir a adição entre números racionais da seguinte forma: a/b
e c/d, da mesma forma que a soma de frações, através de:

Subtração de Números Racionais


A subtração de dois números racionais, representados por a e b, é equivalente à operação de adição do
número p com o oposto de q. Em outras palavras, a – b = a + (-b)

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Multiplicação (produto) de Números Racionais
O produto de dois números racionais é definido considerando que todo número racional pode ser expresso
na forma de uma fração. Dessa forma, o produto de dois números racionais, representados por a e b é obtido
multiplicando-se seus numeradores e denominadores, respectivamente. A expressão geral para o produto de
dois números racionais é a.b. O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b ×
c/d, a/b.c/d. Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais
que vale em toda a Matemática:
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de
dois números com sinais diferentes é negativo.

Divisão (Quociente) de Números Racionais


A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação de multiplicação do número p pelo inverso
de q, isto é: p ÷ q = p × q-1

Potenciação de Números Racionais


A potência qn do número racional q é um produto de n fatores iguais. O número q é denominado a base e o
número n é o expoente. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.
qn = q × q × q × q × ... × q, ou seja, q aparece n vezes.

Radiciação de Números Racionais


Se um número é representado como o produto de dois ou mais fatores iguais, cada um desses fatores é
denominado raiz do número. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.
Exemplo: considere o número 1/9
Podemos dizer que 1/9 é o produto de dois fatores iguais:

Isso significa que 1/3 é a raiz quadrada de 1/9:

Propriedades da Adição e Multiplicação de Números Racionais


1) Fechamento: o conjunto ℚ é fechado para a operação de adição e multiplicação, isto é, a soma e a
multiplicação de dois números racionais ainda é um número racional.
2) Associativa da adição: para todos a, b, c em ℚ: a + ( b + c ) = ( a + b ) + c
3) Comutativa da adição: para todos a, b em ℚ: a + b = b + a
4) Elemento neutro da adição: existe 0 em ℚ, que adicionado a todo q em ℚ, proporciona o próprio q, isto
é: q + 0 = q
5) Elemento oposto: para todo q em ℚ, existe -q em ℚ, tal que q + (–q) = 0
6) Associativa da multiplicação: para todos a, b, c em ℚ: a × ( b × c ) = ( a × b ) × c

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7) Comutativa da multiplicação: para todos a, b em ℚ: a × b = b × a
8) Elemento neutro da multiplicação: existe 1 em ℚ, que multiplicado por todo q em ℚ, proporciona o próprio
q, isto é: q × 1 = q
9) Elemento inverso da multiplicação: Para todo q = a/b em ℚ, q≠0 , existe :

Satisfazendo a propriedade:

ou seja,

10) Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em ℚ: a × ( b + c ) = ( a × b ) + ( a × c )

Exemplos:
1. Na escola onde estudo, 1/4 dos alunos tem a língua portuguesa como disciplina favorita, 9/20 têm a
matemática como favorita e os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração representa os
alunos que têm ciências como disciplina favorita?
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9
(D) 4/5
(E) 3/2

Solução:
Somando português e matemática:

O que resta gosta de ciências:

Resposta: B.
2. Simplificando a expressão abaixo

obtém-se :
(A) 1/2
(B) 1

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(C) 3/2
(D) 2
(E) 3
Solução:
1,3333...= 12/9 = 4/3
1,5 = 15/10 = 3/2

Resposta: B.

— Conjunto dos números irracionais (i)


O conceito de números irracionais está vinculado à definição de números racionais. Dessa forma, pertencem
ao conjunto dos números irracionais aqueles que não fazem parte do conjunto dos racionais. Em outras
palavras, um número é ou racional ou irracional, não podendo pertencer a ambos os conjuntos simultaneamente.
Portanto, o conjunto dos números irracionais é o complemento do conjunto dos números racionais no universo
dos números reais. Outra maneira de identificar os números que compõem o conjunto dos números irracionais
é observar que eles não podem ser expressos na forma de fração. Isso ocorre, por exemplo, com decimais
infinitos e raízes não exatas.
A combinação do conjunto dos números irracionais com o conjunto dos números racionais forma um conjunto
denominado conjunto dos números reais, representado por ℝ.
A interseção do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números irracionais não possui
elementos em comum e, portanto, é igual ao conjunto vazio (Ø).
De maneira simbólica, temos:

ℚ∪I=ℝ
ℚ∩I=Ø

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Classificação dos Números Irracionais
Os números irracionais podem ser classificados em dois tipos principais:
– Números reais algébricos irracionais: Esses números são raízes de polinômios com coeficientes inteiros.
Um número real é considerado algébrico se puder ser expresso por uma quantidade finita de operações como
soma, subtração, multiplicação, divisão e raízes de grau inteiro, utilizando os números inteiros. Por exemplo:

É importante observar que a recíproca não é verdadeira; ou seja, nem todo número algébrico pode ser
expresso usando radicais, conforme afirmado pelo teorema de Abel-Ruffini.
– Números reais transcendentes: esses números não são raízes de polinômios com coeficientes inteiros.
Constantes matemáticas como pi (π) e o número de Euler (e) são exemplos de números transcendentes. Pode-
se dizer que há mais números transcendentes do que números algébricos, uma comparação feita na teoria dos
conjuntos usando conjuntos infinitos.
A definição mais abrangente de números algébricos e transcendentes envolve números complexos.

Identificação de números irracionais


Com base nas explicações anteriores, podemos afirmar que:
– Todas as dízimas periódicas são números racionais.
– Todos os números inteiros são racionais.
– Todas as frações ordinárias são números racionais.
– Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.
– Todas as raízes inexatas são números irracionais.
– A soma de um número racional com um número irracional é sempre um número irracional.
– A diferença de dois números irracionais pode ser um número racional.

Exemplos:
1. Considere as seguintes afirmações:

I. Para todo número inteiro x, tem-se

II.

III. Efetuando-se obtém-se um número maior que 5.


Relativamente a essas afirmações, é certo que
(A) I,II, e III são verdadeiras.
(B) Apenas I e II são verdadeiras.
(C) Apenas II e III são verdadeiras.
(D) Apenas uma é verdadeira.
(E) I,II e III são falsas.

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Solução:

I.

II.
10x = 4,4444...
- x = 0,4444.....
9x = 4
x = 4/9

III.
Portanto, apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.

Resposta: B.
2. Sejam os números irracionais: x = √3, y = √6, z = √12 e w = √24. Qual das expressões apresenta como
resultado um número natural?
(A) yw – xz.
(B) xw + yz.
(C) xy(w – z).
(D) xz(y + w).

Solução:
Vamos testar as alternativas:
A)

Resposta: A.

CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS (ℝ)


O conjunto dos números reais, representado por R, é a fusão do conjunto dos números racionais com o
conjunto dos números irracionais. Vale ressaltar que o conjunto dos números racionais é a combinação dos
conjuntos dos números naturais e inteiros. Podemos afirmar que entre quaisquer dois números reais há uma
infinidade de outros números.
ℝ = ℚ ∪ I, sendo ℚ ∩ I = Ø ( Se um número real é racional, não irracional, e vice-versa).

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Entre os conjuntos números reais, temos:
ℝ*= {x ∈ ℝ│x ≠ 0}: conjunto dos números reais não-nulos.
ℝ+ = {x ∈ ℝ│x ≥ 0}: conjunto dos números reais não-negativos.
ℝ*+ = {x ∈ ℝ│x > 0}: conjunto dos números reais positivos.
ℝ- = {x ∈ ℝ│x ≤ 0}: conjunto dos números reais não-positivos.
ℝ*- = {x ∈ ℝ│x < 0}: conjunto dos números reais negativos.
Valem todas as propriedades anteriormente discutidas nos conjuntos anteriores, incluindo os conceitos de
módulo, números opostos e números inversos (quando aplicável).
A representação dos números reais permite estabelecer uma relação de ordem entre eles. Os números
reais positivos são maiores que zero, enquanto os negativos são menores. Expressamos a relação de ordem
da seguinte maneira: Dados dois números reais, a e b,
a≤b↔b–a≥0

Operações com números Reais


Operando com as aproximações, obtemos uma sequência de intervalos fixos que determinam um número
real. Assim, vamos abordar as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão.

Intervalos reais
O conjunto dos números reais possui subconjuntos chamados intervalos, determinados por meio de
desigualdades. Dados os números a e b, com a < b, temos os seguintes intervalos:
– Bolinha aberta: representa o intervalo aberto (excluindo o número), utilizando os símbolos:
> ; < ou ] ; [

– Bolinha fechada: representa o intervalo fechado (incluindo o número), utilizando os símbolos:


≥ ; ≤ ou [ ; ]

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Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] para indicar as extremidades abertas dos intervalos:
[a, b[ = (a, b);
]a, b] = (a, b];
]a, b[ = (a, b).

a) Em algumas situações, é necessário registrar numericamente variações de valores em sentidos opostos,


ou seja, maiores ou acima de zero (positivos), como as medidas de temperatura ou valores em débito ou em
haver, etc. Esses números, que se estendem indefinidamente tanto para o lado direito (positivos) quanto para
o lado esquerdo (negativos), são chamados números relativos.
b) O valor absoluto de um número relativo é o valor numérico desse número sem levar em consideração o
sinal.
c) O valor simétrico de um número é o mesmo numeral, diferindo apenas no sinal.

Operações com Números Relativos

Adição e Subtração de Números Relativos


a) Quando os numerais possuem o mesmo sinal, adicione os valores absolutos e conserve o sinal.
b) Se os numerais têm sinais diferentes, subtraia o numeral de menor valor e atribua o sinal do numeral de
maior valor.

Multiplicação e Divisão de Números Relativos


a) Se dois números relativos têm o mesmo sinal, o produto e o quociente são sempre positivos.
b) Se os números relativos têm sinais diferentes, o produto e o quociente são sempre negativos.

Exemplos:

1. Na figura abaixo, o ponto que melhor representa a diferença na reta dos números reais é:

(A) P.
(B) Q.
(C) R.
(D) S.

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Solução:

Resposta: A.
2. Considere m um número real menor que 20 e avalie as afirmações I, II e III:
I- (20 – m) é um número menor que 20.
II- (20 m) é um número maior que 20.
III- (20 m) é um número menor que 20.
É correto afirmar que:
A) I, II e III são verdadeiras.
B) apenas I e II são verdadeiras.
C) I, II e III são falsas.
D) apenas II e III são falsas.

Solução:
I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo.
Resposta: C.

Múltiplos e divisores, números primos

Os conceitos de múltiplos e divisores de um número natural podem ser estendidos para o conjunto
dos números inteiros1. Ao abordar múltiplos e divisores, estamos nos referindo a conjuntos numéricos que
satisfazem certas condições. Múltiplos são obtidos pela multiplicação por números inteiros, enquanto divisores
são números pelos quais um determinado número é divisível.
Esses conceitos conduzem a subconjuntos dos números inteiros, pois os elementos dos conjuntos de
múltiplos e divisores pertencem ao conjunto dos números inteiros. Para compreender o que são números
primos, é fundamental ter uma compreensão sólida do conceito de divisores.

— Múltiplos
Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, o número a é múltiplo de b se, e somente se, existir um
número inteiro k tal que a=b⋅k. Portanto, o conjunto dos múltiplos de a é obtido multiplicando a por todos os
números inteiros, e os resultados dessas multiplicações são os múltiplos de a.
Por exemplo, podemos listar os 12 primeiros múltiplos de 2 da seguinte maneira, multiplicando o número 2
pelos 12 primeiros números inteiros: 2⋅1,2⋅2,2⋅3,…,2⋅12
Isso resulta nos seguintes múltiplos de 2: 2,4,6,…,24
2·1=2
2·2=4
2·3=6
2·4=8
1 [Link]

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2 · 5 = 10
2 · 6 = 12
2 · 7 = 14
2 · 8 = 16
2 · 9 = 18
2 · 10 = 20
2 · 11 = 22
2 · 12 = 24
Portanto, os múltiplos de 2 são:
M(2) = {2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24}
Observe que listamos somente os 12 primeiros números, mas poderíamos ter listado quantos fossem
necessários, pois a lista de múltiplos é gerada pela multiplicação do número por todos os inteiros. Assim, o
conjunto dos múltiplos é infinito.
Para verificar se um número é múltiplo de outro, é necessário encontrar um número inteiro de forma que a
multiplicação entre eles resulte no primeiro número. Em outras palavras, a é múltiplo de b se existir um número
inteiro k tal que a=b⋅k. Veja os exemplos:
– O número 49 é múltiplo de 7, pois existe número inteiro que, multiplicado por 7, resulta em 49. 49 = 7 · 7
– O número 324 é múltiplo de 3, pois existe número inteiro que, multiplicado por 3, resulta em 324.
324 = 3 · 108
– O número 523 não é múltiplo de 2, pois não existe número inteiro que, multiplicado por 2, resulte em 523.
523 = 2 · ?”

Múltiplos de 4
Como observamos, para identificar os múltiplos do número 4, é necessário multiplicar o 4 por números
inteiros. Portanto:
4·1=4
4·2=8
4 · 3 = 12
4 · 4 = 16
4 · 5 = 20
4 · 6 = 24
4 · 7 = 28
4 · 8 = 32
4 · 9 = 36
4 · 10 = 40
4 · 11 = 44
4 · 12 = 48
...
Portanto, os múltiplos de 4 são:
M(4) = {4, 8, 12, 16, 20. 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, … }

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— Divisores
Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, vamos dizer que b é divisor de a se o número b for múltiplo
de a, ou seja, a divisão entre b e a é exata (deve deixar resto 0).
Veja alguns exemplos:
– 22 é múltiplo de 2, então, 2 é divisor de 22.
– 121 não é múltiplo de 10, assim, 10 não é divisor de 121.

Critérios de divisibilidade
Critérios de divisibilidade são diretrizes práticas que permitem determinar se um número é divisível por outro
sem realizar a operação de divisão.
– Divisibilidade por 2 ocorre quando um número termina em 0, 2, 4, 6 ou 8, ou seja, quando é um número
par.
– A divisibilidade por 3 ocorre quando a soma dos valores absolutos dos algarismos de um número é
divisível por 3.
– Divisibilidade por 4: Um número é divisível por 4 quando seus dois últimos algarismos formam um número
divisível por 4.
– Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 5 quando termina em 0 ou 5.
– Divisibilidade por 6: Um número é divisível por 6 quando é divisível por 2 e por 3 simultaneamente.
– Divisibilidade por 7: Um número é divisível por 7 quando o dobro do seu último algarismo, subtraído do
número sem esse algarismo, resulta em um número múltiplo de 7. Esse processo é repetido até verificar a
divisibilidade.
– Divisibilidade por 8: Um número é divisível por 8 quando seus três últimos algarismos formam um número
divisível por 8.
– Divisibilidade por 9: Um número é divisível por 9 quando a soma dos valores absolutos de seus algarismos
é divisível por 9.
– Divisibilidade por 10: Um número é divisível por 10 quando o algarismo da unidade termina em zero.
– Divisibilidade por 11: Um número é divisível por 11 quando a diferença entre a soma dos algarismos de
posição ímpar e a soma dos algarismos de posição par resulta em um número divisível por 11, ou quando essas
somas são iguais.
– Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 quando é divisível por 3 e por 4 simultaneamente.
– Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15 quando é divisível por 3 e por 5 simultaneamente.
Para listar os divisores de um número, devemos buscar os números que o dividem. Veja:
– Liste os divisores de 2, 3 e 20.
D(2) = {1, 2}
D(3) = {1, 3}
D(20) = {1, 2, 4, 5, 10, 20}

Propriedade dos Múltiplos e Divisores


Essas propriedades estão associadas à divisão entre dois inteiros. É importante notar que quando um
inteiro é múltiplo de outro, ele é também divisível por esse outro número.
Vamos considerar o algoritmo da divisão para uma melhor compreensão das propriedades:
N=d⋅q+r, onde q e r são números inteiros.

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Lembre-se de que:
N: dividendo;
d, divisor;
q: quociente;
r: resto.
– Propriedade 1: A diferença entre o dividendo e o resto (N−r) é um múltiplo do divisor, ou seja, o número d
é um divisor de N−r.
– Propriedade 2: A soma entre o dividendo e o resto, acrescida do divisor (N−r+d), é um múltiplo de d,
indicando que d é um divisor de (N−r+d).
Alguns exemplos:
Ao realizar a divisão de 525 por 8, obtemos quociente q = 65 e resto r = 5.
Assim, temos o dividendo N = 525 e o divisor d = 8. Veja que as propriedades são satisfeitas, pois (525 – 5
+ 8) = 528 é divisível por 8 e: 528 = 8 · 66
Exemplo 1: O número de divisores positivos do número 40 é:
(A) 8
(B) 6
(C) 4
(D) 2
(E) 20
Vamos decompor o número 40 em fatores primos.
40 = 23 . 51 ; pela regra temos que devemos adicionar 1 a cada expoente:
3 + 1 = 4 e 1 + 1 = 2 ; então pegamos os resultados e multiplicamos 4.2 = 8, logo temos 8 divisores de 40.

Resposta: A.
Exemplo 2: Considere um número divisível por 6, composto por 3 algarismos distintos e pertencentes ao
conjunto A={3,4,5,6,7}.A quantidade de números que podem ser formados sob tais condições é:
(A) 6
(B) 7
(C) 9
(D) 8
(E) 10
Para ser divisível por 6 precisa ser divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo, e por isso deverá ser par também,
e a soma dos seus algarismos deve ser um múltiplo de 3.
Logo os finais devem ser 4 e 6:
354, 456, 534, 546, 564, 576, 654, 756, logo temos 8 números.

Resposta: D.

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— Números Primos
Os números primos2 pertencem ao conjunto dos números naturais e são caracterizados por possuir apenas
dois divisores: o número um e ele mesmo. Por exemplo, o número 2 é primo, pois é divisível apenas por 1 e 2.
Quando um número tem mais de dois divisores, é classificado como composto e pode ser expresso como
o produto de números primos. Por exemplo, o número 6 é composto, pois possui os divisores 1, 2 e 3, e pode
ser representado como o produto dos números primos 2 x 3 = 6.
Algumas considerações sobre os números primos incluem:
– O número 1 não é considerado primo, pois só é divisível por ele mesmo.
– O número 2 é o menor e único número primo par.
– O número 5 é o único primo terminado em 5.
– Os demais números primos são ímpares e terminam nos algarismos 1, 3, 7 e 9.
Uma maneira de reconhecer um número primo é realizando divisões com o número investigado. Para facilitar
o processo fazemos uso dos critérios de divisibilidade:
Se o número não for divisível por 2, 3 e 5 continuamos as divisões com os próximos números primos
menores que o número até que:
– Se for uma divisão exata (resto igual a zero) então o número não é primo.
– Se for uma divisão não exata (resto diferente de zero) e o quociente for menor que o divisor, então o
número é primo.
– Se for uma divisão não exata (resto diferente de zero) e o quociente for igual ao divisor, então o número
é primo.
Exemplo: verificar se o número 113 é primo.
Sobre o número 113, temos:
– Não apresenta o último algarismo par e, por isso, não é divisível por 2;
– A soma dos seus algarismos (1+1+3 = 5) não é um número divisível por 3;
– Não termina em 0 ou 5, portanto não é divisível por 5.
Como vimos, 113 não é divisível por 2, 3 e 5. Agora, resta saber se é divisível pelos números primos
menores que ele utilizando a operação de divisão.

Divisão pelo número primo 7:

2 [Link]

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Divisão pelo número primo 11:

Observe que chegamos a uma divisão não exata cujo quociente é menor que o divisor. Isso comprova que
o número 113 é primo.

Mínimo múltiplo comum e máximo divisor comum

— Máximo Divisor Comum


O máximo divisor comum de dois ou mais números naturais não nulos é o maior divisor comum desses
números. Esse conceito é útil em situações onde queremos dividir ou agrupar quantidades da maior forma
possível, sem deixar restos.
Passos para Calcular o MDC:
− Identifique todos os fatores primos comuns entre os números.
− Se houver mais de um fator comum, multiplique-os, usando o menor expoente de cada fator.
− Se houver apenas um fator comum, esse fator será o próprio MDC.
Exemplo 1: Calcule o MDC entre 15 e 24.
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

15 3 24 2
5 5 12 2
1 6 2
3 3
1

então
15 = 3 . 5
24 = 23 . 3
O único fator comum entre eles é o 3, e ele aparece com o expoente 1 em ambos os números.
Portanto, o MDC(15,24) = 3
Exemplo 2: Calcule o MDC entre 36 e 60
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

36 3 60 2
12 3 30 2
4 2 15 3
2 2 5 5
1 1

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então
36 = 22 . 32
60 = 22. 3. 5
Os fatores comuns entre eles são 2 e 3. Para o fator 2, o menor expoente é 2 e para o fator 3, o menor
expoente é 1.
Portanto, o MDC(36,60) = 22 . 31 = 4 . 3 = 12

Exemplo 3: CEBRASPE - 2011


O piso de uma sala retangular, medindo 3,52 m × 4,16 m, será revestido com ladrilhos quadrados, de mes-
ma dimensão, inteiros, de forma que não fique espaço vazio entre ladrilhos vizinhos. Os ladrilhos serão escolhi-
dos de modo que tenham a maior dimensão possível. Na situação apresentada, o lado do ladrilho deverá medir
(A) mais de 30 cm.
(B) menos de 15 cm.
(C) mais de 15 cm e menos de 20 cm.
(D) mais de 20 cm e menos de 25 cm.
(E) mais de 25 cm e menos de 30 cm.
As respostas estão em centímetros, então vamos converter as dimensões dessa sala para centímetros:
3,52m = 3,52 × 100 = 352cm
4,16m = 4,16 × 100 = 416cm
Agora, para os ladrilhos quadrados se encaixarem perfeitamente nessa sala retangular, a medida do lado
do ladrilho quadrado deverá ser um divisor comum de 352 e 416, que são as dimensões dessa sala. Mas, como
queremos que os ladrilhos tenham a maior dimensão possível, a medida do seu lado deverá ser o maior divisor
comum (MDC) de 352 e 416

352 2 416 2
176 2 208 2
88 2 104 2
44 2 52 2
22 2 26 2
11 11 13 13
1 1

O único fator comum entre eles é o 2, e ele aparece com o expoente 5 em ambos os números.
Portanto, o MDC(352, 416) = 25 = 32.
Resposta: Alternativa A.

— Mínimo Múltiplo Comum


O mínimo múltiplo comum (MMC) de dois ou mais números é o menor número, diferente de zero, que
é múltiplo comum desses números. Esse conceito é útil em situações onde queremos encontrar a menor
quantidade comum possível que possa ser dividida por ambos os números sem deixar restos.
Passos para Calcular o MMC:
− Decompor os números em fatores primos.
− Multiplicar os fatores comuns e não comuns, utilizando o maior expoente de cada fator.

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Exemplo 1: Calcule o MMC entre 15 e 24.
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

15 , 24 2
15 , 12 2
15 , 6 2
15 , 3 3
5 , 1 5
1

Para o mmc, fica mais fácil decompor os dois números juntos, iniciando a divisão pelo menor número primo
e aplicando-o aos dois números, mesmo que apenas um seja divisível por ele. Observe que enquanto o 15 não
pode ser dividido, continua aparecendo.
Os fatores primos são: 23, 3 e 5.
Portanto, o MMC(15,24) = 23. 3 . 5 = 8 . 3 . 5 = 120
Exemplo 2: Calcule o MMC entre 6, 8 e 14.
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

6 , 8 , 14 2
3 , 4 , 7 2
3 , 2 , 7 2
3 , 1 , 7 3
1 , 1 , 7 7
1

Os fatores primos são: 23, 3 e 7.


Portanto, o MMC(6, 8, 14) = 23. 3 . 7 = 8 . 3 . 7 = 168

Exemplo 3: VUNESP - 2016


No aeroporto de uma pequena cidade chegam aviões de três companhias aéreas. Os aviões da companhia
A chegam a cada 20 minutos, da companhia B a cada 30 minutos e da companhia C a cada 44 minutos. Em
um domingo, às 7 horas, chegaram aviões das três companhias ao mesmo tempo, situação que voltará a se
repetir, nesse mesmo dia, às
(A) 17h 30min.
(B) 16h 30min.
(C) 17 horas.
(D) 18 horas.
(E) 18h 30min.

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Para encontrar o próximo momento em que os aviões das três companhias voltarão a chegar juntos, preci-
samos calcular o mínimo múltiplo comum dos intervalos de chegada: 20, 30 e 44 minutos.

20 , 30 , 44 2
10 , 15 , 22 2
5 , 15 , 11 3
5 , 5 , 11 5
1 , 1 , 11 11
1

Os fatores primos são: 22, 3, 5 e 11.


Portanto, o MMC(20,30,44) = 2² . 3 . 5 . 11 = 660
Encontramos a resposta em minutos: 660 minutos. No entanto, como queremos saber o horário exato em
que os aviões voltarão a se encontrar, precisamos converter esse valor para horas. Sabemos que 1 hora equi-
vale a 60 minutos. Então
660 / 60 = 11 horas
Os aviões das três companhias voltarão a chegar juntos após 11 horas. Como o primeiro encontro ocorreu
às 7 horas, basta somar 11 horas para encontrar o próximo horário de chegada conjunta:
11 + 7 = 18 horas
Resposta: Alternativa D.

Razões e proporções: grandezas direta e inversamente proporcionais, e divisão em


partes direta e inversamente proporcionais

Frequentemente nos deparamos com situações em que é necessáio comparar grandezas, medir variações
e entender como determinadas quantidades se relacionam entre si. Para isso, utilizamos os conceitos de razão
e proporção, que permitem expressar de maneira simples e eficiente essas relações.

RAZÃO
A razão é uma maneira de comparar duas grandezas por meio de uma divisão. Se temos dois números a e
b (com b≠0), a razão entre eles é expressa por a/b ou a:b. Este conceito é utilizado para medir a relação entre
dois valores em diversas situações, como a comparação entre homens e mulheres em uma sala, a relação
entre distâncias percorridas e tempo, entre outros.

Exemplo:
Em uma sala de aula há 20 rapazes e 25 moças. A razão entre o número de rapazes e moças é dada por:

Portanto, a razão é 4:5.

Razões Especiais
Algumas razões são usadas em situações práticas para expressar comparações específicas:
− Velocidade Média: A razão entre a distância percorrida e o tempo gasto, representada por:

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− Densidade Demográfica: A razão entre o número de habitantes e a área de uma região, dada por:

− Escalas: Usada para representar a proporção entre o tamanho real de um objeto e sua representação em
um mapa ou desenho, como:

PROPORÇÃO
Uma proporção é uma igualdade entre duas razões. Se temos duas razões A\B​e C\D​, dizemos que elas
estão em proporção se:

Esse conceito é frequentemente utilizado para resolver problemas em que duas ou mais relações entre
grandezas são iguais. A propriedade fundamental das proporções é que o produto dos extremos é igual ao
produto dos meios, ou seja:

Exemplo:
Suponha que 3/4​esteja em proporção com 6/8​. Verificamos se há proporção pelo produto dos extremos e
dos meios:
3×8=4×6
Como 24 = 24, a proporção é verdadeira.

Exemplo:
Determine o valor de X para que a razão X/3 esteja em proporção com 4/6​. Montando a proporção:

Multiplicando os extremos e os meios:


6X = 3 × 4
6X = 12
X=2

Propriedades das Proporções


Além da propriedade fundamental, as proporções possuem outras propriedades que podem facilitar a reso-
lução de problemas. Algumas das mais importantes são:
− Soma ou diferença dos termos: A soma (ou diferença) dos dois primeiros termos está para o primeiro
(ou segundo) termo assim como a soma (ou diferença) dos dois últimos termos está para o terceiro (ou quarto)
termo. Por exemplo:

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− Soma ou diferença dos antecedentes e consequentes: A soma (ou diferença) dos antecedentes está
para a soma (ou diferença) dos consequentes, assim como cada antecedente está para seu respectivo conse-
quente:

GRANDEZAS PROPORCIONAIS
Além de compreender razão e proporção, é importante entender como diferentes grandezas se relacionam
entre si, conforme o comportamento das variáveis envolvidas.

Grandezas Diretamente Proporcionais


Duas grandezas são diretamente proporcionais quando a razão entre seus valores é constante, ou seja,
quando uma grandeza aumenta, a outra também aumenta proporcionalmente. O exemplo clássico é a relação
entre distância percorrida e combustível gasto:

Distância (km) Combustível (litros)


13 1
26 2
39 3
52 4

Nessa situação, quanto mais distância se percorre, mais combustível é gasto. Se a distância dobra, o com-
bustível também dobra.

Decomposição em Partes Diretamente Proporcionais


Quando queremos decompor um número M em partes X1,X2,…,Xn que sejam diretamente proporcionais a
p1,p2,…,pn​, a regra geral é distribuir M de acordo com as proporções p1,p2,…,pn​. A fórmula geral para cada parte
Xi é:

Exemplo:
Considere que uma empresa precisa distribuir um bônus de R$1.200,00 entre três funcionários, Ana, Bru-
no e Carla. Os salários mensais de cada um são R$2.000,00, R$3.000,00 e R$5.000,00, respectivamente. O
bônus será distribuído de forma diretamente proporcional aos salários.
Primeiro, somamos os salários:
2.000 + 3.000 + 5.000 = 10.000
Agora, calculamos as partes correspondentes de cada um:
Parte de Ana:

Parte de Bruno:

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Parte de Carla:

Portanto, Ana receberá R$240,00, Bruno R$360,00 e Carla R$600,00.

Grandezas Inversamente Proporcionais


Duas grandezas são inversamente proporcionais quando a razão entre os valores da primeira grandeza é
igual ao inverso da razão dos valores correspondentes da segunda. Um exemplo clássico é a relação entre
velocidade e tempo:

Velocidade (m/s) Tempo (s)


5 200
8 125
10 100
16 62,5
20 50

Aqui, quanto maior a velocidade, menor o tempo necessário para percorrer uma distância. Se a velocidade
dobra, o tempo cai pela metade.

Decomposição em Partes Inversamente Proporcionais


Para decompor um número M em partes X1,X2,…,Xn​inversamente proporcionais a p1,p2,…,pn, usamos o
inverso das proporções. A ideia é que as partes maiores Xi corresponderão aos menores pi, e vice-versa.
A fórmula para a decomposição inversamente proporcional é:

Exemplo:
Suponha que três operários estão trabalhando em uma obra e precisam dividir igualmente uma tarefa que
envolve 120 horas de trabalho. A produtividade de cada operário (medida em horas para realizar a mesma
tarefa) é de 12 horas, 24 horas e 36 horas, respectivamente. Desejamos dividir as horas de trabalho de forma
inversamente proporcional à produtividade, ou seja, quem tem maior produtividade trabalhará menos horas.
Primeiro, calculamos os inversos das produtividades:

Somamos esses inversos:

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Agora, calculamos as partes correspondentes para cada operário:
Parte do 1º operário:

Parte do 2º operário:

Parte do 3º operário:

Nesse exemplo, o operário com maior produtividade (1º operário) trabalhará menos horas, enquanto o ope-
rário com menor produtividade (3º operário) trabalhará mais horas.

Mais alguns exemplos:


(PREF. PAULISTANA/PI – PROFESSOR DE MATEMÁTICA – IMA) Uma herança de R$ 750.000,00 deve
ser repartida entre três herdeiros, em partes proporcionais a suas idades que são de 5, 8 e 12 anos. O mais
velho receberá o valor de:
(A) R$ 420.000,00
(B) R$ 250.000,00
(C) R$ 360.000,00
(D) R$ 400.000,00
(E) R$ 350.000,00

Resolução:
5x + 8x + 12x = 750.000
25x = 750.000
x = 30.000
O mais velho receberá: 12⋅30000=360000

Resposta: C
(TRF 3ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Quatro funcionários dividirão, em partes diretamente proporcio-
nais aos anos dedicados para a empresa, um bônus de R$36.000,00. Sabe-se que dentre esses quatro funcio-
nários um deles já possui 2 anos trabalhados, outro possui 7 anos trabalhados, outro possui 6 anos trabalhados
e o outro terá direito, nessa divisão, à quantia de R$6.000,00. Dessa maneira, o número de anos dedicados
para a empresa, desse último funcionário citado, é igual a
(A) 5.
(B) 7.
(C) 2.
(D) 3.
(E) 4.

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Resolução:
2x + 7x + 6x + 6000 = 36000
15x = 30000
x = 2000
Como o último recebeu R$ 6.000,00, significa que ele se dedicou 3 anos a empresa, pois 2000.3 = 6000

Resposta: D

Regra de três simples e composta

A regra de três é uma ferramenta matemática essencial que permite resolver problemas que envolvem a
proporcionalidade direta ou inversa entre grandezas. Seja no planejamento de uma receita de cozinha, no cál-
culo de distâncias em um mapa ou na gestão financeira, a regra de três surge como um método prático para
encontrar valores desconhecidos a partir de relações conhecidas.

REGRA DE TRÊS SIMPLES


Usamos a regra de três simples quando lidamos com duas grandezas relacionadas, que podem ser:
– Diretamente proporcionais (aumenta uma, aumenta a outra)
– Inversamente proporcionais (aumenta uma, diminui a outra)
Passos utilizados numa regra de três:
1. Organize os dados em uma tabela, colocando grandezas da mesma espécie em colunas.
2. Identifique o tipo de proporcionalidade (direta ou inversa).
3. Monte a proporção, aplicando a lógica correta (direta ou inversa).
4. Resolva a equação para encontrar o valor desconhecido.
Exemplo: Um trem viaja a 400 km/h e leva 3 horas para completar um percurso. Quanto tempo levaria para
fazer o mesmo percurso a 480 km/h?
Para resolver, primeiro montamos a tabela:

VELOCIDADE (KM/H) TEMPO


400 ----- 3
480 ----- X

Agora identificamos o tipo de relação. Se a velocidade aumenta, o tempo diminui, então se trata de grande-
zas inversamente proporcionais.

VELOCIDADE (KM/H) TEMPO


400 ↓ ----- 3↑
480 ↓ ----- X↑

Como as setas estão invertidas (proporcionalidade inversa), invertemos a segunda razão:

VELOCIDADE (KM/H) TEMPO


400 ----- X
480 ----- 3

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Montando a proporção e resolvendo, temos

Portanto, o trem levaria 2,5 horas para completar o percurso a 480 km/h.

REGRA DE TRÊS COMPOSTA


A regra de três composta é utilizada para resolver problemas com mais de duas grandezas, que podem ser
diretamente ou inversamente proporcionais entre si.
Exemplo: Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m³ de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão
necessários para descarregar 125m³?
Primeiro montamos a tabela, organizando as grandezas da mesma natureza em colunas:

HORAS CAMINHÕES VOLUME (M3)


8 ----- 20 ----- 160
5 ----- X ----- 125

Agora, para identificarmos o tipo de relação, vamos comparar cada grandeza com a coluna que contém o
X (número de caminhões):
– Se temos mais horas de trabalho, podemos usar menos caminhões, portanto uma relação inversamente
proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
– Se temos mais volume para descarregar, precisamos de mais caminhões, portanto uma relação direta-
mente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna).

HORAS CAMINHÕES VOLUME (M3)


8↑ ----- 20 ↓ ----- 160 ↓
5↑ ----- X↓ ----- 125 ↓

Devemos igualar a razão que contém o X com o produto das outras razões, de acordo com o sentido das
setas. Como a relação entre horas e caminhões é inversa, invertemos a razão da primeira coluna:

HORAS CAMINHÕES VOLUME (M3)


5 ----- 20 ----- 160
8 ----- X ----- 125

Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

40
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Logo, serão necessários 25 caminhões para descarregar 125 m³ de areia em 5 horas.

Sistema de medidas: comprimento, capacidade, massa e tempo (unidades e


transformação de unidades)

O sistema de medidas é um conjunto de unidades de quantificação padronizadas que são utilizadas para
expressar a magnitude de grandezas físicas como comprimento, massa, volume, temperatura, entre outras.
Essas unidades permitem que as pessoas comuniquem e compreendam quantidades de maneira clara e
consistente em diferentes contextos e aplicações.
O Sistema Internacional de Unidades (SI) é o padrão mais amplamente adotado no mundo, que surgiu da
necessidade de uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos países.

— Comprimento
No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido como o comprimento da
distância percorrida pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.

UNIDADES DE COMPRIMENTO
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para peque-
nas distâncias. Para medidas milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:

mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m

Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km
Exemplos de Transformação
1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda
divide por 10.

Exemplo:
(CETRO - 2012 - TJ-RS - Oficial de Transportes) João tem 1,72m de altura e Marcos tem 1,89m. Dessa
forma, é correto afirmar que Marcos tem
Alternativas
(A) 0,17cm a mais do que João.
(B) 0,17cm a menos do que João.
(C) 1,7cm a mais do que João.
(D) 17cm a mais do que João.
(E) 17cm a menos do que João.

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Resolução: Marcos = 1,89m = 189cm
João = 1,72m = 172cm
189-172=17cm

Resposta:D

— Superfície
A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).
Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes
maior que a unidade imediatamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma
unidade até a desejada.

UNIDADES DE ÁREA
km 2
hm 2
dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado
1000000m 2
10000m 2
100m 2
1m 2
0,01m 2
0,0001m 2
0,000001m2

Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda
divide por 100.

Exemplo:
(CESGRANRIO - 2005 - INSS - Técnico - Previdenciário) Um terreno de 1 km2 será dividido em 5 lotes,
todos com a mesma área. A área de cada lote, em m2 , será de:
Alternativas
(A) 1 000
(B) 2 000
(C) 20 000
(D) 100 000
(E) 200 000
Resolução: Para calcular a área de um quadrado, basta elevar ao quadrado a medida de um lado.
1 KM = 1000m
1km² = 1000m x 1000m = 1000000m²
Como sao 5 lotes, todos de mesma area
1.000.000/5 = 200.000m

Resposta:E

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— Volume
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem
volume. Podemos encontrar sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre ou-
tras, mas todos irão possuir volume e capacidade.

UNIDADES DE VOLUME
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3

— Capacidade
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e
seus múltiplos e submúltiplos, unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³
1L=1dm³

UNIDADES DE CAPACIDADE
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

Exemplo:
(FCC - 2012 - SEE-MG - Assistente Técnico Educacional - Apoio Técnico) Uma forma de gelo tem 21
compartimentos iguais com capacidade de 8 mL cada. Para encher totalmente com água três formas iguais a
essa é necessário
Alternativas
(A) exatamente um litro.
(B) exatamente meio litro.
(C) mais de um litro.
(D) entre meio litro e um litro.

Resolução:
21 x 3 x 8 = 504 ml = 0,504 L (entre 0,5 e 1L)

Resposta:D

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— Massa
No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg). Um cilindro de platina e irídio
é usado como o padrão universal do quilograma.

UNIDADES DE MASSA
kg hg dag g dg cg mg
Quilograma Hectograma Decagrama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001

Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg

Exemplo:
(FUNCAB - 2014 - SEE-AC - Professor EJA I (1º Segmento)) Assinale a alternativa que contém a maior
dentre as massas representadas a seguir.
25kg / 42.000g / 1.234,3 dg / 26.000 cg / 2.000 mg
Alternativas
(A) 25 kg
(B) 42.000 g
(C) 1.234,3 dg
(D) 26.000 cg
(E) 2.000mg
Resolução: Primeiramente você deve passar todas as medidas diferentes para a mesma unidade de medi-
das, pois só assim você conseguirá fazer a comparação de quem é maior
25 kg = 25000g
42.000g= 42000g
26.000 cg = 260g
2.000 mg = 2g
1.234,3 dg = 123,43g

Resposta:B

— Tempo
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos

Transformação de unidades
Deve-se saber:
1 dia=24horas
1hora=60minutos
1 minuto=60segundos
1hora=3600s

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Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao ginásio às 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e
25 segundos. Demorou 30 minutos para chegar em casa. Que horas ela chegou?

15h 35 minutos
1 minutos 25 segundos
30 minutos
--------------------------------------------------
15h 66 minutos 25 segundos

Não podemos ter 66 minutos, então temos que transferir para as horas, sempre que passamos de um para
o outro tem que ser na mesma unidade, temos que passar 1 hora=60 minutos
Então fica: 16h6 minutos 25segundos
Vamos utilizar o mesmo exemplo para fazer a operação inversa.

Subtração
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16h6 minutos 25 segundos e saiu de casa às 15h 35
minutos. Quanto tempo ficou fora?

11h 60 minutos
16h 6 minutos 25 segundos
-15h 35 min
--------------------------------------------------

Não podemos tirar 6 de 35, então emprestamos, da mesma forma que conta de subtração.
1hora=60 minutos

15h 66 minutos 25 segundos


15h 35 minutos
--------------------------------------------------
0h 31 minutos 25 segundos

Multiplicação
Pedro pensou em estudar durante 2h 40 minutos, mas demorou o dobro disso. Quanto tempo durou o es-
tudo?

2h 40 minutos
x2
----------------------------
4h 80 minutos OU
5h 20 minutos

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Divisão
5h 20 minutos : 2

5h 20 minutos 2

1h 20 minutos 2h 40 minutos
80 minutos
0

1h 20 minutos, transformamos para minutos :60+20=80minutos

Exemplo:
(CONESUL - 2008 - CMR-RO - Agente Administrativo) Um intervalo de tempo de 4,15 horas corresponde,
em horas, minutos e segundos a
Alternativas
(A) 4 h 1 min 5 s.
(B) 4 h 15 min 0 s.
(C) 4h 9 min 0 s.
(D) 4 h 10 min 5 s.
(E) 4 h 5 min 1 s.
Resolução: Transformando 4,15h em minutos = 4,15x60 = 249 minutos.
249min = 4h + 9 minutos

Resposta:C

Sistema monetário brasileiro

O sistema monetário brasileiro evoluiu ao longo dos séculos, refletindo os desafios econômicos e políticos
do país. Desde as trocas baseadas em moedas-mercadoria até a implantação do Real, cada mudança buscou
estabilizar a economia e controlar a inflação. A seguir, veremos as principais moedas que marcaram essa traje-
tória, suas características e os contextos históricos que impulsionaram cada transformação.

Réis (século XVI a 1942)


Durante o período colonial, o Brasil utilizava o real português (plural: réis) como unidade monetária. Essa
moeda continuou em uso após a independência, atravessando o Império e parte da República. As primeiras
cédulas foram emitidas no século XIX, e as moedas de maior circulação incluíam valores como 20, 40, 80, 100,
200, 400, 500, 1.000, 2.000 e 5.000 réis.

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Cruzeiro (1942 a 1967)
Em 1º de novembro de 1942, o cruzeiro (Cr$) foi introduzido pelo Decreto-Lei nº 4.791, substituindo o réis
na proporção de 1 cruzeiro para 1.000 réis. Essa mudança visava simplificar o sistema monetário e facilitar as
transações econômicas. O cruzeiro foi subdividido em 100 centavos, embora as moedas fracionárias tenham
sido pouco utilizadas.

Cruzeiro Novo (1967 a 1970)


Devido à inflação, em 13 de fevereiro de 1967, o cruzeiro novo (NCr$) foi criado pelo Decreto-Lei nº 1, na
proporção de 1 cruzeiro novo para 1.000 cruzeiros antigos. Essa moeda foi uma medida temporária para esta-
bilizar a economia, e as cédulas antigas foram carimbadas com o novo valor.

Cruzeiro (1970 a 1986)


Em 15 de maio de 1970, o “novo” foi retirado, e a moeda voltou a ser chamada apenas de cruzeiro (Cr$),
mantendo a paridade com o cruzeiro novo. Essa denominação permaneceu até 1986, quando novas reformas
monetárias foram implementadas.

Cruzado (1986 a 1989)


Em 28 de fevereiro de 1986, o cruzado (Cz$) foi introduzido pelo Plano Cruzado, substituindo o cruzeiro na
proporção de 1 cruzado para 1.000 cruzeiros. O cruzado foi subdividido em 100 centavos e buscava conter a
hiperinflação por meio do congelamento de preços e salários.

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Cruzado Novo (1989 a 1990)
Em 16 de janeiro de 1989, o cruzado novo (NCz$) substituiu o cruzado na proporção de 1 cruzado novo para
1.000 cruzados, como parte do Plano Verão, que visava estabilizar a economia diante da persistente inflação.

Cruzeiro (1990 a 1993)


Em 16 de março de 1990, o cruzeiro (Cr$) foi reintroduzido, substituindo o cruzado novo na paridade de 1
para 1, durante o Plano Collor, que implementou medidas drásticas para conter a inflação, incluindo o confisco
de depósitos bancários.

Cruzeiro Real (1993 a 1994)


Em 1º de agosto de 1993, o cruzeiro real (CR$) foi adotado como uma unidade transitória, substituindo o
cruzeiro na proporção de 1 cruzeiro real para 1.000 cruzeiros, preparando o terreno para a implantação de uma
nova moeda estável.

Real (1994 - presente)


Em 1º de julho de 1994, o real (R$) foi introduzido pelo Plano Real, substituindo o cruzeiro real na propor-
ção de 1 real para CR$ 2.750,00. O real é subdividido em 100 centavos e permanece como a moeda oficial do
Brasil, sendo a primeira a proporcionar estabilidade econômica após décadas de inflação elevada.

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Instituições Monetárias no Brasil
– Banco Central do Brasil (BCB): Fundado em 1964, o BCB é responsável pela emissão de moeda e pela
execução das políticas monetárias do governo.
– Casa da Moeda do Brasil: Fundada em 1694, é a instituição responsável pela produção de moedas e
cédulas no país.

Cálculo algébrico: monômios e polinômios

Denomina-se polinômio a função:

Grau de um polinômio
Se an ≠0, o expoente máximo n é dito grau do polinômio. Indicamos: gr(P)=n
Exemplo
P(x)=7 gr(P)=0
P(x)=7x+1 gr(P)=1

Valor Numérico
O valor numérico de um polinômio P(x), para x=a, é o número que se obtém substituindo x por a e efetuando
todas as operações.
Exemplo
P(x)=x³+x²+1 , o valor numérico para P(x), para x=2 é:
P(2)=2³+2²+1=13
O número a é denominado raiz de P(x).

Igualdade de polinômios
Os polinômios p e q em P(x), definidos por:

P(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +...+ anxn

Q(x) = bo + b1x + b2x² + b3x³ +...+ bnxn


São iguais se, e somente se, para todo k = 0,1,2,3,...,n:

ak = bk

Redução de Termos Semelhantes


Assim como fizemos no caso dos monômios, também podemos fazer a redução de polinômios através da
adição algébrica dos seus termos semelhantes.
No exemplo abaixo realizamos a soma algébrica do primeiro com o terceiro termo, e do segundo com o
quarto termo, reduzindo um polinômio de quatro termos a um outro de apenas dois.
3xy+2a²-xy+3a²=2xy+5a²

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Polinômios reduzidos de dois termos também são denominados binômios. Polinômios reduzidos de três
termos, também são denominados trinômios.

Ordenação de um polinômio
A ordem de um polinômio deve ser do maior para o menor expoente.
4x4+2x³-x²+5x-1
Este polinômio não está ordenado:
3x³+4x5-x²

Operações

Adição e Subtração de Polinômios


Para somar dois polinômios, adicionamos os termos com expoentes de mesmo grau. Da mesma forma, para
obter a diferença de dois polinômios, subtraímos os termos com expoentes de mesmo grau.

Exemplo

Multiplicação de Polinômios
Para obter o produto de dois polinômios, multiplicamos cada termo de um deles por todos os termos do
outro, somando os coeficientes.

Exemplo

Divisão de Polinômios
Considere P(x) e D(x), não nulos, tais que o grau de P(x) seja maior ou igual ao grau de D(x). Nessas con-
dições, podemos efetuar a divisão de P(x) por D(x), encontrando o polinômio Q(x) e R(x):
P(x)=D(x)⋅Q(x)+R(x)
P(x)=dividendo
Q(x)=quociente
D(x)=divisor
R(x)=resto

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Método da Chave

Passos
1. Ordenamos os polinômios segundo as potências decrescentes de x.
2. Dividimos o primeiro termo de P(x) pelo primeiro de D(x), obtendo o primeiro termo de Q(x).
3. Multiplicamos o termo obtido pelo divisor D(x) e subtraímos de P(x).
4. Continuamos até obter um resto de grau menor que o de D(x), ou resto nulo.

Exemplo
Divida os polinômios P(x)=6x³-13x²+x+3 por D(x)=2x³-3x-1

Método de Descartes
Consiste basicamente na determinação dos coeficientes do quociente e do resto a partir da identidade:

Exemplo
Divida P(x)=x³-4x²+7x-3 por D(x)=x²-3x+2

Solução
Devemos encontrar Q(x) e R(x) tais que:

Vamos analisar os graus:

Como Gr( R) < Gr(D), devemos impor Gr(R )=Gr(D)-1=2-1=1

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Para que haja igualdade:

Algoritmo de Briot-Ruffini
Consiste em um dispositivo prático para efetuar a divisão de um polinômio P(x) por um binômio D(x)=x-a

Exemplo
Divida P(x)=3x³-5x+x-2 por D(x)=x-2

Solução

Passos
– Dispõem-se todos os coeficientes de P(x) na chave
– Colocar a esquerda a raiz de D(x)=x-a=0.
– Abaixar o primeiro coeficiente. Em seguida multiplica-se pela raiz a e soma-se o resultado ao segundo
coeficiente de P(x), obtendo o segundo coeficiente. E assim sucessivamente.

Portanto, Q(x)=3x²+x+3 e R(x)=4

Produtos Notáveis

1. O quadrado da soma de dois termos.


Verifiquem a representação e utilização da propriedade da potenciação em seu desenvolvimento.

(a + b)2 = (a + b) . (a + b)
Onde a é o primeiro termo e b é o segundo.
Ao desenvolvermos esse produto, utilizando a propriedade distributiva da multiplicação, teremos:

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Exemplos

2. O quadrado da diferença de dois termos.


Seguindo o critério do item anterior, temos:

(a - b)2 = (a - b) . (a - b)
Onde a é o primeiro termo e b é o segundo.
Ao desenvolvermos esse produto, utilizando a propriedade distributiva da multiplicação, teremos:

Exemplos:

x1y2z3 a8570599d784b9bd355bf914a3da078de7d0ff5d4905697a01c356db0b51c610

3. O produto da soma pela diferença de dois termos.


Se tivermos o produto da soma pela diferença de dois termos, poderemos transformá-lo numa diferença de
quadrados.

Exemplos
(4c + 3d).(4c – 3d) = (4c)2 – (3d)2 = 16c2 – 9d2
(x/2 + y).(x/2 – y) = (x/2)2 – y2 = x2/4 – y2
(m + n).(m – n) = m2 – n2

4. O cubo da soma de dois termos.


Consideremos o caso a seguir:
(a + b)3 = (a + b).(a + b)2 → potência de mesma base.
(a + b).(a2 + 2ab + b2) → (a + b)2
Aplicando a propriedade distributiva como nos casos anteriores, teremos:
(a + b)3 = a3 + 3a2b + 3ab2 + b3

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Exemplos:
(2x + 2y)3 = (2x)3 + 3.(2x)2.(2y) + 3.(2x).(2y)2 + (2y)3 = 8x3 + 24x2y + 24xy2 + 8y3
(w + 3z)3 = w3 + 3.(w2).(3z) + 3.w.(3z)2 + (3z)3 = w3 + 9w2z + 27wz2 + 27z3
(m + n)3 = m3 + 3m2n + 3mn2 + n3

5. O cubo da diferença de dois termos


Acompanhem o caso seguinte:
(a – b)3 = (a - b).(a – b)2 → potência de mesma base.
(a – b).(a2 – 2ab + b2) → (a - b)2
Aplicando a propriedade distributiva como nos casos anteriores, teremos:
(a – b)3 = a3 – 3a2b + 3ab2 – b3

Exemplos
(2 – y)3 = 23 – 3.(22).y + 3.2.y2 – y3 = 8 – 12y + 6y2 – y3 ou y3– 6y2 + 12y – 8
(2w – z)3 = (2w)3 – 3.(2w)2.z + 3.(2w).z2 – z3 = 8w3 – 12w2z + 6wz2 – z3
(c – d)3 = c3 – 3c2d + 3cd2 – d3

Fatoração
Fatorar uma expressão algébrica significa escrevê-la na forma de um produto de expressões mais simples.

Casos de fatoração
Fator Comum:
Ex.: ax + bx + cx = x (a + b + c)
O fator comum é x.
Ex.: 12x³ - 6x²+ 3x = 3x (4x² - 2x + 1)
O fator comum é 3x
Agrupamento:
Ex.: ax + ay + bx + by
Agrupar os termos de modo que em cada grupo haja um fator comum.
(ax + ay) + (bx + by)
Colocar em evidência o fator comum de cada grupo
a(x + y) + b(x + y)
Colocar o fator comum (x + y) em evidência (x + y) (a + b) Este produto é a forma fatorada da expressão
dada
Diferença de Dois Quadrados: a² − b² = (a + b) (a − b)
Trinômio Quadrado Perfeito: a²± 2ab + b² = (a ± b)²
Trinômio do 2º Grau: Supondo x1 e x2 raízes reais do trinômio, temos: ax² + bx + c = a (x - x1) (x - x2), a≠0

MDC e MMC de polinômios


Mínimo Múltiplo Comum entre polinômios, é formado pelo produto dos fatores com os maiores expoentes.
Máximo Divisor Comum é o produto dos fatores primos com o menor expoente.

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Exemplo
X²+7x+10 e 3x²+12x+12
Primeiro passo é fatorar as expressões:
X²+7x+10=(x+2)(x+5)
3x²+12x+12=3(x²+4x+4)=3(x+2)²
Mmc=3(x+2)²(x+5)
Mdc=x+2

Operação com frações algébricas

Adição e subtração de frações algébricas


Da mesma forma que ocorre com as frações numéricas, as frações algébricas são somadas ou subtraídas
obedecendo dois casos diferentes.

Caso 1: denominadores iguais.


Para adicionar ou subtrair frações algébricas com denominadores iguais, as mesmas regras aplicadas às
frações numéricas aqui são aplicadas também.
(2x2-5)/x2 -(x2+3)/x2 +(9-x2)/x2
(2x2-5-x2-3+9-x2)/x2 =1/x2

Caso 2: denominadores diferentes.


Para adicionar ou subtrair frações algébricas com denominadores diferentes, siga as mesmas orientações
dadas na resolução de frações numéricas de denominadores diferentes.
(3x+1)/(2x-2)-(x+1)/(x-1)
(3x+1)/2(x-1) -2(x+1)/2(x-1)
(3x+1-2x-2)/(2(x-1))=(x-1)/2(x-1) =1/2

Multiplicação de frações algébricas


Para multiplicar ou dividir frações algébricas, usamos o mesmo processo das frações numéricas. Fatorando
os termos da fração e simplificar os fatores comuns.
2x/(x-4)∙3x/(x+5)
Multiplica-se os denominadores e os numeradores.
(6x2)/((x-4)(x+5))=(6x2)/(x2+x-20)

Divisão de frações algébricas


Multiplica-se a primeira pelo inverso da segunda.
7x/(3-4x) ∶x/(x+1)
7x/(3-4x)∙((x+1))/x
7x(x+1)/(3-4x)x=(7x2+7x)/(3x-4x²)

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Funções: ideia de função, interpretação de gráficos, domínio e imagem, função do 1º
grau e função do 2º grau – valor de máximo e mínimo de uma função do 2º grau

No cotidiano, é comum nos depararmos com situações que envolvem a interação entre diferentes grande-
zas. Por exemplo, o valor de uma conta de luz depende diretamente do consumo de energia elétrica, e o tempo
de uma viagem está relacionado à velocidade média do trajeto. Esses exemplos ilustram relações entre gran-
dezas, que podem ser representadas e analisadas de forma precisa.
— Relações
Uma relação é uma correspondência entre os elementos de dois conjuntos, A e B. Ela associa elementos de
A com elementos de B de acordo com uma regra ou critério.

Exemplo:
▪ A = {1,2,3}: conjunto de números.
▪ B = {2,4,6}: conjunto de números pares.
Uma relação entre A e B pode ser: R = { (1,2),(2,4),(3,6) }.
Neste caso, cada número de A está associado ao dobro dele em B. Assim, R é uma relação entre os dois
conjuntos.
Relações podem assumir diferentes características:
▪ Relações totais: Cada elemento de A está relacionado a pelo menos um elemento de B.
▪ Relações parciais: Nem todos os elementos de A possuem correspondência em B.
▪ Relações unívocas: Cada elemento de A está associado a apenas um elemento de B, mas elementos de
B podem estar relacionados a mais de um elemento de A.
Essas características são fundamentais para definir uma função, que é um caso especial de relação.

— Funções
Uma função é uma relação especial entre dois conjuntos A e B, que liga cada valor de entrada a um único
valor de saída. Em outras palavras, para cada valor que colocamos na função, ela devolve um resultado úni-
co.

Definição
Sejam A e B dois conjuntos não vazios e f uma relação de A em B. Essa relação f é uma função de A em
B quando a cada elemento x do conjunto A está associado um e apenas um elemento y do conjunto B, sendo
assim, um valor de A não pode estar ligado a dois valores de B.

Representação das Funções


Uma função pode ser representada de várias formas:
▪ Algebricamente: Por uma fórmula, como f(x)=2x+3.

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▪ Por pares ordenados: {(1,2),(2,4),(3,6)}.
▪ Graficamente: Usando um plano cartesiano para exibir a relação entre os elementos

Notação das Funções


Uma função pode ser representada como
f: A→B
lida como “f é uma função de A em B”, onde:
▪ O conjunto A é chamado de domínio (D), que contém todos os valores de entrada possíveis para a função.
▪ O conjunto B é chamado de contradomínio (CD), que contém todos os valores que a função pode alcançar.
▪ O valor específico de B que está relacionado a cada elemento de A é chamado de imagem .
▪ O conjunto formado por todas as imagens é chamado de conjunto imagem (Im) e sempre será um
subconjunto do contradomínio.
Exemplo: observe os conjuntos A = {1, 2, 3, 4} e B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}, com a função que determina a
relação entre os elementos f: A → B é x → 2x. Sendo assim, f(x) = 2x e cada x do conjunto A é transformado
em 2x no conjunto B.

Note que o conjunto de A {1, 2, 3, 4} são as entradas, “multiplicar por 2” é a função e os valores de B {2, 4,
6, 8}, que se ligam aos elementos de A, são os valores de saída. Portanto, para essa função:
▪ O domínio é {1, 2, 3, 4};
▪ O contradomínio é {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8};
▪ O conjunto imagem é {2, 4, 6, 8}.

Tipos de Funções
As funções recebem classificações de acordo com suas propriedades:

— Função Sobrejetora: Na função sobrejetora o contradomínio é igual ao conjunto imagem. Portanto, todo
elemento de B é imagem de pelo menos um elemento de A. Portanto, f: A → B, ocorre Im(f) = B = CD

Exemplo:

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Para a função acima:
▪ O domínio é {-4, -2, 2, 3};
▪ O contradomínio é {12, 4, 6};
▪ O conjunto imagem é {12, 4, 6}.

— Função Injetora: Na função injetora todos os elementos de A possuem correspondentes distintos em B e


nenhum dos elementos de A compartilham de uma mesma imagem em B. Entretanto, podem existir elementos
em B que não estejam relacionados a nenhum elemento de A.

Exemplo:

Para a função acima:


▪ O domínio é {0, 3, 5};
▪ O contradomínio é {1, 2, 5, 8};
▪ O conjunto imagem é {1, 5, 8}.

— Função Bijetora: Na função bijetora os conjuntos apresentam o mesmo número de elementos


relacionados. Essa função recebe esse nome por ser ao mesmo tempo injetora e sobrejetora.

Exemplo:

Para a função acima:


▪ O domínio é {-1, 1, 2, 4};
▪ O contradomínio é {2, 3, 5, 7};
▪ O conjunto imagem é {2, 3, 5, 7}.

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FUNÇÃO DO 1º GRAU
A função afim, também chamada de função do 1º grau, é uma função f: ℝ→ℝ, definida como f(x) = ax + b,
sendo a e b números reais3, com a ≠ 0. Exemplos de funções afins incluem f(x) = x+5 e h(x)= 1/2x.
Neste tipo de função, o número a é chamado de coeficiente de x e representa a taxa de crescimento ou taxa
de variação da função. Já o número b é chamado de termo constante.

Gráfico de uma Função do 1º grau


O gráfico de uma função polinomial do 1º grau é uma reta oblíqua aos eixos Ox e Oy. Desta forma, para
construirmos seu gráfico basta encontrarmos pontos que satisfaçam a função.
Exemplo: Construa o gráfico da função f (x) = 2x + 3.
Para construir o gráfico desta função, vamos atribuir valores arbitrários para x, substituir na equação e
calcular o valor correspondente para a f (x).
Sendo assim, iremos calcular a função para os valores de x iguais a: - 2, - 1, 0, 1 e 2. Substituindo esses
valores na função, temos:
f (- 2) = 2. (- 2) + 3 = - 4 + 3 = - 1
f (- 1) = 2 . (- 1) + 3 = - 2 + 3 = 1
f (0) = 2 . 0 + 3 = 3
f (1) = 2 . 1 + 3 = 5
f (2) = 2 . 2 + 3 = 7
Os pontos escolhidos e o gráfico da f (x) são apresentados na imagem abaixo:

No exemplo, utilizamos vários pontos para construir o gráfico, entretanto, para definir uma reta bastam dois
pontos.
Para facilitar os cálculos podemos, por exemplo, escolher os pontos (0,y) e (x,0). Nestes pontos, a reta da
função corta o eixo Ox e Oy respectivamente.

Coeficiente Linear e Angular


Como o gráfico de uma função afim é uma reta, o coeficiente a de x é também chamado de coeficiente
angular. Esse valor representa a inclinação da reta em relação ao eixo Ox.

3 [Link]

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O termo constante b é chamado de coeficiente linear e representa o ponto onde a reta corta o eixo Oy. Pois
sendo x = 0, temos:
y = a.0 + b → y = b
Quando uma função afim apresentar o coeficiente angular igual a zero (a = 0) a função será chamada de
constante. Neste caso, o seu gráfico será uma reta paralela ao eixo Ox.
Abaixo representamos o gráfico da função constante f (x) = 4:

Ao passo que, quando b = 0 e a = 1 a função é chamada de função identidade. O gráfico da função f (x) = x
(função identidade) é uma reta que passa pela origem (0,0).
Além disso, essa reta é bissetriz do 1º e 3º quadrantes, ou seja, divide os quadrantes em dois ângulos
iguais, conforme indicado na imagem abaixo:

Temos ainda que, quando o coeficiente linear é igual a zero (b = 0), a função afim é chamada de função
linear. Por exemplo as funções f (x) = 2x e g (x) = - 3x são funções lineares.
O gráfico das funções lineares são retas inclinadas que passam pela origem (0,0).

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Representamos abaixo o gráfico da função linear f (x) = - 3x:

Função Crescente e Decrescente


Uma função é crescente quando ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o resultado da f (x) será
também cada vez maior.
Já a função decrescente é aquela que ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o resultado da f (x)
será cada vez menor.
Para identificar se uma função afim é crescente ou decrescente, basta verificar o valor do seu coeficiente
angular.
Se o coeficiente angular for positivo, ou seja, a é maior que zero, a função será crescente. Ao contrário, se
a for negativo, a função será decrescente.
Por exemplo, a função 2x - 4 é crescente, pois a = 2 (valor positivo). Entretanto, a função - 2x + - 4 é
decrescente visto que a = - 2 (negativo). Essas funções estão representadas nos gráficos abaixo:

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— Função Do 2º Grau
A função quadrática, também chamada de função polinomial de 2º grau, é uma função representada pela
seguinte expressão4:
f(x) = ax² + bx + c
Onde a, b e c são números reais e a ≠ 0.
Exemplo:
f(x) = 2x² + 3x + 5,
sendo,
a=2
b=3
c=5
Nesse caso, o polinômio da função quadrática é de grau 2, pois é o maior expoente da variável.

Como resolver uma função quadrática


Confira abaixo o passo-a-passo por meio um exemplo de resolução da função quadrática:
Exemplo: Determine a, b e c na função quadrática dada por: f(x) = ax² + bx + c, sendo:
f (-1) = 8
f (0) = 4
f (2) = 2
Primeiramente, vamos substituir o x pelos valores de cada função e assim teremos:
f (-1) = 8
a (-1)² + b (–1) + c = 8
a - b + c = 8 (equação I)
f (0) = 4
a . 0² + b . 0 + c = 4
c = 4 (equação II)
f (2) = 2
a . 2² + b . 2 + c = 2
4a + 2b + c = 2 (equação III)
Pela segunda função f (0) = 4, já temos o valor de c = 4.
Assim, vamos substituir o valor obtido para c nas equações I e III para determinar as outras incógnitas (a e
b):
(Equação I)
a-b+4=8
a-b=4
a=b+4
Já que temos a equação de a pela Equação I, vamos substituir na III para determinar o valor de b:
(Equação III)
4a + 2b + 4 = 2

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4a + 2b = - 2
4 (b + 4) + 2b = - 2
4b + 16 + 2b = - 2
6b = - 18
b=-3
Por fim, para encontrar o valor de a substituímos os valores de b e c que já foram encontrados. Logo:
(Equação I)
a-b+c=8
a - (- 3) + 4 = 8
a=-3+4
a=1
Sendo assim, os coeficientes da função quadrática dada são:
a=1
b=-3
c=4

Raízes da Função
As raízes ou zeros da função do segundo grau representam aos valores de x tais que f(x) = 0. As raízes da
função são determinadas pela resolução da equação de segundo grau:
f(x) = ax² +bx + c = 0
Para resolver a equação do 2º grau podemos utilizar vários métodos, sendo um dos mais utilizados é
aplicando a Fórmula de Bhaskara, ou seja:

Exemplo: Encontre os zeros da função f(x) = x² – 5x + 6.


Sendo:
a=1
b=–5
c=6
Substituindo esses valores na fórmula de Bhaskara, temos:

Portanto, as raízes são 2 e 3.


Observe que a quantidade de raízes de uma função quadrática vai depender do valor obtido pela expressão:
Δ = b² – 4. ac, o qual é chamado de discriminante.

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Assim,
- Se Δ > 0, a função terá duas raízes reais e distintas (x1 ≠ x2);
- Se Δ < 0, a função não terá uma raiz real;
- Se Δ = 0, a função terá duas raízes reais e iguais (x1 = x2).

Gráfico da Função Quadrática


O gráfico das funções do 2º grau são curvas que recebem o nome de parábolas. Diferente das funções do
1º grau, onde conhecendo dois pontos é possível traçar o gráfico, nas funções quadráticas são necessários
conhecer vários pontos.
A curva de uma função quadrática corta o eixo x nas raízes ou zeros da função, em no máximo dois pontos
dependendo do valor do discriminante (Δ). Assim, temos:
- Se Δ > 0, o gráfico cortará o eixo x em dois pontos;
- Se Δ < 0, o gráfico não cortará o eixo x;
- Se Δ = 0, a parábola tocará o eixo x em apenas um ponto.
Existe ainda um outro ponto, chamado de vértice da parábola, que é o valor máximo ou mínimo da função.
Este ponto é encontrado usando-se a seguinte fórmula:

O vértice irá representar o ponto de valor máximo da função quando a parábola estiver voltada para baixo e
o valor mínimo quando estiver para cima.
É possível identificar a posição da concavidade da curva analisando apenas o sinal do coeficiente a. Se o
coeficiente for positivo, a concavidade ficará voltada para cima e se for negativo ficará para baixo, ou seja:

Assim, para fazer o esboço do gráfico de uma função do 2º grau, podemos analisar o valor do a, calcular os
zeros da função, seu vértice e o ponto em que a curva corta o eixo y, ou seja, quando x = 0.
A partir dos pares ordenados dados (x, y), podemos construir a parábola num plano cartesiano, por meio da
ligação entre os pontos encontrados.

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Equações de 1º e 2º graus

— Equação do 1° Grau
Na Matemática, uma equação é uma igualdade que envolve uma ou mais incógnitas. O grau de uma equação
é determinado pelo maior expoente da incógnita. Assim, se o maior expoente for 1, a equação será de 1º grau;
se o maior expoente for 2, será de 2º grau; e se o maior expoente for 3, será de 3º grau.
Exemplos:
4x1 + 2 = 16 (equação do 1º grau)
x² + 2x + 4 = 0 (equação do 2º grau)
x³ + 2x² + 5x – 2 = 0 (equação do 3º grau)
No caso da equação do 1º grau, a forma geral é:
ax + b = 0
Onde:
• a e b são números reais, com a ≠ 0 (ou seja, a não pode ser zero);
• x é a incógnita, o valor que queremos encontrar.
É importante ressaltar que uma equação é composta por dois membros:
• O primeiro membro é o lado esquerdo da igualdade
• O segundo membro é o lado direito da igualdade.

Como resolver equações do 1º grau


Para resolver uma equação do 1º grau, nosso objetivo é isolar a incógnita (x) em um dos lados da equação.
Para isso, devemos realizar operações inversas nos dois lados da equação, garantindo que x fique sozinho em
um dos membros.
Passo a passo:
• Identifique o número que está no mesmo lado que a incógnita e veja qual operação está sendo realizada
• Realize a operação inversa no outro lado da igualdade para isolar a incógnita.
Exemplo: x + 4 = 12
Começamos eliminando o número 4, que está somando no mesmo lado da incógnita x. A operação inversa
será subtrair 4 de ambos os lados da equação.
x + 4 - 4 = 12 - 4
x=8
Portanto, o valor de x é 8.
Exemplo: x - 12 = 20
Aqui, temos x menos 12. Para isolar a incógnita, somamos 12 aos dois lados.
x - 12 + 12 = 20 + 12
x = 32
Portanto, o valor de x é 32.
Exemplo: 4x + 2 = 10

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Vamos eliminar o número 2, que está somando no mesmo lado da incógnita x, subtraindo 2 de ambos os
lados da equação:
4x + 2 - 2 = 10 - 2
4x = 8
Agora, x está sendo multiplicado por 4. A operação inversa será dividir ambos os lados da equação por 4:

x=2
Portanto, o valor de x é 2.
Exemplo: −3x = 9
Aqui, temos -3x, onde o coeficiente de x é negativo. Será necessário tornar o coeficiente positivo, multiplicando
ambos os lados por -1:
−3x . (−1) = 9 . (−1)
3x = −9
Agora, x está sendo multiplicado por 3. Para isolar a incógnita, dividimos ambos os lados por 3:

x = -3
Portanto, o valor de x é -3.

Propriedade Fundamental das Equações


A propriedade fundamental das equações, também chamada de regra da balança, diz que podemos realizar
qualquer operação em um lado da equação desde que façamos a mesma operação no outro lado. Isso mantém
a equação “equilibrada” e preserva a igualdade. Essa técnica é especialmente útil, pois resume todas as
operações possíveis em uma única regra simples: o que você faz em um lado da equação, deve ser feito no
outro. Essa regra foi aplicada em todos os exemplos anteriores, onde somamos, subtraímos, multiplicamos ou
dividimos ambos os lados da equação para isolar a incógnita.

— Equação do 2° Grau
Uma equação do segundo grau é qualquer equação que pode ser escrita na forma:
ax2 + bx + c = 0
Onde:
• a, b e c são números reais (com a ≠ 0, já que a equação deixaria de ser de 2º grau se a = 0).
• x é a incógnita, cujo valor ou valores devem ser encontrados.

Como resolver equações do 2º grau


As soluções ou raízes da equação ax2 + bx + c = 0 são os valores de x que tornam a equação verdadeira. Uma
equação do 2º grau pode ter até duas soluções reais. Para resolver essas equações, utilizamos principalmente
dois métodos:
• Fórmula de Bhaskara: Método universal, aplicável a qualquer equação do 2º grau.
• Soma e Produto: Método rápido quando as raízes são números inteiros.

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Fórmula de Bhaskara
A Fórmula de Bhaskara se baseia no discriminante, representado pela letra grega Δ, e é dada pela fórmula:

Uma vez calculado o valor de Δ, as raízes da equação podem ser encontradas pela fórmula:

Onde o símbolo ± indica que será necessário calcular duas soluções, uma com o sinal positivo e outra com
o sinal negativo.
Exemplo: Encontre as raízes da equação 4x² –4x –24 = 0
Passo 1: Identificar os coeficientes:
• a=4
• b = −4
• c = −24
Passo 2: Calcular o discriminante
Δ = (−4)2−4⋅4⋅(−24)
Δ=16+384=400
Passo 3: Aplicar a Fórmula de Bhaskara:

As duas soluções serão:

Portanto, as raízes são x1= 3 e x2= −2

Soma e Produto
O método da soma e produto é uma alternativa mais prática quando as raízes da equação são números
inteiros. Ele se baseia na relação entre as raízes x1 e x2, a soma e o produto dessas raízes:
• A soma das raízes é igual a −b/a.
• O produto das raízes é igual a c/a.
Ou seja,

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Exemplo: Encontre as soluções para a equação x² –5x + 6 = 0.
Passo 1: Identificar os coeficientes:
• a=1
• b = −5
• c=6
Passo 2: Encontrar dois números que tenham:
Soma = −(−5)/1=5
Produto = 6/1=6
Os números que satisfazem essa condição são
3 e 2, já que 3+2=5 e 3×2=6.
Logo, as soluções são x1= 3 e x2= 2.

Tipos de Equações do 2º Grau


Há dois tipos de equações do 2º grau:
− Equação do 2º grau completa: É aquela que possui todos os coeficientes diferentes de zero, ou seja, a, b
e c estão presentes na equação. O método mais indicado para esse tipo de equação é a Fórmula de Bhaskara.
− Equação do 2º grau incompleta: Uma equação do 2º grau é chamada incompleta quando um ou mais
coeficientes b ou c são iguais a zero.

Como Resolver Equações do 2º Grau Incompletas


Dependendo de quais coeficientes forem iguais a zero, podemos aplicar métodos mais rápidos e diretos do
que a Fórmula de Bhaskara. Abaixo, veremos como resolver cada tipo de equação incompleta.

1) Quando b = 0
Neste caso, a equação tem a forma:
ax2 + c = 0
O coeficiente b está ausente, o que significa que não há um termo em x. Aqui, a resolução é mais direta:
isolamos x2 e, em seguida, encontramos as raízes extraindo a raiz quadrada de ambos os lados.
Exemplo: Resolver 3x2 −12 = 0.
Passo 1: Isolamos o termo x2:
3x2 = 12
Passo 2: Dividimos ambos os lados por 3:
x2 = 4
Passo 3: Extraímos a raiz quadrada dos dois lados. Lembrando que existem duas soluções possíveis para
x, uma positiva e outra negativa:
x = ±√4
x = ±2
Portanto, as soluções são x1 = 2 e x2 = −2.

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2) Quando c = 0
Neste caso, a equação tem a forma:
ax2 + bx = 0
Aqui, o coeficiente c está ausente, o que nos permite colocar o fator comum x em evidência. Isso transforma
a equação em um produto de dois termos iguais a zero. Em seguida, resolvemos cada fator separadamente.
Exemplo: Resolver 2x2 + 5x = 0.
Passo 1: Colocamos x em evidência:
x(2x + 5) = 0
Passo 2: Agora, para que o produto seja zero, um dos fatores deve ser igual a zero. Assim, temos duas
possibilidades:
x = 0 ou 2x +5 = 0
Passo 3: Resolva a segunda equação para encontrar a outra solução:
2x = −5
x = −5/2
Portanto, as soluções são x1 = 0 e x2 = −5/2

3) Quando b = 0 e c = 0
Neste caso, a equação tem a forma mais simples de todas:
ax2 = 0
Aqui, tanto b quanto c são iguais a zero. A solução é ainda mais direta, pois basta dividir ambos os lados por
a e, em seguida, extrair a raiz quadrada de zero.
Exemplo: Resolver 3x2 = 0.
Passo 1: Dividimos ambos os lados por 3:
x2 = 0
Passo 2: Extraímos a raiz quadrada de ambos os lados:
x = √0
x=0
Portanto, a única solução é x = 0.

Sistemas de equações de 1º grau com duas incógnitas

Um sistema de equação de 1º grau com duas incógnitas é formado por: duas equações de 1º grau com duas
incógnitas diferentes em cada equação. Veja um exemplo:

• Resolução de sistemas
Existem dois métodos de resolução dos sistemas. Vejamos:

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• Método da substituição
Consiste em escolher uma das duas equações, isolar uma das incógnitas e substituir na outra equação, veja
como:

Dado o sistema , enumeramos as equações.

Escolhemos a equação 1 (pelo valor da incógnita de x ser 1) e isolamos x. Teremos: x = 20 – y e substituí-


mos na equação 2.
3 (20 – y) + 4y = 72, com isso teremos apenas 1 incógnita. Resolvendo:
60 – 3y + 4y = 72 → -3y + 4y = 72 -60 → y = 12
Para descobrir o valor de x basta substituir 12 na equação x = 20 – y. Logo:
x = 20 – y → x = 20 – 12 →x = 8
Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)

Método da adição
Esse método consiste em adicionar as duas equações de tal forma que a soma de uma das incógnitas seja
zero. Para que isso aconteça será preciso que multipliquemos algumas vezes as duas equações ou apenas
uma equação por números inteiros para que a soma de uma das incógnitas seja zero.

Dado o sistema

Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma das incógnitas de zero, teremos que multiplicar a
primeira equação por – 3.

Teremos:

Adicionando as duas equações:

Para descobrirmos o valor de x basta escolher uma das duas equações e substituir o valor de y encontrado:
x + y = 20 → x + 12 = 20 → x = 20 – 12 → x = 8
Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12).

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Exemplos:
(SABESP – APRENDIZ – FCC) Em uma gincana entre as três equipes de uma escola (amarela, vermelha
e branca), foram arrecadados 1 040 quilogramas de alimentos. A equipe amarela arrecadou 50 quilogramas a
mais que a equipe vermelha e esta arrecadou 30 quilogramas a menos que a equipe branca. A quantidade de
alimentos arrecadada pela equipe vencedora foi, em quilogramas, igual a
(A) 310
(B) 320
(C) 330
(D) 350
(E) 370

Resolução:
Amarela: x
Vermelha: y
Branca: z
x = y + 50
y = z - 30
z = y + 30

Substituindo a II e a III equação na I:

Substituindo na equação II
x = 320 + 50 = 370
z=320+30=350
A equipe que mais arrecadou foi a amarela com 370kg

Resposta: E
(SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDADE – FCC) Em um campeonato de futebol, as equi-
pes recebem, em cada jogo, três pontos por vitória, um ponto em caso de empate e nenhum ponto se forem
derrotadas. Após disputar 30 partidas, uma das equipes desse campeonato havia perdido apenas dois jogos e
acumulado 58 pontos. O número de vitórias que essa equipe conquistou, nessas 30 partidas, é igual a
(A) 12
(B) 14
(C) 16
(D) 13
(E) 15

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Resolução:
Vitórias: x
Empate: y
Derrotas: 2
Pelo método da adição temos:

Resposta: E

Progressão Aritmética (PA) e Progressão Geométrica (PG)

Sempre que estabelecemos uma ordem para os elementos de um conjunto, de tal forma que cada elemento
seja associado a uma posição, temos uma sequência.
O primeiro termo da sequência é indicado por a1,o segundo por a2, e o n-ésimo por an.

Termo Geral de uma Sequência


Algumas sequências podem ser expressas mediante uma lei de formação. Isso significa que podemos obter
um termo qualquer da sequência a partir de uma expressão, que relaciona o valor do termo com sua posição.
Para a posição n(n ϵ N*), podemos escrever an=f(n)

PROGRESSÃO ARITMÉTICA
Denomina-se progressão aritmética(PA) a sequência em que cada termo, a partir do segundo, é obtido adicio-
nando-se uma constante r ao termo anterior. Essa constante r chama-se razão da PA.

an = an-1 + r(n ≥ 2)

Exemplo
A sequência (2,7,12) é uma PA finita de razão 5:

a1 = 2

a2 = 2 + 5 = 7

a3 = 7 + 5 = 12

Classificação
As progressões aritméticas podem ser classificadas de acordo com o valor da razão r.
r < 0, PA decrescente

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r > 0, PA crescente
r = 0, PA constante

Propriedades das Progressões Aritméticas


-Qualquer termo de uma PA, a partir do segundo, é a média aritmética entre o anterior e o posterior.

-A soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.

a1 + an = a2 + an-1 = a3 + an-2

Termo Geral da PA
Podemos escrever os elementos da PA(a1, a2, a3, ..., an,...) da seguinte forma:

a2 = a1 + r

a3 = a2 + r = a1 + 2r

a4 = a3 + r = a1 + 3r
Observe que cada termo é obtido adicionando-se ao primeiro número de razões r igual à posição do termo
menos uma unidade.

an = a1 + (n - 1)r
x1y2z3 a8570599d784b9bd355bf914a3da078de7d0ff5d4905697a01c356db0b51c610

Soma dos Termos de uma Progressão Aritmética


Considerando a PA finita (6,10, 14, 18, 22, 26, 30, 34).
6 e 34 são extremos, cuja soma é 40

Numa PA finita, a soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.

Soma dos Termos


Usando essa propriedade, obtemos a fórmula que permite calcular a soma dos n primeiros termos de uma
progressão aritmética.

Sn - Soma dos primeiros termos

a1 - primeiro termo

an - enésimo termo

n - número de termos

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Exemplo
Uma progressão aritmética finita possui 39 termos. O último é igual a 176 e o central e igual a 81. Qual é o
primeiro termo?

Solução
Como esta sucessão possui 39 termos, sabemos que o termo central é o a20, que possui 19 termos à sua
esquerda e mais 19 à sua direita. Então temos os seguintes dados para solucionar a questão:

Sabemos também que a soma de dois termos equidistantes dos extremos de uma P.A. finita é igual à soma
dos seus extremos. Como esta P.A. tem um número ímpar de termos, então o termo central tem exatamente o
valor de metade da soma dos extremos.
Em notação matemática temos:

Assim sendo:
O primeiro termo desta sucessão é igual a -14.

PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
Denomina-se progressão geométrica(PG) a sequência em que se obtém cada termo, a partir do segundo,
multiplicando o anterior por uma constante q, chamada razão da PG.

Exemplo
Dada a sequência: (4, 8, 16)

a1 = 4

a2 = 4 . 2 = 8

a3 = 8 . 2 = 16

Classificação
As classificações geométricas são classificadas assim:
- Crescente: Quando cada termo é maior que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e q > 1 ou quando a1 < 0
e 0 < q < 1.
- Decrescente: Quando cada termo é menor que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e 0 < q < 1 ou quando
a1 < 0 e q > 1.
- Alternante: Quando cada termo apresenta sinal contrário ao do anterior. Isto ocorre quando q < 0.

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- Constante: Quando todos os termos são iguais. Isto ocorre quando q = 1. Uma PG constante é também
uma PA de razão r = 0. A PG constante é também chamada de PG estacionaria.
- Singular: Quando zero é um dos seus termos. Isto ocorre quando a1 = 0 ou q = 0.

Termo Geral da PG
Pelo exemplo anterior, podemos perceber que cada termo é obtido multiplicando-se o primeiro por uma
potência cuja base é a razão. Note que o expoente da razão é igual à posição do termo menos uma unidade.

a2 = a1 . q2-1

a3 = a1 . q3-1
Portanto, o termo geral é:

an = a1 . qn-1

Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica Finita


Seja a PG finita (a1, a1q, a1q2, ...)de razão q e de soma dos termos Sn:

1º Caso: q=1

Sn = n . a1

2º Caso: q≠1

Exemplo
Dada a progressão geométrica (1, 3, 9, 27,..) calcular:
a) A soma dos 6 primeiros termos
b) O valor de n para que a soma dos n primeiros termos seja 29524

Solução:

a1 = 1; q = 3; n = 6

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Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica Infinita

1º Caso:-1 < q < 1

Quando a PG infinita possui soma finita, dizemos que a série é convergente.

2º Caso: |q| > 1


A PG infinita não possui soma finita, dizemos que a série é divergente

3º Caso: |q| = 1
Também não possui soma finita, portanto divergente

Produto dos termos de uma PG finita

Análise combinatória

A análise combinatória ou combinatória é a parte da Matemática que estuda métodos e técnicas que
permitem resolver problemas relacionados com contagem5.
Muito utilizada nos estudos sobre probabilidade, ela faz análise das possibilidades e das combinações
possíveis entre um conjunto de elementos.

— Princípio Fundamental da Contagem


O princípio fundamental da contagem, também chamado de princípio multiplicativo, postula que:
“quando um evento é composto por n etapas sucessivas e independentes, de tal modo que as possibilidades
da primeira etapa é x e as possibilidades da segunda etapa é y, resulta no número total de possibilidades de o
evento ocorrer, dado pelo produto (x) . (y)”.
Em resumo, no princípio fundamental da contagem, multiplica-se o número de opções entre as escolhas
que lhe são apresentadas.
Exemplo: Uma lanchonete vende uma promoção de lanche a um preço único. No lanche, estão incluídos um
sanduíche, uma bebida e uma sobremesa. São oferecidas três opções de sanduíches: hambúrguer especial,
sanduíche vegetariano e cachorro-quente completo. Como opção de bebida pode-se escolher 2 tipos: suco
de maçã ou guaraná. Para a sobremesa, existem quatro opções: cupcake de cereja, cupcake de chocolate,
cupcake de morango e cupcake de baunilha. Considerando todas as opções oferecidas, de quantas maneiras
um cliente pode escolher o seu lanche?

5 [Link]

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Solução: Podemos começar a resolução do problema apresentado, construindo uma árvore de possibilidades,
conforme ilustrado abaixo:

Acompanhando o diagrama, podemos diretamente contar quantos tipos diferentes de lanches podemos
escolher. Assim, identificamos que existem 24 combinações possíveis.
Podemos ainda resolver o problema usando o princípio multiplicativo. Para saber quais as diferentes
possibilidades de lanches, basta multiplicar o número de opções de sanduíches, bebidas e sobremesa.
Total de possibilidades: 3.2.4 = 24.
Portanto, temos 24 tipos diferentes de lanches para escolher na promoção.

— Tipos de Combinatória
O princípio fundamental da contagem pode ser usado em grande parte dos problemas relacionados com
contagem. Entretanto, em algumas situações seu uso torna a resolução muito trabalhosa.
Desta maneira, usamos algumas técnicas para resolver problemas com determinadas características.
Basicamente há três tipos de agrupamentos: arranjos, combinações e permutações.
Antes de conhecermos melhor esses procedimentos de cálculo, precisamos definir uma ferramenta muito
utilizada em problemas de contagem, que é o fatorial.
O fatorial de um número natural é definido como o produto deste número por todos os seus antecessores.
Utilizamos o símbolo ! para indicar o fatorial de um número.
Define-se ainda que o fatorial de zero é igual a 1.
Exemplo:
0! = 1.
1! = 1.
3! = 3.2.1 = 6.
7! = [Link].3.2.1 = 5.040.
10! = [Link].[Link].2.1 = 3.628.800.
Note que o valor do fatorial cresce rapidamente, conforme cresce o número. Então, frequentemente usamos
simplificações para efetuar os cálculos de análise combinatória.

— Arranjos
Nos arranjos, os agrupamentos dos elementos dependem da ordem e da natureza dos mesmos.
Para obter o arranjo simples de n elementos tomados, p a p (p ≤ n), utiliza-se a seguinte expressão:

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Exemplo: Como exemplo de arranjo, podemos pensar na votação para escolher um representante e um
vice-representante de uma turma, com 20 alunos. Sendo que o mais votado será o representante e o segundo
mais votado o vice-representante.
Dessa forma, de quantas maneiras distintas a escolha poderá ser feita? Observe que nesse caso, a ordem
é importante, visto que altera o resultado.

Logo, o arranjo pode ser feito de 380 maneiras diferentes.

— Permutações
As permutações são agrupamentos ordenados, onde o número de elementos (n) do agrupamento é igual ao
número de elementos disponíveis.
Note que a permutação é um caso especial de arranjo, quando o número de elementos é igual ao número
de agrupamentos. Desta maneira, o denominador na fórmula do arranjo é igual a 1 na permutação.
Assim a permutação é expressa pela fórmula:

Exemplo: Para exemplificar, vamos pensar de quantas maneiras diferentes 6 pessoas podem se sentar em
um banco com 6 lugares.
Como a ordem em que irão se sentar é importante e o número de lugares é igual ao número de pessoas,
iremos usar a permutação:

Logo, existem 720 maneiras diferentes para as 6 pessoas se sentarem neste banco.

— Combinações
As combinações são subconjuntos em que a ordem dos elementos não é importante, entretanto, são
caracterizadas pela natureza dos mesmos.
Assim, para calcular uma combinação simples de n elementos tomados p a p (p ≤ n), utiliza-se a seguinte
expressão:

Exemplo: A fim de exemplificar, podemos pensar na escolha de 3 membros para formar uma comissão
organizadora de um evento, dentre as 10 pessoas que se candidataram.
De quantas maneiras distintas essa comissão poderá ser formada?
Note que, ao contrário dos arranjos, nas combinações a ordem dos elementos não é relevante. Isso quer
dizer que escolher Maria, João e José é equivalente a escolher João, José e Maria.

Observe que para simplificar os cálculos, transformamos o fatorial de 10 em produto, mas conservamos o
fatorial de 7, pois, desta forma, foi possível simplificar com o fatorial de 7 do denominador.
Assim, existem 120 maneiras distintas formar a comissão.

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Funções trigonométricas, razões e relações trigonométricas no triângulo retângulo;
Classificação dos triângulos quanto aos lados e ângulos internos; Condição de
existência do triângulo

Um triângulo é uma figura geométrica planas formada por três segmentos de reta que se encontram em três
pontos não alinhados, chamados vértices, e que formam três ângulos internos.

CEVIANAS
Uma ceviana é qualquer segmento de reta traçado de um vértice de um triângulo até um ponto no lado
oposto (ou no prolongamento deste lado). Vejamos os tipos principais de cevianas:

— Mediana
A mediana de um triângulo é um segmento de reta que liga um vértice ao ponto médio do lado oposto. Todo
triângulo tem três medianas.
O ponto de encontro das medianas é chamado de baricentro, e ele representa o centro de gravidade do
triângulo.
Na figura, AM é uma mediana do ∆ABC.

— Bissetriz interna
A bissetriz interna de um triângulo é o segmento que divide um ângulo interno em duas partes iguais e se
estende do vértice desse ângulo até o ponto de interseção com o lado oposto. Todo triângulo tem três bissetri-
zes internas.
O ponto de encontro das bissetrizes internas é chamado de incentro, e é o centro da circunferência inscrita
no triângulo.
Na figura, AS é uma bissetriz interna do ∆ABC.

— Altura
A altura de um triângulo é o segmento que liga um vértice a um ponto da reta suporte do lado oposto e é
perpendicular a esse lado. Todo triângulo tem três alturas.
O ponto de encontro das alturas é chamado de ortocentro.

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Na figura, AH é uma altura do ∆ABC.

— Mediatriz
A mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular a esse segmento pelo seu ponto médio.
O ponto de encontro das mediatrizes é chamado de circuncentro, e é o centro da circunferência circunscrita
ao triângulo.
Na figura, a reta m é a mediatriz de AB.

Logo, a mediatriz de um triângulo é uma reta do plano do triângulo que é mediatriz de um dos seus lados.
Todo triângulo tem três mediatrizes.
Na figura, a reta m é a mediatriz do lado BC do ∆ABC.

CLASSIFICAÇÃO QUANTO AOS LADOS


– Triângulo escaleno: três lados desiguais.

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– Triângulo isósceles: Pelo menos dois lados iguais.

– Triângulo equilátero: três lados iguais.

CLASSIFICAÇÃO QUANTO AOS ÂNGULOS


– Triângulo acutângulo: tem os três ângulos agudos.

– Triângulo retângulo: tem um ângulo reto.

– Triângulo obtusângulo: tem um ângulo obtuso

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Condição de Existência
Para que três segmentos formem um triângulo, é necessário que a soma de dois lados seja sempre maior
que o terceiro:

Desigualdade entre Lados e Ângulos


Em um triângulo, o comprimento de qualquer lado é menor que a soma e maior que a diferença dos outros
dois.
Ao maior ângulo opõe-se o maior lado, e ao menor ângulo opõe-se o menor lado.

SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS
Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, os seus ângulos internos tiverem, respectivamente, as
mesmas medidas, e os lados correspondentes forem proporcionais. Vejamos os casos de Semelhança:

1º Caso: AA(ângulo - ângulo)


Se dois triângulos têm dois ângulos congruentes de vértices correspondentes, então esses triângulos são
congruentes.

2º Caso: LAL(lado - ângulo - lado)


Se dois triângulos têm dois lados correspondentes proporcionais e os ângulos compreendidos entre eles
congruentes, então esses dois triângulos são semelhantes.

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3º Caso: LLL (lado - lado - lado)
Se dois triângulos têm os três lado correspondentes proporcionais, então esses dois triângulos são seme-
lhantes.

RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO


Considerando o triângulo retângulo ABC.

AB : hipotenusa = c
BC: cateto oposto a A e adjacente a B = a
AC: cateto adjacente a A e oposto a B = b
Temos:

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Fórmulas Trigonométricas
Existe uma importante relação entre seno e cosseno de um ângulo, conhecida como relação fundamental.
Considere o triângulo retângulo ABC.

Neste triângulo, temos que: c² = a² + b²


Dividindo os membros por c²

Como

RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO


Todo triângulo que possui um ângulo reto (90°) é chamado de triângulo retângulo. Nesse tipo de triângulo,
o lado oposto ao ângulo reto é o maior lado e recebe o nome de hipotenusa. Os outros dois lados, que formam
o ângulo reto, são chamados de catetos.
Considere o triângulo retângulo ABC, retângulo no vértice A, com os seguintes elementos:

a: hipotenusa (lado oposto ao ângulo de 90°)


b e c: catetos
h: altura relativa à hipotenusa
m e n: projeções ortogonais dos catetos b e c sobre a hipotenusa, respectivamente
Chamamos relações métricas as relações existentes entre os diversos segmentos desse triângulo. Assim:
– O quadrado de um cateto é igual ao produto da hipotenusa pela projeção desse cateto sobre a hipotenusa.
b2 = a . n
c2 = a . m

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– O produto dos catetos é igual ao produto da hipotenusa pela altura relativa à hipotenusa.
b.c=a.h
– O quadrado da altura é igual ao produto das projeções dos catetos sobre a hipotenusa.
h2 = m . n
– O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos (Teorema de Pitágoras).
a2 = b2 + c2

Teorema de Pitágoras e suas aplicações; Teorema de Tales

— Teorema De Pitágoras
Em todo triângulo retângulo, o maior lado é chamado de hipotenusa e os outros dois lados são os catetos.
Deste triângulo tiramos a seguinte relação:

“Em todo triângulo retângulo o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos”.

a2 = b2 + c2

Exemplo:
Um barco partiu de um ponto A e navegou 10 milhas para o oeste chegando a um ponto B, depois 5 milhas
para o sul chegando a um ponto C, depois 13 milhas para o leste chagando a um ponto D e finalmente 9 milhas
para o norte chegando a um ponto E. Onde o barco parou relativamente ao ponto de partida?
(A) 3 milhas a sudoeste.
(B) 3 milhas a sudeste.
(C) 4 milhas ao sul.
(D) 5 milhas ao norte.
(E) 5 milhas a nordeste.

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Resolução:

x2 = 32 + 42
x2 = 9 + 16
x2 = 25
x=5
Como temos duas alternativas com a resposta 5, vamos analisar a direção final do barco em relação ao
ponto A. A opção (D) 5 milhas ao norte não é correta porque ignora o movimento para o leste que o barco
também fez. Portanto, a direção é nordeste.

Resposta: E

— Teorema De Tales
O Teorema de Tales é uma teoria aplicada na geometria acerca do conceito relacionado entre retas parale-
las e transversais.
““Feixes de retas paralelas cortadas ou intersectadas por segmentos transversais formam segmentos “de
retas proporcionalmente correspondentes”.

Teorema da bissetriz interna: A bissetriz de um Ângulo interno de um triângulo divide o lado oposto em
segmentos proporcionais aos respectivos lados adjacentes.

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Teorema da bissetriz externa: A bissetriz de um ângulo externo intercepta a reta suporte que contém o
lado oposto, dividindo-o em segmentos proporcionais aos lados adjacentes.

Exemplo:

(PUC-RJ) Considere um triângulo ABC retângulo em A, onde . é a bissetriz do ângulo


. Quanto mede ?
(A) 42/5
(B) 21/10
(C) 20/21
(D) 9
(E) 8

Resolução:
Do enunciado temos um triângulo retângulo em A, o vértice A é do ângulo reto. B e C pode ser em qualquer
posição. E primeiro temos que determinar a hipotenusa.

Teorema de Pitágoras:

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Pelo teorema da bissetriz interna:

Resposta: A

Geometria plana: semelhança de triângulos, cálculo de área e perímetro das figuras


geométricas básicas (quadriláteros, triângulos e círculos), cálculo de área e perímetro
de polígonos; Circunferência e círculo: comprimento da circunferência e área do círculo

— Perímetros e Áreas
O estudo do perímetro e da área de figuras planas é fundamental na geometria, proporcionando ferramen-
tas para a compreensão e a aplicação de conceitos matemáticos no cotidiano.
A seguir, exploraremos as fórmulas necessárias para calcular o perímetro e a área de diferentes figuras
geométricas planas, como triângulos, quadrados, retângulos, círculos e outros polígonos, aprofundando nosso
entendimento dessas importantes propriedades.
− Perímetro: Medida total do contorno de uma figura geométrica, somando o comprimento de todos os seus
lados.
− Área: Medida da superfície interna de uma figura geométrica, indicando seu tamanho.

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— Circunferência e círculo
A circunferência e o círculo são conceitos essenciais na geometria. Estudar essas formas envolve explorar
suas propriedades, fórmulas e como elas se relacionam. Compreender estes conceitos nos permite resolver
problemas envolvendo medidas e áreas.
– Circunferência: A circunferência é uma linha curva fechada em que todos os pontos estão à mesma dis-
tância r de um ponto fixo chamado centro. Na figura abaixo, a circunferência é a linha de cor preta.

– Círculo: É a região do plano delimitada pela circunferência. Inclui todos os pontos internos e a própria
circunferência.

Elementos da Circunferência e do Círculo


• Raio (r): A distância entre o centro e qualquer ponto da circunferência.
• Diâmetro (d): A distância entre dois pontos opostos da circunferência, passando pelo centro, logo d = 2r.
• Corda: Um segmento de reta que une dois pontos da circunferência.
• Arco: Uma parte da circunferência delimitada por dois pontos.

Fórmulas
• Comprimento da Circunferência: C = 2πr.
Esta fórmula resulta da relação entre o diâmetro da circunferência e o número π.
• Área do Círculo: A = πr2
A área é proporcional ao quadrado do raio.
Lembre-se: O π (pi) é uma constante matemática que representa a razão entre a circunferência de um
círculo e seu diâmetro. O valor de π é aproximadamente 3,14159, mas é uma constante irracional, o que sig-
nifica que seus decimais continuam indefinidamente sem repetir.

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Noções de geometria espacial: cálculo da área e do volume de paralelepípedos e
pirâmides, e cálculo do volume de cones e cilindros circulares retos

Os sólidos geométricos estão presentes em diversas formas ao nosso redor, desde objetos cotidianos até
grandes estruturas arquitetônicas. Compreender como calcular suas áreas e volumes é essencial para medir,
construir e otimizar espaços.

— Cilindros
Considere dois planos paralelos, α e β, e um círculo de centro O contido em um dos planos. Seja s uma reta
que intercepta ambos os planos. Um cilindro pode ser definido como o sólido gerado pela reunião de todos os
segmentos de reta paralelos a s, cujas extremidades pertencem ao círculo em um plano e ao outro plano.

Classificação de Cilindros
– Cilindro Reto (ou de Revolução): Um cilindro é classificado como reto quando as geratrizes (segmentos
que unem os pontos correspondentes das bases) são perpendiculares ao plano das bases.

– Cilindro Equilátero: Um cilindro reto é chamado de equilátero quando sua altura (h) é igual ao dobro do
raio da base (r), ou seja, h = 2r.
– Cilindro Oblíquo: Um cilindro é classificado como oblíquo quando as geratrizes são inclinadas em rela-
ção ao plano das bases, ou seja, não são perpendiculares. Nesse caso, as faces laterais formam um ângulo
diferente de 90° com o plano da base.

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Fórmulas da Área e Volume de Cilindros
– Área da Base (Sb): Cada base do cilindro é um círculo, cuja área é dada por:

Onde:
▪ r é o raio da base.
– Área Lateral (Sl): É a área da superfície lateral do cilindro, equivalente ao “retângulo” obtido ao desenrolar
a lateral. A fórmula é:

Onde:
▪ r é o raio da base.
▪ h é a altura do cilindro.
– Área Total (St): A soma da área lateral e das duas bases:

– Volume: O volume de um cilindro é calculado como o produto da área da base pelo valor da altura. A
fórmula é:

— Cones
Considere um plano α contendo um círculo e um ponto V que não pertence ao plano α. A figura geométrica
formada pela reunião de todos os segmentos de reta que têm uma extremidade no ponto V e a outra em qual-
quer ponto do círculo é denominada cone circular. O ponto V é chamado de vértice do cone, e o círculo no plano
α é denominado base do cone.

Classificação de Cones
– Cone Reto (ou de Revolução): Um cone é classificado como reto quando o eixo (VO) que une o vértice
(V) ao centro da base (O) é perpendicular ao plano da base. Esse tipo de cone pode ser gerado pela rotação
de um triângulo retângulo em torno de um de seus catetos.

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– Cone Equilátero: Um cone reto é chamado de equilátero quando a sua geratriz (g) é igual ao dobro do
raio da base (r), ou seja, g = 2r.
Para verificar essa condição, podemos usar a fórmula

– Cone Oblíquo: Um cone é classificado como oblíquo quando o eixo (VO) não é perpendicular ao plano
da base. Nesse caso, o vértice (V) não está alinhado diretamente sobre o centro da base (O), resultando em
uma figura inclinada.

Fórmulas da Área e Volume de Cones


– Área da Base (Sb): A base do cone é um círculo, cuja área é dada por:

Onde:
▪ r é o raio da base do cone.
– Área Lateral (Sl): A área lateral é a área da superfície curva do cone. Ela é obtida ao considerar a super-
fície formada pela geratriz (g) ao redor da base. A fórmula é:

Onde:
▪ r é o raio da base
▪ g é a geratriz do cone
– Área Total (St): A área total do cone é a soma da área lateral com a área da base. A fórmula é:

– Volume: O volume do cone é calculado como um terço do produto da área da base pelo valor da altura.

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PIRÂMIDES
Considere um polígono plano como base e um ponto V que não pertence ao plano da base. A figu-
ra geométrica formada pela reunião de todos os segmentos de reta que têm uma extremidade no ponto
V e a outra em qualquer ponto do polígono base é denominada pirâmide. As pirâmides podem ser classificadas
quanto ao número de lados da base:

Fórmulas da Área e Volume de Pirâmides


– Área Lateral (Sl): A área lateral de uma pirâmide é a soma das áreas das faces laterais, que são triângu-
los. Para uma pirâmide regular, em que todas as faces laterais são triângulos congruentes, a fórmula é:

Onde:
▪ n é o número de lados da base
▪ A área de cada triângulo é calculada como

– Área da Base (Sb): A área da base é a área do polígono que forma a base da pirâmide. Para polígonos
regulares:

– Área Total (St): A área total da pirâmide é a soma da área lateral com a área da base:

– Volume: O volume da pirâmide é calculado como um terço do produto da área da base pelo valor da altura
(h). A fórmula é:

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— Prismas
Considere dois planos paralelos, α e β, e um polígono R contido no plano α. A figura geométrica formada
pela união de todos os segmentos de reta que são perpendiculares aos planos e têm uma extremidade no po-
lígono R e a outra no plano β é denominada prisma. O prisma é um poliedro composto por duas faces paralelas
e congruentes, chamadas de bases, que são cópias do polígono R, e pelas demais faces, denominadas faces
laterais, que são paralelogramos resultantes da ligação dos vértices correspondentes das duas bases.

Classificação de Prismas
Os prismas podem ser classificados de acordo com diferentes critérios:

1. Quanto à inclinação das arestas laterais:


– Prisma reto: Quando as arestas laterais são perpendiculares às bases. Nesse caso, as faces laterais são
retângulos.

– Prisma oblíquo: Quando as arestas laterais não são perpendiculares às bases, fazendo com que as fa-
ces laterais sejam paralelogramos inclinados.

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2. Quanto ao formato do polígono da base:
– Prisma triangular: A base é um triângulo (base com 3 lados).

– Prisma quadrangular: A base é um quadrilátero (base com 4 lados).

E assim sucessivamente, seguindo o padrão, como no caso do prisma pentagonal (base com 5 lados) ou
prisma octogonal (base com 8 lados).

3. Quanto à regularidade da base:


– Prisma regular: A base é um polígono regular (todos os lados e ângulos iguais), e o prisma é reto.
– Prisma irregular: A base não é um polígono regular.

Prismas especiais
– Paralelepípedo reto: Todas as faces laterais são retângulos.

– Paralelepípedo oblíquo: As faces laterais são paralelogramos inclinados.

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– Cubo: Caso particular de um paralelepípedo reto com todas as faces quadradas.

Fórmulas da Área e Volume de Prismas


– Área Lateral (Sl): A área lateral de um prisma é a soma das áreas das faces laterais. Para prismas retos,
as faces laterais são retângulos congruentes, e a área lateral é calculada como:

Onde:
▪ Pb: perímetro da base.
▪ h : altura do prisma.
– Área da Base (Sb): A área da base é a área do polígono que forma a base do prisma. Para diferentes
tipos de base:

– Área Total (St): A área total do prisma é a soma da área lateral com as áreas das duas bases:

– Área do Cubo (St): A área total de um cubo é a soma das áreas de suas seis faces quadradas:

Onde:
▪ a: comprimento da aresta do cubo.
– Área do Paralelepípedo (St): A área total de um paralelepípedo é a soma das áreas de suas três pares
de faces opostas:

Onde:
▪ a, b, c: comprimentos das arestas.
– Área do Prisma (St): A área total de um prisma é a soma da área lateral e das áreas das duas bases:

– Volume do Cubo (V): O volume do cubo é dado pelo cubo do comprimento de sua aresta:

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– Volume do Paralelepípedo (V): O volume do paralelepípedo é o produto das dimensões de suas arestas:

– Volume do Prisma (V): O volume de qualquer prisma é o produto da área da base pela altura (h):

— Esferas
Considere um ponto O e uma distância fixa r. A esfera é o sólido formado por todos os pontos do espaço que
estão a uma distância r do ponto O. Esse ponto é chamado de centro da esfera, e r é o raio.

Elementos da Esfera
– Centro: ponto O.
– Raio (r): distância do centro a um ponto da superfície.
– Diâmetro (d): segmento que liga dois pontos da superfície passando pelo centro. Equivale a d = 2r
– Círculo máximo: secção plana que passa pelo centro.
– Hemisfério: metade da esfera dividida por um plano que contém o diâmetro.

Fórmulas da Área e Volume da Esfera


– Área da Superfície (St): A superfície total da esfera é dada pela fórmula:

Onde:
▪ r é o raio da esfera.
– Volume (V): O volume da esfera é dado por:

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Matemática financeira: porcentagem e juro simples

— Porcentagem
O termo porcentagem se refere a uma fração cujo denominador é 100, representada pelo símbolo (%). Seu
uso é tão comum que a encontramos em praticamente todos os aspectos do dia a dia: nos meios de comunica-
ção, em estatísticas, nas etiquetas de preços, nas máquinas de calcular, e muito mais.
A porcentagem facilita a compreensão de aumentos, reduções e taxas, o que auxilia na resolução de exer-
cícios e situações financeiras cotidianas.

Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determinado valor, podemos calcular o novo valor multipli-
cando esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por 1,20, e
assim por diante. Veja a tabela abaixo:

ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67

Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 × 1,10 = R$ 11,00

Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação = 1 - taxa de desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:

DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10

Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 × 0,90 = R$ 9,00

Desconto Composto
O desconto composto é aplicado de forma que a taxa de desconto incide sobre o valor já descontado no
período anterior. Para calcular o novo valor após vários períodos de desconto, utilizamos a fórmula:
Vn = V0 × (1 - taxa)n

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Onde:
• Vn é o valor após n períodos de desconto.
• V0 é o valor original.
• Taxa é a taxa de desconto por período em forma decimal.
• n é o número de períodos.

DESCONTO FATOR DO 1º PERÍODO FATOR DO 2 º PERÍODO FATOR DO 3º PERÍODO


10% 0,90 0,81 0,729
25% 0,75 0,5625 0,4218
34% 0,66 0,4356 0,2872
60% 0,40 0,16 0,064
90% 0,10 0,01 0,001

Exemplo: Se aplicarmos um desconto composto de 10% ao valor de R$100,00 por dois períodos, teremos:
100 × 0,90 × 0,90 = R$ 81,00

Lucro
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e venda a diferença entre o preço de venda e
o preço de custo.
Lucro = preço de venda - preço de custo
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas:

Exemplo
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse
total está com gripe. Se x% das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.

Resolução
45------100%
X-------60%
X=27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se todos os meninos estiverem gripados, assim
apenas 2 meninas estão.

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Resposta: C.

— Juros
Os juros simples e compostos são cálculos efetuados com o objetivo de corrigir os valores envolvidos nas
transações financeiras, isto é, a correção que se faz ao emprestar ou aplicar uma determinada quantia durante
um período de tempo6.
O valor pago ou resgatado dependerá da taxa cobrada pela operação e do período que o dinheiro ficará
emprestado ou aplicado. Quanto maior a taxa e o tempo, maior será este valor.

— Diferença entre Juros Simples e Compostos


Nos juros simples a correção é aplicada a cada período e considera apenas o valor inicial. Nos juros
compostos a correção é feita em cima de valores já corrigidos.
Por isso, os juros compostos também são chamados de juros sobre juros, ou seja, o valor é corrigido sobre
um valor que já foi corrigido.
Sendo assim, para períodos maiores de aplicação ou empréstimo a correção por juros compostos fará com
que o valor final a ser recebido ou pago seja maior que o valor obtido com juros simples.

A maioria das operações financeiras utiliza a correção pelo sistema de juros compostos. Os juros simples se
restringem as operações de curto período.

— Fórmula de Juros Simples


Os juros simples são calculados aplicando a seguinte fórmula:

Sendo:
J: juros.
C: valor inicial da transação, chamado em matemática financeira de capital.
i: taxa de juros (valor normalmente expresso em porcentagem).
t: período da transação.
Podemos ainda calcular o valor total que será resgatado (no caso de uma aplicação) ou o valor a ser quitado
(no caso de um empréstimo) ao final de um período predeterminado.
Esse valor, chamado de montante, é igual a soma do capital com os juros, ou seja:

6 [Link]

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Podemos substituir o valor de J, na fórmula acima e encontrar a seguinte expressão para o montante:

A fórmula que encontramos é uma função afim, desta forma, o valor do montante cresce linearmente em
função do tempo.
Exemplo: Se o capital de R$ 1 000,00 rende mensalmente R$ 25,00, qual é a taxa anual de juros no
sistema de juros simples?
Solução: Primeiro, vamos identificar cada grandeza indicada no problema.
C = R$ 1 000,00
J = R$ 25,00
t = 1 mês
i=?
Agora que fizemos a identificação de todas as grandezas, podemos substituir na fórmula dos juros:

Entretanto, observe que essa taxa é mensal, pois usamos o período de 1 mês. Para encontrar a taxa anual
precisamos multiplicar esse valor por 12, assim temos:
i = 2,5.12= 30% ao ano

Estatística: cálculo de média aritmética simples e média aritmética ponderada

A média aritmética nos permite resumir um conjunto de números em um único valor representativo. Existem
dois tipos principais de média: a média aritmética simples e a média aritmética ponderada.

— Média simples
A média aritmética simples é calculada somando todos os valores de um conjunto e dividindo essa soma
pelo número total de elementos. Ela é utilizada quando todos os valores têm a mesma importância.
Fórmula:

Onde:
− x é a média aritmética.
− ∑xi é a soma de todos os valores do conjunto.
− n é o número total de elementos.

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Exemplo: Calcule a média das notas de cinco alunos em uma prova. As notas são:

ALUNO NOTA
Aluno 1 6,0
Aluno 2 7,5
Aluno 3 8,0
Aluno 4 9,0
Aluno 5 7,0

Passo 1: Somar todas as notas


6,0 + 7,5 + 8,0 + 9,0 + 7,0 = 37,5
Passo 2: Dividir a soma pelo número de alunos

x= = 7,5.
Portanto, a média simples das notas é 7,5.

— Média Ponderada
A média ponderada é usada quando cada valor possui um “peso” diferente, representando a sua importân-
cia relativa. Cada valor é multiplicado pelo seu peso antes de somar e dividir pelo total dos pesos.
Fórmula:

Onde:
− xp é a média ponderada.
− xi são os valores do conjunto.
− pi são os pesos atribuídos a cada valor.
− ∑(xi ⋅ pi) é a soma dos produtos dos valores pelos seus respectivos pesos.
− ∑ pi é a soma dos pesos.
Exemplo: Um aluno realizou três avaliações em uma disciplina, e cada avaliação tem um peso diferente na
composição da média final. Calcule a média ponderada:

AVALIAÇÃO NOTA PESO


Avaliação 1 7,0 2
Avaliação 2 8,5 3
Avaliação 3 9,0 5

Passo 1: Multiplicar cada nota pelo seu peso


7,0 × 2 = 14,0
8,0 × 3 = 24,0
9,0 × 5 = 45,0
Passo 2: Somar os produtos obtidos
14,0 + 24,0 + 45,0 = 83,0

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Passo 3: Somar todos os pesos
2 + 3 + 5 = 10
Passo 4: Dividir a soma dos produtos pela soma dos pesos

xp = = 8,3
Portanto, a média ponderada é 8,3.

Aplicação dos conteúdos acima listados na resolução de problemas

A resolução de problemas matemáticos envolve a aplicação de uma variedade de recursos, sendo que os
princípios algébricos e aritméticos se destacam como uma parte fundamental desse processo. Esses princípios
são classificados de acordo com a complexidade e a abordagem dos conteúdos.
A prática constante na resolução de questões desse tipo é o que proporciona o desenvolvimento de habili-
dades cada vez maiores para enfrentar problemas dessa natureza.
Exemplos:
01. (VUNESP) Em um condomínio, a caixa d’água do bloco A contém 10 000 litros a mais de água do que a
caixa d’água do bloco B. Foram transferidos 2 000 litros de água da caixa d’água do bloco A para a do bloco B,
ficando o bloco A com o dobro de água armazenada em relação ao bloco B. Após a transferência, a diferença
das reservas de água entre as caixas dos blocos A e B, em litros, vale
(A) 4 000.
(B) 4 500.
(C) 5 000.
(D) 5 500.
(E) 6 000.

Resolução:
A = B + 10000 (I)
Transferidos: A – 2000 = 2.B , ou seja, A = 2.B + 2000 ( II )
Substituindo a equação ( II ) na equação ( I ), temos:
2.B + 2000 = B + 10000
2.B – B = 10000 – 2000
B = 8000 litros (no início)
Assim, A = 8000 + 10000 = 18000 litros (no início)
Portanto, após a transferência, fica:
A’ = 18000 – 2000 = 16000 litros
B’ = 8000 + 2000 = 10000 litros
Por fim, a diferença é de : 16000 – 10000 = 6000 litros

Resposta: E.

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02. (AOCP) Uma revista perdeu 1/5 dos seus 200.000 leitores.
Quantos leitores essa revista perdeu?
(A) 40.000.
(B) 50.000.
(C) 75.000.
(D) 95.000.
(E) 100.000.

Resolução:
Observe que os 200.000 leitores representa o todo do determinado assunto que seria os leitores da revista,
daí devemos encontrar 1/5 desses leitores.
Para resolver este problema, devemos encontrar 1/5 de 200.000.

1/5 x 200.000 = = .
Desta forma 40.000 representa a quantidade que essa revista perdeu

Resposta: A.
03. (MPE) Joana foi fazer compras. Encontrou um vestido de R$ 150,00 reais. Descobriu que se pagasse à
vista teria um desconto de 35%. Depois de muito pensar, Joana pagou à vista o tal vestido. Quanto ela pagou?
(A) R$ 120,00 reais
(B) R$ 112,50 reais
(C) R$ 127,50 reais
(D) R$ 97,50 reais
(E) R$ 90 reais

Resolução:
Como teve um desconto de 35%. Pagou 65%do vestido
150*0,65 = 97,50
Resposta: D.
04. (FCC) Em um campeonato de futebol, as equipes recebem, em cada jogo, três pontos por vitória, um
ponto em caso de empate e nenhum ponto se forem derrotadas. Após disputar 30 partidas, uma das equipes
desse campeonato havia perdido apenas dois jogos e acumulado 58 pontos. O número de vitórias que essa
equipe conquistou, nessas 30 partidas, é igual a
(A) 12
(B) 14
(C) 16
(D) 13
(E) 15

Resolução:
Vitórias: x
Empate: y
Derrotas: 2

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Pelo método da adição temos:

Resposta: E
05. (CONESUL) Um intervalo de tempo de 4,15 horas corresponde, em horas, minutos e segundos a
(A) 4 h 1 min 5 s.
(B) 4 h 15 min 0 s.
(C) 4h 9 min 0 s.
(D) 4 h 10 min 5 s.
(E) 4 h 5 min 1 s. Matemática

Resolução:
Transformando 4,15h em minutos = 4,15x60 = 249 minutos.
249min = 4h + 9 minutos

Resposta:C
06. (FUNATEC) Assinale a assertiva que apresenta de forma correta a quantidade de anagramas da palavra
“LIVRO”.
(A) 28.
(B) 58.
(C) 86.
(D) 120.

Resolução:
A palavra LIVRO possui 5 letras. Então basta fazer a permutação de 5!, uma vez que nenhuma letra se
repete.
Logo, 5×4×3×2×1=120

Resposta: D.
07. (Prefeitura de Jardinópolis) Na construção de um muro 8 pedreiros levaram 12 dias para conclui-lo. Se
a disponibilidade para fazer esse muro fosse de 6 homens em quanto tempo estaria concluído?
(A) 16
(B) 14
(C) 20
(D) 21
(E) 18

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Resolução:
6X= 12.8
6X= 96
X= 96/6
X=16

Resposta: A.
08. (OBJETIVA) Com base na análise do diagrama abaixo, assinalar a alternativa INCORRETA:

(A) Todos os pássaros são aves.


(B) Alguns pássaros, que não são aves, são velozes.
(C) Nenhuma tartaruga é ave.
(D) Nenhuma tartaruga é veloz.

Resolução:
Atenção, pois a questão pede para marcar a alternativa incorreta!
A representação lógica diz que todos os pássaros são aves.
Agora, observe a contradição da alternativa B, ao afirmar que alguns pássaros não são aves.
Logo esta é a alternativa incorreta!

Resposta: B.
09. (Instituto Consulplan) Felipe está construindo uma cerca ao redor de seu jardim retangular, nos fundos
de sua casa. Sabe que os lados menores do jardim têm 8 metros; os lados maiores têm 12 metros. Ele precisa
comprar arame para cercar todo o perímetro do jardim, menos um dos lados maiores que está logo atrás de
sua casa, conforme a imagem. A cerca irá utilizar 3 fios de arame; no entanto, o arame só é vendido em rolos
de 15 metros.

Quantos rolos completos de arame Felipe deverá comprar para cercar o jardim?
(A) 4.
(B) 5.

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(C) 6.
(D) 7.
Resolução: Felipe vai cercar três lados do jardim: dois de 8 metros e um de 12 metros. Somando tudo,
temos 8 + 12 + 8 = 28 metros de arame por fio.
Como são 3 fios, ele vai precisar de 28 x 3 = 84 metros de arame.
Os rolos de arame têm 15 metros, então ele precisa de 6 rolos (6 x 15 = 90 metros), sobrando 6 metros.
Portanto, Felipe deve comprar 6 rolos.

Resposta: C
10. (Itame) Num condomínio, as vendas de terreno são anunciadas de acordo com o tamanho de cada um
deles, que são diferentes em cada área. Para cada m2 é cobrado um valor de R$400,00. Ao escolher um terre-
no numa esquina, recebe a imagem da representação do terreno:

De acordo com as medidas do terreno ABDE, descritas na imagem em metros, o valor pago por ele será de:
(A) R$ 72.000,00.
(B) R$ 70.000,00.
(C) R$ 78.000,00.
(D) R$ 80.000,00.
Resolução: A área do terreno ABDE é formada por:
- um retângulo: 12 × 10 = 120
- um triângulo: (12 × 10) / 2 = 60
A àrea total então é 120 + 60 = 180
Então o valor 180 × 400 = 72.000 reais

Resposta: A

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Questões

1. Instituto CONSULPAM - 2025

Um escritório de consultoria conta com n profissionais de nível superior: bacharéis em Economia, em Direito
e em Ciências Contábeis. Sabe-se que 13 profissionais não são Contadores, 14 não são economistas, 14 pos-
suem somente uma graduação, 15 possuem exatamente duas graduações, nenhum profissional possui as três
graduações e exatamente 6 são bacharéis apenas em Direito. Nesse sentido, o número de profissionais que
são graduados em Economia e Ciências Contábeis simultaneamente é igual a:
(A)6.
(B)7.
(C)8.
(D)9.

2. Instituto CONSULPAM - 2023

Ana tem três dívidas a pagar. A primeira de R$ 52,00, a segunda, tanto quanto a primeira mais R$ 42,00 e
a terceira tanto quanto as duas primeiras juntas. Logo, o valor total da dívida de Ana é de:
(A)R$ 290,00.
(B)R$ 292,00.
(C)R$ 294,00.
(D)R$ 296,00.
(E)R$ 298,00.

3. Instituto CONSULPAM - 2025

O produto dos números primos maiores do que 1 (um), que dividem exatamente o número 2025, é igual a:
(A)6.
(B)10.
(C)15.
(D)21.

4. Instituto CONSULPAM - 2025

A quantidade de números naturais com cinco algarismos (na base 10) que são menores do que 50.000 e
divisíveis por cinco, que se pode formar com os algarismos 1, 2, 3, 4 e 5, é igual a:
(A)650.
(B)600.
(C)550.
(D)500.

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5 Instituto CONSULPAM - 2024

Em uma certa cidade a tarifa da passagem do ônibus aumentou de R$ 2,50 para R$ 2,85, com isso a taxa
do aumento foi de:
(A)12%.
(B)14%.
(C)16%.
(D)18%.

6. Instituto CONSULPAM - 2024

Uma sala de aula de uma escola é formada por 25 meninas e 24 meninos, sendo que 12% das meninas
namoram e 25% dos meninos namoram. A quantidade de alunos que namoram nessa sala é de:
(A)18 alunos.
(B)12 alunos.
(C)9 alunos.
(D)7 alunos.

7. Instituto CONSULPAM - 2024

Uma empresa de eventos oferece um pacote de serviços para festas, com um custo inicial de R$ 3.500,00.
Durante uma promoção, a empresa oferece um desconto de 25% sobre o custo inicial. Após aplicar o desconto,
o cliente pode usar um voucher adicional de 15% sobre o valor já descontado.
Se um cliente utiliza ambos os descontos, qual será o valor final que ele pagará pelo pacote de serviços?
Assinale a alternativa CORRETA
(A)R$ 2.231,25
(B)R$ 2.232,45
(C)R$ 2.233,95
(D)R$ 2.234,15

8. 7 Instituto CONSULPAM - 2023

Edson recebe de salário R$ 2.400,00, gasta 45% com as suas despesas pessoais e 20% do que sobra,
guarda na poupança. O valor que Edson guarda na poupança é:
(A)R$ 286,00.
(B)R$ 275,00.
(C)R$ 264,00.
(D)R$ 258,00.

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[Link] CONSULPAM - 2023

Uma fábrica com 120 funcionários produz 360 peças, se o número de funcionários dessa fábrica aumentar
em 20% a quantidade de peças que serão produzidas será de:
(A)432.
(B)430.
(C)428.
(D)426.
10.

10. Instituto CONSULPAM - 2025

Um veterinário recomendou a seguinte dosagem para um medicamento: 4ML para cada 5kg de peso corpo-
ral, a cada 12horas. Se um animal recebeu corretamente 32ML do medicamento a cada 12horas, logo o peso
corporal do animal é:
(A)30kg.
(B)35kg.
(C)40kg.
(D)45kg.

11. Instituto CONSULPAM - 2025

Uma equipe de 6 pedreiros consegue construir um muro em 18dias. Trabalhando com a mesma eficiência,
9 pedreiros construirão o mesmo muro em:
(A)12dias.
(B)14dias.
(C)16dias.
(D)20dias.

12. Instituto CONSULPAM - 2025

Examine o exemplo a seguir:


A companhia de água de uma cidade possui três grandes reservatórios. Um deles está com 300 m3 de água
e será completado à razão de 42 metros cúbicos por minuto. O segundo está com 500 m3 e será completado à
razão de 32 metros cúbicos por minuto.
O último está com 400 m3 e será completado à razão de 37 metros cúbicos por minuto. Se os três reserva-
tórios começaram a ser completados no mesmo instante e, após x minutos, todos estão com a mesma quanti-
dade de água, então x satisfaz a condição a seguir:
(A)x = 12.
(B)12 < x < 18.
(C)18 <x < 22.
(D)22 < x < 24.

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13. Instituto CONSULPAM - 2024

Uma certa fábrica produz 300 peças em 8 minutos. Em 8 horas quantas dessas mesmas peças essa fábrica
produzirá? Assinale CORRETAMENTE:
(A)12.000.
(B)14.000.
(C)16.000.
(D)18.000.

14. Instituto CONSULPAM - 2022

Uma moto percorre 200 km utilizando 25 litros de gasolina. Assinale a alternativa CORRETA que apresenta
a quantidade de litros que a moto precisara para percorrer 320 km:
(A)35 litros.
(B)40 litros.
(C)50 litros.
(D)60 litros.

15. Instituto CONSULPAM - 2023

As idades dos irmãos Natanael e Daniel, hoje, são dois números consecutivos. Daqui a 8 anos, a soma de
suas idades será o triplo da idade do maior hoje. A idade do mais novo é:
(A)12.
(B)14.
(C)16.
(D)18.
(E)20.

16. Instituto CONSULPAM - 2022

A demanda de um determinado tipo de laticínio é dada, em função da quantidade, por D(q) = 4(25 - q2) reais
por unidade. A quantia q total que os consumidores pagarão para adquirir 3(unidades de milhar) deste laticínio
é:
(A)R$ 241,00.
(B)R$ 253,00.
(C)R$ 264,00.
(D)R$ 275,00.

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17. Instituto CONSULPAM - 2024

Um jovem inicia uma experiência como investidor, comprando um título do tesouro por R$ 1.000,00, a uma
taxa de juros de 8% ao ano com montante linear. Após 48 meses, o montante acumulado foi de:
(A)R$ 1.320,00.
(B)R$ 1.384,00.
(C)R$ 1.396,00.
(D)R$ 1.418,00.
(E)R$ 1.496,00.

18. Instituto CONSULPAM - 2023

Um título foi resgatado por R$ 3000,00. Se a taxa de juros simples aplicada foi de 180% a.a. e a remunera-
ção ganha foi de R$ 1636,36, quantos meses durou a aplicação? Assinale a alternativa CORRETA.
(A)6 meses.
(B)7 meses.
(C)8 meses.
(D)9 meses.
(E)10 meses

19. Instituto CONSULPAM - 2022

Um valor de R$ 8000,00 é aplicado em um título bancário a uma taxa de juros simples de 5% ao mês. Após
um semestre, o montante desta operação bancária é:
(A)R$ 10 100,00.
(B)R$ 10 200,00.
(C)R$ 10 300,00.
(D)R$ 10 400,00.

20. Instituto CONSULPAM - 2023

Em uma turma com 45 alunos sabe-se que 8 alunos gostam de Matemática e Português, 25 alunos gostam
de Matemática e 15 alunos gostam de Português. A quantidade de alunos dessa turma que não gosta de ne-
nhuma das duas disciplinas é de:
(A)11 alunos.
(B)12 alunos.
(C)13 alunos.
(D)14 alunos.

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Gabarito

1 C
2 B
3 C
4 D
5 B
6 C
7 A
8 C
9 A
10 C
11 A
12 C
13 D
14 B
15 B
16 C
17 A
18 C
x1y2z3 a8570599d784b9bd355bf914a3da078de7d0ff5d4905697a01c356db0b51c610 19 D
20 C

113
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