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Gestão Hospitalar: História e Evolução

O documento aborda a evolução da gestão hospitalar, desde a origem dos hospitais na China antiga até a complexidade atual do sistema de saúde no Brasil, incluindo a distinção entre hospitais com e sem fins lucrativos. Destaca a importância da qualidade no atendimento e as mudanças necessárias para atender às demandas contemporâneas dos pacientes. Além disso, menciona a influência histórica e as transformações sociais e tecnológicas que moldaram os hospitais em centros de excelência na saúde.

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Gestão Hospitalar: História e Evolução

O documento aborda a evolução da gestão hospitalar, desde a origem dos hospitais na China antiga até a complexidade atual do sistema de saúde no Brasil, incluindo a distinção entre hospitais com e sem fins lucrativos. Destaca a importância da qualidade no atendimento e as mudanças necessárias para atender às demandas contemporâneas dos pacientes. Além disso, menciona a influência histórica e as transformações sociais e tecnológicas que moldaram os hospitais em centros de excelência na saúde.

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Gestão hospitalar ?

A história dos hospitais


Introdução
Você já deve ter entrado em um hospital, seja por que estava doente
ou visitando alguém doente, ou realizando exames, já se perguntou
como gerenciar um universo tão cheio de particularidades e
surpresas?
E a qualidade? Será possível gerenciar os custos versus garantir a
qualidade do serviço hospitalar?
O que o gestor precisa considerar no gerenciamento atual moderno?
A história influenciou o que estamos vivenciando hoje?
Essas e demais perguntas serão respondidas ao longo deste capítulo,
visto que, a área hospitalar dentro do esquema moderno de
funcionamento atual, é um centro de referência onde deve resolver
diversos tipos de problemas de saúde desde a admissão do paciente
até a sua alta, com excelência e qualidade.
Com a globalização, as mudanças de comportamento e nos valores
dos clientes constituíram um fator crítico e com exigências, sendo
que os hospitais estão sendo obrigados a mudar o perfil do
atendimento em todos os sentidos desde a estrutura física, alguns
parecem até hoteis de luxo, quanto na parte operacional, de
processos e pessoas. Vamos lá?

Gestão hospitalar – A história dos hospitais


Para falar da gestão dos hospitais não podemos deixar de entender a
história desse tipo de instituição. Você sabe como surgiram os
primeiros hospitais?Vamos aprender um pouco de história? A origem
da assistência hospitalar ocorreu na China, no século XII a.C., onde
funcionaram agências para o atendimento de doentes pobres. O
hospital como instrumento terapêutico surgiu no final do século XVIII,
quando foram criados hospitais para o controle de doenças
transmissíveis e apareceram as primeiras maternidades visando
proteger os nascimentos. Com o desenvolvimento, o hospital assumiu
características específicas (SALU, 2013):
1. valetudinárias: eram enfermarias que prestavam assistência
aos gladiadores romanos e guerreiros, estes eram localizados
próximos ao alojamento das tropas e arenas o qual deu origem
aos hospitais militares e Cruz Vermelha Internacional;
2. taberna/ medicar: pronto atendimento sem internação,
comparado a um ambulatório.
A palavra hóspede originou do latim hóspes, que deu origem a
hospitalis e hospitium, palavras estas que designavam locais para
abrigar além de enfermos, viajantes e peregrinos (SALU, 2013).
Hospitium era o nome dos estabelecimentos ocupados por pobres,
incuráveis e insanos (termo usado pra designar hospital de
psiquiatria) (SALU, 2013).
Com o desenvolvimento dos hospitais a terminologia evolui conforme
a época (GONÇALVES, 2002):
a. Nosodochium – local para receber os doentes;
b. Nosocomium – local para tratar os doentes, asilo de enfermos;
c. Pitoxotrophium – asilo para pobres;
d. Poedotrophium – asilo para crianças;
e. Xenotrophium – asilo e refúgio para viajantes estrangeiros;
f. Gynotrophium – hospital para mulheres;
g. Gerontokomim – asilo para velhos;
h. Hospitium – hospital para doentes mentais.
No Brasil, as oportunidades de exploração econômica da assistência à
saúde começaram na década de 1930, porém bastante tímidas e sem
um modelo sanitário adequado. Iniciou com um padrão dual, que
separava a saúde pública da medicina privada e teve o mais
importante marco em 1986, com a criação do Sistema Único de
Saúde (SUS), que centralizava as políticas governamentais para o
setor, mas ao mesmo tempo regionalizava o gerenciamento da
prestação de serviço.
Durante o Mercantilismo, foram criados hospitais para o controle de
doenças transmissíveis e apareceram as primeiras maternidades
visando proteger os nascimentos.
Com a Revolução Industrial, o rápido crescimento das cidades
agravou as condições de vida das classes mais pobres e, sobretudo,
os novos desenvolvimentos tecnológicos exigiam um fluxo mais
ordenado do processo produtivo, requerendo mão de obra saudável.
Paralelamente, a pesquisa e as descobertas no campo do
conhecimento científico alteraram a prática médica. Os processos
diagnósticos, terapêuticos e preventivos tornaram difícil, senão
impossível, o médico trabalhar sem os modernos equipamentos e os
recursos humanos gerais e especializados na medicina moderna
concentrados nos hospitais.
Entre 1870 e 1910, o hospital saiu da periferia para o centro e deixou
de ser a Casa de Morte para ser um centro de excelência do trabalho
médico. Ele deixa paulatinamente de ser um local onde se separam
os pobres da comunidade e onde se presta a eles algum tipo de
assistência, ao mesmo tempo em que vai absorvendo tecnologia e
conhecimentos, deslocando o centro do processo de atenção da casa
das pessoas para dentro de si (SALES, 2013).
Até esse período, o médico se valia de poucos instrumentos para
examinar os pacientes e dispunha de reduzidos medicamentos para
prescrever. Alguns avanços tecnológicos foram ocorrendo
simultaneamente a esse período para transformar a estrutura e a
função dos hospitais.
A eletrificação das cidades permitiu melhorias na iluminação, na
ventilação das áreas, o uso de elevadores, além do uso de
equipamentos elétricos. Os sistemas de tratamento de esgotos e
distribuição de água também geraram melhorias das condições
sanitárias. Essas transformações, aliadas a descoberta do raio-X e da
análise clínica laboratorial, permitiu que o hospital passasse de um
local de sofrimento e caridade para ser um local de produção de
saúde.
Novos serviços, tornados possíveis com o avanço científico, e
melhores acomodações permitiram atrair pacientes que poderiam
pagar pelos serviços e isso foi auxiliando na gestão dos custos de
instalação de novos equipamentos tecnológicos (SALU, 2013).
As primeiras décadas do século XX viram os hospitais transformarem-
se e acrescentarem novas funções relacionadas à recuperação da
saúde, ainda que limitadas aos que podiam pagá-las.
Todas essas mudanças ocorreram em um período de tempo muito
pequeno, por isso, não se pode relacioná-las somente aos avanços
científicos e tecnológicos.
Mudanças econômico-políticas também impactaram nessa
transformação. O crescimento populacional, a urbanização e a
industrialização são exemplos. Outro fator de impacto para a
aceleração da transformação dos hospitais foi o envolvimento das
fundações com a medicina, grandes instituições fazendo doações
significativas à medicina.
Os hospitais brasileiros herdaram o modelo inicial das Santas Casas
de Misericórdia; uma estrutura funcional na qual as atividades afins
estão agrupadas juntamente com funções comuns e que são mais
eficazes quando o ambiente externo não produz impacto significativo
sobre as rotinas organizacionais. Ao longo do tempo,
compreensivelmente, evoluíram para uma organização extremamente
complexa quanto à natureza do atendimento e também por utilizar
equipes multidisciplinares de alto grau de autonomia.
O atendimento das vontades e desejos do paciente dependeriam da
estrutura oferecida pelo hospital e das determinações médicas.
Com a evolução da saúde houve uma mudança no conceito de gestão
hospitalar, deixando para trás esse vínculo de atendimento aos
doentes considerados condenados pelas doenças infectocontagiosas
passando ao olhar de prevenção e manutenção da saúde. Os
pacientes passaram a receber outros tipos de atendimento, mais
voltados ao bem-estar, à segurança, ao conforto, transformando os
hospitais em um complemento do ambiente familiar.
Os hospitais públicos e privados trabalham na mesma lógica, no
sentido de garantir a qualidade da assistência ao paciente.

Entidades com e sem fins lucrativos


Quanto à finalidade, os hospitais são classificados em entidades com
fins lucrativos e sem fins lucrativos. Nas empresas hospitalares de
fins lucrativos, a eficiência administrativa é avaliada pela
maximização da riqueza dos proprietários. A otimização de lucros visa
remunerar o capital investido a uma taxa satisfatória. Poder-se-ia
supor que as empresas hospitalares sem fins lucrativos não devem
obter lucro. Não é nesse sentido, todavia, que uma entidade se
caracteriza como sem finalidade lucrativa. Não lucrativo não significa
que o hospital não possa obter lucro, mas sim, que nenhuma das
partes dos lucros líquidos do hospital pode ser dirigida em benefício
de qualquer cidadão (SALU, 2013).
A diferença entre empresas hospitalares com fins lucrativos e sem
essa finalidade reside no fato de que o desempenho da administração
das primeiras é avaliado pela capacidade de remunerar a uma taxa
ótima o capital investido, embora imbuídas do objetivo social inerente
a todos os hospitais. Quanto às segundas, procuram manter os
serviços dentro de padrões razoáveis na comunidade, sem a
preocupação de remunerar o capital investido, mas desejando um
crescimento satisfatório para a melhoria dos serviços e o atendimento
da demanda crescente da comunidade.
Há um padrão pluralista de arranjos financeiros, de propriedade e de
modelo organizacional no setor público e no setor privado hospitalar.
Os hospitais brasileiros são altamente estratificados e desiguais em
eficiência. Poucos hospitais brasileiros podem ser conceituados como
o que os autores denominam world-class centers of excellence (SALU,
2013). Estes servem à elite econômica do país.

Hospitais filantrópicos no Brasil – origem e características


A conformação do sistema de prestação de serviços sociais e de
saúde no Brasil contou desde o período colonial com a presença de
instituições singulares de origem portuguesa, cuja pioneira foi a Santa
Casa de Lisboa, fundada em 1948. Esse movimento surgiu do
compromisso do Estado moderno português em mobilizar a sociedade
e se colocar como o coordenador das ações e dos compromissos
cristãos em assistir e socorrer a população carente. Esse é um
compromisso que persiste até a atualidade nas cartas de fundação
das irmandades.
No contexto social brasileiro, o papel social dessas instituições variou
em amplitude, porém se mostrou afinado com os objetivos
estabelecidos pelas Santas Casas. Criadas ainda no séc. XVI em
Santos, Bahia, Olinda e São Paulo e ligadas a ordens religiosas
inspiradas nas ações misericordiosas e nos conceitos de pessoas
necessitadas.
A superação do período colonial abriu novas possibilidades de
atuação para essas instituições. Acompanhando as conjunturas
impostas por diferentes ciclos econômicos e suas diferenciações
regionais, as Santas Casas ampliaram e tornaram complexas suas
formas de atuação junto aos necessitados incorporando, boa parte
delas, as funções de hospital num sentido mais contemporâneo.
A criação das Santas Casas, no estado de São Paulo, seguiu a
seguinte ordem cronológica: em 1543 foi criada a Santa Casa de
Santos; em 1569, seguiu-se o estabelecimento de instituições
congêneres em São Paulo; outras instituições surgiram – Sorocaba
(1803), Jacareí (1850), Piracicaba e Ubatuba (1856),
Pindamonhangaba (1863), Lorena (1867) e Guaratinguetá (1869). Até
o final do séc. XIX, mais 28 municípios paulistas se incorporaram à
lista de detentores de instituições similares. Com a exceção da
Beneficência Portuguesa de São Paulo, a partir da segunda metade do
século XX surgem os hospitais comunitários, que somados às Santas
Casas, formam a grande rede de hospitais filantrópicos existentes
hoje no Brasil.
As operações dessas instituições, resultaram na implantação de
sistemas de previdência social e assistência médica a determinados
grupos sociais, culminando, em 1988, na promulgação da
Constituição Federal Brasileira, que consagrou a saúde como um
direito social.
Apesar de serem, segundo o dispositivo constitucional, parceiras
preferenciais do SUS, na prática isto ocorre de modo muito tênue,
sem uma sistematização adequada. Em 1963, no meio da crise
política, essas instituições lutaram para manter sua condição de
entidades especialmente consideradas pelo Estado brasileiro. Muita
de suas lutas, como a manutenção de determinadas imunidades e
isenções tributárias, tiveram sucesso e elas mantêm até hoje uma
condição de parceiras privilegiadas do Estado e do SUS.
Pensando em contratos e convênios, os hospitais públicos
filantrópicos acabam por ter uma área de atendimento ao usuário do
sistema de saúde suplementar, o que é permitido pelos princípios
organizativos do SUS. São instituições privadas, que prestam serviço
à saúde da população mediante imunidade de impostos e isenção de
contribuições sociais (Filantrópico Isento de Tributos e Contribuições
Sociais, Filantrópico Isento de Imposto de Renda e Contribuição sobre
o Lucro Líquido).

Hospitais privados filantrópicos de excelência


Em 2007, a Portaria Nº 3.276, estabelece que as instituições que
optarem por estabelecer projetos de apoio ao desenvolvimento
institucional do SUS deverão atender algumas etapas de habilitação e
apresentar projetos. Tais instituições, Hospitais de Excelência, são
referência na área hospitalar e podem disponibilizar experiências
exitosas e conhecimento técnico de ponta na forma de projetos de
apoio institucional para o desenvolvimento do SUS.
Os Hospitais de Excelência foram escolhidos pelo Ministério da Saúde
com base em suas capacidades de recursos financeiros, tecnológicos,
de ensino e pesquisa, de gestão, de prestação de assistência médica,
tendo condições de assumir o papel de âncoras para o
desenvolvimento do SUS. O primeiro critério adotado para a seleção
dos Hospitais de Excelência foi o de serem acreditados com
certificação nacional ou internacional, reconhecida pelo Ministério da
Saúde.

Recapitulando
A evolução dos hospitais no mundo ocidental, desde pensões de
caridade até centros de excelência científica, foi influenciada por
vários desenvolvimentos sociais e culturais. Essas influências
incluíram os significados em mudança de doença, economia,
localização geográfica, religião e etnia, status socioeconômico dos
clientes, crescimento científico e tecnológico e as necessidades
percebidas das populações.
Uma tradição de enfermagem desenvolvida durante os primeiros anos
do cristianismo, quando o alcance benevolente da igreja incluía não
apenas cuidar dos doentes, mas também alimentar os famintos,
cuidar de viúvas e crianças, vestir os pobres e oferecer hospitalidade
a estranhos.
A contenção de custos foi o tema dos hospitais nos anos 90. O
equilíbrio de poder nessas instituições mudou de prestadores de
cuidados para compradores organizados de assistência. No setor
privado começaram a assumir um papel mais ativo no gerenciamento
dos custos hospitalares. O foco dos cuidados mudou gestão da
qualidade versus custos, sendo os profissionais de saúde atores
fundamentais nesse novo cenário.

Referências
BONATO, V. L. Gestão de qualidade em saúde: melhorando assistência
ao cliente. O Mundo Da Saúde, São Paulo, 35(5), 319–31, 2011,
2011
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 3276, de 28/12/2007.
Estabelece que as instituições que optarem por desenvolver projetos
de apoio ao desenvolvimento institucional do Sistema Único de Saúde
- SUS deverão atender as etapas de habilitação e a apresentação de
projetos. DOU de 31/12/2007 (nº 250, Seção 1, pág. 54). 2007.
CHIAVENATO, IDALBERTO. Introdução à Teoria Geral da
Administração. São Paulo, 9a. ed. - Editora Campus, Rio de Janeiro,
2014.
GONÇALVES, Ernesto Lima. Gestão Hospitalar: Administrando o
hospital moderno. 1ª Edição. Saraiva, 05/2002. VitalSource
Bookshelf Online. Minha Biblioteca.
FELDMAN, L. B., GATTO, M. A., & CUNHA, I. História da evolução da
qualidade hospitalar: dos padrões a acreditação. Acta Paul Enferm,
18(2), 213–9, 2005
NETO, VECINA, Gonzalo, MALIK, Ana Maria. Gestão em Saúde.
Guanabara Koogan, 03/2011. VitalSource Bookshelf Online. Minha
Biblioteca.
PALADINI, E. P. As bases históricas da gestão da qualidade: a
abordagem clássica da administração e seu impacto na moderna
gestão da qualidade. Gestão E Produção, 5(3), 168–186, 1998.
SALU, Jorge. Administração hospitalar no Brasil. Biblioteca Virtual
Universitária 3.0. Manole, 2013.
Gerenciamento hospitalar
Introdução
Os hospitais devem ser o mais eficientes possível no que diz respeito
à administração de recursos, sempre buscando novos meios de
melhorar os resultados gerais, oferecendo o melhor serviço possível à
população. Portanto, é importante compreender que gerenciar
significa ter uma visão do futuro, com disciplina, organização e metas
bem definidas.
Uma análise superficial mostra que vários fatores podem
desempenhar papéis importantes na eficiência do estabelecimento de
saúde, desde questões que envolve a visão, missão e os valores, bem
como os estilos de liderança associados. Vamos entender um pouco
sobre isso?

Gerenciamento hospitalar
Gerenciar significa administrar, os seres humanos nasceram
gerenciando suas vidas, seu dia a dia, seus sonhos... O ato de
gerenciar nada mais é que colocar em prática o planejamento, a
organização, o direcionamento, controle e avaliação do que foi
proposto a ser gerenciado, alimentando assim, um ciclo constante de
planejamento, execução e avaliação se os objetivos foram
alcançados.
Acredita-se que o processo de centralização ou descentralização
melhora a gestão administrativa, no entanto, o gestor deve direcionar
as ações de acordo com as funções administrativas (planejar,
organizar, direcionar, controlar e avaliar) e as cinco variáveis básicas
dando ênfase a uma delas: estrutura, tarefas, pessoas, tecnologia,
ambiente.
O hospital não é um negócio? Uma empresa? Logo, para se gerenciar
um hospital, é necessário aplicar os conceitos básicos de
administração de empresas.
A organização de empresa se dá pela ordenação e o agrupamento de
atividades e recursos, visando ao alcance de objetivos e resultados
estabelecidos.
Existem algumas ferramentas de apoio estratégico que é preciso
utilizar para o bom gerenciamento hospitalar, dentre eles, pode-se
destacar (CHIAVENATO, 2014):
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a. Visão que é uma ferramenta indicada para vislumbrar as
aspirações da organização ou dos trabalhadores. Associa-se à
figuração e a imaginação da onde a empresa quer chegar.
b. Missão consiste em uma declaração identificando a razão pela
qual a organização existe e sua função.
c. Valores que representam os princípios éticos que norteiam
todas as suas ações. Normalmente, os valores compõem-se de
regras morais que simbolizam os atos de seus fundadores,
administradores e colaboradores em geral.
Independente da estrutura organizacional, essas ferramentas podem
ser utilizadas.

Estruturas Organizacionais
As empresas são gerenciadas de acordo com a sua estrutura
organizacional. Mas o que é estrutura organizacional?
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Estrutura organizacional é o conjunto ordenado de responsabilidades,


autoridades, comunicações e decisões das unidades organizacionais
de uma empresa (CHIAVENATO, 2014). Existem as estruturas
organizacionais chamadas de formal e informal.

Estrutura Organizacional Formal


As estruturas formais consistem na formalização, hierarquização,
autoridade e responsabilidades dos componentes da organização
(CHIAVENATO, 2014).
 Formalização: Prescreve quem faz; o que faz; onde faz;
quando faz as atividades executadas. Representa o uso de
Normas da organização.
 Hierarquia: Relaciona-se com a especialização vertical, divide
as camadas ou níveis de autoridade, relacionamento do
superior/subordinado. A autoridade aumenta quanto mais alto
se está na hierarquia.
 Autoridade: Poder de comandar para a execução das tarefas,
o dirigente tem completa responsabilidade pelas atividades.
 Responsabilidade: Surge da relação superior/subordinado e
grau de qualificação. Refere-se a obrigação que uma pessoa
tem de fazer algo para outro.
Divide-se em Administrativa quando a responsabilidade é
administrativa e Técnica quando a responsabilidade técnica pelo
órgão dirigido. As estruturas organizacionais formais podem ser
representadas por meio de gráficos, denominados “organogramas” e
“fluxogramas” para melhor visualização da empresa e as hierarquias
(CHIAVENATO, 2014).
Existem diferentes tipos de organogramas e fluxogramas, e cada
serviço de saúde terá o seu, conforme a complexidade do
atendimento. Quando falamos em organização formal, falamos em
uma estrutura planejada “no papel”, formalizada oficialmente.
Organograma é a representação gráfica da estrutura da empresa.
Nele é possível perceber (CHIAVENATO, 2014):
 A divisão do trabalho X com a relação superior subordinado;
 Movimentação de pessoas, papéis e informação na organização;
 Assegura a fluidez;
 Limites decisórios variam segundo a posição hierárquica do
funcionário;
 Mantem dentro dos padrões de eficiência e eficácia.
Já o fluxograma é a “Representação gráfica que apresenta a
seqüência de um trabalho de forma analítica, caracterizando as
operações, os responsáveis e/ou unidades organizacionais envolvidos
no processo.” (OLIVEIRA, 2002).
É um gráfico que representa cada fase de um processo, identificando,
de forma clara, as operações e os envolvidos. Dentre os objetivos do
fluxograma destacam-se:
 Identificar a utilidade de cada etapa do processo;
 Verificar as vantagens em alterar a seqüência das operações
(passos);
 Adequar as operações (passos) às pessoas que as executam;
 Identificar necessidade de treinamento específico;
 Utilizada ao definir novos sistemas para a organização;
 Escolha do processo a estudar;
 Identificar indicadores de problemas (queixas, filas, etc.);
 Identificar a interação com outros processos (inclusive outras
unidades exemplo unidades de internação e centro cirúrgico no
processo de admissão do paciente para cirurgias).
O fluxograma auxilia a analisar as necessidades de modificações de
sequência dos passos (criação e eliminação) ou até a implantação do
novo processo ou sistema.
Portanto, essas duas ferramentas de gestão “organograma” e
“fluxograma “estão presentes nas estruturas formais e são
importantes para gestão dos processos.
Pensando em todo este processo, a concepção do fluxograma vai
auxiliá-lo no gerenciamento dos processos, e na redução da taxa de
infecção em sítio cirúrgico, melhorando processos e capacitando as
pessoas.
As organizações formais determinam quem faz o quê e onde nas
organizações, assim como evidencia as relações de autoridade e
poder existentes dentro de uma organização.
A estrutura formal de uma organização a maneira pela qual as
atividades e as pessoas estão divididas, organizadas e coordenadas.
Imaginem um esqueleto do corpo humano: o esqueleto dá uma
sustentação a todos os componentes do corpo humano (CHIAVENATO,
2014). A organização formal sustenta toda a empresa.

Estrutura Organizacional Informal


A Estrutura Informal é a rede de relações sociais e pessoais que não é
estabelecida ou requerida pela estrutura formal. Surge da interação
social das pessoas, o que significa que se desenvolve espontânea
mente quando as pessoas se reúnem. Portanto, apresenta relações
que, usualmente, não aparecem no organograma (CHIAVENATO,
2014).
Nesta estrutura a cultura organizacional é muito forte, pois não há
hierarquia, por isso não existe organograma.
Você sabe o que é cultura organizacional?
Muitos autores entendem que uma organização é uma espécie de
“minissociedade" que constrói sua cultura (CHIAVENATO, 2014, SALU,
2013, GONÇALVES, 2002):
A cultura de uma organização seria algo conformado por valores,
crenças, percepções, normas e padrões de comportamento, não
muito palpáveis e tampouco fáceis de serem observadas, portanto,
denominadas estruturas informais.
Podemos dizer que hoje, as instituições hospitalares tem sua própria
cultura, porém, é indispensável que seja direcionada para a
segurança do paciente, para que resulte em uma assistência
estruturada com desenvolvimento do conhecimento, da sensibilização
e do comprometimento de seus colaboradores.

Poder Institucional
E em se tratando de poder? Quais definições podem sugerir ao
citarmos poder institucional?
De acordo com Rios (2009), "poder" está relacionado com ter
autoridade, domínio ou influência para possuir força física ou moral
para; e ainda estar arriscando ou exposto para.
Refletindo sobre o conceito de poder, este se relaciona com o tipo de
influência que o serviço de saúde sofre de seus governantes e da
cultura em que está inserido.
Trazendo esses conceitos para a prática do dia a dia: você já ouviu
falar que tal instituição modela seus colaboradores de acordo com
seu interesse próprio?
Como exemplo é perceber nitidamente que duas organizações de
saúde, quando comparadas, são diferentes, mesmo sendo
considerada do mesmo ramo de atividades, funcionam de formas
diferentes por causa de sua própria estrutura organizacional, sua
cultura, de como é determinado o poder institucional, dentre outras
influências.
Saiba Mais
Muitos estudiosos descrevem que existem culturas conflitantes na
gestão de saúde do Brasil, mais especificamente a cultura humanista
e a cultura tecnocrata. Embora diferentes, se alinhadas com o foco
estratégico hospitalar, ambas podem garantir o sucesso no
gerenciamento. Veja o vídeo disponível
em: [Link] para entender
melhor a influência do tipo de estrutura organizacional e cultura na
área hospitalar e porque não é adequado misturar as duas culturas na
mesma organização.

Recapitulando
Podemos considerar que a cultura e o poder dos serviços de saúde
têm relação estreita com o modo que os profissionais participam das
decisões, como se relacionam, qual o poder que a gerência tem sob
sua equipe de trabalho e qual consideração é dada para o indivíduo
que ali trabalha.
Um exemplo disso é quando uma instituição de saúde adota
propostas de desenvolvimento e de capacitação técnico-científicas.
Programa de orientações para recém-admitidos, além de orientá-los
sobre direitos e deveres, funções e atividades específicas, missão e
estrutura organizacional, resultam, muitas vezes, de acordo com os
interesses do grupo de poder, em propostas modelares, ou seja,
definidoras dos comportamentos aceitos na instituição.
Os eventos científicos que acontecem em uma instituição também
demonstram a cultura organizacional, explicitando o que é valorizado
institucionalmente.

Referências
CHIAVENATO, IDALBERTO. Introdução à Teoria Geral da
Administração. São Paulo, 9a. ed. - Editora Campus, Rio de Janeiro,
2014.
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Sistemas, organização &
métodos: uma abordagem gerencial. São Paulo: Atlas, 13a ed,
2002, 505p.
PAIM, Chennyfer da Rosa Paino; ZUCCHI, Paola. Auditoria de avaliação
dos serviços de saúde no processo de credenciamento. Ciênc. saúde
coletiva, Rio de Janeiro , v. 16, supl. 1, p. 1163-1171, 2011 .
Disponível em: <[Link]
script=sci_arttext&pid=S1413-
81232011000700048&lng=en&nrm=iso>.
SALU, Jorge. Administração hospitalar no Brasil. Biblioteca Virtual
Universitária 3.0. Manole, 2013.
Atividade 1

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