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A Jornada de Izumi: Deixada para Trás

Izumi, uma jovem que foi abandonada por seus pais por não manifestar habilidades de energia amaldiçoada, se transforma em Djinn Geto após entender sua realidade. Ao longo dos anos, ela se torna uma lutadora habilidosa e uma boa aluna, mas carrega a dor do abandono e a rejeição de seu clã. Sua relação com Near, um colega, se desenvolve em meio a um passado complicado, refletindo sua luta interna com a identidade e aceitação.

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A Jornada de Izumi: Deixada para Trás

Izumi, uma jovem que foi abandonada por seus pais por não manifestar habilidades de energia amaldiçoada, se transforma em Djinn Geto após entender sua realidade. Ao longo dos anos, ela se torna uma lutadora habilidosa e uma boa aluna, mas carrega a dor do abandono e a rejeição de seu clã. Sua relação com Near, um colega, se desenvolve em meio a um passado complicado, refletindo sua luta interna com a identidade e aceitação.

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Djinn Geto

Quando nasceu era chamada de Izumi, o sonho dos seus pais e fora nomeada assim
exatamente porque na perspectiva e expectativa deles ela deveria ser exatamente desse jeito:
Algo que flui.
Quando completou entre seis e sete anos seus pais esperaram qualquer manifestação da sua
tecnica de energia amaldiçoada, mas nada aconteceu. Izumi era uma garota alegre, mas desde
de cedo sabia que precisava ser a melhor, então já tinha experiência em combate (de acordo
com a sua idade) era forte, desenvolta e dedicada, mas seus pais — seu clã — não iria aceitar
alguém sem nada a oferecer.

Não era necessário pena para pessoas como Izumi e ela viu o amor que achava existir em seu
pais sumir quando fora deixada na porta de uma casa qual ela não fazia ideia de que local era.
Distante, frio e completamente fora da sua realidade, tinha uma bolsa e uma carta consigo,
nada foi dito pelos mais velhos, seu pai apenas enrolou um cachecol verde em seu pescoço,
acariciou sua cabeça e entrou no carro.

Izumi esperou, o frio começou a se tornar mais rigoroso e ela apenas aguardou os pais
voltarem, mas o dia deu espaço a noite, e a noite convocou seu sono. Ela se sentou na porta
daquela casa e nada aconteceu, ela olhava exatamente para o nada e a cada sinal de um carro
naquela rua a deixou com a esperança de que eles estivessem voltado para poder busca-la.
Ela aguardou naquele lugar por três dias, a casa atrás de si parecia tão vazia quanto qualquer
outro canto. Ela começou a sentir fome, e um pouco de medo, sentia seu corpo dolorido por
causa do frio. Ela tocou a sirene e nada aconteceu, mas pelo visto nada aconteceria porque a
casa estava vazia a maioria das casas daquela rua estava. Ela segui pela rua e um grupo de
homens estavam brigando e ela assistiu, quieta, segurando a bolsa, apenas queria que eles
seguissem sua vida, mas eles a viram, eles pararam e o corpo no chão não era mais o alvo deles.

Izumi tinha sangue escorrendo sua testa, tinha sangue em suas mãos e estava olhando
aqueles civis. Um homem apareceu ali, ele estava correndo, procurando por algo e então os
cabelos curtos no ombro e o olhar confuso a encararam, ele tinha um telefone no ouvido, falou
algo que ela não entendeu e se aproximou. Ela lutou, se machucou e machucou os homens que
tentaram fazer mal a ela.
“Estou cansada.” Foi o que soou dos lábios dela. Izumi não era acostumada a mentir e as
palavras que saíram da sua boca não foi uma mentia.
“Vamos embora.” Foi o que ela escutou o homem dizer.
“Estou esperando meus pais.”
“Quem são seus país?”
“Daizen e Mizuki Zenin.”
O home de cabelos negros olhou para Izumi, não acreditou que era uma mentira porque
ninguém que não fosse minímamente importante teria aquelas roupas. Ele recolheu as coisas
da menina no chão e então pegou ela em seu colo.
“Vamos da um jeito nisso.”

[...]

dez anos depois:

Djinn foi o nome de Izumi adotou para si depois que entendeu o que seus pais haviam feito.
Djinn Geto é seu nome, é como ela se apresenta e ponto. Ela continuou treinando com o tempo,
e então seu tutor a matriculou na escola aos quinze. Atualmente Djinn tem quase dezoito anos,
é uma boa aluna, é uma boa lutadora e para a maioria dos seus colegas ela é apenas uma sem-
clã, com exceção de Near.

A uns dois anos Djinn em meio a uma missão, feiticeiros mais experientes precisaram se
envolver, sua equipe estava machucada, até mesmo ela estava com complicações, haviam
colocado o grau errado, algo não deixou ser claro que aquela missão não precisa de pessoas do
nível dela e sim de algo mais especial. Talvez tenha sido uma falha de Near ou uma falha dela.
Talvez tenha sido o acaso apenas o rapaz querendo tirar suas próprias duvidas, o jeito furtivo
dele a fez agir considerando que era uma outra coisa, o porrete acertou na cabeça dele, a
intenção inicial dela não era machucar, apenas parar e por isso pareceu que efeito algum havia
sido exercido sobre o golpe contra o garoto, mas ela sabia quem ele era. Ela se desculpou,
baixo, os olhos atentos ao rapaz como se ele realmente pudesse se transformar em uma
serpente e acabar com a sua vida. Ela foi recolhida e no final da missão, depois de passar pela
enfermaria o rapaz estava sentado ali.
Djinn não esconde seu passado, mas não é algo dito aos quatro cantos. Se os seus pais não a
quiseram, porque ela iria carregar qualquer coisa dele inclusive o nome? Quando cresceu e
quando entendeu o que se passava ali ela discordou de tudo e qualquer coisa que viesse do seu
clã, mas ainda era o seu clã. Era o clã do homem sentado a sua frente.

— Esperando outro pedidos de desculpas? — existis um sorrisinho quase debochado em


seus lábios. — Não vai rolar. — a ultima parte ela sussurrou e seguiu andando, até escutar as
correntes e se virar, a arma dela estava na mão dele e tudo bem, ela poderia considerar um
segundo pedido de desculpas para recuperar aquilo sem muito esforço, mas no momento tudo
doía e ela devia estar na cama em trinta minutos. Olhou para a arma, olhou para Near e ficou
em silêncio.

Não tem exatamente grande detalhes de como surgiu a amizade deles, mas quando o rapaz
se fazia presente, Djinn vez ou outra sorria para ele, um sorriso carinhoso demais para ser dela
para qualquer um, uma aproximação que ela não tinha exatamente com muitas pessoas, talvez
tenha sido o tom igual de cabelo ou algo nela que apenas o aceitava, mesmo que exista uma
vozinha que o rejeite, afinal ele representa tudo que ela deveria ter sido, tudo que ela deveria
ter sido e que não foi abençoada para tal. Ele representa uma vida que ela deveria ter se não
fosse aos olhos da sua família, defeituosa.

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