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NR-18: Segurança na Construção Civil

A NR-18 estabelece diretrizes para segurança e saúde na construção, incluindo a elaboração de um Programa de Gerenciamento de Riscos e a implementação de medidas de segurança. A NR-23 trata da prevenção contra incêndios, exigindo informações sobre equipamentos e procedimentos de evacuação. A NR-35 regula o trabalho em altura, definindo responsabilidades, autorização, treinamento e análise de risco para garantir a segurança dos trabalhadores.
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NR-18: Segurança na Construção Civil

A NR-18 estabelece diretrizes para segurança e saúde na construção, incluindo a elaboração de um Programa de Gerenciamento de Riscos e a implementação de medidas de segurança. A NR-23 trata da prevenção contra incêndios, exigindo informações sobre equipamentos e procedimentos de evacuação. A NR-35 regula o trabalho em altura, definindo responsabilidades, autorização, treinamento e análise de risco para garantir a segurança dos trabalhadores.
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NR-18 – Segurança e saúde no trabalho na indústria da construção

Objetivo
Estabelecer diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que visam à implementação de medidas de controle e
sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção.
Responsabilidades
A organização da obra deve:
a. Vedar o ingresso ou a permanência de trabalhadores no canteiro de obras sem que estejam resguardados pelas medidas previstas
nesta NR;
b. Fazer a Comunicação Prévia de Obras em sistema informatizado da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho – SIT, antes do início
das atividades, de acordo com a legislação vigente.
Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
O PGR deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho e implementado sob responsabilidade da
organização. Em canteiros de obras com até 7 m (sete metros) de altura e com, no máximo, 10 (dez) trabalhadores, o PGR pode ser
elaborado por profissional qualificado em segurança do trabalho e implementado sob responsabilidade da organização.
Procedimentos de segurança
As tarefas a serem executadas mediante a adoção de soluções alternativas devem estar expressamente previstas em procedimentos de
segurança do trabalho, nos quais devem constar:
a. Os riscos ocupacionais aos quais os trabalhadores estão expostos;
b. A descrição dos equipamentos e das medidas de proteção coletiva a serem implementadas;
c. A identificação e a indicação dos EPI a serem utilizados;
d. A descrição de uso e a indicação de procedimentos quanto aos Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) e EPI, conforme as etapas
das tarefas a serem realizadas;
e. A descrição das medidas de prevenção a serem observadas durante a execução dos serviços, dentre outras medidas a serem previstas
e prescritas por profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho.
Áreas de vivência
As áreas de vivência devem ser projetadas de forma a oferecer, aos trabalhadores, condições mínimas de segurança, de conforto e de
privacidade e devem ser mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza, contemplando as seguintes instalações:
a. Instalação sanitária;
b. vestiário;
c. Local para refeição;
d. alojamento, quando houver trabalhador alojado.
Instalação sanitária
A instalação sanitária deve ser constituída de lavatório, bacia sanitária sifonada, dotada de assento com tampo, e mictório, na proporção
de 1 (um) conjunto para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores ou fração, bem como de chuveiro, na proporção de 1 (uma) unidade
para cada grupo de 10 (dez) trabalhadores ou fração.
Alojamento
É obrigatória, quando o caso exigir, a instalação de alojamento, no canteiro de obras ou fora dele, contemplando as seguintes instalações:
a. cozinha, quando houver preparo de refeições;
b. Local para refeição;
c. Instalação sanitária;
d. lavanderia, dotada de meios adequados para higienização e passagem das roupas;
e. Área de lazer, para recreação dos trabalhadores alojados, podendo ser utilizado o local de refeição para este fim.
Deslocamento e fornecimento de água
Deve ser de, no máximo, 150 m (cento e cinquenta metros) o deslocamento do trabalhador do seu posto de trabalho até a instalação
sanitária mais próxima. É obrigatório o fornecimento de água potável, filtrada e fresca para os trabalhadores, no canteiro de obras, nas
frentes de trabalho e nos alojamentos, por meio de bebedouro ou outro dispositivo equivalente, na proporção de 1 (uma) unidade para
cada grupo de 25 (vinte e cinco) trabalhadores ou fração, sendo vedado o uso de copos coletivos. O fornecimento de água potável deve
ser garantido de forma que, do posto de trabalho ao bebedouro ou ao dispositivo equivalente, não haja deslocamento superior a 100 m
(cem metros) no plano horizontal e 15 m (no plano vertical).

NR-23 – Prevenção contra incêndios


Campo de aplicação
As normas de prevenção estabelecidas nesta NR se aplicam aos estabelecimentos e locais de trabalho.
Medidas de prevenção contra incêndios
A organização deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre:
a. Utilização dos equipamentos de combate ao incêndio;
b. Procedimentos de resposta aos cenários de emergências e para evacuação dos locais de trabalho com segurança; e
c. Dispositivos de alarme existentes.
Os locais de trabalho devem dispor de saídas em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais
possam abandoná-los com rapidez e segurança em caso de emergência. As aberturas, saídas e vias de passagem de emergência devem ser
identificadas e sinalizadas de acordo com a legislação estadual e, quando aplicável, de forma complementar, com as normas técnicas
oficiais, indicando a direção da saída. As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser mantidas desobstruídas.
Nenhuma saída de emergência deve ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho. As saídas de emergência podem ser
equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento.

NR-35 – Trabalho em altura


Objetivo
Esta norma estabelece os requisitos e as medidas de prevenção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a
execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.
Campo de Aplicação
Aplica-se o disposto nessa Norma a toda atividade com diferença de nível acima de 2,0m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco
de queda.
Responsabilidades da organização
Cabe à organização:
a. Garantir a implementação das medidas de prevenção estabelecidas nesta NR;
b. Assegurar a realização da Análise de Risco – AR e, quando aplicável, a emissão da Permissão de Trabalho – PT;
c. Elaborar procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura;
d. disponibilizar, através dos meios de comunicação da organização de fácil acesso ao trabalhador, instruções de segurança contempladas
na AR, PT e procedimentos operacionais a todos os integrantes da equipe de trabalho;
e. Assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura, pelo estudo, planejamento e implementação
das ações e das medidas complementares de segurança aplicáveis;
f. Adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de prevenção estabelecidas nesta Norma pelas
organizações prestadoras de serviços;
g. Garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de prevenção definidas nesta NR;
h. Assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou
neutralização imediata não seja possível;
i. Estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura; e
j. Assegurar a organização e o arquivamento da documentação prevista nesta NR, por período mínimo de 5 (cinco) anos, exceto se
houver disposição específica em outra Norma Regulamentadora.
Autorização para trabalho em altura
A autorização para trabalho em altura deve considerar:
a. As atividades que serão desenvolvidas pelo trabalhador;
b. A capacitação a que o trabalhador foi submetido; e
c. A aptidão clínica para desempenhar as atividades.
Considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura aquele que foi submetido e aprovado no processo de capacitação, envolvendo
treinamento, teórico e prático, inicial, periódico e eventual, observado o disposto na NR01.
Treinamento
O treinamento inicial, com carga horária mínima de 8 (oito) horas, deve ser realizado antes de o trabalhador iniciar a atividade e
contemplar:
a. Normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura;
b. AR (Análise de Risco) e condições impeditivas;
c. Riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de controle;
d. sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva;
e. EPI para trabalho em altura: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso;
f. Acidentes típicos em trabalhos em altura; e
g. Condutas em situações de emergência, incluindo noções básicas de técnicas de resgate e de primeiros socorros.
O treinamento periódico deve ser realizado a cada dois anos, com carga horária mínima de oito horas, conforme conteúdo programático
definido pelo empregador. Os treinamentos devem ser ministrados por instrutores com comprovada proficiência no assunto, sob a
responsabilidade de profissional qualificado ou legalmente habilitado em segurança no trabalho.
Cabe à organização avaliar o estado de saúde dos empregados que exercem atividades de trabalho em altura de acordo com o estabelecido
na NR-07 (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), em especial o item 5.3, considerando patologias que poderão originar
mal súbito e queda de altura, bem como os fatores psicossociais.
Planejamento e Organização
No planejamento do trabalho devem ser adotadas, de acordo com a seguinte hierarquia:
a. Medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execução;
b. Medidas que eliminem o risco de queda dos trabalhadores, na impossibilidade de execução do trabalho de outra forma; e
c. Medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder ser eliminado.
A execução do serviço deve considerar as influências externas que possam alterar as condições do local de trabalho já previstas na AR.
Análise de Risco (AR)
A AR deve, além dos riscos inerentes ao trabalho em altura, considerar:
a. O local em que os serviços serão executados e seu entorno;
b. O isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho;
c. O estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem;
d. As condições meteorológicas adversas;
e. A seleção, inspeção, forma de utilização e limitação de uso dos sistemas de proteção coletiva e individual, atendendo às normas
técnicas vigentes, às orientações do fabricante ou projetista e aos princípios da redução do impacto e dos fatores de queda;
f. O risco de queda de materiais e ferramentas;
g. Os trabalhos simultâneos que apresentem riscos específicos;
h. O atendimento aos requisitos de segurança e saúde contidos nas demais normas regulamentadoras;
i. Riscos adicionais;
j. As condições impeditivas;
k. As situações de emergência e o planejamento do resgate e primeiros socorros, de forma a reduzir o tempo da suspensão inerte do
trabalhador;
l. A necessidade de sistema de comunicação; e
m. A forma da supervisão.
Permissão de Trabalho (PT)
A PT (Permissão de Trabalho) deve ser emitida, em meio físico ou digital, aprovada pelo responsável pela autorização da permissão, e
acessível no local de execução da atividade e, ao final, encerrada e arquivada de forma a permitir sua rastreabilidade. A PT deve conter:
a. Os requisitos mínimos a serem atendidos para a execução dos trabalhos;
b. As disposições e medidas estabelecidas na AR; e
c. A relação de todos os envolvidos na atividade.
A PT tem validade limitada à duração da atividade, restrita ao turno ou à jornada de trabalho, podendo ser revalidada pelo responsável
pela aprovação nas situações em que não ocorram mudanças nas condições estabelecidas ou na equipe de trabalho.
Sistemas de Proteção Contra Quedas (SPCQ)
O SPCQ deve:
a. Ser adequado à tarefa a ser executada;
b. Ser selecionado de acordo com a AR;
c. Ser selecionado por profissional qualificado ou legalmente habilitado em segurança do trabalho;
d. Ter resistência para suportar a força máxima aplicável prevista quando de uma queda;
e. Atender às normas técnicas nacionais ou na sua inexistência às normas internacionais aplicáveis vigentes à época de sua fabricação
ou construção; e
f. Ter todos os seus elementos compatíveis e submetidos a uma sistemática de inspeção.
Aspectos da Análise de Risco para SPIQ
A AR prevista nesta norma deve considerar para o SPIQ os seguintes aspectos:
a. Que o trabalhador deve permanecer conectado ao sistema durante todo o período de exposição ao risco de queda;
b. A distância de queda livre;
c. O fator de queda;
d. A utilização de um elemento de ligação que garanta que um impacto de no máximo 6kN seja transmitido ao trabalhador quando da
retenção de uma queda;
e. A zona livre de queda; e
f. A compatibilidade entre os elementos do SPIQ.
OBS.: o fator de queda corresponde à divisão entre a distância da queda e o cumprimento do talabarte ou corda.
Emergência e Salvamento
A organização deve estabelecer, implementar e manter procedimentos de respostas aos cenários de emergências de trabalho em altura,
considerando, além do disposto na NR-01:
a. Os perigos associados à operação de resgate;
b. A equipe de emergência e salvamento necessária e o seu dimensionamento;
c. O tempo estimado para o resgate; e
d. As técnicas apropriadas, equipamentos pessoais e/ou coletivos específicos e sistema de resgate disponível, de forma a reduzir o tempo
de suspensão inerte do trabalhador e sua exposição aos perigos existentes.
As pessoas responsáveis pela execução das medidas de salvamento devem estar capacitadas a executar o resgate, prestar primeiros
socorros e possuir aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar.
ANEXO I da NR-35 – ACESSO POR CORDAS
Campo de Aplicação
Para fins desta Norma Regulamentadora, considera-se acesso por corda a técnica de progressão utilizando cordas, com outros equipamentos
para ascender, descender ou se deslocar horizontalmente, assim como para posicionamento no local de trabalho, normalmente incorporando
dois sistemas de segurança fixados de forma independente, um deles como forma de acesso e o outro como corda de segurança utilizado
com cinturão de segurança tipo paraquedista.
As disposições deste anexo não se aplicam nas seguintes situações:
a. Atividades recreacionais, esportivas e de turismo de aventura;
b. arboricultura;
c. Serviços de atendimento de emergência destinados a salvamento e resgate de pessoas que não pertençam à própria equipe de acesso
por corda; e
d. Atividades de espeleologia.
Durante a execução da atividade o trabalhador deve estar conectado a pelo menos duas cordas em pontos de ancoragem independentes.
Resgate
A equipe de trabalho deve ser capacitada para autorresgate e resgate da própria equipe. Para cada frente de trabalho deve haver um
plano de resgate dos trabalhadores.
Condições impeditivas
O trabalho de acesso por corda deve ser interrompido imediatamente em caso de ventos superiores a quarenta quilômetros por hora.

ANEXO II da NR-35 – SISTEMAS DE ANCORAGEM


Campo de Aplicação
Os sistemas de ancoragem tratados neste anexo atendem às seguintes finalidades:
a. Retenção de queda;
b. Restrição de movimentação;
c. Posicionamento no trabalho; ou
d. Acesso por corda.
Componentes do sistema de ancoragem
O sistema de ancoragem pode apresentar seu ponto de ancoragem:
a. Diretamente na estrutura;
b. Na ancoragem estrutural; ou
c. No dispositivo de ancoragem.
Requisitos do sistema de ancoragem
Os sistemas de ancoragem devem:
a. Ser instalados por trabalhadores capacitados; e
b. Ser submetidos à inspeção inicial e periódica.

ANEXO II da NR-35 – ESCADAS


Classificação das escadas de uso individual
Para fins de aplicação deste anexo, as escadas de uso individual podem ser classificadas como escada fixa vertical, escada portátil de
encosto e escada portátil autossustentável.
A análise de risco deve considerar:
a. Se o trabalho em altura pode ser realizado com segurança a partir de uma escada de uso individual ou se deve ser utilizado outro
meio;
b. O tipo de escada individual e suas características; e
c. As medidas de prevenção necessárias.

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