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Boas Práticas em Licitação e BIM

O documento aborda as boas práticas na licitação e contratação de projetos e obras utilizando a metodologia BIM (Building Information Modeling). Ele destaca a importância do BIM para promover a colaboração, reduzir retrabalhos e otimizar custos e prazos, além de enfatizar a necessidade de normalização e diretrizes para sua implementação eficaz. O uso de modelos BIM auditados e validados é apresentado como essencial para garantir a qualidade e a transparência nas contratações públicas.

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Boas Práticas em Licitação e BIM

O documento aborda as boas práticas na licitação e contratação de projetos e obras utilizando a metodologia BIM (Building Information Modeling). Ele destaca a importância do BIM para promover a colaboração, reduzir retrabalhos e otimizar custos e prazos, além de enfatizar a necessidade de normalização e diretrizes para sua implementação eficaz. O uso de modelos BIM auditados e validados é apresentado como essencial para garantir a qualidade e a transparência nas contratações públicas.

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Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM

Parte 1 – Alinhamento Conceitual

DEMOCRATIZANDO BIM:
AGENTES PÚBLICOS

Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM


PARTE 1 – Alinhamento Conceitual

1
Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

Ficha Institucional

ABDI

SENAI

Ficha Técnica

Coordenação

Leonardo Santana

Felipe Guerrero

Autores

João Gaspar

Rafael Fernandes

2
Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

Sumário

3
Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

PARTE 1 – Alinhamento Conceitual

4
Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

1. O que é BIM?

1.1. Decreto nº 11.888/2024 – Dispõe sobre a Estratégia BIM BR e institui


seu comitê gestor
Define BIM como "conjunto integrado de processos e tecnologias que permite criar, utilizar,
atualizar e compartilhar, colaborativamente, modelos digitais de uma construção, de forma a
servir potencialmente a todos os participantes do empreendimento durante o ciclo de vida da
construção" [1].

1.2. GUIA ABDI-MDIC 04 – Contratação e elaboração de projetos BIM na


arquitetura e engenharia
Este apresenta BIM (Building Information Modeling) como uma metodologia de modelagem
paramétrica que oferece diversos benefícios: maior precisão de projetos, melhor
quantificação e orçamentação, além da possibilidade de simulação das etapas de construção.
Essa metodologia permite identificar e eliminar conflitos antes mesmo da execução, reduzindo
retrabalhos e desperdícios. Além disso, o BIM proporciona uma gestão mais eficiente do ciclo
de vida da obra, pois inclui uma diminuição de prazos e custos, além de uma maior
consistência de dados e controle das informações e processos, promovendo, assim, mais
transparência nas contratações públicas e privadas [2].

1.3. Dissertação: o significado atribuído ao BIM ao longo do tempo


A dissertação de Gaspar [3] apresenta e analisa diferentes definições de BIM ao longo do
tempo. O trabalho delineia a evolução do conceito, que transcende o simples uso de
ferramentas de modelagem digital, abrangendo práticas colaborativas, além da gestão de
dados ao longo de todo o ciclo de vida de um projeto.

Fazendo uso de técnicas computacionais, como análise semântica latente e visualização de


similaridades, o pesquisador extrai uma definição para BIM que expressa o significado latente
em mais de 7400 artigos sobre BIM publicados entre 1964 e 2018. O resultado da pesquisa
indica que, de forma latente, o corpo de conhecimentos publicados define que BIM é “um
processo de produção de dados para projetos de alta performance” [3].

5
Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

1.4. Norma BIM para Projetos Públicos (PlanBIM – Chile)


Definição de BIM como um conjunto de metodologias, tecnologias e normas que permitem
projetar, construir e operar uma edificação ou infraestrutura de maneira colaborativa em um
espaço virtual, promovendo trabalho colaborativo e interdisciplinar ao longo de todo o ciclo
de vida do empreendimento [4].

1.5. Caderno de Projetos em BIM - PMSP - SEHAB


De acordo com o caderno, que teve sua segunda edição publicada em 2022 pela Secretaria
de Habitação da Prefeitura de São Paulo, BIM deve ser usado para “atender diversos
propósitos de um projeto, como estudos de viabilidade, simulações, extração de quantitativos
para orçamentação, colaboração entre disciplinas e ainda, planejamento, controle e ações
voltadas à obra e ao pós-obra, com ganhos em rapidez, eficiência, eficácia e economia” [5].

O caderno destaca que o uso de BIM “desloca a maior parte das tomadas de decisões para o
começo do processo de elaboração do projeto, sendo a modelagem um dos componentes mais
importantes nesse contexto”, uma vez que são modelos BIM devem conter informações sobre
seus elementos e estes devem ser criados de forma a atender as necessidades de projeto [5].

1.6. Cartilha BIM nas Prefeituras – Governo do Paraná


Segundo a cartilha, publicada pelo Departamento de Gestão da Inovação (DGI/SEIL) do
Governo do Estado do Paraná, BIM é uma metodologia utilizada para a elaboração de estudos
e projetos de arquitetura e engenharia, que permite realizar uma "construção virtual" e
possibilita a simulação de todo o processo construtivo, representando características,
materiais e dimensões idênticos aos usados no mundo real.

A cartilha destaca a importância do "I" de Informação no BIM, enfatizando que ele não é apenas
um software, mas sim uma nova forma de fazer arquitetura e engenharia de maneira
colaborativa [6].

2. A relação entre BIM e as pessoas, políticas, processos e


tecnologias
Com relação às pessoas, os processos de trabalho baseados em BIM têm o potencial de promover um modo
de trabalho colaborativo e integrado entre as diversas equipes que fazem parte de uma contratação. Dessa

6
Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

forma, o uso de BIM contribui para facilitar a comunicação, reduzir conflitos e melhorar a qualidade das
entregas de projeto e obra.

Sobre a relação entre BIM e as políticas, para que os serviços a serem prestados com uso de BIM sejam
realizados a contento, uma série de diretrizes e normas devem ser elaboradas e respeitadas. Essas diretrizes
devem, entre outras atribuições, regular o uso e a troca de informações digitais em projetos, garantindo
padrões de interoperabilidade e promovendo a transparência e a confiabilidade dos dados utilizados e
compartilhados entre os participantes.

No que se refere aos processos, o uso de BIM tende a induzir mudanças significativas na forma de planejar,
projetar e executar construções, o que resulta em uma melhora na capacidade de se realizar simulações, de
identificar e resolver conflitos de forma antecipada e também de gerir cronogramas, orçamentos e recursos.
Além disso, os processos baseados em BIM são, de forma geral, bastante transparentes, o que contribui para
reduzir desperdícios e retrabalhos.

Finalmente, em relação às tecnologias, para se trabalhar em BIM, é preciso utilizar ferramentas digitais.
Assim, é possível elaborar modelos digitais de um ambiente a ser construído, desde edificações até obras
de infraestrutura, integrando as geometrias tridimensionais — que representam elementos da construção
— às informações que definem e qualificam estes elementos. Esses modelos digitais são feitos em um
ambiente que é compartilhado entre as partes interessadas, e que deve ser estruturado de modo a facilitar
o trabalho cooperativo e colaborativo.

3. Benefícios da adoção do BIM nas contratações de projetos


e obras públicas
A adoção do BIM nas contratações de projetos e obras públicas tem potencial para:

a) contribuir com a entrega de projetos mais consistentes;


b) reduzir conflitos e retrabalhos;
c) otimizar custos e prazos.

Aliado a uma gestão eficiente e transparente dos processos, com dados centralizados, o uso de BIM pode
facilitar a comunicação e a colaboração entre todas as partes envolvidas. Além disso, o uso de BIM na
elaboração de Estudos Técnicos Preliminares pode contribuir para promover a construção de
empreendimentos mais sustentáveis, com menos desperdício em canteiro e com melhor eficiência
energética.

Sendo proprietárias e operadoras de seus ativos, as instituições públicas podem utilizar os modelos BIM
como referência para a execução da obra e como suporte digital para a produção de modelos BIM para a

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Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

operação do empreendimento, de forma a ser capaz de realizar uma gestão mais eficaz do ciclo de vida
destes ativos, que poderão ser mais duráveis e eficientes.

A elaboração de modelos BIM facilita a avaliação da conformidade do projeto com as mais variadas normas,
além de possibilitar um maior engajamento público nos processos de tomada de decisões, através de
visualizações claras, o que colabora para a geração de impactos econômicos e sociais positivos, melhorando
a produtividade e a alocação de recursos.

4. O principal resultado de uma contratação em BIM é um


Modelo BIM
Conforme o Decreto 10.306/2020, um modelo BIM é uma

base de dados fundamentada em objetos virtuais, que contém informações codificadas


e incorpora seus relacionamentos, o que possibilita diversas visualizações, organizações
e cálculos que integram informações gráficas e não gráficas [7].

Uma das principais constatações a serem apresentadas à equipe, quando se dá início a um processo de
adoção de BIM, é a de que, independentemente da denominação usada para identificar a tarefa a ser
realizada em BIM — “metodologia BIM”, “tecnologia BIM” ou “plataforma BIM” — e independentemente
dos softwares utilizados, o resultado a ser entregue sempre será um modelo BIM, conforme Sinaenco [8].

Desta forma, para que os processos de contratação de projetos e obras em BIM possam ser realizados de
forma tecnicamente consistente e fundamentada, é preciso compreender que,

ao conceber, coordenar, auditar ou validar um projeto com base na modelagem da


informação da construção (BIM), o principal documento técnico emitido pelo
profissional responsável é um modelo BIM (grifo nosso) [9].

É a partir dos modelos BIM “que são extraídos outros documentos técnicos, como pranchas com desenhos
técnicos, memoriais descritivos, memórias de cálculo, relatórios etc.” [8].

É por este motivo, portanto, que a maior parte das considerações apresentadas neste material didático se
refere à elaboração e à utilização de modelos BIM.

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Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

5. Modelos BIM auditados e validados contribuem para uma


melhor execução de obra
A entrega de projetos baseados em modelos BIM, desde que os projetos sejam devidamente auditados e
validados, tem o potencial de oferecer informações bastante precisas a respeito da especificação, da
quantificação e da orçamentação dos elementos projetados. Essas informações serão a referência utilizada
para a execução dos documentos técnicos derivados (pranchas com desenhos, tabelas com quantidades,
relatórios etc.) [8].

Além disso, os Modelos BIM podem ser usados para simular as diversas etapas da construção, permitindo a
identificação e a eliminação de conflitos, o que contribui para uma redução de retrabalhos e desperdícios
durante a execução da obra.

6. O papel da normalização na elaboração dos modelos BIM


Para que a adoção do BIM nas contratações de projetos e obras públicas seja realizada de forma eficiente e
segura ao longo do tempo, o papel da normalização é fundamental. A ABNT, por meio da CEE-134, tem
realizado um trabalho constante de desenvolvimento de normas brasileiras e da adoção de normas ISO que
oferecem diretrizes para os mais diversos aspectos do uso de BIM.

Além da conformidade com as normas que tratam especificamente de BIM, os modelos BIM também deverão
ser auditados e validados para que representem ambientes a serem construídos conforme as demais normas
técnicas vigentes sobre todos os aspectos da construção civil, desde as normativas relacionadas ao projeto
estrutural, por exemplo, até as normas de acessibilidade e desempenho das edificações.

Somam-se a essas normas as avaliações relacionadas ao cumprimento de diretrizes acerca da implantação


no território, isto é, os modelos BIM devem ser auditados e validados com relação ao licenciamento
ambiental, ao uso e ocupação do solo, aos códigos de obras dos municípios etc.

6.1. Operação e manutenção do ativo


Durante a execução da obra, o modelo BIM utilizado como referência deve estar atualizado de
acordo com eventuais modificações realizadas em relação ao que foi projetado, e de modo a
incluir informações relacionadas à operação e gestão do ativo, tais como: data de instalação
de equipamentos e respectivas garantias.

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Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

Os modelos BIM que representam os ativos, além das informações e documentos associados
a estes, devem ser armazenados de forma segura e permanente; informações organizadas são
cruciais para futuras operações e reformas de edificações públicas.

6.2. Modelos BIM como facilitadores da transparência e do envolvimento


público
O uso de modelos BIM pode proporcionar mais transparência à gestão de projetos e obras
públicas, facilitando a comunicação e o entendimento dos projetos por todas as partes
interessadas, o que inclui a população a ser impactada pela futura instalação do
empreendimento.

Ao permitir uma visualização tridimensional detalhada, o BIM possibilita que as comunidades


locais compreendam melhor os impactos resultantes de novas infraestruturas, ou de
modernizações de instalações existentes, o que pode contribuir para gerar um maior
envolvimento e um maior apoio.

7. Sobre as atribuições das profissões regulamentadas pelos


sistemas CONFEA/CREAs e CAU/BR-CAU/UFs e os Usos BIM
Desde as primeiras pesquisas realizadas a respeito do conjunto de processos e tecnologias — que hoje são
identificadas pelo acrônimo BIM —, existe uma preocupação entre pesquisadores em definir o que seriam
os “usos” deste método de trabalho [3,10,11], assim como os “usos” dos modelos BIM [12,13]. De maneira
geral, a literatura relacionada ao BIM associa o conceito de “Usos BIM” à produção de modelos BIM para a
elaboração, coordenação e compatibilização de projetos, bem como para a orçamentação, o planejamento,
a execução e a fiscalização de obras, além da gestão e da operação de ativos.

Embora os termos sejam amplamente utilizados pela comunidade ligada ao uso de BIM, observa-se que não
há consenso entre os profissionais a respeito do significado que deve ser atribuído a “Usos BIM” ou a “Usos
para modelos BIM”. Do mesmo modo, existem diversos trabalhos que elencam “Usos BIM” ou “Usos para
modelos BIM” das mais variadas formas, o que pode inviabilizar o uso destes guias, ou cadernos, ou
pesquisas, como referência pelo poder público, caso haja o interesse em citar “Usos BIM” ou “Usos para
modelos BIM” em um pacote licitatório.

Sendo assim, o presente material didático propõe que os “Usos BIM” ou “Usos para modelos BIM” em
licitações públicas sejam estruturados a partir do que regem as Leis e normas brasileiras, começando pela
Lei 14.133/2021.

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Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

7.1. A Lei 14.133/2021 e o uso de BIM


No âmbito das contratações, pelo poder público, de serviços técnicos de natureza
predominantemente intelectual de arquitetura e de engenharia, regidas pela Lei 14.133/2021,
é preciso compreender que

“independentemente de terem sido produzidos à mão, com soluções CAD ou com auxílio
de BIM... a prestação de tais serviços ocorre sempre sob a responsabilidade técnica de
profissionais devidamente habilitados e registrados pelos conselhos profissionais de
arquitetura e engenharia” [8]

Desta forma, compreende-se que os serviços que resultam na entrega de modelos BIM são
tecnicamente subsidiários aos serviços técnicos de natureza predominantemente intelectual
de arquitetura e engenharia [8].

Portanto, para realizar a descrição de Usos BIM ou Usos para Modelos BIM relacionados à
contratação de projetos e obras públicas no âmbito da Lei 14.133/2021, é preciso observar
quais são as áreas de atuação e quais são as atividades regulamentadas para as profissões de
arquitetura e engenharia, conforme será explicitado na próxima seção.

7.2. Áreas de atuação e atividades da Arquitetura e Urbanismo e das


Engenharias
O artigo 7º da Lei 5.194/1966, que regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto
e Engenheiro-Agrônomo, além de dar outras providências, define que as atividades
relacionadas ao exercício destas profissões são:

a) desempenho de cargos, funções e comissões em entidades estatais, paraestatais,


autárquicas, de economia mista e privada;
b) planejamento ou projeto, em geral, de regiões, zonas, cidades, obras, estruturas,
transportes, explorações de recursos naturais e desenvolvimento da produção
industrial e agropecuária;
c) estudos, projetos, análises, avaliações, vistorias, perícias, pareceres e divulgação
técnica;
d) ensino, pesquisas, experimentação e ensaios;
e) fiscalização de obras e serviços técnicos;
f) direção de obras e serviços técnicos;
g) execução de obras e serviços técnicos;
h) produção técnica especializada, industrial ou agropecuária.

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Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

A Lei 12.378/2010, que regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo, cria o CAU/BR.


Os CAU/UFs definem, nos artigos 2º e 3º, as áreas de atuação e atividades atribuídas aos
arquitetos e urbanistas. As áreas de atuação estão descritas pelos incisos I a XII do Art. 2º:

I - supervisão, coordenação, gestão e orientação técnica;


II - coleta de dados, estudo, planejamento, projeto e especificação;
III - estudo de viabilidade técnica e ambiental;
IV - assistência técnica, assessoria e consultoria;
V - direção de obras e de serviço técnico;
VI - vistoria, perícia, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria e
arbitragem;
VII - desempenho de cargo e função técnica;
VIII - treinamento, ensino, pesquisa e extensão universitária;
IX - desenvolvimento, análise, experimentação, ensaio, padronização, mensuração e
controle de qualidade;
X - elaboração de orçamento;
XI - produção e divulgação técnica especializada; e
XII - execução, fiscalização e condução de obra, instalação e serviço técnico [13].

O parágrafo único do Art. 2º apresenta as atividades relacionadas ao exercício da arquitetura


e urbanismo, citados, a seguir, de forma resumida:

I - da Arquitetura e Urbanismo;
II - da Arquitetura de Interiores;
III - da Arquitetura Paisagística;
IV - do Patrimônio Histórico Cultural e Artístico, arquitetônico, urbanístico,
paisagístico;
V - do Planejamento Urbano e Regional;
VI - da Topografia;
VII - da Tecnologia e resistência dos materiais;
VIII - dos sistemas construtivos e estruturais;
IX - de instalações e equipamentos referentes à arquitetura e urbanismo;
X - do Conforto Ambiental;
XI - do Meio Ambiente, Estudo e Avaliação dos Impactos Ambientais [14].

Observando-se o modo como a Lei 12.378/2021 relaciona as áreas de atuação e as atividades


que fazem parte das atribuições da Arquitetura e Urbanismo, percebe-se que as categorias
relacionadas ao conceito de “áreas de atuação” — como “coleta de dados”, “estudo”,
“planejamento”, “projeto”, “coordenação”, “especificação”, “elaboração de orçamento”,
“execução, fiscalização e condução de obra” — estão estreitamente relacionadas aos
conceitos de “Usos BIM” e “Usos para Modelos BIM”.

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Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

Porém, o fato de que as áreas de atuação acima discriminadas não incidem sobre as
engenharias faz com que seja preciso procurar outra referência, de modo a estabelecer uma
relação juridicamente fundamentada entre a 14.133/2021 e o conceitos “Usos BIM” e “Usos
para Modelos BIM”. A referência em questão pode ser a ABNT NBR 15965, o sistema brasileiro
de classificação da informação da construção.

7.3. A ABNT NBR 15965, os “Usos BIM” e “Usos para Modelos BIM”
A ABNT NBR 15965-1:2011

“define a terminologia, os princípios do sistema de classificação e os grupos de


classificação para o planejamento, projeto, gerenciamento, obra, operação e
manutenção de empreendimentos da construção civil” [14].

A seguir são listados os objetivos que o sistema brasileiro da classificação da informação,


estruturado pela NBR 15965, pretende alcançar:

a. [estabelecimento de] terminologias e parâmetros unificados e aplicados por


todos os envolvidos na indústria da construção civil;
b. ampliação da cooperação e comunicação entre os agentes da cadeia produtiva
da construção civil, sob aspectos padronizados;
c. facilitação da interoperabilidade entre os diversos sistemas de dados
utilizados pela indústria da construção civil;
d. aumento da produtividade e qualidade e serviços listados pelo novo sistema;
e. maior facilidade na gestão e operação da logística da construção [14].

De acordo com o que foi exposto pelo texto normativo, observa-se que o “sistema 15965” é o
responsável pelo oferecimento de uma estrutura de classificação que seja capaz de descrever
todos os conceitos e objetos da indústria da construção civil, o que inclui as áreas de atuação
e atividades de arquitetos e engenheiros e, por consequência, os “Usos BIM e “Usos para
Modelos BIM”.

Ao se estudar as tabelas de classificação publicadas nas partes 2 a 7 da NBR 15965, é possível


compreender que:

(a) os Usos BIM relacionados à área de atuação dos profissionais de arquitetura e


engenharia podem ser encontrados, de forma estruturada e codificada — incluindo
alguns serviços específicos em BIM —, através da Tabela 1S – Serviços da NBR
15965-3:2014, conforme é possível concluir a partir da observação de alguns
exemplos do quadro a seguir [15]:

Tabela 1S – Serviços

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Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

Código Termo

1S 40 00 00 00 00 00 Serviços de conceituação

1S 40 10 00 00 00 00 Visualização

1S 40 25 00 00 00 00 Autoria

1S 40 65 00 00 00 00 Definição de escopo

1S 40 70 00 00 00 00 Coleta de dados

1S 40 70 01 00 00 00 Estudo

1S 40 70 07 00 00 00 Levantamento

1S 40 70 08 00 00 00 Locação

1S 40 75 00 00 00 00 Quantificação

1S 40 75 01 00 00 00 Retratação de quantidades

1S 40 75 02 00 00 00 Medição

1S 40 75 03 00 00 00 Enumeração

1S 40 80 05 00 00 00 Coordenação

1S 40 95 00 00 00 00 Engenharia de valor

1S 50 00 00 00 00 00 Serviços de projeto

1S 50 10 00 00 00 00 Programação

1S 50 20 00 00 00 00 Planejamento

1S 50 40 00 00 00 00 Desenvolvimento de projeto

1S 50 50 00 00 00 00 Validação de projeto

1S 50 50 01 00 00 00 Verificação de projeto

1S 50 50 02 00 00 00 Confirmação de projeto

1S 50 50 03 00 00 00 Esclarecimento de projeto

1S 60 00 00 00 00 00 Serviços de documentação

1S 60 10 00 00 00 00 Modelagem

1S 60 10 01 00 00 00 Inclusão de informação de projeto

1S 60 10 02 00 00 00 Criação de conteúdo BIM

1S 60 10 03 00 00 00 Montagem de conteúdo BIM

1S 60 10 08 00 00 00 Ligação de arquivos BIM/CAD

1S 70 00 00 00 00 00 Serviços de implementação

1S 70 35 00 00 00 00 Construção

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Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

1S 70 35 01 00 00 00 Edificação

1S 70 35 02 00 00 00 Forma

1S 70 35 03 00 00 00 Concretagem

1S 70 35 04 00 00 00 Montagem

1S 70 35 05 00 00 00 Ligação

1S 70 35 06 00 00 00 Fixação

1S 70 40 00 00 00 00 Pós-construção

1S 70 40 03 00 00 00 Comissionamento

1S 80 00 00 00 00 00 Serviços de utilização

1S 80 15 00 00 00 00 Operação

1S 80 20 00 00 00 00 Manutenção

1S 92 00 00 00 00 00 Serviços do governo

1S 92 10 00 00 00 00 Licenciamento

1S 92 60 00 00 00 00 Inspeção

(b) os Usos BIM relacionados à atividade dos profissionais de arquitetura e engenharia


podem ser encontrados, de forma estruturada e codificada, através da Tabela 1D –
Disciplinas da NBR 15965-3:2014, conforme é possível concluir a partir da
observação de alguns exemplos do quadro a seguir [15].

Tabela 1D – Disciplinas
Código Termos
1D 11 00 00 00 00 00 Planejamento

1D 11 11 00 00 00 00 Planejamento regional

1D 11 31 00 00 00 00 Planejamento rural

1D 11 41 00 00 00 00 Planejamento urbano

1D 21 00 00 00 00 00 Projetos

1D 21 11 00 00 00 00 Arquitetura

1D 21 21 00 00 00 00 Paisagismo

1D 21 23 00 00 00 00 Projeto de interiores

1D 21 27 11 00 00 00 Projeto de sinalização

1D 21 25 00 00 00 00 Especificações/caderno de encargos

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Parte 1 – Alinhamento Conceitual

1D 21 27 00 00 00 00 Projeto gráfico

1D 21 31 00 00 00 00 Engenharia

1D 21 31 02 00 00 00 Engenharia agronômica

1D 21 31 11 00 00 00 Engenharia civil

1D 21 31 11 11 00 00 Engenharia geotécnica

1D 21 31 14 00 00 00 Engenharia de estruturas

1D 21 31 14 11 00 00 Engenharia de fundações

1D 21 31 17 11 00 00 Engenharia de instalações hidráulicas

1D 21 31 21 00 00 00 Engenharia elétrica

Sendo assim, sempre que for pertinente ao objeto da licitação que se faça alguma relação de
“Usos BIM” ou “Usos para Modelos BIM” no escopo da prestação de serviços técnicos
especializados de natureza predominantemente intelectual de arquitetura e engenharia,
recomenda-se que esta relação seja realizada preferencialmente com base nas Tabelas 1S –
Serviços e 1D – Disciplinas da NBR 15965- 3:2014 [15].

A seguir, apresenta-se a conceituação de alguns “Usos BIM” mais aplicados pelos


profissionais da área, no contexto da prestação de serviços de arquitetura e engenharia. Estes
usos estão associados às classes de serviços que fazem parte do sistema brasileiro de
classificação da informação da construção, conforme a Tabela 1S da NBR 15965- 3:2014.

7.4. Modelagem das condições existentes


Serviço associado a este uso BIM:

● 1S 40 70 07 – Serviços de conceituação/ Coleta de dados/ Levantamento.

Descrição: utiliza escaneamento a laser embarcado em drones, veículos ou outros meios para
realizar a captura da realidade, ou das condições existentes, com o propósito de fornecer as
informações necessárias, para a construção de modelos BIM, das condições físicas e
geométricas do local que receberá o objeto da licitação.

Aplicação: permite um ponto de partida confiável para desenvolvimento do Estudo Técnico


Preliminar (ETP), anteprojeto, projeto básico e executivo, conforme exigência da Lei nº
14.133/2021, garantindo que o levantamento das condições existentes seja realizado de
forma a atender os requisitos técnicos necessários para o desenvolvimento da modelagem e
de outras atividades subsequentes.

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Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

Especificação em Licitação: devem ser especificados a) o método de levantamento b) os


requisitos de precisão e c) os formatos de entrega do modelo das condições existentes. Entre
os formatos abertos que podem ser usados para a entrega deste tipo de informação, é possível
solicitar o E57, especificação técnica publicada sob a identificação ASTM E2807-11(2019)
pela associação norte-americana American Society for Testing and Material (ASTM) [16].

7.4.1. Coordenação e compatibilização de modelos BIM, incluindo a detecção de


sobreposições geométricas
Serviços associados a este uso BIM:

● 1S 50 50 00 – Serviços de projeto/ Validação de projeto

● 1S 50 50 01 – Serviços de projeto/ Validação de projeto/ Verificação de projeto

● 1S 50 50 02 – Serviços de projeto/ Validação de projeto/ Confirmação de projeto

● 1S 50 50 03 – Serviços de projeto/ Validação de projeto/ Esclarecimento de projeto

Descrição: os modelos BIM são utilizados para detectar e solucionar interferências entre
diferentes disciplinas (estrutural, elétrica, hidráulica etc.).

Aplicação: atende às exigências de compatibilidade técnica e minimização de retrabalhos


para todas as fases de projeto, conforme a Lei nº 14.133/2021.

Especificação em Licitação: deverão constar, no pacote licitatório, as diretrizes para a


auditoria de modelos BIM, o que inclui o delineamento dos processos de coordenação e
compatibilização dos modelos BIM de todas as disciplinas, os critérios para a identificação e
eliminação das sobreposições geométricas consideradas relevantes, tanto entre modelos BIM
de diferentes disciplinas quanto dentro de um mesmo modelo BIM.

7.4.2. Planejamento da execução da obra com o uso de BIM (simulação 4D)


Serviços associados a este uso BIM:

● 1S 70 30 02 – Serviços de implementação/ Pré-construção/ Mapeamento

● 1S 70 30 05 – Serviços de implementação/ Pré-construção/ Análise

● 1S 70 30 06 – Serviços de implementação/ Pré-construção/ Preparação

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Parte 1 – Alinhamento Conceitual

Descrição: integra a programação de atividades construtivas com o modelo BIM para realizar
simulações de sequências de execução da obra, até que se conclua qual a sequência mais
vantajosa para a realização do empreendimento.

Aplicação: contribui para a elaboração de um cronograma detalhado e testado das atividades


a serem executadas em canteiro, conforme exigido na elaboração do projeto básico,
contribuindo para o detalhamento dos prazos e custos relacionados às atividades.

Especificação em Licitação: necessidade de apresentação de diversos cenários que


simulam estratégias de execução de obras, onde os modelos BIM têm seus elementos
associados às atividades construtivas e, por consequência, integrados a prazos e custos, para
que se chegue à definição da sequência construtiva que melhor atende ao objeto da licitação
e à solução como um todo.

7.4.3. Estimativas de quantidades e custos a partir de modelos BIM


Serviços associados a este uso BIM:

● 1S 40 75 00 – Serviços de conceituação/ Quantificação

● 1S 40 75 01 – Serviços de conceituação/ Quantificação/ Retratação de quantidades

● 1S 40 95 00 – Serviços de conceituação/ Engenharia de valor

Descrição: é a etapa em que se realiza a extração das quantidades unitárias de elementos


da construção em modelos BIM e das quantidades relacionadas às medidas destes elementos
(comprimentos, perímetros, áreas e volumes), associadas a informações das especificações
técnicas destes elementos, o que pode incluir propriedades físicas e materiais utilizados, por
exemplo.

Recomenda-se que esta atividade só seja iniciada após a finalização da etapa de auditoria e
a validação dos modelos BIM, sob risco de os dados extraídos não corresponderem ao que será
realmente executado em obra.

A partir dos levantamentos de quantidades devidamente auditados e validados, é possível


realizar estudos orçamentários muito precisos, associando-se as informações extraídas dos
modelos BIM a composições de custos que incluem outros tipos de informações, tais como:
métodos construtivos, equipamentos a serem utilizados, e qualificação da mão de obra
necessária para a execução dos elementos projetados.

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Parte 1 – Alinhamento Conceitual

Aplicação: atende às exigências de estimativas detalhadas para projetos básicos e


executivos conforme a Lei nº 14.133/2021, assegurando maior precisão nos custos
projetados.

Especificação em Licitação: os elementos da construção que constituem os modelos BIM


deverão estar corretamente classificados e identificados; o processo de auditoria e validação
dos modelos BIM deve ser cumprido e finalizado; devem estar explicitadas no Termo de
Referência as regras de associação entre as informações extraídas dos modelos BIM e as
composições de custos a serem utilizadas para o desenvolvimento do planejamento
orçamentário.

7.4.4. Avaliação da sustentabilidade e do impacto ambiental


Serviços associados a este uso BIM:

● 1S 40 20 00 – Serviços de conceituação/ Definição de estratégia

● 1S 40 20 01 – Serviços de conceituação/ Definição de metas

● 1S 40 95 00 – Serviços de conceituação/ Engenharia de valor

Descrição: realiza análises de desempenho ambiental e eficiência energética do projeto, com


vistas a garantir a sustentabilidade.

Aplicação: contribui para atender às exigências de sustentabilidade e eficiência nos projetos


públicos.

Especificação em Licitação: detalhamento das métricas de sustentabilidade a serem


atendidas e as ferramentas a serem utilizadas.

7.4.5. Desenvolvimento de modelo BIM da obra executada (as-built)


Serviços associados a este uso BIM:

● 1S 70 40 00 – Serviços de implementação/ Pós-construção/

● 1S 70 40 03 – Serviços de implementação/ Pós-construção/ Comissionamento

● 1S 70 40 05 – Serviços de implementação/ Pós-construção/ Fechamento

Descrição: representa a condição final da obra conforme construída, refletindo todas as


alterações feitas durante a execução.

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Parte 1 – Alinhamento Conceitual

Aplicação: atende ao requisito de documentação final e de uso para futuras manutenções,


conforme previsto para a gestão de ativos públicos.

Especificação em Licitação: deverá ser exigida a entrega do modelo “as built” com critérios
de atualização e precisão definidos.

7.4.6. Desenvolvimento de inventário digital


Serviços associados a este uso BIM:

● 1S 80 15 00 – Serviços de utilização/ Operação

● 1S 80 20 00 – Serviços de utilização/ Manutenção

● 1S 80 30 00 – Serviços de utilização/ Melhoria

● 1S 80 40 00 – Serviços de utilização/ Renovação

Descrição: criação de um inventário digital que agrupa os modelos BIM e informações


relacionadas à fiscalização e ao acompanhamento de obras a sistemas de gestão de ativos ou
facilities.

Aplicação: permite a gestão eficiente dos ativos públicos e a integração com sistemas de
Facility Management (FM).

Especificação em Licitação: detalha quais tipos de informações devem ser associadas aos
modelos BIM e demais documentações a serem estruturadas pelos sistemas de gestão a serem
utilizados.

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Parte 1 – Alinhamento Conceitual

Referências
[1] BRASIL. 11.888. Brasil (2024). DECRETO No 11.888, DE 22 DE JANEIRO DE 2024. Dispõe sobre a
Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling no Brasil - Estratégia BIM BR
e institui o Comitê Gestor da Estratégia do Building Information Modelling - BIM BR. . 2024, p. 1.

[2] ABDI. Coletânea Guias BIM ABDI-MDIC. Brasília, DF: ABDI, 2017.

[3] GASPAR, J. A. DA M. O significado atribuído a BIM ao longo do tempo. Mestrado—Campinas,


SP: Universidade Estadual de Campinas, 2019.

[4] PLANBIM. Norma BIM para projetos públicos - Troca de informação entre solicitante e
fornecedores. Santiago, Chile: CORFO, 2019.

[5] SEHAB. Caderno de Projetos em BIM 2a Edição. 1. ed. São Paulo: KPMO Cultura e Arte, 2022.

[6] PARANÁ. BIM NAS PREFEITURAS: Primeiros Passos para Inovação Digital nas Obras
Públicas. Curitiba, PR: DGI/SEIL, 2023.

[7] BRASIL. Brasil (2020). DECRETO No 10.306, DE 2 DE ABRIL DE 2020. Estabelece a utilização do
Building Information Modelling na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia... .
2020.

[8] SINAENCO, S. N. DAS E. DE A. E E. C. Guia de boas práticas para a contratação de serviços em


BIM - Vol. I - Diretrizes Gerais. 1. ed. São Paulo: SINAENCO - Universidade Presbiteriana
Mackenzie, 2024. v. 1

[9] GASPAR, J. A. DA M. Auditoria de Modelos BIM. . Simpósio apresentado em XIX SINAOP - Simpósio
Nacional de Auditoria de Obras Públicas. Brasília, DF, 22 nov. 2021. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 25
dez. 2023

[10] EASTMAN, C. General purpose building description systems. Computer-Aided Design, v. 8, n. 1, p.


17–26, 1976.

[11] RALPH G. KREIDER; JOHN I. MESSNER. The Uses of BIM: Classifying and Selecting BIM Uses.
University Park: The Pennsylvania State University, 2013.

[12] SUCCAR, B. et al. Model uses: foundations for modular requirements clarification language.
. Em: AUSTRALASIAN UNIVERSITIES BUILDING EDUCATION ASSOCIATION CONFERENCE. Cairns, 2016.

[13] SUCCAR, B. Model Use (MU). BIM Dictionary, 2019.

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Módulo 1: Boas práticas – Licitação e Contratação de Projetos e Obras em BIM
Parte 1 – Alinhamento Conceitual

[14] ABNT. ABNT NBR 15965-1:2011. Sistema de classificação da informação da construção.


Parte 1: Terminologia e estrutura. Rio de Janeiro, RJ, 14 ago. 2011.

[15] ABNT. ABNT NBR 15965-3, Sistema de classificação da informação da construção – Parte
3: Processos da construção. Rio de Janeiro, [Link], , 28 nov. 2014. . Acesso em: 25 dez. 2023

[16] ASTM. ASTM E2807-11(2019)e1, Standard Specification for 3D Imaging Data Exchange,
Version 1.0. West Conshohocken, EUA, 2022. Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 29 out. 2024

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