Resumo: No presente artigo buscamos refletir sobre a importância da Modelagem Matemática
como metodologia no ensino de Física e Matemática. Desta maneira apresentamos um breve
referencial teórico acerca da relevância da Modelagem Matemática num contexto
interdisciplinar, assim como uma atividade desenvolvida com os estudantes do Instituto
Federal do Paraná a partir da experimentação de lançamentos de foguetes de garrafa pet. A
partir disso concluímos que uma atividade de Modelagem Matemática no ensino
interdisciplinar de Física e Matemática contribui de forma satisfatória na formação integral do
estudante, devido às potencialidades vislumbradas em relação à abordagem de conteúdos das
duas disciplinas, bem como via e envolvimento dos professores e estudantes na realização de
experimentos. Palavras-chave: Modelagem Matemática; Ensino de Ciências e Matemática;
Interdisciplinaridade. 1. Introdução Este artigo surgiu de discussões realizadas durante os
encontros do GEPEEM1 e da ideia de se realizar uma atividade de Modelagem Matemática
envolvendo o lançamento de foguetes desenvolvidos por estudantes do Instituto Federal do
Paraná (IFPR), depois destes participarem da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG). 1
Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e Educação Matemática – Linha de Pesquisa:
Modelagem Matemática na Educação Matemática. Sociedade Brasileira de Educação
Matemática Educação Matemática na Contemporaneidade: desafios e possibilidades São Paulo
– SP, 13 a 16 de julho de 2016 RELATO DE EXPERIÊNCIA 2 XII Encontro Nacional de Educação
Matemática ISSN 2178-034X Tendo em vista a dificuldade de se encontrar trabalhos que
versem sobre Modelagem Matemática em Física, consideramos oportuno refletir sobre uma
atividade realizada por uma das autoras desse artigo no âmbito da interdisciplinaridade entre
Matemática e Física. Em Física, a Modelagem Matemática contribui para a obtenção de
modelos de sistemas dinâmicos, nos quais associam-se duas ou mais grandezas físicas (tempo,
espaço, velocidade, ...), buscando inferir acerca de dados e resultados não evidentes (FIDELIS;
ALMEIDA, 2009). Na atividade de Modelagem desenvolvida buscou-se responder o seguinte
questionamento: “Mantendo a quantidade de vinagre constante (1L), qual a quantidade de
bicarbonato que otimiza a distância alcançada pelo foguete?2 ”. Para isso,
pesquisadores/professores e estudantes do IFPR realizaram diversos experimentos variando a
quantidade de bicarbonato nos lançamentos e verificando a distância alcançada pelo foguete.
Por fim, munidos dos dados coletados e representados num gráfico de dispersão, construiu-se
um modelo matemático que representasse tais dados e possibilitasse inferir acerca do
problema elencado. Esse texto tem a intenção de apresentar uma descrição dessa atividade,
bem como uma análise de sua potencialidade para a Educação Básica, de modo a evidenciar
possibilidades de trabalho interdisciplinar entre Física e Matemática, mais especificamente,
Modelagem Matemática. Para isso, neste artigo, são apresentadas considerações acerca da
Modelagem Matemática na Educação Matemática, de confluências entre Modelagem
Matemática e ensino de Física, do que há na literatura de Encontros Nacionais de Educação
Matemática (ENEMs) anteriores sobre os temas desse trabalho e, finalmente, da experiência
do lançamento de foguetes e das análises realizadas. 2. Modelagem Matemática na Educação
Matemática Na Educação Matemática, são muitos os estudos que visam atribuir significados à
matemática escolar, que possibilitem melhor apreensão desses conteúdos por parte dos
estudantes, que podem aplicá-los em outras disciplinas e no seu contexto social. 2 Mais
informações acerca da influência do vinagre e do bicarbonato de sódio no lançamento de
foguetes serão apresentadas no tópico 5 deste texto. Sociedade Brasileira de Educação
Matemática Educação Matemática na Contemporaneidade: desafios e possibilidades São Paulo
– SP, 13 a 16 de julho de 2016 RELATO DE EXPERIÊNCIA 3 XII Encontro Nacional de Educação
Matemática ISSN 2178-034X Caldeira (2009) afirma que uma educação matemática deve
apresentar conteúdos matemáticos necessários para que o estudante compreenda sua própria
realidade e estabeleça vínculos sociais. Nesse sentido, uma tendência da Educação Matemática
que tem sido bastante pesquisada, difundida e empreendida em sala de aula é a Modelagem
Matemática, que Barbosa (2004, p.3) define como: “[...] um ambiente de aprendizagem no
qual os estudantes são convidados a problematizar e investigar, por meio da Matemática,
situações com referência na realidade”. Segundo Viecili (2006, p.23): A resolução de problemas
– que inclui a maneira de dar significado à linguagem matemática deve ser central na vida
escolar, de tal modo que os alunos possam explorar, experimentar e organizar, criando um
conhecimento novo no decurso das suas vidas. Na sala de aula, a Modelagem Matemática tem
como foco a resolução de problemas. Ao utilizarmos a Modelagem como uma ferramenta
pedagógica, proporcionamos ao estudante maior autonomia; as atividades são desenvolvidas a
partir de assuntos ou situações propostas pelo professor ou pelo estudante, portanto,
geralmente, de interesse da turma; os estudantes levantam questionamentos, problematizam
a situação inicial, coletam dados, levantam hipóteses (ao verificar onde se pretende chegar) e;
os estudantes representam o problema e sua resolução através de gráficos, tabelas, cálculos,
resgatando conteúdos anteriores e, consequente, construindo novos conhecimentos. Essa
externalização e sistematização do problema, bem como do que foi pesquisado e investigado,
servem como parâmetros para os estudantes validarem a resposta obtida. Um modelo
matemático é, portanto, [...] um sistema conceitual, descritivo ou explicativo, expresso por
meio de uma linguagem ou uma estrutura matemática e que tem por finalidade descrever ou
explicar o comportamento de outro sistema, podendo mesmo permitir a realização de
previsões sobre este outro sistema (ALMEIDA; SILVA; VERTUAN, 2013, p. 13). As atividades de
Modelagem proporcionam o resgaste de conteúdos matemáticos anteriormente estudados, a
construção de novos conhecimentos, a capacidade de organização, de reflexão, de
transformação da realidade (ALMEIDA; SILVA; VERTUAN, 2013). Skovsmose (1990, apud
BARBOSA, 2001, p. 4) distingue três tipos diferentes de conhecimento que podem ser
relacionados à Modelagem Matemática: o conhecimento matemático em si; o conhecimento
tecnológico, que se refere a como construir e usar um Sociedade Brasileira de Educação
Matemática Educação Matemática na Contemporaneidade: desafios e possibilidades São Paulo
– SP, 13 a 16 de julho de 2016 RELATO DE EXPERIÊNCIA 4 XII Encontro Nacional de Educação
Matemática ISSN 2178-034X modelo matemático; o conhecimento reflexivo, que se refere à
natureza dos modelos e os critérios usados em sua construção, aplicação e avaliação. A
situação inicial nas atividades não é, necessariamente, matemática, pode ser de outras áreas, o
que possibilita a aplicação dos conteúdos matemáticos e o estudo de outras disciplinas. Isso
nos remete a considerar convergências entre a atividade de Modelagem Matemática e a
interdisciplinaridade. Interdisciplina, para Japiassu (1976, p.74), consiste na [...] interação
existente entre duas ou mais disciplinas. Essa interação pode ir da simples comunicação de
ideias à integração mútua dos conceitos diretores da epistemologia, da terminologia, da
metodologia, dos procedimentos, dos dados e da organização referentes ao ensino e à
pesquisa. É no contexto da Modelagem Matemática e da interdisciplinaridade que se deu o
desenvolvimento desse artigo. Para a coleta de dados, estudantes de cursos técnicos
integrados ao ensino médio de um Instituto Federal da região oeste do Paraná, realizaram um
projeto envolvendo as disciplinas de Matemática, Física e Química, de modo a vislumbrar
aplicações no âmbito dessas disciplinas específicas. Na organização por disciplinas, devem se
compor de modo a romper com a segmentação e o fracionamento, uma vez que o indivíduo
atua integradamente no desempenho profissional. Conhecimentos interrelacionam-se,
contrastam-se, complementam-se, ampliam-se, influem uns nos outros (BRASIL, 1999, p.21).
Considerando esses aspectos das atividades de Modelagem Matemática e sua potencialidade
para o desenvolvimento de projetos interdisciplinares, é que passamos, no próximo tópico do
texto, a abordar a questão da Interdisciplinaridade entre Matemática e Física, mais
especificamente, entre Modelagem Matemática e Física. Nesse próximo tópico, apresentamos,
ainda, o panorama de trabalhos constantes nos anais dos três últimos Encontros Nacionais de
Educação Matemática (IX, X e XI ENEM) no que tange a essa temática. 3. Modelagem
Matemática e o ensino de Física Assim como ocorre em matemática, o ensino de física enfrenta
diversos obstáculos durante o processo de ensino-aprendizagem, obstáculos estes que vão
desde o formalismo excessivo das notações empregadas aos conteúdos selecionados para
compor o currículo escolar. Contudo, como afirma Daroit, Haetinger e Dullius (2009, p. 01): [...]
talvez, o aspecto mais importante está na forma que os professores procedem dentro da sala
de aula: os conceitos são apresentados aos estudantes de forma estanque, sem relação com os
aspectos que envolvem a realidade, não levando em Sociedade Brasileira de Educação
Matemática Educação Matemática na Contemporaneidade: desafios e possibilidades São Paulo
– SP, 13 a 16 de julho de 2016 RELATO DE EXPERIÊNCIA 5 XII Encontro Nacional de Educação
Matemática ISSN 2178-034X conta o entendimento dos fenômenos que ocorrem no dia-a-dia e
ainda, o mais grave, a grande maioria dos professores detém-se à matematização da Física,
desconsiderando o caráter revolucionário dos seus conceitos e leis, como se o resultado
numérico obtido através de fórmulas elaboradas fosse o objetivo final do estudo. A
supervalorização do resultado, em detrimento do processo de aprendizagem dos conteúdos, e
a desconexão dos objetos em estudo com a realidade do estudante, comprometem seu
aprendizado e desenvolvimento integral. Segundo Batista e Fusinato (2015, p. 94): É necessário
ofertar uma educação que atenda às necessidades de formação do aluno como ser social apto
a agir no ambiente em que vive. Dentro desta perspectiva considera-se imprescindível que os
conteúdos sejam abordados de forma contextualizada, dando-se ênfase às questões que fazem
parte da realidade do aluno. Neste sentido, aponta-se a Modelagem Matemática para as aulas
de Física, uma vez que ela pode despertar o interesse dos estudantes, constituindo-se um fator
motivador de aprendizagem; utiliza situações da realidade como ambientes de investigação;
pode facilitar a aprendizagem dos estudantes; fomenta habilidades de exploração e o espírito
crítico dos estudantes; assim como auxilia na compreensão do papel sociocultural da
matemática (BARBOSA, 2004). Apesar de a Modelagem Matemática ser uma metodologia
científica muito importante em Física, como veremos adiante, o número de publicações
tomando-a como metodologia de ensino e relacionando-a à Física ainda é muito pequeno
(ARAÚJO, 2002; SOUZA; SANTO, 2010; WOLFF; SERRANO, 2011). Dentre estes trabalhos, nota-
se uma tendência em utilizarse problemas contextualizados, simulações computacionais e
atividades experimentais como ambientes fomentadores de atividades de modelagem
matemática (SOUZA; SANTO, 2010). 3.1 O que publicou-se nos três últimos ENEMs sobre
Modelagem e Física De modo a conhecer o cenário relacionado ao número de trabalhos
envolvendo Modelagem Matemática e Física, fizemos uma pesquisa nos três últimos ENEMs
(IX, X e XI) a procura de trabalhos que envolvessem estes temas. Iniciamos esta procura através
da busca das palavras “Modelagem Matemática” (142), “Física” (15) e “Interdisciplinaridade”
(49) nos títulos dos artigos (consideramos a variação destas palavras também, como por
exemplo “interdisciplinar” e “físicos”) o que resultou em 206 artigos. Como o foco desta análise
é contabilizar os trabalhos que relacionam estas áreas com a Modelagem Matemática restou-
nos apenas 10 artigos, pois selecionamos artigos que envolvessem a descrição, orientação e/ou
a Sociedade Brasileira de Educação Matemática Educação Matemática na Contemporaneidade:
desafios e possibilidades São Paulo – SP, 13 a 16 de julho de 2016 RELATO DE EXPERIÊNCIA 6 XII
Encontro Nacional de Educação Matemática ISSN 2178-034X construção de modelos
matemáticos3 . Havia muitos trabalhos que somente citavam a Física como uma área possível
para o desenvolvimento de atividades de Modelagem Matemática, ou como uma “outra área”
que utiliza a Matemática. Nestes 10 artigos realizamos a leitura do resumo, introdução e
conclusão, donde podemos concluir que todos recorriam à Modelagem Matemática com vistas
a tornar as aulas mais atraentes, de modo a envolver mais ativamente os estudantes e a fazê-
los perceber as diversas aplicações da Matemática. Além disso, dois artigos tinham um aspecto
mais teórico, uma vez que se constituíam de orientações para a elaboração de modelos
matemáticos. Quatro artigos embasavam-se na superação das dificuldades dos estudantes
(estas apontadas pelos professores) como argumento para a escolha de atividades de
Modelagem interdisciplinar nas aulas. Oito trabalhos descreviam a situação que originava a
atividade de modelagem (aceleração da gravidade utilizando esferas de ferro, parafuso de
Arquimedes, minifoguetes, etc.), mas somente dois deles explicitavam o modelo matemático
encontrado pelos estudantes (resfriamento de uma massa de carvão vegetal empregando a lei
do resfriamento de Newton e a quantidade de água desperdiçada por um encanamento
domiciliar). A Tabela 1 a seguir apresenta o número de trabalhos relacionados aos termos-
chave em cada uma das edições do ENEM: Tabela 1: Relações entre o número de trabalhos dos
ENEMs anteriores e os termos-chave XI ENEM X ENEM IX ENEM Física 10 3 2 Modelagem 50 67
25 Interdisciplina 26 15 8 Modelagem e Física* 1 0 0 Modelagem e Interdisciplina* 1 0 0
Matemática e Física* 1 0 0 * Os textos dessas categorias também figuram nas categorias
anteriores. Na sequência do texto, apresentamos o processo de coleta dos dados e um possível
encaminhamento matemático para o problema elencado. São reflexões advindas das
discussões da professora-pesquisadora com os estudantes do IFPR que realizaram o 3
Procuramos a palavra ‘modelo’ nos artigos e realizamos a leitura dos resumos e introdução.
Houve um caso em que, como o título parecia-nos indicar a criação de algum tipo de modelo,
procuramos palavras como ‘função’, ‘tabela’, ‘regularidade’ que são possíveis tipos de modelos,
mas nem assim obtivemos sucesso. Sociedade Brasileira de Educação Matemática Educação
Matemática na Contemporaneidade: desafios e possibilidades São Paulo – SP, 13 a 16 de julho
de 2016 RELATO DE EXPERIÊNCIA 7 XII Encontro Nacional de Educação Matemática ISSN 2178-
034X experimento, bem como das discussões empreendidas no âmbito do grupo de pesquisa
GEPEEM. 4. Coleta dos dados Uma equipe de estudantes do Instituto Federal do Paraná de
Assis Chateaubriand participou no ano de 2015 da OBA4 - Olimpíada Brasileira de Astronomia e
Astronáutica e da MOBFOG - Mostra Brasileira de Foguetes. A MOBFOG é um evento realizado
juntamente com a OBA aberto a estudantes de escolas públicas e privadas. A mostra envolve
estudantes desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o último ano do Ensino Médio. A
participação dos estudantes do Ensino Médio na MOBFOG consistiu em desenvolver um
protótipo de foguete de garrafa pet conciliando as disciplinas de Física, Química e Matemática,
sendo o mesmo acionado por meio da reação de vinagre com bicarbonato de sódio. Para a
equipe de estudantes ser selecionada para a etapa nacional, o foguete deve ter atingido um
alcance maior que 120 metros na linha horizontal perpendicular à linha de lançamento do
foguete. Figura 01 – Vista lateral da trajetória do foguete Figura 02 – Vista superior da trajetória
do foguete A construção deste foguete foi realizada após vários testes e experimentos. O
foguete final da equipe de estudantes do Instituto foi construído com a parte de cima de uma
garrafa pet de “citrus” e com uma garrafa de “coca-cola” retornável de plástico, ambas de 1,5
litros. A escolha das garrafas foi intencional. A garrafa de “citrus” possui um formato parecido
com um foguete real, com um bico mais alongado, compondo assim a frente do foguete. A
garrafa de “coca-cola” retornável de plástico é mais resistente do que as garrafas pet comuns,
diminuindo assim as “explosões”5 . Ela compõe a parte traseira do foguete que se encaixa na
base. A base de lançamento passou por vários modelos até se chegar à base que os estudantes
4 Mais informações sobre a olimpíada no site: [Link] 5 Considera-se
“explosão” a destruição do protótipo do foguete. Sociedade Brasileira de Educação Matemática
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de julho de 2016 RELATO DE EXPERIÊNCIA 8 XII Encontro Nacional de Educação Matemática
ISSN 2178-034X utilizam atualmente. É nela que ocorre a reação do vinagre com o bicabornato
que pressuriza o foguete. As quantidades de vinagre e de bicabornato foram sendo alteradas
ao longo dos testes até se chegar a uma quantidade que fornecesse uma pressão ideal para
que o foguete conseguisse atingir uma longa distância. O ângulo de saída do foguete foi
mantido em 45º em todos os lançamentos. No entanto, a mesa em que essa base do foguete
se encaixava precisa ser móvel para possibilitar a mistura dos compostos químicos, o que
remete à ideia de que depois de essa mistura ser realizada, a tal base precisava ficar em uma
angulação de 180º, para garantir os 45º correspondentes ao lançamento. O ângulo de 180º foi
verificado com uma linha presa ao transferidor com um peso na outra extremidade. Neste
contexto, quando a linha ficava sobre a marcação do ângulo de 90º, era porque a base estava a
180º e, finalmente, o foguete à 45º. Tendo em vista o envolvimento do grupo de estudantes
com a MOBFOG, a professora de Matemática do Instituto propôs à equipe a realização de uma
atividade de Modelagem à qual relacionaria a quantidade de bicarbonato utilizada como
combustível e a distância atingida pelo foguete. Para isso foi estabelecida a seguinte questão
de investigação: Mantendo a quantidade de vinagre constante (1L), qual a quantidade de
bicarbonato que otimiza a distância alcançada pelo foguete? É importante destacar que os
lançamentos ocorreram em três dias diferentes. No primeiro dia foram realizadas três
tentativas que resultaram em dois dados coletados. No segundo dia, foram realizadas cinco
tentativas, com aproveitamento de apenas três, e ainda em dois lançamentos as quantidades
de bicarbonato foram iguais às do primeiro dia para observar se o alcance seria o mesmo. Por
fim, no terceiro dia foram realizados dois