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Estrutura e Funcionamento de Sistemas de Computação

O documento aborda a implementação e arquitetura de sistemas de computação, destacando a diferença entre os aspectos técnicos irrelevantes para o programador e os pontos de interesse para ele. Também discute a hierarquia de memórias, o funcionamento de barramentos e a evolução dos processadores, além de apresentar conceitos fundamentais como processamento de dados e o princípio da localidade. Por fim, menciona as tendências tecnológicas e a importância de se manter atualizado na área de computação.

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Estrutura e Funcionamento de Sistemas de Computação

O documento aborda a implementação e arquitetura de sistemas de computação, destacando a diferença entre os aspectos técnicos irrelevantes para o programador e os pontos de interesse para ele. Também discute a hierarquia de memórias, o funcionamento de barramentos e a evolução dos processadores, além de apresentar conceitos fundamentais como processamento de dados e o princípio da localidade. Por fim, menciona as tendências tecnológicas e a importância de se manter atualizado na área de computação.

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Sistemas de computação

O que é um Sistema?
A área conhecida
como implementação de
computadores se relaciona, em geral,
com a abordagem de aspectos que são
desnecessários ao programador. Por
exemplo, a tecnologia usada na
construção da memória, a frequência do
relógio, sinais de controle para iniciar
as micro-operações etc.

A implementação de computadores difere do conceito de arquitetura de computadores, cujo termo


se relaciona, em geral, ao tratamento de pontos que são de interesse do programador, a saber,
conjunto de instruções do processador, tamanho da palavra, modos de endereçamento de instruções,
entre outros. A implementação de computadores e a arquitetura de computadores estão inseridas no
domínio mais geral dos sistemas de computação. Podemos citar como alguns exemplos de sistema:

1. Sistema jurídico
2. Sistema nervoso
3. Sistema de informação
4. Sistema familiar
5. Sistema social
6. Sistema solar

A definição de computação pode ser entendida como a realização de cálculos de forma


ordenada ou apenas a manipulação de valores.

Partindo dessa definição, como você definiria um sistema de computação?

Antes de avançarmos, é necessário que você conheça algumas definições de termos importantes:
Outro termo importante que devemos incluir no vocabulário é o data processing ou, processamento
de dados que consiste em uma série de atividades ordenadamente realizadas (receita de bolo), com
o objetivo de produzir um arranjo determinado de informações a partir de outras obtidas
inicialmente.

Veja a seguir as etapas de um processamento de dados:

Etapas do processamento de dados.

Linguagem de programação

Sistemas, dados e informação


Um algoritmo pode ser formalizado em comandos de uma linguagem de programação, entendida
pelo sistema de computação. Por exemplo, um algoritmo para soma de 100 números (1 a 100) está
exemplificado, a seguir - exemplo adaptado de Monteiro (2007, p. 9):
Tipos de linguagens
Um programa pode ser escrito em diferentes tipos de linguagens, por exemplo, Assembly, Pascal, C,
Cobol, Basic etc.

Uma linguagem de máquina (código de máquina) é formada por sequências de bits que representam
as operações. Dessa forma, temos a seguinte comparação:

Organização básica de um sistema de computação


A organização funcional de um sistema de computação (S.C.) possui os seguintes componentes:

Veja a seguir qual é a relação de funcionamento entre estes componentes:


Componentes de um sistema de computação.

A Arquitetura de John von Neumann (pronuncia-se fon Noiman) foi concebida a partir de 1946,
precursora da arquitetura que conhecemos hoje. Ela possibilita a uma máquina digital armazenar
seus programas no mesmo espaço de memória que os dados, permitindo, assim, a manipulação de
tais programas.

John von Neumann (1903-1957) foi um matemático


húngaro, considerado um dos grandes gênios da
humanidade.

Possui contribuições em diversas áreas do


conhecimento, desde a Economia, Teoria dos Jogos,
Computação até a Física Nuclear.

John von Neumann.

A arquitetura a seguir é um projeto modelo de um computador digital de programa armazenado que


utiliza uma unidade de processamento (CPU) e uma de armazenamento (memória) para comportar,
respectivamente, instruções e dados, conforme ilustrado.

Projeto modelo de um computador digital.


Barramento
Fundamentalmente, todo sistema de computação (computador) é organizado (funcionalmente)
em três grandes módulos ou subsistemas:

Como se trata de componentes eletrônicos, a comunicação e o controle entre eles realiza-se por sinais
elétricos que percorrem fios. Estes fios são chamados, em conjunto, de barramento.

Organização funcional de um S.C.

A partir do que foi apresentado e com base em seus conhecimentos, você sabe definir qual é a função
do barramento?

Veja a seguir os tipos de barramento:

Barramentos de dados (BD)

São bidirecionais, transportam bits de dados entre o processador e outro componente, vice-versa.

Barramentos de endereços (BE)

São unidirecionais, transportam bits de um endereço de acesso de memória ou de um dispositivo de


E/S, do processador para o controlador do barramento.

Barramentos de controle (BC)


Possuem fios que enviam sinais específicos de controle e comunicação durante uma determinada
operação.

A soma dos fios do BC, do BD e do BE é igual ao total de pinos do processador ou total de furos do
soquete, ou seja: Totalpinos = BD + BE + BC.

Em uma operação de transferência ou acesso (seja para leitura ou para escrita, exemplificado na
(figura A), o barramento é único, embora dividido em grupos de fios que realizam funções diferentes
(figura B):

Operação de transferência.

Se o processador precisar de um dado específico ao longo da execução de uma instrução, ele saberá o
endereço dele, que, por exemplo, é o endereço 37 em decimal, 0000100101 em binário [com o
barramento de endereços (BE) possuindo 10 fios]. Ao acessar o endereço especificado através do
barramento de endereços, o processador, então, realizará uma operação de leitura, transferindo o
dado, por exemplo, 7510, que se encontra no interior da célula de memória, pelo barramento de dados
(BD). O barramento de controle (BC) será responsável pelos sinais de controle (exemplificados a
seguir).

Após o dado chegar ao processador e ser processado, um dado resultante desse processamento
poderá agora seguir pelo BD, para ser armazenado em um endereço de memória, em uma operação
denominada operação de escrita. O exemplo aqui descrito encontra-se ilustrado na figura a seguir:
Funcionamento dos BE, BD e BC.

Com a finalidade de complementar os estudos a respeito de barramentos, vejamos o vídeo a seguir.

Funções básicas de um processador


Os processadores são projetados com a capacidade de realizarem diretamente (pelo hardware)
pequenas e simples (primitivas) operações, tais como:

A execução de um comando em linguagem de alto nível (por exemplo, Pascal), como X = A + B requer,
primeiro, sua conversão para instruções de máquina e, em seguida, sua execução propriamente dita
(figura), ou seja, somar o valor indicado por A com o valor indicado por B e armazenar o resultado no
local indicado por A.
Uma mesma instrução em linguagens diferentes.

Os processadores, então:

Uma instrução de máquina consiste no conjunto de bits que identifica uma determinada operação
primitiva a ser realizada diretamente pelo hardware, por exemplo, 1001 00111 00001.

Podemos citar como exemplos de operações primitivas:

 Operações aritméticas– Somar, subtrair, multiplicar e dividir;


 Operações lógicas– AND, OR, XOR;
 Operações de entrada e saída de dados;
 Operações de desvio de controle;
 Operações de movimentação de dados.

Ciclo de instruções
Você sabe a diferença entre conjunto de instrução e ciclo de instrução?

Conjunto de instruções são todas as possíveis instruções que podem ser interpretadas e executadas
por um processador. Por exemplo, o Intel 8080 tinha 78 instruções de máquina, o Pentium 4 tinha
247;

Ciclo de instruções é um conjunto de instruções de máquina sequencialmente organizadas para a


execução de um programa.
Ciclo de instrução.

O formato básico de uma instrução de máquina é constituído de duas partes. Vamos conferir!

Código de operação ([Link].): Identificação da operação a ser realizada.


Operando(s) (Op.): Pode ter 1, 2 ou 3.

Instruções de máquina com um, dois e três operandos.

Tendências
Desde a sua criação, o progresso tecnológico da computação foi um dos fatos mais extraordinários da
humanidade. Hoje, por menos de R$1.000,00 é possível comprar um telefone celular com um
desempenho equivalente ao computador mais rápido do mundo comprado em 1993 por US$50
milhões. Esse rápido progresso veio dos avanços na tecnologia usada para construir computadores e
das inovações no design de computadores.

Reflita sobre o que virá no futuro, e sobre que tipos de conhecimentos devem ser adquiridos para
almejar a vanguarda da atuação na área de computação.

Evolução no design de computadores.


Falta pouco para
atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?

Questão 1

A sequência básica de execução de operações primitivas é a definição de:

Questão 2

Um sistema de computação (S.C.) possui um processador que endereça 4 Mega (M) de endereços de
memória principal no máximo. Qual é a largura de seu barramento de endereços (BE) em bits?
Subsistemas de processamento
Um processador ou Unidade Central de Processamento – UCP (Central Process Unit – CPU) possui
basicamente duas funções principais:

Memória
Tipos de memória
A memória é um sistema constituído de vários componentes, cada um com velocidades, custos e
capacidades diferentes. Todos, no entanto, com mesma função – armazenar e recuperar valores,
quando desejado.

Existem diferentes tipos de memória, para diferentes finalidades, no que é conhecido como hierarquia
de memórias:

 Registradores;
 Memória cache;
 Memória principal– MP (ex.: RAM);
 Memória secundária (ex.: HDs,
Pendrive);
 Memória virtual.

Hierarquia de Memória
Registradores
Os registradores são memórias com as características do topo da pirâmide, localizadas dentro do
processador.

Existem:
Memória cache
A memória cache é uma memória de pequena capacidade, situada entre a memória principal (MP) e
o processador. Essa memória armazena certa quantidade dos dados que estão sendo utilizados no
momento, e que são transferidos para o processador em alta velocidade.

O ideal seria haver apenas uma memória nos computadores, com os seguintes requisitos:

Como, em termos práticos, hoje ainda não é possível a existência desse tipo de memória, faz-se
necessária a adoção de soluções mais viáveis para compensar a diferença de velocidades que existe
entre o processador e a MP.

A figura ao lado ilustra a comparação de velocidades que existem entre o processador e a MP (apenas
processador e MP).

Há uma grande diferença de tempo entre a transferência da MP para o processador e este usar os
dados. No exemplo, o processador gasta 2 nanosegundos para somar e espera 100 nanosegundos para
receber novos dados.

Comparação de velocidades entre o processador e a MP.


Princípio da localidade
O princípio da localidade é um princípio de programação que determina o modo como as instruções
são executadas (em sequência, durante certo tempo).

Nele, os programas são organizados de modo que as linhas de código costumam ser executadas em
sequência.

Apenas em alguns momentos a sequência é interrompida e o processo desvia da sequência, sendo esta
retomada em seguida.

O modo como as instruções são executadas na MP.

O princípio da localidade é dividido em:

Devido ao princípio da localidade (espacial), é possível incluir uma memória de pequena


capacidade, chamada memória cache, entre a MP e o processador.

A figura a seguir ilustra novamente a comparação de velocidades que existem entre o processador e a
MP, mas, agora, utilizando memória cache como intermediária.

Caso seja usada uma memória intermediária de alta velocidade entre a MP e o processador (que
armazena uma cópia dos dados sendo imediatamente usados), este irá esperar 2 nanosegundos pelos
dados, ao invés de 100 nanosegundos.
Comparação de velocidades entre o processador e a MP usando a memória cache intermediária.

Memória principal (MP)


A memória principal (MP) é a memória básica, na qual o programa que será executado e seus dados
são armazenados, para que o processador busque cada instrução ao longo do tempo de
processamento.

Memórias muito antigas usavam o método de acesso sequencial, em que o endereço de cada acesso
era sempre relativo ao endereço inicial. Exemplo de acesso sequencial é o dos sistemas VHS
(videocassete) e das fitas magnéticas.

A memória principal (RAM) permite a realização de duas operações:

A memória é organizada como um conjunto de N partes iguais, com cada parte possuindo um
conteúdo fixo de M bits.

O valor de M depende do tipo de memória. Usualmente é 8 bits (1 Byte) nas memórias RAM, mas
existem valores maiores para outras memórias.
Diferentes tamanhos de memórias.

Cada parte (chama-se célula ou, em alguns casos, palavra nas memórias RAM, linha nas memórias
cache, setor nos HDs etc.) é identificada por um número, chamado endereço. Todos os N endereços
têm mesma largura de endereço, de E bits. Vejamos um breve exemplo.

Uma memória com N partes também possui N endereços. O cálculo de N no endereçamento pode ser
realizado da seguinte maneira:

Vejamos um breve exemplo:

Esta figura esquematiza simplificadamente os termos apresentados anteriormente:


Organização básica de uma memória.

As memórias eletrônicas que empregam o acesso aleatório podem ser fabricadas para permitir duas
aplicações:

Para leitura e escrita

As memórias RAM são constituídas de dois tipos:


As memórias dinâmicas podem ser de dois tipos, vejamos a seguir:

Memórias dinâmicas assíncronas

Não são sincronizadas com o processador, por exemplo, Dynamic RAM (DRAM), Fast Page Mode
(FPM), Extended Data Out DRAM (EDO), Burst Extended Data Out DRAM (BEDO).

Memórias Dinâmicas Síncronas

Sincronizadas com o processador, evitam que o processador espere os dados, por exemplo,
Synchronous DRAM (SDRAM), Double Data Rate (DDR), Double Data Rate 2 (DDR2).

Hoje em dia, é comum o uso de memórias DDR SDRAM, pois as memórias Single Data Rate (SDRAM)
só transferem dados na subida do sinal de clock; Já as memórias Double Data Rate (DDR-SDRAM)
transferem dados na subida e na descida do sinal de clock, dobrando a taxa de transferência de dados
(data rate); Assim, uma memória DDR-SDRAM operando num clock de 100MHz (real) consegue
desempenho equivalente a 200MHz (efetivo).

Também existe a classificação quanto ao tipo de encapsulamento das memórias (formatos dos
módulos):

Memória secundária
Terminando a pirâmide da hierarquia de memória, a memória secundária objetiva o
armazenamento persistente (permanente) aos programas de usuário e seus dados.

O emprego de diferentes tecnologias para compor os diferentes tipos de memórias da hierarquia pode
ser feito através de parâmetros para análise, tais como:

Tempo de acesso: Também conhecido como tempo de acesso para leitura ou tempo de
leitura.

Ciclo de memória: É outro parâmetro (apenas para memórias eletrônicas), indica o


tempo entre 2 operações sucessivas de leitura ou escrita.

Capacidade.

Volatilidade.

Tecnologia de fabricação: Memórias de semicondutores, memórias de meio magnético,


memória de meio óptico.

Temporariedade: Permanente, transitório

Custo.

Para os tipos de memória da hierarquia, podem ser exemplificados alguns parâmetros de análise,
conforme exibido na tabela:
Tabela: Parâmetros de análise das memórias.
Fabio Henrique Silva

A sequência de transferência de dados realizada entre o processador e as memórias em um sistema


computacional é hierárquica, conforme mostrado na imagem a seguir.

Ou seja, grosso modo, em uma operação de leitura, o processador:

Irá verificar primeiro se o dado está localizado na cache L1.

Caso não esteja, verificará se o dado se encontra na cache L2 e L3 (se houver).

Finalmente, irá buscar o dado na memória principal, caso o dado não esteja localizado
em nenhuma das memórias cache consultadas.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado na operação de escrita, na qual o processador escreverá sempre
na cache mais próxima dele, mas o dado precisa estar atualizado na memória principal (RAM) para,
em seguida, ser armazenado na memória permanente (HD, por exemplo).

Diferentes tamanhos de memórias.


Subsistema de entrada e saída (E/S)
Objetivos e funções
O subsistema de entrada e saída (E/S) tem por função interligar o mundo exterior (o nosso mundo) ao
mundo interior (processador-memória). Os dispositivos de entrada e saída também são
chamados periféricos, pois estão na periferia do núcleo processador/memória principal.

São funções do subsistema de E/S:

Dispositivo e interface
Todo componente de E/S é constituído de 2 partes: O dispositivo propriamente dito; um componente
denominado interface. Vejamos alguns exemplos:

Agora, vejamos como o subsistema de E/S se comunica dentro de um sistema de computação a partir
do esquema a seguir:
Como o subsistema de E/S se comunica dentro de um sistema de computação.

Interface ou controlador serve para compatibilizar as diferentes características entre o


processador/memória e o dispositivo que controla, bem como controlar o funcionamento do referido
dispositivo.

Confira um esquema visual da localização do controlador:

Esquema ilustrativo da localização do controlador.

A necessidade do emprego de interfaces tem origem em diversos fatores:

1 Cada dispositivo possui suas próprias características. Exemplo: velocidade de


transferência de dados, quantidade de bits enviados em cada instante, formato do dado a
ser transferido etc.
2 As atividades de E/S são assíncronas, isto é, não são sincronizadas pelos pulsos do
relógio interno. Nunca se sabe quando uma tecla será pressionada no teclado, nem
quando termina o movimento de braço de leitura e gravação dentro de um disco rígido.
Há necessidade de um acordo para a comunicação fluir corretamente.

3 Podem ocorrer ruídos e outras interferências, pois os fios externos (geralmente cabos)
têm comprimento apreciável.

Em relação aos dispositivos de E/S devemos ressaltar que cada um possui suas próprias
características. Veja melhor na imagem a seguir:

Características dos dispositivos de E/S.

Exemplos de dispositivos ou periféricos são:


Disco magnético
Funcionamento básico do disco magnético
Um disco magnético é composto por um prato circular construído de material não magnético,
chamado substrato, revestido com um material magnetizável.

Os dados são gravados e posteriormente recuperados do disco por meio de uma bobina condutora
chamada cabeça. Em muitos sistemas, existem duas cabeças, uma de leitura e uma de gravação.
Durante uma operação de leitura ou gravação, o cabeçote fica parado enquanto o prato gira embaixo
dele.

Disco magnético ou Hard Disk.

A organização dos dados no prato é feita em um conjunto concêntrico de anéis, chamados trilhas. As
trilhas adjacentes são separadas por intervalos. Isso impede ou minimiza erros devido ao
desalinhamento da cabeça ou simplesmente interferência de campos magnéticos.
Algumas unidades de disco acomodam vários pratos empilhados verticalmente com uma fração de
polegada de distância. Os discos de múltiplos pratos empregam uma cabeça móvel, com uma cabeça
de leitura e gravação por superfície do prato.

Todas as cabeças são fixadas mecanicamente, para que todas fiquem à mesma distância do centro do
disco e se movam juntas. Assim, a qualquer momento, todas as cabeças são posicionadas sobre trilhos
que estão a uma distância igual do centro do disco. O conjunto de todas as faixas na mesma posição
relativa no prato é chamado de cilindro.

Confira alguns dos elementos da estrutura de um disco magnético:

Estrutura de um disco magnético.

Nos primeiros sistemas de computação, a CPU e os periféricos se comunicavam por instruções de


E/S executadas pelo próprio processador. Essas instruções continham detalhes específicos de cada
periférico, por exemplo, em qual trilha e em qual setor de um disco deveria ser lido ou gravado um
bloco de dados. Existia uma forte dependência entre processador e dispositivos de E/S.

Com o surgimento do controlador ou interface, estes passaram a agir independentemente dos


dispositivos. Uma técnica de ação se chama E/S controlada por programa, no qual o processador
fica ocupado até o término da operação de E/S. Outra técnica é denominada E/S controlada por
interrupção, na qual o processador permanece livre para processar outras tarefas.

A técnica de E/S controlada por interrupção é bem eficiente, porém, na ocorrência da transferência de
um grande volume de dados, o processador tem que intervir mais vezes. A solução adotada para isso
veio na forma da técnica conhecida como DMA (Direct Access Memory).

Driver de dispositivo
Cada dispositivo de E/S ligado ao computador precisa de algum código específico do dispositivo para
controlá-los. A esse código dá-se o nome de driver de dispositivo.

Os dispositivos podem transmitir dados em grupos de bits (paralela) ou bit por bit em série (ou
serial):

A transmissão em série utiliza menos condutores e, por isso, tem menor custo que a paralela. A
transmissão paralela foi usada muito tempo para conexão de periféricos (vídeo, impressoras etc.) ao
processador/memória. No entanto, ela possui um problema chamado deslizamento (em altas taxas).
Isso significa que, se houver um mínimo atraso em qualquer um dos sinais enviados simultaneamente
pelas várias linhas, o receptor não captará o dado. Hoje em dia a maioria das transmissões paralelas
foram substituídas por serial, tais como USB, SATA etc. A transmissão paralela é usada apenas nas
conexões internas do processador e placas-mãe para a ligação entre processador, cache e memória
principal.
Transmissão serial e transmissão paralela.

Tendências
Segundo Patterson (2011), no que tange aos futuros processadores, eles incluirão vários núcleos
específicos de domínio, que executam apenas uma classe de cálculos, mas o fazem notavelmente
melhor do que os núcleos de uso geral, visando a melhoria do custo de desempenho energético. É a
especialização.

Quanto às memórias, em todas as camadas da pirâmide de hierarquia de memória, temos


significativos avanços ocorridos:

Além disso, cabe ressaltar o uso de serviços de recursos remotos, ou seja, em nuvem, que empregam
recursos compartilhados com alta disponibilidade, capacidade e qualidade de experiência para os
usuários.
Falta pouco para
atingir seus
objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1

Qual é e em que área da UCP (processador) se localiza o registrador cujo conteúdo controla a
sequência de processamento das instruções de um programa?

Questão 2

Qual é a função dos registradores de dados?


Sistema operacional
Definição
Um sistema operacional (SO) é um conjunto de rotinas, assim como um programa, porém funciona
de maneira diferente de programas tradicionais, atuando como intermediário entre o usuário e o
hardware de um computador, tornando sua utilização mais simples, rápida e segura.

Desse modo, o sistema operacional é:

O computador pode ser compreendido como uma máquina de níveis ou máquina de camadas, onde
existem inicialmente duas camadas:

O usuário interage diretamente com o sistema operacional, como se o hardware não existisse. Diz-se,
então, que a visão do usuário é modular e abstrata. Na verdade, não existem somente duas camadas,
mas tantas quantas forem necessárias.

Nos primeiros computadores, a programação era feita através de painéis, tinha-se um maior
conhecimento do hardware, porém a complexidade era muito grande.

O hardware em si deve ter pouca utilidade para o usuário, já o software permite oferecer melhor os
serviços, e isso foi uma das motivações para o surgimento do Sistema Operacional.
A partir da imagem ao lado, podemos dizer que:

Os usuários são as pessoas, máquinas, outros


computadores.
Os aplicativos definem as maneiras como os
recursos são usados, para resolver os problemas de
computação dos usuários. Exemplo: Compiladores,
BDs, videogames, programas comerciais.
O sistema operacional controla e coordena o uso
do hardware entre os vários programas de
aplicação, para os diversos usuários.
O hardware fornece recursos básicos de
computação CPU, memória, dispositivos de E/S.

Máquina de camadas.

Tipos de sistemas operacionais


Os sistemas operacionais podem ser enquadrados nos seguintes tipos:

Tipos de sistemas operacionais.

Sistemas monoprogramáveis/monotarefas
O processador, memória e periféricos permanecem dedicados exclusivamente à execução de somente
um programa. Um exemplo é o MS-DOS.

Sistemas multiprogramáveis/multitarefas
Os recursos computacionais são compartilhados entre os diversos usuários e aplicações. Exemplos são
Windows, Linux, macOS.
Sistemas com múltiplos processadores
Possuem duas ou mais UCPs (CPUs) interligadas e trabalhando em conjunto. Sistemas como Linux e
Windows oferecem esse suporte.

Vantagens de sistemas com múltiplos processadores:

1. Escalabilidade
2. Disponibilidade
3. Balanceamento de carga

Sistemas multiprogramáveis / multitarefas


Na imagem a seguir apresentaremos os sistemas multiprogramáveis:

Tipos de sistemas multiprogramáveis/multitarefas.

Sistemas batch
Processam tarefas de rotina sem a presença interativa do usuário. Exemplo: Processamento de
apólices de companhia de seguro; relatório de vendas de uma cadeia de lojas.

Sistemas de tempo compartilhado


Permitem que múltiplos usuários remotos executem suas tarefas simultaneamente no computador.
Exemplo: Realização de consultas a um banco de dados.

Sistemas em tempo real


Possuem o tempo como parâmetro fundamental. Exemplo: Linha de montagem de um carro.

Veja a seguir a diferença entre sistemas forte e fracamente acoplados:


Antigamente, os sistemas fortemente acoplados eram restritos aos sistemas de grande porte, mas hoje
em dia os computadores pessoais e estações de trabalho possuem múltiplos processadores, com
suporte dos respectivos sistemas operacionais.

Um exemplo típico de sistema fracamente acoplado atual é o modelo de redes de computadores.

Em um sistema operacional distribuído, todos os terminais na rede são tratados como um sistema
único. Já um cluster é constituído de servidores interligados de modo transparente ao usuário, na web,
por exemplo.

Tendências
Sistemas operacionais tendem a ser virtualizados (disponibilizados na web, sem necessidade de
instalação de software) e oferecidos para os usuários usarem em uma infraestrutura na nuvem.

A virtualização de servidores reproduz um computador inteiro em software, que executa um sistema


operacional inteiro. O sistema operacional executa um aplicativo.

Já os contêineres, conforme a IBM (2020), adotam uma abordagem alternativa. Eles compartilham um
kernel do SO subjacente (ou seja, o núcleo), executando apenas o aplicativo e tudo o que dele depende,
como bibliotecas de software e variáveis de ambiente. Isso os torna menores e mais rápidos de
implantar.
Falta pouco para
atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?

Questão 1

Na literatura, encontram-se diversas classificações de sistemas operacionais (SO). Uma delas classifica
os SO nos seguintes tipos: Em lotes (batch), de tempo compartilhado (time sharing) e de tempo real
(real time). Sobre esse assunto, considere as assertivas abaixo:

I. Sistemas operacionais de tempo compartilhado e tempo real são dependentes do tempo de execução
de cada programa, porém se baseiam em diferentes parâmetros de eficiência.

II. Sistemas do tipo lote (batch) podem ser multitarefa.

III. Sistemas operacionais de tempo real são mais adequados para executar rotinas do tipo lote
(batch), se for desejado obter resultados no tempo mais curto possível.

IV. Ao executar um programa do tipo batch, um sistema operacional de tempo compartilhado se


comporta como um sistema monotarefa, desativando as rotinas de alternância de programas em
execução.

Estão corretas as assertivas:


Questão 2

A ilustração gráfica a seguir representa um sistema que utiliza uma técnica na qual as solicitações de
entrada ou saída de dados e a execução de uma única tarefa devem ser executadas pela CPU em
alternância de tempo. Apenas uma tarefa pode utilizar os recursos disponíveis até que ela seja
encerrada, dando lugar a outra tarefa.

Essa técnica é conhecida como:

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